Conheça a DJ que anda reinando na noite de Nova York

22/11/2011

por | Gente

Elle Dee tocando em Nova York ©Reprodução via Facebook

A DJ Elle Dee, 28, é uma das mais cobiçadas de Nova York. Tem noite fixa cinco vezes por semana nos lugares mais quentes da cidade. Normalmente, uma festa sua tem filas extensas e uma “door policy” bem chata. Mas basta você dizer seu nome, que soa como mágica para a hostess. Além de bem sucedida por sua habilidade e gosto musical, ela também tem uma fina estampa que ajuda a compor essa personagem de rainha da noite.

Elle Dee = Eli Dias. Uma curitibana que se mudou para São Paulo aos 18 anos para concluir a faculdade de jornalismo. Para se sustentar, trabalhava como hostess. Você já deve ter visto Eli na porta da São Paulo Fashion Week e de outros eventos e festas. Eli é irmã da Marina Dias, modelo que estourou nos anos 90 e hoje tem uma agência de casting e produção de moda (além de tocar com o projeto De Polainas).

Eli queria mais da vida além de embelezar portas de eventos. Seguiu o conselho da amiga Flavia Ceccato, dona do Hot Hot, e foi para Nova York aprender inglês e abrir a mente. Ela está lá há cinco anos e não tem data para voltar. Olha só a história dela:

A IRMÃ

“Eu e a Má temos seis anos de diferença. Seis anos que se tornaram praticamente inexistentes quando ela voltou de Paris e nos reunimos em São Paulo. Sempre tive muito orgulho da minha irmã, desde criança. Ela conquistou tudo sozinha e viajou o mundo. É uma mulher forte, decidida, incrível. O DNA Dias é bem bom, viu! Mas eu nunca quis ser modelo. Sempre quis estudar e estar envolvida com música. Comecei a tocar bateria com 12 anos. Estou na minha segunda banda aqui em NY e finalmente tenho tido mais tempo de trabalhar no estúdio. Estou tocando guitarra todos os dias também, é o meu novo hobby e que tento manter, mesmo com a correria atual”.

As irmãs Dias em foto do Sartorialist ©Reprodução

NO COMEÇO

“Quando cheguei fiquei em um dormitório na Manhattan School of Music, lá no Harlem. Foi uma experiência bem legal. Eu tinha uma vista incrível e ouvia a orquestra se chegasse bem pertinho da janela do meu quarto. Foi um mês, posso dizer, no mínimo, interessante. Muito tempo sozinha para pensar e aprender. A língua (você acha que fala inglês até que chega aqui), as ruas, os subways e finalmente, alguns amigos começam a aparecer”.

OCUPANDO O TEMPO E A MENTE

“Saí de lá e arrumei um apartamento no Brooklyn e comecei a trabalhar na loja Patricia Field’s na Bowery. Não era fácil trabalhar 8 horas por dia cinco vezes por semana ganhando praticamente nada, mas eu não estava reclamando não. Estava trabalhando. E melhor, conhecendo mil e uma pessoas, cruzando com o David Bowie na rua e fazendo todas as aventuras que a cidade pode oferecer. Fui em todos os museus, parques, me hospedei no Chelsea Hotel, falei com muita gente mesmo quando não entendia muito bem o que eles estavam dizendo. Me mantive ocupada ao máximo”.

 Eli Dias ©Reprodução via Facebook

A PRIMEIRA DISCOTECAGEM

“Eu já sabia tocar. Em São Paulo tive um projeto com minha irmã, o Dias De Fúria! Quem me ensinou a mixar foi o Mau Mau. Se eu não me engano era começo de 2002, naquele apartamento da avenida Paulista em um domingo qualquer. Muitas saudades de Sampa =/

No meu segundo mês em NY a artista e performer Sophia Lamar veio na loja e me convidou pra ir a uma festa. Lembro de estar no táxi cruzando a Williamsburg Bridge e a vista de Manhattan à noite foi uma das coisas mais lindas que já vi. Enfim… Essa noite eu conheci muitas pessoas importantes na minha vida aqui! Em um certo momento fiz um comentário, sincero, de como os DJs daqui eram ruins! Na frente da pessoa certa ou não, o dono do lugar falou: ‘Por que você não toca então? Semana que vêm?’. Ali foi minha primeira chance e não decepcionei! E foi assim que eu comecei uma residência às segundas-feiras no Motor City, que fica no Lower East Side”.

VIDA DE DJ

“Faz um ano que vivo só do meu trabalho como DJ. Toco cinco noites por semana, incluindo o Boom Boom Room, no Standard Hotel, que é a dream gig de todos os DJs aqui. Mais as festas e viagens sobra pouco tempo de folga. Já toquei em quase todos os lugares dessa ilha e abri pra várias bandas incluindo Iggy Pop, Black Keys, The Kills. Em Los Angeles, toquei nos shows de Courtney Love, Crystal Castles, Black Rebel Motorcycle Club e por aí vai… Toco também no Art Basel, em Miami, e de lá vou pra Los Angeles tocar no clube novo do Standard Hotel, Smoke & Mirrors. Obviamente mudo a música dependendo da festa, mas procuro sempre manter um estilo que me identifique. É a única maneira de se diferenciar por aqui. Concluindo, não posso reclamar, meu trabalho é pura diversão”.

TOP 10 

Liquid Liquid – Cavern
Keep Me In My Plane – Who Made Who
Dominatrrix Sleeps Tonight – Dominatrix
Fever (Adam Freeland Extended Mix) - Sarah Vaughan
Rush Rush – Debbie Harry
Howlin’ For You – The Black Keys
Spread Your Love - Black Rebel Motorcycle Club
Everything in its Right Place (Gigamesh Remix v2.0) – Radiohead
Something Good Can Work (The Twelves Remix) – Two Door Cinema Club
Joy Division – Disorder

 

Atacando de DJ: clima de festa entre amigos domina a noite em SP

03/09/2010

por | Cultura Pop

danielpedroDaniel Carvalho, a Katylene, e Pedro Beck ©Reprodução/UHB

Se nos anos 1990 o culto ao DJ era o que norteava a cena noturna em São Paulo (e em outras capitais do país), e nos anos 2000 a cultura clube foi orientada pelo indie rock e suas estrelas, agora vivemos uma movimento diferente. Um constante clima de “festa na casa de amigos” _e não DJs contratados_ comandando as pickups de boates e festas mais importantes da cidade. Lions Nightclub, Funhouse, Emme, Alberta e Glória são alguns dos lugares onde você ouve jornalistas, chefs de cozinha e outras “personalidades atacando de DJ”.

4763563853_16728dda71_bGabriel Finotti, da Decadance, festa que acontece aos sábados no Alberta #3 ©Divulgação

Para Gabriel Finotti (@GabrielFinotti), produtor da Decadance, que acontece aos sábados no #Alberta 3, chamar os amigos depende da intenção do dono. “É despretensão, o iPod rola de mão em mão”, explica.  Pedro Beck (@PedroBeck), que organiza a Balada Mixta (sábados mensais no Estúdio Emme), defende a presença dos amigos. “Acabo chamando amigos para tocar nos meus projetos porque às vezes você tem um cara tecnicamente perfeito, mas que não tem o feeling de uma pista, o famoso ‘DJ Moisés’: quando ele entra pra tocar, a pista abre e esvazia”.

Será uma questão de popularidade? Personagens mais “reais” trazem mais público para a balada?

Maria Prata (@Maria_Prata), que é jornalista e diretora da Fashion TV, usa redes sociais como Twitter para chamar seus amigos e seguidores. “Aviso no twitter e tem muita gente vai por isso. Algumas pessoas que eu não conhecia vão falar comigo”, conta. Para Pedro, não necessariamente. “O Sany Pitbull (@SanyPitbull) coloca quatro mil pessoas onde for tocar. Chame um twitteiro com 100 mil followers para tocar na sua festa. Nem mil aparecem”.

Sergio Amaral (@SergioAmaral), jornalista, defende o clima mais descontraído de ter amigos tocando. “Agora é moda, né? Tava faltando uma boa dose de diversão, que é o que todo mundo de uma forma ou de outra busca na noite e nas festas que freqüenta”.  Jana Rosa (@JanessaCamargo), repórter do programa de moda It MTV, concorda. “[Toco] o que eu gosto de dançar. Hits dos anos 90, pop bate-cabelo e clássicos do rock”. Mesma vibe de Daniel Carvalho, Katylene (@Katylene), que além da Balada Mixta toca em várias noites em SP.

“Comecei muito mais pela brincadeira e pela vontade de querer dançar na pista a música que eu ouvia em casa do que por qualquer outra coisa”, conta. Com mais de 50 mil fiéis seguidores no twitter, Katylene garante que a divulgação através das redes é importante. “Hoje em dia a divulgação das festas é basicamente através dessas mídias. Acabou essa história de flyer”.

CARTEIRA ASSINADA

johnny-luxoJohnny Luxo, o club kid mais famoso do Brasil, saiu do fervo das pistas para incendiar as pickups e defende: “Gosto muito de convidar os não-DJs para tocar” ©Reprodução

Atividade que há muito tempo busca mais respeito e meios de se profissionalizar (como um sindicato), o que pensam os DJs sobre essa onda de sets amadores? Johnny Luxo (@RealJohnnyLuxo), que fez a transição de club kid para DJ profissional e hoje comanda a maior parte das noites no Clube Glória, além de tocar na A Lôca e outras casas, opina: “Eu gosto muito de convidar os não-DJs para tocar, por vários motivos, como flexibilidade de setlist (é fundamental) e carisma. Até algum tempo atrás, eu só convidava DJs profissionais, mas nos últimos anos notei que depois de um certo momento da noite a pista despencava e a festa terminava, e isso acaba sendo prejudicial para a festa/clube. Afinal de contas, festas em clubes são negócios, não é à toa que vários lugares modificaram suas programações, pode reparar”.

ad-ferreraAd Ferrera, que fez a transição de DJ ocasional para DJ profissional: “Acho que há espaço para as duas coisas” ©Reprodução

Ad Ferrera (@AdFerrera), que foi residente do Bar Secreto por dois anos, e também fez a transição de amador para profissional, conclui: “Geralmente um DJ profissional quer impressionar a audiência com sua técnica apurada, seu repertório novidadeiro e sua trip autoral, coisa que nem sempre funciona, já que numa pista o povo paga caro pra dançar e muitas vezes esses sets profissionais são muito chatos pro público. Acho que tem espaço pras duas coisas. O mercado é competitivo mesmo”.

“Nosso retorno será triunfal”, diz Hot Chip. Confiantes, britânicos anunciam novo disco e turnê para 2010

04/11/2009

por | Cultura Pop

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Já estava na hora: o Hot Chip anunciou no início desta semana o lançamento do seu quarto álbum de estúdio – e de uma nova turnê – para 2010. O disco, que sucede o aclamado “Made In The Dark”, ainda não tem nome, mas deve chegar às lojas em fevereiro do ano que vem.

“Estamos dando os retoques finais nesse momento”, diz o post, publicado no site oficial da banda. “Também estamos nos preparando para um retorno, possivelmente triunfal, aos palcos, já que temos uma turnê pela Inglaterra marcada para fevereiro”. Ainda não há notícia de shows pela América do Sul, mas você pode matar a curiosidade no DJ set que eles fazem em São Paulo na Smirnoff Experience, no próximo dia 28 de novembro. Clique aqui para saber mais.

Indicados ao Grammy e eleitos duas vezes pela revista MixMag como autores do “melhor disco do ano”, o Hot Chip é um dos nomes mais ovacionados da música eletrônica atual. Fundado por Alexis Taylor e Joe Goddard, o grupo tem três discos lançados: “Coming On Strong” (2004), “The Warning” (2006) e “Made In The Dark” (2008).

O grupo já se apresentou três vezes no Brasil (na última edição do finado Tim Festival); dois dos shows conturbados por problemas técnicos, em São Paulo e no Rio de Janeiro – e um show sensacional, porém sem público, em Curitiba.

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