De Betty Boop à Avatar: história da animação ganha megaexposição

19/04/2011

por | Cultura Pop

betty-boop-barbican-faz-exposição-dos-150-da-história-da-animaçãoBetty Boop, Dave Fleischer, 1934 ©BFI National Archive

A Barbican Art Gallery, em Londres, organizou a maior exibição já feita sobre os 150 anos da produção de animação. “Watch Me Move” reúne mais de 170 trabalhos de pioneiros da indústria, cineastas independentes e artistas contemporâneos, mostrando os bastidores desse meio com a intenção de “apresentar a animação como uma força altamente influente no desenvolvimento da cultura visual global”, além de “explorar a relação entre animação e cinema e oferecer um insight sobre esse gênero como um fenômeno cultural”.

A galeria promete criar um ambiente imersivo para que os visitantes passem por sete temas interligados: Apparitions, Characters, Superhumans, Fables, Fragments, Structures e Visions, que exploram os primeiros experimentos científicos com fotografia; as maiores estrelas da animação, como “Tom & Jerry” e “Os Simpsons”; figuras com poderes extraordinários (ex: “Astro Boy”); cinema em stop-motion (como “Vincent”, de Tim Burton); novas tecnologias; e mundo virtual (por exemplo as obras “Tron” e “Avatar”).

Fãs de animação terão um prato cheio com os artistas e estúdios representados na mostra: o pioneiro da fotografia e cinema Étienne-Jules Marey, os irmãos Lumière, Walt Disney, Fleischer Studios, Kara Walker, Len Lye, Studio Ghibli e Pixar, entre muitos outros.

“Watch Me Move” fica na Barbican Art Gallery até  setembro, para então viajar ao Museu Glenbow em Calgary, no Canadá, onde ficará exposta de 8 de outubro a 25 de dezembro. Depois disso, a mostra inicia uma turnê de dois anos pela Ásia. Um livro ilustrado feito especialmente para o evento estará à venda durante a exposição, ao preço de £24,95 (aproximadamente 70 reais).

“Watch Me Move”
De 15 de junho a 11 de setembro
Barbican Art Gallery
Silk St, Londres

Grace Kelly é tema de exposição gratuita na FAAP, em São Paulo: leia mais

13/04/2011

por | Cultura Pop

grace-kelly-ganha-exposição-gratuita-na-faapGrace Kelly ©Reprodução

Kate? Que Kate? Tudo bem que a futura esposa do príncipe William tem concentrado todos os holofotes da mídia por causa do esperado casamento real, mas é Grace Kelly que encanta o público décadas após a sua morte — tanto que em maio ela ganha, na FAAP, SP, uma exposição com mais de 900 objetos entre vestidos, joias, fotografias e cartas que traçam a sua trajetória pessoal e profissional.

Nascida nos Estados Unidos em 1929, em uma abastada família de origem irlandesa, Grace Kelly iniciou seu sonho de ser atriz em 1950, após estudar na Academia Americana de Artes Dramáticas, em Nova York, e teve uma ascensão meteórica: em apenas cinco anos, participou de 11 filmes, atuou ao lado dos galãs Cary Grant e Clark Gable, virou musa de Alfred Hitchcock ao estrelar três de suas produções (“Disque M para Matar”, “Janela Indiscreta” e “Ladrão de Casaca”) e ganhou o Oscar de Melhor Atriz por “Amar é Sofrer”.

Tudo isso até 1956, quando se casou com o príncipe Rainier, tornando-se a princesa de Mônaco e deixando a carreira de atriz para se dedicar à família. Chamado de “o casamento do século”, a união dos dois teve ares de contos de fadas: se conheceram durante o Festival de Cannes de 1955 e rapidamente oficializaram a relação. No entanto, biógrafos afirmam que o casal vivia separado muitos anos antes da morte de Grace, em 1982, em um acidente de carro. Mesmo assim, o príncipe Rainier não voltou a se casar e faleceu em 2005, aos 82 anos.

grace-kelly-casamento-religiosoAlmoço do casamento religioso de Grace Kelly e o príncipe Rainier ©Archives Du Palais Princier

Ícone fashion

Símbolo de elegância e feminilidade, Grace Kelly era amiga dos estilistas Christian Dior e Yves Saint Laurent, e deu nome à ainda hoje desejadíssima bolsa Kelly, da francesa Hermès. Quer uma referência pop? O figurino de Betty Draper, personagem de January Jones na série “Mad Men”, é inspirado em Grace Kelly.

A mostra “Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco”, abre na Faap em 5 de maio e, de acordo com informações da “Veja”, deve ter a presença do príncipe Albert, atual governante de Mônaco e filho do meio de Grace e Rainier.

“Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco”
De 5 de maio a 10 de julho de 2011

Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903   Higienópolis
De terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado)
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200
Entrada gratuita

Juergen Teller ganha três exposições pelo mundo; saiba mais

11/04/2011

por | Moda

jurgUm dos retratos mais conhecidos do fotógrafo, ao lado de seu filho Ed ©Reprodução

O fotógrafo Juergen Teller está pop: o alemão ganha sua primeira mostra nos Estados Unidos no museu Dallas Contemporary, com uma série de imagens selecionadas entre seus trabalhos anteriormente publicados na revista “Zeit”, suplemento do jornal alemão “Die Zeit”.

Teller assina uma coluna da “Zeit” há cerca de um ano e meio, e foi desse arquivo que ele selecionou as imagens e traduziu os textos descritivos que fazem parte da exposição. “Foi muito difícil traduzir para o inglês. Eu havia pedido para outra pessoa traduzir, mas estava muito formal, então eu mesmo fiz esse trabalho. Algumas coisas eram mais engraçadas em alemão”, ele afirma em entrevista ao “WWD”.

O fotógrafo é tema ainda de uma exposição similar em cartaz em Moscou, também com imagens do arquivo da “Zeit”, e de uma mostra no Daelim Contemporary Art Museum, em Seul, na Coreia do Sul.

Célebre por ser o fotógrafo “oficial” das campanhas da Marc Jacobs desde 1998, Juergen Teller já trabalhou também com Vivienne Westwood, YSL, Louis Vuitton, Calvin Klein, Celine e Missoni. Ele desenvolveu um estilo próprio, mais cru, que até hoje inspira fotógrafos de gerações mais jovens. Teller transita entre a moda e a arte, mas foi na indústria da música que ele começou. Seu primeiro trabalho profissional foi fazer um ensaio com um cantor desconhecido na época, chamado Kurt Cobain. Ele gosta de dizer que depende muito da personalidade de seus modelos, já que não é de usar grandes técnicas nem é fã de photoshop. Neste tumblr você pode ver diversas imagens feitas pelo fotógrafo ao longo de sua carreira.

Conheça melhor seu estilo na galeria abaixo, com imagens das mostras no Moscow House of Photography e Dallas Contemporary:

Moscow House of Photography
“Juergen Teller, Texte und Bilder”
Até 24 de abril de 2011

Dallas Contemporary
“Man with Banana”
Até agosto de 2011

Daelim Contemporary Art Museum
“Juergen Teller”
De 15 de abril a 31 de julho de 2011

Expogram, a mostra: por mais poesia nos registros do dia-a-dia

05/04/2011

por | Cultura Pop

expogram-exposição-de-fotos-instagram-em-sao-paulo©Divulgação

Fotos digitais, com tratamento de analógicas, compartilhadas em redes sociais e impressas em uma exposição – esta é mais ou menos a ideia da Expogram, organizada pelas amigas Renata Chebel, Luciana Obniski e Érika Garrido, que segue de 9 a 23 de abril na loja e galeria Tag & Juice, na Vila Madalena, em São Paulo.

O ponto comum de todas as imagens selecionadas para a mostra é o uso do instagram, aplicativo gratuito para iPhone lançado em outubro de 2010 e que alcançou popularidade meteórica entre os fotógrafos de plantão, muito em parte graças às suas opções de filtros que garantem um visual vintage aos cliques. “Acho que uma parte desse sucesso é porque estamos começando a nos cansar da estética da perfeição digital, do hiper-realismo, do photoshop, da cara de plástico das imagens publicitárias: elas não nos emocionam mais”, opina a jornalista e fotógrafa Renata Chebel. “Estamos indo buscar na estética do analógico, com toda a imprevisibilidade dos filmes vencidos, dos processos cruzados de revelação, dos vazamentos de luz no corpo das câmeras, das distorções das lentes… estamos buscando aí, nesses “erros”, as imagens que nos emocionam, que nos trazem sensações. Nossas fotos de famílias, de nossa infância, pais e avós eram assim, têm toda essa carga nostálgica”, continua.

Outro atrativo do instagram – e que o diferencia de outros apps de tratamento de imagem, como por exemplo o hipstamatic – é a possibilidade de imediato compartilhamento e interação com outros usuários do aplicativo. “O legal não é o filtro que parece antigo, é retratar a poesia do seu dia-a-dia e poder acompanhar isso dos outros”, explica a jornalista Luciana Obniski, que completa: “E eu, pessoalmente, acho que rede social, como o instagram, só é válida se te acrescenta algo no real. Por isso organizamos a exposição. A gente quer que todo mundo se conheça e troque experiências”.

Renata conclui: “E nós somos a geração da transição entre analógico e digital, que sofre de nostalgia precoce, que aos vinte já tinha saudade da infância, que aos trinta fala da adolescência como se ela fosse um passado muito remoto. Então faz muito sentido, se você pensar nisso, organizar uma exposição impressa dessas imagens. Uma última coisa ainda, que vale a pena lembrar: as imagens digitais quase sempre se perdem, seja no tempo, na evolução da tecnologia, nos labirintos do armazenamento digital ou simplesmente no excesso. Trazê-las para o mundo físico é uma forma de preservá-las”.

A Expogram foi organizada pelo trio, que selecionou 200 imagens do instragram com a hashtag #expogram – foram mais de 4 mil fotos taggeadas! Quem quiser conferir o resultado da curadoria pode visitar a Tag & Juice de 9 a 23 de abril.

Tag & Juice
Rua Gonçalo Afonso, 99
Vila Madalena, São Paulo
(11) 2362-6888 / 2368-9361

Mostra interativa “O Mundo Mágico de Escher” chega a São Paulo

04/04/2011

por | Cultura Pop

1-mc-escher-exposição-são-paulo-dia-e-noite“Dia e noite” (1938), xilogravura ©The M.C. Escher Company B.V. Baarn, The Netherlands

Depois de passar por Brasília e pelo Rio de Janeiro, a maior exposição já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972) finalmente chega a São Paulo. “O Mundo Mágico de Escher” reúne 95 obras entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, além de um espaço com instalações interativas que exemplificam os princípios matemáticos e efeitos óticos que ele utilizava em seu trabalho – um quebra-cabeça gigante que demonstra como ele se utilizava de imagens geométricas ou figurativas para criar gravuras que remetem ao infinito é um exemplo do que poderá ser visto na mostra.

O acervo da coleção do Haags Gemeentemuseum, que mantém o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda, ocupará todo o prédio do CCBB-SP, e dificilmente poderá ser visto novamente fora do museu. “As obras do Escher são muito raras e muito procuradas para exposições. Só existem três coleções no mundo. As gravuras são muito frágeis e o Haags Gemeentemuseum, que emprestou as obras originais, depois desta exposição, não poderá exibí-las por mais de quatro anos”, afirma Pieter Tjabbes, curador da exposição coordenada pela Art Unlimited.

Quem tiver interesse pode fazer visitas mediadas por educadores em português e inglês, de terça a sábado é necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos, não há necessidade de agendamento – basta fazer a solicitação na bilheteria. A capacidade é de 45 pessoas por horário. O CCBB-SP oferece também serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos, agendado de acordo com ordem de solicitação.

2-mc-escher-exposição-são-paulo-dia-e-noite“Relatividade” (1953), litografia ©The M.C. Escher Company B.V. Baarn, The Netherlands

3-mc-escher-exposição-são-paulo-dia-e-noite“A queda do homem” (1920), xilogravura, contraprova ©The M.C. Escher Company B.V. Baarn, The Netherlands

4-mc-escher-exposição-são-paulo-dia-e-noite“Auto-retrato no espelho esférico” (1950), litografia ©The M.C. Escher Company B.V. Baarn, The Netherlands

Vale lembrar que 2011 é o Ano da Holanda no Brasil – para ver mais informações e conferir o calendário da celebração, visite o site anodaholandanobrasil.com.br

“O Mundo Mágico de Escher”
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
De 19 de abril a 17 de julho
De terça a domingo, das 9h às 20h
Entrada franca

Visitas mediadas à exposição:
Realizadas por educadores em português e inglês.
Terça a sábado: necessário agendamento prévio pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h
Domingos: não há necessidade de agendamento e o atendimento é realizado  mediante solicitação na bilheteria, no térreo, das 10h às 19h.
Capacidade: 45 pessoas por horário

Transporte para estudantes:
Serviço de transporte gratuito, de terça a sábado, para visitas de estudantes e grupos. Agendamento de acordo com ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, de segunda a sexta, das 10h às 18h, pelo tel. (11) 3113-3649.

Centro Cultural Banco do Brasil – SP
Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
(11) 3113-3651 / 3113-3652

Acessos:
Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé
Acesso para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal

Estacionamento Conveniado:
Estapar Estacionamentos
Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos)
(R$ 10 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB)
(11) 3256-8935

Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na Rua 15 de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.

Alisson Göthz fala sobre sua primeira expo individual

16/03/2011

por | Cultura Pop

gothz02©Divulgação/Alisson Gothz

Alisson Göthz abre nesta quarta-feira (16.03) a sua primeira exposição individual no Brasil, “Planeta Göthz”, na Galeria Mezanino, em São Paulo. Para quem não conhece, Alisson é figura notória da noite paulistana: discoteca em diversas festas e escreve sobre música na internet. À convite do curador Renato de Cara, a mostra contém autoretratos que Alisson tira há mais de 10 anos, num remix de ícones da cultura pop: pense em Andy Warhol, Grace Jones, David Bowie,  Nina Hagen e Leigh Bowery.

O resultado — personas de gênero indecifrável e senso de humor afiado — pode ser visto pela noite paulistana, ou até dia 31.04 na galeria. O FFW conversou com Göthz sobre a exposição, sua coleção de maquiagem e outras curiosidades. Confira:

O que veio primeiro, a fotografia ou os personagens?
A noite veio primeiro! Me montava pra ir às festas e os personagens foram surgindo disso. Já registrava tudo em foto, mas era apenas pro meu acervo pessoal. Na época do Fotolog comecei a postá-las e o interesse em transformar isso em algo mais sério surgiu daí. De repente teve gente chamando isso tudo de “arte”, e eu fui atrás… [risos]

Em que momento entraram as colagens digitais? Como elas mudaram esse trabalho?
Foi mesmo na época do Fotolog, quando as pessoas começaram a prestar mais atenção nas fotos e eu me empolguei a produzir mais. Eu gosto de trabalhar com esse suporte digital pois assim posso fazer tudo sozinho, sem depender de ninguém… eu tenho a ideia e corro pro computador, e com sorte ela fica pronta até poucos minutos depois.

Ambiguidade de gênero e sexualidade são elementos associados às suas fotos e personas– você concorda com isso?
Procuro sempre aparecer com um personagem onde você não sabe bem se é homem ou mulher, mesmo pessoalmente quem me vê não sabe se eu sou drag, transformista, palhaço ou apenas um cara maquiado. Eu gosto de brincar com isso pois acho que esta confusão gera uma discussão legal na cabeça das pessoas.

alissonAlisson com um dos seus looks na noite, em foto tirada na Balada Mixta, em SP ©Reprodução/IHateFlash!

Quanto tempo leva para “se montar” e entrar no personagem?
Geralmente umas duas horas, às vezes mais. Mas isso acontece porque para mim o ato de produzir a montação toda é uma diversão, então o tempo acaba passando e eu nem percebo!

Você coleciona alguma coisa?
Já tive dezenas de coleções, das mais absurdas possíveis, mas já faz um bom tempo que estou colecionando apenas brinquedos (de verdade, nada de “toy art”) e discos de vinil.

Qual é o tamanho da sua coleção de maquiagem?
Cabe numa caixinha! [risos] Eu tenho mais roupas do que make.

colagemali©Divulgação/Alisson Göthz

Esta não é a sua primeira exposição, certo? Quais outras você já fez?
É a minha primeira exposição individual aqui no Brasil. Por aqui já fiz outras coletivas, sempre representando a Galeria Mezanino. Ano passado fiz minha primeira individual na Finlândia, como parte de uma residência na cidade de Turku, atual Capital Européia da Cultura.

Fala um pouco sobre a exposição da Finlândia, da perfomance e da experiência toda…
Ia diariamente à galeria, me montava e registrava tudo em foto. O público que visitava o espaço podia ver em tempo real tudo acontecendo. As fotos prontas eram colocadas na parede, como um “work in progress”. Foi muito divertido de fazer.

+ Saiba mais sobre a exposição na FFW Agenda

30 anos de Yohji Yamamoto no Victoria & Albert, em Londres

15/03/2011

por | Moda

capa yohji-yamamoto-ganha-exposição-no-victoria-and-albert-museumNick Knight e Peter Saville criaram a imagem de divulgação da exposição de Yohji Yamamoto ©Reprodução

Até o dia 10 de julho, quem estiver em Londres pode aproveitar para conferir a exposição que o museu Victoria and Albert preparou sobre a carreira do estilista japonês Yohji Yamamoto – e que o site de pesquisas e análises de tendências WGSN considerou uma das 10 mostras imperdíveis de 2011 no mundo todo.

Pensada como uma celebração do 30º aniversário da chegada do estilista ao circuito fashion parisiense, a exposição reúne mais de 80 peças distribuídas de modo que os expectadores possam caminhar entre elas e ver bem de perto os tecidos utilizados nas roupas – uma preocupação central do trabalho de Yamamoto, que usa tecidos especialmente fabricados em Kyoto.

Outros pontos característicos que também poderão ser notado na exposição são o trabalho com formas criadas “ao redor” do corpo em vez de juntas ao corpo, e a utilização de técnicas antigas como o shibori, um método tradicional de tingimento de tecidos.

Na galeria abaixo você vê detalhes das peças da exposição; aqui você vê os desfiles de Yohji Yamamoto na semana de moda de Paris.

“Yohji Yamamoto”
V&A Museum
Cromwell Road
Londres SW7 2RL
+44 (0)20 7942 2000
De 12 de março a 10 de julho de 2011
£7 (inteira)

Mestre do construtivismo russo ganha exposição em São Paulo; saiba mais

08/03/2011

por | Cultura Pop

Lilya Brik em poster de Aleksandr Ródtchenko para a editora Gosizdat (1924); os fãs de indie rock devem reconhecer esse trabalho como a inspiração para a capa do álbum “You Could Have it So Much Better”, do Franz Ferdinand (2005) ©Reprodução

Reconhecido como um dos líderes do construtivismo russo, Aleksandr Ródtchenko (1891-1956) é um dos grandes vanguardista do século XX nas áreas de pintura, escultura, design gráfico e fotografia – e é nesta última área que estão algumas de suas mais famosas obras, abordadas na exposição “Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia”, em cartaz até o dia 1° de maio da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

São mais de 300 obras que mostram a evolução do trabalho de Ródtchenko, que em meio a experimentações com composições, ângulos e perspectivas, registrou imagens nos anos 1920 que permanecem atuais até os dias de hoje. “Em 1924, a fotografia foi invadida por Ródtchenko com o slogan “Nosso dever é experimentar” firmado no centro de sua estética. O resultado dessa invasão foi uma mudança fundamental nas ideias sobre a natureza da fotografia e o papel do fotógrafo”, explica a curadora da exposição, Olga Svíblova.

Capa criada por Aleksandr Ródtchenko para livro de  Vladimir Maiakóvski, 1923 ©Reprodução

Quem visitar a mostra vai ver, além dos registros fotográficos, fotomontagens, cartazes e anúncios, colagens para revistas de arte e as capas feitas para os livros do poeta e amigo Vladimir Maiakóvski (1893-1930). Veja algumas obras na galeria abaixo:

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 – Luz – Tel. 11 3324-1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados.
Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.

“Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia”
Até o dia 1° de maio de 2011
* A Pinacoteca estará fechada nos dias 7 e 8 de março. No dia 9, a abertura é às 12h.

Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia

DIRETO DE PARIS: por dentro da nova exposição de Hedi Slimane

06/03/2011

por | Cultura Pop

hedi999Imagem da exposição “California Dreamin’”, curada por Hedi Slimane ©Juliana Lopes

Por Juliana Lopes, de Paris

A moda não existe sem o universo que a retrata – moda não existe sem a imagem de moda. Essa é uma das conclusões do italiano Claudio Marra, um dos pensadores de moda contemporâneos mais significativos.  E não só em imagens da própria roupa e de quem a veste, mas em projetos indiretos, num modo de ser, num “gosto” que está numa escolha de estilo. E numa curadoria.

Por isso, quando um nome como Hedi Slimane (estilista, ex Louis Vuitton e Dior) cura uma exposição, é como se a moda adquirisse um endereço ainda mais nobre. As obras escolhidas, o modo como estão distribuídas pelo espaço, a atmosfera. Atrás de tudo isso está um DNA visual de quem tocou na moda, mas também na música e na fotografia. Na página do Wikipedia de Slimane se fala de “non fashion projects”, mas será? A exposição “California Dreamin”, curada por ele, em Paris, inaugurada em plena Semana de Moda, pode suscitar uma sensação de que, em alguns momentos, não dá para separar a moda da arte.

“A ideia foi do próprio Slimane, que morou dois anos em Los Angeles e gostou de estar lá. Ele quis selecionar artistas que trouxessem esse específico espírito americano”, explica ao FFW a press&public relations Camille Blumberg, da Almine Rech Gallery. Não foi a primeira vez que Slimane curou uma exposição lá.

A galeria é um endereço bastante discreto do bairro Marais. Quem conhece o Marais sabe que as concept-stores e as pequenas boulangeries nos convidam pelo olhar, mas a Almine Rech é uma porta discreta. A mostra também é bastante sutil. As relações que fazemos entre as obras não é nada imediata e talvez um olhar conservador ou impaciente não vá entender porque gravuras de cartuns estão ao lado de um painel transparente gigante que se segue por uma fotografia de um peito de um garoto tatuado “California Dreamin”.

É bom esperar alguns bons minutos para apreciar as escolhas de Hedi. Tudo muito clean, obras não assinadas (é preciso olhar um mapa que indica obras de John Baldessari, Dennis Hopper e outros), branco e preto. “Memória intimista, fragmentos, signos, símbolos”, definiu oficialmente Slimane.

E naquelas obras está o gosto de Slimane, que captou intenções de artista que vivem aquela “América” on the road,  nas estradas inóspitas de L.A., na arte e no submundo de luxo cruel e instigante.

A exposição vai até dia 26 de março.

Galerie Almine Rech
19 rue de Saintonge – 75003 Paris, France

Em vídeo, Gloria Coelho faz visita guiada da expo “Linha Do Tempo”

23/02/2011

por | Moda

Revisitando os últimos 20 anos de sua carreira na exposição “Linha do Tempo”, Gloria Coelho faz questão de afirmar que não gosta de olhar com nostalgia para o passado. “Eu me interesso pelo processo, não tem um momento ou outro que me marquem mais”, explica. A fluidez e continuidade de seu trabalho coleção após coleção e a paixão por temas (“Eles nos ajudam a criar, a focar”) fizeram de Gloria uma das estilistas mais respeitadas da moda brasileira.

Na última semana, o FFW deu um giro pela exposição “Linha do Tempo” com ela, que comentou momentos, técnicas, e curiosidades sobre vários looks icônicos de sua trajetória. Assista no player acima!

“Gloria Coelho – Linha do Tempo”
QUANDO
_de 4 de fevereiro a 20 de março
ONDE_Museu da Casa Brasileira

+ www.mcb.org.br

+ twitter.com/mcb_org

Figurino original de Harry Potter ganha exposição em São Paulo

HPDH1-02699Cena do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1″ © Divulgação

Quem for ao shopping Eldorado assistir “Harry Potter e as Relíquias da Morte, Pt 1”, vai poder ver de perto outras relíquias: os figurinos originais usados na gravação do penúltimo filme da série criada por J.K. Rowling.

Looks de Harry Potter, Ronald Weasley, Hermione Granger, Mundugo Fletcher, Fleur Delacour e dos gêmeos Weasley estão expostos gratuitamente, e conservam todas as reminiscências das gravações, com sujeiras e pequenos rasgos. Um detalhe curioso é que todas as peças _incluindo as femininas_ foram usadas pelo ator Daniel Radcliffe no filme. Ficou curioso? Na cena, todos estes personagens se transformam, por mágica, em cópias de Harry.

Jany Temime, a figurinista (deste, de outros quatro “Harry Potter” e também de “Bridget Jones No Limite da Razão”), disse ao Los Angeles Times que ainda se sente maravilhada em poder criar a moda e tradição de uma cultura tão diferente como o mundo bruxo. Mas não espere ver uniformes de Hogwarts. Neste momento da história, os personagens não passam pela escola de magia e bruxaria.

“É um mundo paralelo, uma sociedade secreta vivendo bem aqui ao lado. Eles possuem uma cultura própria, mas não podem ignorar o mundo real. Então eu olhei para as culturas extremas. Qualquer sociedade paralela, como os ciganos ou grupos políticos que estão nas extremidades. Eles têm o seu próprio jeito de fazer as coisas, mas também vivem em 2010 e não podem ignorar o que vêem. Então usam seus chapéus pontudos e capas longas,  mas eles também têm jeans. Têm tradição, mas não podem ignorar o mundo moderno”.

Na mostra, os visitantes também podem ver fotos do filme, vídeos de making of e bastidores inéditos, e também experimentar o novo game para X-Box do filme.

QUANDO De 12 a 26 de novembro, das 10h às 22h

ONDE Cinemark Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, SP

+ harrypotter.com

FFW fashion digest: Raquel tira a roupa, Giles Deacon na Ungaro e +!

28/09/2010

por | Moda

- Já faz algum tempo que Raquel Zimmermann (Ford) é uma das queridinhas da dupla de fotógrafos Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. Mas desta vez, a modelo aceitou a proposta da dupla de posar para a seção Purple Naked da revista francesa Purple, comandada por Olivier Zahm. Considerada um ícone, Raquel recebeu a confirmação do título no texto que acompanha as fotos: “Muito raramente uma modelo se torna uma artista na frente das câmeras. Em dez anos de carreira, Raquel Zimmermann [...] integra um grupo exclusivo de modelos que vai de Veruschka à Kate Moss, que vão sempre além das expectativas dos fotógrafos”.

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+ purple.fr

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- Depois de Nicola Formichetti ser anunciado como novo diretor criativo da Thierry Mugler, Giles Deacon é o nome escolhido para ocupar o cargo deixado por Lindsay Lohan na Emanuel Hungaro. Ao que tudo indica, o desfile da marca que acontece no dia 04/10, em Paris, já tem a mão de Giles no processo de criação.

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ungaro.com

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- A nova edição da revista Fantastic Man, com Bryan Ferry na capa, mal saiu e já está chamando a atenção de fashionistas. Não por conta da entrevista com o cantor, e sim por um editorial que mostra os principais looks masculinos de inverno em um desfile… sem plateia. Apenas os modelos desfilando em um grande galpão numa locação secreta. Um vídeo da sessão fotográfica, intitulado The Super Show (“O Grande Show”), foi lançado durante a Semana de Moda de Londres, com os 40 looks em movimento.

Assista no player:

+ fantasticman.com

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A exposição “Kiss The Past Hello“, que mostra a trajetória do diretor de cinema e fotógrafo Larry Clark, em Paris, tem tudo para ser polêmica. A diretoria do Museu de Arte Moderna de Paris proibiu a entrada de jovens menores de 18 anos na mostra, por conta do conteúdo que envolve sexo, drogas e armas – temas recorrentes no universo de Clark. “A França sempre foi mais liberal que os Estados Unidos” desabafa o fotógrafo e diretor, em entrevista. Responsável por obras como o filme Kids, e o livro Tulsa (foto abaixo), Larry é referência e inspiração constante no mundo da moda. A abertura da exposição acontece dia 8/10 e a exposição fica aberta para visitação até dia 2 de janeiro de 2011.

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+ mam.paris.fr

Balenciaga ganha exposição curada por Hamish Bowles e abre 1ª loja masculina

23/06/2010

por | Moda

Em novembro de 2010, o mestre espanhol Cristóbal Balenciaga ganhará uma exposição de cerca de 60 looks no Queen Sofía Spanish Institute, em Nova York. Além de ser no instituto oficial da rainha, a expo foi concebida por Oscar de la Renta, presidente do painel de diretores do espaço, e curada por Hamish Bowles, editor da “Vogue” americana.

Bowles escolheu cerca cerca de 60 looks, alguns nunca vistos em público, outros emprestados de museus e também de coleções particulares, além do arquivo Balenciaga em Paris. Entre os destaques estão o vestido “Infanta”, de 1939, os boleros inspirados em matadores, de 1946, e o vestido de casamento de Sonsoles Díez de Rivera, filha da musa do costureiro, a Marquesa de Llanzol.

balenciaga-pecas-1O vestido “Infanta”, de 1939 (e), e croqui com o famoso bolero de matador ©Reprodução

E falando em Balenciaga… A marca abriu sua primeira butique masculina em Paris, no número 5 da rue de Varenne. O espaço foi criado em colaboração com o artista Dominique-Gonzalez Foerster para lembrar um submarino.

balenciaga-loja-masculinoPor dentro da primeira loja exclusivamente masculina da Balenciaga ©WWD/Reprodução

Visionaire – Para Todos os Sentidos: veja imagens exclusivas da mostra

A exposição “Visionaire – Para Todos os Sentidos” abre ao público nesta quarta-feira, 12 de maio, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, reunindo os 50 primeiros números da revista. Com edições exclusivas de tiragens que vão de 400 a 6.000 exemplares, publicadas até três vezes por ano, a revista tem como objetivo “desafiar os artistas”, como explicou Cecilia Dean, uma das fundadoras, ao FFW.

O curador da exposição, Albrecht Bangert, o mesmo que fez a curadoria da mostra do designer Karim Rashid no Instituto Tomie Ohtake, destaca a capacidade de reinvenção constante da revista que conquistou colecionadores em todo o mundo. “O colecionador por excelência conserva as primeiras edições como um autêntico tesouro, estimulando-se pelo raro, pelo historicamente singular; ou ainda reúne os trabalhos ao seu redor por motivos estéticos, entusiasmando-se com os atributos artísticos revelados nas capas”, comenta Bangert.

O FFW esteve no coquetel de abertura, que aconteceu na noite da terça-feira (11/05).

Confira imagens exclusivas da exposição que vai até 13 de junho:

Exposição: “Visionaire – Para Todos os Sentidos
QUANDO 11 de maio de 2010, às 20h
Até 13 de junho de 2010, de terça a domingo das 11h às 20h
Entrada franca

Instituto Tomie Ohtake
ONDE Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros / SP
CONTATO (11) 2245.1900

Exposição com trajes suntuosos de Christian Dior abre na França

12/05/2010

por | Moda

De 13 de maio até 26 de setembro de 2010, quem estiver em Granville, na região francesa da Baixa Normandia, poderá passar pelo Museu Christian Dior e apreciar a exposição “Le Grand Bal Dior”, da qual fazem parte mais de 50 vestidos de gala da época ou inspirado pelos grandes bailes dos séculos passados.

Além dos trajes criados pelo próprio Dior e por John Galliano estão presentes acessórios, fotografias, perfumes, filmes, livros e quadros – alguns em empréstimo de outros museus, como é o caso do autorretrato de Kees Van Dongen como Netuno, que serviu de inspiração para o primeiro vestido de baile criado por Christian Dior.

van-dongen-neptune-2O autorretrato de Kees Van Dongen (1922) inspirou o primeiro vestido de gala de Dior e foi emprestado do Centro Pompidou de Paris ©Divulgação

As fragrâncias também são importantes, já que os lançamentos da Parfums Christian Dior eram sempre celebrados com bailes de gale. O comercial de “Midnight Poison”, dirigido por Wong Kar-wai na Ópera de Paris, em 2007, segue esse conceito:

Quem estiver aproveitando a bela paisagem litorânea de Grandville pode passar lá todos os dias, das 10h às 18h; a entrada é gratuita.

+ musee-dior-granville.com