Drops

23/01/2013

por | Moda

Chanel alta-costura Verão 2013 ©ImaxTREE

A decisão de Karl Lagerfeld de fechar o desfile de alta-costura da Chanel com duas noivas de mãos dadas e uma criança (no caso, o afilhado do estilista) foi uma manifestação de apoio ao casamento igualitário, em meio a debates na França sobre uma possível lei que permitirá a união homossexual no país.

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A interface do aplicativo “A Carioca” ©Reprodução

O site RIOetc lançou em parceria com a GNT um aplicativo para iPhone e iPad que reúne as melhores dicas e sugestões de lojas, restaurantes, bares, galerias, etc, para aproveitar o Rio de Janeiro como um nativo. Intitulado “A Carioca”, versão digital do livro de mesmo nome lançado no final de 2012, o aplicativo é grátis e  atualizado semanalmente e está disponível também em inglês.
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Alessandra Ambrósio na campanha da Rimowa ©Divulgação

A brasileira Alessandra Ambrósio é o novo rosto da marca alemã de malas e acessórios Rimowa e estampará todas as suas campanhas em 2013. As fotos foram feitas no aeroporto de Son Bonet, na ilha espanhola de Palma de Maiorca. Alessandra posou ao lado do modelo alemão Johannes Huebl com peças que são consideradas best-sellers da marca e com itens ainda inéditos no Brasil.

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Tilda Swinton no filme “Um sonho de amor”, com figurino Jil Sander por Raf Simons ©Reprodução

Segundo o “WWD”, Raf Simons, diretor criativo da Dior, será o responsável pelo figurino de Sigourney Weaver e das demais atrizes do filme The Body Artist”, baseado no romance homônimo do americano Don DeLillo. Mas esta não é a primeira aventura cinematográfica de Simons: no filme “Um Sonho de Amor”, também do diretor Luca Guadagnino, o designer, então ainda à frente da Jil Sander, foi responsável pelo figurino de Tilda Swinton.

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Miranda Kerr no desfile da Victoria’s Secret 2012 ©Reprodução

Ao lado de marcas como Zara, Nike, H&M, Mango, Levi’s e Uniqlo, a Victoria’s Secret respondeu à intimação e se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace, a Detox. A marca foi acusada ano passado de ter em algumas peças substâncias químicas (ftalatos: grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, utilizado para deixar o plástico mais maleável) em um nível muito elevado. A Limited Brands, dona da Victoria’s Secret, já se comprometeu em trabalhar com outros fornecedores e radicar os químicos nocivos da sua produção até 2020.

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Imagem do vídeo “Rastreando o baú” da Louis Vuitton ©Reprodução

A francesa Louis Vuitton lançou nesta terça-feira (22.01) no seu canal de Youtube e no site da marca o vídeo “Retracing the Trunk”, ou em português, “Rastreando o baú”, realizado pelo estúdio digital francês Les Courtisans. Por meio de técnicas de luz e mapeamento, o vídeo mostra a história e as variações de design que o icônico baú sofreu ao longo dos tempos. Assista ao vídeo abaixo:

Os Gêmeos

21/01/2013

por | Moda

Estampa criada pelo Os Gêmeos para a Louis Vuitton ©Divulgação

Depois dos irmãos Campana terem criado para a Louis Vuitton o “Marakatu”, chegou a vez de outros irmãos brasileiros colaborarem com a maison. Gustavo e Otávio Pandolfo, mais conhecidos como Os Gêmeos, estão entre os artistas convidados para criar as estampas que figurarão nas famosas echarpes da marca na coleção de Verão 2013 .

A dupla criou a estampa “Mosaico”, com motivos de sol e lua que representam equilíbrio e proporção. “Nos inspiramos nos momentos simples da vida, no equilíbrio entre a beleza e a simplicidade, e no modo mágico como podemos nos comunicar com nossos olhos. Queríamos obter o resultado mais perfeito, onde as linhas e cores fizessem de cada echarpe de seda uma obra de arte do vestuário, sem limitações, como uma obra de arte envolta em seu pescoço”, explicam.

A coleção conta também com colaborações da artista japonesa Aiko com a criação “Four Seasons” (Quatro Estações); da americana Retna com sua estola “Script”; e de duas reedições das estampas de Stephen Sprouse: a estampa “Léopard” com as cores da estação, e a assinatura “Grafite”.

A echarpe foi lançada no sábado (19.01) e está disponível apenas na Global Store da marca no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, por R$ 1.090.

豪華. Não entendeu? Se quiser trabalhar com moda, aprenda mandarim

21/01/2013

por | Moda

A chinesa Xiao Wen Ju para o Pre-Fall 2012 da Louis Vuitton ©Reprodução

Quase ¼ do mundo fala mandarim, língua oficial de China, Taiwan, Hong Kong e de parte de Singapura. Em termos financeiros, a população compreendida na porcentagem acima representa não apenas um grande mercado em potencial, mas, efetivamente, o mais emergente deles. Para conquistar esse público, distinto por questões que vão muito além do idioma, não basta abrir megalojas ou oferecer festas de gala: é preciso entender os fundamentos de sua sociedade.

A contratação de Alexander Wang para a direção criativa da Balenciaga, o fortalecimento das marcas de Jason Wu, Phillip Lim e Derek Lam, bem como a ascensão das modelos Liu Wen, Sui He e Fei Fei Sun, explicitam o interesse ocidental pela terra prometida do século 21, a China. De forma menos notória, no entanto, em ambiente corporativo as empresas têm incentivado – e até exigido – que seus funcionários frequentem cursos de mandarim.

O único “empecilho” para a estratégia de aproximação adotada por algumas companhias é que, infelizmente, o idioma corrente na China não é tão fácil de ser aprendido. De acordo com um relatório veiculado recentemente pela Burberry, a marca britânica dobrou o número de seus funcionários da área de varejo que falam a língua e, seja em consequência seja por coincidência, viu suas vendas crescerem 15% na Ásia e na região do Pacífico.

Li Bingbing em campanha da Gucci, produzida para o mercado chinês ©Reprodução

A Gucci, por exemplo, possui mais de 20 pontos de venda apenas em Pequim, mas Frida Giannini, que não é boba, produziu uma campanha específica para a China, estrelada pela atriz local Li Bingbing. Em uma matéria recente, o Fashionista cita uma funcionária da Chanel que, em conversa com o site, revelou que a marca francesa solicitou que ela, assim como outros associados, frequentasse um curso de cinco horas diárias de mandarim. As aulas também incluíam, segundo a fonte do “Fashionista”, noções básicas sobre a cultura e a história chinesas.

“Tem acontecido nos últimos anos. [...] Tenho conversado com a gerência de diferentes lojas e, seja Louis Vuitton ou Gucci, as companhias de luxo estão contratando mais funcionários do varejo que falam mandarim, especialmente na Europa e nos Estados Unidos”, comentou David Wu, analista da Tensey Advisory Group, de Nova York. O “fenômeno” acontece porque os chineses com relativo poder aquisitivo viajam e consomem bastante, já que em seu país de origem a carga tributária é mais pesada, assim como acontece no Brasil.

A chinesa Liu Wen nas campanhas da ck Calvin Klein e Diesel ©Reprodução

Por isto, se o mercado de bens de luxo seguir tal lógica, vai ser necessário que sejam ministrados também cursos de russo e português, já que a Rússia possui o maior número de bilionários do mundo e o Brasil “é o país do futuro” e a sétima economia do mundo. Aprender novos idiomas é extremamente positivo, assim como conhecer outras culturas, mas se o admirável mundo de hoje é de fato globalizado, os chineses também devem assimilar as línguas mais faladas nos ¾ restantes do globo, certo?

New face

11/01/2013

por | Gente

Marcele Dal Cortivo na redação do FFW ©Carla Valois/FFW

Ela queria ser engenheira, mas acabou se tornando modelo. Marcele Dal Cortivo, da Way Model Management, entrou no ramo há pouco mais de um ano e já fotografou com Steven Meisel, além de ter desfilado para Louis Vuitton, Marc Jacobs e Alberta Ferretti. Ótima em matemática e física, a gaúcha da pequena cidade de Marau é ainda melhor sob as lentes e como seu exemplo, Freja Beha Erichsen, é dona de uma beleza delicada, porém bastante andrógina.

Marcele veio à redação do FFW nesta quinta-feira (10.01), e contou um pouco sobre sua “descoberta”, os primeiros trabalhos nacionais e internacionais e a expectativa para o futuro. Confira abaixo a entrevista com a new face, que promete arrasar na próxima temporada europeia.

Quantos anos você tem, de onde é e como foi descoberta?

Eu tenho 19 anos e sou de Marau, no Rio Grande do Sul. Fui descoberta através de um trabalho com o fotógrafo Guto Escobar, que achou que eu tinha potencial e me apresentou ao Zeca [de Abreu], diretor da Way.

As fotos que fiz com o Guto foram para um trabalho da Faculdade de Design de Moda de Passo Fundo, que é uma cidade do lado de Marau.

Marcele Dal Cortivo clicada na edição de Inverno 2012 do Fashion Rio ©Felipe Abe/FFW

Quando você veio para São Paulo?

Vim pra cá pela primeira em setembro de 2011 para conhecer a agência. Aí fiz várias fotos e depois, na metade de outubro, vim para morar.

Com quem você mora hoje? Seus pais vieram com você alguma vez?

Na primeira vez, meu pai veio. Quando eu vim morar, vim sozinha. Hoje moro com várias meninas, no apartamento da agência.

Marcele Dal Cortivo no Pre-Fall 2012 de Pedro Lourenço ©Divulgação

Quais foram os primeiros trabalhos que você fez?

Fiz um editorial para a “RG”, depois fiz outros para a “Vogue” e para a “Harper’s Bazaar”. Ah, e o Pre-Fall 2012 do Pedro Lourenço. Logo depois eu fiz minha primeira temporada nacional no SPFW e no Fashion Rio [Outono/Inverno 2012]. Em seguida, viajei pra Tóquio.

Quais foram os desfiles mais marcantes que você fez até agora?

Com certeza foi o Marc Jacobs, em Nova York, e a Louis Vuitton, em Paris. O Marc Jacobs é muito simpático, então ajudou bastante porque me sentia bem trabalhando junto [com ele e a equipe dele].

Marcele Dal Cortivo nos desfiles de Primavera/Verão 2013 da Louis Vuitton (ao lado de Pauline Hoarau) e da Marc Jacobs ©Imax TREE

Para uma modelo que está estreando na temporada internacional, é fácil se entrosar nos backstages?

Eu conhecia basicamente as modelos brasileiras que estavam lá, mas o restante era novidade, não conhecia quase ninguém. Claro, os grandes nomes, sim, mas tem muita menina novinha que eu não sabia quem era.

Você teve tempo de conhecer as cidades por onde passou?

Tive, sim. Eu fui um tempo antes para Nova York e passeei muito. Já em Milão e em Paris foi mais restrito, o tempo era muito curto, então não deu para conhecer.

Você acabou de fotografar com o Steven Meisel a nova campanha da Louis Vuitton, como foi?

Fiz um apontamento com ele em outubro do ano passado, logo depois da temporada, mas foi a primeira vez e única que o vi antes da campanha. Eu ia fazer o Fashion Rio, mas a minha agência me confirmou no casting e eu fui. Foi uma experiência marcante, ele é bem perfeccionista e tem uma equipe enorme trabalhando, todo mundo superconcentrado e focado.

Eram eu e mais 11 meninas na campanha, mas foi bem tranquilo. Foram dois dias de fotos e ele ia falando o que queria. A campanha sai completa no começo de fevereiro.

Marcele Dal Cortivo nos desfile de Primavera/Verão 2013 de Alberta Ferretti, Marchesa e Theyskens’ Theory ©Imax TREE

Você agora está tirando o visto para viajar para Nova York? Tem algum designer com quem você gostaria muito de trabalhar?

Sim, para fazer a temporada [de Inverno 2013/14], mas não sei até quando fico. E sempre quis fazer Givenchy, mas também Chanel e Dior.

Antes de você virar modelo, você gostava de moda?

Eu gostava, sempre fui ligada no meu modo de vestir, mas eu estudava para fazer Engenharia. Estava fazendo cursinho, ia fazer Engenharia, Civil ou Química, e acabei desistindo para vir para São Paulo. Meus pais não são engenheiros, meu padrinho que é. Eu sempre gostei muito de matemática e física, realmente me interessava por isso.

Tem alguma modelo que admira?

Gosto da Freja [Beha Erichsen], acho ela incrível.

Marcele Dal Cortivo na redação do FFW ©Carla Valois/FFW

O que você de usar e quais os produtos de beleza você acha essenciais?

Eu me visto conforme o que estou sentindo no dia, mas sou bem eclética. Não saio de casa sem perfume e nem o básico de maquiagem. Sempre uso o mesmo perfume, que é da Chloé.

O que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

Gosto muito de ler; compro muitas revistas. Gosto muito de romances policiais e, às vezes, também leio biografias. Estudo inglês e assisto a seriados. Estou viciada em “Dexter”, mas tenho medo de assistir sozinha. Ontem eu assisti a animação “Detona Ralf” (“Wreck-It Ralph”) em 3D, mas não vejo muitos filmes.

Nostalgia

04/01/2013

por | Moda

Ilustrações de peças da coleção de Verão 2013 da Louis Vuitton ©Kerrie Hess/Reprodução

Nesta temporada, a Louis Vuitton colaborou com a stylist e editora de moda Kim Hersov para mostrar às consumidoras a versatilidade da sua marca, utilizando um formato original: bonecas de papel. A brincadeira infantil que existe há mais de 200 anos foi a forma escolhida para apresentar combinações feitas com peças da grife, dando às bonecas um guarda-roupa invejável: itens da Icons Collection, que reúne os ícones da marca, e peças da coleção de Verão 2013.

As bonecas de papel criadas por Kerrie Hess; o styling é de Kim Hersov ©Reprodução

Com a ajuda da ilustradora australiana de moda Kerrie Hess, que criou quatro modelos de bonecas e desenhou as peças a serem combinadas (e que você pode baixar aqui), a Louis Vuitton convida os usuários a postarem as suas criações com a hashtag #LVMixMatch no Twitter, Pinterest ou Instagram, com o prêmio de que as combinações favoritas da marca serão postadas nas suas páginas oficiais. Mãos à obra!

Abaixo você pode ver o vídeo de várias propostas sugeridas pela própria Kim Hersov:

Convite

12/11/2012

por | Moda

Uma das imagens da nova campanha da Louis Vuitton, “L’Invitation au Voyage”, dirigida pela dupla de fotógrafos Inez & Vinoodh ©Reprodução

A francesa Louis Vuitton fez sua estreia neste domingo (11.11) na televisão, com um anúncio em vários canais espalhados pelo mundo, em uma espécie de convite à viagem, conceito que permeia a marca desde a sua criação. O vídeo foi também transmitido em primeira mão na página do Facebook da grife.

A campanha “L’Invitation au Voyage”, dirigida pela dupla de fotógrafos Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, mostra um filme envolto em mistério e se passa no museu do Louvre em Paris, um dos lugares que mais agrega história e cultura francesas. A jovem e curiosa heroína, interpretada pela modelo Arizona Muse, passeia pelo museu e, com a ajuda da chave que carrega no pescoço (que será posteriormente vendida em lojas selecionadas em uma série limitada de mil exemplares), tira de uma mala rígida Louis Vuitton um envelope com as diretrizes para chegar ao seu próximo destino. Seguida por um homem charmoso, ela foge em um balão de ar quente que surge no famos0 Cour Carrée, quadrilátero formado pelo edifício do museu.

Além de Arizona, a personagem principal da campanha é a bolsa Speedy Monogram Empreinte, uma das peças ícone da maison, e para a qual o filme foi feito. Com a exploração publicitária de mídias tradicionais como a televisão, correm os boatos de que a Louis Vuitton pretende atingir as massas e não só os seus já fiéis consumidores.

Abaixo você confere o filme e as imagens da campanha. E aí, vai aceitar o convite?

Campanha 1
©Reprodução

“Tenho orgulho da jornada da Vuitton no Brasil”, diz CEO da marca

26/10/2012

por | Business

Bolsas personalizadas da Louis Vuitton ©Ricardo Toscani

Quando a Louis Vuitton fala que sua assinatura é o slogan “The Art of Travel”, não é que é uma simples assinatura. Na quinta (25.10), no coquetel de abertura da primeira global store (global porque tem todas as categorias de produto) da marca na América Latina, percebe-se que a arte de viajar está presente em cada centímetro de sua história e por trás de cada um dos seus produtos. O espaço, posicionado no piso térreo do shopping Cidade Jardim, em São Paulo, é uma das 12 global stores que existem pelo mundo. Mais do que uma loja, a marca quer criar uma experiência de compra que englobe não só o conhecimento da história por trás de cada peça, como um atendimento personalizado a cada cliente.

O FFW fez uma visita guiada por Priscila Monteiro, Press Relations Manager da marca no Brasil. Quer conhecer mais sobre o universo Louis Vuitton? Então venha com a gente:

“Marakatu”, peça criada pelos irmãos Campana para a Louis Vuitton, dentro do projeto “Objets Nomades” ©Ricardo Toscani

Logo na entrada temos o espaço da Objets Nomades, uma coleção que a Vuitton fez em colaboração com designers em torno do tema viagem. Para a abertura, os Irmãos Campana criaram a peça “Marakatu”. O sucesso foi tal que a loja ainda não abriu e ele já foi vendido. Foram criadas apenas 12 unidades numeradas e todas têm nomes de frutas brasileiras — este que está na foto é o Açaí.

Travel Room ©Ricardo Toscani

Logo atrás, está o Travel Room, espaço onde estão representadas as possibilidades de viagem da marca. Há uma parede de Keepall, mala criada em 1824, que foi uma das primeiras malas flexíveis. Entre as diversas peças especializadas, há bolsas para levar relógios, objetos de maquiagem, joias e óculos, entre outros. E todas elas podem ser personalizadas com o Mon Monogram (o meu monograma) – há a opção de colocar até três letras do nome e três cores de listras, que podem ser verticais ou horizontais. Esta personalização está disponível em várias peças.

Sabia que: A Speedy é uma bolsa criada nos anos 30, e seu tamanho menor foi criado especialmente para Audrey Hepburn nos anos 50, porque ela queria uma bolsa pequena.

Um pouco de história: Na mesma sala, está o baú cama, criado em 1891 para Pierre de Brazza, o explorador que desbravou a África e abriu caminho para a França entrar no Congo, cuja capital, na época da colonização francesa, ficou conhecida como Brazzaville.

O baú-cama, feito especialmente para o explorador Pierre de Brazza ©Ricardo Toscani

A pergunta que fica é se ainda se fazem “baús cama”. A resposta é certa para uma marca que aprecia tanto a viagem: sim. Mas com algumas diferenças. A Louis Vuitton oferece um serviço de encomendas especiais que faz os baús sob encomenda e medida para transportar objetos importantes. O pedido vai para Paris, onde é analisado por Patrick Louis Vuitton, da quinta geração da família, chefe desse departamento. Um dos pedidos mais recentes que a marca atendeu foi a criação de uma mala para guardar o sombrero de um cantor de música típica mexicana.

A pasta PDV (Porte-Documents Voyagge) e a mala Keepall em couro Nomade ©Ricardo Toscani

Do lado direito há o espaço masculino que começa com a área de bolsas. Entre elas, uma chamou a atenção: a PDV (Porte-Documents Voyagge) em couro Nomade, um material nobre criado no final do séc. 19 com um tratamento vegetal natural. Este tipo de couro não pode ter nenhuma ranhura. A área de menswear, que conta com a coleção de Kim Jones pela primeira vez no Brasil, está disposta de modo que o os homens consigam ver o que vai bem com o quê, dividido por conjuntos possíveis.

Sabia que: A Louis Vuitton tem 17 ateliers de bolsas pelo mundo: um nos USA, quatro na Espanha e 13 na França. Os sapatos são todos produzidos em uma região perto de Veneza, que tem um grande savoir-faire em calçado.

Um pouco de história: A Damier é a estampa mais antiga, criada em 1888. O Monogram é de 1896 e foi criado por Georges, filho de Louis, após o pai ter morrido. O monograma foi criado como homenagem e também como tentativa de acabar com o problema das imitações.

E sabe como dizer se uma bolsa é verdadeira? Tem um truque. Aquela tira de couro bege claro nas bolsas, como a Speedy, se chama VVN, que em francês é Vache Viege Naturel. Trata-se de um couro de vaca natural, ali não tem proteção nenhuma, e ele vai bronzeando com o tempo. Nas bolsas falsificadas ele fica para sempre bege. E o envelhecimento é rápido, às vezes sua cor muda em um ano de uso.

Área reservada às edições da Louis Vuitton ©Ricardo Toscani

Continuando o tour pela loja, passamos pela livraria. A Louis Vuitton tem a sua própria editora e hoje conta já com 60 títulos publicados. Na loja estão alguns livros, como o “Louis Vuitton-Marc Jacobs”, sobre a mostra que celebrou os 15 anos de Marc Jacobs na marca, o “Le espace Culturel”, que é o espaço de arte em Paris e Tóquio, e claro, os tradicionais City Guides.

Área de Menswear, já com peças assinadas por Kim Jones ©Ricardo Toscani

Passando pela área dos produtos Raro e Excepcional, de peças únicas com apelo de exclusividade, chegamos ao Ready to Wear feminino, com um lounge central e peças expostas do desfile de Inverno 2012. Uma das araras do Ready to Wear comporta o que na marca chamam de Icons, peças icônicas como o casaco Mackintosh e a calça de couro.

Porém, a grande atração da loja é a ala de Haute Marroquinerie. Só 12 lojas no mundo têm este serviço que é feito somente por agendamento. Você pode escolher entre cinco modelos de bolsa, em vários tamanhos, e personaliza-la com oito tipos de couro, em 27 cores. O processo costuma demorar uma hora e meia. Mas não se preocupe, porque a Louis Vuitton tem cinco vendedoras treinadas com coloristas para entender de combinação de cores. O preço médio desse serviço é cerca de R$ 23 mil.

Os modelos de bolsas disponíveis para personalização ©Ricardo Toscani

As opções de personalização ©Ricardo Toscani

A visita acaba em uma grande sala com bolsas, lenços, carteiras óculos de sol exclusivos e fashion jewelry.

O FFW fez uma seleção dos cinco itens must-have da Louis Vuitton – escolhidos pela sua atemporalidade, durabilidade e caráter icônico.

Os cinco itens must-have da Louis Vuitton (da esquerda para a direita, sentido horário): Pasta masculina em couro Nomade PDV, Etoile Leopard Sprouse, Mackintosh, Speedy Monogram Empreint e Kepall 55 ©Ricardo Toscani

1. Etoile Leopard Sprouse, R$ 2.090
É uma homenagem da Louis Vuitton ao artista Stephen Sprouse, parceria que vem sendo constantemente revisitada pela marca em suas linhas de acessórios. Esta é uma reedição da coleção de Inverno 2012.

2. Speedy Monogram Empreint, R$ 5.700
Ela reúne todos os elementos icônicos: tem o tamanho 25, que foi criado para Audrey Hepburn; é uma Speedy, modelo de bolsa lançado nos anos 1930; tem uma alça longa removível e pode ser usada a tiracolo ou na mão.

3. Kepall 55: R$ 3.720
É um clássico da marca, tem o tamanho ideal para viajar.

4. Mackintosh: R$ 5.850
Mack para os íntimos. É feito com um tecido escocês, patenteado, que é impermeável e comum a todas às coleções.

5. Pasta masculina em couro Nomade PDV (porte-documents voyage): R$ 9.500
Pode ser uma pasta para colocar o laptop e porta documentos. É produzida no couro Nomade, um material super nobre.

CEO YVES CARCELLE

Yves Carcelle, Chairman & CEO da Louis Vuitton ©Ricardo Toscani

Yves Carcelle, CEO & Chairman da Louis Vuitton há 23 anos, passa seu cargo neste ano ao empresário Jordi Constans, para se dedicar somente ao museu e à fundação Louis Vuitton. Esta não é a primeira vez de Carcelle no país. “A primeira vez que estive aqui foi em 1973, há 40 anos. Depois voltei quando abrimos a primeira loja e tenho sempre acompanhado de muito perto o país”, diz ao FFW. Quando questionado sobre as diferenças que viu desde essa época, Yves fala sobre o bom momento que o país vive e reforça o orgulho que tem da evolução da marca no mercado brasileiro. “Quando vim eu era estudante e vim como mochileiro, então aí já está uma grande diferença nas condições”, diz, brincando. “Nós abrimos a primeira loja há 23 anos no Brasil, na época foi uma aposta porque a economia tinha muitos altos e baixos, mas agora que está em alta é ótimo e estamos muito felizes de ter investido e acreditado no mercado há tanto tempo. É a recompensa por 23 anos de esforço e, se eu comparar a loja pequena que abrimos na época com o que temos agora, é uma viagem longa e eu estou muito orgulhoso”, acrescenta.

Top 5 itens da Louis Vuitton por Yves Carcelle:

1. “A mala de viagem Pegase Damier, porque estou sempre viajando. Esta mala é de um material nobre, tem couro, tem o monograma, então é super icônica e prática”.

2. “O meu relógio, para mim é um ícone. É o Tambour em preto, tem cronógrafo e muitas funções, então nunca me desaponta”.

3. “Tenho sempre um par de sapatos Louis Vuitton”.

4. “Finalmente descobri, ou melhor, começamos a fazer camisas brancas, então eu tenho várias”.

5. “E a Keepall, claro”

“Et voilá, estes são os meus cinco itens preferidos”, finaliza sorridente.

O editor de moda Derek Blasberg ©Ricardo Toscani

Como convidado da festa, estava o editor de moda Derek Blasberg, que na foto de abertura de seu blog, sai de uma mala Keepall. O FFW quis saber também quais são as peças da Louis Vuitton que Derek não vive sem. Confira abaixo:

Top 5 itens da Louis Vuitton por Derek Blasberg:

1. “Tenho que começar pelo baú de viagem, é um ícone da marca e eu adoro”.

2. “Eu adoro as cerejas do Murakami que adornam o monograma da marca, então qualquer coisa com essa estampa!”.

3. “A minha carteira de viagem, muito organizada, com tudo o que preciso, graças à Louis Vuitton”.

4. “Adoro todos os lenços com o Leopard Print do Sprouse”.

5. “E por último, um Dog Carrier [bolsa para cachorros]. Eu tenho um cachorro chamado Monster, e ele tem uma casinha Louis Vuitton”.

+ Veja quem prestigiou a abertura da Louis Vuitton no shopping Cidade Jardim, em São Paulo

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©Ricardo Toscani
Caixa de whisky "Special Order"

Estampas

17/10/2012

por | Cultura Pop

Imagem do video de Anita Fontaine para a Louis Vuitton ©Divulgação

Como forma de divulgação da linha de acessórios da Louis Vuitton da passada coleção de Inverno 2012 com a estampa Leopard do artista Stephen Sprouse, a marca convidou uma das diretoras do estúdio White Lodge, Anita Fontaine, para dirigir um vídeo comemorativo. O trabalho, que você pode ver abaixo, pretende celebrar e reproduzir as estéticas de vanguarda praticadas por Sprouse nas suas obras, como a utilização de grafite, luz Day-Glo (que brilha no escuro), pinturas em imagens já existentes, estática de TV e fotocópia. A trilha sonora é a música “Little People (Black City)”, de Matthew Dear.

Stephen Sprouse atingiu o auge da sua fama nos anos 80, por meio dos seus designs de moda – ele desfilou várias vezes a sua marca homônima -, e pelos seus grafites. Sua parceria com a Louis Vuitton começou na coleção de Primavera 2001, quando Marc Jacobs convidou o artista para grafitar os acessórios da marca, criando assim a estampa Monogram Grafite. Sprouse faleceu em 2004 aos 50 anos, e a sua estampa Leopard, criada em 1987, foi utilizada por Marc Jacobs, como homenagem póstuma ao artista, nas suas coleções de Inverno 2006 e 2008, em bolsas, sapatos e lenços. Desde então, e devido ao seu sucesso, esta é uma parceria que vem sendo constantemente revisitada pela Louis Vuitton em suas linhas de acessórios.

Desfile da Louis Vuitton Primavera 2001 com o monograma da marca desenhado por Sprouse e uma foto de Stephen Sprouse, Philip Treacy e Marc Jacobs no backstage do mesmo desfile ©Reprodução

Quadriculado

03/10/2012

por | Moda

Por Paula Rita Saady, de Paris

Louis Vuitton Verão 2013 ©Paula Rita Saady

A Louis Vuitton abriu o último dia da semana de moda de Paris Verão 2013 com um desfile performance (veja as fotos aqui). Esta é uma coleção dedicada ao Damier, o tabuleiro de xadrez, que também é um dos símbolos da maison.

Dessa vez não havia monograma, o que é especialmente raro em um desfile Louis Vuitton. Mas se houvesse, iria quebrar o efeito do desfile, que foi mais uma performance: modelos chegavam em dupla em um cenário quadriculado, por meio de escadas rolantes, e caminhavam de maneira sincronizada usando looks complementares. “As modelos em dupla serviam para destacar o grafismo do desfile”, disse o estilista Marc Jacobs, no camarim, aos jornalistas (FFW também estava lá).

“Les Deux Plateaux” ©Paula Rita Saady

Essa ideia foi concebida em colaboração com o artista Daniel Buren, o mesmo que fez a instalação “Les Deux Plateaux”, em que 260 colunas listradas alinhadas decoram a entrada do Palais Royal, em Paris. Um ponto turístico, mas Marc é um americano encantado por Paris e esse desfile tem muito da Op Art e do senso de humor do filme “ Who are you, Polly Maggoo?” (1966), de William Klein, que por acaso conta a vida de uma americana em Paris através da moda. Uma ironia às amigas que vão ao shopping e se vestem parecido? Mas na Vuitton essa imagem funcionou, pois as roupas brincavam com os comprimentos e proporções, sempre mantendo o xadrez, em preto/branco ou amarelo/branco, e outros em tamanhos diferentes. Até as flores nas estampas eram compostas por cubos, e a bolsa ficou mais quadrada e pequena. Os mais interessantes foram os de efeito vazado, feitos à mão. “Eu queria cortar o romance, tão forte nas últimas coleções. Queria algo poderoso sem precisar contar um história — acabei chegando no xadrez”, explicou Marc à imprensa.

Marc Jacobs no backstage da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady

A saia tubular, a barriga de fora, ternos, decote em V profundo, transparências, e vestidos linha A – todos os must have do verão estavam lá, em embalagem gráfica e visualmente emocionante. “É um desfile que faz bem para os olhos, e faz pensar muito sobre a moda” , resumiu Carine Roitfeld ao FFW na saída do desfile.

Polêmica entre Michael Phelps, Louis Vuitton e Olimpíadas

20/08/2012

por | Moda

Michael Phelps para Louis VuittonMichael Phelps para Louis Vuitton. Foto divulgada no dia 7 de agosto ©Reprodução

Nesta edição de 2012, o Comitê Olímpico Internacional criou uma regra muito específica, a “Regra 40″, em que deixa claro que nenhum atleta poderia participar de campanhas publicitárias não relacionadas às olimpíadas no período de 18 de julho a 15 agosto. Simples e direta. No entanto, tal restrição poderá custar as quatro medalhas de ouro e duas de prata conquistadas pelo nadador americano Michael Phelps, já que imagens de sua campanha para a Louis Vuitton vazaram no website espanhol Elperiodico.com no dia 7 de agosto, com o comentário de que o nadador seria o novo rosto da marca.

Larisa Latynina e Michael Phelps na campanha da Louis Vuitton, clicada por Annie Leibovitz ©Reprodução

No fim, tudo dependerá da Louis Vuitton. Caso se confirme o álibi da marca, de que as imagens foram roubadas e publicadas sem autorização, o recordista americano continuará com suas seis medalhas na coleção. No entanto, se for comprovado que as imagens foram vazadas intencionalmente, o atleta corre sério risco de perdê-las, voltando assim a ter “apenas” 16 medalhas. Curiosamente, caso isto aconteça, o recorde de maior medalhista nas olimpíadas voltará à Larisa Latynina, a ginasta ucraniana que contracena com Phelps em uma das imagens, fotografada por Annie Leibovitz. A campanha, já no ar no website Louis Vuitton Journeys: Beyond the Limits, conta também com um vídeo-experiência com as inspirações do atleta americano.

Yayoi Kusama fala sobre Marc Jacobs e parceria com Louis Vuitton

10/07/2012

por | Moda

Yayoi Kusama e a sua “Yellow Tree Furniture” ©Reprodução

Finalmente chega às lojas, na terça-feira (11.07), a “Infinitely Kusama”, parceria entre a Louis Vuitton e Yayoi Kusama que conta com roupas, bolsas, sapatos e acessórios com a icônica estampa de bolinhas, característica da artista japonesa. Nessa mesma data abre em Nova York a primeira das sete lojas temporárias da colaboração – e a cidade também recebe, no Whitney Museum, de 12 de julho a 30 de setembro, a mesma exposição de Kusama com apoio da Louis Vuitton que esteve em cartaz no Tate Modern. As restantes lojas serão: duas em Tóquio e uma em Paris, Hong Kong, Cingapura e Londres.

Em entrevista ao site “The Cut” sobre o designer da Louis Vuitton, Yayoi afirmou: “A atitude sincera de Marc Jacobs em relação à arte é a mesma que a minha. Eu o respeito como um designer magnífico. A Louis Vuitton compreende e aprecia a natureza da minha arte. E não é assim tão diferente do meu processo de criar moda”. Na verdade, esta não é a primeira vez que Yayoi transcende do seu universo da arte para a moda. Quando a artista vivia em Nova York, nos anos 60, inaugurou a Kusama Fashion Company, que vendia os seus vestidos e tecidos, todos com estampa de bolinhas, em lojas incluindo as suas na 6th Avenue e na 8th Street. Durante algum tempo, a varejista de luxo Bloomingdale’s dedicou-lhe um espaço onde vendia as suas criações vanguardistas como o “Homo Dress”, um vestido com um corte estratégico na parte de atrás, que custava aproximadamente US$ 15 (R$ 30).

Os primeiros looks da coleção ©Reprodução

A ideia para a “Infinitely Kusama” surgiu durante uma viagem da Louis Vuitton a Tóquio, onde Marc Jacobs se sentiu atraído, como o mesmo descreve, pela “energia interminável” da “princesa dos polka-dots”. “Foi realmente encantador porque fomos ao seu ateliê e ela conversou comigo durante algum tempo; cada vez que eu me levantava para ir embora ela me puxava de volta. Ela ficou muito feliz quando mostrou uma Speedy [bolsa da Louis Vuitton] que ela tinha pintado à mão. Isto vai trazer o trabalho de Kusama a outro público, será um novo lugar para ver esse trabalho e apreciá-lo através dos olhos da Vuitton”, diz Marc.

Veja o vídeo abaixo e ouça a história do encontro entre Marc Jacbs e Yayoi na primeira pessoa:


Carteira e sapatos da coleção Infinitely Kusama
©Reprodução


Bolsas, sapatos e óculos escuros da coleção
©Reprodução

No vídeo abaixo, com styling de Katie Grand, diretora da revista britânica “Love” e colaboradora da Vuitton há vários anos, e fotografia de Angelo Pennetta, podemos ver como a coleção promete ser animada e colorida.

“It” bolsas

05/07/2012

por | Moda

Campanha de Outono/Inverno 2012 da Mulberry ©Tim Walker/Reprodução

A Luxury Society, organização francesa destinada a investigar os rumos do mercado de luxo, bem como conectar profissionais do setor, divulgou uma análise em que o prestígio de determinadas marcas é medido a partir do desempenho de suas bolsas em ferramentas de busca na internet. Por meio da apreciação de 130 milhões de pesquisas virtuais realizadas em oito países, divididos em três continentes, o estudo avaliou a “performance” de 130 grifes, entre elas Chanel, Louis Vuitton, Hermès, Mulberry e Gucci. O resultado originou o “Top 10 Most Searched Luxury Handbags Brands Globally” (“Top 10 de Marcas de Bolsas de Luxo Mais Buscadas Internacionalmente”, em tradução livre para o português), além de disponibilizar dados interessantes acerca dos gostos e preferências regionais.

Números de buscas de bolsas de marcas de luxo por 1.000 usuários ©Reprodução

A primeira informação trazida na análise afirma que, considerando-se o número de buscas por bolsas de luxo em um total de 1.000 usuários, os britânicos são os líderes com 422 pesquisas. Como o próprio estudo justifica, a opção por adotar tal método de avaliação deu-se em virtude de cada país apresentar tamanhos populacionais e mercadológicos completamente distintos. A seguir, é revelado que no Japão a Louis Vuitton ocupa apenas a nona posição no ranking nacional, enquanto que nos outros sete países a marca está presente entre os cinco primeiros lugares. O fato acontece talvez porque, de acordo com o “The Economist”, 85% das japonesas já possuem peças da grife francesa. Já a Coach, muito popular nos Estados Unidos, é pouco conhecida – e desejada – na Europa: está em 29º na Itália, 19º na França e 11º na Alemanha.

Campanha de Primavera/Verão 2012 da Longchamp, com a modelo Coco Rocha ©Reprodução

Apesar de a França também ser a terra de origem das tradicionais Hermès e Chanel, é a Longchamp a marca mais buscada virtualmente no país; a Louis Vuitton vem logo em seguida, em segundo lugar. Algo semelhante ocorre no Reino Unido, onde a Mulberry tem quase o dobro numérico de pesquisas à frente da Chanel. O mais interessante nesses últimos dados é que tanto Longchamp quanto Mulberry são menos tradicionais e com preços mais amistosos que as supracitadas. Quanto ao Brasil, a análise aponta uma curiosa preferência por marcas fora da esfera do, como intitulam, “mega-mainstream”: a Céline e a Balenciaga, por exemplo, aparecem na terceira e sétima posições, respectivamente.

No que diz respeito a modelos específicos, a “Birkin”, da Hermès, é a bolsa mais pesquisada nos Estados Unidos, Reino Unido e França. No entanto, os consumidores americanos parecem preferir a peça em cor laranja, enquanto os franceses dão preferência à preta. Já as clássicas “2.55”, da Chanel, e a “Speedy”, da Louis Vuitton, têm também nos Estados Unidos seu maior número de buscas. O ranking divulgado pela Luxuty Society trabalha com a avaliação proporcional de todos os países investigados; confira abaixo:

1. Coach
2. Louis Vuitton
3. Chanel
4. Gucci
5. Longchamp
6. Prada
7. Hermès
8. Mulberry
9. Marc Jacobs
10. Michael Kors

Briga de gigantes

19/06/2012

por | Moda

As bolsas “da discórdia”: a cena acima foi o motivo da batalha judicial entre Louis Vuitton e Warner Bros. ©Reprodução

Não é possível ganhar sempre, nem mesmo quando se é um dos maiores impérios do mercado de luxo internacional. Nesta segunda-feira (18.06), foi anunciada a derrota da Louis Vuitton em uma batalha judicial contra a Warner Bros., outra gigante, mas da área do entretenimento. Em dezembro de 2011, a marca francesa, integrante do grupo LVMH, iniciou um processo contra o estúdio americano alegando que em uma das cenas do filme “Se Beber, Não Case! Parte II”, protagonizado por Bradley Cooper e Ed Helms, foram usadas bagagens falsas, que imitavam o logo da grife.

A decisão, dada por Andrew Carter, juiz federal de Nova York, considerou as alegações da Louis Vuitton “não plausíveis”, ou tampouco “particularmente convincentes”. De acordo com o magistrado, a cena em questão, em que o personagem Alan, vivido por Zach Galifianakis, carrega uma bagagem com os logos da marca francesa, incluindo as letras “LVM”, e fala ao companheiro de viagem: “Cuidado, isto é uma Louis Vuitton”, pronunciando o nome da grife de modo incorreto, não causa confusão ao consumidor, conforme aduzido pela mesma.

Em sua petição inicial, a Louis Vuitton demandava parte dos lucros do filme e “danos triplos”, além da destruição de todas as cópias de “Se Beber, Não Case! Parte II”. O juiz, no entanto, recusou as alegações e não concedeu indenização alguma à grife. Em comunicado para o “WWD”, os representantes da Louis Vuitton afirmaram: “Estamos profundamente desapontados com a decisão da corte. [...] Continuamos comprometidos à proteção da nossa marca, e permaneceremos vigilantes em nossos esforços para prevenir o uso inapropriado e enganoso da nossa marca registrada, a favor dos nossos clientes”.

- A cena de “Se Beber, Não Case! Parte II”:

Em abril de 2012, a Louis Vuitton ganhou uma causa muito mais razoável: em um caso proposto contra empresas asiáticas especializadas na falsificação ou cópia de produtos e símbolos desenvolvidos pela marca francesa e que, além do plágio, lucravam ilegalmente milhões com essa atividade.

Louis Vuitton ganha batalha contra falsificação em corte norte-americana

18/04/2012

por | Moda

©Reprodução

Nesta terça-feira (17.04), a United States International Trade Comission (Comissão Internacional do Comércio dos Estados Unidos, em português) regulou a favor da Louis Vuitton em um caso proposto contra empresas especializadas na falsificação ou cópia de produtos e símbolos desenvolvidos pela marca francesa e que, além do plágio, lucram ilegalmente milhões com essa atividade. Em termos práticos, com a decisão, a agência governamental irá penalizar companhias que facilitam a compra e venda desses bens em território americano, o que inclui o espaço virtual (leia-se sociedades comerciais em meio eletrônico como PayPal e eBay ou, no Brasil, Mercado Livre).

De acordo com o “WWD”, não é comum o requerimento de ações judiciais diante à ITC, mas o ganho de causa da Louis Vuitton é mais uma via das marcas protegerem suas criações do comércio gigantesco que se tornou a falsificação de produtos de luxo. “Como a primeira companhia de bens de luxo a procurar reparação na ITC, nós estamos satisfeitos com a medida significante que foi recomendada. O juiz reconhece a importância de proteger a propriedade intelectual e tomou o bem-vindo passo de assegurar que suas ordens incluam todas as mercadorias que infrinjam nossos monogramas [...] Nós vamos continuar protegendo nossa marca e nossos consumidores, e preservar os direitos dos designers e artistas”, comemorou a decisão Valerie Sonnier, diretora global de assuntos ligados à propriedade intelectual da Louis Vuitton.

Psicodelia poética: o que está por trás das esferas mágicas de Yayoi Kusama

15/03/2012

por | Cultura Pop

Yayoi Kusama na década de 1960 ©Reprodução

Esferas. Perfeitamente simétricas e coloridas. Essa forma geométrica, tão imersa na vida cotidiana por meio de objetos banais, ganhou uma nova perspectiva a partir da visão peculiar de Yayoi Kusama. Contemporânea de nomes como Andy Warhol, Georgia O’Keeffe e Claes Oldenburg, a artista plástica japonesa converteu-se em um dos expoentes do movimento pop que dominou os Estados Unidos na década de 1960 e, muito antes de Takashi Murakami, conquistou Oriente e Ocidente com sua “psicodelia poética”. Desde o início de fevereiro, a Tate Modern, em Londres, está apresentando uma das maiores retrospectivas da obra de Kusama, que, prestes a completar 83 anos, continua ativa e inspiradora.

O abstracionismo quase mágico e a constante repetição de padronagens presentes nas pinturas, colagens, esculturas e instalações de Kusama estão intrinsecamente ligados ao seu estado mental e a sua obsessão por determinados símbolos, como as já citadas esferas e, em menor escala, as “infinitas redes”. A artista, que nasceu em 1929 em Matsumoto, Japão, apresenta um quadro severo de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e, desde a infância, é acometida por alucinações que a levaram, em 1977, a se internar voluntariamente em uma instituição de saúde mental – o que não a impediu de produzir.

Yayoi Kusama no período que passou nos Estados Unidos ©Reprodução

Anteriormente à internação, no entanto, Kusama viveu 15 anos nos Estados Unidos. Durante esse período produziu inúmeras instalações e performances urbanas controversas como, por exemplo, um protesto contra a Guerra do Vietnã, em que pintou os corpos de dezenas de pessoas com poás, ou ainda “Grand Orgy to Awaken the Dead at the MoMA”, quando reuniu homens e mulheres nus no jardim do museu nova-iorquino, em 1969. Isso sem contar na participação da 33ª Bienal de Veneza, em 1966, onde expôs “Narcissus Garden”, obra que reúne 500 esferas espelhadas e que hoje se encontra no Museu da Arte Contemporânea, em Inhotim, Minas Gerais.

“Narcissus Garden”, em Inhotim ©Reprodução

Além das obras de artes plásticas, Kusama já escreveu alguns romances, produziu e atuou em dois filmes (“Kusama’s Self-Obliteration”, de 1968, ganhou os prêmios da 4º Competição Internacional de Filmes Experimentais, na Bélgica, e do Festival de Cinema de Maryland) e recentemente colaborou com a Louis Vuitton (que, inclusive, é a patrocinadora da mostra na Tate Modern) e a Lancôme, desenvolvendo acessórios, joias, relógios, bolsas e sapatos ao lado de Marc Jacobs e uma linha de seis batons tipo gloss, respectivamente.  Apesar de toda a produção individual, parcerias e exposições, Kusama não saía do Japão há 12 anos e raramente faz aparições públicas ou dá entrevistas, mas para a abertura da mostra na Tate, a japonesa se fez presente com sua já tradicional peruca vermelha e vestido…de poás.

Conheça na galeria abaixo mais do trabalho fascinante e curioso de Yayoi Kusama.

Yayoi Kusama no Tate Modern ©Reprodução

“Yayoi Kusama” @ Tate Modern
Bankside, Londres SE1 9TG
De 09 de fevereiro a 05 de junho
+ Site Tate Modern  

The Obliteration Room, exhibition Look Now, See Forever
©Reprodução