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“Tudo que eu faço é pra passar uma mensagem”, diz Lea T.

Horas antes do desfile da Blue Man no Fashion Rio Verão 2012 formava-se uma fila de jornalistas e fotógrafos que esperavam a vez de entrar no camarim da grife. O motivo? A convidada especial da marca, que agora é dirigida por Sharon Azulay: a modelo Lea T.

1-lea-t-entrevista-ffw-fashion-rio-verao-2012Lea T durante entrevista ao FFW ©Juliana Knobel

Após passar por três portas controladas pela assessoria de imprensa da Blue Man, chegou a vez do FFW entrevistar a modelo. Tranquila e bem-disposta, Lea foi simpática e até se ofereceu para segurar o gravador da repórter durante a entrevista. Confira a conversa:

Primeiro, como foi a sessão de fotos da Blue Man com o Terry Richardson?

Foi legal, divertido. O Terry é um amor, muito fofo, muito legal mesmo. A gente não se conhecia, mas espero encontrá-lo de novo, nem que seja para almoçar ou jantar junto.

E foi tranquilo?

Super! No começo… eu sou sempre meio estranha quando tem muito homem, mas a galera era muito legal. Foi gostoso.

Aproveitando essa história de moda praia: você sente uma diferença grande entre a moda praia brasileira e a europeia?

A moda praia na Itália não existe. O forte mesmo do biquini mundial é o Brasil, então lá a gente não pode levar em consideração, ela não existe, nem em Paris. Dos estilistas que eu gosto, eu não conheço, eles fazem uma ou duas coisas, mas não. Mesmo no verão eles fazem casacos, parece um inverno light. Porque está sempre aquele friozinho, dependendo de onde você mora não faz muito calor; nunca tem aquele verão forte como aqui.

2-lea-t-entrevista-ffw-fashion-rio-verao-2012Lea T durante entrevista ao FFW ©Juliana Knobel

Falando sobre Brasil, as brasileiras têm fama de vaidosas; como é a sua relação com a beleza?

(risos) Eu tento melhorar o possível do que dá pra melhorar, mas eu tenho só dois cuidados: pele e cabelo. Não sou tão vaidosa. Meu cuidado diário é lavar o rosto, tônico, creme, duas vezes ao dia, com creme da dermatologista. E o cabelo eu lavo, e uso produtos da Kerastase.

Nas duas vezes que você veio desfilar no Brasil houve uma comoção enorme, com muita atenção do público e da impresa; você vê essa atenção toda como algo positivo ou se sente incomodada?

Em alguns momentos sim, em alguns momentos não. É o que eu falo: a gente não pode deixar essa imagem virar uma coisa estúpida. Porque a mensagem é discriminação, falar a respeito da transsexualidade, das transsexuais que são obrigadas – porque não tenho nada contra a prostituição, mas o negócio é você ter escolha de você se prostituir ou não. Quando você é transsexual, na maior parte dos países do mundo você não tem escolha, é obrigada. Então o importante é lembrar disso; não que a Lea tá com cabelo loiro, que ela fez isso ou aquilo (risos). Eu estou aqui, e isso tudo que eu faço é pra passar uma mensagem pra galera das transsexuais, dos homossexuais, ou de qualquer tipo de diferença. Porque eu não quero mudar o mundo, mas essa atenção eu acho que a gente tem que aproveitar pra levar pra um lado bom, senão ela vai logo pro lado estúpido. Porque a gente está falando de moda, então temos que aproveitar isso pra levar pra um lado mais positivo.

3-lea-t-entrevista-ffw-fashion-rio-verao-2012Lea T durante entrevista ao FFW ©Juliana Knobel

Você sente então uma responsabilidade em educar as pessoas?

Eu não sinto responsabilidade em educar as pessoas, mas pelo menos eu contando a minha história, que é muito mais branda do que de outras, mas pelo fato de ser filha de uma pessoa famosa e trabalhar como modelo, eu aproveitei essa coisa para esse projeto – que não é só meu, mas com todas as minhas agências, com o Ricardo Tisci, então a gente quis trabalhar em cima disso. Mas eu não me sinto com responsabilidade de nada, cada um é responsável pelo que faz, né? Eu simplesmente falo, com a oportunidade que eu tive, e acho que podia haver mais possibilidade pra outras pessoas também.

Por último, gostaria de saber se você acompanha as coisas que são ditas a seu respeito na imprensa, e qual é o maior erro que já ouviu e gostaria de esclarecer.

Eu seguia, mas começou a não ser bom, porque infelizmente a imprensa, assim como pode ser boa, pode ser muito má. E a coisa que mais me fere não é nem quando eles falam que eu sou feia ou algo assim, isso eu nem ligo. É quando eles falam nos blogs que eu sou um erro, que ser transsexual é uma desgraça, que eu desgracei a vida da minha familia. Eu li muito essas coisas. E isso não toca nem tanto a mim, num lado pessoal, mas eu imagino outra pessoa que tem que virar transsexual e lê isso — ela nunca vai conseguir se abrir. Porque se ela lê as pessoas falando isso… no Brasil tem uma discriminação muito forte. Eu leio na internet. Já me chamaram de desgraça, demônio, satanás, as coisas piores que você pode imaginar.

E até quando afeta só a mim, eu não ligo; o problema é quando afeta a todo um gênero. Porque tudo bem, você pode não gostar de mim, isso é sua escolha. Mas você não tem o direito de não gostar de toda essa população das transsexuais, que não é uma vida simples. Então eu parei de ler.

“Tudo que eu faço é pra passar uma mensagem”, diz Lea T.

Veja trecho da entrevista de Lea T no programa da Oprah

Depois de aparecer na campanha da Givenchy, posar para a “Vogue Paris”, entrar para o top 50 do models.com, beijar Kate Moss na capa da Love e causar furor no SPFW desfilando para Alexandre Herchcovitch, vem a cereja no topo do bolo da carreira de Lea T: a modelo participou do programa da diva do talk show norte-americano, Oprah Winfrey, em episódio transmitido nesta quinta-feira (17/02) nos Estados Unidos.

Na entrevista, que vai ao ar no canal de TV por assinatura GNT nos dias 24/02 às 23h, e 25/02, às 17h, Lea fala sobre sua infância, sua ascensão na carreira de modelo, sua relação com o pai (o ex-jogador de futebol brasileiro Toninho Cerezo) e as questões ao redor de sua transexualidade.

Veja um trecho da entrevista:

Enquanto o programa da Oprah com Lea T não vai ao ar no Brasil, relembre a conversa que o FFW teve com a modelo no SPFW inverno 2011!

E mais: aguarde o próprio número da revista MAG!, que fez capa, ensaio, entrevista e vídeos com Lea T! A edição chega à bancas em meados de março!

Veja trecho da entrevista de Lea T no programa da Oprah

“Quero que lembrem de mim como uma pessoa normal”, diz Lea T

Lea T, que é queridinha da redação FFW, desfila com exclusividade para Alexandre Herchcovitch na noite deste sábado. Chegou à Bienal à tarde, vivendo um dia de Gisele Bündchen: enquanto andava, uma multidão de fotógrafos e jornalistas corriam e gritavam ao seu redor_com direito a puxões. Chegou ao backstage a salvo, mas com cara de assustada.

Passada a comoção inicial, _e muito tempo em pé esperando para poder entrar_ chega a hora da entrevista e dois avisos: Não poderia ser abordado o assunto “sexualidade” (Lea T. é transexual), devido um contrato, e só seriam permitidas cinco perguntas. Pouco para uma personagem tão interessante, e com tanto para falar, como ela.

leatLea T, no backstage do Alexandre Herchcovitch © Felipe Abe

Como era sua rotina de trabalho com o Ricardo Tisci, quando você era assistente dele?
O Ricardo era como um professor, ele me ensinava muito, mas eu já tinha uma base de desenho, que estudei em Milão. Eu ajudava bastante na parte criativa.

E como surgiu o convite para a campanha da Givenchy?
Eu tinha me demitido da Givenchy há bastante tempo, e estava passando por um momento muito triste, e o Ricardo resolveu me ajudar. E aí me chamou.

O que mudou na sua rotina, depois da campanha?
A mudou muita coisa, né. Agora tenho que ficar atenta à alimentação, ao cabelo, à pele, ao peso. Essas coisas, que na verdade são uma bobeira, são estúpidas.

Qual sua altura e seu peso?
Tenho 1,81 e não sei direito quanto peso, acho que 59 kg.

Como você gostaria que as pessoas te vissem hoje, e como você gostaria que elas se lembrassem de você quando você partir?
Que pergunta difícil! Quero que elas me vejam como eu mesma, sem pretensões. E quero que se lembrem de mim como uma pessoa normal.

“Quero que lembrem de mim como uma pessoa normal”, diz Lea T

“O preconceito interrompe a evolução”, diz Herchcovitch

destaque androgino romeu©Romeuuu

Andrej Pejic já foi chamado de “o homem mais bonito do mundo”, mas não é raro ve-lo retratado como mulher nas revistas de moda mais bombadas. Esbelto, com traços perfeitos e longos cabelos loiros, ele é o modelo sérvio que tem confundido o povo da moda. Mas é menina ou menino? Ao desfilar para Jean-Paul Gaultier e Raf Simons, ele diz que “algumas pessoas achavam que tinha uma loira andando nas passarelas masculinas”.

andrej marcAndrej, à direita, na campanha da marca Marc By Marc Jacobs ©Reprodução

Questão parecida sofre a transexual brasileira Lea T, filha do jogador de futebol Toninho Cerezo. Lea se tornou um ícone da moda em 2010 ao aparecer na campanha da Givenchy, marca para a qual trabalha como assistente do diretor criativo Riccardo Tisci. Lea vem ao país neste mês desfilar com exclusividade para Alexandre Herchcovitch, na SPFW.

leaLea T ©Divulgação

Enquanto esses dois exemplos ganham cada vez mais reconhecimento – e dinheiro – no mundo, aqui no Brasil a transexual Ariadna, foi eliminada no primeiro paredão do BBB11 com 49% dos votos, após revelar sua condição. “No Brasil o que prevalece é o preconceito. Não interessa aos preconceituosos ir a fundo e identificar o que cada um tem de bom, independentemente de sua condição. O preconceito faz com que andemos para trás interrompendo a evolução das pessoas”, diz Herchcovitch.

Bom, a questão da androginia na moda já foi levantada por aqui, mas continua causando espanto ou angariando torcida. Há pouquíssimos anos, provavelmente Lea e Andrej não conseguiriam trabalho. Ainda hoje não é fácil. “Há muitos meninos com o look parecido com o meu, mas eles não estão preparados para se assumir dessa forma tão intensa”, disse Andrej à imprensa internacional. E Lea já contou em várias entrevistas que sua vida é uma luta diária contra olhares curiosos e invasivos.

Os valores sociais e culturais estão mudando e a geração atual já aceita melhor questões relacionadas á sexualidade. Sempre que há uma mudança importante de padrão a moda funciona como um elemento importante na disseminação dessas informações.

james varley 3James Varley ©Reprodução

E também se beneficia disso, claro. Tanto que o mesmo agente que lançou Andrej já tratou de encontrar outro menino andrógino, James Varley, estudante de Ciências de 21 anos. Nova promessa da moda. Beleza absurda.

No Brasil, as pessoas ainda querem ver Giseles, Adrianas e Alessandras? Sim, a demanda pela beleza ultrafeminina e por corpos estonteantes nunca vai deixar de existir, mas hoje há uma tolerância maior e um espaço garantido para outros tipos. “A Lea T está sendo uma nova experiência para mim, com uma resposta muito positiva. As pessoas estão vendo ela como uma modelo, sem se importar com a questão da sexualidade. Houve muita procura, mais do que eu imaginava”, diz Anderson Baumgartner, da Way Model, agência que cuida de Lea aqui no Brasil. Além de Lea, Anderson também tem outra “aposta andrógina”, Vanessa Zamiani, que deve se destacar nas passarelas da SPFW.

vanessa modeloA new face Vanessa Zamiani ©Divulgação

Mas Herchovitch lembra: “A moda é cruel e muda de padrão de tempos em tempos. Tivemos exemplos no Brasil de modelos com perfil especial que trabalharam muito só que num período curto de tempo”.

Será essa mais uma modinha com tempo certo para acabar? Seja como for, terá ao menos servido para quebrar paradigmas, abrir mentes e exercitar a tolerância, tornando cada vez menor o espaço entre as diferenças.

destaque androgino romeu

“O preconceito interrompe a evolução”, diz Herchcovitch

Lea T. e Kate Moss se beijam na capa da próxima “Love”

lea-t-e-kate-moss-se-beijam-em-capa-da-love©Divulgação

Com o tema “Androginia”, a próxima edição da revista “Love”, a ser lançada no dia 7 de fevereiro, traz na capa um beijão de Lea T. e Kate Moss em fotografia assinada pela dupla Mert & Marcus.

Este tem sido um ótimo começo de ano para Lea, que recentemente entrou no 40° lugar no ranking do site models.com, com a descrição “considere esta a mera posição de entrada de uma das mais excitantes propostas na história recente da profissão de modelo”.

Quem está curioso para ver mais da neo-top pode ficar ligado no FFW; Lea T está confirmada para o desfile de Alexandre Herchcovitch no São Paulo Fashion Week inverno 2011!

+ thelovemagazine.co.uk

Lea T. e Kate Moss se beijam na capa da próxima “Love”

Lea T. no topo do mundo: brasileira vai gravar com Oprah Winfrey!

O site americano da revista “Elle” confirma: a transsexual brasileira Lea T., queridinha da redação FFW, fechou uma gravação para o programa de maior audiência, alcance e impacto da TV estadunidense (e, possivelmente, do mundo): “The Oprah Winfrey Show”.

Os representantes de Lea no Brasil (agência Way) confirmam a participação dela no talk show e adiantam que as gravações ainda não foram feitas. A modelo está confirmada para desfilar durante a próxima edição do SPFW, que acontece na Bienal de São Paulo entre os dias 28 e 02 de fevereiro de 2011. Contudo, detalhes sobre qual seria a marca, ou mesmo a data do desfile, são mantidos sob absoluto sigilo.

Com essa entrevista para Oprah, Lea entra para uma lista mais que muito restrita de tops que estiveram no programa: entre elas as supermodelos Naomi Campbell e Heidi Klum.

oprah-leaOprah Winfrey (e) quer ficar de frente para Lea T.: a modelo transexual brasileira mais bem sucedida de todos os tempos ©Divulgação

Lea T. no topo do mundo: brasileira vai gravar com Oprah Winfrey!

FFW fashion digest: Lea T., Marc Jacobs, Lady Gaga e +!

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Miranda Kerr acaba de entrar pra história (em seu país, claro): a top model australiana casada com o ator Orlando Bloom (o “Legolas” de “O Senhor dos Anéis”) é a primeira mulher a estampar, grávida, a capa de uma “Vogue” australiana. Aos 6 1/2 meses de gestação, Miranda disse se sentir “honrada”. Fofa!

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Semana passada a socialite Victoria Beckham bateu um papo com a jornalista de moda Suzy Menkes (do “International Herald Tribune”) durante uma conferência de luxo que aconteceu em Londres. No seu discurso, Mrs. Beckham se mostrou mais que muito espirituosa ao responder sobre o papel de seu marido, o jogador David Beckham, nos negócios da sua marca, a dvb: “O David é bonito. Esse é o papel dele. E eu sou a engraçada. Sempre digo a ele: um dia, a sua beleza vai acabar”. Dá pra ver o vídeo aqui.

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Finalmente! Diz que Lady Gaga vai aparecer na capa da edição de março da “Vogue US”, a publicação sob comando da dama-de-ferro Anna Wintour. Rumores dão conta que o retrato será feito ainda neste mês de novembro pelo peruano Mario Testino. Apesar do sucesso estrondoso, Gaga só conseguiu até o momento abocanhar a capa de uma edição da “Vogue Hommes Japan”. Curiosamente, a revista tem direção do seu personal stylist Nicola Formichetti.

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Segundo Kenneth Klug, diretor do departamento jurídico da gigante Louis Vuitton nos EUA, o fluxo de mercadorias falsificadas que imitam o monograma mais famoso do mundo da moda caiu drasticamente nos últimos anos. Em 2010, até o momento, “apenas” 200.000 bolsas Louis Vuitton falsificadas foram apreendidas, contra 2 milhões de unidades em 2004 _um decréscimo de 90%. Ao “WWD”, Klug explicou: “A redução se deve, em parte, aos esforços alfandegários dos EUA. Apesar de boa parte das transações serem feitas online, essas mercadorias entram na América através dos portos de Los Angeles e Nova York”.

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Mais uma imagem de Marc Jacobs soltando a “pomba-gira” vazou na web (imagem acima). As fotos, de Patrick Demarchelier, tem styling de Katie Grand e podem ser conferidas na edição #2 da revista “Industrie”, cuja primeira capa foi dedicada a Anna Wintour.

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A transexual brasileira Lea T. ganhou sua primeira capa de revista, no caso a “Lurve”. Preguiçosa que só, a imagem não inova em nada e reproduz, sem styling algum, o look que ela desfilou para Givenchy alta-costura inverno 2010. A parte inédita: é a primeira capa de uma revista de moda que Lea ganhou. Dá pra ver o resultado aqui.

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A Givenchy abriu um processo judicial contra a BCBG Max Azria alegando que o modelo de bolsa “BCBG Rembrandt” é altamente similar ao modelo “Nightingale”, criado pela maison. Nos autos do processo, a Givenchy afirma que a BCBG copiou as listras horizontais de costura dupla no exterior da bolsa que servem para dividi-la em quadrantes diferentes. A grife abre o jogo e revela que já lucrou mais de US$ 50 milhões com vendas da “Nightingale” em todo o mundo e, portanto, não pode arriscar que suas clientes confudam a bolsa original com a criada pela BCBG. Além dos danos materiais, a Givenchy quer impedir que a BCBG comercialize novos cópias da “Rembrandt”.

givenchy-contra-bcbgA bolsa “Nightingale”, da Givenchy, à esquerda, e sua algoz, a “Rembrandt”, da BCBG, à direita ©Reprodução

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Pela primeira vez presente no desfile da Victoria’s Secret, a editora de moda da “Vogue Paris”, Carine Roitfeld, chamou a atenção da imprensa especializada. O que estaria ela fazendo ali? Parece que o mistério está prestes a ser solucionado: segundo o site Fashionologie, Carine estava lá para clicar um ensaio com, pelo menos, 3 Angels. Os retratos teriam assinatura da dupla hypada Inez & Vinoodh e, provavelmente, contam com esses nomes: Adriana Lima, Izabel Goulart e Karolina Kurkova.

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Num desfile agendado para acontecer nesta quinta-feira, 18 de novembro, a H&M promete mostrar sua coleção de “alta-costura” criada especialmente pela Lanvin. Alber Elbaz, diretor criativo da maison, recriou peças únicas de 25 roupas que serão vendidas a partir do dia 23 de novembro na rede de fast-fashion, só que empregou neles materiais e técnicas de haute couture. As roupas serão leiloadas em prol da UNICEF, juntamente com 5 croquis originais autografados por Elbaz. Se você não aguenta mais ouvir dessa parceria histórica, conforme-se: está apenas começando.

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louboutin-caridadeSeda acetinada, costural artesanal e uma faixa decorativa: o peep-toe “Peace of Shoe” quer tornar o mundo um lugar mais justo ©Divulgação

Christian Louboutin revelou nesta semana seu mais novo projeto, chamado “Peace of Shoe”. A ideia é oferecer 33 pares de um sapato peep-toe em 3 cores diferentes para 3 localidades distintas: champagne para Nova York, lavanda para Miami e rosa para Los Angeles, cuja venda será totalmente revertida para a Grameen Foundation, uma instituição que ajuda pessoas pobres a iniciarem seus próprios negócios. Cada par custa US$ 1.495 e os sapatos foram criados depois que Mr. Louboutin leu o livro “Criando Um Mundo Sem Pobreza”, de Muhammad Yunus, vencedor de um prêmio Nobel.

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A capeta em forma de guria, Tavi Gevinson, promete irritar ainda mais seus opositores: em seu blog, ela publicou que será editora de uma nova revista adolescente a convite de Jane Pratt, fundadora da extinta “Sassy”, uma das publicações mais bem-sucedidas deste filão do mercado editorial. “Não quero refazer a ‘Sassy’, primeiro porque não dá pra recriar algo tão bom. E depois porque o mundo mudou nos últimos 15 anos, principalmente por conta da internet, então temos que nos adaptar ao novo mundo”, escreveu a blogueira-mirim em sua página. Sem revelar muitos detalhes, Tavi adianta que será uma publicação quadrimestral (3 edições/ano) e que a primeira edição deve sair do forno no final de 2011.

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billy-reid-cfda

O estilista Billy Reid é o vencedor deste ano do CFDA/Vogue Fashion Fund e vai levar pra casa generosos US$ 300.000 (além de um troféu em formato de cisne criado por Rachel Feinstein). Na categoria “revelações”, Eddie Borgo e Prabal Gurung levaram, cada, US$ 100.000 (e em vez de um cisne, troféus no formato de ovos).

Os ganhadores foram eleitos entre outros 10 finalistas: Joseph Altuzarra, Christian Cota, Robert Geller, Oliver Helden e Paul Marlow, Pamela Love, Moss Lipow e Gregory Parkinson.

O fashion fund, que está em sua sétima edição, foi criado numa parceria da revista “Vogue” com o CFDA para impulsionar novos talentos da moda. No passado, o prêmio consagrou estilistas como Alexander Wang, Doo-Ri Chung, Lazaro Hernandez e Jack McCollough.

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Tom Ford foi oficialmente convidado por Carine Roitfeld para assinar a edição de holiday da “Vogue Paris”. Carine ainda confirmou que Ford vai aparecer na capa da revista. A parceria dos dois vai muito além do trabalho: Roitfeld é amiga de Tom desde a época em que o conheceu como estilista da Gucci e da Yves Saint Laurent, isso no começo dos anos 2000. A “Vogue Paris” holiday sai em dezembro/janeiro.

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Saíram as fotos de Angelina Jolie na “Vogue US” de dezembro. As imagens foram clicadas pelo mais que careta Mario Testino, num ensaio  (lindo, mas sem graça) intitulado “The Other Angelina”. Já viu?

FFW fashion digest: Lea T., Marc Jacobs, Lady Gaga e +!

Sexo, indefinido: mundo da moda reacende debate sobre gêneros

CANDY 1 from Luis Venegas on Vimeo.

Lea T. e seu repentino status de transex superstar da moda é só a ponta do iceberg. Afinal, a cultura do crossdressing-trangêneros-travestis-e-afins vem há algum tempo retomando força. Só no ano passado, por exemplo, vimos a primeira revista inteiramente segmentada _a “Candy”, de Luis Venegas. Agora em sua segunda edição, a publicação independente mostrou ainda mais vigor com seu time de fotógrafos e modelos consagrados _James Franco de mulher na capa não é pouca coisa, ainda mais num retrato de Terry Richardson.

Hercules 9, Mariano Vivanco from Luca Finotti on Vimeo.

A “Hercules Magazine”, uma da publicações mais legais dos últimos tempos, também dedicou boa parte de sua nona edição ao movimento. A “i-D” _uma das primeiras revistas, junto com a “The Face” lá nos anos 80, a celebrar o transsex, dragqueens e travestis_ dedicou uma seção especial para as figuras mais “exuberantes” da noite londrina em sua edição especial de aniversário.

Ainda na moda, talvez Riccardo Tisci, na Givenchy, seja o responsável por alçar o “travestismo” a proporções nunca antes imaginadas ao escalar sua musa, amiga e então assistente, a transex brasileira Lea T., para campanha da coleção inverno 2010 da marca. Meses depois, a mesma Lea apareceu caminhando no desfile masculino da grife para o verão 2011, e mais tarde também vestiu um vestido todo branco, com rendas e muitas transparências para a apresentação do inverno 2010 de alta-costura.

Paralelamente, veio todo buzz da mídia especializada. “Vogue Paris”, “Vogue Itália”, “WWD” e “The Telegraph” foram apenas alguns dos veículos de peso que dedicaram algumas linhas _às vezes algumas páginas_ aos perfis e matérias sobre Lea.

andrej-pejic-vogue-turquia-novembro-2010Andre Pejic em editorial da “Vogue” Turquia de novembro de 2010 ©Reprodução

Mas Lea não foi a única. Durante os desfiles masculinos de junho e julho deste ano uma outra figura andrógina deixou editores em dúvida sobre o que estaria uma menina fazendo no casting masculino de estilistas como Paul Smith, Jean Paul Gaultier, John Galliano e Raf Simons _que, aliás, teve o famoso filme-ícone da cena underground de Nova York, “Paris Is Burning”, como uma de suas inspirações para temporada. Na verdade, tratava-se de um menino, o australiano Andre Pejic, com uma deliciosa obsessão pelos ícones pop da contracultura britânica _leia-se: Boy George, Ladynoise, Tasty Tim e The Divine David.

Falando em Londres, Inglaterra, talvez seja lá o epicentro desse revival super-tranny. Das festas underground do East End, passando por galerias de artes conceituais até redes de televisão como a BBC, a cultura do crossdressing e transgêneros está por toda parte.

8982Obra de Marc Quinn na The White Cube Galery ©Reprodução

Recentemente, na galeria The White Cube, no Hoxton Square em Londres, o artista plástico Marc Quinn mostrou uma série de esculturas em bronze baseadas no ator pornô Buck Angel, uma transexual feminina _uma mulher que virou homem, mas que decidiu manter seus órgãos genitais femininos. Em posições andróginas ou praticando sexo com outras figuras do mais exótico transexualismo, as obras receberam consideráveis criticas elevando-as de mera exploração dos limites sexuais à conseqüências da biologia avançada sobre os fundamentalismo da humanidade.

Durante o London Lesbian and Gay Film Festival desse ano, David Hoyle, celebridade da noite londrina, mais conhecido como The Divine David, estrelou seu primeiro filme, “Uncle David”. Em sua primeira obra cinematográfica, David interpreta um pedófilo que assassina seu amante adolescente com duas injeções de heroína para “salvá-lo” da sociedade do consumo. O filme tagueado como radical pelo festival, acabou recebendo uma aceitação jamais prevista por membros mainstream da indústria do cinema e televisão local.

Falando em televisão, a BBC é responsável pela produção e transmissão de “Worried About The Boy”, série que revisita a vida de Boy George nos anos que antecederam sua fama nos anos 80.

Do outro lado do oceano, nos EUA, RuPaul emplacou um verdadeiro sucesso de audiência _e aceitação_ com sua Drag Race, um tipo de Project Runway mixado com America’s Next Top Model, só que no caso: America’s Next Top Drag.

Em solo nacional, tivemos a recente notícia de que o cartunista Laerte havia aderido ao crossdressing. Pouco antes, o documentário “Dzi Croquettes” nos lembrava de quão antiquados e conservadores nos tornamos ao longo dos últimos anos. Antes uma questão de gêneros, depois a mais pura expressão artística, hoje uma lembrança, talvez, de que precisamos deixar a caretice e conservadorismo de lado e abraçar o novo, aceitar o diferente.

Sexo, indefinido: mundo da moda reacende debate sobre gêneros

Lea T. ganha novamente os holofotes com perfil na “Hercules”

Na nova edição da revista “Hercules” (nº 9), o Brasil está muito bem representado: Lea T., a transexual que ganhou fama global nos desfiles e campanhas da Givenchy, ganhou um perfil completo de duas páginas.

Fã de Paulo Coelho, Pina Bausch e rata de praia, Lea revela que já encontrou seu grande amor, que na próxima reencarnação gostaria de ser qualquer coisa menos um ser humano, conta de sua identificação com o personagem “E.T” (de Steven Spielberg) e, contrariando a boataria em torno de sua pessoa, fala que tem apoio incondicional de sua família.

lea-t-hercules-interviewLea T. (segunda da esquerda para a direita): transexual brasileira que ganhou o mundo da moda através de seu amigo, Riccardo Tisci da Givenchy ©Reprodução

Lea T. ganha novamente os holofotes com perfil na “Hercules”

Europeus consideram Lea T. a primeira supermodelo transexual

25399-800wDepois do buzz gerado pela campanha de inverno 2010 da Givenchy e da foto com perfil (ao lado) que saiu na “Vogue Paris“, a transexual brasileira Lea T. virou trending topic no mundo da moda. A confirmação do hype vem agora pelo jornal “The Guardian” que manchetou Lea como sendo “a primeira supermodelo transex do mundo”.

“Nós [transexuais] nascemos e crescemos sozinhos”, disse Lea na entrevista. “Depois da operação [de troca de sexo] renascemos, mas novamente ficamos sozinhos. E morremos sozinhos. É o preço que pagamos”.

Boa parte de seu sucesso hoje é devido ao amigo de longa data Riccardo Tisci. Bem antes de se tornar um renomado estilista e diretor de uma das maisons mais conhecidas da frança [Givenchy], foi ele um dos primeiros a reconhecer a personalidade feminina de Lea quando se conheceram na Itália, onde o ainda Leonardo Cerezzo estudava. “Uma noite ele me convenceu a ir a uma festa de salto alto”, contou.

O “Guardian” sintetiza o dilema da brasileira Lea com uma das frases mais impactantes que ela soltou numa entrevista para a “Vanity Fair”: “É uma escolha entre ser infeliz para sempre, ou tentar ser feliz”.

+ guardian.co.uk

Europeus consideram Lea T. a primeira supermodelo transexual