Neste sábado (05.11) o Playcenter recebe a terceira edição do festival de música Planeta Terra. Sempre com uma pegada indie, o festival esse ano caprichou nas atrações e gerou uma corrida em busca de ingressos e uma quase guerra entre os fãs de Strokes e de Oasis/Beady Eye (a nova banda de Liam Gallagher).
Com o festival chegando perto, não tem como não surgirem rumores do que acontece nos bastidores. E o FFW ouviu que a divisão dos camarins é a seguinte: Beady Eye tem um camarim exclusivo só para eles e separado do restante; quem também tem direito a camarim próprio (e com um banheiro para cada integrante) é o Strokes. As outras bandas racham um camarim compartilhado. Falando nisso, dizem que Alison Goldfrapp, que se apresenta com a sua banda Goldfrapp no palco Indie, tem feito pedidos complicados – não sabemos exatamente quais são, mas os boatos dão conta de que ela não é lá muito fácil.
Se no ano passado a rixa entre bandas envolvia o Pavement e o Smashing Pumpkins (Billy Corgan chamou o pessoal do Pavement de “vendidos”, ainda guardando rancor da música “Range Life”, que cita o Smashing Pumpkins em tom de piada), a briguinha esse ano é entre Liam Gallagher e os meninos do Bombay Bycicle Club.
No início do ano, Liam soltou: “Eu não conheço e nem gosto dessas bandas novas. Não pegaria o álbum do Bombay Bicycle Club para ouvir porque até o nome deles é uma merda”. Suren de Saram, baterista do BBC, não deixou por menos. “Não posso dizer que sou o maior fã de Beady Eye, não gosto muito deles. Eles são uma merda. É muito, muito entediante. Liam Gallagher é um idiota. Ele foi rude com a gente em uma entrevista, então acho que posso falar mal dele”, disse a um portal brasileiro.
Lembrando que há alguns meses, Liam atacou o Vaccines, dizendo que a banda era “chata e não tinha nada de interessante”. Mas nada de confrontos entre esse pessoal por aqui, afinal, o Vaccines cancelou a vinda ao festival para acompanhar a turnê do Arctic Monkeys, como banda de abertura.
O Planeta Terra começa às 16h e se estende até a madrugada. Confira os horários previstos para os shows e programe-se! O FFW estará lá e vai trazer notícias frescas sobre os shows.
Palco Sonora Main Stage
16h00 – Criolo
17h30 – Nação Zumbi
19h00 – White Lies
20h30 – Broken Social Scene
22h00 – Interpol
23h45 – Beady Eye
01h30 – The Strokes
Palco Claro Indie Stage
16h00 – Banda vencedora do Concurso Hit BB : Selvagem à Procura de Lei
17h00 – The Name
18h30 – Garotas Suecas
20h00 – Toro y Moi
21h30 – Gang Gang Dance
23h00 – Goldfrapp
00h45 – Bombay Bicycle Club
02h15 – Groove Armada
Planeta Terra @ Playcenter
Rua José Gomes Falcão, 20 – Barra Funda – São Paulo – SP
A partir das 16h
Ingressos esgotados
Logo no 1o dia de SXSW não dá pra saber se a vontade é que o festival durasse mais dias para conseguir ver mais coisas, ou menos porque, haja saúde pra agüentar dias tão longos!
O South by Southwest , ou SXSW, é um festival que acontece no mês de março em Austin, Texas, desde 1987. A parte mais importante e que deu origem ao SXSW é a música, mas hoje o projeto também contempla as partes de Cinema e Interactive (que traz fóruns e palestras sobre tecnologia, internet, mídias sociais etc).
Cheguei para ver os shows que aconteceram de quarta a sábado (16 a 19.03), quando a cidade fica tomada por músicos, profissionais da indústria musical e expectadores que circulam pelos cerca de 12 quarteirões no centro de Austin. Os shows acontecem sem parar dentro dos pubs e bares, com lotação de 50 a 2.000 pessoas (exceção), das 12h às 2h.
A quantidade e variedade de oferta é surreal e maior do que qualquer outro festival de música. E para mim, isso é o que faz o SXSW tão diferente: Nosso poder de escolha e o quanto isso faz nossos quatro dias diferentes dos de qualquer outra pessoa. Cada um monta o seu próprio festival.
No último dia você reencontra amigos que não viram nada do que você viu, e viram um monte de outras bandas, filmes, festas e palestras que te matam de inveja.
Eu fiz uma lista de top momentos e prazeres do meu SXSW 2011, totalmente pessoal e intransferível .
Austin
O centro de Austin onde tudo acontece é lotado de bares e pubs, pequenos e grandes, abertos e fechados, confortáveis e muquifos, por todos os lados, de um jeito perfeito para um festival de música acontecer. Por ser uma cidade universitária, Austin já é jovem, fofa, cheia de brechós e lojinhas, musical e noturna.
Super Size Me
Alem dos bares, restaurantes e lojas locais – como a Tears of Joy, só de pimentas – Austin fica lotada de trailers coloridos e tendas nos parking lots, que viram praças de alimentação improvisadas e charmosas. A comida de rua do SXSW ultrapassa as tradicionais junk e pega a gente de surpresa com umas invenções como burrito koreano, brownie frito, sanduíche de tudo o que você imaginar e até chá enlatado de maconha. Um dia meu café da manhã foi cup cake de mojito.
Entre shows
Além de comer e beber tudo e muito, entre os shows dá para assistir alguma palestra ou filme. Alguns dos filmes aguardados que estrearam no SXSW foram “Hesher” com a Natalie Portman, a comédia “Super˜”,com Ellen Page, Liv Tyler e Kevin Bacon, e mais um monte de documentários legais.
Também dá para ficar feliz vendo o povo passar. A maior parte do público do SXSX tem mais de 20 e poucos anos e é bacana. A gente vê meninos bonitos em cima e fora do palco toda hora. Ainda assim rola uma mistura com a molecada de faculdade da região, aproveitando o feriado nacional.
As roupas no SXSW não fogem a regra dos festivais de música: muito vintage, muito pé sujo, cabelos coloridos, franjas assimétricas, gringas sem sensibilidade térmica de meia calça de renda e bota de couro no sol do meio-dia e minivestidos no frio da noite.
Nas ruas também rolam performances, videntes, massagistas, passeatas no sense e freak shows de todos os tipos.
Passeatas nas ruas de Austin
Shows
Além da quantidade, a vantagem do SXSW é realmente ver shows disputados pertinho do palco, em espaços pequenos.
Yuck foi no drive in onde aconteceram vários dos momentos legais da semana. Cabelos dos anos 70, guitarras dos anos 90. Uma das muitas apostas do SXSW, pelos comentários gerais.
Show do Yuck
The Dodos, que vi duas vezes foi provavelmente meu show preferido. Eles tocam concentrados e o som é lindo, denso. Não tem uma música ruim nem média no álbum novo. Foi show de sair e comprar o disco na hora, que estou ouvindo até agora sem parar.
Quem, como eu, não havia visto o !!! (Chick Chick Chick) e esperava apenas mais um show sem surpresas, fica abobada pelo Nic Offer e seu gás do começo ao fim. Não teve uma alma, na bombada festa de sábado Mess with Texas, que não dançou com ele.
Outras bandas que a gente já viu no Brasil e mandaram muito bem foram o casal Rainbow Arabia, que tocou em um pátio aberto sob a maior lua do mundo e o Gold Panda, de moletom de capuz no calor de 35C do meio-dia.
Rainbow Arabia
Gold Panda
Toro y Moi que está lançando disco, fez seu show com banda, tão bom quanto o disco, em várias casas. Ele não sai de trás do teclado, não dança (só dá uma balançada de ombrinho), não conversa, mal sorri, parece tímido. Mas a música está tão completa, redonda, com seu vocal e o resto da banda tão bem encaixados que não deixa ninguém se entediar ou sair no meio do show. Consegui ver um dos primeiros shows dele, em um pátio para cerca de 150 pessoas.
Toro y Moi
Também da turma do hype, James Blake lotou todos os lugares onde passou. Ele é um menino, com cara de menino demais para quem canta daquele jeito de quem já viveu muitas coisas. E apesar de usar mais efeitos do que eu imaginava na voz, sua apresentação vai bem além da cover “Limit to Your Love”, com outras músicas lindas.
Por causa do James Blake, peguei só 2 músicas do show do rock inglês simples e levinho dos Vaccines, já endeusados pela mídia. Eles eram uma das bandas mais promovidas, associadas a grandes marcas e cheias de cartazes em Austin, ao lado de outras como DOM,que eu nem ouvi, e distribuiu um milhão de óculos escuros com seu nome pelas ruas da cidade.
O espírito que a gente vai para o SXSW é principalmente de ver bandas novas- entenda-se por “nova” alguns anos ou 1 mês- mas no SXSW a gente tem a chance de ver shows como Edwyn Collins,compositor e guitarrista escocês super idolatrado no mundo todo (hit: “Girl Like You”). Ele não toca mais guitarra depois dos 2 derrames que sofreu, mas cantou feliz e carinhoso com o público. Foi no mesmo palco que, no dia anterior, mostrou J Mascis (Dinosaur Jr), que vi na surpresa. Foram dois shows com as pessoas se emocionando.
Edwyn Collins
O rap brilhou no “meu” SXSW.
Uma noite vi a seqüência Cool Kids e Das Racist, que tira qualquer seriedade do rap. No final do show os Das Racist até avisam: “a gente sabe fazer rap sério também, hein”. Difícil assistir os caras sem rir e imaginar como uns tipos tão estranhos montaram uma banda e como são fora do palco. E porque tinha tanto cara estranho cantando no palco com eles que não são da banda.
Já Odd Future são uns maníacos que eu não queria conhecer fora dali. Aliás, aconselho ninguém querer nem assistir um show deles de perto do palco. Os 11 moleques de LA dão uns pulos kamikazes de cima das caixas de som de 10 m de altura EM PÉ, na platéia. Xingam todo mundo, arremessam coisas e incitam o público a subir e pular também. Eles eram uma das bandas mais esperadas e comentadas do SXSW, além da turma do rap, pelo caos que causam. E realmente qualquer banda depois deles parece ter 87 anos e ser absurdamente careta.
Voltando para o lado bem humorado do rap, houve um movimento “rappers travestis encontram funk carioca” nas performances de Big Freedia e Vockah Redu.
As duas são negões gigantes de New Orleans. Big Freedia, tem cabelo, make e rebolado de mulher e voz de muito macho. E a galera sobe para rebolar com ele, free style.
Vockah Redu tem quatro dançarinos e juntos fazem coreografias absurdamente bem ensaiadas com saltos e acrobacias entre as reboladas de bunda até o chão.
Entre todos os SXSW que cada um pode fazer, existe o SXSW do sofrimento, do que você perdeu. Eu já sofri com o que os amigos contaram dos shows do FM Belfast, Bosco Delrey, Okkervil River, Tune Yards, Strokes, Kanye West, TV on the Radio… e mais uns 800. Sei que quando começar a ler as matérias do festival vou sofrer mais ainda ao perceber que o que eu vi e estou contando é um centésimo do que aconteceu. E que a vastidão e a profundidade de tudo o que acontece em um SXSW, de bandas a movimentos que nascem e aparecem, a gente só vai entender daqui alguns meses ou anos. Se entender.
Rolou neste sábado (20/11) a edição 2010 do festival Planeta Terra, no parque de diversões Playcenter, em São Paulo, capital. Com mais de 22 mil ingressos esgotados quase 2 meses antes do evento e disputados aos tapas na última semana, o lugar estava mais cheio do que nunca, apesar do line up formado principalmente de bandas indie. O portal FFW viu vários dos shows_ leia as resenhas e veja mais fotos na sequência!
Grupo paulistano que lançou seu primeiro disco, “Sunga” e faz parte do núcleo ao redor das baladas Neu Club/ Milo Garage, o Holger tocou seu rock. A banda está cada vez melhor ao vivo _rock enérgico, falsetes intensos e foco na percussão_ e também parece cada vez mais com o Vampire Weekend. No todo, é um show divertido, positivo: com destaque para “Caribbean Nights” e “Let ‘Em Shine Below”.
Formado por Thiago Pethit, Tulipa Ruiz, Tiê, Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) e Dudu Tsuda (Jumbo Elektro), os novos paulistas representam um grupo de músicos que colaboram entre si, tocam nas bandas uns dos outros, dividem repertório e ideias. Com pouco mais de uma hora, o set foi dividido entre faixas da carreira solo de cada integrante.
A apresentação começou bem com “Nightwalker”, rock melindroso de Pethit _que vestia Herchcovitch_ e atingiu seu ápice em “Pedrinho”, de Tulipa Ruiz e seu vocal poderoso. Tiê, de meia-calça e camiseta da Tina Turner, cantou de voz e violão mas segurou a atenção do público com seu carisma. A experiência de todos em palcos pequenos atrapalhou: havia um desconforto geral. E se na criação o grupo é unido, no palco o entrosamento é pouco _faz falta ouvir um repertório da banda em si.
Suis generis é o termo que melhor define o Of Montreal. Liderado pelo insano vocalista Kevin Barnes, que subiu ao palco de legging roxa, uma saia/frente única transparente sobre forro de jumbo dots, peruca e maquiagem pesada, o grupo é um mix de Secos e Molhados com Prince, passando pelo rock-psicodélico dos anos 1970 e o farofa dos 1980. Abriram a apresentação com “Coquette Coquette”, um robô no palco e dançarinos de collant prateado.
O setlist, mais centrado em hits e faixas conhecidas, surpreendeu e agradou ao público _formado por animadas meninas usando maquiagem de glitter e meninos indies modernosos. Entre os melhores momentos, marcados por dancinhas, dançarinos diversos no palco e nadando sob o público, ficam as faixas “The Party’s Crashing Us” e “Wraith Pinned to the Mist and Other Things”, com o refrão escapista: “Let’s pretend we don’t exist“, cantado em coro sob o por-do-sol.
Sem querer reduzir o artista à sua sexualidade, Mika fez jus a origem do termo “gay”: foi um show alegre, tanto no palco quanto na plateia. Evocando Freddie Mercury no figurino (camisa e calça brancas com casaco navy azul-marinho, mais sapato de glitter dourado) e Michael Jackson nos passos de dança, ele abriu seu set “Relax, Take It Easy”. A decepção foi perceber que seu famoso falsete foi dublado com bases pré-gravadas e a ajuda de uma backing vocal.
Assim seguiu, hit após hit, com o público em coro sem se importar muito. Mika só chegou a cantar mais para o final do show, dando preferência às notas graves e arriscando um agudo aqui e ali. Foi uma apresentação definitivamente animada, que estremeceu o Playcenter em “Grace Kelly”, no final, e “Love Today”.
O campeonato de Rock Band foi uma das atrações mais concorridas entre os brinquedos do evento _e o momento ficou com uma rendição época de “Say It Ain’t So”, do Weezer, por um frequentador. Quem sabe faz ao vivo _já diria o Mika.
Nada foi tão interessante no show do Phoenix quanto o boato de que o Daft Punk participaria dele. Infelizmente, a dupla francesa de música não passou pelo Brasil _atualmente, os 2 estão focados no lançamento do filme “Tron: Legacy”, do qual assinam a trilha sonora. Então subiram os 4 garotos esquálidos liderados pelo vocalista Thomas Mars, entoando o hit “Liztomania”. Era, sem dúvida, a banda que arrastou o maior público ao palco principal até então _resultado da aparição de suas canções em seriados de TV, alta rotação em rádios e na MTV.
É uma banda competente, mas o repertório é repetitivo; com exceção do momento em que Mars foi até a plateia, não houve muita diferença no bloco de “Run Run Run”, “Armistice”, “Girlfriend” e “Consolation Prizes”. Terminaram com outra faixa famosa, “1901″.
A primeira visita do Hot Chip no Brasil, no Tim Festival de 2007, foi marcada por problemas de som e falta de público. Na época, eles só haviam lançado os antológicos “Coming On Strong” e “The Warning”. Hojeestão no quarto disco de estúdio, uma carreira sólida e com um repertório para shows bem mais consistente: deram destaque para as faixas de BPM acelerado, com destaque para as do álbum mais recente, como “One Life Stand”. De longe, o show mais maduro, quente e lotado do Indie Stage.
Banda para fãs, show para fãs. Ícones verdadeiramente indies dos anos 1990, o Pavement tem um séquito de fãs que os acompanha, e foram esses fãs que fizeram do seu show uma melhor apresentação. Gente com lágrimas nos olhos, cantando todas as letras e vestindo camisetas com o nome ou versos de músicas do grupo.
Aos 50 anos, Stephen Malkmus não tem mais a juventude, mas mantém o charme desencanado; o mais animado era o percussionista Bob Nastanovich, gritando no microfone e andando pelo palco. Ficaram na cabeça os hits “Date With IKEA”, “Cut Your Hair” e “Range Life”.
Vestindo uma camiseta com a legenda “Nature” (Natureza), Billy Corgan subiu ao palco ovacionado, de braços erguidos como um pastor, exibindo seu ainda assustador semblante. Como um vampiro, ele suga a juventude da sua banda, toda 20 anos mais nova.
E funciona: Billy não parece ter envelhecido mais que 5 anos, embora tenham se passado 22 desde a formação original (e histórica) do Smashing Pumpkins. Apesar de criticar o Pavement por “olhar para o passado”, é no passado que está a glória e a memória dos fãs, que foram pacientes com o vocalista ao esperar, a cada 3 músicas recentes (ele lançou em 2010 o álbum de 44 faixas, “Teargarden by Kaleidyscope”) um hit dos anos 1990.
O primeiro foi “Zero”. Urros na plateia, guitarras pesadas. Mais músicas novas, solos de guitarra, Billy lançando olhares de reprovação em direção da baixista Nicole Fiorentino. Então, o inconfundível riff de guitarra de “Today”. Mais lágrimas na audiência. Mais um bloco de músicas novas, mais comprido. No final, recompensou seus fãs com “Tonight Tonight” e seguiu em um bis interminável e solos de guitarra.
O clima de festa entre amigos imperou na última apresentação do Indie Stage.Especializado em mashups e samples, o DJ Girl Talk faz uma salada pop de todas as épocas. O set _que parecia estar parcialmente pronto_ deu chance à Greg de festejar com uma máquina de propulsão de papel higiênico/picado, chamar parte dos fãs para subir no palco e subir em cima da mesa de som. Teve de tudo: Michael Jackson, Kylie Minogue, Stevie Wonder, Madonna, tudo dentro de um liquidificador até você não saber mais o que é o quê. Pudera todo DJ fosse tão preocupado em divertir seu público…
Rolou neste sábado (10/10) o segundo dia do SWU Music And Arts Festival em Itu, São Paulo. Por sorte, o caos generalizado da primeira noite de evento parece ter atenuado. O lineup tranquilo, de atrações “pop adulto contemporâneo” como Dave Mathews Band e Joss Stone, ajudou a acalmar os ânimos do público, que de acordo com a organização do evento, foi de 56 mil pessoas pagantes. Com exceção é claro da tenda eletrônica, onde todos seguem fritando eternamente.
- “Moço, existe alguma sinalização para achar o carro? Vou perder com certeza”, pergunta um rapaz. “Tem sim. Aquela árvore ali”, responde o guarda apontando para uma fila indiana de árvores que circunda o estacionamento inteiro.
- No começo da noite, Joss Stone sobe ao palco principal, para fazer um dos melhores shows do festival até agora. Voz poderosa, vestidão esvoaçante, cabelos ao vento e pés descalços: Joss tem os pré-requisitos de diva e é comparada à Aretha Franklin_ culpa do repertório calcado no soul, r&b e reggae. O público animou no hit “Super Duper Love”, que aparece no disco de estréia de Stone, “The Soul Sessions”_ e para o final, a cantora deixou a melhor canção que já compôs: “Right To Be Wrong”, sincera até dizer chega.
- Dave Mathews Band dá ao povo o que o povo quer: soft-rock açucarado, solos de guitarra, bateria, um pouco de country e várias baladas. A apresentação de duas horas compreendeu o repertório de dezenove discos já lançados pelo grupo americano_ que foi ovacionado ao tocar “Shake Me”e “You”.
- De 2005_ ano em que o grupo tocou no Tim Festival _para cá, o Kings of Leon passou do indie rock ao pop radiofônico, ganhando nesse meio-tempo um séquito gigante de fãs no mundo inteiro. Ao menos 40 mil deles estavam neste sábado (10/10) na fazenda Maeda.
Com exceção de “Molly’s Chamber”, primeiro single de sucesso deles e segunda canção da apresentação, o setlist deu preferência às faixas mais recentes, com influência do rock eletrônico dos anos 1980 como “Sex On Fire” e “Use Somebody”. E apesar da boa recepção do público, a apresentação seguiu morna até o final_ bem parecida com a que fizeram em São Paulo há cinco anos. Certas coisas não mudam nunca…
A Oi, patrocinadora do festival SWU_ que acontece em Itu, São Paulo, nos dias 09, 10 e 11 de Outubro _lança suas ideias de moda e sustentabilidade para o público do evento. Uma parceria entre a operadora e a loja À La Garçonne, de Fábio Souza , resulta no projeto Oi Trocadores.
No espaço, desenvolvido com materiais reciclados, o público de shows e exposições poderá trocar suas peças de roupa ou acessórios_ na hora e com ajuda de consultores _por outra peça garimpada na loja. Tudo sem custo. O esquema de troca segue ao longo dos três dias, incentivando o uso sustentável da moda. Fotos dos looks antes e depois da troca serão publicadas no site do Oi Moda.
Após 10 meses de especulação, o tal festival de “Woodstock” no Brasil finalmente foi confirmado. Ou quase. O nome do evento é SWU, ouStarts With You (começa com você, em tradução livre), norteado por conceitos de sustentabilidade, e que acontece na fazenda Maeda em Itu (interior de SP) nos dias 9, 10 e 11 de outubro.
Em coletiva de imprensa que aconteceu nesta quarta-feira (16/06), a organização confirmou as apresentações do Pixies, Linkin Park, Incubus e Dave Matthews Band. No total, serão 60 atrações, sendo 15 delas internacionais e 45 nacionais, divididas em quatro palcos: dois grandes, um eletrônico e um indie.
Nos moldes de festivais gringos como Glastonbury (terá 30 mil vagas de estacionamento e área de camping para 8 mil pessoas) ou Lollapallooza (com ações de sustentabilidade e reciclagem), o evento foi idealizado pelo empresário Eduardo Fischer, da Totalcom, em parceria com Michael Lang, um dos fundadores do Woodstock original de 1969, e a produtora Concep, responsável também pelo festival Maquinária.
AInda não foram divulgados detalhes sobre ingressos.
Foi divulgada a lista de estilistas e fotógrafos que participam da 25ª edição do Festival de Fotografia e Moda de Hyères, no sul da França, entre os dias 30 de abril e 3 de maio. Além de mostrar para o mundo os novos talentos dessas duas áreas, o evento também promove palestras e exposições.
Neste ano, os estilistas participantes são Nora Berger & Kathrin Lugbauer, Jasper Sinchai Chadprajong, Yun Jung Kim, Isabel Mastache Martinez, Tsolmandakh Munkhuu, Lucile Puton, Nada van Dalen, Alexandra Verschueren, Yiqing Yin, Ali Zedtwitz & Valerie Lange, que serão avaliados por um júri formado por nomes como Sarah Mower (do Style.com), Olivier Lalanne (editor-chefe da “Vogue Hommes International”) e o estilista Dries Van Noten.
Já os fotógrafos que concorrem estão Yann Gross, Yvonne Lacet, Matthieu Lavanchy, Dhruv Malhotra, S. Billie Mandle, Cara Phillips, James Reeve, Robin Schwartz, Indre Serpytyte e Carlo Van de Roer, que serão avaliados pelo polêmico Oliviero Toscani, Johan Svensson (diretor artístico da “Vogue Paris”) e também por Walter Pfeiffer.
O fotógrafo Steven Klein aproveita o evento para exibir o vídeo “Hallucination”, com um panorama dos seus editoriais de 2001 até 0 começo deste ano, com imagens da “W”, “Vogue US”, “Vogue Paris”, entre outras.
O Festival de Hyères ainda abriga exposições de Dries Van Noten, Walter Pfeiffer, Diane Pernet com sua “A Shaded View on Fashion Film”, e Linus Bill.
Para quem não lembra, em 2009 a MAG! fotografou um editorial inteiro com os looks dos estilistas participantes do Festival de Hyères daquele ano.
25ª edição do Festival de Fotografia e Moda de Hyères ONDE Villa Noailles, Hyeres – França QUANDO de 30 de abril a 3 de maio de 2010
+ villanoailles-hyeres.com
Rolou no último sábado (28/11) a segunda fase do Smirnoff Experience, em São Paulo. Depois de trazer o Franz Ferdinand pra tocar na The Week, o festival se dedicou inteiramente à música eletrônica. Ao todo, 12 DJs tocaram em 3 pistas, com destaque para James Murphy/Pat Mahoney, do LCD Soundsystem; Joe Goddard, do Hot Chip; a banda americana YACHT, Move e Derrick Carter.
Apesar da inspiração (um pouco perdida) nas squat parties londrinas (onde grupos invadem casas abandonadas para fazer festas, ou morar ilegalmente), a estrutura acabou ficando muito ostensiva e, portanto, distante do underground. O complexo de galpões abrigou três palcos, que foram abertos ao longo da noite com performances de dançarinos e iluminados com imagens projetadas pelo VJ Speto –de longe a parte mais legal da cenografia.
O som estava ruim. A banda, melhor do que nunca. O grupo formado por Geanine Marques (vocais), Paulo Bega (guitarra e sintetizadores) e Ricardo Athayde (bateria) abriu a pista “pub” com seu rock eletrônico e cheio de camadas. Em fase de finalização do seu primeiro disco, eles mostraram que o repertório mais antigo amadureceu e ganhou novas nuances. E o novo é mais dark – com guitarras que remetem a um filme de suspense, mais trip-hop e ênfase nos sintetizadores. No final, o som acabou melhorando e todo mundo se divertiu – tanto a banda, quanto o público.
O cultuado líder do LCD Soundystem fez a discotacegam mais esperada da noite e não decepcionou. Apesar do calor insuportável dentro da pista, todo o público –formado principalmete por amigos da banda e por uma turma de descolados que estava no evento – dançou da primeira à última música tocada (em vinil!) por Murphy. Ele misturou house music dos Anos 90, música Disco, acionou vocais poderosos nos picos de euforia e beats insistentes para pontuar sua performance. O setlist teve mais de duas horas e na sequência (não antes de dar uma rápida entrevista para o site SPFW!) ele partiu para o clube Vegas para discotecar mais uma vez, onde terminou com o nascer do sol, dançando na pista junto com o público.
De longe a melhor (e mais surpreendente) apresentação da noite. O YACHT é uma dupla norteamericana formada por Jonas Bechtold e Claire L. Evans, com influências que vão de Yoko Ono à Nirvana. O show foi tão único quanto subversivo. Explicamos: uma dupla de fashionistas andróginos – o menino feminino, a menina masculina – fazendo rap como MCs (à la Beastie Boys), sobre bases eletrônicas experimentais e com coreografias que deixariam Lady GaGa com inveja. É muito pra sua cabeça? O público adorou!
Uma coisa é certa: Joe Goddard entende do riscado. O músico, que é uma das cabeças por trás do Hot Chip, entrou na pista “pub” já depois das quatro da manhã. Com um setlist repleto de progressões eletrônicas insistentes – que vêm da música Disco, uma influência confessa de Joe –, sua apresentação acabou sendo mais repetitiva do que evolutiva. A melhor surpresa veio no final, quando ele tocou duas músicas do novo disco do Hot Chip, que tem lançamento agendado para o início de 2010.
E você: estava no Smirnoff Experience? Deixe sua opinião sobre os shows abaixo!