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    Ingmar Bergman
    Ingmar Bergman
    POR Redação

    Cena de “Gritos e Sussurros”, de 1972 ©Reprodução

    Ingmar Bergman está para a Suécia como Tom Jobim está para o Brasil. A comparação pode inicialmente parecer despropositada, mas a magnitude e a relevância de suas obras alçaram o nome de ambos ao posto de estandartes culturais de seus países. Considerado por muitos, incluindo-se aí Woody Allen, o maior diretor de cinema de todos os tempos, Bergman transpôs as barreiras geográfica e idiomática para elevar-se perene sobre o tempo, conservando-se até hoje, 66 anos após seu primeiro longa-metragem, “Crise”, símbolo máximo de sua pequena e fria terra natal. Este ano, o CCBB traz ao Rio de Janeiro, a São Paulo e a Brasília a maior retrospectiva já realizada nacionalmente da carreira do diretor e escritor sueco, com a exibição da maioria de suas películas (boa parte em 35mm) e curso ministrado por Sérgio Rizzo, além de uma palestra inédita com Stig Björkman, documentarista responsável pelos filmes “…Mas o Cinema é Minha Amante” (2010) e “Imagens do Playground” (2009) e pelo livro “Bergman on Bergman: Interviews with Ingmar Bergman” (1970).

    Ingmar Bergman ©Reprodução

    A retrospectiva, que se chama simplesmente “Ingmar Bergman”, acontece cinco anos após o falecimento do diretor, em 2007. “[…] O que torna uma obra inesquecível e continuadamente importante através dos tempos?” — a reflexão é o fio condutor da mostra, que pretende oferecer ao público a oportunidade de penetrar o denso universo de Bergman, marcado sobretudo pelas problemáticas humanas. Morte, fé, medo, tristeza, traição, doenças físicas e mentais transformam-se em poesia sob as lentes do sueco, que, apaixonado por seu trabalho, escreveu e dirigiu mais de 60 filmes e 150 peças teatrais. A produção artística de Bergman não distinguiu apenas o cinema de seu país, mas também a trajetória de inúmeros atores, como Liv Ullmann, Harriet Andersson, Max von Sydow, Lena Olin, Ingrid Thulin e Erland Josephson; sem mencionar a extensa colaboração com Sven Nykvist, vencedor de dois Oscar de Melhor Fotografia por “Gritos e Susurros” (1972) e “Fanny & Alexander” (1982) .

    Dentre as obras que serão exibidas na retrospectiva, que teve início no dia 8 de maio no CCBB do Rio de Janeiro, estão os icônicos “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”, ambos filmados em 1957; “Persona” (1966); “Sonata de Outono” (1978), com Ingrid Bergman (apesar da coincidência, a atriz e o diretor não eram parentes) e os já citados “Gritos e Sussuros” (1972) e o autobiográfico “Fanny & Alexander”, bem como longas-metragens menos conhecidos, como “A Flauta Mágica” (1975), “Chove Sobre Nosso Amor” (1946) e “Crise” (1946), esses dois últimos os primeiros da bem sucedida filmografia de Bergman. A mostra se desloca para São Paulo no dia 13 de junho, onde permanece até 15 de julho, e acontece quase que em paralelo em Brasília (19 de junho a 22 de julho). Confira a programação completa no site oficial do evento.

    + Assista abaixo a alguns trailers de filmes icônicos de Bergman:

    – Trailer de “Sonata de Outono”, com Ingrid Bergman e Liv Ullmann:

    – Trailer de “Gritos e Sussurros”, com Liv Ullmann, Ingrid Thulin e Harriet Andersson:

    – Trailer de “Persona” (1966), com Liv Ullmann e Bibi Andersson:

    – Trailer de “O Sétimo Selo” (1957), com Max von Sydow:

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