New Order e Hot Chip gravam faixa em colaboração histórica

08/10/2010

por | Cultura Pop

Duas gerações distintas, uma mesma música: a banda Hot Chip e Bernard Sumner, do New Order, entraram em estúdio juntos no começo do ano, na Inglaterra, para uma colaboração histórica na faixa “Didn’t Know What Love Was”. A produção _que, de tão boa, dispensa remixes para pistas de dança_ ficou por conta de Hot City, que trabalhou no último disco do Hot Chip.

“New Order é maravilhoso. As duas se misturam, mas gosto mais do que Joy Division. Um só homem ter criado duas bandas como essas é uma realização inacreditável”, elogiou Alexis Taylor. “Acho que as duas bandas têm qualidades diferentes, que misturaram bem nessa faixa, que eu adoro”, contou Bernard. De fato: é possível distinguir o clima new-wave do New Order e a sonoridade urgente e dançante do Hot Chip na parceria, encomendada pela marca de tênis Converse.

Assista a entrevista completa com Summer:

Myspace: myspace.com/hotchip

Twitter: twitter.com/hot_chip

Hot Chip grava remix de ‘She Wolf’ da Shakira; ouça aqui!

12/04/2010

por | Cultura Pop

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Improvável (ou não?), vazou nesta segunda-feira (12/04) um cover do Hot Chip para a música “She Wolf”, da Shakira. O grupo, que lançou em 2010 o seu quarto disco de estúdio, dá a sua versão da faixa com direito até a um uivo do vocalista Alexis Taylor. No remix, “Wolf” ganha mais camadas de sintetizadores sofisticados, pegada mais vintage e muitos vocoders: ou seja, muito legal.

Já a cantora colombiana – que assumiu seu lado “popozuda do electro” em seu último disco – está atualmente engajada na construção de uma escola no Haiti.

Ouça “She Wolf” na versão dos meninos do Hot Chip:

Hot Chip olha para os anos 90 em disco apaixonado

02/02/2010

por | Cultura Pop

Desde a época em que os Beatles enlouqueciam adolescentes ou Bob Dylan trocava o violão pela guitarra, um dos estigmas da música pop é que ela é menos complexa, mais efêmera e superficial que gêneros como o clássica ou folk. É esse tipo de paradigma que o Hot Chip volta a desafiar em “One Life Stand“, seu quarto disco de estúdio, onde eles retomam seu geek pop sofisticado, matemático e pontuado pela tensão sexual estancada.

hottychipO grupo britânico Hot Chip: mais apaixonados do que nunca no disco “One Life Stand” © Divulgação

No álbum, gravado entre o final de 2009 e começo de 2010, os dois cabeças do grupo, Alexis Taylor e Joe Goddard, estão mais afinados do que nunca. A faixa “Thieves in the Night” abre o disco com um crescente eletrônico, guitarras noventistas e o falseto frágil de Alexis num clima rave e sob tempestade de teclados.

Os arranjos épicos e vocais urgentes de “I Feel Better” comprovam a vocação do Hot Chip para a música de clubes – aqui também fica clara a mudança do mid-tempo de “Made In Dark” (2007) por batidas upbeat resgatadas da house music e do techno dos anos 1990. Outro bom momento é a faixa-título, que retoma excentricidade do hit “Over and Over” com guitarras suingadas e texturas sonoras.

Por outro lado, as tentativas insistentes em explorar gêneros como acid jazz ou o deep house não funcionam. Em “Hand Me Down Your Love” (que teria sido melhor gravada por Jamiroquai), entram arranjos orgânicos (demais) com bateria, piano e quarteto de cordas. “Brothers”, “Slush” e “Alley Cats” salvam-se apenas nos vocais sinceros de Joe e Taylor, que mesmo assim não empolgam, nem emocionam.

O final do álbum ainda guarda dois de seus melhores momentos, com “We Have Love”,  um europop à décima potência capaz de levantar a mais morna das pistas de dança; e “Take It In”, com guitarra industrial e letra apaixonada.

Acima de tudo, “One Life Stand” é um disco sobre amor (até mesmo no nome, que brinca com a expressão em inglês “encontro de uma noite só” e a transforma em “encontro de uma vida inteira”). Só falta o Hot Chip entender que para falar de amor não é preciso diminuir o ritmo – nem dos beats, nem dos batimentos cardíacos.

01 Thieves in the Night
02 Hand Me Down Your Love
03 I Feel Better
04 One Life Stand
05 Brothers
06 Slush
07 Alley Cats
08 We Have Love
09 Keep Quiet
10 Take It In

Artista: Hot Chip
Disco: One Life Stand
Gravadora: EMI/DFA Records
Sugestão de preço: R$ 28

Vocalista do Hot Chip fala sobre novo álbum ao portal FFW

28/01/2010

por | Cultura Pop

Um dos discos mais aguardados de 2010, “One Life Stand”, o quarto álbum do Hot Chip, foi anunciado como “o melhor da carreira da banda”. O portal FFW conversou com Joe Goddard, uma das cabeças por trás do enigmático grupo britânico que fundiu os limites entre o eletrônico cabeçudo e o pop acessível.

hotchipcov4522Capa de “One Life Stand”, o quarto disco de estúdio do Hot Chip © Divulgação

Como é o processo criativo da banda?
Geralmente somos eu e o Alex que escrevemos as músicas. Os meninos entram com sugestões, insights e tal. Mas varia muito… Alguns dias eu levo uma melodia, dia que Alex traz uma letra. Depende muito.

O que vocês estão preparando para a nova turnê que começa em 12 de fevereiro?
Vamos usar muitos equipamentos high-tech e tocar todas as músicas antigas em versões inéditas. Queremos experimentar coisas novas. Temos um novo baterista, também, e isso tem sido ótimo. A partir de fevereiro vamos começar a tocar em festivais ao redor do mundo. Depois faremos o verão europeu. Vamos tocar no Brasil também!

Acima, videoclipe da música “One Life Stand”, que dá nome ao novo álbum do Hot Chip

Você já tocou no Brasil uma vez, no Tim Festival. Que lembranças tem desses shows?
Comprei muitos discos!

Quais?
Hmm… Caetano Veloso, Jorge Ben, Gilberto Gil. Desde clássicos da Tropicália até coisas contemporâneas como baile funk. O Brasil tem um senso de ritmo maravilhoso.

O que você ouvia quando criança, adolescente, jovem… e agora.
Quando era criança eu ouvia muita música clássica e Beach Boys. Foi a minha formação. Depois, com uns 12, 13 anos, eu adorava Velvet Underground e Beastie Boys. Depois comecei a conhecer grunge, como Smashing Pumpkins, Nirvana. Quando era mais velho, uns 20 anos, ouvia drum and bass, house music e, mais recentemente, Disco music. Hoje eu voltei a ouvir house e tecno alemão.

O que te levou de volta a esses dois gêneros?
Acho que foi discotecando. Hoje eu tenho pouco tempo pra ouvir música como passatempo. Algo como 20 minutos diariamente. Mas discotecando, profissionalmente, eu sou obrigado a pesquisar coisas, comprar muitos discos.

Para que direção você acha que a música eletrônica vai caminhar nos próximos anos?
[Pensativo] Bom, é difícil saber. Mas eu acho que na Inglaterra estão acontecendo coisas interessantes inspiradas no estilo garage. É claro que muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, e de diferentes maneiras. Mas a minha aposta seria nessas bandas, que se inspiram no garage rock e procuram novas formas de fazê-lo.

Ouça o Hot Chip no Myspace: myspace.com/hotchip

Siga o grupo no twitter: twitter.com/hot_chip

Ouça a nova do Hot Chip. “One Life Stand” destaca influências do grupo; confira

03/12/2009

por | Cultura Pop

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Um dos lançamentos mais aguardados de 2010, o quarto disco do Hot Chip, já tem nome, single e data de lançamento. O electropop sexy do quarteto continua presente em “One Life Stand”, assim como os vocais de Alexys Taylor, a guitarra Disco e o baixo marcante. “‘One Life Stand’ é sobre transformar ‘One Night Stand’ [transa de uma noite] na vida inteira de uma pessoa. E isso é uma coisa bonita de se dizer”. A faixa chega às rádios no dia 01 de fevereiro de 2010, e o álbum vem logo na sequência, dia 09/02/2010. O clipe foi gravado na semana passada – veja uma foto da banda com o diretor na galeria ao lado. O vídeo da nova música havia sido liberado no YouTube, mas teve sua incorporação removida. Pra assistir, clique aqui.

Vale lembrar que promessa é dívida: o Hot Chip anunciou, num momento de modéstia à parte, que esse novo álbum marca o retorno triunfal da banda. Ou seja, as expectativas estão lá em cima. Resta saber se o trabalho final não vai decepcionar…

Resenha: Smirnoff Experience 2009. YACHT faz a melhor apresentação da noite e James Murphy emociona fãs; veja fotos e resenhas

30/11/2009

por | Cultura Pop

Rolou no último sábado (28/11) a segunda fase do Smirnoff Experience, em São Paulo. Depois de trazer o Franz Ferdinand pra tocar na The Week, o festival se dedicou inteiramente à música eletrônica. Ao todo, 12 DJs tocaram em 3 pistas, com destaque para James Murphy/Pat Mahoney, do LCD Soundsystem; Joe Goddard, do Hot Chip; a banda americana YACHT, Move e Derrick Carter.

1Projeções do VJ Speto foram o ponto alto na cenografia do evento ©Priscila Vilarinho

Apesar da inspiração (um pouco perdida) nas squat parties londrinas (onde grupos invadem casas abandonadas para fazer festas, ou morar ilegalmente), a estrutura acabou ficando muito ostensiva e, portanto, distante do underground. O complexo de galpões abrigou três palcos, que foram abertos ao longo da noite com performances de dançarinos e iluminados com imagens projetadas pelo VJ Speto –de longe a parte mais legal da cenografia.

STOP PLAY MOON

2A modelo e vocalista do Stop Play Moon Geanine Marques ©Priscila Vilarinho

O som estava ruim. A banda, melhor do que nunca. O grupo formado por Geanine Marques (vocais), Paulo Bega (guitarra e sintetizadores) e Ricardo Athayde (bateria) abriu a pista “pub” com seu rock eletrônico e cheio de camadas. Em fase de finalização do seu primeiro disco, eles mostraram que o repertório mais antigo amadureceu e ganhou novas nuances. E o novo é mais dark – com guitarras que remetem a um filme de suspense, mais trip-hop e ênfase nos sintetizadores. No final, o som acabou melhorando e todo mundo se divertiu – tanto a banda, quanto o público.

JAMES MURPHY & PAT MAHONEY (LCD SOUNDSYSTEM)

3James Murphy, do LCD Soundsystem no comando das pick-ups durante o Smirnoff Experience ©Priscila Vilarinho

O cultuado líder do LCD Soundystem fez a discotacegam mais esperada da noite e não decepcionou. Apesar do calor insuportável dentro da pista, todo o público –formado principalmete por amigos da banda e por uma turma de descolados que estava no evento – dançou da primeira à última música tocada (em vinil!) por Murphy. Ele misturou house music dos Anos 90, música Disco, acionou vocais poderosos nos picos de euforia e beats insistentes para pontuar sua performance. O setlist teve mais de duas horas e na sequência (não antes de dar uma rápida entrevista para o site SPFW!) ele partiu para o clube Vegas para discotecar mais uma vez, onde terminou com o nascer do sol, dançando na pista junto com o público.

YACHT

4A dupla Claire L. Evans e Jonas Bechtold, do YACHT ©Priscila Vilarinho

De longe a melhor (e mais surpreendente) apresentação da noite. O YACHT é uma dupla norteamericana formada por Jonas Bechtold e Claire L. Evans, com influências que vão de Yoko Ono à Nirvana. O show foi tão único quanto subversivo. Explicamos: uma dupla de fashionistas andróginos – o menino feminino, a menina masculina – fazendo rap como MCs (à la Beastie Boys), sobre bases eletrônicas experimentais e com coreografias que deixariam Lady GaGa com inveja. É muito pra sua cabeça? O público adorou!

JOE GODDARD (HOT CHIP)

5Joe Goddard, do Hot Chip – mais repetição do que evolução ©Priscila Vilarinho

Uma coisa é certa: Joe Goddard entende do riscado. O músico, que é uma das cabeças por trás do Hot Chip, entrou na pista “pub” já depois das quatro da manhã. Com um setlist repleto de progressões eletrônicas insistentes – que vêm da música Disco, uma influência confessa de Joe –, sua apresentação acabou sendo mais repetitiva do que evolutiva. A melhor surpresa veio no final, quando ele tocou duas músicas do novo disco do Hot Chip, que tem lançamento agendado para o início de 2010.

E você: estava no Smirnoff Experience? Deixe sua opinião sobre os shows abaixo!

Hot Chip libera faixa do novo álbum. Ouça “Take It In”, música que fará parte de “One Life Stand”, o novo disco do grupo eletrônico

11/11/2009

por | Cultura Pop

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Depois de auto-declarar que seu retorno será triunfal, o Hot Chip libera informações concretas sobre o novo álbum. Primeiro, o nome: “One Life Stand” (em tradução livre, significa “algo que só acontece uma vez na vida”). Depois, a data: 8 de fevereiro de 2010.

O release no Myspace da Hot Chip ainda revela que este “é o album mais coeso da história da banda”, e que “os posiciona como um dos grupos mais importantes da nossa era”. O texto ainda cita as novas influências, que vão de Prince ao house, passando pela música gospel, soul e R&B. Ou seja, podemos esperar uma mudança importante na sonoridade da banda, consagrada por seus sintetizadores gelados e oitentistas.

Com três discos lançados, eles têm indicações ao Mercury Prize e um Grammy Award no histórico. o Hot Chip é formado por Joe Goddard, Alexis Taylor, Felix Martin, Al Doyle e Owen Clark. Em tempo: a band passa pelo Brasil em novembro para um DJ set. Enquanto eles não chegam, ouça abaixo “Take It In”, o novo single:

“Nosso retorno será triunfal”, diz Hot Chip. Confiantes, britânicos anunciam novo disco e turnê para 2010

04/11/2009

por | Cultura Pop

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Já estava na hora: o Hot Chip anunciou no início desta semana o lançamento do seu quarto álbum de estúdio – e de uma nova turnê – para 2010. O disco, que sucede o aclamado “Made In The Dark”, ainda não tem nome, mas deve chegar às lojas em fevereiro do ano que vem.

“Estamos dando os retoques finais nesse momento”, diz o post, publicado no site oficial da banda. “Também estamos nos preparando para um retorno, possivelmente triunfal, aos palcos, já que temos uma turnê pela Inglaterra marcada para fevereiro”. Ainda não há notícia de shows pela América do Sul, mas você pode matar a curiosidade no DJ set que eles fazem em São Paulo na Smirnoff Experience, no próximo dia 28 de novembro. Clique aqui para saber mais.

Indicados ao Grammy e eleitos duas vezes pela revista MixMag como autores do “melhor disco do ano”, o Hot Chip é um dos nomes mais ovacionados da música eletrônica atual. Fundado por Alexis Taylor e Joe Goddard, o grupo tem três discos lançados: “Coming On Strong” (2004), “The Warning” (2006) e “Made In The Dark” (2008).

O grupo já se apresentou três vezes no Brasil (na última edição do finado Tim Festival); dois dos shows conturbados por problemas técnicos, em São Paulo e no Rio de Janeiro – e um show sensacional, porém sem público, em Curitiba.

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