A Shoestock continua apostando em suas parcerias com grandes nomes do mundo da moda. Além das colaborações que chegam às lojas, a marca também desenvolve produtos especialmente para os desfiles de suas parceiras, como aconteceu na última edição do SPFW, em que esteve presente nas passarelas das estilistas Juliana Jabour e Gloria Coelho com cinco modelos – dois modelos para Juliana e três para Glória.
Agora a nova convidada para criar uma linha para a marca é a musa eterna da moda Costanza Pascolato, capa da edição atual da revista Mag!, junto com Carol Trentini e Mariana Weickert.
Os calçados serão lançados dia 03.05 e incorporam o estilo sóbrio e elegante da empresária: cartela de cores clássica, detalhes discretos e com pouco brilho, sempre prevalecendo o conforto e fabricados em couro mestiço e camurça. Há mulles, scarpin com renda de couro, sleepers com renda de couro metálico, abotinados, rasteiras em veludo e sapatilhas de bico fino com ponteira de couro de metal.
A data é estratégica para pegar o dia das mães. Pelo o que a gente viu, deve vender como água, e não só para as mães.
Hit desde o seu início despretensioso, com mini-coleções vendidas na loja Pelu, em São Paulo, a marca Juliana Jabour, hoje com 180 pontos de venda no Brasil e representação em Nova York, Los Angeles, Seattle, Londres, Lisboa, Atenas e Tóquio, tem uma história curiosa por trás, que surpreende quando se descobre o background da estilista, que tinha o sonho de ser diplomata e é pós-graduada em Ciências Políticas em uma das melhores universidades de Paris. Juliana Jabour gentilmente recebeu o FFW em seu atelier para falar sobre este e muitos outros assuntos na entrevista que você confere abaixo:
A formação internacional e o início do interesse por moda
Fui pros Estados Unidos aos 15 anos, fiz dois anos de high school e quatro de faculdade. Eu queria ser diplomata, e estudei Ciências Políticas e Economia em Georgetown, que fica em Washington, D.C.. No terceiro ano de faculdade eu já sabia que não ia trabalhar com aquilo, mas amo que estudei, se eu tivesse que voltar atrás e fazer tudo de novo eu estudaria exatamente a mesma coisa! Eu nem sabia o que era Prada, Louis Vuitton, mas lá, por eu ter muitas amigas de Los Angeles, cujos pais trabalhavam com cinema, elas começaram a me mostrar essas coisas. Aí comecei a consumir muita informação de moda, a ler, e acompanhar, tomar gosto mesmo. Mas fui até o fim, depois fui pra Paris e fiz pós-graduação em Ciências Políticas na Sorbonne — minha pós é em Política de Integração da União Europeia. Depois me mudei pra Londres, e aí é que fui trabalhar com moda pela primeira vez. Comecei na Joseph, que é uma cadeia de lojas de um marroquino radicado na Inglaterra, que além da marca dele, vendia outras marcas também. Comecei como vendedora, ele gostou do meu trabalho e me chamou pra ser assistente dele de compra, e passei a ir pra showroom, desfile, pra ajudar a escolher mercadoria pra abastecer as lojas.
O início das atividades como estilista
Eu estava totalmente perdida, porque tinha acabado de me formar, uma baita formação, e eu não queria trabalhar com nada daquilo; eu sabia que queria trabalhar com moda, mas não sabia nem por onde começar. Não fiz muito plano, fui fazendo um passo de cada vez. Fiquei quase dois anos lá e voltei pro Brasil no final de 1997. E sou de Belo Horizonte, então quando voltei pra lá tive minha primeira oportunidade de trabalhar como estilista na Vide Bula. Fiquei três anos e em 2000 recebi uma proposta do Tufi [Duek] pra ir pra Triton. Eu já não aguentava porque tinha morado 10 anos fora do país, daí morar em Belo Horizonte é difícil, né? Juntei minhas coisas e vim pra cá e estou aqui desde agosto de 2000.
A experiência fora trouxe, primeiro, a familiaridade com o universo da moda em si, porque você consome muita informação, e eu trabalhava numa loja que era muito reconhecida, que vendia marca boa, eu tinha muito contato com as marcas, com as roupas, até com as pessoas que frequentavam o lugar. Daí na hora que você começa a ir pra desfile, pra showroom, você mergulha mesmo no universo – isso já te dá uma bagagem. E como compradora, eu trabalhei do outro lado da moeda. Isso é bom porque você consegue ter uma visão mais comercial, sem ficar devaneando. Porque senão você fica só como um atelier.
A motivação para lançar uma marca própria
Uma coisa foi levando à outra. Eu comecei trabalhando pros outros, na Vide Bula, na Triton; depois, na M.Officer, com o Carlos Miele, acompanhei todo o processo de quando ele começou a fazer desfile fora – nas duas primeiras coleções eu fui com ele, o que foi ótimo pro meu currículo, se não fosse ele talvez eu nunca tivesse tido essa oportunidade. Depois ainda fui pra MOB, e lá eu comecei a minha marca, porque uma das minhas melhores amigas, a Claudia Tannous, estava montando a Pelu, e me deu o maior incentivo, então comecei fazendo uma mini-coleção de seis itens, que vendeu muito bem. Em uma loja daquele tamanho, dentro de uma vila, vendia 200 peças por mês. Fiquei uns seis meses fazendo mini-coleções pra lá, e com o resultado, resolvi fazer minha primeira coleção com barba, cabelo e bigode, grande, de 35 itens — nada perto do que é hoje, que eu tenho quase 350. Dali fui pra Casa de Criadores, fiquei duas temporadas, até que surgiu o convite pra ir pro Fashion Rio, eu fui, fiquei lá nove temporadas, e desde janeiro de 2011 eu estou no SPFW.
Primeiro desfile de Juliana Jabour, na Pelu (vídeo disponibilizado pela estilista para uso do FFW):
O início dos negócios
Eu não era aquela pessoa que tem tudo planejado, até porque comecei essa marca sem aporte nenhum de investimento de capital inicial, eu comecei aqui com 10 mil reais. Aí me associei ao meu sócio, que é meu sócio até hoje, e que era o meu fornecedor quando eu trabalhava pra outras marcas. Quando comecei a minha história, ele que produzia pra mim, porque quando você é pequeno, tem dificuldade pois ninguém quer produzir volume baixo. É por isso que muito estilista novo acaba nadando, nadando e morrendo na praia. E eu tive a oportunidade de me associar a uma pessoa de fábrica, o que foi bom, porque eu conseguia fazer coisas que marca do meu tamanho não conseguiria fazer nunca. Com a venda da primeira coleção a gente conseguiu bancar a segunda, com a venda da segunda bancamos a terceira… ninguém chegou assim “meu pai vai me dar tanto, vou abrir uma empresa”. Quando você começa uma empresa é assim, nos três primeiros anos tudo o que você ganha, tem que investir pro negócio ir pra frente.
As mudanças de mercado que mais afetaram a marca
A marca era só malha, aí eu não aguentava mais, quando já estava fazendo plano há algum tempo e as pessoas insistiam em escrever “ah, ela só faz malha, a rainha da viscolycra”, e você lá se matando, tentando fazer uma história, fazer um produto legal, diferente. Teve cobrança da mídia, do cliente, do consumidor final, e claro que eu podia continuar sendo uma marca só de malha, mas talvez a gente não tivesse o apelo que tem hoje. Mas foi até uma coisa meio “vou mostrar pra esse povo que eu consigo fazer outras coisas”, de tanto eles baterem nessa tecla. Mas com certeza o que mais fez com que a gente tomasse esse caminho foi essa demanda do mercado. É difícil ter uma loja se você não tem um mix de produtos, se não tem um pouco de tudo. Outra coisa foi o preço do dólar, que foi uma das coisas de mercado que mais afetou a nossa venda, porque ficou muito barato viajar pra fora. Hoje qualquer pessoa vai, enche a mala e volta. E as pessoas compram um sapato, um óculos, uma joia, um relógio caro, mas elas não gastam muito com roupa cara.
Juliana Jabour e Reinaldo Lourenço nos bastidores do primeiro desfile da marca, na Pelu (imagem cedida pela estilista para uso do FFW)
A marca Juliana Jabour no mercado internacional
As vendas deram uma queda, porque como o dólar caiu, a minha roupa que era relativamente barata lá fora começou a ficar cara. Por exemplo, meus acessórios no Japão: meu sapato começou a competir com preço de sapato da Miu Miu; aí fica difícil, como você justifica isso? Mas por incrível que pareça, mesmo com tudo o que aconteceu no Japão, com o terremoto e o tsunami, a nossa venda, que eu achei que ia cair, aumentou. Não explodiu, mas poderia ter caído ou ficado igual, mas deu uma leve aumentada.
O Japão é o mercado internacional onde vendemos melhor. Depois que fiz a parceria com a Uniqlo em Tóquio, explodiu. Fiz uma parceria com eles na Primavera/Verão 2008; eles têm um programa chamado Designer Invitation Project, só que em vez de chamar designers consagrados como a H&M, que chama Cavalli, Versace, etc, eles chamam gente que está começando. E eu fui chamada junto com o Alexander Wang, de quem eu já era fã na época, e tive a oportunidade de fazer isso junto – os trabalhos foram separados, mas fomos pro Japão juntos, fizemos a divulgação juntos, prova de roupa, porque foi lançado na mesma época. Fui pro Japão e vi gente usando minha roupa na rua, numa cidade do tamanho de Tóquio. Isso não tem preço, foi muito legal.
As parcerias da marca e do mundo da moda em geral
A da Uniqlo foi a primeira. Também tem Riachuelo, Shoestock, que são as mais recentes, mas fiz durante muito tempo Nivea, Brastemp, Lancôme, Raphael Falci, Evoke, Hope. Com certeza é uma tendência do mercado. Lá fora chega até a cansar, é tanta, tanta, tanta coisa que começa a ficar banal. Mas é uma tendência com certeza, e acho que o futuro é isso aí mesmo. Porque você consegue juntar forças, né. Às vezes você consegue fazer coisas que sozinho não conseguiria, é bom pra todo mundo, é bom pra você; negociando bem você pode receber de diversas formas: por cachê ou participação em cima das vendas.
Sempre leio. Te confesso que no começo eu lia muito mais, mas aí começou a me fazer mal, porque eu ficava triste, levava pro lado pessoal. Hoje leio as principais que me interessam, de pessoas de quem eu considero a opinião, mas não leio *tudo* o que sai como eu fazia antes. Mas aprendi a lidar com isso; antes me machucava, mas hoje se eu leio uma crítica ruim eu tento ver o embasamento da pessoa, o fundamento. Porque se é uma pessoa que eu respeito, que acredito na opinião, vou tentar aprender e enxergar qual a mensagem que ela está me passando. Mas você tem oito minutos pra apresentar um trabalho de quatro meses, que você trabalhou que nem uma camela, e uma pessoa vem em um parágrafo e te detona… é muito triste!
A ausência no SPFW Verão 2012
Mudei pra São Paulo, fiz minha estreia no Inverno 2011 e o Verão 2012 eu pulei por falta de patrocínio. A minha estrutura é relativamente pequena, e pra pagar do meu bolso é um custo que eu não posso arcar. E eu sempre consegui fechar bons patrocínios – eles patrocinam o desfile, e a gente fecha um pacote de ações por um ano. Então por exemplo a Brastemp patrocina um desfile e durante um ano eu vou lá, faço um adesivo pro micro-ondas, o uniforme de chef. Ou a Nivea me patrocina, e eu faço o rótulo do brinde que eles vão dar pros formadores de opinião do fim do ano. E pro Verão 2012, foi chegando meio em cima e eu não tinha conseguido fechar nada, então avisei que infelizmente ia ter que pular porque não ia conseguir arcar com o desfile. Aí já começamos a trabalhar pra captar patrocínio e poder desfilar agora no Inverno 2012 – e já estamos correndo de novo pra fazer o Verão.
A importância dos desfiles para a marca
Quando comecei a desfilar, eu já tinha uma venda de atacado estruturada e relativamente boa, então achava que não ia vender mais ou menos por causa de desfile. Mas por exemplo, na coleção que eu pulei, eu senti uma grande cobrança tanto por parte de cliente quanto de divulgação da coleção, de produtor trabalhar nossos produtos em editoriais, por exemplo. Porque apesar de eu ter feito um evento pra imprensa, acho que foi mais difícil emplacar as coisas — não em São Paulo, mas em abrangência nacional. O desfile abre portas; com certeza todas as parcerias vieram por conta da visibilidade que a gente consegue desfilando numa semana de moda da importância de um SPFW.
As novas tecnologias e redes sociais
Temos tudo, twitter, facebook, instagram, e-commerce, e fomos sempre pioneiros, porque como eu sou muito ligada em internet, a marca foi pelo mesmo caminho. O facebook a gente teve antes de todo mundo, e o próximo passo é colocar uma aba de e-commerce dentro da minha página do facebook, porque hoje as pessoas passam mais tempo no facebook do que em qualquer outro site, até mais que o google. Se a pessoa vê o produto no seu facebook e ela consegue comprar ali, você vende mais do que se ela tiver que entrar no seu site, no seu e-commerce. Acho que esse tipo de coisa dá uma alavancada boa na venda online.
Quando comecei a marca, eu tinha na cabeça que só ia fazer o que gosto. Independente de tendência, de “tá todo mundo usando”; eu abri a marca pra fazer isso. Quando eu trabalhava nos outros lugares, eu era meio podada, porque você tem que fazer o que é a cara da marca onde está trabalhando, é o certo. Eu queria fazer o que eu gosto, que eu uso, que eu não achava em lugar nenhum pra comprar, e até hoje é assim. Às vezes fico até meio resistente, porque algumas pessoas falam “ah, sua roupa não é sensual, a mulher brasileira quer roupa justa, curta, decotada”. Então gente, vai comprar em outro lugar, porque não é a minha marca, entendeu? Nada contra, mas não é o meu DNA. Ao mesmo tempo, não dá pra eu ficar alheia ao mercado e à necessidade dos meus clientes, pra não atrapalhar a minha venda. Então tenho que inserir essa sensualidade, de um jeito que eu atenda a essa solicitação de mercado, mas sem descaracterizar o meu DNA.
Hoje em dia você se imagina fazendo outra coisa?
Se não fosse pra fazer o que eu faço, acho que a única coisa que eu ia querer fazer é ser compradora de alguma loja de departamento grande.
Mas você continuaria dentro de moda?
Sim.
É interessante porque você falou que mesmo na faculdade já sabia que não ia trabalhar com aquilo, mas gostou de fazer o curso e faria novamente.
Eu amo política, história, te dá uma bagagem, você consegue falar com qualquer pessoa sobre qualquer assunto em qualquer lugar. Eu gosto, mesmo não atuando na área, leio sobre tudo, acompanho.
E mesmo assim, você continuaria em moda?
Eu amo. Apesar de ser muito trabalho pra pouco dinheiro. Se eu estivesse trabalhando com o que eu estudei, você pode ter certeza que eu estaria ganhando quatro vezes mais. Mas não consigo me imaginar estar trabalhando com banco de investimento, não ia dar certo (risos).
Mais uma grande rede varejista apresentou seu Preview de Outono/Inverno 2012, na tarde desta terça-feira (08.02). A Riachuelo recebeu jornalistas, fotógrafos e blogueiros no Oscar Café, espaço intimista na Rua Oscar Freire, para exibir suas propostas para a estação mais fria do ano. Além das marcas que fazem parte do portfólio da própria fast fashion, foi também apresentada a segunda coleção em parceria com a estilista mineira Juliana Jabour.
Para o Outono/Inverno 2012, a Riachuelo se inspira na mítica “Swinging London” dos anos 1960, mesclando o shape divertido da época ao DNA de cada uma de suas marcas. Minissaias, tubinhos, casacos poderosos e coletes em cores fortes, como o vermelho e o preto, e as estampas geométricas são as grandes apostas da temporada. Outra forte referência é a estética rockabilly, que se faz presente em saias rodadas e jaquetas perfecto. A cartela de cores é bem ampla, incluindo de tons escuros, como preto, azul marinho e cinza, a cores mais claras e terrosas.
Já a coleção de Juliana Jabour tem a essência da estilista: urbana, moderna e com uma modelagem que prioriza o conforto. Segundo Juliana, que estava presente no lançamento, ao lado da garota-propaganda da Riachuelo, a modelo e apresentadora Mariana Weickert, o ponto de partida foram os best-sellers de sua marca homônima e a cartela de cores, que vem recheada de tons elegantes como bordeaux, nude e azul marinho. Os famosos tricôs da estilista ganham versões lisas, já os modelos em georgette e viscolycra vêm também com estampas, desenvolvidas, aliás, unicamente para a Riachuelo. Para os ansiosos, a coleção chega às lojas de todo o Brasil no dia 1° de março.
Acontece nesta quarta (16.11) o desfile que apresenta as coleções de cinco marcas para a Riachuelo. O evento acontece na Casa Fasano. Conheça abaixo o que cada estilista vai trazer para a empresa de fast fashion.
Opção é o que não falta quando o assunto é colaborações entre grandes redes varejistas e grifes high-fashion. Que o diga a Riachuelo, que anunciou não uma, mas cinco parcerias para o fim do ano: trata-se da coleção Fashion Five, com peças criadas pelos estilistas André Lima, Juliana Jabour e Martha Medeiros, com suas grifes homônimas, e Clô Orozco, com suas marcas Huis Clos e Maria Garcia.
Em entrevista ao FFW, Marcella Martins de Carvalho, gerente de marketing da Riachuelo, explicou a escolha das grifes para essa colaboração múltipla: “A gente sempre trabalha com nomes bacanas, incríveis, de muita visibilidade, e para esse projeto, com a proposta de ser uma coleção de festa, queríamos atender todos os gostos possíveis, por isso escolhemos essas grifes super diferentes e respeitamos o DNA de cada uma delas, para garantir que a cliente vá à Riachuelo e encontre o que ela quer”.
A Riachuelo entrou na onda das colaborações em outubro de 2010, com Oskar Metsavaht, e desde então lançou coleções também com Cris Barros e Pedro Lourenço. “A primeira parceria, com o Oskar, foi pioneira, foi tudo muito novo e muita gente achou uma loucura; por ser uma parceria com o Oskar Metsavaht, e não com a Osklen, havia dúvidas se ela seria bem-sucedida, se as pessoas reconheceriam o nome por trás da marca. Mas foi tudo bem feito, tratamos a parceria com seriedade, e o resultado foi tão bom que hoje em dia a gente tem mais facilidade e começamos até a ser procurados pelas grifes”, afirmou Marcella.
Ela contou também que a rede já está iniciando negociações com outros grandes nomes da moda – que ainda não podem ser divulgados –, e falou sobre quem seria o consumidor desse tipo de produto: as pessoas que já conhecem as grifes e vão à Riachuelo especialmente para comprá-las, ou os clientes Riachuelo que passam a conhecer as grifes a partir dessas colaborações. “Acho que acontece os dois. No passado, havia dois grupos consumidores: o de alto poder aquisitivo, que queria consumir moda, e o de baixo poder aquisitivo, que só consumia roupa. Hoje em dia há um terceiro grupo, de pouco poder aquisitivo, mas que quer consumir moda. Esse é o nosso público, que entendemos que é um mercado muito bem informado; mas acredito que atingidos também os outros mercados”, afirmou a gerente de marketing.
A linha completa Fashion Five, com roupas, sapatos e acessórios, só chega às lojas da Riachuelo no dia 4 de dezembro, e ainda não tem imagens de divulgação. Enquanto aguardamos, fique com os depoimentos dos próprios estilistas envolvidos, relembre seus desfiles mais recentes e saiba mais sobre o estilo de cada um:
André Lima
Looks das quatro últimas coleções de André Lima desfiladas na SPFW
O estilista afirmou em entrevista para o FFW que a abordagem da Riachuelo “foi simples e direta. Depois de uma primeira reunião para apresentação do projeto, nos reencontramos para conversar sobre minhas ideias, e o trabalho começou”. Sobre a produção em larga escala de suas peças, sempre muito autorais, ele disse: “Uma grande rede de varejo é quem pode dizer se está na hora do produto ser consumido em larga escala. Esse é um momento na carreira do estilista em que seu nome e suas criações podem chegar a lugares aonde antes ele não imaginava. Levar o produto a estes lugares é a tarefa de uma empresa madura como a Riachuelo”, completando que a rede foi “magistral na engenharia do produto. Eu consegui fazer com que meu desenho se tornasse possível em larga escala através do trabalho deles. O mercado de festa é um mercado muito atual. Nunca o mundo foi tão red carpet quanto hoje e todos podem viver seu momento de glamour agora”.
A respeito das peças criadas para o Fashion Five, André Lima adiantou: “Criamos um mix de produtos em conjunto com o marketing e o estilo da Riachuelo trabalhando em cima de peças para um momento especial, um momento de festa. Começamos selecionando as silhuetas dos vestidos e imaginando biótipos e situações, daí veio uma calça e o resto da coleção. O último passo foi definir que modelo iria para qual tecido”. Sobre qual seria a sua expetativa em relação a essa parceria, o estilista define: “Que a identidade que eu tanto busquei, busco e defendo no meu país retorne a ele através do meu trabalho”.
Looks das quatro últimas coleções da Huis Clos desfiladas na SPFW
Apesar do duplo desafio de criar peças tanto para a Huis Clos quanto para a Maria Garcia, a estilista Clô Orozco afirmou ao FFW que “foi tudo muito fácil e rápido. Nossos modelos foram desenvolvidos internamente, as peças-piloto entregues prontas e tudo foi aprovado sem alteração. Já observava as parcerias passadas que eles realizaram e sempre achei que existia um comprometimento real em manter fiel o universo das marcas convidadas. Comprovei que estava certa com a conclusão deste trabalho. Sempre tive vontade de fazer uma história que levasse a Huis Clos e a Maria Garcia para mais pessoas. Meu departamento de marketing ligou para Riachuelo para oferecer a história de fazermos uma linha de festa com nossas marcas. Eles não só gostaram, como cresceram a ideia convidando outros estilistas e trazendo mais força para o projeto”.
A respeito das coleções em si, ela disse que “não trabalhamos em cima de temas em nossas criações. Fazemos um estudo do que ficaria bonito para cada mulher idealizada nas respectivas marcas”, e esclareceu que “apesar de pertencerem ao mesmo grupo e de ambas serem sofisticadas, estamos falando de duas marcas distintas. Na Huis Clos temos uma mulher que procura ganhar atenção com uma peça não tão óbvia aos olhos de todos, então desenvolvemos um modelo de macacão de festa, por exemplo. A mulher Maria Garcia é mais jovem e, consequentemente, se aventura mais por vestidos minis e paetês”.
Sobre sua expectativa para a parceria com a Riachuelo, Clô Orozco explicou: “Que mais pessoas tenham contato com nossas marcas. Teremos a Huis Clos e Maria Garcia em território nacional, seja para pessoas que não conhecem a marca e passarão a ter contato, como para admiradores que não conseguem comprar em nossas lojas por pertencermos a um segmento de luxo. A ideia de democratização da nossa história é o que mais gostamos nessa parceria”.
A estilista Martha Medeiros tem ateliê fixo em São Paulo, mas é em Alagoas, seu estado natal, que ela busca a matéria-prima que caracteriza o seu trabalho: a renda artesanal confeccionada por cooperativas de rendeiras localizadas às margens do rio São Francisco. Sobre a tradução de seu estilo para a colaboração com a Riachuelo, ela afirmou ao FFW: “Foi um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma enorme realização ver meu estilo em um grande número de pessoas. A Riachuelo me deu muita liberdade para criar, consegui estampar o DNA da marca nas roupas. Desenvolvemos 12 looks para as festas de final de ano, desde minivestidos, t-shirts com maxi laços de paetês, saias, até acessórios, tudo com muita renda e com ar romântico, exatamente como são as peças das clientes que usam Martha Medeiros”.
Looks das quatro últimas coleções de Juliana Jabour desfiladas na SPFW e Fashion Rio
Em entrevista ao FFW, Juliana Jabour afirmou que “a experiência está sendo super produtiva e satisfatória, em termos de resultado final, tanto de produto, quanto de imagem. Como está tudo sendo feito a quatro mãos, e inclusive o processo de pilotagem é interno aqui na marca, está tudo saindo exatamente do jeito que eu gostaria e planejei”. Sobre a coleção em si, ela disse que, dentro da temática de moda festa, ponto central do projeto para todas as cinco marcas envolvidas, ela adaptou “essa festa com peças mais casuais, que são a cara da marca, e pensando em fim de ano, deixei com um ar de cruise collection”. E ela ainda revelou seus itens preferidos da parceria com a Riachuelo: “Gosto muito das peças de georgette estampado com a maxi estampa de girafa e também das peças de linho, são a cara deste verão!”.
Esta não é a primeira vez que Juliana Jabour firma colaboração com uma grande rede de varejo; quem acompanha o FFW deve lembrar que em setembro ela lançou uma coleção de sapatos com a Shoestock. Sobre o retorno que ela tem recebido com essas parcerias, a estilista afirmou: “O retorno é enorme, em termos de consumo de produto e imagem também. O mais gratificante é saber que passo a comunicar meu produto e imagem com uma nova fatia do mercado. Gosto muito da democratização que essas parcerias viabilizam!”.
A Shoestock anda investindo em parcerias de peso para suas coleções. Depois de Huis Clos e Gloria Coelho, é a vez de Juliana Jabour assinar uma linha especial para a loja. Os sapatos da estilista fazem um passeio pelas décadas de 50 e 70 nas modelagens, cores e construções.
A coleção promete agradar quem é fã dos acessórios que Ju Jabour cria para sua própria marca. Nos sapatos, há estamparias, recortes a laser e vazados, além da influência navy, com listras, plataformas, tranças e nós.
As botas sem salto que Juliana sempre encaixa em suas coleções não podiam faltar na linha para a Shoestock, e elas aparecem com um efeito rendado. Há também muita mistura de materiais, como mestiço, suede, renda e tecido, além de metais em ouro velho. Todas as peças recebem palmilhas em dourado com a cerejinha, marca registrada da estilista.
A coleção chega nas lojas na segunda semana de setembro e os preços vão de R$ 79,90 a R$ 299,90.
A estilista Juliana Jabour está chateada porque não desfilou nesta estação. No lugar da passarela, Ju mostrou sua coleção em seu showroom iluminado e confortável numa ruela nos Jardins, perto da Barão de Capanema.
O Verão 2012 de Juliana é inspirado em um Hawaii Vintage e traz pegadas dos anos 70 e dos anos 50. As roupas são muito gostosas e muitas peças a gente já tem vontade de usar. O estilo relax das mangas amplas e da silhueta mais folgada permeia a coleção e é uma das marcas registradas da estilista. As formas são leves e fluidas e a cartela de cores é um mimo, com lindos tons de amarelo, rosa, turquesa e coral.
Outro ponto alto é a brincadeira com materiais que parece, mas não é, sabe? Bordados que parecem manuais, plástico que parece palha, linho que imita piquê, malha que parece tricô e por aí vai. Os trabalhos nos tecidos também resultam em bons efeitos, como o algodão amassado ou texturizado e o nylon esportivo amassado. Há tricô com fio de nylon, viscose com malha. Os acabamentos também são quase todos exclusivos, como a estampa de couro que ela reproduziu em cima do couro normal, cortou a laser e bordou na camisa, que vocês podem ver abaixo:
Comprimentos: alguns curtos, especialmente nos macaquinhos. Também há o midi, aposta da estilista para a coleção, com ótimas peças como a saia branca de algodão amassado. E os longos com perfume 70´s também estão lá, entre as peças mais gostosas para o verão, em vestidões e saias.
Entre as peças que a gente mais gostou estão o vestido-camiseta listrado em tons de verde, com cinto de corda, a chemise amarela clarinha, da linha de alfaiataria, a jaqueta de nylon amassado em degradê amarelo e o maxicardigan de renda, que Ju aconselha ser usado com camiseta e calça jeans.
Mas ainda tem: pantalonas, shortsaia, casaquetos curtos para jogo de sobreposições, camisas e uma boa série de acessórios, que inclui mochila, bolsas de tamanhos diversos e duas botinhas do desejo, com detalhes em renda. A peça que mais vendeu no showroom foi um vestidinho rosa queimado de algodão trabalho, bem delicado.
Resultado: uma coleção que tem a mão dela, muito charmosa e completamente usável. Diversas peças lá irão fazer a alegria das moças no verão. E ela ainda reclama!
A estilista Juliana Jabour, 35, que fez sua estreia na edição passada da SPFW após nove estações no Fashion Rio, não vai desfilar nesta temporada.
Com foco no varejo e na abertura de sua primeira loja, no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, o projeto do desfile acabou ficando em segundo plano. “Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e os nossos esforços voltados para a inauguração da loja, acabamos ficando com pouco tempo para captar patrocínio. Até que batalhamos bastante, mas desta vez não conseguimos fechar nada”, lamenta Ju, que falou com exclusividade ao site. Este seria o 11º desfile de Jabour, que fez sua estreia em 2004 com um pequeno evento na loja Pelu.
Agora ela aproveita para reestruturar o varejo e começar a focar na sua volta para o Inverno. Sim, ela volta! “Sempre tive sorte de fechar parcerias legais, mas dessa vez não rolou, pois é um investimento alto. Acho uma pena, pois é muito importante para a minha marca desfilar, pois passa o conceito da coleção de uma forma muito planejada e isso dá um retorno que não dá nem pra medir”.
A gente não vai ver a coleção na passarela, mas a estilista vai organizar um press day na sequência do SPFW para a imprensa e convidados conhecerem as novas peças, que têm uma inspiração meio Hawai. “Isso fica bem visível na cartela de cores e nas estampas”. A novidade fica por conta da parte de camisaria, que nesta estação ganha mais força. “Tem umas camisas lindas. É uma coisa que eu já fazia, mas não explorava muito”, diz. Resumindo: “a coleção tem aquele meu jeito de sempre. Não é caricata, é casual, chique… Também estou trabalhando bastante com materiais rústicos e naturais e apostando em um perfume bem 70 em termos de formas, com pantalonas, macacões e vestidos”.
Com cada vez mais força no atacado, ela já soma 120 pontos de venda no Brasil. O próximo passo é abrir uma segunda loja, também em São Paulo, mas ainda sem data ou local definidos. “Agora é olhar para frente. Temos que viver de acordo com a nossa realidade, né?”. E a gente torce para que ela volte e volte forte.
Após seis anos, a estilista mineira Juliana Jabour abre sua primeira loja própria, em São Paulo, no shopping Pátio Higienópolis. Com inauguração prevista para o dia 5 de maio, a loja, de 42 m² vai expor, praticamente, todos os ítens da coleção da marca que leva o nome de Juliana, mas dispensa a vitrine (veja projeto abaixo). Em entrevista ao FFW, a estilista conta por que resolveu expandir a experiência do atacado para o varejo e os planos de abrir mais uma loja.
A marca Juliana Jabour existe há seis anos, o que fez você resolver abrir uma loja própria?
O plano é antigo, sempre quis fazer, mas não queria dar um passo maior que a perna. Agora é o momento certo, a loja requer um investimento, leva tempo para consolidar a marca. Tivemos que lidar também com questões internas, como entrega, qualidade no atendimento. Era preciso também garantir qualidade no atacado.
Quais são as suas expectativas para essa “estreia”?
A expectativa é gigante, fizemos um mix bem legal da coleção, quase tudo para passar o conceito da marca. A nossa experiência foi sempre voltada para o atacado, tivemos um espaço na Villa Daslu, mas considero essa a primeira loja de fato.
Você deu muitas opiniões no projeto da loja? Qual foi o seu briefing?
Quase não precisou. Tivemos praticamente apenas uma reunião de briefing e os arquitetos, da Tacoa Arquitetos, que são muito competentes e meus amigos, já me trouxeram um projeto que adorei. A loja não tem uma vitrine clássica. É um conceito novo, tudo o que tem lá dentro já funciona como vitrine. A base da loja é uma escada, que começa na frente. Ali vai ter manequim, embaixo dela ficarão os nichos com as coisas expostas e os provadores. E a ideia será a mesma para as próximas lojas, este é o nosso conceito de varejo.
Por que abrir a primeira loja no Pátio Higienópolis?
No nosso planejamento para São Paulo, o shopping era uma das nossas escolhas. Nós estipulamos que íamos fazer um projeto de varejo no Pátio Higienópolis e em mais outro ponto.
Então haverá outra loja em breve?
Não posso falar muito agora. Já estamos pensando em outra, a negociação está em andamento. Essa do shopping foi o que aconteceu primeiro, a outra ainda estamos decidindo onde será o ponto.
Para abrir a loja, vocês contaram com sócios investidores?
Sim, mas só para o projeto de varejo, não para a marca.
A marca continua sua…
Sim!
E há planos de vendê-la no futuro?
Por enquanto nada, quem sabe um dia, dependeria da proposta…
E quem são esses investidores do varejo?
Eles preferem não ser identificados.
Qual vai ser o diferencial entre comprar na loja da Juliana Jabour e comprar nas multimarcas que vendem suas peças?
Na loja vai ser possível encontrar quase tudo da coleção. Muita gente procura o que foi desfilado, mas não encontra. Isso acontece porque na multimarca, o mix de produtos varia de comprador pra comprador. Lá no Pátio Higienópolis vai ter praticamente tudo, inclusive os acessórios que muita gente gosta, mas acha difícil aencontrar. Quando você tem a sua loja, consegue colocar tudo o que foi criado para a coleção e passar o conceito de uma maneira mais contundente.
Como estão os preparativos para a próxima coleção?
Uma loucura. Estamos produzindo peças para a inauguração, sem contar que temos que deixar o showroom abastecido para vender no atacado. Não estou nem dormindo [risos]. A coleção de Verão é mais complicada, porque ela é maior e tem um prazo menor do que a de Inverno. São dois desfiles no mesmo semestre, é bem apertado!
Mais uma edição da SPFW se foi. Aproveite o fim-de-semana para conferir com calma todos os desfiles (em fotos e vídeos) e ainda experimentar nossa ferramenta de superzoom!
A paraense de Parauapebas Tayane Leão ganhou a etapa final do concurso SuperModel of the World 2008 quando tinha 14 anos, deixando para trás cerca de cinco milhões de candidatas. Passou dois anos conhecendo clientes e fotografando para revistas pois ainda não tinha idade para desfilar.
Agora, aos 16, ela faz eu debut nas passarelas brasileiras. Sim, porque na temporada internacional passada, ela desfilou com exclusividade para a Givenchy.
Madura e determinada até demais para a pouca idade, Tayane tem escrito no brilho dos olhos o quanto está vibrando com o novo momento: “Estou amando! O meu sonho é ser cada vez mais reconhecida e entrar no models.com (espécie de ranking virtual de modelos)”.
A fase de perrengue pela qual toda modelo iniciante passa, pelo visto, já passou. “Ano passado foi difícil para mim. Tive que ser emancipada, fiquei muito distante de todo mundo e os trabalhos não vinham tão fáceis assim. Foi uma fase triste, mas que nunca me fez pensar em desistir, porque EU QUERO MUITO ISSO”.
Morando em Nova York, ela ainda está se acostumando com a saudade da família, que mora em uma cidade interiorana no Pará. Já sua mãe está tranquila com a escolha da filha. “Ela é minha melhor amiga e também começou a trabalhar com 16 anos e entende a minha profissão”.
Sua estreia parece indicar um bom acminho pela frente. Até agora pegou desfiles importantes, como Alexandre Herchcovitch, Huis Clos, Maria Bonita, Tufi Duek, Triton, Neon, Juliana Jabour, Cori, Osklen… Linda, profissional e comunicativa, ela tem de tudo para estourar.
Tayane, você se acha bonita, linda ou maravilhosa? “Linda! Eu me amo!”.
Fatima Thomas, convidada internacional da MAC Cosmetics, cuidou da beleza da Iódice e criou um visual “de olhos escuros, estilo rock ’n’ roll, mas chique”, contou.
Para copiar o look, você vai precisar de um lápis de olho preto com a ponta bem macia; Fatima faz o contorno à lápis na pálpebra e depois usa um pincel achatado para esfumaçar o traço e, então, aplicar uma sombra preta. Complementando os olhos pesados, os lábios ganham batom nude e os cabelos são presos em coque _primeiro são escovados, desfiados com pente fino, presos em rabo de cavalo e enrolados num coque bem rente à cabeça. O detalhe é que a franja é penteada para trás, mas não é puxada; a frente do cabelo mantém o voluminho!
Sob o comando de Daniel Hernandez, a beleza do desfile da Juliana Jabour teve “coque de velha, tipo Dona Benta” e “sofisticação inspirada nos desfiles de Yves Saint Laurent dos anos 1980”. Para conseguir o visual, a pele é preparada com base, corretivo e pó, para conseguir uma textura bem sequinha; em seguida, um blush marrom é aplicado em um traço ascendente da bochecha até a raiz do cabelo (depois coberto por blush rosa), e também da lateral dos olhos até a raiz do cabelo (e depois coberto por blush laranja). Completando o make, os olhos levam rímel em cima e em baixo, e os lábios ganham batom roxo.
O cabelo é escovado, totalmente desfiado e preso no alto da cabeça, deixando a base bem fofa; o rabo de cavalo é então enrolado num coque, e alguns fiozinhos da frente são soltos, caindo no rosto.
Também sob a batuta de Daniel Hernandez, a beleza na Cori tinha força nos lábios e nos focos iluminados do rosto. A pele é matte, mas ganha gloss transparente nas pálpebras e logo acima da maçã, o que garante um efeito de luz. Os olhos são naturais e os lábios têm um vermelho que é resultado da mistura de 2 tons de batom.
O cabelo tem uma risca dividida ao meio, com a frente bem esticada e o comprimento enrolado em um coque redondinho.
“O visual aqui é de pele natural, limpa, saudável, com o mínimo de maquiagem possível; é para parecer que a pessoa não está usando maquiagem”, explicou Fatima Thomas no backstage da Osklen.
Para conseguir esse efeito, base e corretivo são usados de acordo com a necessidade de cada pessoa, só para aperfeiçoar a pele _e é só isso, nada de lápis, rímel, blush ou batom. O cabelo, como era todo coberto por chapéus, foi só arrumado para fazer o mínino possível de volume.
No comando da beleza do desfile final do 3° dia de SPFW inverno 2011, Max Weber contou que o make é “natural, com um pouquinho de punk”. A primeira parte é a sobrancelha marcada, que o beauty artist destaca com tracinhos feitos com pincel chanfrado. Depois é o delineador reto, aplicado só no canto final dos olhos, e o iluminador líquido espalhado nas têmporas. A boca tem visual clean, mas Max revela um segredo: antes de passar o hidratante labial, ele usa um plumper, produto que dá a aparência de lábios mais volumosos.
O cabelo é “o natural da modelo mesmo, a textura dela, porque a gente só quer valorizar a beleza dela”; o único produto usado é uma pomada seca para dar “um ar mais cool e moderno, mas respeitando a personalidade de cada uma”, ele conclui.
Depois de 10 edições desfilando no line up oficial do Fashion Rio, a estilista Juliana Jabour migra para o SPFW no inverno 2011. ” Quando a Luminosidade assumiu o Fashion Rio, em junho de 2009, eu procurei a organização propondo essa mudança. Mas eles pediram pra que eu ficasse no Fashion Rio por mais 3 edições até que as mudanças planejadas para o evento começassem a ser percebidas. Eles enxergaram que eu era importante dentro da estratégia de fortalecimento do evento no Rio”, explicou por telefone ao FFW.
“Eu moro aqui, toda a minha estrutura de marca está aqui em São Paulo, então em todos os aspectos é mais conveniente desfilar no SPFW. É gostoso fazer o desfile no Rio, mas é custoso do ponto de vista de infraestrutura, equipe e tudo mais”.
Juliana reforça que a mudança não está ligada a nenhuma estratégia comercial da marca: “Vendo igual em SP e no Rio. Faço uma moda democrática e que é, sim, mais urbana, porém tem bossa, é easy, funciona bem nas duas cidades”.
Sobre suas expectativas, ela desabafa: “Tenho um pouco de medo, porque toda mudança causa certa insegurança. Mas o SPFW é um evento incrível e eu me sinto pronta pra desfilar por aqui”.
Com território demarcado em mais de 180 pontos de venda no Brasil _além dos showrooms em Nova York, Los Angeles, Seattle, Londres, Lisboa, Atenas e Tóquio_ a estilista Juliana Jabour entrou para o mundo do e-commerce com uma loja virtual que oferece grande variedade de peças, acessórios, bolsas e sapatos de coleções antigas. O seu inverno 2010 também está lá e com 65% OFF, e as peças da categoria outlet saem com 75% de desconto.
A entrega é feita via Correios, onde você pode escolher se o envio é feito por Sedex ou via PAC. Para quem mora em São Paulo, ainda existe a opção de contar com a entrega via motoboy, onde o produto pode ser entregue no dia seguinte. Existem planos para começar a entregar no exterior.
Adeus, excessos. Na trilha da simplicidade que insiste em dominar as coleções internacionais, o nosso próximo verão vai fugir dos exageros. Mas, para nós, o minimalismo é tropical.
Ele pode ser leve, cheio de bossa e geométrico como mostrou o estilista Maxime Perelmuter no desfile da British Colony. Também pode ser easy e sensual, como fez Andrea Marques. Até mesmo Juliana Jabour _que sempre foi dada aos laços e babados_, diminuiu o grau de frivolidade e favoreceu as peças de alfaiataria em tecidos planos, assim como fez Graça Ottoni (numa de suas melhores coleções).
Sem se levar muito a sério e com o frescor necessário para encarar os termômetros incandescentes do verão brasileiro, o nosso minimalismo tropical é conceitual sem deixar de ser comercial, é global sem deixar de ser regional.
Confira algumas das melhores referências na galeria:
O desfile estava marcado para às 21h. Mas cerca de 40 minutos antes do horário previsto, a casa que Juliana Jabour e Lancôme escolheram para celebrar sua parceria _e os 75 anos da gigante de cosméticos_ já se encontrava abarrotada do fiel clã de consumidoras da estilista mineira.
Escolhida embaixadora da Lancôme no Brasil, Juliana tinha uma tarefa um pouco mais complexa do que apresentar apenas uma coleção que dialogasse com o universo da marca: linkar sua jovem clientela com alto poder de compra com os produtos da grife francesa.
Segundo apontam as pesquisas de marketing, a Lancôme possui uma imagem envelhecida no Brasil. Para injetar frescor e renovar a cartela de clientes, nada mais lógico do que se unir com uma estilista de grande apelo entre os consumidores jovens e endinheirados. Deu certo.
Na passarela Juliana apresentou um pouco mais do mesmo. Continua explorando novos rumos com tecidos planos _diferentes das malhas (mais elásticas) que costumam dominar suas coleções_ porém sem mostrar evolução. Os comprimentos curtos, estampas coloridas e profusão de babados e demais elementos femininos permanecem fortes.
O desfile abre com uma espécie de colete-blazer desestruturado sobre macacão vermelho-alaranjado com barra abaloada presa por dentro do abotinado azul. Novidades, mesmo, são poucas: a saia drapeada com colete perfecto em couro, aquela preta com brilhos dourados, os vestidos em tons neutros com amarrações, o bom flerte com alfaiataria, principalmente nos looks finais em branco e preto, às vezes pontuados por azuis acetinados.
Porém, ao tentar agradar suas clientes e seu mais novo parceiro, Juliana parece perdida entre dois mundos. A tentativa de unir os universos se mostrou nebulosa, com ideias embaralhadas e pouco foco.