RT @portalFFW: relembre as belezas mais incríveis de 2010

28/12/2010

por | Beleza

Entre tantos desfiles (são cerca de 100 em cada semana de moda) que aconteceram em 2010, o Portal FFW selecionou as belezas mais incríveis que atravessaram as passarelas este ano. Seja para copiar em casa ou apenas para inspirar, 10 looks da temporada de inverno, com preto de diversos jeitos, e 10 da temporada de verão, com bastante colorido, constituem nosso RT de beleza.

Nômades de passagem pela moda: a tendência do “mais é mais”

09/11/2010

por | Moda

bregje-heinen4Imagem de editorial da revista “Flair” de novembro 2010 ©Reprodução

Quem nunca passou pelo dilema de ter que escolher entre uma peça ou outra na hora de sair de casa? Eis que as passarelas (sobretudo as gringas) sugerem uma solução bem simples: use tudo ao mesmo tempo! Algo como um “nômade pós-moderno” que precisa carregar no corpo tudo aquilo que possui. Seu look, seus pertences, sua(s) identidade(s), sua(s) personalidade(s).

Tudo começou de forma tímida lá no verão 2010, quando o tribalismo e outros elementos de diversas etnias surgiram como uma das principais vontades da temporada. Na estação seguinte, o inverno 2010, todo esse clima étnico ganhou extrema força com sobreposições, quase acúmulos de heranças e tradições passadas ao longo do tempo. Ciganos nômades modernos, como os de Jean Paul Gaultier com seus turbantes, estampas primitivas e equipamentos de alpinismo. Ou então como em Vivienne Westwood com seu recorrente gosto pela história propondo um delicioso clash de estampas retros de borboletas e flores, bem como um papel de parede embolorado.

A lista de estilistas que aderiram ao movimento é ainda maior: Tao Kurihara com seu patchwork de tecidos típicos de China e Índia; Kenzo com sobreposições “infinitas” de tonalidades neutras, Missoni com seus tricôs tribais, Rodarte com seus florais apocalípticos e até mesmo a tradicionalíssima Chanel com suas (falsas) peles.

nomadesImagens de editorial da “Vogue” alemã de novembro de 2010 ©Reprodução

Isso foi um prato cheio para stylists e editores de moda que desdobraram a vontade em diversas interpretações nas edições de outubro e novembro das principais publicações de moda do mundo.

Em termos práticos, estamos falando de um mix de possibilidades fundindo alfaiataria com referências safári, com peças leves de sportswear contrapostas à outras pesadas do outerwear, mais o incansável jogo do artesanal versus o tecnológico. Passado, futuro e presente num look só. Tecnologia e tradição conjugadas numa mesma mensagem de forma totalmente livre e despretensiosa.

E não precisa nem ser necessariamente étnico. Daniel Ueda, stylist e colaborador super querido do FFW, mostrou algo similiar, conjugando elementos da cultura de rua e do surfe com uma parafernália imagética pop em nosso mais novo FFW Shooting.

Essa ideia nômade, na verdade, esconde um desejo escapista, uma fuga da realidade. Também pode sugerir uma super sobreposição de elementos, um mosaico de referências com as quais nossas personalidades e identidades são compostas e alteradas a todo segundo, sobretudo numa época onde a maior parte das informações têm a vida útil limitada aos 140 caracteres.

Marcas internacionais mergulham de cabeça na onda digital

21/10/2010

por | Moda

CAMPANHA DA PRADA INVERNO 2010:

Depois do frenesi das transmissões ao vivo, dos vídeos de backstage, e tweets dos próprios estilistas direto da boca de passarela, agora chegou a vez das campanhas pegarem o bonde da revolução digital.

No inverno 2010, por exemplo, vimos pequenos vídeos de making-of vazando (propositalmente) meses antes das campanhas estarem finalizadas. Karl Lagerfeld clicando suas modelos num prédio de Nova York para a Chanel, seguido de Madonna para Dolce & Gabbana, Lara Stone na Calvin Klein, o casting poderoso da Louis Vuitton (Christy Turlington, Karen Elson e Natalia Vodianova) e por aí vai.

MAKING OF DO INVERNO 2010 LOUIS VUITTON:

Os filmes de moda estão longe de ser novidade, mas ainda assim um considerável número de importantes marcas apresentou pequenos clipes como extensão das imagens estáticas que rechearam as edições de setembro e outubro das principais publicações do meio. A Calvin Klein Underwear com as mais diversas encarnações de Zoe Saldana, o show de karaokê de Angela Lindvall ao som de “Fever” para Prada, Georgina May Jagger para a Hudson Jeans e até o novato Alexander Wang, fazendo seu debut em campanhas, não perdeu tempo e se lançou na onda das imagens em movimento.

A tendência por formas adicionais de conteúdo como maneira de intensificar (pelo menos em tese) o diálogo entre marca e consumidor se tornou tão bem estabelecida que agora não é apenas uma opção de estratégia de marketing, mas sim uma necessidade. Tudo isso tem contribuído para um verdadeiro overload fashion digital, deixando os consumidores, se não confusos, no mínimo um pouco atordoados.

MAKING OF BURBERRY INVERNO 2010:

Na liderança da revolução digital na moda, a Burberry foi uma das poucas a tentar algo novo. Ainda que de forma tímida, transformou suas imagens para o inverno 2010 numa espécie de imersão. Além das 14 imagens, Mario Testino é responsável por 6 vídeos interativos e sensíveis ao movimento (do mouse), permitindo rotações e mudanças de ângulo de até 180º.

A Calvin Klein, por outro lado, aproveitou a experiência de ter seus anúncios censurados nos EUA para lançar um outdoor em forma de QR code gigante. Quando lidos pelas câmeras de celulares, revelam as imagens e vídeos de Lara Stone, por Mert Alas e Marcus Piggot, que podiam ainda ser enviados para amigos via Facebook ou Twitter.

+ Leia a Pensata da Palô que fala sobre a crise da imagem de moda

De peito aberto: editora lendária afirma que os seios estão na moda

23/08/2010

por | Moda

lara-stone-seiosLara Stone, a porta-voz dos seios fartos na moda, em retrato para a revista “Love” ©Divulgação

Seios estão na moda de novo (quando foi que eles saíram, né?). E conforme as coleções para o inverno 2010 começam a chegar às lojas do Hemisfério Norte, podemos estar vivenciando um marco na história da moda _algo como um reconhecimento das conquistas femininas no último século.

É essa a opinião da crítica de moda do “International Herald Tribune”, Suzy Menkes, num texto sobre o assunto no blog da “T Magazine“. Nele, Menkes explica que, desde que as mulheres começaram a achatar os seios num movimento revolucionário na moda dos anos 1920, os bustos praticamente saíram de cena tendo poucas chances de voltar.

Nos anos 1950, as saias cresceram e, com o volume cobrindo as pernas, o foco voltou para o colo feminino. Porém, a volúpia fashion que contou com o famoso New Look Dior como propulsor durou apenas até o começo dos anos 1960, quando o prefixo “mini” se juntou ao substantivo “saia”.

De lá para cá foram poucos _e curtos_ os períodos em que a moda (e as roupas) enalteceram as curvas do corpo feminino. Porém, com o inverno 2010 repleto de referências aos anos 1950, o cenário começa a dar sinais de mudanças. Pense na coleção da Prada com ênfase nos bustos com babados ou estruturas volumosas, acompanhados de cintura no lugar e saias amplas. Na Louis Vuitton não foi diferente, e com imagem bem calcada na moda do final da década de 50 e começo dos anos 60.

Até mesmo os mais adeptos do minimalismo, como Phoebe Philo na Céline, Hannah MacGibbon na Chloé e Raf Simons na Jil Sander, começam a mudar sua visão. A modelagem ficou mais tridimensional, dando curvas e contornos arredondados para jaquetas e calças.

+ Leia o artigo na íntegra aqui

Glamour 1970s influencia o mood da moda que começa a chegar às lojas

11/08/2010

por | Moda

É verdade que no nosso verão 2011 os anos 1970 saíram em desvantagem em relação aos anos 1960, hit total nas passarelas do Fashion Rio e SPFW. Mesmo assim,  o clima 70s ganha cada vez mais força no imaginário coletivo.

Na prática, pense nos brilhos metalizados, nos jérseis drapeados, nos decotes de um ombro só.

studio-54Halston, Bianca Jagger, Liza Minelli e Michael Jackson ©Divulgação

As influências do Art déco se misturam ao orientalismo, o chic de Paris ao glam de Nova York. De um lado, as referências mais práticas para o dia a dia falam em Annie Hall com seu guarda roupa “bege” no filme “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Woody Allen, 1977). Do outro, surgem versões contemporâneas de Bianca Jagger (ex-mulher de Mick Jagger) e seus blazeres tipo Le Smoking (peça ícone de Yves Saint Laurent). Como disse o novo diretor criativo da Halston _uma das grifes condutoras da estética nos anos 70_: “São roupas que ecoam a herança 1970s, mas com um distinto sentimento de modernidade, completamente novo, completamente agora”.

70s

Balmain, Sophia Kokosalaki, Gucci e 3.1 Philip Lim também embarcaram nesta onda disco glam com vestidos longos de um ombro só, drapeados ou plissados. Quando não são feitos em jérsei bem fluido, eles vêm decorados com motivos orientais que ajudam a conferir um toque étnico/exótico. As saias são amplas _estendendo-se até o chão_, os blazeres fazem as vezes de vestidos e camisas ganham brilho com lamê metalizado.

Chic, moderna e prática: a nova bolsa feminina tem que ser versátil

27/07/2010

por | Moda

Lembram do modelo de bolsa que as mulheres  usaram e abusaram na década de 1990? Aquele bem quadradão, com alça comprida de carregar no ombro? Elas estão de volta.

bolsa_02Bolsa Céline: minimalista, chic, prática e funcional ©Reprodução / Jack  & Jill

Basta olhar para as coleções internacionais do verão 2010 _a estação do momento no Hemisfério Norte. Um dos principais fundamentos é o foco na praticidade. Peças fáceis, simples, mas sofisticadas e elegantes, adaptáveis às diversas situações.

O inverno 2010 _estação do começo do ano no Hemisfério Norte_ reforçou a pureza no design das peças. O tal do “novo minimalismo”. Ou, como apelidaram alguns especialistas, o “utilitarismo chic”. Pense nas grifes Céline, Chloé, Stella McCartney e Hermès.

Sendo assim, a bolsa da vez não é uma it-bag imensa, nem uma clutch delicada para se carregar nas mãos, mas sim aquela boa e velha bolsa de alça comprida feita para carregar no ombro. Chique, moderna, prática.

Reedições de modelos que foram sucesso nos anos 70, 80 e 90 aparecem agora no topo da lista dos principais acessórios da temporada. Versões moldadas para as necessidades atuais, com um leve toque retrô.

+ Veja o FFW Vitrine especial de bolsas

Conflito existencial: haute couture quer sonhar, mas precisa vender

19/07/2010

por | Moda

Menores e menos extravagantes (com exceção da Chanel com seu opulento leão gigante) os desfiles de alta-costura que terminaram no último dia 7 de julho evidenciaram alguns conflitos com os quais o setor ainda luta.

É verdade que o número de vendas/pedidos jamais foram tão altos. Conforme contamos no FFW Blog, a Dior foi obrigada a negar algumas encomendas para que pudesse confeccionar e entregar as demais compras no devido prazo. Mas aqui se faz necessário uma atenção maior aos detalhes, como o geomapa que movimenta a haute couture nos dias de hoje.

leão chanel hcCenário da Chanel: o leão dourado gigante no Grand Palais em Paris, contrastou com a coleção realista e consumível ©firstVIEW

Oriente Médio e Ásia (principalmente China) consumiram alta-costura como nunca. Desde que o ocidente se abalou com a crise financeira de 2008, o público-alvo das coleções de couture migraram para a outra fatia do globo terrestre. Mas não se engane ao acreditar que os best-sellers para essa nova clientela são os vestidos tipo red carpet que atraem celebridades de Hollywood para as primeiras filas dos desfiles.

Segundo matéria publicada no “WWD”, o oriente está cada vez mais interessado em “comprar o ocidente”. Roupas que falam mais bon jour ou good morning – um estilo mais global, porém extra luxuoso, com acabamentos, tecidos e caimentos que hoje só podem ser encontrados numa roupa de alta-costura.

Assim, os desfiles de couture apresentaram essa dualidade. Em parte, querem fazer sonhar, querem levar seus clientes e público admirador para o mundo da fantasia. Porém, precisam colocar os pés no chão e fazer do sonho uma realidade.

alexis mabille inverno 2010 hcAlexis Mabille alta-costura inverno 2010 ©firstVIEW

Tarefa esta que parece plenamente assimilada pelos novos estilistas responsáveis por injetar frescor no segmento. Alexis Mabille, com sua recorrente feminilidade, por exemplo, deixou de lado os vestidos extremamente delicados de coleções passadas e se focou em looks compostos por peças separadas. Mostrou boas combinações de calças e saias retas, com blusas de babados, laços ou então tops corsetados. Mais dia e menos noite.

bouchra jarrar inverno 2010 hcBouchra Jarrar alta-costura inverno 2010 ©firstVIEW

Em sua segunda coleção, Bouchra Jarrar falou de um minimalismo geométrico, todo trabalhado em creme e preto. Seu desfile abriu com uma poderosa alfaiataria, com corte reto extremamente geométrico. Em seguida saias, blusas e vestidos trouxeram o mesmo rigor linear, porém suavizados por discretos recortes “V” ou então pequenas aberturas cortadas de forma cirúrgica para revelar, quando não a pele, inserções de couro dourado. Limpo, extremamente preciso e, acima de tudo, real.

armani prive hcArmani Privé alta-costura inverno 2010 ©firstVIEW

Giorgio Armani, com a Armani Privé, também apresentou uma coleção repleta de tons de marrom e beges, trazendo uma deliciosa gama de looks para o dia. Calças impecavelmente cortadas, vinham mais justas na perna, com leve abertura próximo da barra. Blazeres e jaquetas ganharam ombros pontudos sem exagero, acinturando-se delicadamente, ganharam maxi botões com aparência de madeira e, às vezes, delicados babados na gola ondulando rumo a lapela.

Em entrevista a edição de verão da revista “i-D”, o fotógrafo David LaChapelle disse: “Quando as pessoas têm muita realidade, elas buscam por mais fantasia e vice-versa”. Se levarmos em conta as três últimas temporadas de moda, podemos afirmar com considerável precisão que estamos vivendo num período em que precisamos de mais realidade em nossas vidas.

O inverno 2010 do prêt-à-porter falou essencialmente da facilidade das roupas para o cotidiano contemporâneo – o tal utilitarismo-chique. As discussões sobre as modelos magras demais, imagens retocadas em excesso e as campanhas por mais diversidade nas passarelas podem muito bem serem ecos de uma busca pela realidade.

E de fato, se observamos cuidadosamente as três últimas temporadas, a moda parece mesmo estar em busca de uma imagem que traga uma relação mais íntima e relevante para o público. Algo mais palpável, com um mínimo de proximidade – ainda que limitada aos 140 caracteres.

dior hc inverno 2010Christian Dior alta-costura inverno 2010 ©firstVIEW

John Galliano que antes já transformou o palácio de Versalhes em passarela, desta vez escolheu o museu Rodin como cenário para alta-costura da Dior. Seu inverno floral, que explorava as perspectivas dos fotógrafos Irving Penn e de Nick Knight não só marcou um retorno a uma imagem um pouco mais livre dos arquivos da marca, como também a união absoluta da tradição com a tecnologia.

Todo trabalho manual exclusivo da couture veio aqui de mãos dadas com a mais avançada exploração têxtil, que dava a cada look uma textura diferente – roupas para serem sentidas. As cores são um caso a parte. Protagonistas da coleção, quando não pintadas a mão, vinham em degradês e transições jamais imaginadas. E é justamente com essa união do tecnológico com o artesanal que Galliano se faz relevante no cenário couture.

chanel inverno 2010 hcChanel alta-costura inverno 2010 ©firstVIEW

Karl Lagerfeld é outro mestre extremamente sensível. Se suas roupas para a Chanel eram um tanto reais, ele as transportou para a terra dos sonhos com seu cenário mirabolante – um leão dourado gigante em plano Grand Palais. Suas roupas monásticas, imperiais, quase medievais, falavam de uma opulência extrema, ao mesmo tempo que traziam algo de obscuro.

Esse equilíbrio tão peculiar é o que faz desta coleção tão excepcional. Muito mais que a proporção fresca, com comprimentos no joelho ou no meio da perna. Muito mais que as partes de cima ajustadas, rígidas e geométricas sobre as saias mais soltas ou evasês que davam movimento e conforto aos looks em tecidos pesados.

Uma imagem escura, pesada, talvez suja, não é bem algo que se relacione a alta-costura. As saias longuetes com as botas de cano médio meio empapadas, como nos anos 80, falavam de uma estranheza não muito comum ao couture.

+ Veja os desfiles completo do inverno 2010 de altacostura

+ Veja a cobertura completa no FFW Blog

Prada lança concurso de desenho em busca da heroína perfeita

16/07/2010

por | Cultura Pop

Em fevereiro passado, a Prada desfilou seu Inverno 2010 com óculos gatinho bicolores que tinham no arco superior um traço que imitava uma sobrancelha. Enquanto o WGSN aponta o gatinho como tendência no segmento, a falsa sobrancelha talvez tenha sido demais para o consumidor final: a coleção-cápsula Prada Swing Sunglasses, feita em parceria com a Luxottica, foi apresentada sem o detalhe.

O jazz que permeou a campanha foi aproveitado no lançamento da coleção, que rolou no dia 14 de julho: tanto a festa quando os anúncios foram feitos no tradicional Joe’s Pub, em NY. Os óculos em si devem custar US$ 245, de acordo com o WWD, e chegam às lojas Prada e Luxottica em outubro.

Para bombar os modelos, a Prada foi atrás de vários ilustradores de quadrinhos, dos mais conhecidos aos estudantes da profissão, propondo a criação de uma heroína fantasiosa – a única regra é que a mulher use os óculos Prada Swing na tira. Quem ganhar terá sua protagonista publicada em um quadrinho Prada.

prada-oculosNos detalhes, um dos modelos da coleção; do lado direito, a Gata Negra, da Marvel Comics, em colagem com outro modelo Prada Swing: como vai ser a tirinha vencedora? ©Reprodução

Uma curiosidade da campanha, na qual Angela Lindvall aparece cantando (ou não, não se tem certeza) uma versão de “Fever”, de Peggy Lee, é que Steven Meisel gravou tudo em vídeo: os anúncios publicitários são, na verdade, stills de altíssima qualidade.

Madonna para Dolce & Gabbana: a segunda metade de um filme

07/07/2010

por | Moda

Em abril de 2010, Madonna fotografou com Steven Klein a nova campanha da Dolce & Gabbana nas ruas do Brooklyn, em Nova York. O resultado caiu na rede, e deve começar a ser veiculado ainda em julho. A ideia é mostrar a rainha do pop em cenas do cotidiano, bem ao estilo italiano: tendo a saia consertada pela avó, indo às compras, jantando com a família…

Ao “WWD”, Stefano Gabbana disse considerar os novos anúncios como “a segunda metade do primeiro filme” – a primeira metade foi a campanha de inverno 2010, também com Madonna. Segundo o estilista, as fotos mostram “um lado mais humano e atingível” da cantora.

[WWD]

Campanhas do inverno 2010: saem as estrelas, entram as tops

05/07/2010

por | Moda

Parece que o reinado das celebridades na moda está mesmo chegando ao fim.  Pelo menos nesta temporada.

Yves Saint Laurent Fall-Winter 2010. 2011 Womens  Advertising Campaign.preview

Algumas das principais marcas de luxo já não enxergam como vantajosa a participação de artistas em suas campanhas. Louis Vuitton, Prada, Yves Saint Laurent, Lanvin, Valentino, Miu Miu, Versace, Bottega Veneta, Christian Dior, são apenas algumas das grifes que trocaram as celebridades por modelos profissionais.

Até mesmo a Balenciaga, que cultiva toda uma relação especial com celebridades _como Charlotte Gainsbourg e Jennifer Connelly_, dessa vez escolheu um time de 10 modelos para estampar seus anúncios.

Se não fosse pela Dolce & Gabbana com Madonna para sua linha de eyewear e a Pringle of Scotland repetindo a dose com Tilda Swinton, as campanhas para o inverno 2010 seriam totalmente isentas de celebridades.

pradacampaign9Campanha da Prada inverno 2010 com Angela Lindvall e Miranda Kerr por Steve Meisel ©Reprodução

Um dos motivos mais óbvios para esse movimento seria o custo. Em tempos de vendas retraídas e incertezas econômicas não vale muito a pena investir num cachê hollywoodiano que costuma ser o triplo _ou quádruplo!_ daquele cobrado pelas modelos.

Outro problema com as celebridades é que elas raramente vêm sozinhas. São figuras associadas aos personagens de algum filme ou série de TV.  Ou seja, possuem uma notoriedade tão grande que podem acabar ofuscando o produto.

bottegapreviewCampanha Bottega Veneta inverno 2010 ©Reprodução

Modelos profissionais tendem a favorecer melhor o produto, conseguem dar vida às roupas e comunicar melhor a mensagem que se quer passar através delas, reforçando a identidade da marca. Em outras palavras, uma campanha com modelos fala mais da imagem, atitude e do conceito da marca.

versacecampaign8Campanha Versace inverno 2010 com Iselin Steiro Anna Selezneva por Mario Testino © Reprodução

+ O making of da campanha de Louis Vuitton

+ Todos os desfiles da temporada inverno 2010

Aprenda a fazer o penteado da campanha de inverno da Louis Vuitton

29/06/2010

por | Beleza

As fotos da campanha de Outono/Inverno 2010 da Louis Vuitton foram divulgadas há pouco tempo, e já agradaram a maioria dos fashionistas. “Estamos trabalhando com três das mulheres mais lindas do mundo: Christy Turlington, Natalia Vodianova e Karen Elson – uma loira, uma morena e uma ruiva”, explicou Marc Jacobs, diretor criativo da grife.

Ambientadas em um camarim retrô, as tops fazem caras e bocas para os espelhos, que refletem seus belos rostos nas lentes de Steven Meisel. A beleza é fruto das mãos da maquiadora Pat McGrath e do hair stylist Guido, e ambos optaram por coisas simples: pele iluminada, blush apessegado, olhos levemente marcados em marrom e um rabo de cavalo bem rígido.

“Esse cabelo é super fácil”, disse Ricardo dos Anjos. “Depois de fazer o rabo de cavalo, enrole a ponta no babyliss por alguns segundos, deixe preso com grampo até esfriar e depois solte. A franja [como a de Karen Elson] pode ser escovada no secador e depois finalizada com spray.”

WGSN exclusivo: os tecidos hype do inverno que acabou de começar!

24/06/2010

por | Moda

A temporada de Verão 2011 pode já ter terminado no Brasil, mas o inverno como estação climática chegou em terras tupiniquins há poucos dias, em 21 de junho. Acompanhando a data, o FFW publica aqui o guia de tecidos do WGSN para o Inverno 2010.

TWEEDS GRANULADOS

Um mix de preto e branco cria texturas monocromáticas com uma vibe masculina.

tweed-inverno-2010Inverno 2010: Martin Grant, Zac Posen, Louis Vuitton ©WGSN/Reprodução

FELTROS ESCULTURAIS

Feltros de lã luxuosos, como os da Calvin Klein, criam uma estética militar, escultural e moderna em tons de cinza e neutros. Também apareceram fibras mais finas, que deixam o aspecto menos volumoso.

feltro-inverno-2010Inverno 2010: Giambattista Vali, Balenciaga, Calvin Klein ©WGSN/Reprodução

VELUDO

Veludos plush em tons de azul meia-noite envolveram o corpo de maneira sensual.

veludo-inverno-2010Inverno 2010: Jaeger, Richard Nicoll, Donna Karan ©WGSN/Reprodução

LÃ DE OVELHA

Uma opção mais comercial (e infinitamente mais amável) de textura, a lã de ovelha roubou a atenção das peles. O detalhe foi visto com bastante frequência nas tais jaquetas de aviador, em golas e mangas oversized e em tons cru, camelo e marrom.

ovelha-inverno-2010Inverno 2010: Giles Deacon, Hermès, 3.1 Phillip Lim ©WGSN/Reprodução

ESTAMPAS QUADRICULADAS AMPLIADAS

Com um apelo rústico, o quadriculado apareceu em técnicas de tecelagem, tramas maciças de lã e angorá.

quadriculado-inverno-2010Inverno 2010: Rodarte, Zero + Maria Cornejo, Dries van Noten ©WGSN/Reprodução

TARTÃS

Continua a tendência da tradição: os tartãs convencionais aparecem em vermelho, preto e verde, mas também em cores mais vibrantes e joviais.

tarta-inverno-2010Inverno 2010: Jill Stuart, Alexandre Herchcovitch, Vivienne Westwood ©WGSN/Reprodução

MATELASSADO

Sedas, poliésteres e lãs costuradas deram origem a jaquetas com enchimentos, em sua maioria na forma comum de diamante. Para dar um toque mais moderno, surgiram estampas digitais e matelassados em saias lápis.

matelasse-inverno-2010Inverno 2010: Mary Katranzou, Balenciaga, Jaeger ©WGSN/Reprodução

FRANZIDOS E BOLHAS

Técnicas como plissé, cloqué e crepon dão aparência amassada e franzida aos tecidos e, quando utilizadas em outros mais pesados, resultam em bolhas de calor e outras distorções que fornecem mais volume e estrutura.

franzidos-inverno-2010Inverno 2010: Chanel, RM by Rouland Mouret, Roksanda Ilincic ©WGSN/Reprodução

BABADOS

Um jeito divertido e feminino de eliminar as peles: pode ser exagerado, dando volume às golas e às partes de baixo, ou apenas um detalhe especial.

babados-inverno-2010Inverno 2010: Mulberry, Jason Wu, Yves Saint Laurent ©WGSN/Reprodução

BRILHO SINTÉTICO

Superfícies amassadas, fios monofilados e camadas de poliuretano dão um visual futurista e sofisticam, principalmente em cores como preto, cinza e castanho.

brilho-inverno-2010Inverno 2010: Ports 1961, Nina Ricci, Fendi ©WGSN/Reprodução

JACQUARD METÁLICO

Praticamente auto-explicativo: jacquards lustrosos, criados com lurex e seda, dão um efeito decorativo, barroco.

jacquard-inverno-2010Inverno 2010: Balmain, Alexander McQueen, Marc by Marc Jacobs ©WGSN/Reprodução

DOURADO

Outro cujo nome entrega: superfícies com acabamento ou fios dourados em vários tons causam uma impressão. A cor foi bastante utilizada em trench coats, jaquetas militares e vestidos de corte reto.

dourado-inverno-2010Inverno 2010: Rue du Mail, PPQ, Dries van Noten ©WGSN/Reprodução

PLÁSTICO

Couro lustroso e PVC criam um brilho intenso que apareceu principalmente em jaquetas retrô. Para um ar mais jovem, misture com cashmere, cetins e jérseis.

plastico-inverno-2010Inverno 2010: Prada, Marni, Paul Smith ©WGSN/Reprodução

ESTAMPAS PINCELADAS

Estampas que lembram golpes de pincel apareceram bastante, principalmente de maneira monocromática, criando um novo tipo de camuflagem.

pinceladas-inverno-2010Inverno 2010: Carolina Herrera, Doo.Ri, Gucci ©WGSN/Reprodução

Riccardo Tisci coloca transexual brasileira na campanha da Givenchy

07/05/2010

por | Moda

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Tem brasileira na nova campanha da Givenchy. Só que dessa vez não se trata de uma top model nacional, e sim da transexual Lea T.

Nascida Leo, a transexual é amiga do diretor criativo da grife, Riccardo Tisci, e também atua como sua assistente pessoal, além de ter trabalhado como modelo de prova de roupas de sua própria marca.

Lea aparece ao lado de outros noves modelos, incluindo Mariacarla Boscono, Malgosia Bela e Joan Smalls, em fotos clicadas pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott. Segundo Riccardo, a escolha de sua amiga representa, da melhor forma possível, a fusão entre masculino e feminino que viraram sinônimo de seu trabalho na Givenchy.

givenchy01Lea T. (de batom vermelho à direita), transexual brasileira que estrela a nova campanha para o inverno 2010 da Givenchy ©Mert Alas & Marcus Piggot

Jeremy Scott: ‘O humor é a coisa mais sexy do mundo’

03/05/2010

por | Gente, Moda

Jeremy-Scott_029Jeremy Scott usa um dos moletons medievais que criou para o inverno 2010 da Adidas © Divulgação

Durante a semana de moda de Paris, o FFW visitou o showroom da Adidas na cidade-luz para conferir de perto a nova coleção assinada pelo estilista americano Jeremy Scott. Com inspiração medieval, o inverno 2010 da marca transforma o streetwear em armaduras esportivas, com moletons relembrando as veste de cavaleiros da Idade Média, formas estruturadas, tecidos metalizados e muitas tachas.

Por que o tema medieval?
Eu já havia trabalhado com referências medievais nas minhas coleções, então é um tema com o qual me relaciono bastante. Gosto dessa ideia de armadura como o começo do sportswear, uma mistura de proteção e agilidade de movimentos. O que tentei fazer aqui foi transformar algo totalmente antigo em moderno. Para isso trabalhei bastante com a noção das superfícies metalizadas e principalmente com a justaposição do rígido contra o macio.

Como esses projetos paralelos (Adidas, Longchamp, etc.) se relacionam com a sua própria grife e com seu estilo?
O que eu faço com a Adidas tem voz própria. Acredito ter criado meu próprio universo dentro da marca. Mas é claro, às vezes há um cruzamento com o que estou fazendo na minha própria marca, mas geralmente as coleções que desenvolvo para outras grifes têm vida própria e independente.

Você já desfilou em Londres, Nova York e Paris. Existe alguma diferença na maneira que as coleções são recebidas entre essas capitais da moda?
Absolutamente. Em Paris é sempre a moda pela moda, você pode ser totalmente over the top ou teatral que está tudo bem, enquanto em Nova York há uma mentalidade mais prática em relação a moda. A cidade é mais comercial, enquanto Londres tem um sentimento de “vale tudo”, sendo que o que vale mesmo é ser criativo.

jeremy-scott-inverno-2010Looks da coleção de Jeremy Scott inverno 2010 © firstVIEW

Seu desfile em Nova York pareceu extremamente focado no lado comercial. O que te levou a essa mudança? Foi o fato de estar apresentando em Nova York ou foi algo no atual clima da moda global?
Em parte foi pelo tema em si: a moda propriamente dita e sobre como às vezes ela se transforma em algo totalmente mercadológico, sem nenhum aspecto criativo de fato. A ideia era brincar um pouco com esses conceitos super clichês da moda. Como o LBD (o “Little Black Dress”), as fashion victims com vestidos com estampas de alvos, a idolatria das marcas quase como uma religião e as cópias. Todos aspectos muitos abstratos sobre a moda que precisavam ser apresentados do modo mais objetivo possível.

Bem crítico, mas sem perder o senso de humor…
Exatamente.

E isso é algo recorrente no seu trabalho: você sempre usa elementos lúdicos, referências pop e pitadas de humor para abordar importantes temas sobre moda, cultura, política e sociedade.
Eu acredito que contar algo com humor é sempre o melhor jeito de fazer valer seu ponto de vista. Penso que quando você sai apontando dedos e pregando seus ideais, as pessoas logo perdem o interesse no que você tem a dizer. Mas quando você conta algo com humor, você atrai a atenção das pessoas, tornando mais fácil o entendimento da sua mensagem. E isso é simplesmente parte da minha natureza. Acho o humor a coisa mais sexy do mundo.

Há espaço para essa moda bem humorada, alegre e cheia de energia?
Com certeza, eu acho que sempre vai haver lugar para esse tipo de moda. É parte do que precisamos em nossas vidas. Sempre precisamos de um pouco de fantasia, um pouco de escapismo. Sim, a moda está ficando mais séria, e temos vistos coisas maravilhosas nessa estética mais austera. Mas acho que, para mim e para as pessoas para quais eu crio, o humor ainda é algo fundamental, assim como o glamour e outros elementos que fazem a vida mais divertida.

Atualmente você está morando em Los Angeles, a cidade influencia de alguma maneira seu trabalho?
Eu adoro morar lá, a qualidade de vida é excelente. Tem um arquitetura super eclética e, claro, tem Hollywood, que torna tudo mais divertido. Com certeza a cidade influencia meu trabalho em tantos aspectos que mal posso identificá-los…

Como a cultura pop?
É um lugar que respira cultura pop. É onde acontece a cerimônia de entrega do Oscar! Acredito que boa parte da cultura pop é moldada em Hollywood.

E a cena noturna em LA?
Eu não acho que a noite de Los Angeles seja tão boa. Para começar tem o horário limite – tudo fecha às 2h da manhã. Mas tudo bem, não é o tipo de vida que levo lá. Eu trabalho, vou jantar, vou ao cinema… Eu tenho Paris, Nova York e Tóqui para sair e curtir a noite.

Então qual a melhor cidade para sair?
Paris é ótima, porque você pode continuar na festa até o dia seguinte, sem parar. Nova York também não é nada mau.

Use com moderação: anos 70 fazem retorno minimal no inverno

14/04/2010

por | Moda

look-anos-70Looks de Kenzo, Salvatore Ferragamo, 3.1 Philip Lim, Chloé e Marc Jacobs ©firstVIEW

O minimalismo está de volta na moda. E se para alguns estilistas a tendência continua apática (looks de modelagem simples e tonalidades neutras como os da Celine e Jil Sander, só pra citar alguns exemplos), para outros ela vem bem menos careta: elementos típicos dos anos 1970 surgem como uma das mais importantes vontades da temporada.

Marc Jacobs e Philip Lim investiram no visual à la Annie Hall (do filme “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, de 1977), dando o pontapé inicial nos setentismos. A confirmação veio em Milão, onde Miuccia Prada e Salvatore Ferragamo reforçaram o movimento, enquanto em Paris coube a Kenzo e a Hannah MacGibbon, na Chloé, dar cara atual ao look de Ali MacGraw no clássico “Uma História de Amor”, também dos anos 1970.

A vibe 70s de agora vem aliada ao clima da estação: um guarda-roupa real para mulheres contemporâneas que precisam de praticidade + sofisticação + elegância. À medida que a modelagem skinny perde força, a pantalona volta a colocar a cintura na sua posição natural, enquanto as pernas ganham mais conforto nas modelagens amplas, quase bocas-de-sino.

No caso das calças, vale mencionar a importância do guarda-roupa masculino com o rigor típico da alfaiataria – elemento essencial para esta estação. Blusas levemente volumosas e arrematadas com laços nas golas são combinadas aos blazeres acinturados e pantalonas evasês. O mesmo pode ser dito para as saias e vestidos alongados que servem de base para sobreposições interessantes com vários tricôs de aspecto vintage que apareceram ao longo de toda temporada. Estampas florais, ou então grafismos geométricos, surgem como alternativa para os tons neutros que prevalecem nesta estação.