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Marc Jacobs + Yayoi Kusama: será que a LV vai deslanchar essa parceria?

Yayoi Kusama e Marc Jacobs ©Reprodução

A exposição “Louis Vuitton Marc Jacobs”, que fará uma retrospectiva do estilista à frente da maison, está marcada para ocupar o museu Les Arts Décoratifs em Paris entre 6 de março e 16 de setembro de 2012. A mostra também revelará detalhes sobre o próprio Louis Vuitton, que fundou a grife em 1854.

Enquanto boatos dão conta de que a exposição seria uma despedida-homenagem ao estilista, que pode ocupar a direção criativa da Dior (ainda segundo conversas de corredor), Marc está pensando em sua próxima colaboração artística para a Louis Vuitton, desta vez, com a artista japonesa louca por poás Yayoi Kusama.

Parcerias com a LV incluem artistas como Takashi Murakami e Stephen Sprouse ©Reprodução

A parceria não seria nenhuma grande surpresa, já que Marc Jacobs gosta de trazer artistas de vários universos para colaborar com a marca. Takashi Murakami, Stephen Sprouse e até o brasileiro Vik Muniz já fizeram parcerias criando estampas para as bolsas clássicas. Mais uma vez ele demonstra ter um olhar apurado para levar o artista certo para dentro dos ateliês da Vuitton.

O trabalho de Yayoi Kusama é marcado por alguns elementos: acumulação e repetição de padronagens, especialmente as esféricas, que ela diz ter tirado de suas alucinações. Bolinhas estampam padronagens, esculturas, fotos, quadros e outras obras da artista. No Brasil, há até um exemplo grandioso essa obsessão, o Narcissus Garden, obra que leva várias esferas metálicas que flutuam sobre um laguinho em Inhotim, complexo de arte a céu aberto localizado em Minas Gerais e visita obrigatória para quem gosta de arte.

Obra de Yayoi Kusama em Inhotim ©Reprodução

Marc Jacobs já conheceu pessoalmente Yayoi Kusama. Em 2007 foi lançado um documentário chamado “Marc Jacobs & Louis Vuitton”, que contou a trajetória do estilista dentro da marca na época. Há uma parte do filme que mostra o encontro de Marc e Yayoi. Os dois conversaram, trocaram pedidos de que não deveriam parar de trabalhar nunca e até demoraram na despedida, como quem não quer se livrar do outro. Se a parceria vai deslanchar, ainda não há confirmação, mas que promete um resultado interessante, isso promete. Química, os dois já mostraram que têm.

Para conhecer mais do trabalho de Yayoi Kusama, veja algumas de suas obras em nossa galeria. E quem estiver passando por Paris até 9 de janeiro, pode ir visitar a exposição da artista no Pompidou.

 

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Marc Jacobs + Yayoi Kusama: será que a LV vai deslanchar essa parceria?

Conheça Katie Grand, a stylist cotada para assumir a Louis Vuitton

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Katie Grand ©Reprodução

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Katie, a Grand(e). O trocadilho, embora infame, não poderia ser mais apropriado quando se fala dessa britânica, que há muito tempo é uma das mulheres mais importantes e influentes da moda. Mais uma prova do poder de Grand foi dado esta semana, ao receber o prêmio de “Magazine’s Innovator of the Year”, na categoria Moda, oferecido pelo “Wall Street Journal”. Além disso, há rumores de que Katie é uma provável substituta de Marc Jacobs na Louis Vuitton, caso ele assuma de fato a Dior. Há anos, ela trabalha muito próxima a Marc na Vuitton e está por trás das recentes exposições da marca.

Mas não é como se Katie já não fosse importante o suficiente. Hoje, praticamente tudo em que ela põe as mãos vira ouro, ou no caso da moda, vira tendência imediata. Em entrevista ao “Wall Street Journal”, ela cita um exemplo: “Eu acho que a Topshop está vendendo milhares de hot pants porque Marc [Jacobs] e eu colocamos Kate Moss em um par dessas com uma jaqueta arrumada na passarela do desfile da Louis Vuitton”, disse Grand. “Aquilo apareceu nos jornais ao redor do mundo, e então alguma garota, se ela tiver pernas decentes, diz, ‘Oh yeah, eu poderia usar uma jaqueta legal e um par de hot pants’. Mas acho que essas pessoas nem sabem quem eu sou”.

Desfile da Louis Vuitton, Inverno 2011 ©Reprodução

Isso porque Katie é mais do backstage. Enquanto editoras de moda de todo canto do mundo fazem questão de aparecer e criar uma imagem, ela não faz muito alarde sobre si mesma –  não usa um pingo de maquiagem, por exemplo – embora seu guarda roupa seja gigantesco, já que ela não se desfez de nenhuma peça, desde seus 15 anos. Em uma entrevista ao “Guardian”, contou que teve de mudar de casa, pois já não havia espaço para suas coisas. Hoje, o espaço já está ficando pequeno novamente, mas tudo é extremamente organizado. E por ordem alfabética de designer, tá meu bem?

Porém, o que mais importa para Katie é o seu trabalho. Ela está no topo da pirâmide da influência e trabalha em um ritmo alucinante, seja junto aos designers antes dos desfiles, seja criando conceitos interessantes para campanhas publicitárias, ou, aquilo pelo qual ela é mais conhecida, organizando e exibindo o melhor da temporada nos editoriais das revistas. Hoje, Kate está por trás da revista “Love”, mas sua história na mídia impressa é longa.

Campanha Bottega Veneta, com styling de Katie ©Reprodução

Nos últimos dez anos, o curriculum de Katie só fez aumentar com nomes poderosos, como colaborações ao lado de Marc Jacobs, Giorgio Armani, Alber Elbaz e Miuccia Prada. Ela também fez um bom trabalho de marca com a Bottega Veneta, Topshop e Loewe, mas o que ela mais gosta mesmo de fazer, é revista.

Tudo começou na infância. Ela cresceu em Birmingham, na Inglaterra. Aos 12 anos, enquanto estava de cama, o pai trouxe uma “Vogue” e uma “The Face”. “Eu era realmente nerd, e em seguida, naquela noite, eu pensei ‘Eu só quero ser cool’”, contou ela. Como muitas jovens que algum dia sonharam em trabalhar com moda, Katie queria ser editora da “Vogue”. Para realizar seu sonho, escreveu para Liz Tilberis, editora da “Harper’s Bazaar”, pedindo um conselho. A editora sugeriu que ela estudasse na Central St. Martins, o que ela fez. Um ano depois, desistiu do curso, mas não sem antes fazer alguns amigos, como os estilistas Giles Deacon e Stella McCartney.

“Dazed & Confused”, 1999 ©Reprodução

Foi então que ela conheceu o fotógrafo Rankin, que a convidou para ajudá-lo com uma revista, chamada “Eat Me”. Logo depois veio a “Dazed & Confused”, que Rankin começou com Jefferson Hack, na qual Katie ficou por sete anos. “[Rankin] era muito positivo e sempre teve essa mentalidade de faça-você-mesmo ao invés de trabalhar para alguém. Aquele espírito de ‘Oh, vamos fazer isso, vamos montar uma exibição, vamos começar uma revista’”, contou Katie. Durante o tempo em que esteve lá, não havia orçamento, não havia salário, mas as oportunidades de aprendizado eram infinitas, e ela podia mostrar sua paixão pelo styling. Durante o tempo que esteve na “Dazed”, conheceu Stuart Vevers, que viria a ser diretor criativo da Bottega Veneta.

Pouco tempo depois, Vevers chamou Grand para revitalizar a marca italiana. Ela foi, e levou com ela o amigo Giles Deacon para fazer o design. Foi o grande avanço comercial dela. Ainda trabalhando com a Bottega Veneta, Grand chamou a atenção de ninguém menos que Miuccia Prada, que fez um convite irrecusável: “Venha e faça algo divertido pra mim”. “Foi uma oportunidade maravilhosa e eu acho que foi quando as pessoas começaram a me tratar como stylist”, disse.

Capas da “Dazed & Confused” de 1997 e 1994 ©Reprodução

O trabalho foi excelente enquanto durou. “Ela é brilhante, inteligente e muito boa no que faz”, disse Miuccia certa vez. Mas a estilista parou de trabalhar com Katie. “Acho que ela se cansou de mim”, declarou Katie ao “Guardian”. “Era para eu fazer a campanha da Miu Miu e recebi um telefonema dizendo que eles haviam decidido usar um stylist diferente. Então eu chorei um pouco. Eu ainda vejo Miuccia socialmente e gosto muito dela, mas acho que ela cansou. Ela meio que enjoa das pessoas”.

Apesar dos altos e baixos como stylist e consultora para grandes marcas, o trabalho paralelo nas revistas continuava. Enquanto trabalhava na “Dazed”, foi convidada para ser diretora de moda da “The Face”, em 99.  E logo depois, em 2000, nasceu a “POP”. Katie preferiu colocar a maior parte do orçamento em produção, e pouquíssimo nos salários. Mas com uma bela impressão, os fotógrafos se sentiam atraídos, e assim foi-se construindo uma reputação para a revista.

“The Face” de 1999 e “POP” do Inverno de 2008 ©Reprodução

A publicação bi-anual deu tão certo, que a Condé Nast começou a cortejar Katie para que ela fizesse uma revista para, vejam só, concorrer com a “POP”. Katie – com todo o staff -  foi contratada para que fizesse uma nova revista. Surgia a “LOVE”, em 2009.

Mais uma vez, a britânica provou que é boa na arte de fazer revistas, e o primeiro número foi a edição de estreia com a venda mais rápida da história da Condé Nast UK. Embora dê um lucro considerável, Katie garante que não é esse o propósito da revista. “É um fantástico laboratório para a moda. É divertido fazer uma revista que fala com margens mais selvagens da moda”.

Capas históricas da “LOVE”: Verão 2009 com Beth Ditto e Verão 2010 com Lara Stone ©Reprodução

A história, e o legado que Katie Grand vem construindo, é enorme, assim como seu pagamento. Hoje, um dia de trabalho dela para uma grande marca custa cerca 6 mil libras (cerca de R$ 20 mil). E o que ela faz para valer tanto dinheiro? “Acho que eu tenho um ponto de vista que as pessoas gostam. E eu sou louca por sapatos e bolsas e quero que cada look tenha uma bolsa. E eu vou direto ao ponto. Muitas pessoas criativas tendem a pensar demais e precisam analisar coisas. Quando você está trabalhando com grandes estilistas e vocês têm um desfile no domingo, você tem que dizer, ‘Eu gosto disso, não gosto daquilo, vamos fazer aquilo, vamos fazer esse em cinza’”, explicou.

Com tanta experiência, será possível que Katie assuma a direção criativa de uma grande marca? Há algum tempo, a Mulberry tentou contratá-la para o tal cargo. Após pensar bastante, Katie recusou. “Nunca senti que eu fosse particularmente boa com design. E o problema com design é que a parte divertida, a parte do design, é menos de 10% do dia. Considerando que o stylist pode vir, criar, tomar decisões e depois ir embora. Então sempre pensei que ser uma stylist é um trabalho muito melhor!”, explicou na época.

Editoriais da “LOVE”, com edição de moda de Katie Grand: Inverno 2010 e Inverno 2011©Reprodução

A verdadeira paixão de Grand continua a ser as revistas, embora ela tenha abandonado o sonho de ser editora da “Vogue”. “Eu descobri há uns anos atrás que por mais que eu ame “Vogue” e “W”, o tipo de revista que está mais próxima do meu coração são as revistas de estilo, como “The Face”, “i-D”, “Interview”. Acho a “Interview” realmente inspiradora – não que eu esteja me comparando com Andy Warhol! – mas acho que quero construir alguma coisa tão icônica quanto, com capas que as pessoas vão sempre lembrar”.

Fica sossegada, Katie. Isso você já conseguiu. Vamos agora aguardar os próximos capítulos.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Katie Grand:

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Conheça Katie Grand, a stylist cotada para assumir a Louis Vuitton

Para se inspirar: as cinco melhores belezas da Paris Fashion Week

ABRE©Reprodução

E a temporada de moda internacional acabou! Ufa, exclamam aqueles que trabalharam em ritmo alucinante durante tantos dias – e até noites. Mas antes mesmo de dar tchau de vez, selecionamos algumas das belezas mais belas, com o perdão do trocadilho, que desfilaram em Paris.

Inspire-se!

CHRISTIAN DIOR

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A maquiagem foi assinada por Pat McGrath, e o foco eram os lábios. “O look é sobre uma clássica, linda boca vermelha feita de um jeito moderno”, explicou a maquiadora, que usou três tons diferentes, que variava de modelo para modelo, e aplicava com os dedos. Os cabelos eram de Orlando Pita, que quis fazer algo simples, mas com uma ‘silhueta’ interessante. Para o efeito da franja, ele puxou para trás até fazer o efeito viradinho, colocou um grampo bem na curva, e encheu de spray.

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CHANEL

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Peter Philips, maquiador da Chanel, se inspirou no tema da coleção, que foi “fundo do mar”, para fazer algo que ele definiu como “muito limpo, puro, e fresco”. O principal da maquiagem são os olhos brilhantes, feitos com um mistura de duas sombras “Illusion D’Ombre”, Fantasme e Emerveille, e os “piercings” de pérola, que ora apareciam no rosto, ora nos cabelos.

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YVES SAINT-LAURENT

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O make-up de Saint-Laurent, assinado por Pat McGrath, era bem dramático, com lábios vermelhos cintilantes, sobrancelhas descoloridas e olhos gráficos escuros, que foram feitos, inclusive, apenas com lápis de olho, nada de sombra. Sobre os lábios, Pat disse: “É uma boca de couture – jovem, mas ao mesmo tempo, rica e excêntrica”.

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VALENTINO

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“É um make-up muito romântico, bonito – realmente poético”, explicou Pat McGrath sobre a beleza do desfile de Valentino. Há iluminador no topo das bochechas, ossinho do nariz e no arco do cupido da boca. Nos olhos, Pat colocou sombra em pó rosa pálida e iluminador nude, com um pouco de cinza brilhante nos cantos. A menina dos olhos dessa beleza, no entanto, eram os cabelos, arrumados em um conjunto de três tranças folgadinhas feitas em torno da cabeça. Guido Palau, que fez o cabelo, comentou, “É muito leve e feminino”.

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LOUIS VUITTON

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Na Louis Vuitton o make-up era de “bonita”, com cílios postiços imensos e cara saudável. O cabelo, feito por Guido, consultor criativo da Redken, era um coque banana com um ‘twist’, que deixava alguns fios para fora. “Hoje é o ultimo dia de Fashion Week, e na Louis Vuitton estamos criando um coque fácil, com um toque meio punkizinho”, explicou o cabeleireiro. Algumas modelos usaram tiaras, deixando o look ainda mais fofo.

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Para se inspirar: as cinco melhores belezas da Paris Fashion Week

Direto de Paris: Louis Vuitton emociona com desfile romântico

por Paula Rita Saady, em Paris

abre-louis-vuitton-verao-2012-parisO carrossel da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady

A Louis Vuitton emocionou na manhã de quarta-feira (05.10), no Louvre, falando de amor e a alegria de viver, no último dia da semana de moda de Paris. Um carrossel gigante, com todas as modelos posando em seus respectivos cavalos (48 para ser exato), girava enquanto elas saíam, uma por uma, para a passarela. (Veja aqui a coleção completa)

O desfile foi romântico, celebrando o trabalho manual e as técnicas artesanais francesas. O clima era total soft: branco e tons clarinhos de bala e sorvete, que se confirmam como tendências fortes para o Verão 2012.  Até a jaqueta motociclista usada pela top Raquel Zimmermann era em crocodilo em tom perolado.

desfile-louis-vuitton-verao-2012-parisVerão 2012 da Louis Vuitton ©ImaxTREE

Kate Moss fechou o desfile, sem cigarro nem hot pants, mas com um vestido de bordado inglês e plumas, causando menos controvérsias do que na temporada passada — mas não menos impacto. Lágrimas corriam nos rostos de alguns fashionistas que assistiam à fila final.

A simbologia sugestiva do cenário reforçava os rumores que circulam. Será mesmo o fim do ciclo de Marc Jacobs na Vuitton? Muitos se perguntavam.

louis-vuitton-natalia-vodianovaNatalia Vodianova no backstage da Louis Vuitton ©Paula Rita Saady

Mas esta era a pergunta proibida. Sob riscos de serem expulsos do backstage, jornalistas foram aconselhados a não tocar no assunto Dior. Marc já havia deixado claro que não ia falar sobre isso, e foi embora rapidamente, deixando Natalia Vodianova brilhar nas entrevistas. Ela não desfilou, mas é a nova namorada de Antoine, filho de Bernard Arnault, CEO da LVMH. “Marc é um estilista muito perspicaz, ele sabe o que faz, pois tem uma forte intuição para moda”, dizia a atual primeira dama do luxo.

Enquanto isso, Katie Grand, stylist de Marc Jacobs e editora da revista “Love”, causava no camarim, teve até uma dancinha…. que quebrou um pouco o gelo do suspense que paira sob a marca. Agora é só esperar o próximo capítulo, com direito a muito algodão-doce.

Direto de Paris: Louis Vuitton emociona com desfile romântico

Louis Vuitton presta homenagem a Marc Jacobs com mostra em Milão

marc-jacobsMarc Jacobs pode estar se despedindo da Louis Vuitton ©Reprodução

Apesar de nenhum comunicado oficial ter aparecido até agora, o boato de que Marc Jacobs deixará a Louis Vuitton para assumir a direção criativa da Dior está cada vez mais próximo de uma possível confirmação.

A última notícia que fez o mundo da moda abrir os olhos para o rumor é que a Louis Vuitton acaba de anunciar uma exposição durante a Fashion Week de Milão que prestará uma homenagem a Marc, diretor artístico da grife há 14 anos, e grande trunfo por trás do megasucesso da marca.

lvDesfile de Inverno 2011 da Louis Vuitton ©FFW

Assim como relatou o portal especializado “WWD”, a curadoria da mostra ficará por conta da editora de moda e stylist Katie Grand, grande amiga e antiga colaboradora de Marc. Katie, inclusive, já assinou o styling de vários desfiles da Louis Vuitton e foi a cabeça por trás da mini-retrospectiva do trabalho de Marc exibida na abertura da flagship da LV em Londres, no ano passado. A nova exposição também tem essa pegada e vai acompanhar a inauguração da expansão da loja da LV de Milão, durante a semana de moda. Ou seja, pode ser apenas um  novo formato de abertura de loja, agregando história e arte ao produto em si.

Entenda o caso

Os rumores de que Marc Jacobs assumiria a direção criativa na Dior ganharam força na semana passada, quando o site “The Daily” contou que Bernard Arnault, presidente do conglomerado LVMH, estaria deslocando Jacobs para a Dior (as duas grifes pertencem ao grupo). O burburinho gerado pela imprensa foi ainda mais longe, com boatos de que Phoebe Philo, atualmente na Céline, estaria cotada para ser a nova diretora de estilo da Vuitton. Faz até sentido essa migração, já que Phoebe é uma das estilistas mais elogiadas por Arnault e transformou as bolsas da Céline em peças de desejo super cobiçadas por qualquer menina que goste de moda. E grande parte do lucro da Louis Vuitton vem da venda de bolsas.

dior1A criticada coleção de alta costura assinada por Bill Gaytten ©FFW

A Dior está sem um grande nome na direção criativa desde março, quando a direção do grupo LVMH resolveu demitir John Galliano. No entanto, durante a última temporada de Alta-Costura, em Paris, a marca apresentou uma coleção sob direção de Bill Gaytten, ex-assistente de Galliano, que foi amplamente criticada.

Desde então, vários nomes foram apontados como possíveis substitutos de Galliano: Riccardo Tisci, Hedi Slimane, Alber Elbaz, Nicolas Ghesquière e Sarah Burton são alguns deles. Será que no caso de Marc Jacobs o que é apenas boato vira realidade? Pois, por enquanto, são apenas boatos.

Louis Vuitton presta homenagem a Marc Jacobs com mostra em Milão

Louis Vuitton promove programa para estudantes de arte em Londres

estudantesEstudantes poderão aprender com vários artistas ©Reprodução/Dazed&Confused

Sabia que a Louis Vuitton tem um projeto para lançar novos artistas? Trata-se do Louis Vuitton Young Arts Project, um programa que apoia iniciativas que investem em novos nomes da arte. Desta vez, eles estão apoiando o ‘The Academy of Youth Mythology’, um evento de cinco dias que pretende engajar 30 jovens artistas em trabalhos sobre o tema “Mitologia Jovem”.

O programa é uma espécie de curso de verão, na Southbank Centre, coordenado pela artista Lucy Panesar juntamente com membros do Louis Vuitton Young Arts. São cinco dias com aulas que devem guiar os jovens e dar a oportunidade de eles trabalharem com artistas para explorar alguns mitos em volta da cultura jovem de hoje.

A ideia é, além de tentar destruir mitos da cultura jovem, trazer novos mitos, vindos de experiências pessoais dos alunos. Em entrevista à “Dazed & Confused”, Lucy Panesar afirmou que ela queria trazer para as aulas artistas com abordagens das mais diferentes possíveis, para que os estudantes pudessem aproveitar ao máximo.

Durante a semana de trabalho, os participantes trabalharão com os artistas convidados: Marcia Farquhar, Edwin Burdis, Ross Roberston e a dupla Laura & Lauren. Outros experts visitantes também estarão no curso para falar sobre arte, mídia, produção, performance e curadoria, entre outros temas. O resultado da produção estará em uma exposição no final da semana de trabalhos.

Louis Vuitton promove programa para estudantes de arte em Londres

Marc Jacobs ganha super mostra em Paris, pelo trabalho na Louis Vuitton

marc_abre©Reprodução

O próximo nome da moda a ter uma exposição para chamar de sua é o americano Marc Jacobs, que vai ganhar uma retrospectiva de seu trabalho na Louis Vuitton, no Les Arts Décoratifs, que faz parte do Musée de La Mode et du Textile du Louvre. É neste mesmo museu que acontecerá a exposição do trabalho de Hussein Chalayan, inclusive.

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Os LV’s estilizados por Takashi Murakami, Stephen Sprouse e Richard Prince ©Reprodução

A curadora do museu, Pamela Golbin, explicou que a mostra será dividida em dois períodos históricos da marca, com base nos homens mais importantes na evolução da Maison: a revolução industrial representada pelo nascimento da Louis Vuitton, em 1854, quando seu fundador fazia malas artesanalmente, e a globalização da moda, simbolizada pela entrada de Marc Jacobs na direção criativa da marca, em 1997. Um dos símbolos do estilista na casa são os monogramas LV estilizados, que desde sua criação, em 1896, não haviam sofrido nenhuma alteração. A exposição entra em cartaz no próximo ano.

Confira na galeria abaixo o trabalho de Marc Jacobs na Maison, desde 2000.

Marc Jacobs ganha super mostra em Paris, pelo trabalho na Louis Vuitton

Série de filmes da Louis Vuitton mostra a nova estrela da marca; veja aqui

vuitton689004Foto de bastidor da filmagem de “Double Exposure”, com Tom Craig à direita e Sam Taylor-Wood à esquerda © Reprodução

Depois de lançar o site Nowness, incrível experiência online que abriga vídeos e imagens de moda e arte sob uma curadoria impecável, a LVMH vê na Louis Vuitton a marca que deve passar valores mais artísticos que andem contra a corrente alucinada da moda, com trocas de novidades a cada dois dias.

A marca dirigida por Marc Jacobs está produzindo uma série de filmes chamada Double Exposure. O primeiro vídeo, exibido no final de março na loja da New Bond Street, em Londres, teve como estrela a artista e diretora de cinema Sam Taylor-Wood (“Nowhere Boy”). Uma personagem realmente interessante, Sam, aos 40 anos, é considerada uma das melhores artistas de sua geração. O livro “Still Lives” é lindo e uma ótima introdução ao seu trabalho.

sam-taylor-wood-lvFoto de Sam Taylor-Wood

Quem assina a a direção do filme e as fotos dessa nova campanha é Tom Craig, famoso das páginas de muitas revistas e pelos belos retratos que faz de atores e artistas, como Sofia Coppola, Daniel Day Lewis, Ralph Fiennes, entre outros. Craig optou por um método muito antigo de fotografia, o Collodion Process (colódio, aqui no Brasil), usado na era vitoriana, em que o fotografado deve ficar imóvel por cerca de 20 segundos.  Ao escolher esse processo, muito mais lento, a marca reafirma o conceito do trabalho todo, de criar um universo próprio, mais intimista e mais lento, em uma contradição ao instantâneo da fotografia digital profissional e amadora (iphone, instagram, etc).

O styling fica por conta da britânica Bay Garnett, também bastante conhecida, especialmente por seu trabalho na “Vogue” britânica e como diretora de estilo da grife Matthew Williamson.

A grife também anunciou que vai abrir uma pop up store em Cannes durante o Festival de Cinema, que vai de 11 a 22 de maio.

Veja abaixo o filme com Sam Taylor-Wood:

Série de filmes da Louis Vuitton mostra a nova estrela da marca; veja aqui

Musa da Ralph Lauren e exclusiva da Louis Vuitton, Bruna Tenório vive boa fase

Bruna-Tenorio-Ford-Models-credito-Felipe-TorretaBruna Tenório (Ford Models) ©Felipe Torreta

Bruna Tenório está passando por uma boa fase na carreira – não que ela já tenha passado por uma fase especialmente ruim. Com seu corpo esguio e traços delicados de ascendência indígena, a alagoana rapidamente chamou a atenção do mundo da moda e, logo em seu primeiro ano como modelo, em 2006, se apresentou nas passarelas da Chanel, Christian Dior e Dolce & Gabbana nas temporadas de Paris e Milão. Desde então, desfilou e acumulou contratos com algumas das maiores grifes do mundo e fez a difícil transição de “modelo em ascensão” para “modelo estabelecida”.

A temporada inverno 2011, porém, teve um significado especial: convidada para fechar o desfile da Ralph Lauren na semana de moda de Nova York – além do fato de que quase todas as peças da coleção foram montadas em seu corpo -, a modelo afirmou que ouviu do próprio estilista: “Você é a musa da minha coleção”. No blog que ela mantém desde 2008, Bruna escreve: “Para vocês talvez esse tenha sido mais um desfile incrível da Ralph Lauren, mas para mim esse foi o desfile dos meus sonhos. (…) Eu sempre soube (ou pelo menos achei que soubesse) o quanto é importante para um estilista ver a sua coleção na passarela. São seis meses de trabalho para criar uma coleção e em média 20 minutos para mostrar tudo o que foi feito durante esse tempo. São apenas 20 minutos de prazer, até ter que começar tudo de novo. Eu acho que eu só consegui entender isso de verdade nesse desfile, ao ver o estilista com lágrimas nos olhos. Vou ser eternamente grata pela alegria que essa apresentação me proporcionou. É diferente trabalhar com pessoas que amam o que fazem”.

Poucos dias depois, Bruna fotografou a campanha pre-fall da Ralph Lauren e, após desfilar para Marc Jacobs, Prabal Gurung e St. John, foi para a semana de Paris, onde foi exclusiva da Louis Vuitton. Mas para quem acha que vida de modelo é só glamour, vale a pena ler o que ela escreveu em seu blog sobre os preparativos para o evento:

“(…) Foi tudo muito rápido, cheguei e fui direto para o hotel jogar uma água no rosto e  ir para a prova de roupa, que foi acabar, nada mais nada menos que 1 hora da manhã. Além de todo o cansaço acumulado por conta da longa viagem, meu corpo ainda sentia o peso do fuso horário da Europa que sempre me deixa destruída. As 4:30 da manhã toca o meu despertador, pulo da cama e tento esquecer que dormi apenas 1 hora e 45 minutos. Call time do desfile às 5 am, em ponto. Chegando no backstage, pego um belo espresso doppio e me sento para fazer o hair & makeup do desfile… 10 am começa o grande show, e que show”.

Veja na galeria os principais desfiles de Bruna Tenório na temporada inverno 2011:

Musa da Ralph Lauren e exclusiva da Louis Vuitton, Bruna Tenório vive boa fase

“A moda é uma máscara que nos transforma”, diz Marc Jacobs

Par6124888Kate Moss fuma na passarela da Louis Vuitton ©Reprodução

Por Juliana Lopes

Depois de um dramático e sexy desfile, onde as modelos chegavam por elevadores dourados no meio da passarela, Marc Jacobs ainda parecia transbordar aquela atmosfera. Já as pessoas em torno estavam na mesma sintonia: “foi lindo chegar na passarela pelo elevador”, disse ao FFW a top brasileira Bruna Tenório. “Foi um dos melhores desfiles dessa temporada”, comentou Anna Dello Russo, depois de falar com Marc Jacobs.

O tema oficial foi mesmo “Fe-tish also fe-tich”. “Fetiche é uma obsessão por certos objetos. Nós somos obcecados por moda, morremos para ter bolsas e sapatos. E eu amo tudo isso, é uma perversão que se deve celebrar”, disse Marc Jacobs, no backstage.

+ Veja fotos e leia mais sobre a coleção Inverno 2011 da Louis Vuitton

“A moda é uma máscara que nos transforma”, diz Marc Jacobs