Programa de verão de Jana Rosa retorna, desta vez na grade fixa da MTV

20/03/2012

por | Gente, Moda

©Divulgação

Já imaginou ter sua casa invadida e seu guarda-roupa revirado em uma patrulha fashion? Pois a partir desta quarta-feira (21.03) é bom estar preparado: o “Perua MTV”, programa conduzido por Jana Rosa, retorna oficialmente à programação da MTV, agora com 30 minutos e na grade fixa da emissora.

A proposta do programa, que foi criado como parte da grade de Verão 2012 da MTV, é ajudar homens e mulheres que não têm muita consciência de moda e beleza, ou simplesmente são displicentes com a própria aparência. O FFW conversou com Jana, que falou sobre as mudanças de formato e adiantou alguns detalhes da nova temporada: “É uma autoajuda fashion, sempre com pessoas da audiência. No “Perua MTV” do verão, nós procuramos, mas agora as pessoas denunciam ou se inscrevem através do site. Os problemas não são mais tão fáceis, não é só não saber mais se vestir à noite. No primeiro episódio, abordamos um menino de Campinas, que canta em uma banda de reggae e só usa pijamas”.

Segundo Jana, a ideia por trás do “Perua MTV” não é homogeneizar os participantes ou doutrina-los a respeito das últimas tendências: “Vou à casa da pessoa, abro o guarda-roupa dela, detecto o problema e tento resolver. Damos uma aulinha, como conselhos de amiga mesmo, sempre com bom humor. Depois levamos em uma loja e lá ela tem que escolher peças adequadas em 15min. [...] O Perua MTV é um programa de moda real, não temos comprometimento com estilistas, marcas ou tendências”.

Se depender da irreverência típica da apresentadora, o “Perua MTV” vai, além de transformar a aparência de seus participantes, entreter e divertir até os espectadores menos ligados à moda.

Perua MTV
Exibição: estreia na quarta-feira (21.03), às 23:30h
Reprise: quinta, às 14h30 / sexta, às 16h15
Classificação Indicativa: Livre
Duração: 30 min

Atacando de DJ: clima de festa entre amigos domina a noite em SP

03/09/2010

por | Cultura Pop

danielpedroDaniel Carvalho, a Katylene, e Pedro Beck ©Reprodução/UHB

Se nos anos 1990 o culto ao DJ era o que norteava a cena noturna em São Paulo (e em outras capitais do país), e nos anos 2000 a cultura clube foi orientada pelo indie rock e suas estrelas, agora vivemos uma movimento diferente. Um constante clima de “festa na casa de amigos” _e não DJs contratados_ comandando as pickups de boates e festas mais importantes da cidade. Lions Nightclub, Funhouse, Emme, Alberta e Glória são alguns dos lugares onde você ouve jornalistas, chefs de cozinha e outras “personalidades atacando de DJ”.

4763563853_16728dda71_bGabriel Finotti, da Decadance, festa que acontece aos sábados no Alberta #3 ©Divulgação

Para Gabriel Finotti (@GabrielFinotti), produtor da Decadance, que acontece aos sábados no #Alberta 3, chamar os amigos depende da intenção do dono. “É despretensão, o iPod rola de mão em mão”, explica.  Pedro Beck (@PedroBeck), que organiza a Balada Mixta (sábados mensais no Estúdio Emme), defende a presença dos amigos. “Acabo chamando amigos para tocar nos meus projetos porque às vezes você tem um cara tecnicamente perfeito, mas que não tem o feeling de uma pista, o famoso ‘DJ Moisés’: quando ele entra pra tocar, a pista abre e esvazia”.

Será uma questão de popularidade? Personagens mais “reais” trazem mais público para a balada?

Maria Prata (@Maria_Prata), que é jornalista e diretora da Fashion TV, usa redes sociais como Twitter para chamar seus amigos e seguidores. “Aviso no twitter e tem muita gente vai por isso. Algumas pessoas que eu não conhecia vão falar comigo”, conta. Para Pedro, não necessariamente. “O Sany Pitbull (@SanyPitbull) coloca quatro mil pessoas onde for tocar. Chame um twitteiro com 100 mil followers para tocar na sua festa. Nem mil aparecem”.

Sergio Amaral (@SergioAmaral), jornalista, defende o clima mais descontraído de ter amigos tocando. “Agora é moda, né? Tava faltando uma boa dose de diversão, que é o que todo mundo de uma forma ou de outra busca na noite e nas festas que freqüenta”.  Jana Rosa (@JanessaCamargo), repórter do programa de moda It MTV, concorda. “[Toco] o que eu gosto de dançar. Hits dos anos 90, pop bate-cabelo e clássicos do rock”. Mesma vibe de Daniel Carvalho, Katylene (@Katylene), que além da Balada Mixta toca em várias noites em SP.

“Comecei muito mais pela brincadeira e pela vontade de querer dançar na pista a música que eu ouvia em casa do que por qualquer outra coisa”, conta. Com mais de 50 mil fiéis seguidores no twitter, Katylene garante que a divulgação através das redes é importante. “Hoje em dia a divulgação das festas é basicamente através dessas mídias. Acabou essa história de flyer”.

CARTEIRA ASSINADA

johnny-luxoJohnny Luxo, o club kid mais famoso do Brasil, saiu do fervo das pistas para incendiar as pickups e defende: “Gosto muito de convidar os não-DJs para tocar” ©Reprodução

Atividade que há muito tempo busca mais respeito e meios de se profissionalizar (como um sindicato), o que pensam os DJs sobre essa onda de sets amadores? Johnny Luxo (@RealJohnnyLuxo), que fez a transição de club kid para DJ profissional e hoje comanda a maior parte das noites no Clube Glória, além de tocar na A Lôca e outras casas, opina: “Eu gosto muito de convidar os não-DJs para tocar, por vários motivos, como flexibilidade de setlist (é fundamental) e carisma. Até algum tempo atrás, eu só convidava DJs profissionais, mas nos últimos anos notei que depois de um certo momento da noite a pista despencava e a festa terminava, e isso acaba sendo prejudicial para a festa/clube. Afinal de contas, festas em clubes são negócios, não é à toa que vários lugares modificaram suas programações, pode reparar”.

ad-ferreraAd Ferrera, que fez a transição de DJ ocasional para DJ profissional: “Acho que há espaço para as duas coisas” ©Reprodução

Ad Ferrera (@AdFerrera), que foi residente do Bar Secreto por dois anos, e também fez a transição de amador para profissional, conclui: “Geralmente um DJ profissional quer impressionar a audiência com sua técnica apurada, seu repertório novidadeiro e sua trip autoral, coisa que nem sempre funciona, já que numa pista o povo paga caro pra dançar e muitas vezes esses sets profissionais são muito chatos pro público. Acho que tem espaço pras duas coisas. O mercado é competitivo mesmo”.

Editora de moda, stylists e blogueira ensinam a usar coturnos

04/05/2010

por | Moda

coturnos_03Fotos do lookbook da marca McQ  by Alexander McQueen inverno 2010: coturnos com legging e bermuda ©Reprodução

De origem alemã – e popularidade inglesa – os coturnos (e suas diversas variações) ressurgem com força total para o inverno 2010. Super previsível, já que o militarismo aponta os principais rumos da temporada: foi durante a 2ª Guerra Mundial que a bota de couro, com solado ultra resistente, foi criada pelo Dr. Klaus Märtens.

Não demorou para que o calçado ganhasse fama entre as tribos da cidade grande, passando pelos pés dos skinheads e ganhando fama mundial com o movimento punk, nos anos 1970. Mais tarde, nas décadas de 1980/90, foi a vez dos góticos, new wavers e dos grunges adotarem os coturnos.

coturno_06Fotos do lookbook da marca McQ  by Alexander McQueen inverno 2010: coturnos usados com saias ©Reprodução

O FFW conversou com quatro fashionistas – todos amantes dos coturnos – para descobrir formas de como usar a peça no dia a dia.

Confira:

coturnos_04À direita, imagem do lookbook da Balmain inverno 2010: coturno usado com calça de barra dobrada ©Reprodução

David Pollak, stylist >> “Gosto de usar do jeito mais clássico, com calça ajustada e dobrada algumas vezes para ficar mais curta…”

coturnos_01Editorial de moda com temática grunge: coturno com shorts e camisa xadrez (e), e coturno com calça jeans ©Reprodução

Jana Rosa, blogueira >> “Com saia no joelho e uma roupa bem larga, pras pessoas acharem que sou grunge! Mas com vestido curto de festa também fica lindo.”

coturnos_05À esquerda, foto do lookbook da Balmain inverno 2010: coturno usado por dentro de calça skinny ©Reprodução

Heleno Manoel, stylist >> “Agora que sou um rapaz de 30 anos, me limito praticamente a duas maneiras de usar o coturno: por fora da calça, com a calça (de preferência justa) para dentro da bota, com camisetas surradas e/ou camisa xadrez. Ou por dentro da calça, com barra dobrada, fazendo um comprimento médio”.

coturnos_02Editorial com temática grunge: coturno usado com vestido ©Reprodução

Denise Dahdah, editora de moda >> “Eu gosto de usar sempre misturando com alguma coisa feminina pra fazer contraponto, já que o coturno é extremamente masculino e ‘grosseirão’. Adoro usar com skinny e uma blusa ou camisa estampada tipo liberty ou, para noite, com um vestido bem sexy, tipo bandage.”