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Marca italiana de esportes e lifestyle abre concept store em São Paulo

fila

Em seu aniversário de 100 anos, a italiana Fila abre sua primeira concept store na América Latina, mais especificamente em São Paulo, no “quadrado esportivo” da rua Oscar Freire, no Jardins. “Escolhemos São Paulo porque é a 5ª maior cidade do mundo, e a Oscar Freire porque, além de conter toda a nossa concorrência, ela tem um foco turístico muito forte, é a nossa 5ª Avenida. Quem vem a São Paulo para turismo sempre acaba passando por lá, então impactamos gente do Brasil inteiro”, explica Diogo Guimarães, gerente nacional de marketing da Fila, em entrevista ao FFW.

A área de 150m² tem dois ambientes diferentes, e foi pensada em parceria com o Estúdio Árvore, agência de direção criativa que há pouco mais de dois anos colabora com o branding da marca no Brasil. “Para a concept store, nosso desafio foi integrar essas duas realidades diferentes, da performance e do estilo. Porque esse é o diferencial da Fila, ela é uma marca de artigos esportivos, mas também tem essa identidade de lifestyle”, afirma Vitor Santos, diretor do Estúdio Árvore, ao FFW. “Nós temos o trabalho de entender o conceito e transformar isso em imagem, em representar isso na loja. Nossa preocupação é de que cada passo seja consciente nesse processo de criação da identidade da marca”, ele conclui.

Daí, também, vem a explicação de Diogo Guimarães a respeito do formato concept store, à princípio restrita a São Paulo e Buenos Aires (a ser inaugurada no segundo semestre de 2011): “A estratégia não é desenhar uma rede de varejo, e sim, pensar no negócio como marketing, como imagem de marca. Queremos passar o DNA da Fila e mostrar o portfolio, as coisas que o varejo tradicional não comercializaria, mostrar o potencial do produto”. Por isso, ele afirma, a nova concept store terá coleções exclusivas, especialmente criadas para o Brasil, e peças importadas que não podem ser encontradas nos pontos de venda da Fila no país.

A festa de lançamento oficial da Fila Store acontece na terça-feira, dia 15 de março, para 300 convidados.

Fila Store
Rua Oscar Freire, 1.092, Jardins, São Paulo
(11) 3798-9054
Horário: de segunda a sábado, das 10h às 20h. Aos domingos, das 13h às 17h
Formas de pagamento: cheque, dinheiro e cartões de crédito
Acesso para deficientes físicos

Marca italiana de esportes e lifestyle abre concept store em São Paulo

Está aberta a temporada de tênis: inspire-se no estilo das quadras

Enquanto acontece o US Open, um dos três grandes campeonatos de tênis profissional do mundo, o FFW aproveitou para resgatar uma matéria do WGSN sobre o figurino do esporte, que já atravessou as quadras e hoje é fixo, de uma maneira ou outra, em nossos guarda-roupas _sua estética é limpa e minimalista, a malharia é forte, as silhuetas são amplas, as bainhas são curtas e os detalhes são tudo.

SILHUETAS ALONGADAS

O começo do século 20 serve de inspiração para as mulheres que preferem alongar as silhuetas a uma minissaia. Marcas tradicionais como Hermès e Lacoste modernizam o visual com cortes elegantes tanto para o dia-a-dia quanto para a noite.

wgsn-tenis-silhuetaUniformes vintage em exposição no MET e looks de Verão 2010 da Hermès ©Reprodução

MINI MINIMALISTA

Pra quem prefere os comprimentos curtos, o tênis também provém inspiração. Os pontos fortes são cortes retos e designs descomplicados na cor branca.

wgsn-tenis-miniFoto do fashionweartoday.com, foto do stylelam.wordpress.com e Hermès Verão 2010 ©Reprodução

SHORTS CURTOS

Essa é para meninos e meninas: shorts unissex dos anos 1980, aqueles acima dos joelhos, são simples, versáteis e de cortes limpos.

shorts-wgsn-tenisChanel Verão 2007, Lacoste Verão 2010 e anúncio dos anos 1980 ©Reprodução

MALHARIA

Cardigãs oversized e suéteres estão de volta à cena, que agora se interessa por silhuetas mais casuais e relaxadas. A inspiração não vem dos novos tecidos tecnológicos do esporte, mas das imagens clássicas do século passado.

wgsn-tenis-malhasChanel Verão 2007, Lacoste Verão 2010, Marc by Marc Jacobs Verão 2008 ©Reprodução

DETALHES DE GOLA

Instantaneamente relacionado aos esportes, os detalhes em V nas golas dã um toque arrumadinho e clássico.

wgsn-golas-tenisHermès Verão 2010, Missoni Verão 2001, Comme des Garçons ©Reprodução

FAIXAS DE CABELO

Um acessório-chave dos anos 1980, a faixa de cabelo ressurgiu nos anos 2000 com uma mãozinha de Blair Waldorf, personagem da série “Gossip Girl”. Gordinha, redonda ou trançada são algumas das várias opções de faixa – originalmente usada, claro, para segurar os cabelos das competidoras.

wgsn-faixasAnúncio dos anos 1980, Hermès Verão 2010 e Lacoste Verão 2010 ©Reprodução

DETALHES DIRECIONAIS

Essa parte é abstrata: procure inspiração em lugares não-óbvios, como a textura de uma velha raquete ou a ilusão de um tecido em foto.

detalhes-tenis-wgsnRaf Simmons Verão 2006, foto dos anos 1960, tênis esportivo vintage e raquete encontrada na Inglaterra ©Reprodução

Está aberta a temporada de tênis: inspire-se no estilo das quadras

Depois de 20 anos longe dos estábulos, Gucci volta a patrocinar hipismo

No Velho Continente, o mundo equestre é coisa séria: pólo, corrida, salto em obstáculo… são tradições de família – e de marcas como Hermès e Gucci. A última, aliás, quer reafirmar essa conexão após 20 anos longe dos estábulos, e de maneira grandiosa: a Gucci é quem veste Charlotte Casiraghi, filha da Princesa Hereditária de Mônaco (e 4ª na linha de sucessão ao trono), neta de Grace Kelly e amazona.

O patrocínio (que deve durar mais de um ano e se estende também para a equipe de Casiraghi) foi divulgado no começo de maio, quando Charlotte apareceu com o brasão da grife italiana no lugar do brasão de Mônaco em uma competição em Valência, na Espanha.

gucci-detalhesDetalhes do novo uniforme de Charlotte Casiraghi: cores e emblemas da Gucci ©Reprodução

“Houve uma conexão natural entre nós que transformou o trabalho conjunto em algo perfeito”, disse a estilista Frida Giannini ao “Telegraph”. Já Casiraghi agradece, pelo jornal, “pelos trajes verdadeiramente lindos.” Além de amazona exímia, a nobre Casiraghi é formada em Filosofia e arranja tempo para o jornalismo: é colaboradora da “Another Magazine”, do jornal inglês “The Independent” e editora convidada da revista “Above”.

Veja o novo uniforme da herdeira na galeria:

Depois de 20 anos longe dos estábulos, Gucci volta a patrocinar hipismo

Verde, amarelo, azul e… vermelho? A história do uniforme canarinho

Por Patrícia Favalle (Twitter: @patriciafavalle)

Depois que Charles Miller trouxe o futebol para o lado de cá do Atlântico, isso em 1894, a história do esporte ganhou graça, ginga e nuances supertropicais. Mas o amarelinho tão característico dos uniformes nacionais só apareceu em 1954, substituindo as oito tentativas anteriores que despontaram para o mundo a partir de 1914. Por sinal, foi naquele ano que a estreia da seleção tupiniquim aconteceu, num memorável 27 de julho, diante dos ingleses do Exeter City. Na partida, Oswaldo Gomes, vestindo polo com amplas faixas azuis nas mangas, calções brancos e meiões pretos, marcou o primeiro gol do Brasil.

canarinha-1914O primeiro uniforme da Seleção Brasileira de Futebol: gola cadarço, calção branco, meias pretas com listras brancas e camisa branca com faixas azuis na região dos cotovelos © Divulgação/CBF

E então a terra destinada aos Deuses da Bola tingiu os gramados com a alegria contagiante típica dos cordões carnavalescos. O futebol valeu-se dos toques mulatos e dos dribles desconcertantes que colocavam os “Joãos” no chão. O verde e o amarelo dividiram em maxi listras verticais o conjunto de 1916. A experiência não agradou e acabou com a concepção de um modelito alvinegro, convertido mais tarde em alviverde.

canarinha-1916A primeira aparição das cores da bandeira nacional no uniforme da Seleção: maxi listras verticais combinadas com a gola cadarço. Não deu certo © Divulgação/CBF

Nas duas décadas seguintes – de 1919 a 1938 –, o selecionado aderiu à moda europeia, escolhendo trajes bicolores para as suas camisa branca e bermuda azul. Com o crescente entusiasmo causado por Leônidas da Silva (aka Diamante Negro), inventor do gol de bicicleta, o jeito foi abandonar as considerações do velho continente para inverter a lógica, a começar pelo vestuário que, simbolicamente, teve as cores das peças trocadas de lugar, ficando a camisa azul e a bermuda branca.

Essa camisa azul roubou a cena até 1944, sendo desbancada pela composição off-white com golas celestes. Mas como o neutro nada tem a ver com a personalidade explosiva dos latinos, o monocromático acabou banhado, novamente, pelo azulão. A tonalidade só foi para a reserva por causa da Copa perdida em pleno Maracanã, em 1950, ainda que até às vésperas de 1954 tenha resistido bravamente.

canarinha-1953O uniforme da derrota: depois da Copa de 1950, o azul seria praticamente banido das camisas da Seleção © Divulgação/CBF

Disposto a deixar no passado os algozes uruguaios, o jornal carioca “Correio da Manhã” promoveu um concurso para a criação do novo uniforme oficial. Nesta empreitada, a tarefa de traduzir o sentimento da nação coube a Aldyr Garcia Schlee, gaúcho nascido, ironicamente, no meio fio entre o Brasil e o Uruguai.

Idealizador do emblemático calção azul com veios brancos e camisa amarela com detalhes em verde, Aldyr já não vê motivos para comemorar: “A camisa canarinho, tão bonita e tão vilipendiada − que, além de vestir nossa discutível e muitas vezes vitoriosa seleção de futebol, foi transformada em símbolo nacional brasileiro – hoje habita e povoa todos os cantos do planeta, remetendo-nos a uma necessidade de manifestação de patriotismo que me desagrada e com a qual não posso concordar”, disse em entrevista a um site europeu.

Protagonista de quatro das cinco Copas conquistadas pelo Brasil (1962, 1970, 1994 e 2004) – ausente apenas em 1958, por conta da final contra a Suécia, que arriscou o mando de amarelo –, a combinação sobreviveu às tendências e aos modismos, ainda que tenha sido vítima de muitos experimentalismos. Quem não se lembra, por exemplo, dos shorts agarradinhos, semidesbotados, com cara de país subdesenvolvido, usados pelos rapazes nas décadas de 1970 e 1980?

zicoO jogador Zico com os micro shorts da seleção que ganharam fama popular nos anos 1970 e 80 © Divulgação/CBF

O fato é que deu samba e os baticuns tomaram as arquibancadas, elevando o futebol, até então espetáculo popularesco, à condição de arte. Na evolução deste ícone pátrio, vale lembrar que nem sempre os tons da bandeira tremularam mais fortes. Em algumas partidas sul-americanas datadas de 1917, o escrete brasiliano foi a campo de vermelho! No Chile, em 1962, preferiu tirar do armário a versão inverno, de mangas compridas, com punhos e golas verdejantes. Já em 1968, na releitura com gola careca, o peito foi cravejado com duas estrelas – alusivas às vitórias passadas; adereço que logo virou constelação.

canarinha-1917Quase impossível de acreditar: em 1917, a seleção brasileira entrou em campo com uma variação de uniforme na cor vermelha © Divulgação/CBF

Com a entrada do patrocínio, a edição de 1977 estendeu as faixas da Adidas por todo o perfil da blusa, além de ostentar a logomarca da empresa bem ao lado do escudo. Num contragolpe certeiro, a Topper assumiu retomando o viés puído da “Era do Tri”, acrescentando o nome do país abaixo do brasão e a sua marquinha no canto direito da camisa. Em 1986, um tímido colarinho contracenou com os calções grafados com os números dos atletas.

canarinha-1977Em 1977, o dinheiro falou mais alto: pela primeira vez o uniforme da seleção ganhou interferências gráficas por conta de um patrocínio © Divulgação/CBF

Mas foi apenas no início dos anos 1990 que a tecnologia aportou na indústria têxtil. Ainda pouco familiarizada com as maravilhas do mundo novo, a Umbro exagerou na dose: resolveu estampar a sua divisa, devidamente redesenhada, como se fosse uma holografia num tecido überbrilhante.

Depois disso, o reencontro com a bossa dourada foi obra da todo-poderosa Nike, em 1997. Cada vez mais vintage, já em pleno século 21, voltaram para o topo da lista as cobiçadas peças setentistas. Na sequência, as interferências foram apenas hi-tech, deixando o design mais leve e despretensioso.

Neste enredo, para a temporada de caça ao Hexa, na África do Sul, o tal less is more conteve as cabeças geniosas para se atrever numa seara onde apenas os hits sustentáveis estão permitidos. A aposta da Nike para a Copa do Mundo de 2010 foi investir no desenvolvimento de um tecido Dri-Fit feito de PET reciclado, 15% mais leve do que os exemplares anteriores, garantindo maior aderência e fluidez ao corpo, com respiros laterais e silk screen em vez dos bordados.

novo-uniforme-canarinha-2010Supertecnológico, o novo uniforme da seleção é mais leve, mais econômico oferece melhor desempenho aos atletas e ainda é feito de garrafas PET recicladas © Divulgação/CBF

Cada camisa será fabricada a partir de oito garrafas PET retiradas de aterros no Japão e na Tailândia, e sistemas não agressivos ao meio ambiente, com economia prevista de 30% de recursos. De acordo com a vice-presidente de negócios da Nike, Hannah Jones: “O elo da empresa com a sustentabilidade nunca esteve tão claro”.

Respeitada e admirada nos quatro cantos do planeta, a camisa amarelinha da Seleção Brasileira completa 56 anos com direito a conceitos minimalistas e repaginada sustentável.

+ Site oficial da CBF: cbf.com.br

Verde, amarelo, azul e… vermelho? A história do uniforme canarinho