Arte Digital

13/08/2012

por | Arte

“Ceasa”, de 2012 ©Cássio Vasconcelos/Divulgação

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a partir do dia 15 de agosto a 3ª Mostra 3M de Arte Digital, que tem curadoria de Giselle Beiguelman e patrocínio da empresa americana 3M. Nesta edição, a exposição possui como eixo conceitual as “Tecnofagias” e, além de incentivar a produção artística relacionada às mídias digitais, destaca a combinação de alta tecnologia (high tech) e improvisação “caseira” (low tech) que marca o cenário nacional.

Todas as 15 obras e instalações da 3ª Mostra 3M de Arte Digital foram criadas por artistas brasileiros; entre elas se destacam as fotografias em larga escala “Ceasa” e “Aeroporto”, desenvolvidas em 2012 por Cássio Vasconcellos, a “Jukebox”, de Lea Van Steen, que possibilita ao visitante escolher um vídeo que será projetado fragmentadamente em um globo estroboscópico, e “Extremo Horizonte”, uma panorâmica com pinhole de Dirceu Maués, confeccionada para a exposição.

A “Jukebox” de Lea Van Steen ©Divulgação

À parte às obras integrantes da 3ª Mostra 3M de Arte Digital, há ainda o projeto especial “Praia de Paulista”, que acontece nos dias 17 e 31 de agosto na parte externa do Instituto Tomie Ohtake. A iniciativa, desenvolvida pelo coletivo Cia. de Foto em parceria com a crítica de cinema Ivana Bentes, trata-se de uma exibição de remixes de “Terra em Transe” (1967) e outros filmes de Glauber Rocha. O diretor, aliás, é homenageado em um ensaio fotográfico e textual multimídia, intitulado “País Interior”, que também foi produzido pela Cia. de Foto.

3ª Mostra 3M de Arte Digital @ Instituto Tomie Ohtake
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela R. Coropés), Pinheiros, São Paulo – SP
15 de agosto a 16 de setembro, de terça a domingo, das 11h às 20h
Mais informações: (11) 2245-1900

+ Veja mais imagens das obras da 3ª Mostra 3M de Arte Digital na galeria abaixo:

Dirceu Maues--instituto-tomie-ohtake-3-mostra-3m-de-arte-digital
©Divulgação
Obra de Dirceu Maués

Mestre da cor: mostra celebra um dos + importantes fotojornalistas do mundo

08/11/2011

por | Cultura Pop

A menina afegã, capa da “National Geographic”, em 1984 ©Steve McCurry/Reprodução

Após receber a exposição “Chaplin e a Sua Imagem”, o Instituto Tomie Ohtake continua sua série de exposições com mais uma excelente escolha. Agora chega a vez do fotógrafo americano Steve McCurry, membro da lendária agência Magnum Photos – fundada em 1947 por Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymor e George Rodger –, eterno colaborador da National Geographic e mundialmente reconhecido pela fotografia que, na opinião de muitos, é considerada a mais famosa do século XX: A Menina Afegã.

Inicialmente um fotógrafo de guerra, sua fama veio no começo dos anos 80, quando cruzou a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, que na época era controlada pelos rebeldes. Disfarçado com trajes locais, foi o primeiro fotógrafo a conseguir imagens da nação durante o conflito, sendo que para proteger seus filmes, teve que  costurá-los em sua roupa. Com estes feitos ganhou a medalha de ouro no prêmio Robert Capa pela melhor reportagem no exterior. Ainda na região, foi na Índia que o fotógrafo desvendou o seu segredo para o retrato, quando descobriu que se for paciente, as pessoas vão esquecer a câmera e suas almas vão aflorar em seus olhares.

Steve McCurry em foto atual ©Reprodução

Há quem diga que existem dois tipos de artistas: os que tentam quebrar a linguagem e os que tentam extrair ao máximo o seu poder poético. Steve faz parte do segundo time. Vindo de uma escola pictorialista do fotojornalismo, McCurry não tenta quebrar paradigmas e eleva ao máximo o poder de composição e o uso de cores em suas imagens. Em suas próprias palavras, “o que é importante para o meu trabalho é a imagem individual. Eu fotografo histórias sob demanda, e é claro, elas precisam ser colocadas juntas de forma coerente. Mas o que mais importa é que cada imagem vale por si só, com o seu próprio sentimento.”

Festival das Cores na Índia, em 1996 ©Steve McCurry/Reprodução

Nesta exposição em São Paulo serão exibidas 100 fotografias, incluindo imagens antigas no Afeganistão, Paquistão, Nigéria e Índia, além de algumas recentes em seu trabalho durante e depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Além disso, serão exibidas as 32 fotografias feitas com o último rolo de filme Kodachrome fabricado pela Kodak. Esta foi uma homenagem a Steve McCurry feita pela marca, que parou de fabricar estes filmes devido à revolução digital.

“Steve McCurry – Alma Revelada” @ Instituto Tomie Ohtake
De 11 de novembro a 29 de janeiro
De terça a domingo, das 11h às 22h; entrada gratuita
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros – São Paulo, SP
(11) 2245-1900

Veja mais algumas imagens do fotógrafo:

Exposição em São Paulo mostra diversas facetas de Charles Chaplin

06/10/2011

por | Cultura Pop

chaplin1©Divulgação

A partir do dia 19 de outubro, o Instituto Tomie Ohtake recebe a exposição “Chaplin e a Sua Imagem”. Sucesso na Europa, Estados Unidos e México, a mostra traz para o Brasil mais de 200  registros entre documentários, imagens e vídeos sobre o ícone do cinema mundial.

A curadoria é do francês Sam Stourdzé e todo o conteúdo busca retratar as facetas de Chaplin: ator, produtor, comediante, dançarino e roteirista. A exibição foi concebida a partir de arquivos da família do artista, com apoio da Chaplin Association (associação criada pelos filhos de Chaplin para preservar o nome e trabalho do pai) e da italiana Cineteca del Comune di Bologna.

chaplin2©Divulgação

Além de 200 fotografias, filmogramas, documentos, desenhos e cartazes, a exposição traz vídeos projetados em 15 telas, incluindo o filme “How to Make Movies”, de 1918, que mostra os bastidores dos estúdios de Chaplin (veja trecho abaixo); e bastidores de “O Grande Ditador”, de 1940.

A exposição surgiu com o intuito de contar a passagem do cinema mudo ao cinema falado e relembrar a situação política do período que vai da Primeira Guerra à ascensão do nazismo. A mostra fica em cartaz até 27 de novembro e a entrada é gratuita.

“Chaplin e a Sua Imagem”@ Instituto Tomie Ohtake
De 19 de outubro a 27 de novembro
De terça a domingo, das 11h às 22h; entrada gratuita
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros – São Paulo, SP
(11) 2245-1900

Tomie Ohtake comemora 10 anos do seu Instituto com mostra inédita

As comemorações dos 10 anos do Instituto Tomie Ohtake começam no dia 23/11, com uma exposição da artista japonesa (naturalizada brasileira desde 1940) Tomie Ohtake, que dá nome ao local, e completou 97 anos no último dia 21.

A exposição “Tomie Ohtake – Pinturas Recentes” traz 25 telas gigantes (entre 1,50 x 1,50 até 2 x 2 metros), que foram trabalhadas pela artista nos últimos 15 meses e são consideradas, por ela, um “passeio pelo círculo”. A forma geométrica, que apareceu em diversas fases de Tomie, agora é a peça central das pinturas, e na caligrafia japonesa, com o nome de “ensô”, simboliza o universo e o vazio, além de representar a perfeição.

tomie-ohtakeObras da artista Tomie Ohtake que estarão expostas a partir do dia 23/11 em seu Instituto ©Divulgação

Ohtake, que começou a pintar apenas aos 40 anos, já foi chamada pela crítica especializada de “a dama das artes plásticas brasileiras” e, curiosamente, não enxerga uma ligação consciente de sua obra com princípios orientais. No entanto, as formas sempre estiveram presentes em suas obras (pinturas, gravuras ou esculturas), fossem elas ovais, retangulares, cruciformes, quadradas ou representadas isoladamente, justapostas ou em série.

“Tomie Ohtake – Pinturas Recentes
QUANDO 23 de novembro de 2010, às 20h (convidados). Até 20 de fevereiro de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
ONDE Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros, SP
TEL (11) 2245-1900

Visionaire – Para Todos os Sentidos: veja imagens exclusivas da mostra

A exposição “Visionaire – Para Todos os Sentidos” abre ao público nesta quarta-feira, 12 de maio, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, reunindo os 50 primeiros números da revista. Com edições exclusivas de tiragens que vão de 400 a 6.000 exemplares, publicadas até três vezes por ano, a revista tem como objetivo “desafiar os artistas”, como explicou Cecilia Dean, uma das fundadoras, ao FFW.

O curador da exposição, Albrecht Bangert, o mesmo que fez a curadoria da mostra do designer Karim Rashid no Instituto Tomie Ohtake, destaca a capacidade de reinvenção constante da revista que conquistou colecionadores em todo o mundo. “O colecionador por excelência conserva as primeiras edições como um autêntico tesouro, estimulando-se pelo raro, pelo historicamente singular; ou ainda reúne os trabalhos ao seu redor por motivos estéticos, entusiasmando-se com os atributos artísticos revelados nas capas”, comenta Bangert.

O FFW esteve no coquetel de abertura, que aconteceu na noite da terça-feira (11/05).

Confira imagens exclusivas da exposição que vai até 13 de junho:

Exposição: “Visionaire – Para Todos os Sentidos
QUANDO 11 de maio de 2010, às 20h
Até 13 de junho de 2010, de terça a domingo das 11h às 20h
Entrada franca

Instituto Tomie Ohtake
ONDE Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros / SP
CONTATO (11) 2245.1900

Tributo a Mário Cravo Neto. Fotógrafo morto em agosto deste ano ganha exposição/homenagem do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo

06/11/2009

por | Cultura Pop

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A mostra “Eternamente agora: um tributo a Mário Cravo Neto”, organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Christian Cravo, homenageia o fotógrafo brasileiro (morto em agosto deste ano vítima de um câncer) por meio de 50 imagens e três esculturas.

“A seleção de retratos não privilegia a estética, mas o modo simbólico como Cravo Neto viu cada um deles”, explica Herkenhoff. Neste segmento estão uma escultura (“Exu”) de seu pai Mário Cravo Junior, uma fotografia por seu filho Christian Cravo e joias de sua irmã Kadi.

Na exposição, algumas relações entre fotografia em preto & branco e em cores foram definidas mediante confrontos do mesmo objeto interpretado nestas duas formas técnicas, ou da verificação no modo em que a pele e o corpo se esculpiam à luz da ausência ou presença da cor.

1Na foto “Camisa rosa com torso negro”, Mário Cravo Neto explora a relação entre cores e luz. A imagem faz parte da série “Laroyé” e está em exposição no Instituto Tomie Ohtake ©Mário Cravo Neto

As imagens emblemáticas de orixás e a dor transposta em imagem fotográfica são também tratadas nesta exposição. Imagens de cicatrizes ou uma instalação sobre um toldo de suas câmeras fotográficas carbonizadas num incêndio apontam a correlação entre dor e fotografia, uma das possíveis tarefas do artista. A mostra teve inauguração nesta semana e fica no ar até o dia 17 de dezembro. Vale conferir:

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“Eternamente agora: um tributo a Mário Cravo Neto”
Até 17 de janeiro 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
+ www.institutotomieohtake.org.br