Arte itinerante

25/06/2013

por | Cultura Pop

Grife Carolina Herrera promove workshops e oficinas de grafite em São Paulo e no Rio de Janeiro ©Divulgação

De 26 de junho a 7 de julho, um ônibus grafitado com o skyline de Nova York vai percorrer endereços de São Paulo e do Rio de Janeiro oferecendo ao público customizações, workshops e oficinas de grafite, tudo gratuitamente. Trata-se do projeto 212 Factory, idealizado pela grife Carolina Herrera para promover o lançamento nacional do Body Spray 212 Sexy, cuja embalagem tem o formato de uma lata de spray.

O grafiteiro Marcelo Lamarca participa do projeto 212 Factory ©Divulgação

O grafiteiro Marcelo Lamarca viajará com o ônibus, composto por lounge, oficina e espaço para interatividade com as mídias sociais, ministrando os workshops (que não têm horário definido e só dependem do público presente); as pessoas também podem levar seus próprios skates, bikes e pranchas de surf para uma customização exclusiva, sem custo algum.

Além do ônibus, o 212 Factory contempla um concurso com o tema “Faça como 212 Carolina Herrera: inspire-se em Nova York para criar sua arte”. Entusiastas de design e moda podem inscrever desenho, foto, ilustração, colagem e grafite, do começo de julho até 22 de agosto; o vencedor ganha um Summer Course de Design no IED de Barcelona. Mais informações sobre regulamento e inscrições serão divulgadas nos próximos dias na página 212 Carolina Herrera no Facebook.

212 Factory @ São Paulo
De 26 a 30 de junho de 2013
26 de junho: Parque Ibirapuera, a partir das 10h
27 de junho: Vila Madalena, rua Fradique Coutinho, no muro ao lado do Matizes Bar, a partir das 18h30
28, 29 e 30 de junho: Shopping Morumbi, das 16h às 22h

212 Factory @ Rio de Janeiro
De 4 a 7 de julho de 2013
3 de julho: Circulação pelo Rio de Janeiro (sem parada)
4 de julho: Baixo Gávea (com Dj Zé do Roque), a partir das 18h30
5 e 6 de julho: BarraShopping, das 16h as 22h
7 de julho: Arpoador (com DJ Zé do Roque), a partir das 10h

Expoente da arte de rua, Nina Pandolfo conta detalhes de seu livro ao FFW

05/10/2011

por | Cultura Pop

nina©Divulgação

Nina Pandolfo é grafiteira e artista plástica (ou nenhum dos dois, não costuma gostar de rótulos) e acaba de dar mais um passo em sua carreira. Na última segunda-feira (03.10), ela lançou um livro chamado “Nina”, que conta por meio de textos e fotos a sua história pessoal e a trajetória profissional.

O livro foi publicado pela jovem Editora Master Books, da apresentadora de TV Eliana. “Eu não costumo traçar planos, o livro aconteceu de um jeito muito natural. Conheci a Eliana em uma edição do SP-Arte e ela me contou que era fã do meu trabalho e perguntou se eu não pensava em publicar um livro. Topei na hora”, lembra Nina em entrevista ao FFW.

12©Reprodução

Segundo a artista, o projeto demorou para tomar forma porque ela “estava acompanhando várias exposições no exterior”. Foi no fim de 2010 que Nina parou para se dedicar totalmente ao projeto. “Queria que o livro tivesse a minha cara, então participei de todas etapas, inclusive fiz a diagramação com a ajuda de uma designer, acompanhei o tratamento das imagens e a impressão”, afirma. O resultado? Mais de duzentas páginas com imagens (e alguns textos) fazendo uma retrospectiva do trabalho de Nina.

O lançamento foi um sucesso, Nina não parou um segundo. “Ou foi muita gente, ou sou muito lenta para escrever [risos]”, brinca. As portas da Livraria Cultura da Avenida Paulista já haviam fechado, mas Nina continuava a assinar livros para quem foi por lá prestigiar o lançamento. “E olha que é um livro de arte, não é muito barato”, observa. A grafiteira ficou muito contente com o resultado final do projeto. “Um amigo meu gringo, que viveu muitos anos nos Estados Unidos e está em processo de mudança para o Brasil, chegou a me perguntar se a editora era brasileira mesmo, ele ficou impressionado com a qualidade. Orgulho de ser brasileira [risos]”.

Os trabalhos de Nina

castelo3_©Reprodução

Nina Pandolfo é casada com Otávio Pandolfo, um dos integrantes da dupla Os Gêmeos. Junto com a dupla e o grafiteiro Nunca, ela pintou a fachada do Castelo Kelburn, em Glasgow, na Escócia, em 2007. Este foi um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Nina. “Eu nunca me imaginei pintando um castelo, uma arquitetura mais velha que o meu país. E depois, me surpreendi com o país querendo conseguir junto ao departamento histórico tombar uma obra que eu fiz”, conta toda orgulhosa.

O livro mostra o castelo entre outros desenhos de Nina. As meninas de olhos bem grandes, desenhadas em meio a explosões de cores, também aparecem bastante, como não poderia deixar de ser. E são esses olhões que inspiram a vontade de Nina para uma futura exposição. “Queria fazer algo no Japão. Muita gente acha que eu me inspiro nas obras japonesas para fazer meus desenhos, mas nunca tive essa influência direta. Acho que desenho assim porque acho que tenho olhos grandes [risos]. Mas acho que ia ter tudo a ver expor lá”, destaca Nina.

nina1©Divulgação

Não seria uma estreia para Nina. Suas obras já estiveram em ruas e galerias estrageiras em países como Alemanha, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia e Índia, este último uma das grandes experiências da vida da artista. “Aprendi muito ao ver as ruas, as pessoas sendo felizes presas em suas castas, achei tudo uma grande lição de vida”, relembra. Por outro lado, Nina conta que, profissionalmente, a exposição não foi lá muito boa. “A galeria teve de fechar logo depois da abertura de exposição por causa dos atentados (terroristas que aconteceram em novembro de 2008, em Mumbai). Fiquei impressionada com tudo aquilo, o ataque foi logo depois de eu ir embora”.

Nina conta que não é de fazer muitos planos e traçar metas. Gosta que as coisas aconteçam naturalmente e, apesar de gostar de seu sucesso no exterior, conta que o reconhecimento que mais a toca é quando ele vem daqui do Brasil. Conheça mais do trabalho de Nina Pandolfo em nossa galeria:

Artista mexicano faz mini intervenções em muros de Londres

16/08/2011

por | Cultura Pop

materiaPablo Delgado faz arte de rua minúscula ©Reprodução

É preciso ser bem observador para notar as obras do artista mexicano Pablo Delgado. Elas estão espalhadas pelas ruas, ou melhor, pelos muros de Londres e são surpreendentes, mas tão pequenininhas que quase nem dá para ver. São minigrafites e colagens em paredes de espaços urbanos, em uma série de mini-intervenções que começou com figuras de portas minúsculas e evoluiu para o desenho de pessoas e animais.

queenPablo Delgado também pinta ©Reprodução

O artista nasceu no México em 1978 e tem formação em design gráfico, além de experiência como fotógrafo, diretor e roteirista de projetos audiovisuais. Ele começou a pintar em 2006 e em 2007 já começou a ter trabalhos expostos em galerias mexicanas. Em 2010 participou de sua primeira exibição coletiva em Londres, com desenhos, pinturas e instalações. Veja mais do trabalho da pequenina arte de Pablo na nossa galeria.

Fotografia + grafite: veja fotos incríveis de trabalho colaborativo

14/07/2011

por | Cultura Pop

abre-thierry-gaude-e-iemzaUma das obras do grafiteiro Iemza ©Thierry Gaudé

Não que, individualmente, os trabalhos de Iemza e Thierry Gaudé não tenham “sustância” — mas a colaboração desses dois artistas resulta em um casamento tão harmonioso que é difícil imaginar um sem o outro. Iemza, com seu grafite de figuras alienescas que praticamente têm vida própria; e Thierry, com suas fotografias que capturam com perfeição a dramaticidade e a desolação dos espaços abandonados que servem como cenário para essas criaturas.

Os dois artistas, apesar das várias colaborações e da mesma cidade-base de atividades, Paris, (infelizmente) não compõem uma dupla “oficial”: cada um desenvolve a sua carreira individualmente, sendo os trabalhos publicados com regularidade no flickr de Iemza (o site do fotógrafo Thierry Gaudé estava fora do ar na data de publicação desta reportagem). Veja na galeria abaixo alguns exemplares da colaboração Iemza + Thierry Gaudé e fique de olho nos projetos futuros dos dois artistas:

Ícone do grafite, nova-iorquino Doze Green fala sobre nova geração de artistas

13/06/2011

por | Cultura Pop

por Nuta Vasconcellos

1-grafiteiro-doze-green-entrevista-ao-ffw-spfw-verão-2012Doze Green ©Juliana Knobel

O norte-americano Doze Green começou sua carreira pelas ruas de Nova York em 1974, com passagem pelo respeitado Rock Steady Crew, um dos precursores do movimento b-boy, aparecendo até em filmes clássicos como “Flashdance”. Doze é conhecido por misturar técnicas inovadoras com conceitos metafísicos, e nessa edição do SPFW, à convite da marca Chilli Beans, ele trouxe sua arte aos corredores da Bienal. Conversamos com o artista e ele nos contou como surgiu o convite, e o que ele acha da glamourização do grafite.

Como surgiu o convite para sua participação na SPFW?

Fui convidado pela marca de óculos Chilli Beans e na verdade eles me contataram por e-mail! Eles pesquisaram vários artistas, e eu fui o escolhido. Sou sortudo! (risos)

2-grafiteiro-doze-green-entrevista-ao-ffw-spfw-verão-2012O que você acha dessa nova fase do grafite em que grafiteiros têm seus trabalhos à venda em galerias de arte, e muitas vezes até por preços bem altos? O que você acha que tem de positivo e de negativo nisso?

Isso é bem conflitivo pra mim… primeiro porque acho estranho a forma como as pessoas colocam o grafite como se fosse algo novo, sendo que é um movimento que começou há 35 anos. Mas eu vejo assim, nos anos 80 éramos uma comunidade, era a introdução da cultura, algo que só quem fazia parte daquilo conhecia. Hoje isso atinge pessoas que não são ligadas ao movimento, mas curtem a arte, e isso é positivo, como o reconhecimento de um trabalho. Mas por outro lado, vejo trabalhos completamente ordinários, que não teriam valor algum dentro da cultura, em galeria de arte sendo vendido por preços absurdos. Isso eu não acho positivo, mas acredito que faz parte.

Você conhece o grafite do Brasil? Gosta? Tem artistas favoritos?

Conheço e gosto muito. Aliás, gosto da arte em geral que vejo na América Latina, mas especialmente no Brasil e no Chile.  Meus artistas favoritos por aqui são Os Gêmeos e o Speto.

Você frequentou a School of Art and Design mas também cresceu nas ruas como um membro da cena do hip hop. Você acha fundamental para a nova geração ter esses dois tipos de experiência? A das ruas e a de uma escola de arte?

A maior escola do grafite é a rua. Ali você desenvolve seu estilo, vê outros trabalhos, conhece outros artistas e aprende a fugir e a correr! (risos) O que também funciona como um ótimo exercício.

Tenho me preocupado com as escolas de arte na verdade… porque grandes nomes do grafite estão indo dar aulas nessas escolas, e acho que isso acaba limitando essa nova geração. Muitos deles estão virando “copia e cola” dos seus professores, porque eles não vão pra rua, sentir o que vem deles. Estão pintando telas em salas de aula, reproduzindo algo. Não é generalizado, mas acho que está acontecendo muito. Eles têm que ir pra rua, ficar sujos! (risos)

3-grafiteiro-doze-green-entrevista-ao-ffw-spfw-verão-2012Obra assinada por Doze Green na Bienal ©Juliana Knobel

FFW assistiu ao filme Exit Through the Gift Shop, de Banksy, no Matilha Cultural

08/04/2011

por | Cultura Pop

banksy filmeBanksy em cena do filme “Exit Through The Gift Shop” © Reprodução

O FFW foi à sessão do filme “Exit Through the Gift Shop”, do artista Banksy, armada para poucos convidados na Matilha Cultural. E fica a dica para um programa imperdível neste finde: o filme foi ainda exibido novamente na sexta, sábado e domingo, no simpático cinema da Matilha.

“Exit…” foi merecidamente indicado a Melhor Documentário no Oscar 2011, além de dezenas de outras indicações, que incluem Sundance e Berlinale.

Além de mostrar um panorama “de dentro pra fora” dessa cena artística fortíssima que surgiu a partir da arte de rua, o documentário narra a história absurda e hilária de Thierry Guetta, francês radicado em Los Angeles, que estava apenas documentando a vida desses artistas e acabou virando o personagem principal do filme. Como diz Banksy no início, “ele é muito mais interessante que a gente”. Gueta é o dono das centenas de fitas de filme com ações, entrevistas e a vida real dos mais importantes nomes da cena, como Zevs, que esteve em São Paulo em 2010 para o Pense Moda, e Shepard Fairey, mais conhecido como Obey, que ficou mundialmente famoso com as imagens pop de Obama durante a campanha presidencial.

É também a primeira vez que Banksy, o mais misterioso e famoso entre todos, se deixa filmar. Claro, seu rosto não aparece, mas através do filme, entendemos mais sobre seu processo criativo e ainda damos boas risadas com seu humor ácido, além de vê-lo em ação, em lugares de acesso muito restrito, como no muro da Faixa de Gaza.

Bom, não vou estragar a história para quem ainda não viu. “Exit…” é uma delícia de programa para quem acompanha essa geração de artistas, é um estudo com momentos de choque e de humor. Fala sobre processo, criatividade, união, coragem, estilo e também como é fácil transformar alguém em “alguém” e enganar milhares de pessoas apenas com uma boa campanha. No final, ficam questões sobre originalidade, dedicação e democracia na arte. Depois que o filme entrar em cartaz oficialmente, vale um outro post sobre ele, envolvendo a participação de artistas e galeristas.

E lá mesmo, no espaço da Matilha, tem uma ótima exposição sobre arte stencil, a Elemento Vazado, com trabalhos de Daniel Melim, Alto Contraste, Rodrigo Chã, Ozi e Celso Gitahy. Para quem não conhece, a Matilha Cultural é uma entidade independente sem fins lucrativos, com espaço expositivo, café, e um cinema com 68 lugares.

Matilha Cultural: r. Rego de Freitas, 542, tel.: 3256-2636

Cultura pop das antigas: artista Sesper coloca à venda sua coleção de raridades

01/04/2011

por | Cultura Pop

fotosesper3-1Um dos pôsters antigos à venda na Haterandskills

O artista Alexandre Sesper merece uma matéria só dele, mas enquanto ela é produzida, aqui vai uma boa notícia envolvendo seu nome. Ele e o DJ e produtor Sergio Lopes (SLO) abriram, neste fim-de-semana, a loja HatersandSkills, na galeria Ouro Velho, do “outro lado” da rua Augusta.

O espaço deve atrair colecionadores de souvenirs e memorabilia da cultura pop, já que os produtos à venda são raridades que os dois garimparam e guardaram ao longo de 30 anos.

ScreamCapa do CD do Scream, primeira banda de Dave Grohl, raramente encontrado no mercado

spencer_foto8Exemplar da revista de skate “Thrasher”

Quer uma prévia? Exemplares originais da Impulse! Records, CDs e posters do Scream, primeira banda de Dave Grohl (ex-Nirvana, Foo Fighters), a coleção completa da revista “Fiz”, criada pelos Osgemeos, além de camisetas e fanzines dos anos 80 e 90. “O que a loja irá oferecer é o reflexo do que a gente vive com intensidade. Música, fotos, quadros, artigos raros, pôsteres, obras originais, livros, revistas e mais um monte de coisas que muito adolescente da década de 80 queria ter, mas não havia dinheiro para comprar e que, hoje, são preciosidades”, explica Sergio.

cami_sesperTrabalhos de Sesper, feito com material reciclado, como papel e madeira, colorido com latex, formando camadas de cores e texturas

A loja também vai vender o trabalho de Sesper, que passou a adolescência vivendo sob a cultura underground daquela época, do skate, do fanzine e da arte de rua. Outros artistas também irão encontrar na HaterandSkills espaço para expor suas obras, como Thais Beltrame, Felipe Yung e Hebert Baglione, todos todos estrelas do atual cenário artístico que surgiu com o grafite.

E o melhor, e raro nesse mundo das artes, os preços cabe, em qualquer bolso: vão de R$ 10 a R$ 3 mil.

HatersandSkills

Galeria Ouro Velho, loja 209

R. Augusta, 1.371

Lounge da OI se destaca pelo espaço colaborativo e inspirador

Por Lex Mendes

Compartilhar ideias, estimular a criatividade e promover o novo. É assim que a OI pensa moda e, consequentemente, a vida. Um dos lounges mais visitados da Bienal nesta edição do SPFW segue a premissa de ser um espaço aberto ao público, colaborativo e inspirador.

_MG_2353Arte urbana toma o cenário fashion © Thiago Monteiro/ Fotosite

Por ali atenção ao estúdio de vidro, que foi uma das atrações de destaque na temporada anterior, que leva os bastidores da moda ao público que frequenta o circuito fashion, através de ensaios fotográficos com modelos profissionais. Já o ambiente da Oi FM tem sempre um DJ residente, além de transmitir informações sobre as últimas novidades e tendências direto da SPFW.

_MG_2324Criador e criatura. Flip à frente de sua obra © Thiago Monteiro/ Fotosite

A Oi oferece ainda cyber café, notebooks em mesas comunitárias e transmissão ao vivo dos desfiles. Repetindo também o sucesso da última edição, o lugar conta com exposição de T-shirts, desta vez pegando carona no tema Copa do Mundo, com camisetas personalizadas e customizadas. A novidade deste ano é a instalação “Work in Progress”, na qual dois artistas (Sesper e Flip) duelam em um desafio de criatividade.

_MG_2338Sesper durante as colagens © Thiago Monteiro/ Fotosite

A proposta, explicam os grafiteiros, é provar que a arte, assim como a moda, está sempre em transformação. “A gente já trabalha junto faz um bom tempo, nossa linguagem combina. Eu faço colagem e o Flip grafita”, explica Sesper. “Este duelo está sendo um treino de desprendimento’, finaliza. Para Flip, a intervenção é uma experiência diferente de pintar em lugares públicos. “Aqui na Bienal a pessoa precisa de convite para entrar e isso limita a quantidade de público, porém, não sei se as pessoas que frequentam o SPFW têm acesso a arte urbana, feita nas ruas”.

_MG_2373Duelo de gigantes © Thiago Monteiro/ Fotosite

Quem passar por ali pode conferir a exposição Estilo Skate, onde explora e linka o universo rico do skate com a moda alternativa, desde o seu surgimento na década de 1960. A mostra tem mais de 40 fotos, vídeos, peças de roupa e um grande painel de colagens.

_MG_2359Vista geral da instalação no lounge Oi © Thiago Monteiro/ Fotosite

Coletivo de individuais na Choque Cultural. Galeria exibe obras de quatro artistas até o final de dezembro; saiba mais

24/11/2009

por | Cultura Pop

Meca da arte pop e street em São Paulo, a Choque Cultural anuncia a chegada de quatro individuais a partir deste sábado (28/11), que serão divididas entre a sede e o acervo da galeria. Para o acervo, que fica na Medeiros de Albuquerque, Pinheiros, a curadoria fez uma coleção de trabalhos de Carlos Dias, um dos artistas presentes na mega exposição “De Dentro Para Fora / De Fora Para Dentro”, no MASP.

carlosdiasnachoquecultuA mistura de cores e padronagens e o traço agressivo de Carlos Dias, que tem suas obras em exposição no acervo da Choque até o final de dezembro ©Divulgação

Em seu espaço de galeria (na João Moura, também em Pinheiros), a Choque reúne trabalhos de Chivitz, Felipe Lopez e Silvana Mello. Telas feitas com spray e intervenções no porão marcam a primeira individual de Chivitz, artista reconhecido no metiê por seu traço inspirado em cartoons e pelo uso de uma cartela de cores contrastantes, com efeito final belíssimo (veja a primeira foto da galeria ao lado).

felipelopezchoqueculturUm dos retratos feitos a partir de colagens, do fotógrafo iniciante Felipe Lopez ©Divulgação

Já o fotógrafo Felipe Lopez, também iniciante, entra no ar com retratos montados a partir de colagens impressas em etiquetas e lambe-lambes, como os mosaicos de edifícios da cidade – dividindo espaço com Silvana Mello, que tem um repertório mais delicado de pinturas sobre azulejos e bordados.

As quatro mostras ficam em cartaz de 28/11 até 23/12. Vá conferir!

+ www.choquecultural.com.br

Choque Cultural (galeria)
Onde: Rua João Moura, 997 – Pinheiros – São Paulo / SP
Quando: de 28 de novembro a 23 de dezembro. Terças a sábados, das 12h as 19h
Quanto: a entrada é gratuita
Mais informações: (11) 3061 4051

Choque Cultural (acervo)
Onde: Rua Medeiros de Albuquerque, 250 – Pinheiros – São Paulo / SP
Quando: de 28 de novembro a 23 de dezembro. Terças a sábados, das 12h as 19h
Quanto: a entrada é gratuita
Mais informações: (11) 3061 2365