Oscar 2012: saiba tudo sobre os concorrentes a Melhor Figurino

22/02/2012

por | Cultura Pop

@FFW

A maior – e mais famosa – premiação da indústria cinematográfica, o Oscar, acontece dia 26 de fevereiro nos Estados Unidos. Como aquecimento, o FFW destrincha os cinco filmes indicados a uma das categorias mais fascinantes do cinema: o figurino. Como habitual, os filmes de época prevalecem como destaques, mas este ano abrangem períodos bem distintos: da Inglaterra de Elizabeth I (século XVI) à Paris da década de 1930, passando pela Hollywood de 1920.

“ANONYMOUS”

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

O filme britânico “Anonymous” se passa na Inglaterra do século XVI e especula a verdadeira história de William Shakespeare. Em uma época dominada por intrigas políticas e romances ilegais, o longa-metragem dirigido por Roland Emmerich foca nas personagens masculinas. Em consequência, o figurino, desenvolvido por Lisy Christl, é repleto de indumentárias de cores escuras e terrosas, com direito a espartilhos, gibões, braguilhas, rufos e chapéus, além da inclusão de elementos tipicamente militares em algumas cenas. A Rainha Elizabeth I, único destaque feminino de “Anonymous”, é a responsável pelas roupas mais ornamentadas e em tons mais coloridos.

“JANE EYRE”

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

Escrito por Charlotte Brontë em 1847, “Jane Eyre” tornou-se um clássico da literatura inglesa e, como todas as obras literárias que se propagam no tempo e se transformam em “clássicos”, ganhou inúmeras adaptações para o cinema e televisão. Nesta versão de 2011, produzida pela rede britânica BBC e dirigida por Cary Fukunaga, o figurino da história da órfã que é rejeitada pela tia, vai viver em um colégio interno, converte-se em preceptora e depois em rica herdeira reflete todas as fases por que passa a jovem Jane: os vestidos escuros e em tecidos rústicos dão lugar, no final, a cores claras e leves, como a própria alma da protagonista. Michael O’Connor, o responsável pelo figurino do longa-metragem, é velho conhecido da Academia – ganhou o Oscar em 2008 na categoria por “A Duquesa”.

“O ARTISTA”

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

Pode parecer brincadeira, mas o filme sensação do ano é francês, preto e branco e mudo. Em “O Artista”, do diretor e roteirista Michel Hazanavicius, o glamour e a magia dos anos 1920 são capturados por meio da história de George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo que cai no ostracismo com o surgimento das películas faladas, e Peppy Miller (Bérénice Bejo), aspirante à estrela. O figurino primoroso, desenvolvido pelo americano Mark Bridges, tem nos smokings, cartolas, vestidos de melindrosa e chapéus cloche os grandes destaques – uma pena que não possamos ver esses últimos em cores, mas faz parte do charme da produção.

“A INVENÇÃO DE HUGO CABRET”

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

Ambientado na Paris dos anos 1930, “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese, conta a história de um garoto de 12 anos que perde o pai em um incêndio e passa a viver com o tio, relojoeiro que trabalha na estação ferroviária de Montparnasse mantendo os relógios sempre intactos. Após o desaparecimento do tio, Hugo tem que viver sozinho entre os muros da estação, mantendo os relógios, roubando comida e tentando finalizar o projeto que seu pai deixou antes de morrer: um robô autômato. O figurino do filme ficou a cargo da inglesa Sandy Powell, já indicada ao Oscar dez vezes na categoria (e vencedora de três: em 2009 por “A Jovem Rainha Victoria”, em 2004 por “O Aviador” e em 1998 por “Shakespeare Apaixonado”).

“W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO”

“W.E.”, 2011 @Reprodução

“W.E.”, 2011 @Reprodução

O segundo filme de Madonna como diretora traz a trajetória real do Rei Edward VIII, que no final da década de 1930 abdicou do trono inglês para casar com a socialite americana (e divorciada duas vezes) Wallis Simpson. Paralelamente, é narrada a história ficcional de Wally Winthrop (Abbie Cornish) que, em 1998, é fascinada pelo amor de Wallis e Edward e busca conhecer a fundo os fatos do que considera como “o romance do século”. O figurino de “W.E.”, extremamente bem feito, foi elaborado por Arianne Phillips, stylist de Madonna há mais de uma década. A personagem de Wallis Simpson, vivida por Andrea Riseborough, ganhou um “guarda-roupa” de mais de 80 vestidos, entre os quais vários de marcas como Balenciaga, Christian Dior, John Galliano, Vionnet e Issa, além de joias Pierre Cartier e chapéus Stephen Jones (o figurino, aliás, fez tanto sucesso que ganhou um editorial na “Vanity Fair” americana).

+ Confira os indicados em outras categorias do Oscar 2012

Conheça a superstylist Arianne Phillips, que fala quarta no Pense Moda

30/09/2011

por | Gente, Moda

arianne_ABRE©Reprodução

Na quarta-feira, dia 05.10, o MuBE recebe para uma palestra no Pense Moda a nova-iorquina Arianne Phillips, que tem no currículo as atribuições de figurinista, stylist – de moda e de celebridades – e personal stylist de Madonna, cargo que exerce desde 1997. Como definí-la em uma palavra? Impossível. “Eu sou um stylist quando trabalho com moda. Quando trabalho em um filme, sou creditada como figurinista, que é o que sou. Meu trabalho com músicos, e certamente com Madonna, normalmente carrega aspectos de ambos – stylist e figurinista. Como stylist, meu trabalho é juntar, caçar, editar e geralmente criar um “look”, um “feeling” com roupas vindas de designers, brechós ou shoppings… Quando estou trabalhando em um filme ou em uma grande turnê, e às vezes em clipes musicais, nós estamos criando personagens e ajudando a contar uma “história narrativa”, e nosso trabalho não é só ser capaz de ‘juntar’, mas ‘criar e desenvolver  roupas/figurinos a partir do nada”, explicou em entrevista.

A carreira de Arianne começou no finzinho dos anos 80, quando foi assistente durante um curto período de tempo. “Eu era uma assistente muito ruim. No entanto, [...] me ensinou muito sobre como tratar pessoas, e o quão importante são as ‘relações’ nessa indústria”. Antes disso, enquanto fazia faculdade na San Francisco State University, teve um acidente de carro e ficou meses de repouso em casa. Após a recuperação, pegou o dinheiro do seguro, US$ 10 mil, e fez um mochilão pela Europa, com amigos, onde entrou em contato, e se surpreendeu, com a cena musical e da moda de cidades como Londres. Antes disso, enquanto morava com os pais, Arianne se mantinha longe da influência da cultura pop – não via televisão, por exemplo – e se orgulhava de se interessar pelo lado mais underground das coisas.

Foi em Nova York que Arianne começou a trabalhar com moda, fazendo alguns editoriais, e o primeiro deles foi para a “Details”, a revista do momento, na época. “Achei o mundo da moda muito intimidante e competitivo, então mudei meu foco para música e músicos… Isso foi exatamente quando eu conheci Lenny Kravitz”, explicou ela em entrevista. Os dois ficaram amigos, e ele acabou chamando-a para colaborar com as seções de fotos e vídeos de deu novo CD. “Minha amizade com Lenny foi o começo de minha jornada como stylist, que me trouxe aqui onde estou hoje”.

FILMES

arianne_walkabre“Johnny & June” ©Reprodução

Em uma época em que sair de Nova York e morar em Los Angeles era considerado cafona, Arianne o fez, com a cara e a coragem, e a vontade de trabalhar com algo novo. “Eu sentia que precisava ir para algum lugar que pudesse criar minha própria ‘identidade’/ ‘persona’ criativa”. Ela se mudou tendo trabalhado em apenas dois filmes pequenos, de baixo orçamento, e o primeiro roteiro que chegou em suas mãos foi “Cães de Aluguel”, um clássico de Quentin Tarantino. Mas… Arianne rejeitou. “Pensei que o roteiro era estúpido. Óbvio que não havia ‘pegado’ o filme. Demorou um tempo de tentativa e erro para descobrir o que era um ‘bom’ roteiro… Por exemplo, eu não tinha ideia que “Destino Insólito”, de Guy Ritchie seria um desastre, nós nos divertimos tanto trabalhando nele”. E o oposto claramente poderia acontecer, como de fato, aconteceu. “Eu não tinha ideia que tantas pessoas amariam o filme [Johnny & June], e eu absolutamente não fazia ideia que seria indicada ao Oscar”.

arianne_singlemanCena de “Direito de Amar”, com a modelo brasileira Aline Weber ©Reprodução

Além de “Johnny & June”, Arianne foi responsável também pelo figurino de arrancar suspiros de “Direito de Amar”, primeiro longa de Tom Ford, pelo qual recebeu uma indicação no BAFTA Awards. Sua mais recente empreitada é o novo longa de Madonna, “W.E.”, com figurinos de época misturados com atualidade. A maneira admirável com que trabalha seus figurinos pode ser explicada por uma paixão pela pesquisa.

arianne_girl“Garota, Interrompida” ©Reprodução

“Pesquisa é tudo para mim”, declarou ela. Quando está preparando um filme, ela e a assistente acumulam pilhas de materiais, desenhos de biografias, jornais, fotos e livros de arte. Quando fez “Garota, Interrompida”, por exemplo, leu muito sobre as instituições mentais e hospitais dos anos 60. O processo de criação também inclui a criação de um livro de referências recheado de inspirações visuais. “É como um grande projeto de arte. Nós cortamos fotos de pessoas reais e também de personagens icônicos do cinema de antigamente e fazemos colagens”. Para ela, fazer figurinos de um filme é “criar ferramentas para auxiliar o ator a compreender suas emoções”.

arianne_walk2Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_walk3Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix, em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_singleman2Colin Firth e Julianne Moore em “Direito de Amar” ©Reprodução

arianne_girl2Angelina Jolie e Winona Rider em “Garota, Interrompida” ©Reprodução

MADONNA

madonna_abreMadonna em editorial para a “W”, de junho de 2006 ©Reprodução

Pode-se dizer que o encontro com Madonna foi outro momento crucial na vida profissional de Arianne. Após trabalhar em “O Povo Contra Larry Flynt” com Courtney Love, as duas se tornaram amigas, e quando a roqueira foi chamada para a capa da edição “As Mulheres no Rock” da “Rolling Stone” de 1997, ao lado de Madonna e Tina Turner, levou a stylist e ainda a indicou para Madonna. Em um primeiro momento Arianne não queria o trabalho, pois já estava cuidando de Courtney. A cantora, porém, contatou o agente da stylist sem que ela soubesse, pegou seu portfólio e o enviou para Madonna, com um bilhete de próprio punho recomendando os serviços da stylist. A sugestão foi acatada e dura até hoje.

madonna_musicaTurnê “Re-Invention” e capa do single “Confessions on a dance floor” ©Reprodução

madonna_capasCapa da “W” de junho de 2006 e capa da “Vanity Fair” de maio de 2008 ©Reprodução

madonna_0Em editorial para a “W” de abril de 2003 ©Reprodução

madonna_revista2No mesmo editorial para a “W” de 2003, com fotos de Steven Klein ©Reprodução

CELEBRIDADES

Para Arianne, cuidar do visual de um artista é muito mais do que apenas escolher uma roupa. “É importante ter um ‘ponto de vista’, e ser franca e honesta sobre a estética. Há tantas pessoas contratadas por aí apenas para satisfazer os artistas… Eu tento acelerar e fazer a visão deles ganhar vida ou eu tento traduzir o que eles expressam em suas músicas de uma maneira visual”, explicou. Além disso, Arianne é do tipo que prefere longos relacionamentos com seus clientes, em vez de chamadas ocasionais. Ela, por exemplo, não veste celebridades apenas para eventos. “Eu não participo disso, não porque eu estou acima disso, mas porque eu não sou boa nisso”, explica modestamente.

arianne_courtneyCourtney Love com styling de Arianne Phillips ©Reprodução

MODA

E no meio de tantas atribuições, Arianne Phillips assina o styling de diversos editoriais de moda, perpetuando seu estilo “narrativo” de trabalhar. Ela, aliás, já declarou que “não é muito da moda”. Achou estranho? Ela explica: “Na verdade, eu amo moda. O que eu quis dizer é que eu não sou muito interessada no lado comercial da moda. Eu não me relaciono com a cultura “O Diabo veste Prada” ou “Sex and the City”, uma cultural comercial. Eu amo a arte e a pompa da moda”.

loveDuas das oito capas da “LOVE” F/W 11, com styling de Arianne Phillips e Katie Grand ©Reprodução

vmag_penelopePenélope Cruz na capa da “V Magazine”, edição de Inverno/11 ©Reprodução

voguegermanyAline Weber em editorial para a “Vogue” Alemanha, de julho de 2011 ©Reprodução

karenelsonKaren Elson para edição de junho de 2011 da “Zoo Magazine” ©Reprodução

arianne_dianeDiane Kruger e Quentin Tarantino em editorial para a “The New York Times Magazine”, edição do verão 2009 ©Reprodução

arianne_evanEvan Rachel Wood em editorial para a “Vogue” Italia de setembro de 2007 ©Reprodução

arianne_mag5As brasileiras Bruna Tenório e Carol Pantoliano, fotografadas ao lado de outros modelos para editorial da “Vogue” Italia de setembro de 2008 ©Reprodução

arianne_mag3Editorial dedicado ao ballet, na “Vogue” Italia de fevereiro de 2008 ©Reprodução

+ Leia aqui tudo o que já foi publicado sobre Pense Moda

Figurino de novo filme de Madonna é de arrancar suspiros; veja fotos!

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

A “Vanity Fair” divulgou, nesta sexta-feira, imagens inéditas do próximo filme de Madonna, “W.E.”, que já falamos aqui. As fotos mostram o figurino e as personagens do longa, que se passa na Inglaterra nos anos 1930, fala da abdicação de Eduardo VIII e seu caso com Wallis Simpson, socialite americana e divorciada. Muito moderna para sua época, Wallis também era linda e carismática, e a história de amor entre os dois culminou na renúncia ao trono por parte de Eduardo, que preferiu viver com sua amada a ser rei da Inglaterra. Se depender das imagens, vem coisa muito boa – e bonita – por aí.

O ensaio estará na edição de setembro da publicação, foi fotografado por Tom Munro, e traz os protagonistas do filme, James D’Arcy, de “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo”, como Rei Eduardo VIII e Andrea Riseborough, de “Não Me Abandone Jamais” como Wallis Simpson na West Wycombe House, em Buckinghamshire. O nome por trás dos figurinos lindíssimos é Arianne Phillips, que, surpresa surpresa, trabalhou nos filmes “Direito de Amar” e “Johnny e June”, pelo qual foi indicada ao Oscar, com figurinos igualmente belos. Arianne também foi, por muito tempo, figurinista de Madonna.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

Segundo a “Vanity Fair”, há cerca de 60 trocas de roupas no filme, ou seja, praticamente uma troca e meia de figurino a cada 1 minuto! Entre as marcas escolhidas pela figurinista estão Dior, Cartier, Dunhill, Chapelaria Stephen Jones e joias Alexis Bittar.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Reprodução

Já está ansioso para ver esses figurinos em tamanho maximizados? Clique na galeria para ver mais!

Exposição destaca figurinos históricos do cinema britânico

17/05/2011

por | Moda

the-duchess“A Duquesa” ©Reprodução

Quando se fala em cinema britânico sempre se pensa nos atores ou ainda nos diretores, mas pouco se fala sobre os figurinistas dos filmes, que acumulam tantos prêmios quanto as demais categorias. Pensando exatamente neles o “Fashion Museum”, em Bath, na Inglaterra, promove a exposição “Dressing the Stars: British Costume Design at the Academy Awards”, de 12 de julho a 29 de agosto.

Serão contemplados na mostra, além de figurinos que já foram dignos de premiação, clipes dos filmes, entrevistas com figurinistas sobre o processo de criação de uma obra premiada, enfim, a evolução do momento que se recebe o roteiro da obra até sua finalização. A curadora da exibição, Yvonne Hellin-Hobbs explica que a ideia é “… mostrar alguns espetaculares e icônicos figurinos de ótimos filmes. É também a chance de levar à atenção do público o processo de criação, e os criadores por trás disso; outro grupo de britânicos no tapete vermelho”.

hamletCena de “Hamlet”, de 1948, ganhador do Oscar de Melhor Figurino ©Reprodução

O primeiro britânico a ganhar um Oscar por Melhor Figurino foi Roger Furse, por “Hamlet”, em 1948. Desde então, foram muitos os naturais da terra da Rainha que receberam prêmios e indicações da Academia norte-americana e britânica por trabalhos como “Shakespeare Apaixonado”, por Sandy Powell, “A Duquesa” (que teve boa parte de suas cenas gravadas nas salas do Museu), por Michael O’Connor, a trilogia “Piratas do Caribe”, por Penny Rose, e “A Amante do Tenente Francês”, por Tom Rand. O figurino mais recente da exibição é de Jenny Beaven, autor do trabalho indicado ao Oscar 2011, “O Discurso do Rei”.

kingIndicado ao Oscar de Melhor Figurino de 2011, “O Discurso do Rei” ©Reprodução

A nova fase de Fabia Bercsek: figurino de ballet, site, videoarte e +!

12/04/2011

por | Gente

fabia-bercsek©Hugo Toni/FFW

Após um ano low-profile, depois de descontinuar sua marca, a estilista (e ilustradora, artista, atriz, videomaker) Fabia Bercsek marca seu retorno em grande estilo. Fabia, ou Fackya (nome ao qual ela aderiu nesta nova fase) assinou o figurino do novo espetáculo da coreógrafa e bailarina Deborah Colker. “Tatyana” é uma versão dançada do romance “Eugênio Oneguin”, escrito pelo escritor russo Aleksandr Pushkin, no século 19. A atmosfera de romance do poeta romântico foi a principal inspiração. “O figurino foi todo criado com o romantismo, dândi e homem do campo”, afirmou Fabia ao FFW.

O trabalho com o figurino do espetáculo começou no final do ano passado. “Quando cheguei, o espetáculo já estava praticamente montado, eles já estavam ensaiando há quatro meses”, conta. A indicação veio de Carlos Pazetto, produtor de eventos. “Eles se identificaram com meu trabalho, viram que tinha a ver com a história que a companhia estava contando. Tive que entrar no universo da dança, foi uma nova descoberta, um momento de lidar com a roupa novamente, com a vestimenta em outro suporte, que é a dança, o ballet”.

ballet-deborah-colkerO espetáculo já foi apresentado no Festival de Teatro de Curitiba, mas a estréia oficial será no dia 25 de maio, no Theatro Municipal do Rio ©Reprodução/Bruno Tetto

Fabia revelou que já fez figurino, mas desta vez foi diferente. “Ando fazendo o figurino da [cantora] Lovefoxx nos seus últimos shows, mas na dança é diferente, não pode atrapalhar os passos, se o tecido voa ou não, tudo faz diferença. A movimentação, o esporte, a forma como a roupa se comporta, a personalidade da roupa em si… Foi um trabalho muito desafiador para mim”, ela afirma.

A artista define esta nova fase como um marco em sua carreira. No último sábado (09.04), seu novo site foi ao ar, com um vídeo idealizado e protagonizado pela própria. “Acabei de lançar meu site com um ‘vídeo comunicação’, com figurino, styling e atuação bem próprios. Estou me reposicionando, mas nunca abandonei a moda”, garante.

ultimo-desfile-da-fabiaO último desfile de Fabia no SPFW ©Agência Fotosite

Ela lançará coleções pockets, mas sem o compromisso de desfilar na temporada de moda. A partir do dia 09 de maio, os órfãos da marca FB poderão conferir a primeira leva de peças — feitas da maneira mais artesanal possível — e comprá-las pela internet. “Quero explorar a internet como campo gráfico, de comunicação e que vai me ajudar a trabalhar com uma moda mais personalizada. O que eu quero atingir com as vendas não é nada grandioso, mas quero comunicar meu trabalho grandiosamente. Minha visão, meu trabalho e por consequência, as roupas, pinturas ou ilustrações, até as performances. Estou me amarrando a tudo o que gosto e sempre quis fazer”.

video-fabiaImagem do novo site da artista ©Reprodução

Fabia quer aproveitar esse recomeço para colocar mais sua mão em suas criações. “Quero eu mesma estampar, bordar e tricotar as peças. Foi isso que fez eu me destacar no começo e pretendo retomar isso. Meu trabalho vai voltar a ser a verdade física de que a arte e a moda podem existir e caminhar juntas”. Bem vinda de volta!

Giorgio Armani e Cate Blanchett, juntos em novo projeto para o cinema

07/04/2011

por | Moda

cate-blanchett-giorgio-armani-figurino©Reprodução

Sabia que o estilista Giorgio Armani e a atriz Cate Blanchett são amigos de longa data? E agora, além de levar os looks do estilista às premiações e tapetes vermelhos, como Cate fez diversas vezes, a elegantíssima atriz vai ganhar um figurino assinado por Armani para seu novo thriller “Hanna”.

cate-blachett-usando-armaniCate Blanchett exibe criações de Armani em premiações ©Reprodução

No longa, que estreia amanhã nos Estados Unidos, Cate atua ao lado de Eric Bana e é dirigida por Joe Wright. Armani criou roupas clássicas com um quê de espiã para a personagem da amiga. Tudo foi feito depois de consultar Cate e a figurinista do filme, Lucie Bates.

20110407_sketches_400wOs croquis de Armani para o filme “Hanna” ©Reprodução

“Hanna” não é a primeira experiência de Giorgio Armani assinando figurinos para as telonas, o estilista já criou looks para sucessos como “Gigolô Americano”, com Richard Gere, “Treze homens e outro segredo”, com Brad Pitt e George Clooney e “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, com Christian Bale no papel do homem morcego. Veja o trailer do filme que deve chegar ao Brasil em maio.

Melhor Figurino: leia tudo sobre os indicados ao Oscar, que acontece hoje

24/02/2011

por | Cultura Pop

A 83ª premiação do Oscar acontece neste domingo (27.02) — e se você ainda não assistiu a todos os indicados na categoria de Melhor Figurino, o FFW preparou um guia para você entender o trabalho realizado em cada um dos filmes. Acompanhe e faça as suas apostas!

O DISCURSO DO REI

o-discurso-do-rei-indicado-ao-oscar-de-melhor-figurino©Reprodução

“O Discurso do Rei” se passa nos anos 1930 e é focado especialmente em 3 personagens: o rei George VI (Colin Firth), a rainha Elizabeth (Helena Bonham Carter) e o terapeuta da fala Lionel Logue (Geoffrey Rush). Em entrevista ao jornal “Seattle Times”, a figurinista Jenny Beavan (em sua 9ª indicação ao Oscar) conta que muitas das peças utilizadas no filme são originais dos anos 1930; o rei Eduarto VIII (Guy Pearce), por exemplo, usa quase exclusivamente peças vintage: “elas estavam incrivelmente comidas por traças, mas nós as emendamos”, ela diz.

Um aspecto interessante do trabalho deste filme é que, apesar de se basear em personagens reais e de Beaven ter se guiado por fotografias e cine-jornais de verdade, ela não quis simplesmente recriar os looks: “Eu queria que os atores tiverem uma aparência natural como as pessoas de verdade… Às vezes, usar exatamente o que eles usaram não funciona. Os atores parecem usar fantasias”, ela explica. A rainha Elizabeth, por exemplo, favorecia cores vivas, mas em “O Discurso do Rei”, ela é vista apenas em neutros e peças discretas: “Nós achamos muito melhor escurecer as cores das roupas dela. Você acredita mais nela”, Beavan conta.

O figurino de George VI também tem uma curiosidade: na vida real, ele era muito magro, por não ter sido propriamente alimentado quando criança; Colin Firth estava preocupado em parecer o mais magro possível, e Beavan permitiu que ele não usasse o paletó sob o casaco em algumas cenas, para garantir uma silhueta mais esguia. “Eu não tive tempo de puní-lo por isso”, ela diz na entrevista, rindo, e continua: “Eu sei que não está certo na parte do pescoço, e isso ainda me irrita, mas que seja! É importante que os atores se sintam o melhor possível, para que eles não tenham que pensar sobre o que estão vestindo”.

BRAVURA INDÔMITA

bravura-indomita-indicado-ao-oscar-de-melhor-figurino©Reprodução

Esta é primeira indicação ao Oscar de Mary Zophres, que é colaboradora de longa data dos irmãos Coen: ela trabalhou em “Fargo” (1996), “O Grande Lebowski” (1998) e “Onde os Fracos não têm vez” (2007), entre outros; “Eu amo trabalhar com os irmãos Coen. True Grit foi a nossa décima colaboração em filme então, como você pode imaginar, há uma facilidade de comunicação que foi desenvolvida tanto verbalmente quanto visualmente. Eles são muito preparados, muito colaborativos e apesar de serem meus chefes, eles são como a minha família”, ela afirma em entrevista ao site “Frock Talk”.

Talvez você não saiba, mas “Bravura Indômita” é o remake de um faroeste de 1969; Zophres conta, porém, que os diretores lhe pediram para se basear exclusivamente no livro que deu origem ao filme, um romance homônimo de Charles Portis, e que ela leu 3 vezes antes de ler o script.

Os figurinos dos personagens centrais de “Bravura Indômita” praticamente não mudam durante o filme, mas todos eles têm visuais marcantes, quase como uma assinatura. Os chapéus, por exemplo, são únicos para cada personagem: “O chapéu é provavelmente a parte mais importante de um figurino em um western. Ele diz centenas de coisas. Quando um personagem ganhava um chapéu, eu não o usava em outro ator. O chapéu certo, o corte certo e o envelhecimento certo. Isso é o que eu achei crucial para o design em “Bravura Indômita”, ela conta.

O site “Clothes on Film” fez em vídeo em que Mary Zorphes fala sobre o figurino dos personagens centrais (Jeff Bridges como Rooster Cogburn, Hailee Steinfeld como Mattie Ross, Matt Damon como La Beouf e Barry Pepper como Lucky Ned Pepper), com depoimentos dos próprios; vale a pena assistir! Veja aqui, em inglês.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

alice-no-pais-das-maravilhas-indicado-ao-oscar-de-melhor-figurino©Reprodução

Vencedora de 2 Oscars (“Chicago” e “Memórias de uma Gueixa”), Colleen Atwood recebe sua 9ª indicação ao prêmio com “Alice no País das Maravilhas”; no vídeo abaixo, a figurinista apresenta detalhes das roupas dos personagens principais: Alice (Mia Wasikowska), Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) e Rainha Vermelha (Helena Bohnan Carter):

THE TEMPEST

the-tempest-indicado-ao-oscar-de-melhor-figurino©Reprodução

Quem acompanhou o Oscar 2010 deve lembrar do momento em que Sandy Powell levou seu prêmio terceiro prêmio de Melhor Figurino, por “A Jovem Rainha Victoria”, e deu uma alfinetada na Academia por sua insistente preferência por figurinos de época e de musicais; em seu bem-humorado e irônico discurso de agradecimento, ela dedicou o seu prêmio “aos figurinistas que não fazem filmes sobre monarcas mortos ou musicais cintilantes”.

Pois em 2011 ela é novamente indicada ao Oscar por um figurino de época, mas desta vez, em uma versão mais “experimental”, em “The Tempest”, baseada na obra homônima de William Shakespeare. Powell criou uma abordagem meio punk às roupas da corte elizabetana, e explica que a decisão surgiu de uma necessidade prática: com um orçamento relativamente baixo de US$ 200 mil, ela precisou criar alternativas mais baratas ao luxo dos bordados de ouro _daí a grande quantidade de zíperes dos figurinos masculinos, por exemplo. Uma curiosidade: o ator David Strathairn, que interpreta o rei Alonso, passou 2 dias prendendo adornos de metal as suas próprias roupas do filme. “Nós tínhamos tão pouco tempo e dinheiro que a única maneira de finalizar tudo era aceitar todas as ofertas de ajuda”, Powell revela.

EU SOU O AMOR

eu-sou-o-amor-indicado-ao-oscar-de-melhor-figurino©Reprodução

Em seu segundo trabalho com o diretor Luca Guadagnino (o primeiro foi “Melissa P”, de 2005), a figurinista Antonella Cannarozzi conta que foi instruída a começar pela paleta de cores: “Começar pela pesquisa cromática é comum para mim, mas neste filme as cores tinham que bater com o ritmo da história”, ela diz em entrevista à “Another Magazine”. Daí a evolução das cores usadas por Emma Recchi, interpretada por Tilda Swinton: neutros no início da história, laranjas virantes e vermelho no meio, no contexto da paixão, e cinzas mais ao final.

Produzido por Silvia Venturini Fendi, da família Fendi, os personagens de “Eu sou o amor” foram quase todos vestidos por essa grife e pela Jil Sander _mais especificamente, pelo diretor criativo dessa marca, Raf Simons. “A nossa colaboração foi total. Antes de começar ele quis olhar todo o meu material de pequisa, então nós começamos a nos confrontar. Nós olhávamos para peças de testes velhas e novas, mudando formatos e proporções para deixá-las mais femininas e provamos cores e tecidos – foi uma experiência fantástica”, afirma.

Rodarte libera croquis do filme-tenso “Black Swan”: veja tudo

03/12/2010

por | Moda

Se você não aguenta mais esperar pra ver “Black Swan”, filme estrelado por Natalie Portman e Mila Kunis, isso pode ajudar a controlar a sua ansiedade _ou te deixar ainda mais curioso: o “WWD” publicou 4 croquis desenhados especialmente para o filme pelas estilistas Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte.

Apresentadas ao diretor Darren Aronofsky pela amiga e cliente fiel Natalie Portman, as irmãs Mulleavy criaram 40 figurinos para o filme _a maioria deles para as cenas de palco, mas há também peças separadas como collants, xales e polainas.

©ReproduçãoPetite danseuse de quatorze ans (1880) de Edgar Degas e “Accession II” (1967), de Eva Hesse ©Reprodução

Na reportagem do “WWD”, as estilistas apontam como referências de criação a bailarina de bronze de Edgar Degas e a escultura “Accession II” de Eva Hesse, um cubo de metal com tubos internos semelhantes a pregos. Laura Mulleavy elabora, dizendo que, para elas, essa obra descreve perfeitamente o mundo do ballet, porque “é perfeito e lindo e, mesmo assim, aterrorizante por dentro. Esse mundo é competitivo e implacável, seus pés são arruinados…”.

Na galeria você vê os croquis, stills e pôsteres do thriller psicológico, que ainda não tem previsão de estreia no Brasil:

Adolescentes selvagens em conflito: o figurino de “Runaways”

Plataformas altíssimas, jaquetas de paetês, couro e cintura alta. Não estamos listando as “tendências” da próxima estação. Estamos falando de “The Runaways: Garotas do Rock”, filme de Floria Sigismondi que estreia nesta sexta-feira (08/10) nos principais cinemas do país. O momento da moda não poderia ser mais adequado _glamour 1970s, estética punk_, o que faz com que, ao sair da sala do cinema, todas queiram ser Cherie Currie (Dakota Fanning) ou Joan Jett (Kristen Stewart). Adolescentes selvagens.

Carol Beadle, a figurinista por trás de “Runaways”, é habituée do circuito musical e já assinou o visual de vários videoclipes, além de ser fã assumida de David Bowie. O cantor, aliás, é um forte ponto de partida. Uma das cenas do longa metragem mostra Cherie no show de talentos da escola usando a icônica maquiagem do raio vermelho no rosto (eternizada por Bowie) e plataformas altíssimas, dublando uma música do roqueiro.

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A garota é a alma do filme, em parte pela atuação de Dakota, mas especialmente pelo seu estilo que a coloca como vocalista a convite de Kim Fowley (personagem masculino com uma caracterização incrível), produtor da banda (ainda um pouco insossa, antes da entrada da loira), que diz, ao vê-la encostada em uma parede na discoteca: “Nós amamos seu estilo. Estamos escolhendo você para ser parte da história do rock ‘n roll”.

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Uma mistura de Bowie e Bardot (definição dada por Fowley), Cherie abusa da mistura de estampas, das peças metálicas, e usa brilho, muito brilho. Era realmente o tempero que faltava para uma banda talentosa, mas com meninas normais, muito próximas de qualquer outra adolescente da época. Com exceção de Joan Jett, guitarrista e grande entusiasta da banda. Fugindo dos estereótipos, ela queria tocar guitarra e usar roupas de meninos. Sua primeira aparição no filme é em uma loja de roupas, onde garimpa peças na seção masculina. Joan cobiça a jaqueta de couro do cara ao lado do balcão e, jogando um saco de moedas em cima do vidro, diz: “Eu quero o que ele está usando”.

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Para a composição do figurino das personagens, Carol Beadle teve como referência o caderno de recortes de Cherie, matérias e ensaios feitos com as The Runaways originais e um acervo dos anos 70 das revistas “Cream” e “Rolling Stone”. Beadle não teve contato com nenhuma das cantoras da formação original. A cena glam rock da época e a maneira como os adolescentes da Califórnia se vestiam também serviram de inspiração para a figurinista.

O styling teve muito da interpretação de Beadle, que montou o guarda-roupa com peças de brechós e de lojas de figurino em Los Angeles, mas alguns looks foram transpostos para a tela exatamente como vistos nas aparições da banda, como o corset de Cherie e o macacão de vinil vermelho de Joan.

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Pode se dizer que Joan era a essência da banda, a menina apaixonada pela música, cheia de ideais a respeito do rock ‘n roll, enquanto Cherie era a menina-objeto, o apelo sexual do grupo, a inspiração para as garotas da época. Um trunfo da caracterização é deixar isso bem claro e mostrar como, com o passar do tempo, e com a fama cada vez maior, o estilo das meninas foi ficando mais caricatural. Seja na maquiagem mais e mais pesada de Cherie e nas suas roupas mais caras, ou no look punk-agressivo de Joan. Tudo fica bem óbvio na tela.

Isso fica escancarado na turnê de Tóquio, quando Cherie resolve subir ao palco usando apenas um corset e cinta-liga, ao lado de Joan, metida em um macacão de vinil vermelho sangue. Quebra de padrões (o show seria transmitido ao vivo para as televisões nos lares de Tóquio), Cherie e Joan abriram as portas para que hoje pop stars e roqueiras, e porque não meninas comuns, do mundo todo possam se expressar da maneira que bem entenderem. Tanto na música, na moda, ou em qualquer outro assunto.

+ Site oficial: runawaysmovie.com

+ Facebook: facebook.com/RunawaysMovie

+ Twitter: twitter.com/runawaysfilm

Fever Ray cria “zumbis de Wall Street” em figurino de novo show

03/09/2010

por | Cultura Pop

feverrayphoto3-608x404Burguesia decadente e economistas de Wall Street são inspirações de Andreas Nilsson para o Fever Ray ©Divulgação

Ser macabro está na moda. A começar pelo Fever Ray, banda sueca de Karin Dreijer (metade da dupla eletrônica The Knife) que sempre explora sons e visuais dark em seus shows e videoclipes. Na última semana, o grupo liberou imagens do figurino e maquiagem da nova turnê pelos Estados Unidos, criados pelo diretor e cenógrafo Andreas Nilsson (que já dirigiu clipes de MGMT e Yeasayer).

O diretor falou sobre o conceito por trás das criações em um inspirado _e assustador_ depoimento:

“Os tempos têm sido medievais. A Nasdq tem sofrido. Os bancos, os investidores. O Fever Ray tem sofrido também. As coisas têm sido ruins. Mas no dia 9, o Fever Ray se ergue como zumbis de Wall Street, que agora voltam para sugar as últimas gotas da humanidade. Liderados por Karin, os guerreiros da selva monetária estão prontos para te dar o último pedaço de alegria burguesa antes que o mundo inteiro ao seu redor imploda”.

+ Site oficial: feverray.com

+ Myspace: myspace.com/feverray

Herchcovitch vai simplificar e tornar + prático o visual de Dilma

24/08/2010

por | Moda

Através de indicação de Celso Kamura _beauty artist que cuida da parte estética de Dilma Rousseff_, o estilista Alexandre Herchcovitch foi convidado para fazer uma consultoria de imagem ligada à moda para a candidata à presidência. O trabalho começou na quinta-feira passada (19/08) numa reunião de meia hora onde Herchcovitch sugeriu a criação de um guarda-roupa intercambiável, simples e prático. “A ideia não é mudar o estilo da candidata e sim mantê-lo e aperfeiçoá-lo. Mesclarei peças já existentes em seu acervo pessoal com peças desenhadas por mim e outras marcas brasileiras. O figurino é coadjuvante e passará desapercebido”, explicou Alexandre ao FFW.

Como surgiu o convite?
Através de indicação do Celso Kamura. O convite foi oficializado pelo João Santana [publicitário responsável pela campanha presidenciável de Dilma].

Algum outro candidato também te procurou para esse tipo de prestação de serviço?
Fui procurado pelos assessores da Dilma. Nenhum outro candidato me procurou oficialmente.

Imagens divulgadas no Twitter (@dilmabr e @aherchcovitch) mostram você tirando as medidas da candidata. O que a fita métrica te disse?
Jamais revelaria.

O que você pretende fazer para contribuir com a imagem da candidata?
A ideia não é mudar o estilo da candidata e sim mantê-lo e aperfeiçoá-lo. Mesclarei peças já existentes em seu guarda-roupas com peças desenhadas por mim e outras peças de marcas brasileiras. O figurino é coadjuvante e passará desapercebido.

Qual o objetivo de Dilma Rousseff com essa consultoria de moda?
Alguém que torna a sua vida mais simplificada na questão do vestuário.

A Dilma já era sua cliente na loja?
Não.

Você apoia a candidatura da candidata Dilma Rousseff?
O Brasil nos garante o direito ao voto secreto.

+ Reveja os 2 vídeos exclusivos onde Paulo Borges entrevista Dilma Rousseff para o FFW:

PARTE 1


PARTE 2

FFW figurino: Coco Chanel & Igor Stravinsky

20/08/2010

por | Moda

Dirigido por Jan Kounen e adaptado do romance “Coco & Igor”, de Chris Greenhalg, “Coco Chanel & Igor Stravinsky” serve como uma espécie de continuação para “Coco Antes de Chanel”. O filme começa em 1913, quando a estilista atende a polêmica estreia do balé “A Sagração da Primavera”, composta por Stravinsky. Ela se impressiona _e se identifica_ com a ousadia do compositor.

Sete anos depois, pobre e exilado pela Revolução Russa, Igor e a já famosa Coco se encontram em uma festa, em Paris, e a atração é instantânea. Chanel o convida para morar, junto com a mulher e os quatro filhos, em sua casa de campo, nos arredores de Paris.

coco-igor-3Chanel, de preto e já com suas indefectíveis pérolas, e o sempre composto Stravinsky ©Reprodução

Nos meses que se seguem, os dois inevitavelmente começam um breve e intenso (e suposto, vale lembrar) affair que teve consequências culturais importantes _para ele, a inspiração e a força para continuar com a música moderna; para ela, a criação do Chanel Nº5 e a consolidação de seu império.

coco-igor-4O perfumista Ernest Beaux e Chanel durante o difícil processo de criação do Chanel Nº 5 ©Reprodução

A importância do figurino criado pelo duo Chattoune Bourrec e Fabien Esnard começa da maneira mais clichê possível: Chanel está tentando energicamente se livrar de um corselet. “Quero respirar”, diz para Boy Chapel, o amor de sua vida. Ele responde: “Não vou comprar outro desses pra você”. Nem precisou: ela foi essencial em libertar a mulher do acessório, poucos anos depois.

cocoigor10.mChanel tenta se livrar (literal e simbolicamente) do corselet ©Reprodução

Na época retratada, o estilo Chanel que conhecemos hoje já estava formado. Há ali o início dos tailleurs, os cortes simples e certeiros, as pérolas… Em uma cena, Coco ensina Igor sobre o jérsei, um de seus tecidos favoritos.

Desenvolvido de perto com o kaiser Karl Lagerfeld, o figurino é impecável. Chanel veste preto em boa parte do longa, marcando seu período de luto por Boy, morto em um acidente de carro. Uma vez consumado o caso, o branco e o creme aparecem com mais força.

coco-igor-2Stravinsky e Chanel: ela está de jérsei ©Reprodução

A Chanel da bela Anna Mouglalis é mais adulta, agressiva, poderosa e menos agradável que a jovem versão de Audrey Tautou. Para os fashionistas, é algo mais próximo à lenda, mas nossas opiniões sobre sua personalidade pouco importariam à Coco.

coco-igor-5Chanel em seu ateliê: ela tinha fama de chefe difícil ©Reprodução

Seus looks, reinventados de acordo com o acervo Chanel, são ainda hoje considerados modernos, o que só reforça o que a estilista mais queria reforçar, e o que serve como pivô de sua separação de Stravinsky: ela era também uma artista, e uma artista genial.

E se a direção às vezes peca, ainda são dois gênios em cena pelo preço de um ingresso.

Figurino de um dos maiores clássicos do cinema está em perigo

13/08/2010

por | Cultura Pop

O figurino de um dos filmes mais famosos do planeta está em risco. Cinco dos vestidos usados pela atriz Vivien Leigh em “E O Vento Levou”, de 1939, precisam de restauração _e os responsáveis do Centro Harry Ransom, da Universidade do Texas, precisam de 30 mil dólares para restaurá-los.

Em comunicado, o museu informou: “Estamos levantando fundos para restaurar os vestidos, comprar embalagens protetoras adequadas para seu transporte para outras instituições e adquirir manequins feitos sob medida”. Eles estão de olho em 2014, quando o longa completa 75 anos e pede uma exposição comemorativa.

Entre as peças quase desenganadas está o inesquecível vestido de baile feito de cortinas pela personagem Scarlett O’Hara. O FFW torce para que as criações de Walter Plunkett continuem vivas!

Filme musical “Burlesque” tem Cher, Christina Aguilera e muito glitter

12/08/2010

por | Cultura Pop

Um musical com Cher, Christina Aguilera, Stanley Tucci (“O Diabo Veste Prada”) e muito glitter. “Burlesque” é dirigido por Steve Antin e deve chegar aos cinemas brasileiros em janeiro de 2011. O roteiro não é exatamente surpreendente: num cabaré tipo Moulin Rouge, Ali (Aguilera) é rejeitada por Sean (Tucci) para o emprego de dançarina. Ela, então, aceita um trabalho de garçonete no local, conhece Tess (Cher) e prova a todos que tem um grande talento: sua voz. Surpresas à parte, o remix de “Showgirls”,  “Rent” e “Chicago” com um orçamento reduzido deve agradar aos fãs das cantoras.

Pelo trailer, o figurino (assinado por Michael Kaplan, de “O Clube Da Luta” e “Blade Runner”) indica um clima neo burlesco. Na parte musical, Christina entra com versões de  soul como “Something’s Gotta Hold On Me”, famosa na voz de Etta James. Seu álbum mais recente (“Bionic“), foi um fracasso de vendas e execuções nas rádios americanas, o que supostamente resultou no cancelamento de uma turnê mundial.

+ IMDB: imdb.com

Rita Comparato assina figurino comemorativo de Nando Reis

10/08/2010

por | Moda

Rita Comparato _sim, a mulher que assina o estilo da Neon ao lado de Dudu Bertholini_ é a responsável pelo figurino de Nando Reis em seu mais novo projeto. O “MTV ao Vivo Bailão do Ruivão – Nando Reis e os Infernais” surge como comemoração aos 15 anos desde que lançou seu primeiro disco solo.

figurino-rita

Com uma boa dose de humor, Rita criou um figurino todo 1970s que conta com uma camisa lilás, um colete cinza rato e uma calça preta para Nando; um macacão de Lurex® nas cores preta e azul; e para os músicos da banda um vasto acervo do brechó “Minha Vó Tinha”.

+ Site da MTV: mtv.uol.com.br