Entre a passarela e o mundo virtual: Instagram é novo campo de batalha das grifes

19/02/2014

por | Techno

Imagens postadas no perfil da marca Michael Kors no Instagram no dia do desfile na NYFW ©Reprodução/Instagram

Para quem acompanha a moda e está acostumado a ver o que acontece nas passarelas das principais temporadas do mundo, pode parecer que a grande batalha entre as marcas se concentra em fazer os mais inovadores e belos desfiles. Mas nas últimas temporadas a guerra não ocupa mais apenas o campo real, mas também o virtual, onde as grifes conseguem atingir um público muito maior do que aquele que está atento aos desfiles. E no mundo das redes sociais a grande disputa é travada no Instagram, que tem se mostrado mais eficiente na hora de ajudar as marcas a criarem uma identidade visual e a fazer a conversão do esforço investido em retorno de vendas.

A grande aparição da Michael Kors durante a New York Fashion Week, de 5 a 13 de fevereiro, certamente não foi nas passarelas, nem pelas ruas da cidade, mas justamente no Instagram. Durante a semana do evento, a grife ficou no terceiro lugar no ranking de todas as marcas do mundo que mais ganharam novos seguidores, atrás apenas de Nike e Forever21, de acordo com informações da Nitrogram para o “WWD“. Em média, são 9.864 novos seguidores por dia, 50.085 por semana e 161.336 por mês. A marca tem 1,8 milhão de fãs e 1,86 milhão de menções com #michaelkors. A grife é considerada a marca de luxo top no Instagram, seguida de Gucci, Louis Vuitton, Burberry, Christian Louboutin, Prada, Marc Jacobs, Ralph Lauren, Versace e Valentino.

Post de Michael Kors do dia 6 de novembro de 2013 foi o primeiro anúncio no Instagram ©Reprodução

Não é à toa que a Michael Kors foi a primeira empresa a fazer um post pago no Instagram, em novembro do ano passado. O resultado, segundo a Nitrogram, é que a marca angariou 16 vezes mais novos seguidores com o anúncio patrocinado do que com as postagens não pagas. A estratégia da marca, que tem se mostrado muito eficiente para a indústria da moda como um todo, é mostrar tudo o que acontece nos bastidores: antes, durante e depois dos desfiles.

A Ralph Lauren teve 10.460 novos seguidores no Instagram no dia do desfile na NYFW, enquanto a Calvin Klein ganhou 4.036 seguidores no mesmo período (os desfiles foram às 10h e 14h, respectivamente). A Calvin Klein faz uma abordagem em três frentes no Instagram: a conta @CalvinKlein publicou conteúdo do diretor criativo Francisco Costa, da blogueira Hanneli Mustaparta e da modelo Vanessa Axente, rosto da Calvin Klein Collection. A marca também usou pela primeira vez o Instagram Direct, que foi usado para que Francisco Costa se comunicasse com quem estava assistindo ao desfile.

Fotos postadas nos perfis de Miranda Kerr e de Trey Songz no Instagram como parte da campanha #mycalvins ©Reprodução/Instagram

Aliás, a Calvin Klein lança nesta terça-feira uma campanha em homenagem à lingerie com o logotipo “Calvin Klein” no cós, que ficou muito popular nos anos 1980 e 90. Nesta segunda-feira (17.02) a marca lançou um teaser do projeto digital “mostre o seu. #mycalvins” nas contas do Instagram de Miranda Kerr e do cantor Trey Songz. Cada um publicou posts com fotos suas usando #mycalvins para os 3,3 milhões e 1,9 milhão de seguidores respectivamente. Trey colocou duas fotos, e ambas tiveram mais de 130 mil likes e uma média de 15 mil comentários. A foto de Miranda Kerr teve mais de 170 mil curtidas em menos de 24 horas.

Posts feitos pelas blogueiras Chiara Ferragni e Leandra Medine nesta terça-feira como parte da campanha #mycalvins ©Reprodução/Instagram

Nesta terça-feira (18.02), as blogueiras Chiara Ferragni, do The Blonde Salad, e Leandra Medine, do Man Repeller, lançaram a campanha no Instagram, publicando os seus posts. Mais de cem formadores de opinião de 15 países, com alcance de mais de 250 milhões de fãs em redes sociais, foram contratados pela marca, como atores, blogueiros, modelos e músicos. Entre eles estão Fergie, Lara Stone, Cody Simpson, Poppy Delevingne e Hanneli Mustaparta. A marca também vai promover a hashtag em todas as suas contas de redes sociais.

“Nós pensamos que seria inovador começar uma campanha com os influenciadores postando imagens antes mesmo da marca”, disse Malcolm Carfrae, vice-presidente executivo e diretor de comunicações da Calvin Klein ao “WWD“. A Calvin Klein vai reunir em um site o conteúdo gerado pelos usuários. O site estará ligado ao e-commerce para que os consumidores possam comprar na hora suas peças.

No último Intelligence Report, o grupo de reflexão Luxury Lab (L2), da Universidade de Nova York, afirmou que o Instagram é a plataforma social mais poderosa do mundo. O estudo mostrou que ele tem 15 vezes a taxa de engajamento do Facebook, proprietário do Instagram. Para Scott Galloway, professor de marketing da Universidade de Nova York e co-fundador do L2, é melhor ter 150 milhões de usuários que são 15 vezes mais engajados do que um público de 1,3 bilhão (número de usuários do Facebook).

Galloway também comparou o Instagram ao Pinterest. “As pessoas se apaixonaram pelo Pinterest, mas não é como o Instagram. É um terço do tamanho do Instagram”, disse Galloway. “O Instagram é parte das nossas vidas, e o Pinterest é um recurso usado quando estamos redecorando nosso apartamento.” O Instagram tem mais de 150 milhões de usuários, e o Pinterest tem apenas 50 milhões, com apenas um quarto desses usuários se engajando ativamente com a plataforma todos os dias. No Instagram, quase dois terços dos usuários interagem diariamente. Ou seja, das 150 milhões de pessoas que têm conta no Instagram, aproximadamente 90 milhões usam a ferramenta diariamente. Já no Pinterest, dos 50 milhões cadastrados, apenas 12 milhões se engajam ativamente. Isso significa que os dólares gastos no Instagram vão ter quase sete vezes o retorno dos investidos no Pinterest”, disse Galloway. Além disso, ele afirma que o tráfego do Facebook para as marcas não se converte em compras, e o tráfego do Twitter para os sites das marca é quase inútil.

No Instagram: de Cannes a Mônaco, a semana das tops brasileiras

27/05/2013

por | Cultura Pop

 Fotos postadas no Instagram por Shirley Mallmann, Renata Kuerten, Alessandra Ambrosio, Isabeli Fontana, Aline Weber ©Reprodução

Olhando os perfis de algumas modelos brasileiras no Instagram, nota-se que esta foi uma semana corrida – e muito glamourosa. Muitas delas estiveram no Grand Prix de Fórmula 1 em Mônaco, onde aproveitaram para relaxar em passeios de barco pela costa mediterrânea.

Há ainda momentos “tapete vermelho” no festival de Cannes, viagens, festas, passeios com os filhos e, claro, muito trabalho!

Veja na galeria abaixo alguns dos momentos que as tops Isabeli Fontana, Renata Kuerten, Aline Weber, Alessandra Ambrosio e Shirley Mallmann compartilharam no Instagram:

Isabelli Cannes Immigrant
25 de maio de 2013: De cabelos mais loiros, Isabeli Fontana posa no tapete vermelho de Cannes para a estreia do filme “The Immigrant”, com Marion Cotillard e direção de James Gray

#amornacaixa

09/05/2013

por | Business

A agência de comunicação digital LiveAD lançou nesta semana uma campanha de arrecadação de agasalhos no Instagram intitulada #amornacaixa. A campanha vai até o dia 15 de junho e pretende usar a força das redes sociais desafiando os usuários a estabelecer metas para a doação.

Explicando passo a passo, funciona mais ou menos assim:

1 – Tire uma foto de uma caixa vazia;
2 – Compartilhe no seu Instagram com a hashtag #amornacaixa (explique para os seus seguidores o que se trata);
3 – O número de curtidas que a foto receber será a sua meta para doação, ou seja, quem receber 30 curtidas na foto deve juntar 30 peças para a campanha.

Todas as fotos postadas com a hashtag #amornacaixa poderão ser vistas no site de apoio à campanha, onde há também dicas de instituições e de locais de arrecadação. A LiveAD recomenda também aos participantes que postem uma outra foto da caixa cheia e de quantas roupas conseguiram arrecadar. Qualquer pessoa ou empresa pode participar do movimento.

No vídeo abaixo você pode ver melhor como tudo funciona. É uma forma dinâmica e que, com o poder das redes sociais, pode engajar um número maior de pessoas. Não demore a participar!

Fotógrafo tem conta cancelada após polêmica no Instagram

17/01/2013

por | Cultura Pop

A foto que causou toda a polêmica e o cancelamento da conta de Daniel Arnold no Instagram (na foto original o rosto da mulher à direita é visivel) ©Daniel Arnold/Reprodução

Desde que o aplicativo para smartphones Instagram apareceu, virou tópico de conversa em qualquer mesa de bar, verbo (“tenho que instagramar isso!”), e lugar para muitos “artistas” anônimos revelarem os seus talentos. Foi o que aconteceu com Daniel Arnold, nova-iorquino de 32 anos que se viciou no aplicativo e que acabou banido após ter postado uma foto polêmica. De acordo com o site Gawker, Arnold tirava mais de 3 mil fotos por semana para escolher as melhores para o aplicativo. “Eu sentia que estava em uma missão”, diz ao site. Arnold não tinha muitos seguidores – atingiu somente 1500 -, mas entre eles estavam fotógrafos e profissionais da moda, que ajudavam a prestigiar o seu perfil. “Adoro o cara”, disse ao site Gawker a fotógrafa nova-iorquina Christelle de Castro, que trabalha para revistas como a “V Mag”, entre outras. “O seu trabalho tem tudo a ver com observação – examinar coisas que estão acontecendo e colocar uma moldura em volta”, acrescenta.

A foto da polêmica? Duas amigas tomando sol topless na praia de Fort Tilden, no Queens, em Nova York. Uma das amigas está fotografando a outra, sem saber que Arnold está a poucos metros de distância, instagramando a cena. Não só a foto foi um sucesso na rede, como quando Arnold voltou a ligar o celular – após ter ficado sem bateria devido à quantidade de notificações de likes na foto –, viu que a sua conta tinha sido apagada depois de alguém ter reportado a foto como ofensiva.

É uma censura do aplicativo: fotos de nudez são proibidas, fato que fica ainda mais marcado tendo o Facebook como “pai”. Para Arnold, é a visão de cenas privadas acontecendo em espaços públicos (ou a eterna discussão da redefinição de privacidade do mundo moderno) que o atrai. Mas a sua atração foi contra as regras do aplicativo. Regras essas que, ainda sendo claras, talvez precisem de uma revisão ou distinção entre um nu artístico (como os de Mariano Vivanco, por exemplo), e um nu gratuito, pornografia ou até invasão de privacidade.

Duas fotos de Daniel Arnold no metrô, um dos seus lugares favoritos para fotografar ©Daniel Arnold/Reprodução

Para Arnold, o fato de ter sido banido do aplicativo o fez olhar para o seu vício recente com outros olhos. “O que aconteceu expôs o quão ridículo era aquilo que eu vinha fazendo. Você fica ali com o seu celular idiota o dia todo, tirando fotos de estranhos, achando que é uma espécie de artista”, diz ao Gawker. Ainda assim teve quem achasse que Daniel Arnold era um artista (ainda que amador). O movimento “Free Daniel Arnold”, criado pelos fãs rapidamente, se espalhou pelo Instagram e pelo Twitter pedindo a restauração da conta de Arnold, mas sem sucesso. A conta de Daniel Arnold no momento é @arnold_daniel e já conta com 4.657 seguidores.

Até onde vocês acham que vai a liberdade de expressão ou a rigidez de uma regra?

+ Veja na galeria abaixo mais fotos de Daniel Arnold:

Fotos do Instagram vão do aplicativo ao papel em nova série de livros

14/01/2013

por | Fotografia

Uma das imagens selecionadas para o livro “The Insta Paper” ©Reprodução

O sucesso do Instagram transformou o aplicativo não apenas em um diário fotográfico de seus milhões de usuários, mas um portfólio poderoso para uma nova geração de fotógrafos e amadores que reforça a cada foto uma nova era para a fotografia. E o poder do compartilhamento faz com que seus autores virem hits da cultura cibernética de uma hora para outra, transpondo assim seus trabalhos para o mundo físico.

De olho nesse conteúdo, a agência criativa Soon is Now lançou o “The Insta Paper“, uma nova série de livros – impressos – com imagens do Instagram feitas por usuários que circulam entre os nichos de arte e moda. “É uma forma de celebrar e documentar essa nova onda de criatividade que está acontecendo na websfera”, diz à imprensa internacional Francisco Salvado, diretor criativo da agência. “Estamos trazendo essas fotos para o mundo físico na forma de um objeto bonito e colecionável”, ele completa.

Fotos selecionadas para o livro “The Insta Paper” ©Reprodução

A primeira edição já pode ser adquirida através do site oficial por 15 libras (cerca de R$ 60) e traz trabalhos selecionados de 11 artistas, como Pierre Debusschere, que trabalha na área de filme da agência Art & Commerce (856 seguidores), a fotógrafa japonesa Ninagawa Mika (36.120 seguidores), o diretor criativo argentino Marcelo Burlon (15.228 seguidores) e o performer Boychild (3.521).

Ao todo são 104 páginas que, segundo Salvado, marcam esse novo momento na fotografia. Nós ainda não vimos o livro, mas a conclusão a que chegamos olhando as contas de Instagram dos participantes é que tem perfis muito interessantes e outros mais sem graça. É de se esperar que, em um livro como este, dentro de um universo de milhões de pessoas, todas as fotos selecionadas sejam incríveis. Salvado acha que curadoria e compartilhamento são o futuro da expressão criativa. “Após uma década experimentando conteúdo criado pelo usuário, entramos em uma era de arte criada pelo usuário”.

Imagens publicadas no livro “The Insta Paper” ©Reprodução

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Novos termos de uso do Instagram geram polêmica entre usuários

19/12/2012

por | Techno

Resposta do Instagr.am sobre as reclamações em cima dos novos termos de uso ©Reprodução

“Desde o começo, o Instagram foi criado para se tornar um negócio”. É assim que se inicia o parágrafo sobre propagandas do post de Kevin Systrom no blog do Instagram, nesta terça-feira (18.12) à noite. Para contextualizar o leitor, ontem o Instagram divulgou suas novas diretrizes de publicidade e termos de uso da popular rede social dos smartphones. Em um dos parágrafos, uma das interpretações dá a entender que o Instagram se reserva o direito de vender suas informações e fotos para realização de publicidade de terceiros, sem que o usuário-fotógrafo receba qualquer pagamento ou mesmo aviso. Apesar de deixar claro que isso só poderá ser feito com fotos e perfis definidos como públicos (o usuário pode sempre tornar suas imagens privadas), isto causou uma revolução com muitas reclamações sobre o Instagram nas redes sociais, principalmente no Twitter e no Facebook, a mãe do Instagram (e Mark Zuckeberg o pai, de certa forma, desde que comprou o aplicativo em 2012). 

Michelli Provensi também participou das reclamações ao Instagram ©Reprodução

O problema em questão é ver seus momentos íntimos com amigos e familiares usados em publicidades genéricas internet afora. Usando a hashtag #SellThisZuckerberg, internautas do mundo inteiro postaram fotos mostrando o dedo do meio, representando uma foto para Mark Zuckerberg vender. “Obrigado, nós estamos te ouvindo”, foi a resposta dada pelo Instagram. No post publicado no blog do aplicativo, Kevin Systrom informa que “documentos jurídicos são fáceis de serem interpretados erroneamente”. A intenção teria sido comunicar que eles vão experimentar novas maneiras de realizar publicidade na rede, mas o que ficou subentendido é que eles iriam vender as fotos dos usuários. “Isto não é verdade e é nossa culpa que a escrita está confusa”, diz Kevin.

A Wikipedia é um dos poucos produtos que não usa publicidades para manter seus serviços ©Reprodução

No entanto, novamente, “desde o começo, o Instagram foi criado para se tornar um negócio”, afinal de contas, o dinheiro para pagar desenvolvedores, programadores, analistas, servidores, equipes de teste e até um espaço físico para o escritório precisa vir de algum lugar. Não existe altruísmo na internet. A maneira mais comum para se obter um retorno sobre um investimento na web é através de anúncios. Há exemplos como o da Wikipedia, que é o sexto website mais acessado no mundo e não possui nenhuma forma de obter dinheiro para infraestrutura senão os pedidos de doação do fundador Jimmy Whales. Salvo raros exemplos, as redes sociais são grandes plataformas construídas em cima de investimentos financeiros pessoais — e espera-se um retorno em algum momento. Quanto ao uso de informações pessoais e imagens em publicidades, basta ver como já funcionam – e bem – os anúncios no Facebook, para não ter medo de novas experiências do Instagram. Afinal de contas, essas publicidades segmentadas são o que impedem spams e coisas como anúncios de caminhões aparecendo para uma estudante do terceiro ano do colegial.

Imagens dos usuários já são usadas em publicidades segmentadas no Facebook há muito tempo ©Reprodução

As informações dos usuários do Facebook já são usadas para vender anúncios e campanhas segmentadas ©Reprodução

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Instagram

15/08/2012

por | Techno

Imagem do skyline de Londres postada no Instagram da Burberry que gerou 24 mil likes e 650 comentários ©Reprodução

As marcas estão construindo uma relação cada vez mais estreita com as redes sociais. Quando surge uma ferramenta nova, não demora muito até que as marcas garantam a sua presença. A Burberry, por exemplo, é uma das grifes mais ativas do mundo digital, e já foi várias vezes premiada pela sua atuação ou pelo seu elevado número de fãs – mais de 13 milhões no Facebook. A blogueira Jane Aldridge, de certa forma uma especialista em redes sociais, confessou em entrevista ao FFW que desabilitou a opção de comentários no seu blog porque na sua opinião, eles eram desnecessários. “A interação vai dar-se muito mais por meio de outras redes sociais, como o Twitter, o Facebook e o Instagram, que permitem interações mais ricas”, acrescenta.

Na verdade, as redes sociais permitem uma relação de ganha-ganha entre a marca e o consumidor (ou fã) – seja com foco comercial como o recente The Fancy, ou apenas para estreitar relações, como o Facebook e agora o Instagram.  Não deixa de ser uma ação de marketing inteligente por parte das empresas. Ninguém mais quer uma marca impositiva que escancare os seus produtos. As pessoas procuram interagir com a grife e criar uma relação de confiança e amizade. Desta forma, fotos inspiradoras e outras ações que mostrem a marca mais como uma pessoa do que como uma instituição, nos fazem sentir mais próximos dela do que fotos de bolsas com um preço. Influencia diretamente na compra a Burberry postar uma foto de um anoitecer em Londres? Talvez não, mas por alguma razão a foto consegue no Instagram quase 24 mil curtidas e 650 comentários e cria uma relação direta com seus seguidores.

Da esquerda para a direita: fotos postadas nos perfis de Instagram da Ladurée (@maison_laduree), Burberry (@burberry), Tiffany & Co. (@tiffanyandco) e Hermès (@hermes_paris) ©Reprodução

As pessoas já não querem saber o que as outras sentem, elas querem ver o que elas sentem. E por isso mesmo, a rede social do momento é o próprio Instagram. O aplicativo foi criado para ser utilizado somente em celulares, originalmente para iPhone e posteriormente estendido ao sistema operacional Android, o que não só causou várias polêmicas como também lhe rendeu mais uns milhões de usuários. De acordo com a “Forbes”, nos últimos sete meses, a rede de compartilhamento de fotos cresceu de 15 milhões para 80 milhões de usuários. E uma rede assim não deve ser ignorada, principalmente pelas grandes marcas que desejam criar laços de proximidade com os seus consumidores. Hermès, Gucci (@gucci), Marc Jacobs (@marcjacobsintl), Tiffany & Co. e a “premiada” Burberry já estão presentes na rede, informando e inspirando com imagens de looks, cidades e backstages.

Fotos publicadas no perfil de Instagram da Gucci e da Marc Jacobs ©Reprodução

O Instagram pertence ao Facebook desde abril deste ano, quando foi comprado por US$ 1 bilhão, de acordo com o “The New York Times”, e permite partilhar as fotos na rede de Zuckerberg, mas também no Twitter e no Foursquare, o que deixa a interação ainda mais interessante e abrangente. A “Forbes” aconselha inclusive os brand managers das marcas que ainda não têm perfil na rede a criarem imediatamente uma conta. “Como se o futuro do mundo livre dependesse disso”, acrescenta a publicação, em tom irônico. “Enquanto algumas marcas continuam esperando e vendo como as suas concorrentes estão engajando usuários e medindo resultados, 80 milhões de potenciais consumidores estão sendo ignorados”, finaliza.

Aplicativos

09/05/2012

por | Techno

Projeto de câmera no formato do ícone do app mistura post-its, Instagram e impressão instantânea ©Reprodução

O Instagram, com seus 15 milhões de usuários, é um dos aplicativos mais populares para smartphones e já rendeu vários assuntos neste ano. Comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão e com o público estendido agora com a versão Android, o app fotográfico também serve de plataforma para comunidades criativas, como o #Instamission.

Agora, designers italianos do ADR Studio criaram o Instagram Socialmatic Camera, que é basicamente uma câmera fotográfica no formato do conhecido ícone do App. No entanto, o mais legal de tudo é a possibilidade de imprimir as fotos no próprio aparelho, em um papel especial com cola para que possa ser grudado em paredes e objetos; uma mistura de Polaroid com post-its. Além disso, o sistema terá wi-fi e bluetooth para que possa sincronizar as fotos tiradas com o próprio aplicativo na internet.

Todos os ângulos da Instagram Socialmatic Camera ©Reprodução

No aspecto técnico, a câmera tem a proposta de ter armazenamento interno de 16 gb, visor touchscreen 4:3, duas lentes (uma principal com zoom e outra para efeitos e filtros especiais), flash de LED e impressora colorida interna. Por enquanto é ainda um projeto, mas pela repercussão que teve nas mídias, é bem provável que a ideia seja comprada por algum fabricante e caia logo no mercado.

Instagram Socialmatic Camera e seus componentes ©Reprodução

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Projeto Favela9, de Salvador, une moda, tatuagem e Iemanjá

16/02/2012

por | Gente

Serginho, criador do Favela9 ©Sergio Pedreira Filho via Instagram

Sergio Pedreira Filho, 30, é um jovem empreendedor baiano cujo negócio mostra bem as novas possibilidades de trabalho desses tempos. Serginho, como é conhecido, criou o site Favela9 apenas para vender e divulgar sua linha de camisetas. Desde o início, o projeto combina o universo das tatuagens com o poder de expressão da moda com formas mais independentes de comercialização.

Não é de hoje que a moda tem uma relação com a tatuagem – e com os tatuados. Trazendo o assunto para tempos mais recentes, em 2009, Jean Paul Gaultier fez tatuagens temporárias nos rostos e corpos de suas modelos para seu desfile de inverno. Em 2010, o super tatuado Zombie Boy virou ícone de moda e garoto-propaganda da marca francesa Mugler. E até para as areias quentes do Rio ele veio.

Tatuagem + Iemanjá ©Sergio Pedreira Filho via Instagram

O que Sergio faz é unir essa arte (que, apesar de milenar, é sempre considerada de vanguarda ou alternativa), ao seu próprio lifestyle, sempre próximos dos amigos e de acordo com suas possibilidades reais de negócios. Um amigo tatuador faz as artes que Sergio imprime nas camisetas de sua linha. A divulgação, além de ocorrer na internet, no próprio site da marca, também ocorre via Instagram, mas com um ótimo tempero baiano: para ele, Iemanjá, Salvador, tattoos, flores, rituais e moda integram um mesmo grupo de inspiração.

“Favela9 é a intensidade de uma vida gravada em estampa e tatuagem”.  Assim é como Sergio define seu projeto, que surgiu em 2005 como um canal para divulgar suas linhas de camisetas. Após duas coleções, ele interrompeu, largou a faculdade de Administração e foi para o Rio estudar teatro. E por lá ficou algum tempo, trabalhando com TV e cinema até que recebeu um convite para trabalhar como videomaker no canal Multishow. “Não tenho diploma de nada disso, mas foi o aprendizado que tive e as pessoas que conheci que resultaram no lugar onde me encontro hoje”, diz.

De volta a Salvador, Serginho decidiu pegar o projeto de jeito e fazer acontecer. Ele dirige as fotos, faz o casting, cuida da loja online e da operação do negócio sozinho, mas conta com a ajuda de amigos para tatuar, fotografar e posar. E é isso que dá unidade e também está por trás de um dos conceitos da marca, que Sergio chama de Family Iron (Família de Ferro). “A marca só existe nesse formato por causa dos amigos que tenho e que trabalham comigo por quantias simbólicas. Eles colocam energia criativa e boa vontade e é isso o que faz as coisas fluírem assim”.  Alguns amigos foram ainda mais longe e chegaram a tatuar os desenhos do Favela9 na própria pele. “Tatuagens que viram estampas e estampas que viram tatuagens”.

Mais inspirações de Iemanjá ©Sergio Pedreira Filho via Instagram

O nome Favela9 também traduz essa união. “Favela é sinônimo de improviso. Infelizmente conhecemos uma visão errada da favela. Muitas pessoas juntas são mais fortes, podem alcançar níveis de trabalho e de tudo o que a gente quiser”.

Se no começo Sergio vendia de porta a porta, hoje, morando em São Paulo, ele se vê esperançoso de que seu negócio encontre um caminho feliz pela frente. Já está com as duas próximas coleções prontas, que formam a trilogia do projeto e contam a história dos seus amigos. Tudo vendido exclusivamente online, através de seu site. Lá também é possível ver vídeos e fotos, e visitar a loja online de dezenas de camisetas tatuadas, com as artes de Tartaruga, o tatuador que fez a primeira tattoo em Serginho. Pode parecer clichê, mas o velho ditado “a união faz a força” não caberia melhor na história de Serginho.

As fotos abaixo, dos modelos tatuados usando as camisetas do Favela9, foram feitas por Rogerio Cavalcanti a pedido de Paulo Borges, em cuja coluna na revista “Isto É Gente” este texto foi publicado. 

Instagramers do mundo todo saem em passeio fotográfico

21/10/2011

por | Techno

Instameet em Melbourne, na Australia @MishoBaranovic/Reprodução

Será realizado na próxima semana o 3º Worldwide InstaMeet, em que dezenas de fãs do aplicativo Instagram para iPhones e iPads se encontram para fotografar cenas do cotidiano e compartilhar suas fotos com a hashtag #instameet e #instameetsuacidade na internet. O evento acontece quase que simultaneamente em diversas cidades, sendo que o maior deles será em Nova York.

A ideia é similar ao Worldwide Photo Walk, já bem popular entre os fotógrafos amadores e profissionais. No Brasil, o InstaMeet vem crescendo aos poucos, sendo que o de São Paulo é organizado pelo grupo IGersSaoPaulo e será realizado no dia 23.10 no Parque do Ibirapuera. O do Rio de Janeiro será no dia 26.10 e as pessoas deverão se encontrar no Paxeco Bar. Você pode conferir se alguém está organizando um encontro na sua cidade, mas caso ainda não tenha, o site dá as dicas de como realizar um você mesmo.

InstaMeet em São Francisco, Califórnia ©hayzull/Reprodução

Instamania: Vaccines faz clipe inteiro só com fotos do Instagram

20/10/2011

por | Cultura Pop

Que o Instagram é o aplicativo-mania entre os usuários de iPhone, ninguém discorda. São tantos cliques com efeitos bacanas postados diariamente que o app despertou o “olhar fotográfico” de muita gente. E foi apostando nisso que o grupo britânico The Vaccines resolveu fazer seu novo clipe, da música “Wetsuite”.

A história funcionou assim: os adeptos aos aplicativos postaram fotos de shows e festivais com a hastag #VACCINESVIDEO e os produtores do vídeo selecionaram as melhores fotos para colocar no clipe da música. Milhares de fotos apareceram por lá e o resultado foi superpositivo. Veja:

Com apenas um ano de vida, o Vaccines já conseguiu alcançar posição de destaque no mundo do indie rock. Ficou em terceiro lugar na BBC Sound of 2011 e foi nomeado para a revelação de 2011 no MTV Awards. Eles iam passar pelo Brasil no mês que vem, como uma das atrações do festival Planeta Terra, mas cancelaram a apresentação para sair em turnê com o Arctic Monkeys.

Veja algumas fotos selecionadas para o clipe de “Wetsuit” em nossa galeria:

Instagramania: veja como os fashionistas estão usando o app sensação

17/06/2011

por | Techno

instagrammm©Reprodução/Instagram

A rede social fotográfica para donos de iPhone que já foi até tema de exposição, o Instagram, inspirou os fashionistas a criarem “séries” especiais de fotografias arrematadas pelos efeitos bacanas do aplicativo. Sejam retratos ou fotos de situações cotidianas, escolhemos três personalidades da moda, que postam com frequência  e que valem ser seguidas. Veja só.

denise-instagram©Reprodução/Denise Dahdah

A editora visual da revista “Claudia”, Denise Dahdah, optou por retratar “gente que faz” no São Paulo Fashion Week Verão 2012. “Pensei em fazer a cobertura de um jeito diferente, achei que todo mundo estaria fotografando desfile, backstage, resolvi retratar as pessoas queridas que vêm pra cá a trabalho”, contou ao FFW.

alexandre-comida-instagra©Reprodução/Alexandre Herchcovitch

O estilista Alexandre Herchcovitch também anda viciado no aplicativo, e o que mais aparece no perfil de Alê é comida e fotos dele no taxi. “Coloco no Instagram coisas do meu dia a dia como foto no banco de trás dos taxis, a moda dos taxistas, minhas refeições, fotos dos meus cães… Para mim funciona como um Twitter de imagens, o que é muito mais legal. Estou me divertindo muito!”.

dando-instagram©Reprodução/Anderson Baumgarten

E foi o estilista quem apresentou o Instagram a Anderson Baumgarten, o Dando, sócio da Way Models. “Estou viciado, fico pensando no que postar o tempo inteiro. E durante a temporada de moda eu aproveito para fotografar ainda mais as modelos, estou amando fazer esses retratos. Descobri um lado fotógrafo [risos]“.

Moby ressurge em projeto multimídia com álbum, livro e ação no Instagram

12/05/2011

por | Cultura Pop

por Sergio Amaral

moby1DJ e produtor, Moby lança seu projeto “Destroyed”, misturando música e fotografia ©Reprodução

Um dos pilares da música eletrônica dos anos 90, Moby está de volta à cena (para usar um termo da época) com o projeto “Destroyed”, que se desdobra em álbum, livro/ exposição itinerante de fotos e ação online no site destroyed.moby.com, onde pretende reunir fotos de várias localidades do planeta às 2h da manhã (para participar é só postar no Instagram com a identificação #destroyed.

Insônia, solidão e a pequenez do indivíduo diante do mundo e da natureza, temas e emoções recorrentes no trabalho do músico, dão o tom do disco em faixas atmosféricas e viajandonas, como “The Low Hum”, “Be The One” e “The Broken Places” e “Rockets”.

“Não durmo muito bem quando viajo. E como resultado tenho a tendência de estar acordado quando todo mundo está dormindo. E daí que o álbum e as fotos que o acompanham surgem”, explica. “[O álbum] foi basicamente composto nas madrugadas quando me sentia a única pessoa acordada (ou viva), uma trilha para cidades vazias às 2h”, completa.

Um contraponto mais sombrio, rocker e barulhento (antes de ser conquistado pelos sintetizadores, Moby tinha uma banda de punk e hardcore) fica mais evidente na segunda metade do álbum, em músicas como “After” e “Blue Moon”.

Uma seleção de fotos feitas durante suas viagens em turnê completa o pacote. De Melbourne a Porto Alegre, passando ainda por Sumatra, Lituânia, Espanha, Rússia, EUA e Inglaterra,  o músico, que tem a fotografia como hobbie há mais de uma década, registra salas de embarque, quartos de hotel, clubes noturnos, plateias em êxtase, desertos, nuvens, céu e mar… Bem Moby.

Destroyed by thelittleidiot

Expogram, a mostra: por mais poesia nos registros do dia-a-dia

05/04/2011

por | Cultura Pop

expogram-exposição-de-fotos-instagram-em-sao-paulo©Divulgação

Fotos digitais, com tratamento de analógicas, compartilhadas em redes sociais e impressas em uma exposição – esta é mais ou menos a ideia da Expogram, organizada pelas amigas Renata Chebel, Luciana Obniski e Érika Garrido, que segue de 9 a 23 de abril na loja e galeria Tag & Juice, na Vila Madalena, em São Paulo.

O ponto comum de todas as imagens selecionadas para a mostra é o uso do instagram, aplicativo gratuito para iPhone lançado em outubro de 2010 e que alcançou popularidade meteórica entre os fotógrafos de plantão, muito em parte graças às suas opções de filtros que garantem um visual vintage aos cliques. “Acho que uma parte desse sucesso é porque estamos começando a nos cansar da estética da perfeição digital, do hiper-realismo, do photoshop, da cara de plástico das imagens publicitárias: elas não nos emocionam mais”, opina a jornalista e fotógrafa Renata Chebel. “Estamos indo buscar na estética do analógico, com toda a imprevisibilidade dos filmes vencidos, dos processos cruzados de revelação, dos vazamentos de luz no corpo das câmeras, das distorções das lentes… estamos buscando aí, nesses “erros”, as imagens que nos emocionam, que nos trazem sensações. Nossas fotos de famílias, de nossa infância, pais e avós eram assim, têm toda essa carga nostálgica”, continua.

Outro atrativo do instagram – e que o diferencia de outros apps de tratamento de imagem, como por exemplo o hipstamatic – é a possibilidade de imediato compartilhamento e interação com outros usuários do aplicativo. “O legal não é o filtro que parece antigo, é retratar a poesia do seu dia-a-dia e poder acompanhar isso dos outros”, explica a jornalista Luciana Obniski, que completa: “E eu, pessoalmente, acho que rede social, como o instagram, só é válida se te acrescenta algo no real. Por isso organizamos a exposição. A gente quer que todo mundo se conheça e troque experiências”.

Renata conclui: “E nós somos a geração da transição entre analógico e digital, que sofre de nostalgia precoce, que aos vinte já tinha saudade da infância, que aos trinta fala da adolescência como se ela fosse um passado muito remoto. Então faz muito sentido, se você pensar nisso, organizar uma exposição impressa dessas imagens. Uma última coisa ainda, que vale a pena lembrar: as imagens digitais quase sempre se perdem, seja no tempo, na evolução da tecnologia, nos labirintos do armazenamento digital ou simplesmente no excesso. Trazê-las para o mundo físico é uma forma de preservá-las”.

A Expogram foi organizada pelo trio, que selecionou 200 imagens do instragram com a hashtag #expogram – foram mais de 4 mil fotos taggeadas! Quem quiser conferir o resultado da curadoria pode visitar a Tag & Juice de 9 a 23 de abril.

Tag & Juice
Rua Gonçalo Afonso, 99
Vila Madalena, São Paulo
(11) 2362-6888 / 2368-9361