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    Francisco Lachowski: do cachê de 100 reais ao sucesso internacional
    Francisco Lachowski: do cachê de 100 reais ao sucesso internacional
    POR Redação

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    Francisco Lachowski ©Cristiano Madureira

    O FFW sempre dá espaço para as tops brasileiras que são queridinhas da indústria da moda e dos nossos leitores — vide as entrevistas recentes com Carol Trentini, Raquel Zimmermann e Izabel Goulart, só para citar algumas. Mas… e os tops brasileiros? Não pensem que esquecemos deles! Conversamos esta semana com Francisco Lachowski (Ford Models), que aos 20 anos de idade já é dono de um currículo respeitável e de uma impressionante legião de fãs.

    Vencedor da etapa nacional do concurso Supermodel of the World de 2008, o curitibano de ascendência polonesa tem crescido rápido na carreira e hoje é listado como o modelo número 23 do ranking masculino do models.com. Do início da profissão até o sucesso internacional, confira o bate-papo do FFW com Francisco Lachowski:

    Qual era a sua expectativa quando você decidiu começar a modelar? Acreditava que tinha um futuro na carreira ou foi mais um “não estou fazendo nada, vamos ver no que dá”?

    Quando recebi o convite para ser modelo estava naquela época de estudos me preparando para o vestibular, então pensei comigo: “Vamos ver o que vai dar e deixar rolar; o que vier é lucro” (risos). Logo ganhei o concurso da Ford Models, comecei a trabalhar e percebi que ser modelo é uma profissão que deve ser levada a sério.

    Você lembra do seu primeiro trabalho como modelo? Como foi? Sentiu-se à vontade?

    Meu primeiro trabalho foi um desfile que a minha prima organizou em Curitiba. Na época já fazia parte do casting da Ford regional e já tinha participado do concurso Super Model. Lembro que no desfile tinha outros modelos da agência. Só me senti desconfortável na hora de fazer maquiagem, usar base no rosto (risos) e no mais fiquei supertranquilo. Lembro também que neste trabalho recebi o meu primeiro cachê: 100 reais.

    O que você achava do mundo da moda logo que começou a trabalhar como modelo?

    Para ser sincero, quando comecei não sabia muita coisa sobre o mercado de moda. Aos poucos fui descobrindo  mais sobre este universo através dos meus amigos que já atuavam como modelos na época. Eles me contavam histórias sobre as viagens, como eram os desfiles e sobre os trabalhos que tinham feito. Foi só depois que comecei a viajar que fui me inteirando melhor sobre o assunto.

    O que te surpreendeu nesse universo quando você começou a trabalhar?

    Para um modelo que está começando nada é fácil. Principalmente quando você tem que viajar para um lugar onde você não conhece ninguém, não conhece a cultura e tem que se adaptar a uma nova rotina. Quando fui para Paris participar da minha primeira temporada de desfiles foi muito difícil. Eu tinha 17 anos e já no primeiro mês sentia muitas saudades da minha família e dos meus amigos no Brasil. Sem contar os vários castings que tive que participar e os “nãos” que recebi dos clientes. Isso com certeza me incomodou bastante.

    Alguma coisa ainda te surpreende?

    Não. Durante todo esse tempo que estou modelando já vi e participei de tantas mudanças neste mercado que nada mais me surpreende. Cada dia uma coisa nova acontece, surge um novo padrão de beleza e penso que o melhor que se tem a fazer é tentar se adaptar.

    Para quem vê de fora, parece que a sua carreira atingiu um ponto muito alto em muito pouco tempo; você sente isso também ou na sua percepção as coisas foram mais arrastadas?

    Acho que foi a junção de três fatores que são necessários para que a carreira de modelo dê certo: sorte, dedicação e profissionalismo. Estou trabalhando nessa profissão há dois anos e como já disse não foi fácil no começo. Acho que o que conquistei até agora foi graças ao meu esforço e também sei que ainda faltam muitos caminhos para trilhar.

    Como pessoa, você sente que mudou depois que começou a trabalhar com moda? De que forma?

    Muita coisa mudou. Na época levava um pouco na esportiva e tentava aproveitar as viagens de trabalho para curtir. Agora, aos 20, estou me preocupando mais com a minha carreira e estou vivendo uma fase em que posso discutir e decidir com o meus agentes quais são os trabalhos mais importantes para a minha imagem. Também estou fazendo economia para investir no futuro. São mudanças que fazem parte do meu processo de amadurecimento e estou bastante feliz.

    + Veja destaques recentes da carreira de Francisco Lachowski na galeria abaixo:

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