Filmes clássicos ganham versão retrô em brincadeiras da internet

03/02/2012

por | Cultura Pop

Pôster da série “E se…”, com filmes deslocados de seu tempo e elenco original ©Peter Stults/Reprodução

Não. Não são refilmagens ou reedições de cenas perdidas. São obras do novaiorquino Peter Stults, que criou uma série de cartazes de filmes contemporâneos como se tivessem sido lançados nas décadas de 50, 60 e 70. Inspirado pelo trabalho semelhante de Sean Hartter, que faz cartazes de filmes como se fossem de outra época e, às vezes, de outro gênero, Peter resolveu focar na mudança temporal e no elenco. A brincadeira despretensiosa poderia facilmente ter ficado na gaveta, mas na era da internet, com uma ideia envolvendo filmes cultuados e uma execução impecável, suas imagens rapidamente ficaram conhecidas e sua arte divulgada em diversos blogs e sites de cultura.

Obra de Sean Hartter, que inspirou Peter Stults ©Sean Hartter/Reprodução

É claro que a ideia de repensar filmes antigos, seja com cartazes, roteiros, novas produções e mudanças de gênero, não é nova. No entanto, o retrô nunca deixará de agradar aos fãs e inspirar novos artistas, como Aaron Wood, que saiu do anonimato ao criar pôsteres das redes sociais em um clima de guerra fria. Quanto ao vídeo, já mostramos no FFW a releitura sobre a vilania, feita pela “NYT Magazine”, contando com atuações de Brad Pitt, Gary Oldman, Viola Davis, entre outros.  Uma diferente e interessante abordagem surgiu em 2005, quando uma reedição humorística do trailer de “O Iluminado” (1977) virou hit no youtube.

“O Iluminado” (1977) Recut:

O vídeo foi criado para um concurso da AICE (Association of Independent Creative Editors), e acabou gerando uma febre entre os editores profissionais e amadores. Trailers apresentando diferentes temáticas para filmes clássicos, como a trilogia de “De Volta para o Futuro” (1985, 1989 e 1990), “Exterminador do Futuro” (1984) e “Mary Poppins” (1964), foram feitos. Para encontrá-los basta procurar por trailer+recut no youtube.

Veja abaixo os cartazes de Peter Stults e alguns de Sean Hartter:

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Pôster retrô de Peter Stults

FFW resenha: Gainsbourg e sua vida heroica em um trago

12/07/2011

por | Cultura Pop

Serge GainsbourgLaetitia Casta e Eric Elmosnino em “Gainsbourg – O homem que amava as mulheres” ©Reprodução

Na primeira cena, o então criança Lucien Ginzburg pede para segurar as mãos de uma garota na praia; ela se recusa a fazê-lo, alegando ser ele muito feio, e sai de cena. Um casal passa então pelo lugar e joga uma bituca de cigarro, que Lucien termina de fumar para então se transformar em Serge Gainsbourg na animação de abertura. Nos primeiros minutos o filme mostra ao que veio: ter o cantor-compositor-diretor-artista antes como um personagem dos quadrinhos de Joann Sfar do que o gênio francês que revolucionou a música e reinventou a imagem da sedução.

A narrativa pincela, através da infância do cantor em uma França ocupada por nazistas, sua ascensão como músico, os dilemas internos a respeito da sua ascendência judaica, a paixão pelo cigarro, bebidas e mulheres (dá-lhe subtítulo no Brasil), assim como mostra todos os outros fatos extraordinários da vida de Serge. No entanto, ela peca pela falta de profundidade nas tramas, mostrando-se bem pouco auto-suficiente como um filme. Em resumo, quem não conhece a vida de Gainsbourg e suas relações com Juliette Gréco, Brigitte Bardot, Jane Birkin ou Bambou, pode ter a impressão de uma obra supérflua e feita para fãs.

gainsbourg-doug-jones-100Cena em que Serge vai à casa de Juliette Gréco ©Reprodução

O grande trunfo do filme é a experiência imagética por ele proporcionada. Desenhado, escrito e dirigido por Joann Sfar, um dos grandes autores franceses de quadrinhos contemporâneos (como “Le Chat du Rabbin”), o artista fez de Gainsbourg sua estreia na direção cinematográfica. Tendo total consciência do que queria, conseguiu levar uma poética visual bem dinâmica, à la Amélie Poulain, para os ambientes boêmios, sexuais e repletos de bitucas de cigarro – um dos personagens principais que esqueceram de listar nos créditos. Em vários momentos, a fantasia e a surrealidade fazem o filme beirar a um musical com personagens alegóricos, fantasiados e cartunescos, reforçando os últimos dizeres do filme: “Eu amo muito Gainsbourg para trazê-lo à realidade. Não são suas verdades que me interessam, mas sim suas mentiras”.

Embora o cigarro não tenha concorrido às premiações, todas as outras atuações merecem ser notadas. Eric Elmosnino dá um show na performance enquanto contracena – sexualmente, na maioria das vezes – com os sensacionais Laetitia Casta (Brigitte Bardot), Doug Jones (La Gueule, alter ego de Serge, agindo como o diabinho no ombro esquerdo) e Lucy Gordon (Jane Birkin), atriz britânica que cometeu suicidio antes de o filme ser lançado, sendo este, consequentemente, dedicado a ela.

Podemos dizer que “Gainsbourg – o Homem que amava as mulheres” proporciona uma ótima experiência de lazer, mas não veio para mudar o mundo. No entanto, Joann Sfar merece entrar para lista de diretores a serem observados.

Veja o trailer:

Dica FFW:

Nesta quarta-feira, 13.07, o cinema da Reserva Cultural irá fazer uma apresentação da banda “Les Serges” às 21h, antes da exibição do filme. O FFW foi conferir e recomenda!

les-3-serges-reserva-cultural-gainsbourgBanda Les Serges, Cinema Reserva Cultural ©Daniel Ayub/FFW

Onde assistir:

Reserva Cultural, Av. Paulista, 900

Unibanco Arteplex Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569

Playarte Lumière, Rua Joaquim Floriano, 339

Nirvana, Sid Vicious, Beatles, Ian Curtis: tudo na mesma mostra

11/07/2011

por | Cultura Pop

controlCena do filme “Control”, sobre o vocalista do Joy Division Ian Curtis

Programa delícia para quem gosta de cinema e música. Melhor ainda para quem tem horários flexíveis. A Galeria Olido, no centro de São Paulo, exibe a mostra “Rock Cinema Clube – Volume 3” ao longo do mês de julho, com curadoria de Alex Andrade e Luiz Calanca.

Ao todo são 33 filmes, nacionais e estrangeiros, que de certa forma, têm alguma conexão com o rock. Na seleção, há clássicos que muita gente terá o prazer de rever, como “Sid & Nancy” (1986),  com Gary Oldman perfeito no papel de Sid Vicious. Também está lá “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, com seu personagem Alex DeLarge tocando o terror (com muito estilo); o road movie “Easy Rider” (1969), de Dennis Hopper, e “Woodstock”, que tem outro astral, mas é uma delícia de assistir. O festival inclui produções mais recentes, como “Nevermind” (2005), que relata a trajetória do Nirvana; “Control”, com a história de Ian Curtis e o início do New Order,  e o supercult dos anos 90 “Pulp Fiction”, de Tarantino. E isso é só uma pequena parte da programação.

pulp-fictionJohn Travolta e Uma Thurman em “Pulp Fiction”

O ingresso sai por R$ 1 ou R$ 0,50 a meia-entrada. Diversão de primeira e totalmente acessível.

Veja abaixo a programação completa, reproduzida do site oficial.

woodstock“Woodstock”

THE BEATLES – YELLOW SUBMARINE
(EUA, 1968, 90 min). Dir.: George Dunning e Dick Emery. Com Paul Angelis, Peter Batten, John Clive e outros.
Animação sobre um paraíso onde a paz é ameaçada quando os terríveis Blues Meanies declaram guerra e enviam um exército, liderado pela ameaçadora Luva Voadora.
| Dia 1º, 15h. Dia 13, 17h

MORE
(França/Luxemburgo, 1969, 116 min). Dir.: Barbet Schroeder. Com Mimsy Farmer, Klaus Grunberg, Heinz Engelmann e outros.
Estudante viaja da Alemanha à França, onde se apaixona por uma expatriada norte-americana usuária de heroína. Juntos seguem até Ibiza, na Espanha. Trilha sonora da banda Pink Floyd.
| Dia 1º, 17h. Dia 13, 15h

LARANJA MECÂNICA
(A Clockwork Orange, EUA, 1971, 136 min). Dir.: Stanley Kubrick. Com Malcom McDowell, Patrick Magee, Michael Bates e outros.
Líder de uma gangue de delinquentes é preso e usado em experimento destinado a controlar os impulsos destrutivos.
| Dia 1º, 19h30 (a sessão será apresentada por Luiz Calanca)

PUNK: ATTITUDE
(EUA, 2005, 88 min). Dir.: Don Letts.
O documentário mostra entrevistas e imagens de bandas revolucionárias, como New York Dolls, MC5, The Stooges, The Clash, The Sex Pistols, além de performances raras extraídas de arquivos.
| Dia 2, 15h. Dia 14, 17h

GERAÇÃO PUNK
(Blank Generation, EUA, 1979, 85 min). Dir.: Ulli Lommel.
O filme reúne o ícone da pop art Andy Warhol e a banda punk nova-iorquina Richard Hell & The Voidoids. Filmado inteiramente nas ruas e clubes underground, principalmente no badalado e histórico CBGB.
| Dia 2, 17h. Dia 14, 15h

UM ESTRANHO NO NINHO
(One Flew Over the Cuckoo’s Nest, EUA, 1975, 129 min). Dir.: Milos Forman. Com Jack Nicholson, Louise Fletcher, William Redfield e outros.
Fingindo estar louco, prisioneiro é mandado para uma instituição para doentes mentais onde lidera uma rebelião.
| Dia 2, 19h30

BOB DYLAN – DON’T LOOK BACK
(EUA, 1967, 96 min). Dir.: D.A. Pennebaker.
O cantor e compositor Bob Dylan em sua consagrada turnê pela Inglaterra em 1965.
| Dia 5, 15h. Dia 15, 17h

O COMITÊ
(The Committee, EUA, 1968, 55 min). Dir.: Peter Sykes. Com Paul Jones, Tom Kempinski, Robert Lloyd e outros.
Parábola sobre o conformismo e o pensamento livre influenciado pelos questionamentos filosóficos do psiquiatra R. D. Laing e do dramaturgo Harold Pinter. Trilha sonora com a banda Pink Floyd e performance emblemática de The Crazy World of Arthur Brown.
| Dia 5, 17h. Dia 15, 15h

TAXI DRIVER
(EUA, 1976, 114 min). Dir.: Martin Scorsese. Com Robert De Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster e outros.
Em Nova Iorque, um veterano da Guerra do Vietnã ganha a vida como motorista de táxi, convivendo com situações perigosas, entre elas, a da adolescente que é obrigada a se prostituir.
| Dia 5, 19h30

SID & NANCY
(Inglaterra, 1986, 112 min). Dir.: Alex Cox. Com Gary Oldman, Chloe Webb, David Hayman e outros.
Baseado em fatos, o filme mostra os últimos meses de vida de Sid Vicious, integrante da banda punk inglesa “The Sex Pistols”, e seu romance alucinado com Nancy Spungen, regado a drogas e álcool.
| Dia 6, 15h. Dia 16, 17h

QUANTO MAIS IDIOTA MELHOR!
(Wayne’s World, EUA, 1992, 94 min). Dir.: Penelope Spheeris e Stephen Surjik. Com Mike Myers, Dana Carvey, Rob Lowe e outros.
Após atingirem a fama em um programa de televisão transmitido em cadeia nacional, dois ex-apresentadores de uma pequena TV a cabo se envolvem em várias confusões em decorrência desse sucesso.
| Dia 6, 17h. Dia 16, 15h

AINDA MUITO LOUCOS
(Still Crazy, Inglaterra, 1998, 95 min). Dir.: Brian Gibson. Com Stephen Rea, Billy Connolly, Jimmy Nail e outros.
Depois de extinta, uma antiga banda de rock se junta para retornar ao sucesso.
| Dia 7, 15h. Dia 19, 17h

BOTINADA! A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL
(Brasil, 2006, 110 min). Dir.: Gastão Moreira.
Documentário sobre a origem do movimento punk no Brasil, sua primeira fase (1976/1984) e o paradeiro de seus protagonistas.
| Dia 7, 17h. Dia 19, 15h

O BEBÊ DE ROSEMARY
(Rosemary’s Baby, 1968, 136 min). Dir.: Roman Polanski. Com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon e outros.
Jovens recém-casados se mudam para um prédio habitado por simpáticos inquilinos. Fatos sinistros começam a ocorrer depois que a mulher engravida.
| Dia 7, 19h30

NEVERMIND
(EUA, 2005, 75 min). Dir.: Bob Smeaton.
Documentário que relata a trajetória do Nirvana, da assinatura do seu primeiro contrato com o selo independente Sub Pop até a gravação do álbum “Nevermind”.
| Dia 8, 15h. Dia 20, 17h

CONTROL
(Reino Unido/EUA, 2007, 121 min). Dir.: Anton Corbijn. Com Sam Riley, Samantha Morton, Craig Parkinson e outros.
Cinebiografia de Ian Curtis, vocalista da banda de rock Joy Division.
| Dia 8, 17h. Dia 20, 15h

CARRIE – A ESTRANHA
(Carrie, EUA, 1976, 98 min). Dir.: Brian De Palma. Com Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving e outros.
Rejeitada na escola e alvo de chacota dos colegas, adolescente com poderes cinéticos protagoniza uma terrível vingança depois de ser humilhada durante o baile de formatura.
| Dia 8, 19h30

TOMMY – O FILME
(Tommy, EUA, 1975, 111 min). Dir.: Ken Russell. Com Roger Daltrey, Ann-Margret, Oliver Reed e outros.
Ópera rock clássica com o grupo The Who sobre um rapaz cego, surdo e mudo, que se torna campeão de fliperama e uma espécie de messias.
| Dia 9, 15h. Dia 21, 17h

NÃO ESTOU LÁ
(I’m Not There: Suppositions on a Film Concerning Dylan, EUA, 2007, 129 min). Dir.: Todd Haynes. Com Christian Bale, Cate Blanchett, Richard Gere e outros.
Diversos atores interpretam o cantor Bob Dylan, ícone musical, poeta e porta-voz da geração dos anos 60.
| Dia 9, 17h. Dia 21, 15h

CANTANDO NA CHUVA
(Singin’ in the Rain, EUA, 1952, 102 min). Dir.: Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Donald OConnor, Debbie Reynolds e outros.
Durante a transição do cinema mudo para o falado, casal de atores consagrados se prepara para um novo desafio: estrelar um musical.
| Dia 9, 19h30

CAZUZA: O TEMPO NÃO PARA
(Brasil, 2004, 96 min). Dir.: Sandra Werneck e Walter Carvalho. Com Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Faria e outros.
Adaptação para o cinema da vida do cantor e compositor Cazuza. O filme mostra o garoto rebelde da classe média carioca, que se tornou compositor de sucesso dos anos 80, e morreu em julho de 1990, aos 32 anos, em decorrência da Aids.
| Dia 12, 15h. Dia 22, 17h

O MASSACRE DAS BARBYS
(Killer Barbys, Espanha, 1996, 93 min). Dir.: Jesus Franco. Com Santiago Segura, Mariangela Giordano, Aldo Sambrell e outros.
Ao ter o carro enguiçado em meio a uma estrada deserta, a banda de rock The Killer Barbys procura ajuda na mansão de uma condessa, sem saber que ela se alimenta de sangue humano.
| Dia 12, 17h. Dia 22, 15h

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM
(The Graduate, EUA, 1967, 101 min). Dir.: Mike Nichols. Com Dustin Hoffman, Anne Bancroft, Katharine Ross e outros.
Indeciso quanto ao futuro, rapaz recém-formado se deixa seduzir por uma mulher mais velha, mas, na realidade, está interessado na filha dela.
| Dia 12, 19h30

SEM DESTINO
(Easy Rider, EUA, 1969, 95 min). Dir.: Dennis Hopper. Com Peter Fonda, Dennis Hopper, Jack Nicholson e outros.
Dois motoqueiros viajam através do sul e sudoeste dos EUA com o objetivo de alcançar a tão desejada liberdade.
| Dia 13, 19h30

OS GAROTOS PERDIDOS
(The Lost Boys, EUA, 1987, 97 min). Dir.: Joel Schumacher. Com Jason Patric, Corey Haim, Dianne Wiest e outros.
Dois jovens irmãos se mudam para uma cidadezinha na Califórnia. Lá, um deles se envolve com um grupo de amigos dispostos a transformá-lo em vampiro.
| Dia 14, 19h30

KILL BILL: VOLUME 1
(EUA, 2003, 111 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Lucy Liu e outros.
Ao voltar do coma, a ex-noiva do chefe de um grupo de assassinas decide se vingar de todos aqueles que tramaram contra ela.
| Dia 15, 19h30

KILL BILL: VOLUME 2
(EUA, 2004, 134 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Sonny Chiba e outros.
Sequência do filme sobre a assassina que decidiu se vingar daqueles que tentaram matá-la.
| Dia 16, 19h30

PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA
(Pulp Fiction, EUA, 1994, 154 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e outros.
Três histórias interligadas seguem as desventuras de dois assassinos, entre elas, a da insinuante mulher do patrão deles e a de um boxeador em fuga.
| Dia 19, 19h30

QUANDO AS METRALHADORAS COSPEM
(Bugsy Malone, EUA, 1976, 88 min). Dir.: Alan Parker. Com Scott Baio, Florrie Dugger, Jodie Foster e outros.
O cenário é o enlouquecido mundo musical da Nova Iorque dos anos 20. Nele, Bugsy Malone e Tallulah são protagonistas de uma guerra entre duas gangues pela posse de uma arma.
| Dia 20, 19h30

MIDNIGHT COWBOY – PERDIDOS NA NOITE
(Midnight Cowboy, EUA, 1969, 113 min). Dir.: John Schlesinger. Com Dustin Hoffman, Jon Voight, Sylvia Miles e outros.
Caubói texano ingênuo tenta ganhar a vida em Nova Iorque prostituindo-se com mulheres. Ao se tornar amigo de um marginal, descobre a face cruel da vida.
| Dia 21, 19h30

CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU
(Close Encounters of the Third Kind, EUA, 1977, 137 min). Dir.: Steven Spielberg. Com Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr e outros.
Chefe de família tem o impulso de procurar por uma montanha onde deve pousar uma nave com alienígenas. Como ele, outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o mesmo local.
| Dia 22, 19h30

WOODSTOCK – 3 DIAS DE PAZ, AMOR E MÚSICA
(Woodstock, EUA, 1970, 224 min). Dir.: Michael Wadleigh.
Documentário sobre o célebre Festival de Woodstock, realizado em uma fazenda nos EUA, em agosto de 1969. O evento reuniu grandes nomes do rock, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Joe Cocker, e atraiu milhares de jovens.
| Dia 23, 15h

APOCALYPSE NOW
(EUA, 1979, 155 min). Dir.: Francis Ford Coppola. Com Martin Sheen, Sam Bottoms, Marlon Brando e outros.
Esgotado pela Guerra do Vietnã, um capitão é mandado de volta à selva para encontrar e matar um coronel que teria enlouquecido e montado um exército próprio.
Dia 23, 19h30

Cine Olido: av. São João, 473, São Paulo

Para rever: FFW conta quais os filmes que mais influenciam a moda

20/06/2011

por | Moda

Por Nuta Vasconcellos

verushka-blow-up-04A modelo Verushka em “Blow Up”, de Antonioni

Tivemos acesso à uma lista dos filmes que têm relação com moda mais alugados no último mês, através de uma pesquisa da Net Movies.

Assim como o SPFW, que influencia as direções da moda, alguns filmes também fazem esse papel. O desfile do estilista Reinaldo Lourenço, que aconteceu na terça-feira (14.06), por exemplo, teve como foco uma coleção que traduz o arquétipo da mulher da época dos anos dourados de Hollywood. Além da lista liberada pela Net Movies, saímos pelos corredores da Bienal perguntando: “Qual filme você  acredita ter influenciado a moda?”. Confira abaixo as respostas:

“Blow Up” – Michelangelo Antonioni

“A influência desse filme na moda é muito grande. Não só pelo fato do filme se passar em um estúdio fotográfico, com ensaios de verdade, e com a modelo Verushka, mas por se passar nos anos 60, época que nunca saiu de moda e que influencia estilistas, ensaios fotográficos, maquiagem… A estética desse filme é sempre contemporânea”.

Lula Rodrigues – jornalista

“Beetlejuice” – Tim Burton

“Eu acho de verdade que Tim Burton influenciou muito a moda. Especialmente com “Beetlejuice”. Antes de Tim Burton, o gótico tinha uma imagem mais pesada para a maioria das pessoas, ligada ao fetichismo. Acho que os filmes dele ajudaram a dar outra cara… Não só visualmente, mas a relação emocional também com o gótico, com o escuro, com o sombrio. As pessoas agora têm uma imagem mais divertida e conseguem incorporar peças mais pesadas ao seu guarda roupa”.

MariMoon – apresentadora

“Bonequinha de Luxo” – Blake Edwards

“Difícil falar outro filme. “Bonequinha de Luxo” influenciou e continua influenciando muito a moda. A estética do filme é inspiradora, o figurino e a própria Audrey Hepburn. Acho que será sempre um referencial”.

Erika Palomino – jornalista

“A Noviça Rebelde” – Robert Wise

“Pode parecer estranho, mas Maria (personagem principal do filme) é transgressora, assim como a moda. Então acho que esse filme pode ter influenciado muita gente a criar, a persistir e a ousar”.

Caio Braz – repórter GNT fashion

Os filmes que fazem referência à moda mais alugados, segundo a Net Movies:

“Os Homens Preferem as Loiras” (com a clássica cena de Marylin cantando Diamonds are a girl’s best friend)

“Delírios de Consumo de Becky Bloom”

“O Diabo Veste Prada”

“Bonequinha de Luxo”

“Curtindo a Vida Adoidado”

“Os Embalos de Sábado a Noite”

“Coco Chanel”

“Juventude Transviada”

“Flashdance”

“Cinderela em Paris”

“Maria Antonieta”

“Grease”

Agyness Deyn ganha papel de stripper em remake de filme cult

agyness©Reprodução

Agyness Deyn está, de pouco em pouco, investindo em sua carreira de atriz. Depois de fazer uma aparição como Afrodite no filme “Fúria de Titãs” (o mesmo em que Natalia Vodianova fazia o papel de Medusa) — não se preocupe se você não a reconheceu, ela aparece apenas nas cenas deletadas — o próximo trabalho da modelo será interpretar uma dançarina erótica, em um remake de um clássico-cult de 1996, “Pusher”.

O filme detalha uma semana da vida de um traficante chamado Frank. Originalmente filmado em Copenhague, este remake será feito no bairro cool e artístico Shoreditch, em Londres, sob a direção de Luis Prieto. O diretor espanhol já ganhou o prêmio de “Melhor Narrativa” no Tribeca Film Festival pelo curta-metragem “Bamboleho”, em 2002, e “Menção Especial do Júri” no Festival de Veneza de 2001.

agyness_atrizAgyness como Afrodite ©Reprodução

Prieto, ao encontrar com Agyness, não sabia quem era ela, e escolheu a modelo com base em seu teste, que teria sido impressionante, e a colocou no papel de Flo, uma stripper de gênio forte que foge do país. O filme será produzido pelo diretor da primeira versão de “Pusher”, Nicolas Winding Refn.

Atriz parece ser a escolha para uma segunda-carreira de muitas “top models” — caminho que pode dar certo ou ser um completo desastre. Confira na galeria!

Exclusivo WGSN: a tendência dos contos de fadas no cinema

07/04/2011

por | Cultura Pop

O site de pesquisa e análise de tendências WGSN fez um especial bem bacana sobre a última moda hollywoodiana: filmes inspirados em contos de fadas. Desde o sucesso de “Alice no País das Maravilhas”, em 2010, os estúdios de Hollywood compraram a ideia de produzir longas baseados em clássicos infantis e o resultado você verá nos próximos meses: dúzias de versões carne-e-osso da Branca de Neve, Cinderela, João e Maria… Prepare a pipoca e confira o que vem por aí!

“A Garota da Capa Vermelha” (“Red Riding Hood”, 2011)

1-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-garota-da-capa-vermelhaImagens de “A Garota da Capa Vermelha” ©Reprodução/WGSN

Em “A Garota da Capa Vermelha”, thriller fantástico/romântico da Warner Bros, Amanda Seyfried estrela como Valerie, uma jovem mulher que planejava fugir com seu amante lenhador para escapar de um casamento arranjado – até que sua irmã é morta por um lobisomem. Passado em uma vila medieval dark e misteriosa, o filme é dirigido por Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”) e também tem no elenco Gary Oldman, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen, Lukas Haas e Julie Christie. A previsão de estreia no Brasil é 21 de abril de 2011.

“A Fera” (“Beastly”, 2011)

2-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-a-feraImagens de “A Fera” ©Reprodução/WGSN

Na versão da CBS Films para “A Bela e a Fera”, com Alex Pettyfer e Vanessa Hudgens, um bonitão porém sórdido adolescente de Nova York é transformado em um mostro grotesco para que ele possa encontrar o amor verdadeiro. No elenco também estão Mary-Kate Olsen, Neil Patrick Harris, Peter Krause e Dakota Johnson. A previsão de estreia no Brasil é 29 de abril de 2011.

“Hansel & Gretel: Witch Hunters” (sem nome em português; 2012)

3-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-hansel-and-gretel-3dO pôster do filme; Gemma Arterton no Bafta 2011; Jeremy Renner no Film Independent Spirits Awards 2011 ©Reprodução/WGSN

A Paramount anunciou que Tommy Wirkola irá dirigir Jeremy Renner, Gemma Arterton, Famke Janssen e Ingrid Bolsø Berdal em “Hansel and Gretel: Witch Hunters” (“Hansel & Gretel” é o nome em inglês para o clássico infantil “João e Maria”). Trata-se de uma comédia de horror em 3D que se passa 15 anos após a saga da casa feita de doces, quando o irmão e a irmã se tornaram caçadores de recompensa.

“Snow White and the Huntsman” (sem nome em português, 2012)

4-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-branca-de-neve-kristen-stuartKristen Stewart na estreia de “Eclipse” em junho de 2010; Charlize Theron no Oscar 2011; e Viggo Mortensen, que deve ser substituído no papel de caçador ©Reprodução/WGSN

Kristen Stewart será a Branca de Neve, o caçador está indefinido depois da desistência de Viggo Mortensen, e Charlize Theron será a Rainha Má na visão do diretor Rupert Sanders e do roteirista Evan Daughtry para o clássico conto de fadas. Na versão da Universal, a Branca de Neve estará ligada ao caçador durante grande parte da história e, apesar de o Príncipe também estar incluído, não haverá nenhum anão. O filme tem previsão de estreia nos Estados Unidos para dezembro de 2012.

“The Brothers Grimm: Snow White” (sem nome em português, 2012)

5-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-branca-de-neveA Branca de Neve da Disney; Julia Roberts em festa da “Glamour”, em 2010; Natalie Portman como o “Cisne Negro” ©Reprodução/WGSN

Em outra versão da fábula, a Branca de Neve e os sete anões tentarão recuperar seu reino em ruínas da Rainha Má, que será interpretada por Julia Roberts. “The Brothers Grimm: Snow White” é uma co-produção da BBC Films, Rat Entertainment e Relativity Media, e tem previsão de lançamento nos Estados Unidos para dezembro de 2012.

“Snow and the Seven” (sem nome em português, 2013)

Para não ficar para trás, a Walt Disney Pictures logo começará a filmar o esperado “Snow and the Seven”, uma aventura baseada (muito) livremente na história da Branca de Neve: uma garota britânica aprende a lutar com sete monges Shaolin. Os rumores a respeito deste projeto circulam há alguns anos, com Natalie Portman e Jet Li como nomes prováveis, mas o elenco ainda não foi confirmado e a gravidez de Portman possivelmente impossibilitou sua participação.

“Jack the Giant” Killer (sem nome em português, 2012)

6-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-jack-the-giant-killerPôster do primeiro filme “Jack the Giant Killer”; Nicholas Hoult com a irmã e também atriz Rosanna Hoult em Londres, em março de 2011 ©Reprodução/WGSN

Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Bill Nighy, Eleanor Tomlinson e Stanley Tucci são nomes cotados para a versão contemporânea do diretor Bryan Singer para o clássico conto de fadas, que virou filme pela primeira vez em 1962. Na história, a paz entre os homens e os gigantes é ameaçada quando um jovem fazendeiro se infiltra no reino dos gigantes para salvar uma princesa raptada.

Rumores e fofocas…

Walt Disney Pictures

7-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-disneySininho, Malévola e Cinderela com suas possíveis intérpretes de carne-e-osso ©Reprodução/WGSN

Tink: Elizabeth Banks deve interpretar Tinkerbell (nome em inglês da Sininho) em “Tink”, mais um filme da Disney. De acordo com a “Variety”, o filme irá “brincar com a natureza arteira da personagem Tinkerbell”, e apesar de ainda não haver um diretor, o super produtor McG e a roteirista Elizabeth Wright Shapiro tiveram seus nomes ligados ao projeto.

Malévola: A Disney está cortejando Angelina Jolie para que ela interprete Malévola, a vilã do filme “A Bela Adormecida”, de 1959. Rolam boatos de que o diretor Tim Burton e a roteirista Lina Woolverton, que trabalharam juntos em “Alice no País das Maravilhas”, estariam envolvidos neste projeto, que tem previsão de lançamento para 2013.

Cinderella: Há rumores de que Amanda Seyfried, estrela de “A Garota da Capa Vermelha”, recebeu a oferta para interpretar o papel principal de uma nova versão de “Cinderela”, que será escrita por Aline Brosh McKenna (“O Diabo Veste Prada”, “27 Vestidos”). O filme tem previsão de lançamento para 2013.

8-wgsn-tendencia-de-filmes-contos-de-fada-peter-pan-pequena-sereia-pinoquioO Peter Pan da Disney; Channing Taum; a Pequena Sereia da Disney; o Pinóquio da Disney ©Reprodução/WGSN

Peter Pan Begins: Apesar de parecer uma escolha improvável, há rumores de que Channing Tatum estaria ligado a “Peter Pan Begins”, o novo projeto do produtor Joe Roth (“Alice no País das Maravilhas”) e do roteirista Billy Ray (“Intrigas de Estado”, “The Hunger Games”).

The Little Mermaid: A Working Title deve começar a produzir o filme baseado em “A Pequena Sereia” de Hans Christian Andersen, com direção de Joe Wright (“Desejo e Reparação”) e roteiro de Abi Morgan (“Um Lugar Chamado Brick Lane”). Apesar de não haver anúncio das atrizes ainda, Wright acabou de filmar “Hanna” com Saoirse Ronan, que também estrelou “Desejo e Reparação”, então ela também deve ser uma forte candidata ao papel de Ariel.

Pinocchio: atualmente no imdb.com há quatro versões de “Pinóquio” listadas como “em produção”, com lançamentos previstos para 2011, 2013 e dois em 2014. O último destes está sendo feito pela Lucasfilm, New Regency Pictures e Paramount Pictures, com Guillermo del Toro e Brian e Lisa Henson (filhos do lendário Jim Henson, criador dos Muppets) na equipe de produção.

“Enterrado Vivo” ataca burocracia moderna em thriller psicológico

10/12/2010

por | Cultura Pop

Quanto tempo do seu dia você perde com burocracias? É essa a pergunta que não sai da cabeça de quem assiste “Enterrado Vivo”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (10/12).

O filme conta a história de Paul Conroy (Ryan Reynolds), um motorista americano trabalhando no Iraque. Com apenas 1 celular, 1 isqueiro e 1 faca no bolso, ele acorda dentro de um caixão, sem saber como foi parar lá, e com 90 minutos para sair antes que o oxigênio termine. Rodado em 2009, “Buried” foi dirigido pelo espanhol Rodrigo Cortés e idealizado como filme de baixo orçamento. A exibição no festival de Sundance, em março de 2010, gerou burburinho da imprensa, e pouco depois teve os direitos de distribuição comprados pela LionsGate por US$ 3,2 milhões.

Ryan Reynolds, de longe na melhor performance da sua carreira, entrega um protagonista intenso, que vai da raiva ao medo, mas na maior parte do tempo, frustração. A sensação de claustrofobia é absorvida pela plateia: são 90 minutos de closes apertados. “Acho que o mais difícil foi a solidão. Estar sozinho em um caixão, sem saber a língua local, sem saber como foi parar lá”, comentou Reynolds durante entrevista. “Mas emocionalmente foi fácil quando comparado ao desafio físico”.

Mas como salvar do tédio um filme de uma única locação, um único ator e uma única cena? O desdobramento do roteiro, assinado por Chris Sparling, responde essa pergunta: o foco sai da escapada física de Conroy e entra num resgate negociado pelo celular. Ou quase.

Assim, ele também evita a saída mais óbvia de roteiro, a épica superação dos limites humanos em situação impossível/improvável (se é isso que procura, veja de novo “Kill Bill: Vol. 2″). E escapa também de outros “atalhos” cinematográficos como flashbacks.

O diretor ainda olha _e nos faz olhar_ para questões contemporâneas, como o oversharing público de tragédias pessoais. Ou a exploração da mídia dessas tragédias (usando a tecnologia, grande inimiga da privacidade, como alicerce).  Daí para frente, Cortés investe em uma atmosfera aflita, enervante. A metáfora é sagaz: vivemos enterrados em muita burocracia. Em métodos que afastam as pessoas. E numa paranoia extrema, que nos impede de enxergar nada além de sete palmos de distância.

+ Site oficial: experienceburied.com

“The King’s Speech” esquenta rumores de Oscar: veja trailer

08/12/2010

por | Cultura Pop

Com Helena Bonham-Carter (“Harry Potter”, “Alice No País Das Maravilhas”) e Colin Firth (“A Single Man”, “Mamma Mia!”), “The King’s Speech” entrou com tudo na corrida para indicações ao Oscar. Após levar cinco prêmios no Britih Independent Film Awards, o longa metragem _dirigido por Tom Hopper_ estreia em dezembro nos EUA.

Não é preciso ser especialista em cinema para saber que a Academia adora filmes de época. As apostas em estatueta de ouro aumentam ainda mais ao saber que a figurinista é Jenny Beavan, que assinou a moda de “Sherlock Holmes”. Na direção de arte, Natty Chapman – de “Desejo e Reparação” e “Orgulho e Preconceito”.

Baseado em uma historia real, “King’s” (ainda sem título em português) conta um capítulo curioso da monarquia britânica. Ao assumir o trono do Reino Unido no meio da Segunda Guerra Mundial, em 1936, Rei George VI se viu incapaz de discursar na frente dos seus súditos _ele era gago.

Assista ao trailer:

+ Site Oficial: kings-speech.movie-trailer.com

FFW movie digest: 5 filmes do tipo tem-que-ver em dezembro!

03/12/2010

por | Cultura Pop

Dezembro é um mês muito esperado para os estúdios cinematográficos: a proximidade das festas, feriados e as férias escolares são propícios para lançar filmes esperados, ou adiados, ao longo do ano. Nesta sexta-feira (03/12), por exemplo, chegam às salas brasileiras “O Garoto De Liverpool”, sobre a vida de John lennon, e “A Rede Social“, sobre a criação do Facebook.

Com arrecadação de bilheteria garantida,  produções de quase todo gênero entram em cartaz _o FFW elegeu os 5 filmes + incríveis e te conta porque você tem que assistir!

Confira:

“ENTERRADO VIVO” (estreia 10/12)

Estrelado por Ryan Reynolds, o filme dirigido por Rodrigo Cortés é intenso no conteúdo e ousado na forma: o protagonista, preso em um caixão no meio do Iraque, aparece sozinho, em cena única, durante os 90 minutos do filme. Claustrofobia é pouco.

“O LOUCO AMOR DE YVES SAINT-LAURENT” (estreia 03/12)

Neste documentário, a vida íntima e profissional do estilista francês é narrada por Pierre Bergé _os 2 foram casados por 50 anos_ e dissecada através de depoimentos, imagens de arquivo, fotografias e reportagens. Dirigido por Pierre Thoretton, o filme é indispensável para entender a trajetória de um personagem tão melancólico em sua vida pessoal quanto foi crucial para a moda.

“TRON: O LEGADO” (estreia 17/12)

Sequência do filme nerd clássico de 1982, TRON retoma o visual retrô-futurista, as luzes azuladas, os personagens e a trama tecnológica. Tudo com trilha do Daft Punk. Produzido pela Disney. Em 3D. Já foi convencido?

“MACHETE” (estreia 10/12)

Depois de ter sua estreia adiada (de setembro para dezembro!), finalmente chega aos cinemas brasileiros o filme de Robert Rodriguez. Violentíssimo, “Machete” tem um enredo de vingança, é estrelado por Danny Trejo e tem participações de Lindsay Lohan (no papel de uma freira com sede de sangue) e Steven Seagal.

“O SAMBA QUE MORA EM MIM” (estreia 10/12)

Dirigido por Georgia Guerra-Peixe, o documentário parte de uma pesquisa pessoal e acaba subindo o Morro da Mangueira, com depoimentos de personagens importantes da comunidade, como Imbaca, Vó Lucíola, Mestre Taranta e DJ Glauber. Ganhou o prêmio do Júri na Mostra Internacional De Cinema de São Paulo de 2010.

+ Leia mais sobre cinema no FFW

FFW resenha: filme sobre o Facebook enquadra a frieza da “geração internet”

03/12/2010

por | Cultura Pop

Quando o burburinho ao redor de “The Social Network” começou, a primeira coisa que chamou a atenção do FFW estava no trailer: a antólogica “Creep”, hino deprê dos anos 1990, cantada pelo coral belga Scala and Kolacny. A escolha entrega, logo de cara, o tom que o filme dá ao seu personagem principal, Mark Zuckerberg, o criador do Facebook: dê um bilhão de dólares e um milhão de amigos a um loser, e ele continuará sozinho.

Dirigido por David Fincher (“Benjamin Button” e “Zodíaco”), o longa acompanha a criação da rede social em uma narrativa de três linhas do tempo amarradas com mão firme pelo roteiro.  Apesar de baseado em uma história real, quase tudo é ficção: o drama da vida real de Zuckerberg já dura alguns anos, ao contrário do ritmo frenético do filme.

facebookmovieO suspense é construído em cima de flashbacks, ligados aos dois principais processos que Mark levou na vida real após se tornar um bilionário. Um vem da elite de Harvard (representada pelos gêmeos Cameron e Tylor Winklevos, que deram a ideia original mas foram traídos por Mark, depois o processaram e levaram milhões); e o outro do brasileiro Eduardo Saverin, outro sócio e ex-amigo, distanciado pela presença de Sean Parker  (o fundador do Napster, em interpretação canastrona de Justin Timberlake), que coloca em cheque os valores (humanos, não numéricos) de Mark.

“Social NetWork” é um drama shakesperiano _há romance, ambição, riqueza, drama, traição_  que coloca a geração “Y” sob uma lente de aumento. A geração que vive uma realidade paralela online (a intenção inicial do site) mas tem a inteligência emocional de uma samambaia. A sensação é bem interpretada pelo protagonista, sempre inerte, que fala sempre baixo e jamais sorri, e todo o resto do elenco, distantes também pela fotografia que evita o contato físico _quase sempre os personagens estão sozinhos no quadro.

Também acerta a trilha sonora, conduzida por Trent Reznor, do Nine Inch Nails, numa constante tensão eletrônica fria e pulsante; e  a direção de arte, que retrata uma Harvard sombria.

Não há um desfecho conclusivo, muito menos um final feliz. Afinal, a trajetória de Zuckerberg na vida real (ele tem apenas 26 anos e é o bilionário mais jovem do mundo) não está nem perto de terminar. Mas dois avisos são válidos: este não é um feel-good-movie. E não importa quantos amigos você tenha, é melhor manter os negócios à parte.

“The Social Network” estreia nesta sexta-feira (05/11) no encerramento da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e nos cinemas brasileiros hoje, 03/12.

+ aredesocial.com.br

Documentário de Yves Saint Laurent será relançado em 2011

25/11/2010

por | Moda

No Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro passado, estreou o documentário “L’Amour Fou” (o amor louco, em tradução livre), de Pierre Thoretton, sobre a relação entre o costureiro fundador e seu companheiro de 50 anos, Pierre Bergé.

Feito após a morte de YSL, o documentário é baseado em 9 horas de entrevista com Bergé (feitas durante a preparação para o que ficou conhecido como “o leilão do século”, a venda da imensa coleção de arte particular do duo), além de outras com Loulou de la Falaise e Betty Catroux, ambas amigas e musas do estilista, e vídeos de acervo que incluem YSL com Mick Jagger e Andy Warhol. Assuntos espinhosos, como o vício do estilista em drogas e álcool, não foram evitados.

O filme esteve na programação da 33ª Mostra de Cinema de São Paulo, mas poucos conseguiram assistir, então é uma ótima notícia que a produtora IFC Films tenha adquirido seus direitos e vá distribuí-lo em 2011.

Afinal, documentário de moda está provando ser um nicho de público fiel: nos últimos anos foram lançados títulos como “The September Issue”, “Lagerfeld Confidential”, “Valentino: The Last Emperor”, “Marc Jacobs & Louis Vuitton”, “Tire Minha Foto”. Há ainda um sobre a lendária diretoria criativa Polly Mellen em desenvolvimento.

O FFW fica na torcida para o Brasil ser incluído na lista da IFC. Assista ao trailer com legendas em inglês:

“O Garoto de Liverpool” revela infância trágica de John Lennon: leia resenha

23/11/2010

por | Cultura Pop

148139_011_gAaron Johnson vive John  Lennon em “Nowhere Boy” ©Divulgação/Imagem Filmes

“Por que eu não posso ser o Elvis?”, indaga-se John Lennon em “Nowhere Boy”. “Porque Deus estava te guardando para ser John Lennon”, responde sua mãe. Ela estava certa. “O Garoto de Liverpool”, filme que explora a turbulenta infância e adolescência do fundador dos Beatles, chega aos cinemas brasileiros no dia 03 de dezembro _mas não espere uma história ligada à banda que o fez famoso.

Com 98 minutos, o longa-metragem é baseado no livro “Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon”, da meia-irmã Julia Baird, com roteiro adaptado por Matt Greenhalgh e direção de Sam-Taylor Wood. Mesmo sendo aclamado pela crítica britânica e premiado no Festival de Cinema de Londres, a produção teve arrecadação modesta: $3 milhões de dólares nas bilheterias.

Assista ao trailer:

A película começa com John, um garoto rebelde e com aspirações a rockstar, procurando a sua mãe biológica. Aos 18 anos, ele a encontra: Julie Lennon, uma mulher depressiva que o abandonou na infância. E fã ardorosa de rock and roll. É dela que surge a ideia de começar uma banda, com ela que aprende a tocar banjo, e através dela que passa a frequentar festas em Blackpool, na Inglaterra.

Aaron Johnson (do filme “Kick-Ass”) convence como Lennon, mas força a barra em alguns momentos _quem rouba a cena são as atrizes Kristin Scott Thomas e Anne-Marie Duff, como Mimi, tia autoritária e guardiã do garoto, e Julie. São os dilemas maduros das duas personagens (maternidade, responsabilidade e perda) que dão profundidade emocional ao filme, e não a rebeldia adolescente de John.

Outro destaque é a trilha sonora discretamente assinada pela dupla Goldfrapp, com cordas dramáticas e vocais sutis. O figurino cai em adaptações mais contemporâneas do guarda-roupa dos anos 1950, com vestidos fechados de saia rodada na altura do joelho para mulheres; casacos de couro e gravatas slim, jaquetas de couro e casacos de lapela larga para os homens.

O elenco mais jovem surpreende, em especial o pequeno Paul McCartney (Thomas Sengster) que já mostrava ser um músico virtuoso. É com ele que John monta a sua primeira banda, “The Quarrymen”, além de outros amigos e músicos que tiveram papel decisivo na vida do protagonista do filme.

A música acaba tendo papel secundário no drama _a confirmação disso é que o nome The Beatles sequer é citado. “Nowhere Boy” acaba antes desta jornada começar e, felizmente, consegue se sustentar sem ela.

+ Site oficial: nowhereboy.co.uk

+ IMDB: imdb.com/title/tt1266029

“Estou velha”, diz Cher em entrevista sobre musical com Christina Aguilera

18/11/2010

por | Cultura Pop

burlesque_poster_03Já falamos no FFW sobre “Burlesque”, musical com Christina Aguilera e Cher que estreia nos cinemas brasileiros em 21 de janeiro. Agora, a lendária cantora de “If I Could Turn Back Time” falou sobre a experiência de voltar às telas _você pode ser jovem demais para lembrar, mas em  1988 ela ganhou um Oscar por “Feitiço da Lua”.

“É preciso uma equipe de cinco dúzias de pessoas e leva duas horas”, respondeu ao site Collider ao ser perguntada sobre a sua beleza. “Este é o segredo”. Ela ainda conta que não planeja voltar tão cedo para os cinemas. “Não recebo tantas ofertas que quero aceitar. São muitos roteiros, mas coisas que não me interessam _a única coisa que gostaria de ter feito é [o musical com músicas do ABBA] ‘Mamma Mia!’. Queria contracenar com Meryl Strip novamente, mas eu estava em turnê e não pudia”. Cher dividiu os sets de filmagem com Meryl em 1983, quando sua atuação no filme “Silkwood: O Retrato de uma Coragem” lhe rendeu um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, além de indicações na mesma categoria ao Oscar e ao BAFTA.

Na trilha sonora de “Burlesque”, dirigido por Steve Antin, Cher faz 2  participações: uma delas com a balada “You Haven’t Seen The Last Of Me”. “Primeiro de tudo, quem escreveu foi a Diane Warren, a mesma compositora de ‘If I Could Turn Back Time’. Havia duas canções na minha vida que eu achava que não era capaz de cantar, e esta foi uma delas. Era tão alta que eu não alcançava as notas. Não sei de onde saíram”, brincou.

+ imdb.com/title/tt1126591

Carey Mulligan reinterpretará papel que foi de Mia Farrow

caremiaCarey Mulligan (e) vs. Mia Farrow (d): a jovem atriz é mais que talentosa, mas não será fácil superar a atuação (e o carisma) de uma lenda ainda viva ©Reprodução

No tapete vermelho da cerimônia de entrega do CFDA 2010, Carey Mulligan recebeu uma ligação e começou a chorar,.“Olá, Daisy Buchanan”, disse Baz Luhrmann do outro lado da linha, diretor do remake de “O Grande Gatsby” (e também de “Moulin Rouge” e “Romeu+Julieta”).

Pronto, estava escolhida a atriz que irá interpretar a heroína manipuladora (e com um estilo invejável, é bom ressaltar) do clássico americano originalmente escrito por F. Scott Fitzgerald, que já teve 4 adaptações no cinema e 1 ópera.

A versão mais famosa data de 1974, e teve a brilhante (e fofa!) Mia Farrow (“O Bebê de Rosemary”) no papel de Daisy, Robert Redford como Gatsby e Sam Waterston como Nick. O todo-poderoso Francis Ford Coppola foi o responsável pelo roteiro, o filme foi um arraso de bilheteria e ganhou o Oscar de Melhor Figurino.

Carey Mulligan irá contracenar com Leonardo DiCaprio (como Jay Gatsby) e Tobey Maguire (no papel de Nick Carraway, o narrador), no filme que relata a prosperidade da sociedade americana dos anos 1920 em contraste com a máfia e a violência, que acendem com a “Proibição”  _lei que proíbe a produção, venda e consumo de bebidas alcoólicas. Tema, aliás, também retratado na série “The Boardwalk Empire”, produzida pelo cineasta Martin Scorsese.

A atriz inglesa, de 25 anos, estreou no cinema em 2005, no filme “Orgulho e Preconceito”, e se tornou uma das queridinhas de Hollywood ao interpretar Jenny, protagonista do filme “Educação”, papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar como melhor atriz, além de 14 outros prêmios e 11 outras indicações. A atriz também arrancou elogios da crítica pelo papel de Kathy, no filme “Não Me Abandone Jamais”, onde contracena com Keira Knightley.

Revista grava documentário e pretende criar um “YouTube da moda”

11/11/2010

por | Moda

Nos últimos meses muito se comentou sobre uma possível versão de “The September Issue” para a revista “W”. Os rumores tinham fundamento: Stefano Tonchi, novo editor da publicação, havia chamado um time de filmagem para acampar na redação.

Segundo nota publicada no “WWD”, o filme foi encomendado por Nina Lawrence, publisher da revista, e mais do que documentar a edição mais importante do ano da “W”, vai servir principalmente para promover Stefano Tonchi e o processo de reformulação da revista comandado por ele. E vamos combinar que Tonchi precisa de apoio: depois de sua entrada, as vendas da “W” caíram 20%.

w-septemberUma das três capas da edição de setembro da “W” ©Reprodução

Em 10 minutos de filme, fica bem evidente o quão confortável Stefan lida com as câmeras, enquanto vai contando em um diálogo olho no olho da câmera como foi recriar a revista.  A película se chama “The Remaking of W” e só será veiculada na internet como parte de um festival online de filmes chamado “Fashion on Film”. Clique aqui pra assistir.

Os vídeos ficarão no ar até dia 15 de janeiro no site da “W”. A mostra terá vários curtas feitos por marcas de moda, com curadoria de Hervé Mikaeloff. Segundo Stefano: “Nossa expressão digital vai ser imagem e movimento”. Há sérias intenções de tornar o canal de vídeo do site da “W” uma espécie de YouTube de moda.

+ wmagazine.com