Oscar 2012: saiba tudo sobre os concorrentes a Melhor Figurino
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A maior – e mais famosa – premiação da indústria cinematográfica, o Oscar, acontece dia 26 de fevereiro nos Estados Unidos. Como aquecimento, o FFW destrincha os cinco filmes indicados a uma das categorias mais fascinantes do cinema: o figurino. Como habitual, os filmes de época prevalecem como destaques, mas este ano abrangem períodos bem distintos: da Inglaterra de Elizabeth I (século XVI) à Paris da década de 1930, passando pela Hollywood de 1920.
“ANONYMOUS”
“Anonymous”, 2011 ©Reprodução
“Anonymous”, 2011 ©Reprodução
O filme britânico “Anonymous” se passa na Inglaterra do século XVI e especula a verdadeira história de William Shakespeare. Em uma época dominada por intrigas políticas e romances ilegais, o longa-metragem dirigido por Roland Emmerich foca nas personagens masculinas. Em consequência, o figurino, desenvolvido por Lisy Christl, é repleto de indumentárias de cores escuras e terrosas, com direito a espartilhos, gibões, braguilhas, rufos e chapéus, além da inclusão de elementos tipicamente militares em algumas cenas. A Rainha Elizabeth I, único destaque feminino de “Anonymous”, é a responsável pelas roupas mais ornamentadas e em tons mais coloridos.
“JANE EYRE”
“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução
“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução
Escrito por Charlotte Brontë em 1847, “Jane Eyre” tornou-se um clássico da literatura inglesa e, como todas as obras literárias que se propagam no tempo e se transformam em “clássicos”, ganhou inúmeras adaptações para o cinema e televisão. Nesta versão de 2011, produzida pela rede britânica BBC e dirigida por Cary Fukunaga, o figurino da história da órfã que é rejeitada pela tia, vai viver em um colégio interno, converte-se em preceptora e depois em rica herdeira reflete todas as fases por que passa a jovem Jane: os vestidos escuros e em tecidos rústicos dão lugar, no final, a cores claras e leves, como a própria alma da protagonista. Michael O’Connor, o responsável pelo figurino do longa-metragem, é velho conhecido da Academia – ganhou o Oscar em 2008 na categoria por “A Duquesa”.
“O ARTISTA”
“O Artista”, 2011 ©Reprodução
“O Artista”, 2011 ©Reprodução
Pode parecer brincadeira, mas o filme sensação do ano é francês, preto e branco e mudo. Em “O Artista”, do diretor e roteirista Michel Hazanavicius, o glamour e a magia dos anos 1920 são capturados por meio da história de George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo que cai no ostracismo com o surgimento das películas faladas, e Peppy Miller (Bérénice Bejo), aspirante à estrela. O figurino primoroso, desenvolvido pelo americano Mark Bridges, tem nos smokings, cartolas, vestidos de melindrosa e chapéus cloche os grandes destaques – uma pena que não possamos ver esses últimos em cores, mas faz parte do charme da produção.
“A INVENÇÃO DE HUGO CABRET”
“Hugo”, 2011 ©Reprodução
“Hugo”, 2011 ©Reprodução
Ambientado na Paris dos anos 1930, “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese, conta a história de um garoto de 12 anos que perde o pai em um incêndio e passa a viver com o tio, relojoeiro que trabalha na estação ferroviária de Montparnasse mantendo os relógios sempre intactos. Após o desaparecimento do tio, Hugo tem que viver sozinho entre os muros da estação, mantendo os relógios, roubando comida e tentando finalizar o projeto que seu pai deixou antes de morrer: um robô autômato. O figurino do filme ficou a cargo da inglesa Sandy Powell, já indicada ao Oscar dez vezes na categoria (e vencedora de três: em 2009 por “A Jovem Rainha Victoria”, em 2004 por “O Aviador” e em 1998 por “Shakespeare Apaixonado”).
“W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO”
“W.E.”, 2011 @Reprodução
“W.E.”, 2011 @Reprodução
O segundo filme de Madonna como diretora traz a trajetória real do Rei Edward VIII, que no final da década de 1930 abdicou do trono inglês para casar com a socialite americana (e divorciada duas vezes) Wallis Simpson. Paralelamente, é narrada a história ficcional de Wally Winthrop (Abbie Cornish) que, em 1998, é fascinada pelo amor de Wallis e Edward e busca conhecer a fundo os fatos do que considera como “o romance do século”. O figurino de “W.E.”, extremamente bem feito, foi elaborado por Arianne Phillips, stylist de Madonna há mais de uma década. A personagem de Wallis Simpson, vivida por Andrea Riseborough, ganhou um “guarda-roupa” de mais de 80 vestidos, entre os quais vários de marcas como Balenciaga, Christian Dior, John Galliano, Vionnet e Issa, além de joias Pierre Cartier e chapéus Stephen Jones (o figurino, aliás, fez tanto sucesso que ganhou um editorial na “Vanity Fair” americana).
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“Johnny & June” ©Reprodução
Cena de “Direito de Amar”, com a modelo brasileira Aline Weber ©Reprodução
“Garota, Interrompida” ©Reprodução
Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix em “Johnny & June” ©Reprodução
Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix, em “Johnny & June” ©Reprodução
Colin Firth e Julianne Moore em “Direito de Amar” ©Reprodução
Angelina Jolie e Winona Rider em “Garota, Interrompida” ©Reprodução
Madonna em editorial para a “W”, de junho de 2006 ©Reprodução
Turnê “Re-Invention” e capa do single “Confessions on a dance floor” ©Reprodução
Capa da “W” de junho de 2006 e capa da “Vanity Fair” de maio de 2008 ©Reprodução
Em editorial para a “W” de abril de 2003 ©Reprodução
No mesmo editorial para a “W” de 2003, com fotos de Steven Klein ©Reprodução
Courtney Love com styling de Arianne Phillips ©Reprodução
Duas das oito capas da “LOVE” F/W 11, com styling de Arianne Phillips e Katie Grand ©Reprodução
Penélope Cruz na capa da “V Magazine”, edição de Inverno/11 ©Reprodução
Aline Weber em editorial para a “Vogue” Alemanha, de julho de 2011 ©Reprodução
Karen Elson para edição de junho de 2011 da “Zoo Magazine” ©Reprodução
Diane Kruger e Quentin Tarantino em editorial para a “The New York Times Magazine”, edição do verão 2009 ©Reprodução
Evan Rachel Wood em editorial para a “Vogue” Italia de setembro de 2007 ©Reprodução
As brasileiras Bruna Tenório e Carol Pantoliano, fotografadas ao lado de outros modelos para editorial da “Vogue” Italia de setembro de 2008 ©Reprodução
Editorial dedicado ao ballet, na “Vogue” Italia de fevereiro de 2008 ©Reprodução


“A Duquesa” ©Reprodução
Cena de “Hamlet”, de 1948, ganhador do Oscar de Melhor Figurino ©Reprodução
Indicado ao Oscar de Melhor Figurino de 2011, “O Discurso do Rei” ©Reprodução
©Hugo Toni/FFW

Imagem do novo site da artista ©Reprodução
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Cate Blanchett exibe criações de Armani em premiações ©Reprodução
Os croquis de Armani para o filme “Hanna” ©Reprodução
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“Petite danseuse de quatorze ans“ (1880) de Edgar Degas e “Accession II” (1967), de Eva Hesse ©Reprodução




Chanel, de preto e já com suas indefectíveis pérolas, e o sempre composto Stravinsky ©Reprodução
O perfumista Ernest Beaux e Chanel durante o difícil processo de criação do Chanel Nº 5 ©Reprodução
Chanel tenta se livrar (literal e simbolicamente) do corselet ©Reprodução
Stravinsky e Chanel: ela está de jérsei ©Reprodução
Chanel em seu ateliê: ela tinha fama de chefe difícil ©Reprodução