O Fashion Mob invade o Centro de São Paulo e leva a moda ao “grande público”

12/12/2011

por | Moda

Movimentação do Fashion Mob no Centro de São Paulo ©Reprodução

Reunir uma multidão de pessoas num domingo ensolarado é tarefa difícil para qualquer evento que não tenha ligação com carnavais fora de época ou comícios políticos. O Fashion Mob, no entanto, conseguiu unir entusiastas da moda e curiosos nas ruas do centro de São Paulo.

A Praça do Patriarca, local da concentração desta edição do Fashion Mob, estava repleta de jovens estilistas ansiosos para mostrar seus trabalhos aos profissionais que compuseram a banca de jurados e aos fotógrafos e jornalistas presentes. A ansiedade, porém, não estragou o clima de descontração e a alegria dos participantes que transformaram as ruas próximas ao Teatro Municipal, à Bovespa e até o Viaduto do Chá em uma passarela ao ar livre.

Curiosos assistindo o Fashion Mob e a movimentação dos participantes ©Carla Valois/FFW

Os moradores e passantes encheram as varandas e calçadas das ruas do centro para conferir a manifestação um tanto quanto atípica. Fabíola Rossi, dona-de-casa que passeava e fazia compras com sua filha Gabriela, percebeu a movimentação do Fashion Mob e não resistiu a acompanhar a “passeata fashion”: “Estava caminhando com minha filha e vi umas pessoas com roupas diferentes, então decidimos descobrir do que se tratava. Nunca tinha vindo, mas adorei! A Gabriela não para de dançar com as músicas”, contou ao FFW.

Dos 150 inscritos nas três categorias, comparecem 71 competidores de moda e nove apresentando trabalhos de fotografia e pintura – os participantes da categoria “vídeo” enviaram seus curtas-metragens virtualmente aos jurados.

A forma de apresentação é livre. Uns mostravam 10 looks, outros quatro, alguns apenas um ou dois. Uma coisa que chamou a atenção foi o uso de modelos masculinos para mostrar roupas femininas e vice-versa, mostrando que essa é uma geração mais desapegada de gêneros. E, apesar de os modelos desfilarem para a banca de jurados (Dudu Bertholini, Mauricio Ianes, Erika Palomino, Lilian Pacce, Camila Yahn, Marcos Costa, entre outros), era o povo que assistia das ruas e da praça que fazia a festa, torcendo e aplaudindo cada concorrente.

Coleção do baiano Gilber Lopaka, vencedor do Fashion Mob 2011 ©Reprodução

Após do show da pernambucana Karina Buhr, os ganhadores da 3ª edição do Fashion Mob foram anunciados: a coleção vencedora foi do baiano Gilber Lopaka, que desfilando apenas com modelos negras emocionou os jurados e o público, causando grande furor. Pela terceira vez participando do Fashion Mob, o publicitário de 28 anos teve sua insistência recompensada. Inspirado pelos tuaregs, ou “homens azuis”, Gilber produziu vestidos fluídos com uma cartela de cores com muitos azuis e preto. A vencedora na categoria arte foi a estudante de moda Michelle Pavão, já o vídeo ganhador ficou com Ricardo Souza.

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©Marcelo Soubhia/ Agência Fotosite
Movimentação do Fashion Mob 2011

Fashion Mob acontece neste domingo em SP; as inscrições ainda estão abertas

08/12/2011

por | Moda

Movimentação do Fashion Mob em 2010 ©Marcelo Soubhia/Agência Fotosite

Já imaginou um desfile de moda que reunisse, além dos tradicionais itens do vestuário feminino e/ou masculino, artes audiovisuais, intervenções performáticas e turismo e ainda fosse aberto ao público? Pois esse evento existe e há três anos acontece anualmente nas ruas do centro de São Paulo. Organizado pela mesma equipe da Casa de Criadores, o Fashion Mob é uma oportunidade para que novos profissionais mostrem seus trabalhos nas categorias moda, arte e vídeo e sejam avaliados por uma comissão julgadora formada por convidados como a empresária Costanza Pascolato, os stylists  Daniel Ueda e Lelê Toniazzo, os estilistas Dudu Bertholini e Thais Losso, a jornalista Nina Lemos e os editores de moda Erika Palomino, Susana Barbosa e Lilian Pacce, além de Camila Yahn, editora do FFW.

Ao contrário das duas edições anteriores que tiveram como ponto de partida o Largo do Arouche, o Fashion Mob 2011 tem sua concentração marcada para às 14h30 deste domingo (11.12) na Praça do Patriarca, com os participantes seguindo em direção ao Boulevard São João. A mudança de percurso do Fashion Mob tem como objetivo ressaltar o potencial para a revitalização do centro de São Paulo. O evento, no entanto, não é uma simples “passeata fashion”: os inscritos concorrem a prêmios que incluem, dependendo da categoria, um desfile ou uma exposição na Casa de Criadores, estágio na Cavalera para os estilistas, e na Ioiô Filmes para o produtor do melhor curta-metragem. Até o momento, já são mais de 150 nomes confirmados (lembrando que as inscrições podem ser feitas no site do evento e duram até o próprio domingo).

Para finalizar bem a 3ª edição do Fashion Mob, a cantora pernambucana Karina Buhr se apresenta às 17h no Boulevard São João.

+ Relembre como foi a edição de 2010 do Fashion Mob

Quando: 11/12/2011, a partir das 14h30
Concentração: Praça do Patriarca, próxima à estação de metrô Anhangabaú
Fashionmob.com.br

Fashion Mob: um genuíno celeiro de novos talentos da moda

29/11/2010

por | Moda

fashionmob_01Multidão fashion tomou conta do Centro antigo de São Paulo no último domingo (28/11) ©Agência Fotosite

Num domingo de sol escaldante e pouca brisa, uma pequena multidão um tanto atípica para aquele horário e região tomava conta da praça do Largo do Arouche. E não, não se tratava de um carnaval fora de época. Mas sim dos participantes _e alguns visitantes curiosos_ do 2º Fashion Mob da Casa de Criadores, evento de rua organizado por André Hidalgo, que tem como proposta ser uma plataforma para qualquer estilista mostrar seu trabalho. Assim mesmo, levando o conceito da palavra “democracia” quase ao pé da letra.

Bastavam os interessados se inscrevem e aparecer no dia (com sua coleção ou obra), sem nenhum tipo de seleção ou pagamento de taxa _o que também faz com que muita gente se inscreva, mas não dê as caras.

“Esse ano foram 200 inscritos, na categoria Moda, mas por volta de 70 vieram desfilar. No ano passado foram 43 participantes”, contou André Hidalgo. Janaína Rosa, curadora do evento e repórter do it MTV, contou que este ano a participação foi muito mais espontânea, e que eles não precisaram “ficar correndo atrás de gente pra participar”.

fashiomob03Modelo exibe óculos com cristais: no Fashion Mob, vale tudo para chamar a atenção dos jurados ©Agência Fotosite

Com música bombando _de funk a Felipe Dylon passando por Katy Perry e Lady Gaga_ comandada pela club kid Laís Pattak, o clima no Largo do Arouche era de diversão, com transeuntes mais que curiosos. As amigas Amanda Valença, Sheyla Saysson e Bárbara Alves, que moram próxima ao local, ouviram o barulho e resolveram conferir de perto. “Gostei de uma coleção que as modelos usavam uns coques tipo Pedrita. Muito finas!”, comentou Sheyla.

Henry Solomovici, que é figurinista, foi ao Fashion Mob para conhecer as propostas de moda dos novos talentos. “Mas ainda estou achando tudo muito confuso, vamos ver se vai dar para entender a ideia”. O figurinista também acrescentou que é ótimo que existam eventos como o Fashion Mob, pois mostra que a moda não é algo exclusivo dos desfiles fechados para convidados.

Mas no meio de tanta gente, o que torna um estilista interessante aos olhos dos jurados? Para André Hidalgo, a resposta é saber aproveitar o lugar e a liberdade. “Como não há um tema e é tudo bem livre, o mais legal é que as pessoas aproveitem isso e criem, sejam originais e tragam elementos que tenham a cara do evento, um styling diferente, que conversem com a ideia do Fashion Mob”.

fashionmob_02Em fila quase indiana, os participantes do Fashion Mob 2010 marcharam sob sol escaldante ©Agência Fotosite

Entre os participantes, tinha de tudo _de verdade. Coleções usáveis, lúdicas, com crítica social, pouco-pano, conceituais. No Fashion Mob, todo mundo tem seu espaço.

Por volta das 15h, a “caravana fashion” saiu do Arouche rumo ao Parque da Luz. Dividida em duas imensas filas indianas, a turba formava um cenário alegórico e arrancava palmas e comentários pelo caminho. Nas mesas de bares, lotadas, os clientes não poupavam palavras, tanto parar elogiar as garotas, quanto para comentar algo da “esquisitice”. Nos ônibus, todos os olhos se voltavam para o acontecimento, enquanto um pastor cercado de 5 ou 6 pessoas profetizava aos gritos: “Jesus irá salvá-los”. A movimentação também teve fã cativo: Um morador de rua que seguiu dançando todo o percurso, desferindo seus comentários: “Mulher minha não usava roupa assim, mais de jeito nenhum!”.

No Parque da Luz cada estilista aguardava a sua vez de se apresentar ao júri, que contava, entre outras pessoas, com Costanza Pascolato, Lilian Pacce, Lula Rodrigues, André Rodrigues e Luigi Torre, do FFW.

fashionmob_05Roupas com estampas de jornais e sapatinhos dourados no Fashion Mob 2010 ©Agência Fotosite

Na hora dos desfiles, 74 participantes passaram pelo coreto, em brevíssima apresentação de coleção, com pouco mais de um minuto: modelos de frente, de costas, obrigado, próximo candidato. Os jurados mal tinham tempo de anotar o número do estilista, quanto mais entender o espírito da coleção. No entanto, o saldo geral, de acordo com os jurados, foi bastante positivo.

Lula Rodrigues, do jornal “O Globo”, disse que estava muito emocionado, pois o evento mostrava que a moda era de todos. “Tinha todo tipo de gente, tanto criando quanto desfilando. Sem complexos, todo mundo feliz”. A opinião é compartilhada por Eduardo Viveiros, editor sênior do site Chic, que acrescentou que o evento mostra que moda é pra gente de verdade. E que mesmo que tenha muitos trabalhos ruins, há coisas boas _mesmo que poucas.

A jurada com mais tietes por metro quadrado, Costanza Pascolato, disse que achou o evento bom para sair da zona de conforto com que está acostumada, em se tratando de eventos de moda. “Isso te dá uma noção da realidade, e você vê como a moda é uma das maneiras que a juventude usa pra sair do anonimato”.

Ao final dos desfiles, era bastante comum o povo, os jornalistas e os jurados não se lembrarem muito bem das coleções, muito menos do nome (ou número dos candidatos). Entre os 74 candidatos, foram poucos, afinal, os que conseguiram sair do anonimato e se fazerem notar. Só aqueles que souberam mesmo aproveitar o espaço. Como o mineiro, André Miyamoto com sua coleção “protesto”, com a qual chamava os homens a vestirem suas roupas, e a terem coragem de se expressar na hora de se vestir.

fahsionmob_04O vencedor Thiago Schynider ©Agência Fotosite

Chiara Gadaleta, apresentadora do GNT, também ressaltou que o evento é importante para naturalizar a moda, mas que o que foi visto na Praça da Luz é mais exercício do que roupa propriamente dita. “Isso é uma etapa, acho que precisa haver um desenvolvimento depois, com os melhores. Porque você vê potencial, mas aquilo precisa ser desdobrado.” Não foi por menos que momentos antes da premiação final, Chiara, junto com o consultor criativo, Jackson Araújo, se prontificaram a oferecer _gratuitamente_ workshops de moda para os 3 primeiros colocados.

Concorrendo a uma vaga para desfilar na próxima edição da Casa de Criadores, o grande vencedor foi o carioca de 24 anos, Thiago Schynider. Com coleção madura, construção detalhada e boa execução, o estilista quis falar da cultura egípcia e de como grandes monumentos eram construídos através da sobreposição de pedras. Vem daí os volumes geométricos de precisão impressionante que roubaram a cena de sua coleção toda preta e bege.

Casa de Criadores inverno 2010: moral da história. Com novas plataformas para descobrir talentos, mostra sinais de evolução.

03/12/2009

por | Verde

A 26ª edição da Casa de Criadores, que aconteceu entre os dias 22 e 27 de novembro, já durante sua fase de divulgação dava sinais de que seria um marco na trajetória do evento. E de fato o foi. A semana de moda, que nasceu como incubadora de novos talentos, fez valer sua missão que há tempos parecia esquecida e/ou mal-sucedida.

A Casa de Criadores cresceu. Tanto no seu formato como na sua proposta. Para muito além da passarela restrita aos convidados, para além dos enfadonhos desfiles. Começando pela Fashion Mob, a “passeata fashion” que levou mais de 2.000 pessoas para as ruas do Centro de São Paulo, tirando qualquer dúvida sobre a presença de mentes criativas interessadas em se expressar através da moda.

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Durante o Fashion Mob conhecemos Luiz Leite, estilista autodidata que levou o prêmio de desfilar como integrante do Projeto Lab na próxima edição da Casa de Criadores ©Agência Fotosite

Outra boa surpresa desta edição foi o Projeto Lab. Com line-up mais enxuto, os desfiles promoveram marcas jovens de estilistas que, embora inexperientes, já mostram sinais de evolução quando comparados ao que foi feito na edição anterior. Muitos deles são promessas para a moda brasileira.

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Looks de Karin Feller e Danilo Costa, dois estilistas do Projeto Lab que estão entre os nossos favoritos ©Agência Fotosite

Quer nomes? Karin Feller com sua coleção feminina e romântica, mas nada boba, com execução e acabamentos que merecem destaque. Ou então Danilo Costa que, com sua moda simples, consegue despertar desejo por pequenos detalhes ou alterações em modelagens que fazem de suas peças lúdicas verdadeiros objetos de desejo instantâneos.

Outra frente que se mostra cada vez mais bem resolvida é o Ponto Zero. O projeto tem como objetivo premiar estudantes de algumas faculdades brasileiras. Quem levou o prêmio desta vez foi a estilista da Faculdade Santa Marcelina com sua coleção que explorava formas e sobreposições de pequenos tecidos. Além dela, outros estudantes também apresentaram ótimos trabalhos, como o jovem Bruno Gonzada, da FAAP, que apresentou uma coleção repleta de tecidos sintéticos e formas soltas que mixavam informação de moda com alta dose de vida real através de uma cartela de cores coordenada de forma muito inteligente.

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Desfile de Bruno Gonzaga, aluno da FAAP que desfilou como parte do projeto Ponto Zero ©Agência Fotosite

A Casa de Criadores reafirmou nesta edição a sua vocação para promover novos talentos. Por outro lado, a forte presença desses jovens causa um desequilíbrio imediato no line-up principal do evento.

As grifes principais, que já estão consolidadas no evento, persistem nos mesmos problemas: acabamento ruim, modelagem problemática, temas mal explorados, desfiles sem edição de moda. Junte isso ao calendário demasiadamente intenso e as apresentações diárias se tornam cada vez mais cansativas. É como colocar uma lente de aumento em todos os defeitos.

Não por acaso, os destaques continuam sendo os mesmos: Gêmeas, Walério Araújo, João Pimenta, Rober Dognani e, a única novidade, Weider Silveiro. E a conclusão que tiramos? O novo sempre vem. E chegou a hora da Casa de Criadores rever sua velha-guarda.

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Com as novas plataformas se mostrando bem resolvidas e promissoras, não seria hora de repensar critérios para algumas marcas que se apresentam no line-up oficial? ©Agência Fotosite

Fashion Mob abre portas para a criatividade

26ª edição da Casa de Criadores inicia mais uma temporada com evento que promoveu democracia e inclusão

23/11/2009

por | Moda

A 26ª edição da Casa de Criadores começou sob forte clima de democracia e inclusão. Em vez dos tradicionais desfiles, fechados para imprensa e convidados, o evento que busca apontar novos talentos da moda brasileira deu início a mais uma temporada com o que ficou conhecido como uma “passeata fashion”.

O Fashion Mob, uma mistura de flash mob (aquelas aglomerações relâmpago em torno de um tema ou objetivo) com um grande desfile onde todo mundo que se interessa ou trabalha com moda teve carta branca para apresentar seu trabalho. Com o próprio convite dizia: “Vale tudo, só não vale ser óbvio!”.

Por volta das 14h, o movimento na estação República do metrô já não era convencional. A cada parada do trem, grupos de pessoas com roupas ultracoloridas, vestidos com formas extravagantes e até uma noiva com saia mega volumosa, começaram a chamar atenção de funcionários e passageiros.

“Vai ter algum evento de moda aqui no centro”, perguntou via SMS uma colega que mora na Rua Rego Freitas, não muito longe dali, indicando que o movimento pelas ruas adjacentes também já estava intenso.

Às 14h30, o Largo do Arouche estava repleto de participantes que, ao som do DJ Jackson Araújo – que acompanhou toda a Fashion Mob em cima de um jipe militar –, posavam para fotos com amigos e modelos vestindo suas criações.

Ao todo foram 56 inscritos que marcharam quase em fila indiana causando um mix de fascínio e estranheza em quem passava por ali. Os comentários que se ouvia dos moradores da região iam desde “que roupa é essa?” até cantadas para as modelos que resistiram ao forte calor em cima de saltos e cobertas com muito pano. Se deu bem mesmo quem apostou em looks mais leves, com mais decotes e frescor. Já quem optou por uma moda mais conceitual e elaborada teve que seguir firme até o fim da caminhada, no Parque da Luz.

fnewsmeninosfashionmobA coleção do estilista Luiz Leite, vencedor do Fashio Mob e que vai desfilar na próxima ediçãoda Casa de Criadores ©Agência Fotosite

Lá, um time de jurados formado pelos estilistas Dudu Bertholini, Fabia Bercsek, Thaís Losso e Mario Queiroz, e pelos jornalistas de moda Lilian Pacce, Vivian Whiteman, Vitor Ângelo e Jorge Wakabara, foi responsável por dar uma nota de 1 a 10 a cada um dos inscritos que concorriam ao prêmio de apresentar uma nova coleção na próxima edição da Casa de Criadores. O vencedor foi o estilista auto-ditada Luiz Leite. Sua coleção masculina toda em tecidos 100% orgânicos falava de um adeus à São Paulo (daí as malas e guarda-chuvas), com ótima execução e conceito muito bem amarrado.

A Fashion Mob escancarou a porta pra todo mundo que sente necessidade de expressar sua criatividade através das roupas, fazendo valer a vocação de descobridor de novos talentos da Casa de Criadores. O melhor de tudo? A ação aconteceu de forma totalmente despretensiosa, sem se levar muito a sério, deixando tudo ainda mais espontâneo e autêntico.