O produtor eletrônico Harmonimix _ou, como é conhecido agora, James Blake_ nunca foi queridinho de blogs de música. Não apareceu na capa da NME. Ou destaque no HypeMachine. Nem atingiu o topo dos charts indies do Last.Fm. Até agora.
Talvez porque em seus 4 EPs, lançados entre 2008 e 2010, Blake não sacou sua mais impressionante carta na manga: a voz, grave, firme e ressonante. No cover de “Limit To Your Love”, da canadense Feist [assista no player acima] ele canta pela primeira vez com segurança, com vazios sonoros imensos — típicos do dubstep — e muito reverb.
A faixa ganhou um belo clipe dirigido por Martin de Thurah _e Zane Lowe, da BBC 1, nomeou o single c omo “A melhor gravação do mundo” em seu programa de rádio. Pouco depois, foi anunciado na lista de artistas do “Sound Of 2011″ da BBC, e seu primeiro álbum de estúdio, que carrega seu nome, foi anunciado sob grande expectativa (o lançamento é previsto para 7 fevereiro).
Agora, caminhando da eletrônica em direção à canção tradicional — especialmente o soul — ele encontrou um ponto de equilíbrio entre o comercial e experimental que agradou tanto crítica, quanto público. A sonoridade, em especial, deve aparecer bastante em trilhas de desfiles desta temporada.
“James Blake” sai em CD e digital no dia 07 de fevereiro pela gravadora R&S.
Confira o tracklist:
1. Unluck
2. The Wilhelm Scream
3. I Never Learnt To Share
4. Lindesfarne I
5. Lindesfarne II
6. Limit To Your Love
7. Give Me My Month
8. To Care (Like You)
9. Why Don’t You Call Me
10. I Mind
11. Measurements
Felipe Caprestano é o responsável pelo blog Face Couture, endereço online onde documenta o processo criativo de sua coleção: não de roupas para usar no corpo, mas sim de couture para vestir no rosto.
Para conhecer _e compreender_ um pouco mais sobre esse mais novo talento nacional, o FFW conversou com Felipe. Confira:
Idade, lugar onde nasceu e signo.
26 anos, nascido em Tubarão/SC, Escorpião.
Conte um pouco da sua história.
Meus pais são donos de uma confecção aqui no Sul do país, e isso sem dúvidas foi a minha porta de entrada para a moda e o que é melhor é que foi a porta dos fundos, porque me fez conhecer a moda a partir de um ponto de vista de indústria, de fábrica, aprendendo as coisas na prática, sem o atraso que eu poderia ter procurando pelo ideal glamourizado.
E sua marca, a Dizhum (antes do projeto Face Couture, Felipe teve uma marca própria)?
A Dizhum foi um super canal de expressão do meu trabalho e a base da minha formação. Era uma marca super jovem e eu procurava traduzir a estética da minha geração com um toque de conceito. Começou durante a minha fase clubber, depois foi evoluindo. A marca foi vendida nas principais cidades do Brasil e as minhas influências eram globais, mas eu continuava lá no interior e de certa forma isso também me influenciava, mesmo que eu não quisesse. Sabe aquela música do Smashing Pumpkins, “1979″? Era muito esse clima. “Cool kids never have the time”.
Como surgiu o projeto Face Couture?
Eu já tinha a ideia de fazer uma coleção de máscaras há muito tempo e logo que eu comecei veio a vontade de fazer o blog documentando. Adoro backstage, adoro ver as coisas sendo feitas e estética de fábrica, então imaginei que outras pessoas também quisessem ver.
A coleção já está pronta?
Não, não. Está na metade mais ou menos. E é importante as pessoas saberem isso, pois algumas pessoas pensam que o que eu coloco lá no blog é o resultado final. Mas não é, não, e tem muito o que ser feito ainda. É tudo backstage, é tudo work in progress.
O que pensa em fazer depois que terminá-la? Pensa em apresentar em algum formato ou jeito especial?
A princípio vou fazer um vídeo apresentando todas as máscaras, mas depois disso quero outras pessoas interpretando elas também.
Você passou um bom tempo em Londres. No que sua estadia lá contribuiu para o amadurecimento da ideia?
Já fui pra lá com a ideia. Só me fez cair na real que era completamente viável.
O que você foi fazer lá?
Fui para o desfile de uma marca com a qual eu trabalhava e emendar umas férias. Mas fui ficando, ficando…
Quais são suas principais referências e inspirações?
A cultura oriental é algo que eu gosto de olhar constantemente. Especialmente o jeito deles trabalharem e traduzirem as informações, o ponto de vista. Também amo a estética circense decadente. Os palhaços, freak show.
Você consegue identificar algum denominador comum nas suas criações?
O meu interesse pela estrutura da roupa é algo que sempre vem à tona. Mas não estou falando de moda, falo da roupa como produto, palpável, físico, sem sentimentalismos.
Suas máscaras escondem boca, olhos, ouvidos, nariz… Há algum motivo específico para esse “bloqueio de sentidos”?
Bloqueio de sentidos define muito bem essa intenção. Também a possibilidade do anonimato, as inseguranças de estar vestindo a sua própria pele. No início a estética estava sempre em primeiro plano, mas a medida que fui passado da frente das máscaras para dentro delas fui dando mais importância para essas sensações.
O que você faz para ficar em sintonia com as novidades?
Internet sem dúvida. Manter-se aberto e receptivo é claro que sempre ajuda e sempre ajudou, mas com a avalanche de informação hoje é bom criar uma rede de fontes de informação confiável e também ter alguns critérios mínimos de seleção para saber o que você gosta e o que não gosta e não correr o risco de se tornar um patchwork infinito de referências sem gosto definido.
Quando você começa a criar numa máscara você pensa ela inserida em algum contexto? Tipo como complemento para determinado look?
Eu penso apenas na máscara como um objeto.
Como que tem sido essa experiência de compartilhar suas referências? Li um post seu falando do seu medo em expor algumas delas, você ainda se sente assim? Por que acha importante esse fluxo de informação hoje em dia?
Tenho conseguido administrar melhor esses sentimentos. Ainda não dá pra saber até onde esse compartilhamento todo, falando de mundo, vai ser bom. Parece que todo mundo está querendo experimentar um pouco dessa exposição, vamos ver onde isso vai dar. Também vai muito da sua curadoria interna saber escolher no que gastar o seu tempo. Mas tenho gostado muito desse novo sistema de trabalho. No meu caso o mais interessante é receber um feedback durante o processo de criação. Não que eu me deixe influenciar, ou fique esperando por isso, mas faz dar uma vida útil maior as ideias. Por exemplo, se eu tivesse fazendo as minhas máscaras quieto no meu canto e deixando para apresentar ao mundo o resultado final todo de uma vez, eu provavelmente já teria terminado a coleção inteira pois não estaria investindo o tempo que o blog requer, mas ao mesmo tempo correria o risco de ter todo esse trabalho visto por apenas cinco minutos.
Como você vê o papel da internet hoje na criação como um todo?
Ajuda muito, claro, informação é informação, né? Mas ao mesmo tempo bate um desespero quando você topa com alguma coisa que te faz pensar que pode ter alguém no mundo fazendo o mesmo que você. A internet te faz correr mais rápido, parece que você está sempre atrasado. Sabe o ócio criativo? É um luxo que não existe mais.
Você gosta bastante da noite, até ataca de DJ algumas vezes. As festas e a cena dos clubes te influenciam de alguma maneira?
Se você tem alguma coisa a mostrar em relação a design, a arte, a moda, performance, enfim, algo visual, a noite pode ser um espaço para você apresentar isso na prática, mas você tem que entender que o seu trabalho nunca vai ser encarado e avaliado da mesma maneira que numa galeria por exemplo. Pode ser exatamente o mesmo trabalho, mas na noite tudo isso acaba sendo visto como elementos decorativos. Nada contra, claro, mas nesse projeto específico do Face Couture eu estou tentando não criar esses laços com a noite.
Era uma vez uma banda chamada Esben And The Witch. O trio britânico, cujo nome é inspirado em um conto de fadas macabro de origem nórdica, entrou no radar de apostas do FFW ao lançar o videoclipe de “Marching Song” (assista abaixo). Nesta semana, eles anunciaram um contrato com a gravadora Matador Records _o que não é pouca coisa: é a primeira vez em seis anos que a empresa, que tem em seu catálogo Interpol, Cat Power e Sonic Youth, assina com um artista do Reino Unido.
Daniel Copeman, Rachel Davies e Thomas Fischer fazem canções nos moldes de histórias infantis para dormir, com temas de mistério e som climático, criando uma atmosfera que lembra Portishead, Siouxsie And The Banshees e Björk, não necessariamente nesta ordem.
Seu primeiro EP, 33, ganhou destaque na mídia especializada e nos jornais “Guardian” e “Independent”. Eles também foram bem criticados em uma turnê ao lado do Deerhunter na Europa. “Tentamos combinar experiências e emoções pessoais com histórias intrigantes, conceitos e imagens que criam algo único”. Eles prometem um álbum completo para 2011.
Assista ao video de “Marching Song”, dirigido por David Procter e Peter King:
Agustina Comas (29 anos, signo: Escorpião) e Ana Piriz (também 29 anos, signo: Virgem) ainda não têm um público definido para sua marca, a IN.USE. Mas nesse caso, a ausência de um target específico não é de todo ruim. Mesmo porque o trabalho realizado pela dupla natural de Montevidéu é praticamente único no mercado nacional. Alinhadas à política da reciclagem, suas coleções são criadas a partir de peças já existentes. Nas mãos das estilistas, sobras de outras marcas e guarda-roupas são matéria-prima para coleções inteiras. Calças viram camisas, camisas viram saias e isso é só o começo. Uma verdadeira “ressurreição das roupas”, como a dupla define seu trabalho. “Roupas velhas/novas”.
O FFW conversou com Agustina _a metade da dupla que reside em São Paulo_ para entender um pouco mais do seu processo criativo e da estrutura da marca. Confira:
Como vocês se conheceram?
Estudamos na mesma faculdade, o Centro de Diseño Industrial de Montevideo, que é a escola pública de moda e design industrial de Montevidéu fundada nos anos 1980 através de um acordo entre o governo italiano e o MEC.
E de onde brotou o interesse na moda?
Eu queria estudar design industrial, o interesse pela moda veio muito mais através do interesse pelo design, pelos objetos, pela funcionalidade, por criar coisas que solucionem algum problema, do que pelo gosto pela moda em si. No segundo ano da faculdade, você tinha que escolher entre Têxtil e Moda ou Industrial. Aí eu fui me identificando mais com o jeito de criar e fazer da moda e naturalmente fui para esse lado.
E a ideia da IN.USE?
Pela experiência que a gente ganhou trabalhando em marcas, vimos que sobrava sempre muita peça depois de cada coleção (inclusive depois das liquidações e bazares), e nos perguntávamos: para onde vai toda essa roupa? Toda essa roupa fica morta? E se pegarmos toda ela e botar de novo na roda? Na época estávamos começando uma parceria com a Magma de Montevideo (grife Uruguaia) e essa foi a desculpa para começarmos com as experimentações.
E o nome IN.USE?
Fizemos um brainstorming buscando um nome que transmitisse o que queríamos. Chegamos a essa palavra que é um jogo entre “in use” (do inglês, “sendo usado”) e “inusé” (do francês, “não usado”). Aí ficou um jogo de palavras. O que está em desuso, em uso. Por isso no logo tem um acento em cima do “e”.
Qual o conceito da marca?
Reviver as roupas que estão paradas. Chamamos elas de roupas velhas/novas _velhas porque estão fora de moda e novas porque nunca ninguém as usou. Remixá-las e colocá-las de novo no ciclo da indústria. Fizemos um vídeo mostrando este conceito de “ressurreição das roupas”, são as roupas “cobrando vida”:
Como é o processo criativo?
Trabalhamos muito pelo Skype, então nosso vínculo é praticamente virtual. O trabalho é muito baseado nas ferramentas de internet (webcams, flickr, google docs, ftp). A inspiração é a própria roupa. Sempre começamos as coleções fazendo workshops livres, onde cada uma vai experimentando no manequim, explorando as possibilidades de vestir uma peça de formas diferentes. Aí vamos gerando um repertório e depois juntamos tudo e vamos vendo o que fica legal para finalizarmos as moulages. Com essa moulage vamos até a oficina para montar as peças-piloto e tocar a produção.
De onde vêm os materiais e peças que vocês usam para confecção das peças?
Compramos de diversos fornecedores, principalmente de fábricas e um pouco também de ateliês. Sempre estamos procurando estoques. Para a coleção de verão só trabalhamos com camisas de homem. A camisa é uma peça ótima de trabalhar, é incrível como cada vez que enfrentamos uma camisa, chegamos a resultados diferentes, chega a dar um nó na cabeça, tem horas que nem você entende como chegou numa forma.
Vocês trabalham com quantas coleções por ano?
Fazemos 2 coleções por ano, mas por conta da parceria que temos com a loja da Fernanda Yamamoto acabamos dividindo essas coleções em 2 menores. Assim entram novidades com mais freqüência. As peças conversam por cores e texturas, mas não queremos que uma coleção mate a anterior. Elas são continuações das anteriores.
E qual o público-alvo da marca?
Ainda não está muito definido, mulheres de diferentes idades e estilos acabam gostando das peças, estamos vendo quem é o publico meio que no dia a dia. Por enquanto fazemos as peças muito mais pela inspiração e curtição de fazer do que pensando num cliente final. Acho que isso virá com o tempo.
Onde vocês vendem suas roupas?
Em São Paulo na loja da Fernanda Yamamoto e neste inverno fizemos um projeto especial de tricô para Manos del Uruguay. Fora isso, já vendemos em Mutate e Magma, duas lojas uruguaias. Em Montevidéu por enquanto estamos vendendo mais entre amigos, mas estamos procurando alguma loja para ter uma parceria por lá.
Hoje você também trabalha como estilista da Daslu. Esse job te influencia de algum modo na IN.USE?
Me influencia em várias coisas, como a exigência com a qualidade do produto. A Lu Pimenta (estilista responsável pelo masculino da Daslu) tem um olho super apurado para fazer um produto bem construído e acabado. Neste tempo trabalhando com ela peguei muito disso. Por outro lado acho que tenho bastante influência do universo masculino e de certas coisas que se leva em conta na hora de fazer roupas de homem (funcionalidade e conforto, por exemplo).
Já tinha feito a linha masculina da marca do Gustavo Kuerten com o Jum Nakao, então me sinto bem tranquila fazendo masculino. Acho que de alguma forma essas duas coisas acabam se misturando no trabalho, mas também a ideia é que seja um espaço de experimentação e diversão, então sempre surgem vontades que na Daslu Homem não consigo satisfazer. Também acho que conviver com valores bem diferentes dos seus é um exercício interessante. Eu brinco que tenho uma vida dupla por fazer estes dois trabalhos e ter as duas convivências que são meio opostos.
IN.USE @ Fernanda Yamamoto ONDE Rua Aspicuelta, 441 (entre a Fidalga e Fradique Coutinho) – Vila Madalena / SP COMO CHEGARveja o mapa + fernandayamamoto.com.br
Favoritos da mídia britânica, de Hedi Slimane e da nossa editora de moda Erika Palomino, o Egyptian Hip Hop _formado por quatro garotos de 17 anos de Manchester, Inglaterra_ anunciou nesta terça-feira (10/08) que lança no dia 20 de setembro o seu primeiro EP, com o ótimo título “Some Reptiles Developed Wings” (em tradução livre: alguns répteis desenvolveram asas).
Produzido por Hudson Mohawke, um DJ revelação de Glasgow, o disco servirá de repertório para a sua primeira turnê pela Europa, ao lado das bandas Delphic, Everything Everything e Hurts. “Nós ouvimos todo tipo de música entre nós. Não temos muitos limites, estamos livres para colocar qualquer ideia em uma canção”, explicam, com o frescor e despretensão que só a adolescência permite. “Nós fazemos praticamente qualquer coisa”.
Tracklist de “Some Reptiles Developed Wings”:
01.Moon Crooner
02.Rad Pitt
03.Middle Name Period
04.Native
Sagitariano, 22 anos de idade, nascido em Feira de Santana, na Bahia, Vitorino Campos é um dos nomes mais promissores da moda nacional. Criado entre o ateliê de “alta-costura” de uma tia e a fábrica de fardamentos da mãe, Vitorino cresceu rodeado por tecidos e aviamentos, aprendendo desde cedo o poder de comunicação através das roupas.
Há pouco mais de um ano teve uma ascensão meteórica graças a uma espécie de apadrinhamento vindo da todo-poderosa Donata Meirelles. “Ela foi presenteada com um vestido meu por Licia Fabio num jantar em Salvador”, conta. O vestido em questão foi usado pela empresária num jantar organizado para o ex-secretário da ONU, Kofi Annan, em Nova York. Daí em diante seu número de vendas disparou.
Quando e como você começou sua marca?
Primeiro tive uma marca chamada Tap Rumbeira. Ela foi um laboratório, que nasceu no meu primeiro desfile feito para a tecelagem G.Vallone, no lançamento da sua coleção de Verão 2009 para a Bahia.
E qual a principal característica do seu trabalho?
Acredito que a simplicidade das peças aliadas à modelagem e escolha cuidadosa dos tecidos. Por mais minimalista que seja a peça, sempre recebe o mesmo apuro de um modelo complexo.
Quem é seu target?
Mulheres seguras o suficiente para serem elegantes se vestindo com simplicidade. Gosto de dizer que vendo para quem sabe reconhecer uma boa peça pelo avesso.
Como funciona o mercado de moda na Bahia?
A Bahia é maravilhosa em muitos sentidos. Não podia ser diferente na moda. Temos estilistas maravilhosos e mulheres como a primeira-dama Fátima Mendonça, que fazem questão de usar estilistas baianos. Isso fortalece as novas marcas.
Você vê alguma vantagem ou desvantagem de estar fora do eixo Rio-São Paulo?
A mão-de-obra qualificada é o ponto fraco na moda baiana. Não temos muitos profissionais capacitados na área, o que dificulta acompanhar o calendário nacional de moda. E a vantagem é que Salvador transborda inspiração.
Pensa em desfilar em São Paulo ou no Rio?
Acho que esse é o objetivo de todo estilista que vê a sua marca como negócio de moda. Os dois circuitos mais importantes da moda nacional vão além do sonho. Alcançá-los é para mim um desafio.
Qual é a diferença entre o rap e a poesia? O rapper River Nelson levanta essa questão. O americano, que lançou nesta semana o seu disco de estreia, “The Rise And Fall Of River Nelson” [Dusty Vinil/Catapult], se destaca na multidão ao falar de esperança e positividade dentro do hip-hop, universo marginalizado por gangstas, racismo e sexismo.
“Quis fazer um álbum de hip-hop que fizesse as pessoas se sentirem melhor, apesar das dificuldades da vida”, explicou. “Todas as letras falam de esperança”. A sonoridade, que lembra uma versão mais crua (e com rimas melhores) de Kanye West ou Common, valoriza mais os samples do que os beats, o que dá maior destaque à voz do rapper, firme mas nunca agressiva _graças à ajuda do lendário produtor britânico Lewis Parker.
Outro ponto forte do MC é presença ganchos pop em quase todas as faixas. Vozes de cantoras do soul (“Always Winter”), melodias ricas (“Moonrise”), sons da Motown e do funk setentista e orquestras de cordas (“End Of The Day”) permeiam as 17 faixas. Outra participação rica é a da irmã e poeta Panama _num belíssimo constraste entre verso e rima.
Com apenas 17 anos, o russo Volodya Averianov pode não ter muitos trabalhos em seu currículo, mas sua carreira pode mudar quando sua semelhança absurda com a top Natalia Vodianova chegar à mesa dos grandes players do mundo de modelos. O garoto tem tudo para pegar trabalhos importantes como sua conterrânea, afinal Natalia também é russa.
Por enquanto, Volodya é apenas representado pela agência WFM russa e essas são as únicas imagens que encontramos dele pela internet.
Parece que o Hurts, banda de Manchester que é aposta do FFW, vai chegar aonde quer com mais facilidade do que pensa. A dupla, formada por Theo e Adam, lançou nesta semana o videoclipe para “Better Than Love”, com inspiração no filme italiano “O Porteiro da Noite”, de Liliane Cavani, um romance nazista/sadomasoquista que foi censurado na época – e que depois serviu de influência para a cantora Madonna em “Justify My Love”.
A ascenção do Hurts às listas das bandas mais ouvidas não seria uma surpresa: eles entraram para os “Sons de 2010″ da BBC, fizeram parte da turnê “NME Radar” e receberam boas críticas da imprensa especializada. No quesito som, eles fazem um slow disco sensual e austero. Já o visual é pronto paras as páginas das melhores revistas de moda – ternos slim, cabelos militares e sapatos lustrosos.
E a dupla garante: apesar das influências dark, com electro e ítalo disco na receita, a música deles é pop. “Escrevemos músicas sobre esperança”, garantem.