Daphne Guinness abre o armário para exposição em Nova York

05/08/2011

por | Moda

abreDaphne Guinness ©Reprodução

Daphne Guinness, a excêntrica herdeira do grupo irlandês Guinness (sim, aquele que dá o nome à famosa cerveja) vai ganhar uma exposição. O Fashion Institute of Technology, renomada escola de moda e design em Nova York, promoverá uma mostra só com looks dela.

Colecionadora de alta-costura, Daphne exibe produções nada convencionais e seu armário é, assumidamente, objeto de desejo de gente como Kate Moss, que declarou ao Style.com que gostaria de ter o acervo de Daphne.

Daphne é stylist, videomaker e estilista. A coleção que ela assinou para a Dover Street Market, loja da Comme des Garçons, em 2009, quase esgotou em poucas horas. Além de estrelar campanhas publicitárias e editoriais para grandes revistas como a “Vogue”, ela foi homenageada pela gigante dos cosméticos Nars com uma sombra que leva seu nome.

itens-expoItens da exposição ©Reprodução

O FIT resolveu fazer uma mostra com seus looks em tributo a sua “forma destemida de vestir as roupas e sapatos mais extremos”. A coleção de itens de alta-costura e o fato de ela ser uma extraordinária personagem no mundo da moda também pesaram para que ela fosse tema da exposição. A mostra fica em cartaz no FIT de 16 de setembro a 7 de janeiro de 2012 e traz vestidos super cheio de detalhes, sapatos de saltos altíssimos e outros itens curiosos do armário da moça.

Veja alguns looks de Daphne na nossa galeria:

Vapt-Vupt: um papo mais que rápido com o top fotógrafo…

04/08/2011

por | Cultura Pop

steven-kleinSteven Klein ©Reprodução

Ele já fotografou Brad & Angelina em casa, é amigo de Madonna, foi escolhido para dirigir o clipe de “Alejandro”, de Lady Gaga, é um dos nomes preferidos de revistas como “Numéro” e “W” na hora de retratar celebridades como Natalie Portman, Tom Ford, Prince, Mick Jagger e Justin Timberlake, e está entre os três fotógrafos que mais trabalham hoje no mundo. Este é Steven Klein, fotógrafo americano, que há anos vive na incansável rota fashion NY-Paris-Tóquio-Londres-Milão.

Clipe de  Lady Gaga, “Alejandro”, dirigido por Steven Klein

Agora o Brasil faz parte dessa agenda com a primeira exposição de Klein no Brasil, USAnatomy, que fica em cartaz de 10 a 28 de agosto no MuBE. A mostra, de alto teor erótico, irá mostrar 87 fotos e mais 47 polaroides originais. Um vídeo de oito minutos também será exibido, “Your Allucination is Now”, com uma retrospectiva de quinze anos de trabalho. Steven assinou inúmeras campanhas para marcas como Louis Vuitton, Alexander McQueen, Calvin Klein, Dior e Dolce & Gabbana. E ele está para Madonna assim como Formichetti está para Gaga. Com ela, desenvolve diversos projetos, dirige videoclipes e assina a maior parte dos anúncios dos quais a cantora participa. Suas fotos são, na maior parte, bastante quentes e, mesmo em imagens mais românticas e menos sensuais, dá para sentir energia e presença.

E Klein “falou” com o FFW via email, já que ele não confirmou sua vinda para o lançamento da mostra. Nós enviamos uma série de perguntas, mas ele respondeu apenas algumas questões e rapidamente. O pouco que ele falou, a gente coloca aqui para vocês lerem. Na galeria abaixo, relembre algumas de suas imagens mais marcantes.

Durante uma visita ao Rio, você se envolveu em projetos sociais nas favelas. Qual foi a sua participação exatamente?

Visitei várias favelas e conheci umas crianças que jogam futebol. Tirei algumas fotos e apadrinhei uma criança chamada Baby e patrocino sua educação e o treinamento de futebol.

Quais são os elementos no seu trabalho que o tornam único e diferente dos outros?

Não considero meu trabalho único. É apenas a minha própria visão sobre as coisas.

Você fotografa com câmera analógica ou digital?

Digital.

Você usa aplicativos de fotografia, como o Instagram?

Não.

Como você percebe a fotografia de moda hoje?

Sinto que há um declínio no critério de excelência.

O que você ainda não fez?

Tirar a foto perfeita.

Uma linda mulher é… poderosa, inteligente e destemida.

USAnatomy  tem patrocínio da Oi e integra a série Iguatemi Photo Series, que já trouxe exposições de Rankin, Guy Bourdain e David LaChapelle, entre outros.

Mostra que aborda lado televisivo de Andy Warhol chega a São Paulo

29/07/2011

por | Cultura Pop

Andy-WarholAndy Warhol ©Reprodução

O artista pop Andy Warhol tem uma obra audiovisual não muito conhecida, mas que poderá ser descoberta na mostra “Warhol TV” que chega na sexta-feita (29.07) a São Paulo, no Sesc Pinheiros, depois de passar pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

É a primeira exposição exclusivamente dedicada à produção audiovisual de Warhol, que inclui trabalhos como produtor e ator. Moda e celebridades estão entre os temas abordados nos vídeos do artista.

Entre as obras estão quatro programas que Warhol preparou para a TV. Em “Andy Warhol’s Fifteen Minutes”, produzido para a MTV americana entre 1985 e 1987, Andy entrevistava artistas pop, bandas e outros famosos da década de 80. O “Warhol’s TV” é uma produção que conta com 27 episódios de meia hora e tem a participação de Frank Zappa e Giorgio Armani, entre outros.

Andy-Warhol-Debbie-Harry-1979Debbie Harry, uma das entrevistadas de Andy ©Reprodução

O programa “Fashion” foi exibido entre 1979 e 1980 e trazia temas relacionados a moda, comportamento e celebridades. Seu casting de entrevistados era estrelado e ele conversou com personalidades como Debbie Harry, vocalista do Blondie. Além das produções comandadas por Andy, a mostra traz a participação do artista no humorístico “Saturday Night Live”, um dos programas mais famosos e antigos da televisão americana.

Warhol TV @ Sesc Pinheiros

De 29 de julho a 25 de setembro
Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195)
Terça a sábado, das 10h30 às 21h30; domingos e feriados, das 10h30 às 17h30
Entrada franca

Richard Phillips, pintor do pop e das celebridades, ganha mostra em NY

spectrum.abrejpg“Spectrum” ©Richard Phillips

Richard Phillips é um desses artistas que assumem mesmo sua vertente, sem medo de ser feliz. No caso dele, são as pinturas comerciais, especialmente de celebridades e modelos. Nascido em Massachusetts, em 1962, seu estilo remete às figuras dos anos de 1950 a 1970, porém com uma pitada sacana, meio porn. Este ano, ele foi além dos quadros e fez dois curtas-metragens para a Bienal de Veneza, com Lindsay Lohan e a ex-atriz pornô Sasha Grey. E neste final de semana o artista ganha exposição no East Hampton, em NY, na livraria e galeria de arte John McWhinnie & Glenn Horowitz.

Na exposição estarão expostos trabalhos de 1999 – 2010, que têm ligação direta com uma de suas frases mais famosas: “Minhas imagens envolvem um tipo de beleza desperdiçada – o que sempre foi um tópico do meu trabalho”. Tish Wrigley, da “Another Magazine”, escreveu que em todas as imagens em exposição pode-se notar essa intenção do artista: “As figuras te encaram com olhares sem brilho, seios nus, buscando despertar sem interesse, seduzir sem mistério. Ainda assim, elas atraem. [...] São interessantes apesar da beleza e sexualidade explícita, e não por causa delas”.

phillips_scout“Scout” ©Richard Phillips

A mostra tem o nome de “Ponto de Venda”, referência mais do que óbvia ao interesse do artista pela veia comercial, em todas as formas, já que Richard Phillips, além de fazer do comercial sua arte, também faz sua arte no comercial, como suas parcerias com marcas tipo Lacoste, quando fez camisas pólo em conjunto com a “Visionaire”, bolsas para a Jimmy Choo, e MAC Cosméticos, quando repintou um famoso quadro seu, “Der Bodensee”, com produtos de uma coleção da MAC. Um de seus mais recentes jogos de marketing foi aceitar ter dois de seus quadros (“Scout” e “Spectrum”) fazendo parte da decoração do apartamento fictício da família Van der Woodsen, do seriado adolescente Gossip Girl, exibido no Brasil pelo canal “Glitz*”.

phillips_colaboraçõesO quadro original “Der Bodensee”, e após “make-up” com produtos MAC ©Richard Phillips

Ao escolher retratar celebridades, Richard Phillips vai fundo no conceito e não esquece aqueles mais desafortunados perante a crítica, como Robert Pattinson e Taylor Momsen. Tais quadros também estarão na mostra. Para Tish, é justamente a falta de esnobismo artístico que impregna ao trabalho do artista seu poder e humanidade. “Seus trabalhos não julgam, eles apreciam”, escreveu ela na “Another Mag”. O que move o trabalho dele é o paradoxo entre o sobrenatural e o esmagadoramente real, que fica ainda mais óbvio, segundo a jornalista, nos curtas-metragens que marcaram sua estreia na Bienal de Veneza de 2011.

Richard Phillips: Point of Purchase fica em exposição até 08/08, na John McWhinnie & Glenn Horowitz Bookseller.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Phillips:

Fotógrafa da subcultura, Nan Goldin mostra obras inéditas em Londres

13/07/2011

por | Cultura Pop

abre-exposição-nan-goldin“Shape Shifting 2″ (2010) ©Nan Goldin

A americana Nan Goldin é celebrada por um trabalho de registro de subculturas iniciado de forma despretensiosa, quando, ainda adolescente, ela começou a fotografar as pessoas – incluindo a si mesma – que faziam parte de seu círculo de amigos. Ao longo dos anos, esse exercício foi evoluindo para o que hoje é considerado uma documentação visual apurada da Nova York dos anos 1980 e da subcultura das drogas, das experimentações sexuais e dos horrores da AIDS.

Por isso, quem está familiarizado com o estilo visceral de Nan Goldin em trabalhos como “The Ballad of Sexual Dependency”, vai se surpreender com as fotografias que ela apresenta pela primeira vez na exposição “Fire Leap”, que acontece na Sprovieri Gallery, em Londres, até o dia 6 de agosto. O slide show que empresta o nome à mostra, por exemplo, é descrito pela fotógrafa como o “The Ballad, mas de crianças”, e mostra vários retratos das crianças que fazem parte da sua vida. Outra surpresa são as fotografias de paisagens, inéditas para o público mas que, segundo Nan Goldin, ela começou a produzir nos anos 1970.

Veja algumas imagens da exposição “Fire Leap” na galeria abaixo:

“Fire Leap”
Até 6 de agosto de 2011

Sprovieri Gallery

23 Heddon Street
Londres w1b 4bq

Exposição sobre estética punk traz trabalho de 12 artistas da época

08/07/2011

por | Cultura Pop

punk3Foto tirada por David Lamelas que estará na exposição ©Divulgação

A partir de 12 de julho o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de janeiro recebe a exposição “I am a Cliché – Ecos da estética Punk”. Com o título tirado de uma música da banda X-Ray Spex, a mostra reúne o olhar de 12 artistas sobre a transformação da imagem dentro da estética punk: Andy Warhol, Artsitein, Bruce Conner, David Lamelas, David Wojnarowicz, Dennis Morris, Destroy All Monsters, Jamie Reid, Linder, Peter Hujar, Robert Mapplethorpe e Stephen Shore.

punk1Retratos por David Lamelas ©Divulgação

São no total 150 obras, entre fotografias, fotocolagens, banners e instalações sobre as várias fases do movimento punk. A seleção dos trabalhos foi feita por Emma Lavigne, curadora de arte contemporânea do Museu Nacional de Arte Moderna Centre Culturel Georges Pompidou, na França, e a realização ficou por conta do Rencontres d’Arles, movimento conhecido pelas mostras internacionais de fotografias.

punk2Mais fotos que estarão na mostra: foto de um show em Los Angeles tirada por Bruce Conner e retrato de Patti Smith por Robert Mapplethorpe ©Divulgação

O movimento punk surgiu em um período pós-guerra e viveu o auge da guerra fria. A Europa nos anos 70 era um cenário próprio para o surgimento de movimentos de contestação e foi aí que os jovens ingleses se rebelaram contra o sistema. O Punk surgiu para destruir a estética vigente, romper com os costumes e acabou se consolidando como um dos mais importantes movimentos do século 20. Roupas rasgadas, jaquetas de couro, cabelos coloridos e cortados com moicano. Por aqui, o movimento começou a despontar nos anos 80, com a luta pela abertura política e liberdade de direitos; o primeiro festival brasileiro de música punk aconteceu em São Paulo, em 1982, com bandas como a gaúcha Os Replicantes, formada por Vander Wildner, Claudio Heinz, Heron Heinz, Carlos Gerbase e Luciana Tomasi, considerada uma das percursoras do movimento nas bandas de cá.

I Am a Cliché – Ecos da Estética Punk

De 12 de julho a 2 de outubro
De terça a domingo, 9h às 21h, Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66- Rio de Janeiro)
Entrada franca

Depois de Vargas Llosa, museu em Nova York faz homenagem de gala a Testino

20/05/2011

por | Gente

sienna-mario-testinoSienna Miller por Mario Testino ©Divulgação

Mario Testino será homenageado por seus 30 anos de carreira no El Museo del Barrio, em Nova York. O fotógrafo receberá o prêmio “Lifetime Achievement” em um jantar de gala beneficente que celebra o orgulho latino, no dia 26 de maio. A premiação já honrou nomes como o cantor de ópera espanhol Plácido Domingo e o escritor peruano – e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura – Mario Vargas Llosa.

Os trabalhos com caridade de Testino também contaram para que ele recebesse o prêmio de “conquista da vida” do museu latino. Ele colaborou com a fundação de Elton John contra a AIDS, a amfAR, a Sargent Cancer Care, entre outras, e já recebeu até prêmio de “herói” pela fundação Aid for Aids. Atualmente, o trabalho filantrópico de Mario inclui a construção de um hospital para crianças com tuberculose, em uma área que foi devastada pelo terremoto que atingiu o Peru em agosto de 2007. Todo o dinheiro levantado para construir a clínica veio da venda de retratos icônicos da Princesa Diana.

O peruano Testino, como se sabe, é um dos fotógrafos mais famosos do mundo. À frente das suas lentes já estiveram de Madonna à realeza britânica. Um de seus retratos mais famosos é o da Princesa Diana e foi ele quem fez a foto oficial do noivado de William e Kate Middleton.

O fotógrafo também tem fortes ligações com o Brasil. Muitos dizem que ele foi o responsável por descobrir e apostar em Gisele Bündchen. Recentemente, Testino, que vem muito ao país, abriu uma agência criativa de branding e comunicação, a Higher and Higher, em sociedade com o publicitário Jan Olesen.

mario-testinoMario dedicou um livro de fotografias ao Rio de Janeiro ©reprodução

Na festa de gala do El Museo del Barrio estarão presentes Francisco Costa, Carolina Herrera e Donatella Versace, que fazem parte do conselho honorário do museu; Anna Wintour e Diane von Furstenberg também devem passar pelo jantar. Relembre alguns trabalhos de Testino na galeria.

Ícone da fotografia moderna, Cartier-Bresson ganha mostra; reveja fotos

18/05/2011

por | Cultura Pop

abre-henri-cartier-bresson-exposição-Museum-für-Gestaltung-ZürichIndonésia, Bali, 1949 ©Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos

Henri Cartier-Bresson (1908-2004) ajudou a definir os caminhos da fotografia no século 20 — simples assim. Quem estiver na Suíça até o dia 24 de julho, então, não pode perder a exposição do Museum für Gestaltung Zürich, que faz uma retrospectiva do trabalho do francês cujo pioneirismo abriu caminho para o fotojornalismo como o conhecemos hoje.

A mostra “Henri Cartier-Bresson” traz mais cerca de 300 fotografias organizadas em ordem cronológica e que mostram diversos momentos de destaque da carreira de Bresson, como a cobertura da Guerra Civil na Espanha e o funeral de Ghandi. Quem acompanhar as imagens vai poder notar a evolução do seu estilo, que se libertou do rigor estético – e estático – da fotografia da época para registrar imagens “vivas”, reais, espontâneas.

“Há fotógrafos que inventam e outros que descobrem. Pessoalmente, interesso-me pelas descobertas, não para fazer provas ou experiências, mas para pegar a vida em si. Fujo aos perigos do anedótico e do pitoresco, que são mais fáceis e mais respeitáveis do que o sensacional, embora igualmente maus. No meu entender, a fotografia tem o poder de evocar e não simplesmente documentar. Devemos ser abstratos de acordo com a natureza. Qualquer pessoa pode fazer fotos. Já vi no ´Herald Tribune´ algumas de um macaco que lidava tão bem com uma Polaroid quanto certos proprietários daqueles aparelhos. E é justamente por estar o nosso “metier” aberto a todo mundo que ele continua extremamente difícil, a despeito de sua fascinante facilidade”, ele escreveu sobre seu ofício.

Veja algumas das imagens de Cartier-Bresson que estarão presentes na exposição:

“Henri Cartier-Bresson”
Até 24 de julho de 2011
Museum für Gestaltung Zürich
Ausstellungsstrasse 60
CH-8005 Zurique, Suíça

Exposição destaca figurinos históricos do cinema britânico

17/05/2011

por | Moda

the-duchess“A Duquesa” ©Reprodução

Quando se fala em cinema britânico sempre se pensa nos atores ou ainda nos diretores, mas pouco se fala sobre os figurinistas dos filmes, que acumulam tantos prêmios quanto as demais categorias. Pensando exatamente neles o “Fashion Museum”, em Bath, na Inglaterra, promove a exposição “Dressing the Stars: British Costume Design at the Academy Awards”, de 12 de julho a 29 de agosto.

Serão contemplados na mostra, além de figurinos que já foram dignos de premiação, clipes dos filmes, entrevistas com figurinistas sobre o processo de criação de uma obra premiada, enfim, a evolução do momento que se recebe o roteiro da obra até sua finalização. A curadora da exibição, Yvonne Hellin-Hobbs explica que a ideia é “… mostrar alguns espetaculares e icônicos figurinos de ótimos filmes. É também a chance de levar à atenção do público o processo de criação, e os criadores por trás disso; outro grupo de britânicos no tapete vermelho”.

hamletCena de “Hamlet”, de 1948, ganhador do Oscar de Melhor Figurino ©Reprodução

O primeiro britânico a ganhar um Oscar por Melhor Figurino foi Roger Furse, por “Hamlet”, em 1948. Desde então, foram muitos os naturais da terra da Rainha que receberam prêmios e indicações da Academia norte-americana e britânica por trabalhos como “Shakespeare Apaixonado”, por Sandy Powell, “A Duquesa” (que teve boa parte de suas cenas gravadas nas salas do Museu), por Michael O’Connor, a trilogia “Piratas do Caribe”, por Penny Rose, e “A Amante do Tenente Francês”, por Tom Rand. O figurino mais recente da exibição é de Jenny Beaven, autor do trabalho indicado ao Oscar 2011, “O Discurso do Rei”.

kingIndicado ao Oscar de Melhor Figurino de 2011, “O Discurso do Rei” ©Reprodução

Mestre do drapeado, Madame Grès ganha retrospectiva em Paris; veja seu trabalho

16/05/2011

por | Moda

abre-madame-gres-ganha-exposição-em-parisVestido de Madame Grès clicado por Henry Clarke para a “Vogue” francesa em 1954 ©Reprodução

E dá-lhe exposições de moda em 2011! A dica da vez é a primeira mostra retrospectiva parisiense dedicada a Madame Grès (1903 – 1993), ícone da alta-costura  francesa conhecida por seus drapeados tão detalhados que mais pareciam esculturas. Similaridade que, aliás, não era mera coincidência. Quando criança, essa era a profissão que ela queria seguir, tendo afirmado diversas vezes: “Eu queria ser escultora. Para mim é a mesma coisa trabalhar o tecido ou a pedra”.

A exposição “Madame Grès, La Couture à L’Oeuvre”, que fica em cartaz no Musée Bourdelle até 24 de julho, aproveita esse paralelo entre moda e arquitetura para espalhar as peças de Madame Grès pelo museu, misturando-as ao seu acervo fixo em vez de isolá-las em uma sala própria. Ou seja, as cerca de 80 vestimentas mais os sketches e as fotografias relacionadas à estilista poderão ser vistas ao lado de esculturas e outras obras de arte.

História e legado

Madame Grès só adotou esse nome em 1942, ano de fundação de sua maison; seu nome completo na verdade era Germaine Émilie Krebs. O “Grès” era um anagrama parcial do nome do seu primeiro marido, Serge Czerefkov, que, aliás, a abandonou pouco depois da criação do atelier.

Fracasso matrimonial à parte, Madame Grès é reconhecida ainda hoje por seu trabalho luxuoso que conquistou Marlene Dietrich, Greta Garbo e Dolores del Río, entre outras, e pelo design atemporal e impressionante detalhismo que influenciou estilistas como Yves Saint Laurent e Halston.

Veja algumas das peças à mostra no Musée Bourdelle:

Marc Jacobs ganha super mostra em Paris, pelo trabalho na Louis Vuitton

16/05/2011

por | Moda

marc_abre©Reprodução

O próximo nome da moda a ter uma exposição para chamar de sua é o americano Marc Jacobs, que vai ganhar uma retrospectiva de seu trabalho na Louis Vuitton, no Les Arts Décoratifs, que faz parte do Musée de La Mode et du Textile du Louvre. É neste mesmo museu que acontecerá a exposição do trabalho de Hussein Chalayan, inclusive.

marcjacobs_logo

Os LV’s estilizados por Takashi Murakami, Stephen Sprouse e Richard Prince ©Reprodução

A curadora do museu, Pamela Golbin, explicou que a mostra será dividida em dois períodos históricos da marca, com base nos homens mais importantes na evolução da Maison: a revolução industrial representada pelo nascimento da Louis Vuitton, em 1854, quando seu fundador fazia malas artesanalmente, e a globalização da moda, simbolizada pela entrada de Marc Jacobs na direção criativa da marca, em 1997. Um dos símbolos do estilista na casa são os monogramas LV estilizados, que desde sua criação, em 1896, não haviam sofrido nenhuma alteração. A exposição entra em cartaz no próximo ano.

Confira na galeria abaixo o trabalho de Marc Jacobs na Maison, desde 2000.

Metropolitan, em NY, inaugura exposição histórica sobre obra de McQueen

03/05/2011

por | Moda

mcqueen cenarioUm dos espaços da exposição, dedicado a objetos e acessórios ©Reprodução

Começa hoje a exposição “Alexander McQueen: Savage Beauty“,  no Metropolitan Museum’s Costume Institute. Em um baile de gala capitaneado por Anna Wintour, diversas celebridades da moda, da música e do cinema, apareceram para a abertura da mostra, vestindo looks do estilista, em um clima total de homenagem e saudosismo.

expo-mcqueen3Look de Primavera-Verão 2010

A exposição, que celebra o trabalho do estilista morto em 11 de fevereiro de 2010, traz peças de todas as suas coleções, desde “Nihilism” (1994) até a póstuma “Angels & Demons” (2010).

expo-mcqueen2Na mostra e no desfile: Outono-Inverno 2009/2010

Veja algumas imagens das peças expostas e relembre o talento extraordinário de McQueen (para o catálogo, as fotos foram feitas com modelos de verdade para garantir movimento, e depois tratadas digitalmente para transformá-las em manequins; a ideia é que o foco seja exclusivamente nas roupas).

“Alexander McQueen: Savage Beauty”  fica no Metropolitan Museum’s Costume Institute até 31 de julho.

Bowie em NY: exposição traz retrospectiva da vida do camaleão do rock

29/04/2011

por | Cultura Pop

lifeonmars2David Bowie no vídeo de “Life on Mars” ©Reprodução

A partir de 9 de maio, os fãs de David Bowie que estiverem por Nova York poderão ver uma exposição-retrospectiva sobre a vida do músico no Museu de Arte e Design da cidade. “David Bowie, Artista” é uma exposição multiplataforma sobre os diversos trabalhos de Bowie — de suas raízes em performances em cabarés e no teatro de vanguarda até a turnê da sua persona Ziggy Stardust, um espetáculo revolucionário que sintetiza teatro, música e arte contemporânea em um espetáculo de rock.

A mostra terá ainda a participação de Bowie em vídeos, com o trabalho dele no cinema — como no filme “Labirinto” — e no teatro. A exposição terá fotografias, vídeos e quiosques interativos para relembrar os momentos mais emblemáticos do camaleão do rock. Imperdível a retrospectiva da vida de uma pessoa que mostra talento em tantas facetas artísticas.

David Bowie, Artist

De 9 de maio a 7 de julho de 2011
MAD Museum
2 Columbus Circle
Nova York
Preço: US$ 15. Estudantes e idosos pagam US$ 12 e membros do museu não pagam

Verão europeu: maison Christian Dior ganha megaexposição na Rússia

26/04/2011

por | Moda

maison-christian-dior-ganha-megaexposição-na-russiaImagem da “Inspiration Dior” no Museu Pushkin de Moscou ©Max Avdeev/WWD

2011 é o ano das exposições de moda! Depois de falar das mostras retrospectivas de Yohji Yamamoto no V&A, Alexander McQueen no Costume Institute do MET, Jean Paul Gaultier no Musée des Beaux-Arts e Pierre Cardin no shopping Iguatemi, o FFW agora dá detalhes sobre a “Inspiration Dior”, que acontece no Museu Pushkin, em Moscou, de 28 de abril a 14 de julho.

Seguindo a filosofia “the show must go on” com que a maison realizou seu desfile logo após o escândalo anti-semita de John Galliano, a Dior inaugura essa exposição que celebra a relação entre sua história e o mundo da Arte. Ao lado dos cerca de 120 vestidos de alta-costura da grife, estarão à mostra quase 60 obras de arte que inspiraram ou foram inspiradas pela Dior — algumas dessas peças são emprestadas de museus e outras são aquisições da maison, como a foto “Dovima With Elephants” (1955) de Richard Avedon.

O próprio Christian Dior tinha uma relação íntima com o mundo artístico: antes de se tornar couturier, ele dirigia uma galeria de arte em Paris. Para Florence Muller, historiadora de moda e curadora da exposição, essa experiência como galerista foi curta, mas marcante: “Ele construía formas no corpo que deixavam a mulher mais bonita sem interromper a silhueta natural. Seu trabalho estava entre a arquitetura e a escultura”, ela afirma no site da “Vogue” norte-americana.

Dividida em seis salas, toda a produção da Dior estará representada na mostra, com criações do fundador e seus sucessores: Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré e John Galliano. E por falar em sucessores e Galliano… não, ainda não há notícias de quem vai substituí-lo na maison.

“Inspiration Dior”
De 28 de abril a 24 de julho de 2011
Pushkin Museum of Fine Arts
12 Volkhonka
Moscou, Rússia

Exposição desvenda o movimento artístico do culto à beleza

25/04/2011

por | Cultura Pop

abre-exposição-no-victoria-and-albert-sobre-o-culto-a-beleza“Pavonia”, Frederic Leighton, 1858-9 ©Christie’s

“Mas a beleza, a verdadeira beleza, acaba onde começa a expressão intelectual. O intelecto é em si uma forma de exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. Assim que nos sentamos a pensar, ficamos todos nariz, todos testa, ou outra coisa horrenda. Veja esses homens que triunfam em qualquer profissão intelectual. São completamente hediondos!”. Essas palavras, ditas pelo personagem Lord Henry no livro “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, poderiam servir como resumo do Esteticismo, movimento que teve o próprio Wilde como um de seus principais representantes e que ganha exposição no museu V&A, em Londres.

“The Cult of Beauty: The Aesthetic Movement 1860-1900” fica em cartaz até julho e explora todas as manifestações desse movimento que colocava a beleza como bem maior e objetivo a ser atingido nas artes, design, literatura e moda. Dividida em quatro seções de ordem cronológica, a mostra tem pinturas, desenhos, roupas, joias, livros e mobiliário da época, com obras de seus artistas mais representativos: o artista e designer Edward Burn-Jones, o pintor James Whistler, o ilustrador Aubrey Beardsley e o escritor Oscar Wilde, entre outros.

Para Stephen Calloway, curador da exposição, um dos pontos curiosos a se observar no Esteticismo é que a intensa busca pela beleza do início do movimento vai se transformando em uma curiosidade e fascinação pelo macabro. “Não é por acaso que um número tão extraordinário das imagens sejam, de alguma forma, lânguidas. Se você realmente decide que a beleza existe apenas por si mesma e não leva a mais nada, então para onde isso vai? Eu acho que essa é a questão central, e acho que certamente há algo meio doentio nisso. Há a sensação de que tudo termina em decadência e isso é parte do que nós queríamos explorar nesta exposição”, ele afirma em entrevista ao site da “AnOther Mag”.

O próprio “O Retrato de Dorian Gray”, citado ao início deste texto, é exemplo dessa combinação “beleza + morbidez”. Na obra (que aliás, tem uma adaptação cinematográfica atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros), Dorian Gray é um jovem belo e inocente –- até que se apaixona pela própria beleza representada em um retrato pintado pelo amigo Basil Hallward e, sob a influência do aristocrata hedonista Lord Henry Wotton, se joga impulsivamente na busca do prazer e da beleza que eventualmente se transformam em tragédias.

Trazendo o Esteticismo para a atualidade, Stephen Calloway faz um paralelo entre a obra do artista Dante Gabriel Rossetti, um dos precursores do movimento, e os irmãos Chapman, que despontaram no cenário artístico londrino no início dos anos 1990: ele afirma que Rossetti tornou-se recluso ao fim da vida, “cercando-se de coisas realmente bizarras. É muito provável que os derivados de ópio em que ele estava viciado lhe causavam visões que se manifestaram em seus extraordinários quadros finais. Eu acho que há uma sensação distinta de um crescente interesse no macabro e até no extremamente grotesco, e às vezes você tem a sensação, com certas figuras, de que elas quase tinham prazer em chocar, algo que rende uma aproximação com os irmãos Chapman”.

The Cult of Beauty: The Aesthetic Movement 1860-1900
Até 17 de julho de 2011
£ 12
Museu Victoria and Albert
Cromwell Road
Londres SW7