“Love is what you need”, diz Tracey Emin em nova exposição
A artista em frente a uma das obras expostas ©Reprodução
Tracey Emin é uma das artistas britânicas mais importantes em atividade. Suas obras, de caráter autobiográfico, já chocaram e ganharam o mundo das artes com suas boas doses de ironia, sinceridade e até certo romance.
Três trabalhos dela, feitos na década de 90, mostram bem o quanto ela transforma sua vida pessoal em obra de arte. Em “Everyone I Have Ever Slept With” (1997) estão os nomes de todas as pessoas com quem ela dormiu. “My Bed” (1999) é uma instalação de sua cama bagunçada, com camisinhas e calcinhas usadas, manchas de sangue e bitucas de cigarro. E o filme “Why I Never Became a Dancer” (1995) é muito bom e conta que, quando adolescente, ela foi caçoada por uns meninos enquanto dançava e o que isso a afetou na época. O vídeo é uma revanche daquelas em que você sai com o gostinho da vitória.
“My Bed” ©Reprodução
De fato os anos 90 de foram bastante produtivos para Tracey, mas é uma mistura dessas obras-referências com seus novos trabalhos que está em cartaz em uma grande mostra, “Love Is What You Want”, na Hayard Gallery, em Londres.
A exposição, patrocinada pela Louis Vuitton (alô alô marcas brasileiras!), é provocadora, assim como suas obras, e cobre várias fases de sua carreira, com desenhos, pinturas, esculturas, vídeos e instalações.
Neon de “Love Is What You Want” ©Reprodução
Aproveitando o gancho, o site da “Another Magazine” fez uma espécie de questionário Proust com ela, que a gente reproduz aqui com as melhores respostas. Para ler na íntegra, clique aqui.
O que a faz chorar?
Ficar sozinha.
Você tem uma figura inspiracional que a influencia?
Muitas. No momento, Louise Bourgeois e Picasso.
Qual a sua maior conquista na vida?
Nunca desistir.
Still do fime “Why I Never Became a Dancer” ©Reprodução
O que você menos gosta da cultura contemporânea?
Ganância.
Quando a vida e o trabalho se cruzam?
Comigo, a cada dia, a cada momento, a cada segundo. E talvez seja por isso que eu ache tão difícil manter um relacionamento.
“Running Naked” ©Reprodução
Qual o maior risco que você já tomou?
Tentar cometer suicídio e não dar certo.
O que você já fez de mais romântico?
Uma vez eu mandei 100 rosas vermelhas para uma pessoa. Pode soar estúpido, mas é incrível quando isso acontece com você.
E o que você fez de mais espiritual?
Celibato. Por muitos anos.
A tenda de “Everyone I Have Ever Slept With” ©Reprodução
“Love Is What You Want” fica na Hayward Gallery até dia 29 de agosto
©Reprodução
Vestidos da exposição ©Reprodução
Pintura de Renan (à esquerda) e de Jaca ©Reprodução
Autorretrato em serigrafia de Flávio Império ©Reprodução
Foto exposta na Matilha Cultural ©Reprodução
Reflexos, de Claudia Moreira Salles, exposição em parceria com o Design São Paulo ©Reprodução
Uma das obras de Mariko Mori “Wave UFO” ©Reprodução
Obras de Leonilson expostas em São Paulo ©Reprodução
McQueen em Noba York ©Reprodução
© Divulgação
Cotidiano – Instalação que representa a vida ribeirinha, especialmente dos anos 40 e 50 © Divulgação
Ambiente “Lendas e Contos do Rio”, com vestidos musicais que declamam poesia © Divulgação
© Divulgação
Le P’tit Parigot, de Sonya Delaunay, 1926; Alexander McQueen inverno 1998 ©Reprodução
Gaultier, de listras!, encarnando o Gato Risonho com Natalia Vodianova no papel de “Alice no País das Maravilhas”, em editorial da “Vogue US” ©Annie Leibovitz
A brasileira Shirley Mallmann foi a primeira modelo do perfume Classique (e); Jessica Stam no desfile de alta-costura de Verão 2007, inspirado na Virgem Maria ©Reprodução
Beth Ditto no desfile de Verão 2011 e Inès de la Fressange, aos 51 anos, na passarela de alta-costura de Verão 2009 ©firstVIEW
Diversidade muito antes do terma entrar em voga: campanha dos anos 1990 ©Reprodução
Campanha dos anos 1980 da segunda linha Junior Gaultier, hoje JPG by Gaultier ©Reprodução
Madonna na turnê Blonde Ambition, em 1990, e cena de “O 5º Elemento”, de 1997: JPG criou mais de 900 figurinos para o filme ©Reprodução
Obras da artista Tomie Ohtake que estarão expostas a partir do dia 23/11 em seu Instituto ©Divulgação
O regionalismo e as referências culturais espanholas são apontadas como elementos seminais no trabalho de Balenciaga ©Divulgação
