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Inès de la Fressange mostra em livro os segredos do charme francês

Inès de la Fressange, maravilhosa aos 54 anos ©Reprodução

Que Inès de la Fressange havia lançado no meio de 2011 um guia sobre o estilo da mulher parisiense todo mundo já sabia. A versão em português do livro “A Parisiense”, no entanto, só chegou ao Brasil no final de dezembro por meio da Editora Intrínseca. Nas 233 páginas da publicação, a modelo francesa discorre preciosas dicas de moda, beleza e lifestyle, além de indicar lugares para comer, comprar e se hospedar em Paris.

Com a ajuda de sua filha, a bela Nine d’Urso, e da jornalista Sophie Gachet, Inès conseguiu capturar nas páginas de seu compêndio o “savoir-faire” das mulheres parisienses, reconhecidamente dotadas de uma elegância ímpar e um estilo despretensioso. “Você não precisa nascer em Paris para ter o estilo da parisiense. Eu sou o melhor exemplo disso: nasci em Saint-Tropez!”, garante Inès logo no início do livro. Para a modelo francesa, que no auge de seus 54 anos continua linda e com a mesma silhueta que exibia nas passarelas da Chanel nos anos 1980, o estilo natural da parisiense é um “estado de espírito”.

Ilustrações de Inès de la Fressange e a capa de “A Parisiense” ©Reprodução

Segundo Inès, o DNA da parisiense pode ser resumido em seis pontos principais: “Fuja dos conjuntos – esqueça o total-look: é preciso mis-tu-rar!”; evitar “tudo que é exagerado e chamativo. Não ter cara de perua é a ideia”; “Descobrir novas grifes. Principalmente se forem criativas e acessíveis”; conhecer o próprio corpo e usar o que lhe cai bem (“Você nunca vai ouvir uma parisiense se queixar que a saia está muito curta, o vestido muito apertado e os sapatos muito altos”); não ter ídolos e se inspirar na moda de rua e, finalmente, não seguir tendências e desconfiar das regras impostas pelo mercado (“É preciso saber tomar liberdades com as afirmações categóricas da moda”).

Após deixar claro os principais aspectos do código genético da mulher parisiense, Inèz de la Fressange dá dicas preciosas como, por exemplo, refletir sempre antes de comprar uma peça e dividir o orçamento em itens básicos – e de qualidade – e paixões “que tornam o guarda-roupa alegre”, que para a modelo seriam cintos, bolsas e bijuterias. Sobre os tais itens essenciais, Inès elenca o blazer, a capa de chuva, o suéter azul-marinho, a jaqueta de couro, as camisetas sem manga, os “pretinhos básicos” e as calças jeans. Possuindo esses clássicos, tudo é questão de saber compor.

Nine d’Urso encarna o espírito parisiense ©Benoît Peverelli/Reprodução

Para ilustrar as sugestões, Inès convocou a filha Nine d’Urso, que aparece passeando pelas ruas da capital francesa com looks sóbrios e cheios de charme. Nine, aliás já começou se destacar como modelo e recentemente estrelou a campanha do primeiro perfume da grife italiana Bottega Veneta (confira abaixo o vídeo da campanha). Além das fotografias da jovem, “A Parisiense” conta com uma série de desenhos feitos pela própria Inèz. Para não dizer que o guia de estilo não é completo, a modelo francesa ainda anexou ao livro um capítulo onde dá dicas do que vestir em ocasiões especiais, como uma noite romântica (“Revelar-se no primeiro encontro com um decote vertiginoso e uma minissaia supermíni, não dá!”), um jantar com amigos (“Pense básico – descarte o vestidinho cheio de fru-frus. Aposte na sobriedade”) e até um fim de semana no campo (“Deixe a “it bag” em casa e vá com uma cesta de palha ou uma sacola de algodão”).

 

Sobre envelhecimento e beleza, Inès de la Fressange assevera: “A parisiense de 20 anos examina a pele todo dia num espelho de aumento. A cinquentona, nunca. Depois de certa idade o conjunto é muito mais importante”. Talvez esse seja um dos segredos da francesa para refletir tanta autoconfiança. Os outros, segundo ela, são: tirar sempre a maquiagem antes de dormir, evitar peelings e esfoliações agressivas, visitar com frequência o dentista (“Um lindo sorriso e belos dentes fazem esquecer todo o restante!”) e ter cuidado com o que se come e a maneira com que se seca os cabelos, que para Inès é até mais importante do que o xampu que se usa (com muito bom humor, ela adiciona: “Pronto, acabo de perder qualquer possível contrato com empresas de cosméticos!”, o que sabemos não ser verdade já que Inès é uma das embaixadoras oficiais da L’Oréal).

“A Parisiense” segue ainda tratando de decoração, com direito a dicas de Inès de onde comprar móveis e acessórios para casa em Paris (e online). Como musa inspiradora da própria obra, Inès de la Fressange finaliza o compêndio falando de seus lugares preferidos em Paris e selecionando um roteiro para quem planeja visitar à cidade. Depois de ler – ou simplesmente folhear – o livro, é impossível não querer rearrumar todo o guarda-roupa, comprar todas as peças sugeridas e se mudar imediatamente para Paris.

O livro pode ser encontrado por R$ 49,90 na FNAC, Livraria Cultura e Saraiva.

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©Benoît Peverelli/Reprodução

Fotografia de Nine d'Urso para o livro ''A Parisiense''

Inès de la Fressange mostra em livro os segredos do charme francês

Autor italiano afirma que (ainda) não se faz fast-fashion no Brasil

Topshop em São Paulo, Oskar Metsavaht para Riachuelo, nova flagship da C&A, lançamentos da Renner: o fast-fashion nunca esteve tão presente no Brasil. Para engrossar esse caldo, a Estação das Letras e Cores lançou (26/10) o livro “A Revolução do Fast Fashion: estratégias e modelos organizativos para competir nas indústrias híbridas”, escrito por Enrico Cietta, consultor de moda e sócio-diretor da Diomedea _empresa italiana de pesquisa e comunicação, também presente no Brasil.

revolucaofastfashion“A Revolução do Fast-Fashion” inaugura as publicações sobre o tema no Brasil ©Divulgação

O livro, que traz um tema inédito em publicações no Brasil, analisa a transformação do modo de consumo de moda na Europa nos últimos dez anos. De acordo com Cietta, a publicação é inspirada no sucesso das empresas de fast fashion da Itália.

Porém, o grande trunfo do livro é esclarecer a história de que fast-fashion é “cópia da passarela, com preço baixo e em larga escala”. Para o autor, na verdade, a principal característica do fast-fashion é colocar o consumidor em seu time de colaboradores através do “design adaptativo” (uma espécie de crowd sourcing feito na vida real em vez de na web). A ideia é simples e prática: primeiro, executa-se uma coleção teste, com poucas peças, e a partir da venda (ou não) desse lote, desenvolve-se a estratégia para obter lucro máximo. Ou seja, quem escolhe o que está nas araras são os compradores, não a equipe de estilo.

Aqui no Brasil, Cietta diz que, entre os grandes nomes do setor, a C&A é uma das poucas que se assemelha ao modelo europeu, mas ainda não planeja a coleção em conjunto com o cliente. E para quebrar mais um paradigma, Cietta diz que fast-fashion não tem necessariamente a ver com lojas enormes, roupas apertadas nas araras e zero atenção ao consumidor. O autor cita as marcas Farm e Shoulder como “ótimos modelos de fast-fashion aqui no Brasil, embora com preço focado em outro público, que não a classe média”.

enricoEnrico Cietta, a autor italiano que fala um excelente português ©Divulgação

Entre as grandes redes de fast-fashion europeias, Cietta destaca a Zara como a de maior sucesso, e dá um exemplo: “Na Europa, quando começaram a falar de ‘Maria Antonieta’, de Sofia Coppola, antes mesmo de o filme chegar aos cinemas, a Zara fez uma coleção inspirada na rainha. Foi um sucesso, enquanto todas as outras redes esperaram o lançamento. Quando aconteceu, a Zara colocou os looks mais vendidos nas araras, em versão atualizada, e claro, vendeu muito e de novo”. Ou seja, além de estar de olho na moda, uma fast-fashion que busca o sucesso deve considerar os movimentos culturais ao elaborar uma coleção.

Quanto ao fast-fashion ser uma ameaça ao prêt-a-porter, Cietta diz não acreditar. “Na verdade, eles são complementares. Esses movimentos recentes de grandes designers assinarem coleções para as lojas de fast-fashion é uma prova de como as duas coisas podem coexistir”.

E é melhor que os designers comecem a prestar mais atenção no fast-fashion e nos desejos de seus consumidores, pois as estimativas para o modelo convencional de lojas de moda não são as melhores. Segundo Cietta, em 1950, os preços das peças que chegavam às lojas sofriam queda de apenas 20% até a troca de coleção. O dado mais recente, de 1998, mostra que a queda de preço da etiqueta chega a 70% antes da coleção ser totalmente renovada.

Autor italiano afirma que (ainda) não se faz fast-fashion no Brasil

Morte, bonecas, ciborgues: o “estranho” na moda por Silvana Holzmeister

Quando o assunto “moda” vem à tona numa roda de discussão fora do meio, a palavra “estranheza” marca presença. As vertentes podem variar desde “aquele desfile com roupas malucas” até os editoriais de moda “com produções que ninguém vai usar na vida real”.

De fato, o estranho faz parte desse universo e é o tema escolhido pela jornalista Silvana Holzmeister em seu primeiro livro, lançado nesta quarta-feira, 13, pela Estação das Letras e Cores, “O Estranho na Moda”.

capaA imagem é do fotógrafo Michael Baumgarten, e faz referência ao universo das bonecas, bastante explorado nos anos 90 ©Divulgação

Com foco nos anos 90, década que a autora começou a trabalhar com jornalismo de moda, o livro busca lançar um olhar sobre as imagens de moda perturbadoras e transgressoras, que mudaram o conceito de corpo e de beleza, chamando a atenção para a imperfeição. As vertentes trabalhadas no livro são “Heroin chic”, que tem como símbolo a modelo Kate Moss, “Bonecas”, que mostra a moda criticando a si mesma ao transformar suas modelos em seres inanimados, quase objetos, “Ciborgues”, que também brinca com o jogo de inanimado e com a tecnologia, e “Morte”, tema recorrente no trabalho de vários fotógrafos e estilistas.

hussein-andreaFoto de Andrea Giacobbe, de 1996, e looks do desfile de Hussein Chalayan Spring/Summer de 2000 ©Reprodução

Silvana comenta: “Os anos 90 acrescentaram muito ao mundo da moda. Aquelas eram roupas que propunham um novo corpo, que eram o oposto da década de 80”, explicou Silvana. Entre os estilistas emblemáticos na seara do estranho, ela destaca Alexandre Herchcovitch, o inglês Alexander McQueen pelo flerte com a arte e com o sombrio, o turco Hussein Chalayan pelo uso da tecnologia e os estilistas belgas de uma maneira geral, como Martin Margiela e Dries Van Noten.

Silvana Holzmeister é jornalista há 18 anos, 12 deles como especialista em moda, já tendo trabalhado na “L’Officiel” e no Jornal Gazeta. Atualmente é professora do Istituto Europeo di Design IED e diretora de projetos especiais da revista “Vogue”.

Título: “O Estranho Na Moda” por Silvana Holzmeister
Editora: Estação das Letras
Preço: R$ 54,00

Morte, bonecas, ciborgues: o “estranho” na moda por Silvana Holzmeister

Tim Burton quer produzir filme sobre Abraham Lincoln caçando vampiros

Seth Grahame-Smith é um cara de sorte. Dos quatro primeiros livros que escreveu – um sobre cinema pornô, um sobre o Homem-Aranha, outro sobre como escapar de situações de filmes de terror e por fim um sobre os erros do presidente George W. Bush –, dois venderam o suficiente apenas para cobrir seus custos de produção. As duas obras seguintes, no entanto, estavam destinadas ao sucesso.

Uma bizarra sugestão de seu editor fez o escritor misturar uma obra clássica com zumbis. Após estudos meticulosos de onde colocar os mortos-vivos na mais famosa e amada trama de Jane Austen, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” foi publicado em 2009 e tornou-se um hit cult em pouco tempo. Não tem quem passe na frente do livro sem olhar duas vezes para o desenho da dama semi-devorada na capa.

pride-prejudice-zombies“Orgulho e Preconceito e Zumbis”, escrito por Jane Austen e Seth Grahame-Smith; a ilustração é de Doogie Horner (e há outras no livro) © Reprodução

A qualidade da literatura é discutível e o oportunismo é calculado (afinal, as obras de Austen são domínio público), mas a diversão é garantida, ainda mais para quem leu o original. O sucesso do livro foi tanto que ele chegou ao 3º lugar da lista de bestsellers do “The New York Times”, e não deve parar por aí: uma adaptação para os cinemas está sendo preparada para 2011, com Natalie Portman no papel de Elizabeth Bennet.

Tanta popularidade fez surgir outras obras do tipo, como “Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar”, mas escritas por outras pessoas. Em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”, Grahame-Smith disse não querer se transformar “naquele cara dos mash-ups” literários, e decidiu seguir outro caminho esquisito: transformar um dos mais famosos presidentes dos EUA em um caçador de vampiros.

abraham-lincon-vampire-huntO novo livro de Grahame-Smith: “Abraham Lincoln, Vampire Hunter” © Reprodução

É o enredo de “Abraham Lincoln, Vampire Hunter”, que conta a história de vida do republicano misturando seres sanguinários e história, algo como Drácula na Guerra da Secessão. O livro foi lançado nos EUA há poucos dias, mas já tem planos de estrear no cinema – e pelas mãos de Tim Burton e Timur Bekmambetov.

+ Perfil do autor no Twitter: twitter.com/sethgs

+ Página no Facebook: facebook.com/people/Seth-Grahame-Smith

Tim Burton quer produzir filme sobre Abraham Lincoln caçando vampiros

Musa indie pode interpretar a mais lendária das groupies em seriado

Zooey Deschanel, a musa indie da temporada, vai virar groupie em 2010. A coprotagonista de “500 Dias Com Ela” pode interpretar a groupie mais famosa dos anos 1970, Pamela Des Barres, numa série especial da HBO. Por trás do projeto – um piloto deve ser gravado no primeiro semestre de 2010 – estão a sua agente Sarah Jackson e o produtor Tim Gibbons.

Clipboard01Pamelas Des Barres (d) e Zooey Deschanel: a groupie famosa pode virar série protagonizada pela muse indie © Reprodução

Originalmente publicado em 1987 (e lançado no Brasil em 2005), o livro “Confissões de uma Groupie” compila as memórias da americana que tinha acesso livre aos camarins dos shows mais importantes dos anos 1960 e 70 – e às camas dos maiores rockstars dessas duas décadas, como Jimmy Page (o guitarrista do Led Zeppelin), Mick Jagger, Jim Morrison e Robert Plant. Hoje uma jornalista musical aposentada, Pamela já serviu de inspiração para a groupie Penny (Kate Hudson) no filme “Quase Famosos”, de Cameron Crowe.

Apesar do papel, Zooey está longe de ser uma groupie. Muito pelo contrário: junto ao guitarrista M. Ward, ela é vocalista da dupla de indie-pop She And Him, que lança seu próximo disco, “Volume 2″, no dia 23 de março.

Ouça a novíssima faixa “In The Sun” na sequência:

Ouça She And Him no Myspace: myspace.com/sheandhim

Acesse o site oficial da Pamela des Barres: pameladesbarres.com

Musa indie pode interpretar a mais lendária das groupies em seriado