Karl Lagerfeld: mito ou “a invenção mais elaborada da moda”?

16/03/2012

por | Gente, Moda

Karl Lagerfeld com a vocalista do Florence and the Machine, Florence Welch, no final do desfile da Chanel Verão 2012 ©Reprodução

Para quem transita pelo universo da moda, Karl Lagerfeld é uma autoridade. Correção: Para quem transita pelo universo da moda, arte, cultura e comportamento, Karl Lagerfeld é uma autoridade. Designer, ilustrador, fotógrafo, colunista político, editor e empresário, Lagerfeld é convidado para as mais variadas colaborações dentro dos mais variados assuntos. Com quase 80 anos de idade, o designer alemão parece ter uma energia que não acaba mais e interesse e conhecimento por assuntos variados.

Como designer, Karl está à frente da direção criativa da Chanel há 28 anos e já trabalhou com marcas como Balmain, a maison que o acolheu, Chloé, e a especialista em peles, Fendi, onde ainda é diretor criativo. Lançou, sob seu nome, perfumes, acessórios e roupas, incluindo uma linha “mais acessível”, KARL; assinou uma linha para a H&M; criou uma coleção de sapatos para a grife Hogan; desenhou garrafas de Coca-Cola; fechou parceria com a marca de jeans Diesel, com a qual desenvolveu uma linha para a Lagerfeld Gallery, outra de suas marcas, comprada pela Tommy Hilfiger; apoiou designers em ascensão e tornou-se mecenas e guru de jovens aprendizes, tanto na moda, quanto na música. Vive la Fête, Chicks on Speed e Cat Power estão entre os artistas apadrinhados por ele.

Duas das ilustrações de Karl Lagerfeld: a do anuncio da sua página de Facebook e a sua primeira ilustração para a revista de arquitetura “AD” ©Reprodução

Já como artista, Karl contribui com as suas ilustrações para jornais e revistas. Para a edição francesa da revista “Elle”, Karl vai colaborar como colunista semanal com ilustrações de política durante a corrida eleitoral francesa, que dura até ao dia 22 de abril. Outra colaboração ilustrada foi a sua participação especial como editor-chefe para a edição global do jornal “Metro”, que contou não só com seus desenhos, mas também com suas opiniões. A sua mais recente colaboração é a participação como editor-chefe para a revista de arquitetura “AD”, que o noticiou com o seguinte título: “Em maio, Karl Lagerfeld fará o que quiser na revista AD”. Porque no fundo é isso, convidando Lagerfeld para uma colaboração, o melhor é mesmo deixa-lo fazer o que ele tiver vontade.

Antenado em novas tecnologias, Lagerfeld tem a sua página no Facebook, e acabou de lançar o site KARL.com, dedicado à linha de roupa KARL e onde o designer promete atualizar seus fãs e seguidores sobre a sua vida agitada em uma seção chamada “The World of Karl” (o mundo de Karl) e onde também partilha alguns dos seus pensamentos, aos quais o designer deu o título filosófico de Karlisms.

Duas fotografias de Karl Lagerfeld: a campanha da Chanel e a capa da edição de abril da revista “i-D”, para a qual ele se autofotografou ©Reprodução

Karl Lagerfeld é também fotógrafo e escritor, além de um exímio colecionador de livros, com uma biblioteca de mais de 230 mil títulos, e proprietário de uma editora, a Editions 7L, dentro do grupo editorial alemão Steidl, por onde o designer já lançou “um número limitado de lindos livros” que representam o que ele acha que vale a pena ser mostrado ao mundo.

Alguns exemplos da sua obra fotográfica são a sua última campanha para a Chanel e o calendário da Pirelli de 2011, fotografado em seu próprio estúdio. Enquanto escritor, Karl co-escreveu com o médico Dr. Jean-Claude Houdret, que desenvolveu especialmente para o designer a dieta que o fez perder 42kg em um ano, o livro “The Karl Lagerfeld Diet”, publicado em 2005. No livro, Karl não tem medo de admitir que fez o regime por uma questão estética e não de saúde: “Sempre tive peso a mais e nunca me incomodou, mas teve uma manhã que acordei e percebi que queria usar um outro tipo de roupas”.

O assunto do peso a mais, aliás, já lhe trouxe várias desavenças: em 2004, quando colaborou com a rede de fast-fashion H&M, foi obrigado a desculpar-se quando afirmou que não sabia que as suas roupas iam ser feitas em tamanhos grandes e, recentemente, as críticas em relação à multipremiada cantora britânica Adele, quando disse, na sua edição do jornal “Metro”,  que “apesar de ter um rosto e voz lindas, ela é um pouco gorda demais”.

Nas horas vagas, coisa que custa um pouco a acreditar que Lagerfeld tenha, o designer se diverte reformando casas e apartamentos. Para quem se interessar, aliás, o seu apartamento em Gramercy Park, Nova York, está novamente no mercado, por 5.2 mil dólares, menos um milhão do que no ano passado.

Duas sátiras inspiradas em Lagerfeld: Karl como Homer Simpson, e uma ilustração do livro de AleXsandro Palombo, que mostra por meio de humor negro como seria o funeral de Karl Lagerfeld ©Reprodução

Pois então, Lagerfeld parece inspiração pura. Um homem culto, antenado nas últimas novidades, com opiniões afiadas e liberdade conquistada para falar o que pensa sem ser questionado, o que já lhe valeu capas de revistas, temas de jovens estudantes, sátiras, caricaturas e muitas críticas.

A mais recente valeu, à editora de moda da “Newsweek” e do site “The Daily Beast”, Robyn Gihvan, um dos últimos lugares no seating da Chanel por conta de uma matéria que, apesar de extremamente embasada, apelidava Karl de “mito criado pelo mundo da moda, muito mais admirado do que realmente merecia”.

A matéria de Gihvan começa com uma frase que cai como uma bomba. “Karl Lagerfeld is overrated” (“Karl Lagerfeld é superestimado”), seguida por: “Esta afirmação parece uma heresia no universo da moda (…) mas é verdade”. No seu texto, Robyn deixa claro que sim, o trabalho de Karl é importante, mas que ele não é “tudo isso” que o universo da moda faz crer. A jornalista tira Lagerfeld do pedestal e continua a sua dissertação questionando a real mudança e influência de Lagerfeld na Chanel, comparando-o a designers das outras casas francesas que imprimem o seu estilo próprio nas roupas que criam. Robyn nunca desmerece o designer, elogiando e reconhecendo todo o seu trabalho e a sua contribuição para o mundo da moda. Ainda assim, Lagerfeld presenteou a jornalista com o seu mais temível presente: um dos seus “karlismos” – “nem sei quem é essa mulher”, disse ele sobre Givhan, vencedora do primeiro prêmio Pulitzer atribuído a uma jornalista de moda. No final da sua matéria, Robyn deixa a reflexão: “Karl Lagerfeld, o gênio, virtuoso e mágico em qualquer campo, é a invenção mais elaborada da moda: um mito que engoliu o homem”.

O homem, o mito? O que você acha?

Karl Lagerfeld vira editor-chefe por um dia em jornal de circulação global

07/02/2012

por | Cultura Pop

Ilustração de Karl Lagerfeld para a sua edição do jornal “Metro” ©Reprodução

Karl Lagerfeld, designer da Chanel e ícone de moda e estilo, assinou terça-feira (07.02) mais uma das suas colaborações de sucesso. Só que, desta vez, como editor-global convidado da edição do jornal “Metro”. Isto significa que, em 22 países, espalhados por 131 cidades, quase 20 milhões de leitores viram o mundo pelos olhos/óculos de Lagerfeld. E a melhor parte? Gratuitamente.

O acesso gratuito à informação de qualidade é uma preocupação de qualquer veículo hoje em dia, principalmente dos tradicionais que veem as suas tiragens diminuírem dia após dia. O convite do “Metro” para ter Lagerfeld no comando editorial, além de aumentar a sua visibilidade e credibilidade, cria um conteúdo único e de qualidade, acessível ao público.

Esta edição especial marca o início da cobertura editorial do jornal das quatro fashion weeks mundiais em Nova York, Londres, Milão e Paris, que terá o seu conteúdo publicado nos jornais “Metro” de todo o mundo.

Capa da edição global e uma das páginas com comentários e ilustrações de Lagerfeld ©Reprodução

Para a sua realização, Lagerfeld passou o dia na redação do “Metro” Paris, trabalhando com os editores e jornalistas, criando notícias, ilustrações e comentários às notícias diárias da edição. “O mundo por Karl Lagerfeld” conta ainda com matérias com alguns dos queridinhos de Karl como Haider Ackermann, Silvia Venturini Fendi, Florence Welch e Carine Roitfeld, uma visita guiada ao seu escritório e uma entrevista “pessoal e intransmissível”, onde o estilista fala de vida, morte e relacionamentos.

Em alguns países, o “Metro” criou um concurso de lookbooks incentivado pelo próprio Lagerfeld, como vemos no vídeo abaixo, que permitia ao vencedor ser o assistente editorial nesta edição do Metro e ainda ganhar algumas peças da sua coleção.

Documentário mostra cultura da pornografia cult de Bruce LaBruce

31/10/2011

por | Cultura Pop, Gente

“Pink Flamingos” (1972), de John Waters, ícone do cinema independente underground ©Reprodução

No cinema ou em qualquer outra arte, não há como negar a existência de uma polêmica entre o nu e a pornografia, ainda mais se a última for levada até os confins da estética do grotesco provocativo. Em 1972, John Waters mostrou ao mundo seu filme Pink Flamingos, imortalizando a drag queen Divine em cenas contendo os mais incomuns fetiches sexuais já imaginados por qualquer bom católico. Com isso, Waters é tido como um dos maiores diretores independentes de filmes B. Na mesma década, Tinto Brass levou o sexo explícito à classe média com Calígula (1979). Agora é a vez de Bruce LaBruce se juntar ao time.

Bruce LaBruce e seus inseparáveis óculos escuros ©Reprodução

Neste ano, Bruce ganhou um documentário especial, idealizado por Angelique Bosio, em que conta com depoimentos de cineastas como John Waters e Gus Van Sant, diretor de Paranoid Park (2007), Gênio Indomável (1997) e Milk (2008). Temos também as impressões de Richard Kern, Bruce Benderson, Harmony Korine, Rick Castro e outros próximos ao infame diretor. Apesar do projeto convenientemente se chamar The Advocate for Fagdom, ou O Advogado do Viado no Brasil, o nome não surgiu ao acaso. Em uma entrevista para o Advocate, Kurt Cobain assumiu No Skin Off My Ass (1993) como o seu filme favorito, completando que considerava Bruce LaBruce o advogado do homossexualismo. Mas como muitos dizem, é preciso ver além da pornografia para entender a verdadeira mensagem. Desta forma, o autor Bruce Benderson complementa: “LaBruce satiriza a vida contemporânea. (…) Não importa se ele está fazendo um filme, participando de uma conversa ou fotografando. Tudo se encaixa como partes de um quebra-cabeça”.

The Advocate for Fagdom ©Reprodução

O documentário esteve em cartaz recentemente no Festival do Rio, mas não há previsão para uma nova exibição no Brasil. Assim como muitos filmes B, é preciso uma intensa pesquisa para conseguir ter acesso ao produto, ainda mais por este ser considerado inadequado pela maioria das lojas físicas e onlines. No entanto, é possível adquirir alguns filmes do diretor no site da Amazon. Em entrevista à DazedDigital, Bruce demonstra o quanto quer chocar em seu novo projeto, que leva o nome de Gerontofilia, a preferência sexual por pessoas idosas.

Cena de “L.A. Zombie” (2010), último filme do diretor ©Reprodução

Bruce é um cineasta e fotógrafo canadense nascido em 1964 e cultuado por seus filmes independentes pornográficos – geralmente de conteúdo homossexual -, onde até mesmo atua em alguns deles. Acima de tudo, Bruce é um provocador. Embora ser gay e produzir conteúdo pornográfico gay hoje em dia não seja mais polêmico como nos anos 70, em contrapartida a John Waters, LaBruce foca a sexualidade no contexto político e cultural, como por exemplo, filmando uma cena com um skinhead se masturbando para uma fotografia de Hitler. Além disso, toda a estética de suas imagens é voltada para o sujo e o cru, às vezes com um quê de punk oitentista. Somando isto a toda uma gama de fetiches pervertidos sendo mostrados explicitamente, temos o diretor menos indicado para se assistir em um ambiente de família tradicional. Em seu último filme, L.A. Zombie (2010), o famoso ator pornô François Sagat é um zumbi musculoso que surge das praias californianas e tem o poder de ressuscitar os mortos ao fazer sexo com eles. Mas como todo bom filme de zumbis, há muito sangue, mordidas, cenas sombrias e é no caso, sexo explícito, é claro. Não espere encontrar este filme na sua locadora convencional.

Trailer de “The Advocate for Fagdom”, documentário sobre Bruce LaBruce

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Adendo Fashion

Karl Lagerfeld e Bruce LaBruce, para a Vice Magazine ©Reprodução

Em março de 2010, a Vice Magazine publicou um bate-papo de mais de oito páginas entre Bruce LaBruce e Karl Lagerfeld, o estilista magnata da Chanel e Fendi. Confira abaixo um trecho que remete ao dilema inicial deste texto:

Bruce: Vamos falar sobre sexo. Eu não sei se você leu, mas Louis Menand, do New Yorker, soltou recentemente um artigo interessante sobre Andy Warhol.
Karl: Sim, eu gostei daquele artigo.

Bruce: Foi bom. Falou sobre a vida sexual de Warhol. Foi meio chocante para mim quando eles disseram que ele era realmente bom na cama no começo dos anos 60.
Karl: Ninguém conseguiria se lembrar disso.
Bruce: E que o seu voyeurismo não era algo assexuado. Era que na verdade ele estava mais interessado no sexo em público.
Karl: Era algo novo naquela época. O que ele fazia poderia ser considerado pornô, mas é arte agora, porque o mundo acha que é a arte erótica. Eu não sei onde está a fronteira entre a pornografia e a arte erótica. Olhe para as suas características; você tem que ser muito intelectual para ver qualquer diferença ali. Você sabe, eu participei de um filme do Warhol. Chamava-se L’Amour. Eu o conheci, assim como todos no seu círculo. Era algo na moda, divertido de se fazer na época.

Bruce: Quem mais estava no filme?
Karl: Patti D’Arbanville, Jane Forth, Coral Labrie, Donna Jordan, eu e Paul Morrissey. Eu me lembro mais das garotas.

Bruce: O que você fez com as garotas?
Karl: Eu tive que beijar a Patti D’Arbanville.

Bruce: Só isso?
Karl: Não, eu tive que fazer muitas outras coisas.

Bruce: Elas estavam topless?
Karl: Sim, naquela cena as garotas estavam topless. Talvez usando menos até.

Bruce: Você estava nu?
Karl: Às vezes. Vamos dizer que não estava com muita roupa.

Veja o bate-papo completo no site da Vice.

Direto de Paris: Lagerfeld revela segredo do Verão 2012 da Chanel

04/10/2011

por | Moda

por Paula Rita Saady, em Paris

abre-chanel-paris-verao-2012Lagerfeld: “O segredo está nos materiais” ©ImaxTREE

Chanel é um dos símbolos máximos do luxo que leva as mulheres à loucura. Já na porta do Grand Palais, onde aconteceu o desfile essa manhã (04.10), havia uma grande quantidade de fãs, clientes e jornalistas vestidas com a marca da cabeça aos pés. E as bolsas? Com a maior densidade demográfica de bolsas  da grife, todos os modelos e tamanhos possíveis desfilavam na entrada e na sala de desfiles.

chanel-estilo-2©Paula Rita Saady

chanel-estilo-1©Paula Rita Saady

Qual a mágica da Chanel? “A figura de Coco, símbolo da self made woman, e a excentricidade misteriosa de Karl”, explicou uma das clientes-total-look que estava na plateia.

O Grand Palais foi transformado em universo subaquático, com direto a conchas, corais, areia e até cavalos marinhos. Tudo em branco, uma das cores emblemáticas da casa. Um desfile de sereias como sugeria o convite? Lagerfeld desmente: “Eu evitei especialmente as sereias, porque a princípio, elas não existem. Minha inspiração foram as plantas aquáticas, algas e peixes”.

chanel-cenario-verao-2012©Paula Rita Saady

O resultado foram os tecidos iridescentes, perolados e com aplicações de escamas. Muitas das peças tinham um ar de plastificado. Os mini cocktail dresses e variações do clássico tailleur vieram em verde ou rosa aquarelados; já os biquinis foram usados com capa de chuva transparente.

Segundo Karl Lagerfeld, esses foram os looks mais leves que ele já fez, literalmente. Uma das marcas mais copiadas do mundo, a Chanel se diferencia pelos materiais de alta tecnologia, com tramas guardadas à sete chaves. “O segredo está nos materiais, uma mistura secreta de polyester, fibra de vidro, nylon e até papel, mas não posso falar mais”, explicou o estilista.

abre-desfiles-chanel-semana-de-moda-de-paris-verao-2012Looks do Verão 2012 Chanel ©ImaxTREE

Como em todo o fundo do mar, especialmente se for Chanel, as pérolas estavam em tudo: nos cabelos, nas aplicações, nos botões, nos acessórios e no corpo. Destaque para as pérolas que desenhavam uma linha sobre a coluna vertebral de algumas modelos — muito sexy! Na plateia: Uma Thurman, Alexa Chung, Clémence Poésy, Rachel Zoe, Florence Welch, Inès de La Fressange, Terry Richardson e Baptiste Giabiconi, muso da marca que virá ao Brasil em breve. Um espetáculo!

chanel-convidados-3Bip Ling e Laura Bailey ©Paula Rita Saady

chanel convidados 2Terry Richardson ©Paula Rita Saady

chanel-convidados-1Baptiste Giabiconi ©Paula Rita Saady

Felipe Morozini faz intervenções sobre calendário Pirelli de Lagerfeld

09/08/2011

por | Cultura Pop

004©Felipe Morozini

Às vésperas de montar sua primeira exposição individual em São Paulo, o fotógrafo e artista Felipe Morozini embarcou para uma residência artística em Buenos Aires, à convite da REA one day gallery, um espaço de reunião e de apoio para criação e difusão da arte.  Felipe tinha uma semana para preparar uma mostra que seria exposta na galeria.

Sem querer mexer no seu acervo, que está sendo revisto para a exposição no Brasil, ele embarcou com um calendário Pirelli fotografado por Karl Lagerfeld e mais esmalte, tinta para fotografia, spray e transfers antigos. “Ganhei esse calendário e desde o começo fiquei impressionado com a qualidade do papel, o peso da folha… As imagens não me agradam muito, mas a possibilidade de interferir nelas me encantou”, conta Felipe.

Felipe teve que dialogar diretamente com o trabalho de outro fotógrafo e  intervir numa arte que não era sua. “Fiz sem nenhuma pretensão por determinados resultados. O processo em si é que foi mais importante pra mim”.

O processo em questão envolveu guerra de esmalte com as fotos, simulando cortes, sangue e lágrimas. Em seguida veio a interferência com os transfers, que ele já tinha usado anteriormente em São Paulo. Cada imagem de modelo impecável ganha uma interferência própria, seja com recortes, colagens ou esmalte.

A exposição aconteceu recentemente em uma fábrica antiga, atrás do Malba, Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, e 20 imagens de Felipe foram expostas, a maior parte delas você pode conhecer através da galeria abaixo.

Saiba qual o fotógrafo que realmente inspira Morozini

Cheap and Chic: veja os looks da coleção de Karl Lagerfeld para a Macy’s

04/08/2011

por | Moda

abre©Reprodução

A esperada coleção que Lagerfeld assinou para a Macy’s não é mais segredo. O lookbook com as peças já está na rede. A linha possui 45 itens que custarão entre US$ 50 e US$ 170, que estarão todos disponíveis nas lojas a partir de 31 de agosto.

A linha tem bem o estilo do estilista. Desenhos clássicos, muito preto e branco, golas altas, calças de couro falso, camisetas com estampas de Karl e casacos em tweed (com uma pegada Chanel). Não há dúvidas de que filas irão se formar no dia de lançamento…

Confira os looks da coleção na galeria. Aprovados?

Drops de moda: o novo frila de Carine, o cashmere de Claudia Schiffer e mais!

20/07/2011

por | Moda

carineCarine Roitfeld ©Reprodução

Carine Roitfeld é a responsável pelo styling da revista “V” de setembro, que tem como tema “Heróis”. E sabe quem ela escolheu para representar o tema? A diva Elizabeth Taylor. Carine tem trabalhado ao lado de Mario Testino no projeto, que ela toca em paralelo a  outros “frilas” para a Chanel e a Barneys. Trabalhadeira, não?

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missoniItens da coleção M Missoni ©Divulgação

A linha mais jovem da Missoni, a M Missoni, tem a proposta de trazer peças mais usáveis e fáceis de combinar. Com um jeito mais casual e cool, ela ainda assim tem a cara da Missoni. Além dos famosos tricôs, a marca traz uma coleção de produtos em jeans e acessórios. A nova linha já está disponível no Brasil, nas lojas do Iguatemi de Brasília, na Missoni Home, em São Paulo e em algumas multimarcas.

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altuzzaraPeças de Altuzarra ©Reprodução

Os renomados estilistas Prabal Gurung e Joseph Altuzarra criaram coleções de joias em edição limitada para o Atelier Swarovski. A linha começa a ser vendida no dia 26 de julho, exclusivamente na loja Swarovski Crystallized, em Nova York. Olha o luxo que é.

prabal-gurungPeças de Gurung ©Reprodução

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Quase sete anos depois de colaborar com a H&M, Karl Lagerfeld volta com mais uma coleção para uma grande rede de varejo: a Macy’s. A linha, que chega às lojas no fim de agosto, promete incorporar a assinatura de Lagerfeld. A “Vogue” americana de agosto já mostra uma prévia do que está por vir.

karlKarl Lagerfeld para Macy’s ©Reprodução

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Sabia que Claudia Schiffer é dona de uma marca especializada em cashmere? Pois é, a top resolveu apostar neste segmento porque achou que era uma área que não tinha muito destaque na moda. A marca, que leva o nome da modelo, em breve terá um e-commerce próprio. A grife chegará a 50 lojas multimarcas pelo mundo inteiro, e estará à venda online pelo Net-à-Porter até o fim deste mês. As peças custam entre 400 e 1600 dólares. Veja na galeria as fotos da campanha de estreia da marca:

Lagerfeld faz desfile de milhõe$ para resort collection da Chanel

10/05/2011

por | Moda

por Sergio Amaral

_OSA0843A entrada final do desfile; luxo, riqueza e glamour de Chanel na Riviera Francesa - ©Divulgação

Foi um desfile de luxo, poder e riqueza o que Lagerfeld preparou para a apresentação da nova cruise collection da Chanel, que aconteceu nesta segunda (09.05) no sofisticado Hotel du Cap-Eden-Roc, em Antibes, na Riviera Francesa.

O teaser do curta, além do cenário escolhido (ainda mais sofisticado que St-Tropez, o da coleção do ano passado), já apontavam que Lagerfeld não estava brincando em serviço. Nem poupando esforços. Menos ainda, dinheiro.

Cerca de 200 convidados mais 50 modelos mais staff foram levados para o lançamento, que teve além de desfile, um charmoso jantar a céu aberto num italiano familiar, piquenique no campo de flores onde são colhidas as rosas ingrediente do Chanel nº5, show surpresa de Bryan Ferry e sessão do curta “The Tale of a Fairy”.

A apresentação propriamente dita reforçou o fundamento luxo & riqueza. Inspirada por Rita Hayworth e pelo príncipe Aly Khan (terceiro marido da atriz), o desfile abriu com uma cartela de cores solares, como amarelo e lilás, migrando para seara mais sóbria, em preto & branco, com bordados florais, estampas de efeito trompe l’oeil e reinterpretações de clássicos da maison. Ah! Tudo (até os maiôs) acompanhados de jóias Chanel Haute Joaillerie com diamantes e pérolas poderosos. “É uma versão moderna do vestir sofisticado”, declarou Lagerfeld ao WWD.

O investimento todo não é à toa. Segundo executivos da marca, as coleções intermediárias da Chanel, especialmente as Resort, hoje representam a maior entrega da marca no ano. Veja as fotos do desfile AQUI.

_OSA0901Karl Lagerfeld, na entrada final do desfile da coleção resort 2012 de Chanel - ©Divulgação

Lagerfeld lança novo curta pra Chanel; assista a filmografia do estilista aqui

09/05/2011

por | Moda

taleofafairy©Reprodução

Karl Lagerfeld está novamente atrás das câmeras em um filme de 30 minutos que será apresentado logo após o desfile da Cruise Collection da Chanel, em Cap D’Antibes, nesta segunda-feira (09.05), e disponibilizado online no dia seguinte no chanel.com. O curta chama-se “The Tale of a Fairy”, e nas palavras do autor e diretor criativo da Chanel, “algumas pessoas podem ficar chocadas” com seu conteúdo.

O aviso deve-se a uma cena de beijo entre a modelo Freja Beha Erichsen – a suposta “fada” do titulo – e a atriz Anna Mouglalis, embaixadora da marca e intérprete da Chanel de “Coco Chanel & Igor Stravinsky”. Outra possível polêmica do filme seria protagonizada pela modelo veterana Kristen McMenamy, em uma sequência com direito a quebração de louça, tapas e jogatina, que culminaria com a sedução do modelo e muso de Lagerfeld, Baptiste Giabiconi.

“É sobre o uso imprudente do dinheiro, que começa com violência e termina com sentimento”, explicou o kaiser ao Telegraph.

Workaholic, Lagerfeld é diretor criativo da maison Chanel, da Fendi e de sua marca homônima, aventura-se como fotógrafo e também como diretor de curtas-metragens. Confira abaixo uma seleção da filmografia do estilista-cineasta.

+ Magnum, com Rachel Bilson

+ “La Lettre”, para a coleção-cápsula primavera/verão 2011 da Hogan, assinada por Lagerfeld

+ “Window World”, com Magdalena Frackowiak e Barbora Dvorakova

+ “Shopping Fever”, curta-metragem da pré-coleção outono/inverno 2010/11, com Dree Hemingway e Abbey Lee

+ “Remember Now”, para a Cruise Collection de 2011, com Abbey Lee Kershaw, Freja Beha Erichsen e Magdalena Frackowiak

Aposta: Hollei Graves, a new face que vai brilhar na próxima estação

06/04/2011

por | Gente

hollei_graves©Reprodução

Se você acompanha o vai e vem dessa indústria de modelos, já deve ter ouvido falar em Hollei Graves, a linda americana de 19 anos, que estreou nas passarelas em fevereiro, desfilando para a marca nova-iorquina What Goes Around Comes Around. Com um nome engraçado que remete a sonoridade de Holy Grace, Hollei é o típico “lobo em pele de carneiro”: loira, de olhos azuis, lábios definidos e rosto angelical. Quem olha a sagitariana mal pode imaginar que ela esconde vários piercings e tatuagens pelo corpo. Uma de suas tattoos fica na parte interna do lábio, as outras também são bem difíceis de encontrar. Quem já está de olho nela é o antenadíssimo Karl Lagerfeld, que já declarou ter gostado da menina. Com certeza, ela daria uma perfeita garota Chanel.

Em entrevista ao site “WWD”, Hollei contou que sua carreira de modelo começou de forma acidental. “Estava me inscrevendo em um sorteio para ganhar maquiagens em um shopping, que era ligado a um concurso de modelo. Quando eles me ligaram e eu perguntei ‘eu ganhei a maquiagem?’, eles responderam ‘não…’, mas me chamaram para um teste no dia seguinte. Não estava buscando uma oportunidade, mas ela me encontrou”, disse.

Hollei define seu estilo como simples e clássico e conta que seus segredos de beleza são lavar bem o rosto e um bom corretivo. “É surpreendente quantas modelos não tiram a maquiagem depois dos trabalhos. E o corretivo é o melhor amigo de uma modelo. Quando você tem que acordar muito cedo e só chegou em casa há algumas horas por causa de uma sessão de fotos, só ele salva”.

Derreta-se pela modelo que deve brilhar na próxima temporada internacional na galeria abaixo.

Haider Ackermann, aposta firme em tempos de crise na moda

03/03/2011

por | Moda

haider-ackermannO estilista Haider Ackermann ©Reprodução / Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin

Você pode não estar familiarizado com o nome acima, mas se prestar atenção nas notícias de moda dos últimos meses, vai perceber que esse colombiano graduado na Antuérpia e residente em Paris está em rápida ascensão – uma espiral crescente de elogios e oportunidades que começou com… Karl Lagerfeld.

“Eu tenho um contrato para a vida, então tudo depende de para quem eu gostaria de entregar [o cargo]; no momento, eu diria Haider Ackermann”, Largerfeld declarou à “Numero” de novembro/2010 sobre quem poderia substituí-lo na Chanel em sua eventual aposentadoria. Quer mais? Na edição “The Discovery Issue” de janeiro/2011 da “V Magazine”, o kaiser da moda ainda o aponta como a nova estrela da indústria, afirmando: “Ele fez a minha coleção preferida da estação, e eu sempre dei muito apoio a bons designers. Eu não digo “jovens” designers – Haider não é um iniciante”.

E Lagerfeld não é o único a alimentar o hype em torno de Ackermann; em dezembro de 2010, em meio a rumores de que o cargo de Stefano Pilati estaria ameaçado por causa da queda de vendas na Yves Saint Laurent, o nome de Ackermann era o mais cotado para a provável substituição, ao lado de Hedi Slimane. E agora, junto com os boatos de que Ricardo Tisci irá substituir John Galliano na Dior, vem a aposta de que Ackermann é considerado o mais forte candidato para ocupar o lugar vazio na Givenchy.

Formado pela Fashion Academy of Fine Arts da Antuérpia, Bélgica (que também diplomou Dries Van Noten e Ann Demeulemeester), Ackermann criou sua marca homônima em 2001 e começou a apresentar suas coleções em Paris na temporada inverno 2002. Desde então, ele tem desenvolvido um estilo austero com muitas experimentações com couro e drapeados que conquistou fãs como a atriz Tilda Swinton. Sobre seu estilo e sua motivações, ele falou à revista “W” de janeiro/2010: “Todos nós estamos em busca de alguma coisa. A minha busca é pela beleza, e isso é muito importante hoje em dia. Meu pai trabalha para a Anistia Internacional, e é claro que nós precisamos de pessoas como ele, mas nós também precisamos de pessoas que estão buscando a beleza”.

Veja na galeria a evolução das coleções de Haider Ackermann na semana de moda de Paris:

Veja os desfiles da Fendi, Gucci e D&G com superzoom!

24/02/2011

por | Moda

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O segundo dia da semana de moda de Milão também está movimentado, com desfiles poderosos, como Fendi e Prada.

Fendi desfilou há pouco e mostrou uma coleção sem grandes novidades, porém ainda assim bonita e bem executada. Vamos lembrar que quem está na direção criativa da marca é o maxiperfeccionista Karl Lagerfeld. A cartela de cores é mais fechada, com azuis, marrons, verdes e vinho, que é quebrada pelas meias-calças em tons mais vibrantes, boa sacada de styling, que não é inovadora, mas funciona.

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No geral, os looks parecem confortáveis, com jaquetas e paletós mais amplos, entre os mais bacanas o casaco-capa verde da foto acima. Muitas opções de saias na altura do joelho, calças de proporções mais soltas e peles, que entraram na estação com força total.

Veja aqui toda a coleção da Fendi, da D&G e da Gucci

Alta-costura verão 2011: Chanel mostra coleção delicada e feminina de olho na “vida real”

27/01/2011

por | Moda

Chanel-Spring2011Couture-37_101735705845Delicadeza e feminilidade são as duas palavras de ordem nesta temporada de alta-costura. Na Givenchy, por exemplo, elas vieram trabalhadas com tamanha preciosidade que deixaram os vestidos mais apropriados para galerias e museus do que para guarda-roupas reais. Já para Karl Lagerfeld na Chanel, serviram como pré-requisito para o desafio de fazer de toda grandiosidade dos ateliês de couture, algo adequado para o closet _e a vida_ da mulher contemporânea.

Simplicidade não é um adjetivo que se associa a criações de alta-costura com facilidade. Ainda assim, é o que melhor se adequa a mais recente coleção apresentada por Lagerfeld. Nela, o kaiser aplica toda expertise dos ateliês da Chanel em formas das mais básicas, como a de uma simples camiseta. Estas vêm sobre jeans justos, em cores lavadas ou todo paetizados, encobertos por faixas de tecidos amarradas na cintura ou saias evasês ou vestidos retos onde tweeds levemente coloridos e ricos bordados se fazem mais presentes.

Pé no chão literal e metaforicamente. Em parte pelas sapatilhas com tiras elásticas transparentes, em parte pela forma pela qual Lagerfeld transporta um universo antes restrito aos salões mais exclusivos para um, em tese, possível. Se geralmente alta-costura imprimia saias de volumes dos mais absurdos e ornamentos dos mais brilhantes, aqui o caminho é o inverso. A exuberância fica por conta dos ricos bordados, que se adequam perfeitamente às roupas práticas para mulheres reais _ainda que realmente ricas.

+ Veja aqui o desfile completo

Menina dos olhos de Anna Wintour, Blake Lively é a nova embaixadora da Chanel

06/01/2011

por | Moda

chanel_mademoiselle_blakekarlQuando Blake Lively _a Serena Van der Woodsen do seriado americano Gossip Girl_ foi apresentada a Karl Lagerfeld, diretor criativo da maison Chanel, pela editora da “Vogue” americana, Anna Wintour (que colocou a atriz duas vezes na capa de sua revista), em julho de 2010, ela fez questão de tirar uma foto dele, para “nunca me esquecer desse momento”. Seis meses depois, é Karl Lagerfeld quem fotografa Blake nas icônicas escadarias espelhadas da loja da rue Cambon, em Paris (por onde Gabrielle Chanel assistia suas modelos desfilarem), já que a loira foi escolhida como embaixadora oficial da bolsa Mademoiselle, apresentada no desfile cruise da grife, em Saint-Tropez, e estrelará a campanha do lançamento, que será divulgada em abril.

“Ela é tipo a garota dos sonhos americana”, disse Karl ao jornal “WWD”, que fez questão de ressaltar a espontaneidade e frescor da atriz, e emendou que foi bastante fácil _e agradável_ fazer as fotos da campanha, já que todos no set se apaixonaram por Lively.

E falando em sonhos, Blake comparou a experiência de fotografar para a Chanel aos momentos de ápice dos contos de fadas, como Cinderela perdendo seu sapato de cristal e Branca de Neve encontrando o príncipe encantado. “Um sonho realizado é eufemismo. Posso dizer que me senti como a garota mais feliz e sortuda do mundo”.

A atriz, que já fez “Quatro Amigas e um Jeans Viajante” e estará em “Lanterna Verde” este ano, contou que cresceu admirando a marca dos duplos C’s e o que ela representa “É eterna, chic, graciosa, inteligente, icônica e sempre relevante”.

A bolsa Mademoiselle custará de 1.500 a 2.500 euros (cerca de R$ 3.300 a R$5.500), enquanto os modelos com peles exóticas podem chegar a custar 23 mil euros (mais de R$ 50 mil!).

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A bolsa Mademoiselle, que pode custar até R$ 50 mil, dependendo do material © Reprodução

E se você está pensando que é muito dinheiro para se gastar em uma bolsa, para Blake é muito mais que isso “Sempre senti que era mais do que apenas uma bolsa. É um acolchoado cheio de batons, cartas de amor, e sonhos e possibilidades que eu sempre imagino cada vez que olho para aqueles lindos ‘CC’”.

Antes da loira de belas pernas, ocuparam o cargo de embaixadoras de um modelo de bolsa da Chanel Lilly Allen, Vanessa Paradis e Diane Kruger _entre outras.

Meia-estação: foco no consumidor, mas agora com tratamento de luxo

21/12/2010

por | Moda

“Não é mais só uma camiseta. Uma camiseta deve ter muito mais significado. Tem que ter um drapeado, um caimento natural, um diferencial. Uma calça não é só uma calça, deve haver o detalhe em camurça, a qualidade no toque, as lavagens no tecido”. As frases acima vêm da estilista Donna Karan sobre algumas peças de sua mais recente coleção: o pre-fall 2011.

Já falamos aqui sobre a crescente importância e relevância das coleções de meia-estação. São essas as peças que ficam mais tempo na loja e, por consequência, as que rendem mais lucros para as empresas. Contudo, conforme mídia e consumidores passam a se debruçar cada vez mais sobre esses produtos, surge a necessidade de um tratamento diferenciado.

“O nome continua, mas o tratamento é completamente diferente”, disse John Galliano em entrevista ao “WWD”. “A todos os jornalistas na sala: vocês precisam arrumar uma nova palavra. ‘Pre’, de ‘pre-fall’, é nojento”, disse Michael Kors momentos antes de apresentar sua coleção. Brincadeiras à parte, o fato é que o conceito ganhou proporções maiores que suas nomenclaturas. Some a isso uma nova postura do consumidor cada vez em busca de peças com algum significado, ou valor que se relacione com sua vida.

Não fica difícil entender, então, porque Karl Lagerfeld acionou os ateliês de alta-costura que a Chanel possui para a coleção Metier D’Art da maison. Ou porque Donna Karan abriu seu desfile com uma espécie de linha especial, com roupas para o dia-a-dia, com mais lifestyle. Muito menos porque Jason Wu, apenas em sua segunda coleção de pre-fall, dobrou o tamanho do acervo e atraiu um considerável número de celebridades para sua apresentação, ou porque Christopher Bailey deu acabamentos luxuosos para seus casacos e vestidos na Burberry.

burberry_02Pre-fall 2011 da Burberry por Christopher Bailey: foco no consumidor, mas desta vez com tratamento de luxo nas roupas ©Divulgação

Ainda focadas nas vontades do consumidor, as coleções de pre-fall e resort vêm, a cada temporada, ganhando requintes dignos das apresentações de prêt-à-porter. Ponto para quem vai comprar.

Perdeu alguma coisa dessa temporada de pre-fall? Então se liga na lista dos melhores desfiles que rolaram até agora:

Burberry

Calvin Klein

Chanel

Diane Von Furstenberg

Jason Wu

Pringle of Scotland

Rag & Bone

Reed Krakoff

Zac Posen

+ Veja mais desfiles de pre-fall 2011