A nova fase de Fabia Bercsek: figurino de ballet, site, videoarte e +!

12/04/2011

por | Gente

fabia-bercsek©Hugo Toni/FFW

Após um ano low-profile, depois de descontinuar sua marca, a estilista (e ilustradora, artista, atriz, videomaker) Fabia Bercsek marca seu retorno em grande estilo. Fabia, ou Fackya (nome ao qual ela aderiu nesta nova fase) assinou o figurino do novo espetáculo da coreógrafa e bailarina Deborah Colker. “Tatyana” é uma versão dançada do romance “Eugênio Oneguin”, escrito pelo escritor russo Aleksandr Pushkin, no século 19. A atmosfera de romance do poeta romântico foi a principal inspiração. “O figurino foi todo criado com o romantismo, dândi e homem do campo”, afirmou Fabia ao FFW.

O trabalho com o figurino do espetáculo começou no final do ano passado. “Quando cheguei, o espetáculo já estava praticamente montado, eles já estavam ensaiando há quatro meses”, conta. A indicação veio de Carlos Pazetto, produtor de eventos. “Eles se identificaram com meu trabalho, viram que tinha a ver com a história que a companhia estava contando. Tive que entrar no universo da dança, foi uma nova descoberta, um momento de lidar com a roupa novamente, com a vestimenta em outro suporte, que é a dança, o ballet”.

ballet-deborah-colkerO espetáculo já foi apresentado no Festival de Teatro de Curitiba, mas a estréia oficial será no dia 25 de maio, no Theatro Municipal do Rio ©Reprodução/Bruno Tetto

Fabia revelou que já fez figurino, mas desta vez foi diferente. “Ando fazendo o figurino da [cantora] Lovefoxx nos seus últimos shows, mas na dança é diferente, não pode atrapalhar os passos, se o tecido voa ou não, tudo faz diferença. A movimentação, o esporte, a forma como a roupa se comporta, a personalidade da roupa em si… Foi um trabalho muito desafiador para mim”, ela afirma.

A artista define esta nova fase como um marco em sua carreira. No último sábado (09.04), seu novo site foi ao ar, com um vídeo idealizado e protagonizado pela própria. “Acabei de lançar meu site com um ‘vídeo comunicação’, com figurino, styling e atuação bem próprios. Estou me reposicionando, mas nunca abandonei a moda”, garante.

ultimo-desfile-da-fabiaO último desfile de Fabia no SPFW ©Agência Fotosite

Ela lançará coleções pockets, mas sem o compromisso de desfilar na temporada de moda. A partir do dia 09 de maio, os órfãos da marca FB poderão conferir a primeira leva de peças — feitas da maneira mais artesanal possível — e comprá-las pela internet. “Quero explorar a internet como campo gráfico, de comunicação e que vai me ajudar a trabalhar com uma moda mais personalizada. O que eu quero atingir com as vendas não é nada grandioso, mas quero comunicar meu trabalho grandiosamente. Minha visão, meu trabalho e por consequência, as roupas, pinturas ou ilustrações, até as performances. Estou me amarrando a tudo o que gosto e sempre quis fazer”.

video-fabiaImagem do novo site da artista ©Reprodução

Fabia quer aproveitar esse recomeço para colocar mais sua mão em suas criações. “Quero eu mesma estampar, bordar e tricotar as peças. Foi isso que fez eu me destacar no começo e pretendo retomar isso. Meu trabalho vai voltar a ser a verdade física de que a arte e a moda podem existir e caminhar juntas”. Bem vinda de volta!

“O fato é que eu sou artista. E ponto”, diz Fabia Bercsek ao descontinuar negócios

08/02/2010

por | Moda

Prestes a completar uma década com sua grife presente no mercado de moda brasileiro, Fabia Bercsek deu um susto nos fashionistas nesta segunda-feira, dia 8 de fevereiro.

Através de um comunicado emitido por sua assessoria de imprensa, a estilista informou que está fechando as portas de sua recém-inaugurada loja em São Paulo com uma mega queima de estoque e que pretende encontrar uma nova forma de fazer negócios. “O sistema convencional funciona para muitas marcas, mas tenho certeza que para a minha natureza ele não rende”, disse em entrevista ao portal FFW.

fabia-bercsekDurante o nosso bate-papo, Fabia aproveita para se explicar: “O fato é que eu sou artista. E ponto!” © Hugo Toni/FFW

Confira:

Você abriu sua nova loja no final de 2009. Estamos no início de 2010 e você anunciou o fechamento do espaço. O que houve?
Bom, abri meu primeiro ponto de rua no final de 2007. Antes disso eu vendia somente em multimarcas em São Paulo, Brasil e mundo. Com a primeira (e pequena) loja na Alameda Franca [bairro dos Jardins, SP] eu exercitei o varejo, adicionei mais essa atividade à minha vida de confeccionista. E foi indo bem, até que naturalmente senti vontade de unir ateliê, loja, galeria e escritório num lugar só – para todos! E também queria facilitar a minha vida. Daí mudamos de mala e cuia para a casa da Bela Cintra (veja um vídeo exclusivo que o FFW gravou na inauguração).

Em que momento a coisa desandou?
Nesse casarão eu fiquei fechada por nove meses sem vender varejo, estudando a marca, o mercado e o mundo. No paralelo fiz meus desfiles, minhas coleções e o desenvolvimento de toda a parte comercial que envolve isso. Porém, durante esse processo o questionamento em mim só foi crescendo e encontrei respostas muito realistas e verdadeiras que não poderiam ser ignoradas. Entendi que não caberia mais o sistema de trabalho que venho aplicando há quase 10 anos (em julho de 2010 completo 10 anos de marca).

A que sistema você se refere?
Esse sistema é o que conhecemos e acredito que ele funcione para muitas marcas, mas tenho certeza que para a minha natureza ele não rende. A minha vocação é artística. Sempre foi. Mesmo que eu tenha me desenvolvido (e crescido) como empresária, eu sempre vou viver esse paradoxo. A minha marca sou eu, a minha extensão máxima. O meu coração.

Sua arte não tem preço, é isso?
Jamais visualizei um futuro industrializado para a FB, em que eu perdesse a minha mão. Sou extremamente individualista nesse sentido, uma artesã, eu sei o preço valioso do meu trabalho. Isso para o mercado de moda é um tanto impossível, distante, já que estamos no século 21 e tudo gira e evolui muito rápido. Haja investimento! Financeiro, humano, etc. Por isso chegou a hora de fazer o caminho contrário. Em vez de ampliar a marca para caminhos comercias que expandem ainda mais esse progresso, quero porque quero o contrário disso.

O contrário disso…?
Com tantas experiências vividas na Moda, não só com a FB, mas antes, nos meus primeiros empregos, hoje eu posso chegar à conclusão de que o que eu quero é fazer Arte. Eu me tornei conhecida pela liberdade, pelo ineditismo, pioneirismo, exclusivismo. Não poderia negar as minhas vontades mais verdadeiras no sentido da criação. E na indústria não há como sobreviver assim. Eu não entendo como erro, eu entendo como fato. O fato é que eu sou artista. E ponto!

Sua coleção de inverno 2010 foi uma das mais elogiadas da sua carreira. Você pretende produzir as peças?
Que ótimo, talvez por isso eu tenha tido a certeza! Foi realmente emocionante, mais um fato. Portanto a FB parte para um novo capítulo de sua história. Por não atuar mais dentro do sistema, eu vou lançar coleções que não tenham comprometimento com as estações, pois queremos conversar com o Mundo. Provavelmente muitas peças serão produzidas sob encomenda, pois o que visualizo são peças artesanais, em que eu possa colocar a minha mão. Personalizar. E peças de muito apelo criativo, como jaquetas, camisetas e acessórios – itens que eu amo. O inverno 2010 será a primeira leva de produtos, mas não datado como inverno e sim como: “Jeanne Gang”, o nome da coleção.

Selecionamos 10 itens da coleção apresentada, e é neles que vamos trabalhar, explorar, pintar e bordar! Qualquer pessoa ou multimarca de qualquer parte do mundo vai poder encomendar seus itens – e dependendo do item, não faremos quantidade por opção. Queremos apenas qualidade. Muitos produtos serão em série limitada. Em se tratando de produto, queremos tratar os nossos como joias. Quanto aos valores, vamos trabalhar com três faixas de preço. Isso vem sendo trabalhado desde o meu surgimento: baixo + médio +a lto. Mas tudo – até uma camiseta – vai ser ainda mais especial. Vou ter mais tempo para me dedicar unicamente ao produto!

Quando te entrevistei no backstage do seu desfile de inverno 2010, você disse que não se importava se as roupas vendessem ou não. Naquele momento, você já sabia que iria descontinuar os negócios?
Na verdade eu nunca me importei. Porque eu entrei na Moda para criar. A parte comercial evoluiu junto com o produto. Hoje tenho acabamento, visão comercial. E vendo. Desenvolvemos lindamente o mostruário comercial da coleção de inverno, fizemos showroom no Rio e em SP, tudo estava caminhando até eu resolver cancelar todos os pedidos na semana passada!

Para um desfile o meu foco principal sempre foi o conceito, a ideia mãe, e como explorar isso, do jeito que vocês já conhecem: o meu urbano + independente + usável + inédito. A passarela é algo imaculado pra mim, tem um grande valor no meu desenvolvimento. Mas dentro desse novo posicionamento ela não cabe mais. Eu preciso estar livre. Preciso ter facilidade para me locomover, ter menos responsabilidades, ter menos investimentos. Trabalhar com outras mídias, outro formato de comunicação que acompanhe o novo formato comercial da FB. E por isso, naturalmente, neste desfile de inverno no SPFW, fiz o que melhor entendi da minha referência: Joana d’Arc. Sabia que algo em mim mudaria radicalmente, fiquei meses pesquisando a história dessa mulher, e me identifiquei muiiiiito com questões históricas e simbólicas (que sempre foram e sempre serão importantes para mim). Simplesmente me entreguei. Não sabia exatamente qual a conclusão final que eu teria com esta coleção, mas dias depois ela veio. A minha consciência gritou mais alto! E eu me desapeguei.

Quando você fecha as portas oficialmente?
No próximo dia 15 de março, que também vai ser o último dia de Venda Especial: roupas de coleções passadas, acervo, verão 2010, móveis, cenários. Tudo à venda!

loja-fabia-bercsekFoto da recém-inaugurada loja de Fabia Bercsek, que fecha as portas no próximo dia 15 de março © Hugo Toni/FFW

E na sequência?
Eu vou viajar, não sei onde vou parar, alguma capital do mundo vai me abrigar nos próximos meses. Lá vou atrás de informação, estudos e de um papo mais sério comigo mesma. Penso que daqui pra frente não vou ter moradia fixa. Já me imaginou morando na Amazônia? Então o que é fixo é minha empresa, que daqui de São Paulo vai continuar atuando na Moda e na Arte sob comando da minha família e de parte da equipe. Eu me vejo indo e vindo sem parar, vendendo minhas preciosidades no mega ultra site que vamos lançar com a loja online, e me vejo lutando por minha expressão artística, esta sim, adormecida como um vulcão dentro de mim. Quero Arte!

Como você pretende contornar esses problemas no futuro?
Do futuro eu não sei. Eu quero é contornar e pintar muitas ilustrações, minhas pinturas! Um bom contorno precisa de tempo e dedicação.

Você está feliz com esta situação?
Eu sou feliz. Tenho respeito por mim e pelo outros que me apoiam. Essa situação é nova pra mim, gera ansiedade. Mas medo, nunca. Vergonha menos ainda. Infelicidade então… nem!

Qual a trilha sonora deste momento?
Um monte! Top 3:

“Lucky Star” – Madonna

“Spacer Woman” – Charlie

“Enter The Ninja” – Die Antwoord

Onde você vai passar o Carnaval?
Em São Paulo. Vendo a tela da TV. Não deu pra me planejar, queria mesmo ir para a Sapucaí!

O que você espera de 2010?
Que seja um ano transformador! E tá sendo!

E por favor… Me sigam: www.twitter.com/fabiabercsek

Fabia Bercsek VENDE TUDO!
QUANDO de 8 de fevereiro a 15 de março
ONDE Rua Bela Cintra, 1677 – Jardins – São Paulo – SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
CONTATO 11 3083.5259
+ www.fabiabercsek.com.br

Do militar ao artesanato: as tendências do inverno 2010

01/02/2010

por | Moda

A temporada de inverno 2010 chegou ao fim (no Brasil, já que ela continua a partir de 11 de fevereiro em Nova York), mas o nosso trabalho está apenas começando. Para esquentar os motores preparamos uma lista que aponta os rumos do próximo inverno.

Vale lembrar que nenhuma das tendências a seguir é imutável, nem deve ser interpretada de forma literal– elas são as  vontades que guiam as principais grifes do Brasil nesta temporada, sendo assim devem aparecer nas araras da sua loja favorita.

Mas o importante, só pra reforçar, é que você mantenha seu estilo e tenha bom auto-conhecimento na hora de decidir o que usar ou não.

MILITARISMO

militarismo-inverno-2010 2nd Floor, Redley, Reinaldo Lourenço e Coven © Agência Fotosite

O pior da crise global pode ter passado, mas a insegurança continua no ar. E isso se reflete na criação de muitas grifes. Para se proteger de novas quedas, as referências militares aparecem fortes neste inverno – muitas vezes mixadas à alfaiataria que tem blazeres e trenchcoats contemporâneos.

TEXTURAS

texturas-inverno-2010Detalhes de looks de Huis Clos, 2nd Floor, Lucas Nascimento e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para agregar valor e informação aos looks do próximo inverno, um grande mix de texturas entra em cena. O liso contracena com o áspero em vários momentos através de tricôs, aplicações, matelassados. Em alguns casos, os brilhos são usados em contraste aos opacos, num jogo de texturas que vai além do tato. Elas traduzem os avanços das tecnologias têxteis e também a atual vontade de miscigenação da moda.

BRILHO

brilhos-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch, Lucas Nascimento e Printing © Agência Fotosite

Lurex, paetês, lamês, medalhas, correntes e superfícies metalizadas trazem brilho ao inverno 2010. Do mini ao maxi: prepare-se para brilhar na estação mais fria do ano.

ARTESANATO

tricos-inverno-2010Maria Garcia, 2nd Floor, Fabia Bercsek, Osklen © Agência Fotosite

A mesma incerteza que turbina o militarismo no inverno também fez necessária a presença de roupas confortáveis e humanizadas. Neste contexto, os tricôs (de pontos largos, para ficar evidente que foram feitos à mão) ganham relevância.

ÉTNICO

etnico-inverno-2010Alexandre Herchcovitch, Triton, Isabela Capeto e Cantão © Agência Fotosite

Elementos étnicos, às vezes em releituras conemporâneas, ressurgem para resgatar valores históricos que parecem perdidos nos dias de hoje. Bordados, estampas e técnicas de tecelagem são os principais elementos que traduzem essa tendência.

CORRENTES

correntes-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch e Fabia Bercsek © Agência Fotosite

A temporada de inverno no Brasil teve seus momentos altamente decorativos. Nestes desfiles as correntes aparecem com força total, substituindo as tachas que dominaram as duas últimas estações.

ZÍPERES

ziperes-inverno-2010Redley, Amapô e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para o inverno 2010 o zíper deixa de ser mero item funiconal e assume papel importante na decoração dos looks. Seja de forma evidente, seja como adorno – ele vem para dar forma e criar fendas sensuais nas roupas.

MUDANÇA DE FOCO

quadril-inverno-2010Andrea Marques, Maria Bonita Extra, Têca e Cori © Agência Fotosite

Os ombros marcados começam a perder relevância, dando lugar ao foco nos quadris. Calças com pregas e saias tulipa trazem volume à região, evidenciando a feminilidade da silhueta.

+ Veja todos os desfiles do SPFW inverno 2010

+ Veja todos os desfiles do Fashion Rio inverno 2010

Um exército de Joanas d’Ark sob o comando de Fabia Bercsek

19/01/2010

por | Moda

Veja as fotos, leia a análise e assista ao vídeo do desfile Fabia Bercksek inverno 2010.

Fashion Mob abre portas para a criatividade

26ª edição da Casa de Criadores inicia mais uma temporada com evento que promoveu democracia e inclusão

23/11/2009

por | Moda

A 26ª edição da Casa de Criadores começou sob forte clima de democracia e inclusão. Em vez dos tradicionais desfiles, fechados para imprensa e convidados, o evento que busca apontar novos talentos da moda brasileira deu início a mais uma temporada com o que ficou conhecido como uma “passeata fashion”.

O Fashion Mob, uma mistura de flash mob (aquelas aglomerações relâmpago em torno de um tema ou objetivo) com um grande desfile onde todo mundo que se interessa ou trabalha com moda teve carta branca para apresentar seu trabalho. Com o próprio convite dizia: “Vale tudo, só não vale ser óbvio!”.

Por volta das 14h, o movimento na estação República do metrô já não era convencional. A cada parada do trem, grupos de pessoas com roupas ultracoloridas, vestidos com formas extravagantes e até uma noiva com saia mega volumosa, começaram a chamar atenção de funcionários e passageiros.

“Vai ter algum evento de moda aqui no centro”, perguntou via SMS uma colega que mora na Rua Rego Freitas, não muito longe dali, indicando que o movimento pelas ruas adjacentes também já estava intenso.

Às 14h30, o Largo do Arouche estava repleto de participantes que, ao som do DJ Jackson Araújo – que acompanhou toda a Fashion Mob em cima de um jipe militar –, posavam para fotos com amigos e modelos vestindo suas criações.

Ao todo foram 56 inscritos que marcharam quase em fila indiana causando um mix de fascínio e estranheza em quem passava por ali. Os comentários que se ouvia dos moradores da região iam desde “que roupa é essa?” até cantadas para as modelos que resistiram ao forte calor em cima de saltos e cobertas com muito pano. Se deu bem mesmo quem apostou em looks mais leves, com mais decotes e frescor. Já quem optou por uma moda mais conceitual e elaborada teve que seguir firme até o fim da caminhada, no Parque da Luz.

fnewsmeninosfashionmobA coleção do estilista Luiz Leite, vencedor do Fashio Mob e que vai desfilar na próxima ediçãoda Casa de Criadores ©Agência Fotosite

Lá, um time de jurados formado pelos estilistas Dudu Bertholini, Fabia Bercsek, Thaís Losso e Mario Queiroz, e pelos jornalistas de moda Lilian Pacce, Vivian Whiteman, Vitor Ângelo e Jorge Wakabara, foi responsável por dar uma nota de 1 a 10 a cada um dos inscritos que concorriam ao prêmio de apresentar uma nova coleção na próxima edição da Casa de Criadores. O vencedor foi o estilista auto-ditada Luiz Leite. Sua coleção masculina toda em tecidos 100% orgânicos falava de um adeus à São Paulo (daí as malas e guarda-chuvas), com ótima execução e conceito muito bem amarrado.

A Fashion Mob escancarou a porta pra todo mundo que sente necessidade de expressar sua criatividade através das roupas, fazendo valer a vocação de descobridor de novos talentos da Casa de Criadores. O melhor de tudo? A ação aconteceu de forma totalmente despretensiosa, sem se levar muito a sério, deixando tudo ainda mais espontâneo e autêntico.