Nova geração de promoters fala sobre o que é quente em 2011

O WGSN fez o perfil dos cinco nomes mais jovens e mais quentes dos clubes noturnos de Londres, São Paulo, Seul, Tóquio e Los Angeles, e eles falaram sobre música, festas, como usam as redes sociais e o que é quente para 2011.

Toby Bull – LONDRES

bull©Reprodução WGSN

Na tenra idade de 18 anos, Toby Bull faz parte da mais nova geração de produtores musicais e promoters de Londres, e também é um dos mais influentes. Ele começou promovendo shows de bandas como Rolo Tomassi, The King Blues, Sam Isaac, : ( e Zombina & the Skeletones, e hoje comanda a Tender Age, que abrange uma balada, um blog e uma gravadora. Bull, que está terminando sua preparação para ir à universidade, no próximo ano, também cuida das bandas Beat Connection e D/R/U/G/S.

“[Eu fiz isso] pela mesma razão de quase todo mundo, eu acho: crescendo no meio do nada sem acesso a shows de boas bandas. Tendo passado tempo com o meu irmão em lugares abandonados e centros sociais de Londres, essa ausência se tornou óbvia demais para mim. Na época que eu tinha 14 anos, comecei a promover alguns shows. Uma vez que eu aprendi a postura dos negócios – com agentes e gerenciamento e todo o resto – ser tão jovem deixou de ser uma armadilha e ninguém reparou mais nisso”.

Tender Age também comanda o “Happiest Place on Earth” (em português, “Lugar mais feliz do mundo”), um espaço de eventos. “É tanto uma boate quanto um espaço de shows – depende de como estou me sentindo – para novas coisas que eu estou ouvindo e gostando muito”, disse Bull.

Sobre as redes sociais:

“Música é essencialmente sobre comunicação, e aceitar e se envolver com a modernidade é o único jeito de ir pra frente. Se você rejeita as redes sociais, você ainda comunica alguma coisa, mas eu acho que você está sendo nostálgico… Myspace surgiu e já morreu, Facebook existe há bastante tempo e Twitter é a verbalização de coisas que você pensa e nunca diz. [Perfis nas redes sociais] são praticamente parte das pessoas.”

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Para festivais, tudo acontece no Melt, Midi, Lounge on the Farm e Land of Kings. Eu amo o que “Aka Aka Roar” está fazendo em Brighton, e esse novo clube The Tube tem apostado em ótimas coisas. Star of Kings é um novo grande nome, e Corsica Studios tem um ótimas coisas para dançar, e um sistema de som de enlouquecer. Eu também gosto de Dalston Superstore e The Alibi também tem seu charme. Também em Brighton (ou Melhor subúrbio de Londres), mas Green Door Store é fenomenal. Público perfeito, programação perfeita e um reluzente, maravilhoso e agradável local”.

O que ouvir em 2011:

“Eu acho os “Night Angles” incríveis – eles vão lançar um disco-odisséia de 10 minutos que eu quero como trilha sonora desse outono e inverno, quando o sol morre e noites frias tomam conta. Eu acho que Arthur Beatrice vai dominar o mundo até o fim de 2012. Eles são esses quatro jovens surpreendentes das redondezas de Londres que ficam incrivelmente bem colocados juntos, com suas composições fortes e partes sutis… tipo Phil Collins em uma viagem bizarra pelo Reino Unido. Meus garotos “D/R/U/G/S” e “Beat Connection”estão arrasando também – é um fato, mas eles ainda têm umas coisas ótimas para serem lançadas”.

+ Ouça “Beat Connection”

Lais Pattak – SÃO PAULO

lais©Reprodução WGSN

Lais Pattak, 23, é uma promoter de clubes e festas do Brasil. Ela comanda a “Killing the Dance”, uma festa temática no Clube Glória, em São Paulo, toda terceira sexta-feira do mês. Pattak é também uma das DJs residentes, ao lado da drag-queen DJ Ginger Hot e Jorge Wakabara, editor chefe do site lilianpacce.com.br.

“Eu ia a muitas festas diferentes, mas sempre sentia falta de alguma coisa nelas. Então depois de pensar bastante, aos 19 anos, decidi ir atrás disso, correr alguns riscos e criar minha própria festa. Isso foi há quatro anos.”

Pattak estudou comunicação social, rádio e TV na Universidade, mas sempre viveu em São Paulo e desenvolveu uma rede de contatos com o passar dos anos. Ela vive nas redes sociais e é famosa na noite de São Paulo por seu estilo pessoal e seus enfeites de cabelo, assim como por suas festas lotadas.

Sobre as redes-sociais:

Eu sempre digo que minhas festas são festas de Facebook – hoje em dia, quando alguém está procurando por algum lugar para ir, é o primeiro lugar que elas procuram. No Twitter, uma das minhas festas ficou em segundo lugar nos “Trending Topics” do Brasil – isso é muito importante para o meu trabalho.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

Planeta Terra em novembro será bombástico – é um grande festival com mais de 20 artistas do mundo todo. Para clubes, tem que ser Clube Glória e Funhouse.

Jo and Dan – TÓQUIO

toquio©Reprodução WGSN

Jo e Dan começaram como promoters de clubes, antes de decidirem que queriam animar as coisas na Semana de Moda de Tóquio. Tendo promovido várias festas de outras pessoas antes, a dupla decidiu que eles tinham contatos suficientes para lançar uma deles mesmos. Eles acabaram sendo escolhidos para organizar a festa de encerramento da Semana de Moda do Japão.

“Quando começamos a fazer os eventos “Tokyo Dandy”, Tóquio era realmente dividida em gêneros. Mesmo na Trump e La Fabrique (casas noturnas da cidade) era uma noite sem fim de techno. Nós nos certificamos que em nosso line-up houvesse eletrônica, techno, rock, hip hop, pop e K-Pop – uma grande mistura.

Jo e Dan explicaram que em Tóquio os clubes em si são tão importantes, como em outras cidades, dizendo: “Tudo depende do evento, ou dos organizadores, ou de uma festa em particular. Entretanto, nós preferimos Trump Room e Le Baron para nossas festas porque eles representam o underground e a moda de rua (Trump), e a moda mais madura e sofisticada (Le Baron), já que são ambas que fazem a Tokyo Dandy”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Fuji Rock é o melhor festival graças a sua localização nas montanhas japonesas – as performances são quase secundárias devido ao cenário incrível. Há bastante barulho sobre o Big Beach Festival esse ano, também. O futuro dos clubes em Tóquio é difícil de prever por causa do terremoto. Nessa primavera, as pessoas não sabem como reagir e com o verão se aproximando, haverá falta de eletricidade assim que todo mundo começar a usar seu o ar-condicionado. Dito isso, eu espero que isso contribua para maiores espaços abertos, mais atividades ao ar-livre, muitas horas na praia, que normalmente fecha às 21h, e mais coisas nos parques”.

O que ouvir em 2011:

“Trippple Nippples é um dos únicos grupos que estiveram “na cena” nos últimos anos. Há também uma nova geração de jovens DJ’s japoneses chegando, que estão fazendo suas próprias coisas, o que é ótimo. Nosso cenário pode ser pequeno, mas nos grandes clubes é sempre a mesma coisa de sempre, com grandes nomes tipo Ken Ishi, Dex Pistols e Shinichi Osawa”.

Daehyun Kim – SEUL

seul©Reprodução WGSN

Daehyun Kim é chave criativa na cena indie local de Seul, mas também promove bandas da Upper Music Label, DJ’s e festas pós-shows e ainda toca em sua própria banda, Wagwak. Desde seu primeiro passo na cena musical alguns anos atrás, ele diz que a música em Seul cresceu significativamente, com pessoas fazendo mais festas indies e noites de bandas.

“Eu planejo continuar trabalhando para construir um melhor cenário para a música indie em Seul. Eu amo encontrar novas e promissoras bandas, então eu estou sempre procurando por música nova e minha playlist no iPod está sempre mudando. Neste momento eu estou gostando de bandas lo-fi”.

“Eu faço meus shows e eu quero que mais pessoas venham a eles, então eu pensei que se pudesse fazer shows mais baratos com muitas bandas boas, então funcionaria!”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

Há alguns festivais de verão chegando, mas eu sou todo sobre Jisan Rock Festival, que é o maior de todos na Coreia.

Daniel Boyd Barrett – LOS ANGELES

la©Reprodução WGSN

Com 23 anos, Daniel Boyd Barrett mora em Los Angeles e descreve a si mesmo como um “obcecado por música”. Boyd Barret começou como promoter e na discotecagem por ser um ávido colecionador de discos. “Eu tinha todas essas músicas em minhas mãos que eu queria tocar para as pessoas e todos os meus amigos pareciam gostar. Eu também iniciei um blog de música com um número de razoável de leitores, o que alimentou ainda mais minha obsessão por música”.

Boyd Barrett comanda uma festa mensal na 3Clubs, em Hollywood, e construiu uma reputação como DJ e promoter.

“Eu coleciono todo tipo de música. Nunca me restringi a um ou dois gêneros – eu não acho que ninguém que realmente ama música faria isso. Meus atuais gêneros favoritos seriam Tropicália, luk thung, freakbeat/psychedelic/garage internacional e Anatolian rock. Eu também amo as compilações do Sublime Frequencies, Soundway e Numero Group”.

“Eu amo usar projetores. Eu acho que o final dos 60 e o começo dos 70 foram tão legais, em parte por razões não musicais – havia uma nova geração cultural. LSD, projeções alucinantes, música freakbeat, roupas coloridas, política e a auto exploração”.

Sobre as redes sociais:

“Facebook e Twitter são muito importantes. Você pode literalmente chamar milhares de pessoas para irem a sua festa – quer dizer, isso é enorme! Eu também uso “Soundcloud” para que as pessoas possam escutar exatamente o tipo de música que será discotecada e ter certeza que é o tipo de coisa que elas gostam”.

Dicas de festivais e clubes de 2011:

“Eu realmente gosto de El Cid para noites comuns como Nomerica e Rhonda. 3Clubs e Black Boar para uma atmosfera cool e música interessante. The Echo para bons shows grátis e Party Time Punks aos domingos. The Smell para super ações de DIY. Wombleton Records de vez em quando às quintas-feiras (é a melhor loja de discos de LA, de longe). Eu acho que o novo bar para se estar é Harvard & Stone – tem um design incrível, é muito convidativo e tudo mundo parece estar amando. Eu definitivamente estarei discotecando lá em algum momento. Para festivais nos EUA, tudo o que você precisa é SXSW. Outro tão bom quanto, FYF Fest”.

O que ouvir em 2011:

“Food Pyramid, Terry Malts, Folakazoid, John Maus, Moon Duo, Purling Hiss, Belong, NoJoy, Craft Spells, Tyler the Creator, Dirty Beaches, the Soft Moon e Tearist”.

+ Ouça “Craft Spells”

Radar FFW: nova turma de club kids resgata montação em SP

22/10/2010

por | Cultura Pop

clubkidsgrande_049Da esquerda para a direita: Alexandre Brito, Caio Tavares, Laís Pattak, Boss In Drama, Adler David, Felipe Abe _os headliners da nova geração club kid ©Juliana Knobel/FFW

Do inglês, clubkid: termo originado no começo dos anos 80, para festas e seus frequentadores que ouviam música eletrônica e dançavam como se não houvesse amanhã. No Brasil, a onda chegou um pouco mais tarde para representar uma geração que atravessou os anos 1990 em clubes como Nation, Kravitz, Massivo e muitos outros. Desta fase saíram nomes como Erika Palomino, Johnny Luxo, Marcelona, Robert Estevão, Alisson Gothz, Michael Love, Bianca Exótica, Marcia Pantera, Cacá Ribeiro, só pra mencionar algumas das lendas vivas.

Se durante os anos 2000 esse movimento organizado na vida noturna se dissipou, neste final de década _especialmente de dois anos para cá_ uma nova turma invadiu certos points de São Paulo, principalmente o Clube Glória, de André Hidalgo. É o tipo de lugar onde não é preciso marcar com ninguém: essas pessoas estarão lá, fervendo. Figuras da noite, sempre montadas, são mais populares que os baladeiros comuns e muitas vezes acabam produzindo algumas festas, atacam de DJs ou trabalham como host, hostess ou na porta controlando as disputadas listas.

A editora de moda Erika Palomimo e autora do livro “Babado Forte”, que registrou o nascimento da cena eletrônica/gay nos anos 1990, avalia essa nova geração: “Vejo mais o Facebook como QG dessa nova geração, que vive em festa. Aliás, para eles, a vida é que é um Facebook! Tem nichos que se misturam, claro, mas em geral os novos clãs somente se auto-frequentam. Realmente, meio fechado de entrar. Como todos são muito jovens, melhores amigos são feitos quase que imediatamente”, analisa.

“Outro aspecto é que sinto a nova geração algo ‘samambaia’, meio assexuada. Há poucos casais nos grupos e não acho que se pratique tanto sexo _quanto nos anos 90, quando todo mundo experimentava de tudo”, relembra. “O que acho legal hoje, por outro lado, é que rótulos sexuais caíram por terra, e eles transitam entre diferentes interesses com bastante tranquilidade, sem ninguém precisar se afirmar nada: nem gay, nem hétero, muito pelo contrário”.

Sobre a moda, que tem relação intrínseca com a noite, Erika exalta a “montação”. “Me interessa neles o modo de vestir, com ênfase na personalidade e na criação de estilos de edição diferenciados, com um olho no brechó e outro na customização”.

O FFW conversou com 7 desses novos clubkids. Confira:

PÉRICLES MARTINS a.k.a. BOSS IN DRAMA

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É fácil reconhecer o Boss in Drama na balada: procure por bombas de fumaça ninja, instrumentos musicais que soltam fogo, roupas brilhantes e seu topete e make sempre _leia bem: s-e-m-p-r-e!_ impecáveis.

Twitter: @BossInDrama

Facebook: facebook.com/pages/BOSS-IN-DRAMA/27377153497

Onde nasceu: Paraná.

Idade: 23 anos.

O que faz da vida: Produtor Musical / Boss In Drama.

Signo: Escorpião.

Apelido: Pepa.

Boate favorita: Aquela com amigos e música boa.

No iPod: Michael Jackson.

Primeira balada da vida: Baile de formatura.

Primeiro porre: 1999, em casa ouvindo Marilyn Manson.

Mais tarde que já saiu de uma festa: Quando toquei até a ultima pessoa sair da pista.

Maior perrengue: Quando derrubam drinks no meu equipamento.

Melhor música de pista: Essa semana? Meu remix pro N.E.R.D.!

Figurino ideal pra sair: Muito brilho e exagero! Mais é MAIS!

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ADLER DAVID

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Integrante dos Underaged Heartbreakers, Adler David é figura-chave entre a galera muito jovem da noite de São Paulo. Adler é tímido, tem visual vampiresco, fala pouco, mas se joga muito _principalmente se estiver tocando Lady GaGa, porque ele sabe as coreografias de cabeça.

Twitter: @AdlerDavid

Facebook: facebook.com/adlerd

Onde nasceu: São Bernardo do Campo, São Paulo.

Idade: 18.

O que faz da vida: Blogueiro, promoter e web-designer.

Signo: Peixes.

Apelido: Não tenho.

Boate favorita: Glória.

No iPod: Metric.

Primeira balada que foi: Glória

Primeiro porre: Velho Barreiro HAHAHAHA.

Mais tarde que já saiu de uma festa: Meio dia.

Perrengue histórico: Perder a comanda.

Melhor música de pista: Eletro, 90s e pop chiclete.

Montação: Depende da festa e do meu humor mas procuro sempre usar algo que chame atenção e me possibilite dançar.

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ALEXANDRE BRITTO

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Esse você vê logo de cara. Pelo look, sempre de pegada rocker _skinny jeans, jaqueta de couro, tachas e muito preto. Alexandre é door do clube Glória, cuidando de infinitas listas e filas imensas. Não se engane pela cara de mau_ ele é fofo com todo mundo (que merece).

Twitter: não possui.

Facebook: facebook.com/alexandre.brito2

Onde nasceu: São Paulo.

Idade: 24.

O que faz da vida: Estilista e door do Clube Glória.

Signo: Libra.

Apelido: Alê.

Boate favorita: Clube Glória.

No iPod: Sex Pistols.

Primeira balada que foi: Muitas coisas… Não me lembro.

Primeiro porre: Aos 9 anos, no casamento da minha prima.

Mais tarde que saiu de uma festa: Não saberia responder.

Melhor música para pista: “Spellbound”, da Siouxsie And The Banshees.

Montação: Um look que te faça se sentir bem.

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FELIPE ABE

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Dono dos modelos mais incríveis _e invejados_ de qualquer balada, Felipe Abe fotografa, abusa da androginia que a natureza lhe deu (inclusive vestidos fazem parte do seu dresscode que beira o crossdressing) e, o mais importante para um club kid, tem carisma de sobra.

Twitter: @FelipeAbe

Facebook: facebook.com/felipeabe

Onde nasceu: em São Paulo, no bairro de Perdizes, numa clínica homeopática e de parto normal.

Quantos anos tem: 25.

O que faz da vida: Sou fotógrafo, mas fiz arquitetura por muitos anos e sou grato à toda base teórica e estética que o curso me deu. Eu faço da vida o que ela tem de melhor a me oferecer _desde que eu acredite e veja um futuro num projeto ou ideia, eu estou dentro! Ja fui de trabalhador de fábrica no Japão à assistente do Jum Nakao na Holanda. No momento me ocupo fotografando clubs, produções de arquitetura e moda.

Signo: Capricórnio com ascendente em Câncer e lua também em Câncer.

Apelido: Já tive alguns, mas nenhum pega! Um muito fofo foi Pet! Alguns amigos íntimos me chamam de Felícia, uns mais antigos, de Evil. Nem tente me arranjar mais um, no fim sou mesmo chamado de Fê (ou Abe!)

Boate favorita: Tenho 3 preferidas: Glória, D-Edge e o Luxúria (que não é uma boate, e sim uma festa).

No iPod: Vou escolher a que mais me marcou na adolescência: Marilyn Manson!

Primeira balada que foi: Tunnel, quando adolescente, kkkkk! Fiquei apavorado, acharam que eu era do interior, tamanho meu horror!

Primeiro porre: Foi na faculdade, comecei a beber tarde e… como lembrar?

Mais tarde que já saiu de uma festa: Muitas never-ending-parties, mas sou preguiçoso pra chill-outs, quando o sol raia eu voo pra catacumba!

Maior perrengue: Vou contar 2: em 2005, voltando de um after party, um amigo nosso vomitou e tossiu pro alto em um trem lotado voltando de Santo André e me senti em um filme de zumbis sendo atacado pela multidão louca. Outra foi há uns dois anos saindo de uma On the Rocks: fiz a cagada de entrar num carro dirigido por uma pessoa bêbada com uma semana de carteira e 2 quarteirões depois estávamos grudados no poste _eu ganhei de brinde a quinta vértebra do pescoço quebrada e 6 meses de pescoceira. Tenso. Nunca mais!

Melhor música de pista: Aquela que faz sentido no momento, te tira do chão e te faz voar!

Montação: Qualquer um que imprima minha personalidade e meu humor no momento!

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LAÍS PATTAK

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Laís Pattak é a clubkid mais empreendedora desta lista: capitalizou seu hype, viralizou-se pela internet, e hoje é DJ e produtora de festas _com animação linear, não importa o dia da semana.

Twitter: @LaisPattak

Facebook: facebook.com/lpattak

Onde nasceu: Curitiba, mas sempre morei em São Paulo.

Idade: 23.

Signo: Gêmeos.

Apelido: Ou eu não tenho, ou não me avisaram.

Boate favorita: Clube Glória em São Paulo, James em Curitiba.

No iPod: Atualmente, Queens Of The Stone Age.

O que faz da vida: Como formação sou Radialista, mas meu alter ego é DJ e promoter do Clube Glória.

Primeira balada que foi: Matinê Krypton em São Paulo [risos].

Primeiro porre: Em 2001, após a missa de formatura.

Mais tarde que já saiu de uma festa: Depende se tarde é cedo, ou se o cedo é tarde, mas vamos colocar umas 9 da manhã aí, vai…

Perrengue histórico: Alguns momentos na minha jornada de três dias pelo [festival] SWU, como sair de um show para o outro.

Melhor música de pista: “I Love Rock n’ Roll”, de Joan Jett & The Blackhearts.

Montação: Vestido preto, meia calça preta ou colorida com sapatos e casacos dramáticos. E make impecável!

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CAIO TAVARES

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Caio Tavares é mais conhecido por seu apelido “global” (veja no perfil abaixo). Magééééérrimo, quase sempre de clutchbag na mão e desfilando com seu nonchalance digno de uma esfinge, Caio é também uma das figuras mais fofas da noite paulistana: ou seja, presença indispensável.

Twitter: @TavaresCaio

Facebook: facebook.com/caiotavares

Onde nasceu: Em São Paulo.

Quantos anos tem: 20 anos, nasci em 1990.

O que faz da vida: Já fiz várias coisas, já trabalhei com figurino, assistente geral das Gêmeas, fui assistente de produção de moda, estagiário em semanas de moda, e às vezes finjo que sou DJ, mas agora sou estudante de moda!

Signo: Gêmeos.

Apelido: Apesar de acharem que é Glória Maria [pela semelhança física com a ex-apresentadora do Fantástico], não é não, meus amigos mais íntimos me chamam de Preta! (risos).

Boate favorita: Sinceramente sempre foi a Torre, mas como ela fechou passou a ser o Glória!

No iPod: É difícil falar só uma, podia falar Radiohead, mas ia faltar She Wants Revenge, Interpol, The Killers e Britney Spears (é meu maior gosto por música até hoje!)

Primeira balada que foi: Foi no extinto Atari quando eu tinha 14 anos.

Primeiro porre: Não lembro do 1º, mas lembro de um que tive recentemente que foi bem trash, perda de memória e tudo mais.

Mais tarde que já saiu de uma festa: 11:30 da manhã de um Domingo, quando ainda tinha o Hells no Vegas, eu adorava, e sempre ia embora muito tarde.

Perrengue histórico: Já passei por vários. Tinha um fofo aí que sempre oferecia uns chillouts bafo, mas era na “pqp”, uma vez eu queria ir embora e não conseguia, e ninguém queria ir comigo!

Melhor música da pista: Qualquer uma da Britney!

Montação: Gosto muito de jeans e alguma camisetinha ou uma blusa com uma modelagem mais elaborada, que completo com  jaqueta, blazer, cardigã, acessórios dourados que eu amo, e agora estou amando usar as cabeças do Walério Araujo, que deixam qualquer look rico!

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GABRIELLA WANDERLEY

gabiwan

O ar blasé de Gabriella Wanderley, misturado ao je ne sais quoi carioca, faz sucesso tanto no Rio _onde é vista entre o clã da BUATI_ ou em São Paulo, batendo cartão no Bar Secreto.

Twitter: não possui

Facebook: facebook.com/gabriella.wanderley

Onde nasceu: Rio de Janeiro.

Idade: 18 anos.

Profissão: Sou stylist e desenho para a Marcella Virzi.

Signo: Capricórnio.

Balada favorita: Bar Secreto, em São Paulo.

Banda favorita: Queen.

Primeira balada que foi: Na The Week, ver Anja Shneider e Booka Shade [risos].

Maior porre: Não bebo.

Mais tarde que já saiu da balada: A hora que fechou?

Perrengue histórico: Acho que nenhum para recordar.

Melhor música de pista: Gustavo Tata faz a melhor música de pista.

Montação? Relativo. Depende de tanta coisa….

Agradecimentos: Clube Glória

Onde Nasceu: São Paulo, SP.

Idade: 24

Profissão: estilista e door do Clube Gloria.

Signo: libra.

Apelido: ale.

Primeira balada que foi: Clube Glória.

Banda favorita: Sex Pistols.

Mais tarde que saiu de festa: muitas coisas… Não me lembro.

9 anos, casamento de minha prima

vou saber rs

Melhor música para pista: Siouxsie and the Banshees Spellbound.

Looks ideais para sair: um que te faça se sentir bem.

Hard Ton estremece Clube Glória com show de fetiche-ítalo-disco

13/09/2010

por | Cultura Pop

hardton_011Hard Ton ©Juliana Knobel/FFW

Rolou no último sábado (11/09) o show do cantor italiano _e auto-intitulado disco queen_ Hard Ton, no Clube Glória, em São Paulo. Convidado por Johnny Luxo e Marcelona para a festa Luxo Pop Show, Ton tocou para  casa em lotação máxima e público eclético: club kids e fashionistas, gente montada e desmontada.

A apresentação começou tarde_ pouco antes das 3h da manhã _mas valeu a espera. A primeira observação é obvia: Hard Ton, com seus cento e tantos quilos, é uma visão impressionante. Em um macacão de tiras de couro total fetiche leather e um colar em formato de pênis pendurado no pescoço (que depois deu lugar a um outro modelo com o logo da Chanel) ele subiu no palco improvisado confiante.

hardton_010Bem solto, Hard Ton e seu figurino-fetiche durante show em São Paulo ©Juliana Knobel/FFW

Sua voz é impressionante: Ton cantou ao vivo sobre bases pré-gravadas de ítalo-disco _gênero que deu origem à disco music americana_ dançou e interagiu com o público nas canções de “Selfish”, seu LP mais recente: “Earthquake”, “Forever No More” e “Flawless”, sempre com a base sincopada, repetiviva e hipnótica, e roupagem cintilante de electro. Foi o tipo de show que quem viu, viu; quem não viu vai ter que esperar algum tempo para encontrar figura semelhante na música.

+ Myspace: myspace.com/hardtondiscoqueen

Festa do portal FFW abre o calendário do SPFW na The Week

14/01/2010

por | Gente

O clube The Week (do empresário André Almada) fecha nesta sexta-feira (15/01) para a festa de lançamento oficial do portal FFW e abertura do São Paulo Fashion Week – o evento começa pra valer no domingo (17/01).

foto-convite-festa-portal-ffw

A equipe de redação do portal FFW vai estar lá pra receber os convidados e fazer live tweet da festa (acompanhe no @portalffw). No line up de atrações tem o DJ Luca Lauri, Daniel Hunt (Ladytron), live set dos meninos do The Twelves e, pra fechar a noite com pick up de ouro, Felipe Venâncio. Na porta, a hostess Maria Eugênia vai dividir as listas de convidados com Fábio Queiroz.

Sabia que você pode ganhar um convite válido pra duas pessoas na promoção que estamos fazendo (até às 15h do dia 15/01) no Twitter?

A festa começa às 22h e vai até o último convidado.

Lançamento portal FFW e abertura oficial do SPFW
QUANDO sexta-feira, dia 15/01, a partir das 22h
ONDE The Week – Rua Guaicurus, 324 – Lapa – São Paulo / SP
COMO CHEGAR Veja o mapa

Patrocínio:
Coca-Cola Light Plus
Smirnoff Black

Pra esquentar, ouça as músicas dos DJs que vão tocar na nossa festa:

+ myspace.com/djlucalauri

+ myspace.com/ladytron

+ myspace.com/thetwelves

+ felipevenancio.com.br

Fashion-tropicalista: Gilberto Gil faz show impecável no Fashion Rio

08/01/2010

por | Cultura Pop

A noite dessa quinta-feira (07/01), foi de celebração no Rio de Janeiro. O Píer Mauá – que a partir dessa sexta (08/01) abriga o Fashion Rio – recebeu a festa de abertura do calendário da moda brasileira e o lançamento da revista MAG! especial Rio de Janeiro.

Após um discurso de Paulo Borges, CEO da Luminosidade,  Gil – de terno preto e camisa preta e os já indefectíveis dreadlocks – subiu ao palco acompanhado do filho, Bem Gil, e do legendário violocenlista Jacques Morelenbaum.

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Gilberto Gil on stage: ex-ministro se apresentou ao lado do violoncelista Jacques Morelembaum © Priscilla Vilariño

Passeando por um repertório diverso, Gil emocionou a platéia com a versão de “Saudades da Bahia”, de Dorival Caimmy – de longe o melhor momento do show. Não é preciso entender muito de música para notar a complexidade dos arranjos e as mudanças constantes de ritmo. Melodia e tom foram adaptadas ao trio de dois violões e um violoncelo em “Expresso 222″, “Estrela” e “Andar Com Fé”, que botou o público de pé logo no final do show – em tempo para a discotecagem em clima de oba-oba do DJ Zé Pedro.

Veja o site oficial do Gilberto Gil: gilbertogil.com.br

Siga Gilberto Gil no twitter: twitter.com/gilbertogil

Quanto mais quente, melhor: clube Hot Hot abre as portas ao público paulistano

Depois de uma festa fechada à imprensa, convidados e “amigos de amigos” na quarta-feira (11/11), o Hot Hot oficialmente abriu suas portas ao público na noite da quinta-feira (12/11), com a festa “Danceteria”, do promoter Rodrigo Fernandes. Localizado na Bela Vista, centrão de São Paulo, o clube é o mais novo projeto de Flávia Ceccato (BASE, Lov.e, Loveland), ocupando dois andares de um edifício que estava abandonado há quase vinte anos.

Os tijolos à vista e a aparência rústica da fachada saem de cena quando as portas se abrem, levando a um túnel preto, com faixas de LED ao longo de 20 metros de comprimento. Como se fosse um portal para outra dimensão, a passagem desemboca numa explosão de madrepérolas, cores e efeitos óticos distribuídos nos 500m² da casa. A impressão é de que a qualquer momento Andy Warhol ou Verner Panton vão cruzar o seu caminho com um Cosmopolitan preparado na medida certa, mas com o preço errado. O mezanino onde fica o bar principal – estrategicamente ao lado dos caixas – tem espaço suficiente para abrigar umas 150 pessoas, sem apertos.

1Revestimentos com grafismos retrô que remetem aos trabalhos do designer Verner Panton. Ao fundo, o bar principal, com três maxi lustres feitos de madrepérolas ©Layla Eloá

No andar de baixo, que é acessado via dois lances de uma escadaria ampla, fica a pista de dança: a grande atração do clube, que tem sistema de som inédito no Brasil. Com espaço para abrigar confortavelmente outras 300 pessoas, a cereja do bolo são os painéis de teto que projetam, em perfeita sincronia, geometrias através de milhares de LEDs. O mesmo se repete no telão atrás da mesa do DJ, causando um efeito que – mesmo para os sóbrios – é psicodelia pura. A semelhança com a ambientação de clubes como D-Edge, Pacha e Hells não é mera coincidência: Lonardi Doná também assina a iluminação do Hot Hot.

2A pista do Hot Hot: painéis de LED no teto e sistema de som Funktion-one garantem a diversão. Nas pick-ups da inauguração, a DJ cross-dresses Leiloca Pantoja, uma das headliners da festa “Danceteria” ©Layla Eloá

No caso da festa “Danceteria”, que tem inspiração no movimento Disco, os LEDs estavam no compasso perfeito, em clima super retrô. As pick-ups, sob comando de Leiloca Pantoja, Marcio Vermelho e Ricardo Gonzales, foram menos progressivas e bem menos hedonistas do que prometiam, mas mesmo assim garantiram a diversão dos convidados – a lista poderosa de Rodrigo Fernandes tirou até mesmo os mais reclusos da cama, lotando a casa e colocando em cheque a potência do sistema de ar-condicionado. Mas, neste caso, quanto mais quente, melhor.

O CARTÃO É MEU?

Quando for ao Hot Hot pela primeira vez, não se esqueça de levar o RG, ou algum documento que comprove a sua identidade. A casa trabalha com um esquema pré-pago. Na entrada, você ganha um cartão de plástico, como se fosse um cartão de crédito, que passa a ser seu. Se quiser consumir, tem que colocar créditos. Caso você não gaste todos os créditos, eles continuam valendo para uso futuro. Também é importante sublinhar que o atendimento é impecável, os profissionais são todos competentes e os seguranças educadíssimos. Essa é a parte boa.

Agora, a parte ruim. Para colocar créditos, você tem que pegar a fila do caixa – o que pode se tornar um engôdo, já que os mesmos caixas que atendem a entrada, também recarregam os cartões de quem já está na casa. E falando em créditos, uma triste notícia: no Hot Hot, uma cerveja nacional (das indigestas) não sai por menos de R$ 7 / latinha. Se preferir um drink potente, prepare-se para ficar com o bolso mais leve: caipirinhas em torno de R$18, Cosmopolitans e Margaritas na casa dos R$20. Apesar da procedência indiscutível (garrafas de Absolut e Cuervo são abertas na sua frente), fica a dica para o clube reavaliar esses valores.

Clube Hot Hot
ONDE Rua Santo Antônio, 570 – Bela Vista – São Paulo / SP
QUANTO os preços de cada festa variam e o consumo é pré-pago
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