> Notícias

Diane von Furstenberg: “Minha missão é dar poder às mulheres”

Diane von Furstenberg durante encontro na FAAP, em São Paulo ©Juliana Knobel

“Vou contar a minha história… porque é a única história que eu conheço”: foi assim, com graça e bom humor, que Diane von Furstenberg começou e conduziu a sua palestra na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, onde falou sobre sua vida e carreira para uma plateia lotada de alunos da faculdade e convidados. No primeiro de seus muitos compromissos na cidade – ela também é uma das convidadas do seminário “Hot Luxury” –, a estilista cativou os presentes com sua energia e autenticidade: ao fim da palestra, ela foi cercada por dezenas de fãs que queriam tirar uma foto ao seu lado.

Em mais de uma hora de palestra, foram muitas as histórias curiosas e as frases de efeito compartilhadas por Diane von Furstenberg; confira abaixo alguns dos destaques:

Sobre seu casamento com o príncipe Egon of Fürstenberg, em 1969, e o desejo por independência: “Os contos de fadas sempre terminam com a garota casando com o príncipe; esse é sempre o final da história. Mas para mim, esse foi o começo do conto de fadas” (seguido por um “awww” da plateia). Ela contou então como se viu grávida e noiva do “maior partidão da Itália”, apesar de ser a favor da independência feminina: “Eu não sabia o que queria fazer, mas sabia o que queria ser: queria ser uma mulher independente, que não dependia do pai ou do marido. (…) Então pedi para [Angelo] Ferretti (seu amigo e dono de uma fábrica de tecidos na Itália) para pegar algumas amostras para fazer vestidos e levar para a America” – para onde ela foi de barco, não de avião, “porque queria pensar no meu futuro”.

Sobre o começo da carreira nos Estados Unidos: “Uma vez lá, uma das primeiras coisas que fiz foi conhecer Diana Vreeland [então editora da “Vogue”] (…) e a primeira coisa que ela fez quando entrou na sala foi colocar a mão no meu queixo e dizer: ‘Queixo para cima! Para cima!’”. A estilista contou que a poderosa editora gostou dos vestidos que ela havia apresentado e disse que a ajudaria. Mostrando no slideshow uma imagem da página da “Vogue” que divulgou suas peças pela primeira vez, Diane fez piada: “Ela [Diana Vreeland] colocou os vestidos na revista, e como vocês podem ver pelos preços, faz muito, muito tempo”.

O slideshow com imagem da página da “Vogue” que divulgou suas peças pela primeira vez ©Juliana Knobel

Sobre suas desventuras no início da carreira: a estilista explicou que todas as peças de roupa precisam ter etiquetas que indicam a composição do tecido – no caso dos Estados Unidos, elas precisam estar em inglês, claro. Mas certa vez, as encomendas vieram da Itália com as etiquetas escritas em italiano, e ela contou como, grávida de oito meses, ficou no galpão do aeroporto tendo que riscar todas as etiquetas em italiano e reecrevê-las em inglês. “Na hora você chora, mas olhando pra trás, você vê que era maravilhoso”, ela ponderou.

Sobre o seu icônico wrap dress, criado em 1973: “O wrap dress é muito simples, não é como se eu tivesse inventado a lua (…). Mas ninguém nunca o tinha feito em jersey, e ninguém o tinha feito com estampas. Com o jersey, o corpo fica esculpido, e com a estampa, a mulher se sente felina. Elas gostam de se sentir felinas – e os homens amam quando as mulheres se sentem felinas”.

Sobre sua história de doce vingança: durante a palestra, Diane von Furstenberg compartilhou uma de suas histórias preferidas, que aconteceu em 1976, quando ela foi capa do “Wall Street Journal”. Em um vôo matinal para Pittsburgh em que ela era a única mulher, ela segurava uma cópia do “Wall Street Journal” quando um homem se sentou ao seu lado “daquele jeito que os homens fazem quando querem puxar assunto com uma mulher; ficou me olhando, olhando minhas pernas”. Ele então perguntou: “Por que uma garota bonita como você está lendo o WSJ?”. Diane contou para a plateia: “Eu pensei: ‘Imbecil’. Claro que eu poderia ter falado: ‘Eu estou na capa do jornal, idiota’. Mas eu conversei com ele normalmente e não mencionei pra ele que eu estava na capa. Mas, claro, sempre que eu dou palestras, eu conto essa história”.

Sobre sua filosofia: “Para mim, coerência é muito importante; quando você envelhece e olha para as coisas na sua vida, se elas refletem quem você é, então você teve uma vida bem-sucedida”.

O slideshow que mostra o 1° anúncio do wrap dress de Diane; e o cartão de Natal da família Obama que mostra a primeira-dama usando a versão atualizada do modelo do anúncio, com a mesma estampa ©Juliana Knobel

Sobre a possibilidade (ou não) de ainda serem criadas coisas totalmente novas e icônicas: “Não sabemos nem quando criamos algo assim. Quando fiz o wrap dress, eu não sabia que venderia milhões e que duraria tanto tempo. A Coca-Cola não sabia que duraria tanto tempo. Não dá para julgar isso no presente”.

Sobre as novas mídias: Diane von Furstenberg afirmou que vivemos uma revolução, e que não usar isso é “estúpido”. Ela contou que não se envolve muito com o Facebook na empresa porque ele é tocado pelo seu departamento de marketing, mas que ela ama twittar e que ama a ideia de “dizer algo, e isso estar no universo”. Ela completou: “Para mim, que sempre tive muita comunicação com as clientes, [o uso das novas mídias] é uma coisa muito natural”.

Sobre a melhor dica de estilo: “Minha melhor dica de moda é a minha melhor dica de vida. Seja a melhor ‘você’ possível; não tente ser algo que você não é. A melhor relação que você pode ter é com você mesma – não comprometa isso. Quanto mais você ser você mesma, mais atraente será. Além do mais, você não tem outra opção”.

Diane von Furstenberg mostra sua bolsa com compartimento especial para iPad ©Juliana Knobel

Sobre sua relação com a beleza e seu ‘envelhecer com dignidade’: “Eu sei que vou a lugares e as pessoas se perguntam: ‘Por que ela não faz alguma coisa?’. Mas eu vivi cada dia da minha vida de forma tão intensa, que não posso fingir que vivi um dia sequer a menos do que eu vivi”. Ela contou então de uma ocasião em que ganhou rosas lindas e que, com o passar dos dias, elas foram ficando manchadas, mas que ela achou que elas continuavam lindas. Então ela concluiu: “Eu prefiro ser uma rosa velha do que ser uma rosa de plástico”.

Sobre as cópias e a pirataria na moda: “As leis são feitas para intimidar as pessoas, mas o que precisamos fazer é valorizar o design. Acho que o mundo entendeu que se tudo o que fazemos é copiar, logo não haverá nada mais para copiar”.

Sobre o novo mercado da China: “As pessoas deveriam se preocupar menos com a China [referente à produção] porque os preços estão subindo, e o consumo lá está crescendo de tal forma que é melhor as empresas venderem lá mesmo do que exportar a produção”. Ela disse então que ama a China, e que fica “até ofendida quando dizem que a China só copia”. Ela afirmou novamente que as pessoas não deveriam se preocupar com a concorrência em termos de produção, e que o foco para os brasileiros deveria ser em vender o Brasil e o nosso joie de vivre: “Todo mundo quer comprar o Brasil”.

Sobre seus desejos para o futuro da sua marca DVF: “Eu espero ter um negócio que perdure depois de mim, tenho netas interessadas. E hoje em dia eu foco no DNA da marca, e quero que as lojas, os produtos, as campanhas, que tudo passe a mesma mensagem, a minha missão, que é “Seja a mulher que você quer ser”.

Diane von Furstenberg: “Minha missão é dar poder às mulheres”

À venda: estilistas selecionam fotos históricas do “New York Times”

Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso (2009): uma das imagens escolhidas por Prabal Gurung ©Damon Winter / The New York Times Photo Archives

O CFDA (Council of Fashion Designers of America) fechou uma parceria com o “New York Times” para selecionar 50 fotos do arquivo do jornal a serem vendidas pela internet, com parte da renda revertida para a associação de estilistas. Funciona assim: Diane von Furstenberg, Prabal Gurung, Zac Posen, Michelle Smith e Vera Wang tiveram acesso ao vasto acervo fotográfico do jornal, e escolheram 10 fotos cada que representassem seu estilo. A seleção de 50 imagens pode ser vista na Bloomingdale’s, em Nova York, e já está à venda no site da loja do New York Times, com preços a partir de US$ 169.

Veja na galeria algumas das fotos selecionadas pelos estilistas, e confira a curadoria completa no site da loja do “NYT”:

g01

À venda: estilistas selecionam fotos históricas do “New York Times”

Drops perfumado: os últimos lançamentos de Prada, DVF e Miyake

abre-drops-perfumeNovidades no mundo dos perfumes ©Cacau Araújo

A Prada vai lançar uma nova fragrância feminina, com toque oriental, em agosto. O Prada Candy pretende romper com os perfumes já existentes da grife e ser excessivo, impulsivo e apaixonado. O perfume – que tem uma embalagem superfeminina – estará disponível nas versões de 30, 50 e 80 ml, além de outros produtos para o corpo com aroma combinando.

prada-candy©Reprodução

_________________________________________________________________________________________

Outro lançamento que promete é o novo perfume de Diane von Furstenberg, marcado para outubro. A fragrância chamada Diane virá nas versões de 100 e 50 ml e também terá outros produtos para o corpo da mesma linha. Ao portal “WWD”, Diane disse que o objetivo foi “colocar o poder da mulher em uma garrafa”. Promessa de peso, não?

diane©Reproduçao

_________________________________________________________________________________________

Por aqui, uma das novidades em perfumes é o Loud, da Tommy Hilfiger, que, para comemorar o dia dos namorados, vem na versão masculina e feminina. Voltado para o público jovem, o Loud foi resultado de um trabalho de cinco colaboradores: um expert em branding, dois jovens perfumistas, um designer de embalagens e um fotógrafo, que se uniram a Tommy Hilfiger durante um ano para criar o perfume. Nas versões 25, 40 e 76 ml, o Loud vai de R$ 110 a R$ 240.

loude©Divulgação

_________________________________________________________________________________________

Também no clima de dia dos namorados, mais um lançamento por aqui, o L’Eau D’Issey Florale, uma versão com toques florais do já conhecido L’Eau d’Issey, de Issey Miyake. O aroma foi extraído de ingredientes naturais, obtido a partir de um método novo de extração que torna possível manter o tom floral sutil. Nas versões de 50 e 90 ml, os frascos saem por R$ 307 e R$ 380,00, respectivamente. Uma edição limitada de 25 ml sai a R$ 170.

leau-d-issey©Divulgação

_________________________________________________________________________________________

E chega por aqui também o novo masculino assinado Marc Jacobs, o Bang. A inspiração para a fragrância é um homem novaiorquino inserido no contexto global da moda. O aroma é amadeirado com toque apimentado. A embalagem supebacana dá impressão que o frasco foi atingido por um impacto muito forte. Bang!

bang
©Divulgação

OM FLORALE FOTO 3

Drops perfumado: os últimos lançamentos de Prada, DVF e Miyake

NY: Derek Lam, Diane Von Furstenberg, Wang, Jason Wu, Altazurra e muito +!

Confira abaixo opiniões, comentários e estilos sobre alguns dos mais importantes desfiles mostrados em Nova York, que segue até 17/02. Todas as fotos das principais coleções podem ser vistas na seção Desfiles.

diane

DIANE VON FURSTENBERG

O desfile de Diane não provocou muito entusiasmo por parte da imprensa especializada. Muito por conta do novo diretor criativo da marca, Yvan Mispelaere, ex-diretor do feminino da Gucci e da Chloé, com passagens pela Lanvin e Valentino. Segundo o style.com, nem todos os looks parecem à vontade com os códigos estabelecidos da casa. E escreveu: “Se vc é minimalista, ache um outro lugar para comprar suas roupas”

Coleção: O tema American Legends evoca o espírito do oeste americano, com muitas franjas, chapéus e botas de camurça em estilo cowboy. O poncho e o uso da pele, manias dessa estação, também aparecem. O melhor está nos looks monocromáticos (azul, verde, violeta), com paletós maxi e shapes mais amplos, muito charmosos. Claro, há muitas estampas, uma das marcas registradas de Diane, assim como os wrap dresses, que apareceram, mesmo que timidamente, em modelos longos (e brilhantes) de noite.

Opinião: É certo que suas roupas fazem grande sucesso comercial, mas os desfiles deixam um pouco a desejar em termos de criatividade e novidades. Ok, não está a cargo dela mudar os rumos da moda, Diane é uma estilista focada, com bom lugar na indústria e clientela fiel. Certamente, a vinda de Yvan para sua equipe deu uma refrescada no processo criativo sem ignorar a linguagem que Diane criou para sua grife.

dereklam

DEREK LAM

Derek Lam está com tudo. As críticas de seu desfile foram praticamente unânimes: está aí um estilista talentoso com capacidade de criar roupas com personalidade e apelo comercial. A editora de moda do New York Times, Cathy Horyn, adorou o desfile, o que conta vários pontos, já que ela está entre as mais ácidas das editoras.

A proporção das roupas e o uso dos materiais foram muito elogiados. Em seu release, Lam fala sobre o aumento do preço de fábricas como cashmere, algodão, lã merino e seda e que, por conta disso, muitas tecelagens responderam a essa alta criando novas combinações com materiais menos nobres. “Mas que fique claro que essas propostas não são imitações baratas de tecidos caros”, explicou ele. “As tecelagens conseguiram criar materiais com novos toques e fluidez, únicos e modernos”.

Coleção: Lam parte do ditado de George Balanchine que diz: “There are no new steps, only new combinations”. E leva isso à risca e com maestria, especialmente no que diz respeito às novas misturas de tecidos. Ele traz elementos clássicos do sportswear renovados por formas frescas e pesquisa de materiais, como a pele encerada, que é mais resistente à água e ainda tem uma cara de úmido à peça. As proporções realmente são muito boas e o styling compos os looks de forma que faz a gente querer quase tudo AGORA. Há muitos casacos derivados do paletó e ótimas calças, que vão desde modelos amplos e confortáveis, passando pelas retas até sknnies supersexy, que pelas mãos de Derek Lam, parecem novidade.

Opinião: Um clássico é uma peça atemporal, daquelas que vale investir emu ma boa peça poise la deve durar por muitas e muitas estações e render combinações diversas. Mas com essa coleção Derek Lam derruba essa verdade e mostra onde está sua maior expertise (e inteligência): faz a gente querer comprar os clássicos todos outras vez.

altuzarra

ALTUZARRA

Joseph Altuzarra faz sua coleção mais comercial até então. O que poderia ser um tiro no pé no olhar de alguns editores, foi visto como uma maneira de se relacionar mais com o público e conseguir mais capital para suas próximas coleções. “Não foi a sua melhor apresentação, mas ele deve se relacionar mais facilmente com como as jovens mulheres gostam de se vestir hoje”, escreveu Horyn em sua coluna On the Runway. Entre as inspirações está o look grunge de Kate Moss na época de Johnny Depp e ainda surgiram comparações a Marc Jacobs, em sua fase grunge para a Perry Elis. “Não é nada novo, porem é mais acessível e, para Altuzarra, ver sua moda na rua é uma meta que ele deve atingir”, resumiu a editora do “NYT”. Ao “Style”, ele disse que queria fazer algo solto, feminino e sensual, mas ao mesmo tempo utilitário.

Coleção: Há muitos vestidos, sempre com comprimentos abaixo do joelho. A estampa clássica do xadrez escocês aparece em diversos tecidos, com o melhor resultado na seda, com efeito transparente. Há muitos casacos estilo parka, de nylon, mais largões, utilitários com capuz e bolsos, usados com calças, saias e vestidos.

Opinião: É uma delícia quando a gente admira uma coleção e também consegue nos imaginar usando alguma peça. É o que acontece com Altuzarra, que mostra com quantos casacos se faz um bom inverno. Se separarmos as peças, encontramos diversos ítens básicos, como calças, jaquetas e cardigans, que podem nos acompanhar por muitos invernos.

wang

ALEXANDER WANG

Sucesso meteórico tem sempre os dois lados: o bom, da projeção grande e rápida e todos os benefícios que isso traz em termos de contatos e retorno financeiro; e o ruim, da cobrança pesada, da inveja e do compromisso em se xxx a cada temporada. Este parece ser o caso de Alexander Wang, a mais jovem estrela da moda atual, cujo crescimento foi rápido. Dessa forma, também se dividem em dois lados os editores que gostam de Wang e os que não gostam. Do lado “de lá”, está a poderosa Cathy Horyn, que representa o “New York Times”. Tudo bem, ela é quase sempre muito dura e tem em vários estilistas grandes desafetos. Pois na resenha do NYT, o jornalista Eric Wilson segue a pegada da chefe e diz que quase pegou no sono durante o desfile e ironiza o fato de Wang ter comprado um apartamento no valor de US$ 2 milhões em Tribeca. Como se dissesse algo do tipo: se os negócios estão indo tão bem, por que não notamos diferença nas roupas? Hoje, sua empresa vale cerca de US$ 25 milhões e Wang nega boatos sobre investidores e diz que sua empresa é totalmente familiar, com a mãe e os irmãos trabalhando duro e com estratégia.

Pulamos para a turma do “lado de cá”, a do Style + Vogue, que têm outra visão. Para eles, Alexander é o que há na moda hoje. Acham sua roupa sexy, forte e com atitude, para ser usada por meninas mais do que cool.

Coleção: Sua pegada urbana agora ganha pitadas de luxo e tecnologia. Ele parte do smoking para desconstruir e reconstruir em formas diferentes com bom uso de materiais. Mas o mais marcante é o uso da técnica que emenda dois tecidos em uma mesma peça, em um efeito parecido com um dégradé no caso das cores. Há muitas variações de paletós, como os que viram casacos de pele e há a jaqueta bomber que vira poncho (alias, um statement neste desfile). E mesmo no vestido-poncho, Wang não perde seu gosto pelo utilitário e coloca bolsos e cordões.

Opinião: A moda precisa ser alimentada por “novas estrelas”, por isso não é difícil um auê acontecer quando aparece alguém que entrega um produto que mistura inovação, design e usabilidade. No caso de Wang ele também tem ótimas estratégias de marketing e cultiva um bom relacionamento com a imprensa. E quando sua marca é vestida por modelos hypes e celebridades internacionais então… Aí o negócio fica sério. Mas de fato ele é sim uma pessoa para ficar de olho. É talentoso e tem faro para entender o que querem suas clientes cosmopolitas e loucas por moda.

jasonwu

JASON WU

Desde que Michelle Obama escolheu um vestido de Jason Wu para o baile de posse em janeiro de 2009, o estilista deu um pulo enorme e, imediatamente, todos queriam saber quem era o jovem de 26 anos. Pois nessa estação, o desfile de Wu era o que tinha o pit de fotógrafos mais lotado em Nova York. E, Segundo os principais veículos de moda internacionais, ele entregou à altura da expectativa.

Coleção: Focada no trabalho de alfaiataria, brincou com uma imagem masculina na hora de compor looks com paletós, camisas e calças hiperbem cortadas e próximas do corpo. O lado feminino aparece nos lindos bordados de renda que pontuam a coleção até explodir nos vestidos de festa ao final da apresentação. Se por um lado é andrógino, por outro traz uma influência do barroco pelo uso da renda e dos laçarotes no pescoço.

Opinião: Um trabalho muito consistente e executado com perfeição para um estilista tão jovem. Wu merece a atenção que está recebendo, especialmente porque está conseguindo entregar sem se deixar levar pela pressão e expectativa. Ele não se perde e isso está visível nessa apresentação que vai atiçar os desejos de consumo de mulheres mais maduras, e, quem sabe ainda, de Michelle Obama…

petersom

PETER SOM

Peter Som fez um desfile morno, com bons momentos que se sobressaíram. Ele afirmou que queria fazer roupas para mulheres normais e que se inspirou no trabalho Untitled Film Stills, de Cindy Sherman. A mistura dos dois causou um certo estranhamento.

Coleção: Tem um clima retrô, com todas as peças com cintura marcada. Os comprimentos são no joelho e há boas calças cigarettes e uma série de paletós e casacos, alguns com pele nas mangas, o que parece ser um hit deste inverno. Os sapatos criados por Charlotte Dellal são bem graciosos, objeto de desejo da coleção, que termina com um belo vestido de festa, azul metálico, que resume a parte sexy da apresentação.

Opinião: Em Nova York, onde a moda é mais comercial, mesmo os estilistas mais jovens, nesta estação, parecem querer mostrar uma roupa usável e fácil de vender. Peter Som disse que queria fazer uma roupa que suas amigas tivessem vontade de usar: “roupas reais para mulheres reais”. Por conta disso, pediu para Charlotte Dellal, que faz seus sapatos, que trocasse os saltos altíssimos por modelos baixos, estilo kitten heels. Muito bom um designer mirar suas amigas como inspiração, mas mesmo assim Som ainda ficou muito preso em uma modelagem específica.

NY: Derek Lam, Diane Von Furstenberg, Wang, Jason Wu, Altazurra e muito +!

Semana de moda de NY começa com desfiles, festas e novidades

nova york©Romeuuu

Nova York dá o start para a temporada de moda internacional, que começa hoje (10.02) e segue até o dia 9.03, passando ainda por Londres, Milão e Paris.

O FFW vai cobrir os melhores momentos das semanas, com notícias frescas sobre as coleções e muitas fotos, que podem ser vistas nos mínimos detalhes com a ferramenta de zoom.

postImagem da nova revista “Post”, feita especialmente para o i-Pad ©Reprodução

Em Nova York, alguns acontecimentos paralelos trazem ainda mais agitação à semana, entre eles o lançamento da coleção da Maison Martin Margiela para a loja Opening Ceremony, a abertura da primeira loja de Alexander Wang, a festa de Alex Dellal no Soho House em torno de sua revista para i-Pad “Post”, e o lançamento do livro “Eleven”, do ex-editor da “W”, Dennis Freedman.

Veja abaixo o calendário com os desfiles mais importantes de Nova York:

11.02

10h Peter Som

13h Jason Wu

20h Three as Four

12.02

12h Prabal Gurung

17h Alexander Wang

18h Charlotte Ronson

19h G-Star Raw

20h Altuzarra

13.02

9h Victoria Beckham

10h Derek Lam

11h VPL by Victoria Bartlett

13h DKNY

14h15 Tory Burch

16h Diane von Furstenberg

17h Y-3

20h Tommy Hilfiger

14.02

10h Carolina Herrera

11h Carlos Miele

13h Ohne Titel

14h Dona Karan

20h Marc Jacobs

15.02

11h Vera Wang

12h Rodarte

13h Diesel Black Gold

14h Hervé Léger

15h Risto

16h Marc by Marc Jacobs

18h30 Halston

20h Narciso Rodriguez

16.02

10h Michael Kors

13h Herchcovitch; Alexandre

13h Jeremy Scott

13h Oscar De La Renta

18h Anna sui

20h Proenza schouler

17.02

10h Ralph Lauren

13h L’Wren Scott

14h Calvin Klein Collection

20h L.A.M.B.

Semana de moda de NY começa com desfiles, festas e novidades

Diane von Fürstenberg doará maioria de sua fortuna para caridade

Quando Bill e Melinda Gates e Warren Buffet, três dos indivíduos mais ricos do mundo, tiveram a idéia de pedir que outros bilionários dos EUA doassem a maioria de seu dinheiro, eles não acharam que fosse ser difícil. Aparentemente, não foi mesmo: a The Giving Pledge ganhou forma, site e manchetes em agosto de 2010.

Até agora, 40 sobrenomes, entre indivíduos e casais, aceitaram a proposta, que pode ser efetuada em vida ou via testamento. Entre os famosos que já assinaram suas vontades estão Michael Bloomberg, Barron Hilton, George Lucas e… Barry Diller e Diane von Fürstenberg!

A única fashionista da lista é casada com o presidente da IAC/InterActiveCorp, um magnata das comunicações, desde 2001. Segundo sites ingleses, juntos eles têm cerca de US$ 1,6 bilhões. Nada mal!

+ thegivingpledge.org

Diane von Fürstenberg doará maioria de sua fortuna para caridade

Jornada de uma estrela: Diane Von Furstenberg abre mostra em SP

fisrtad dvfoncube_bxDepois de Moscou, é a vez de São Paulo receber, no dia 09 de abril, a exposição “Journey of a Dress” – uma retrospectiva com curadoria do editor da “Vogue US”, André Leon Talley, da vida e carreira da estilista belga Diane Von Furstenberg.

Até o dia 08 de maio, roupas, fotografias e obras de arte retiradas do acervo pessoal de Diane ficarão expostas no 9º andar do Shopping Iguatemi. No caso das peças de vestuário, são mais de quarenta looks criados nos anos 1970, modelos originais do wrap dress (vestido envelope), e roupas de coleções mais atuais, em alguns casos sob a ótica de importantes fotógrafos e artistas como Helmut Newton, Terry Richardson, Andy Warhol e Francesco Clemente.

Durante os anos 1970, Diane Von Furstenberg foi considerada a mulher mais influente na moda desde Chanel (pela revista “Newsweek”), fama devida – em grande parte – ao modelo de vestido envelope que criou. Peça ícone de sua geração, o vestido demonstrou um profundo entendimento das reais necessidades do vestir feminino, sendo um item adaptável para diversos tipos físicos e ocasiões. O sucesso foi tão grande que a estilista chegou a vender 25.000 unidades/semana, caindo também nas graças de celebridades como Madonna, Kate Hudson e Michelle Obama.

Além do sucesso empresarial, Diane também ficou mundialmente conhecida pelo círculo social do qual fez parte, cultivando amizades com lendas da estirpe de Yves Saint Laurent e sendo habitué de lugares como o Studio 54. Atualmente, Diane também preside o Council of Fashion Designers of America (CFDA).

“Diane Von Furstenberg: Journey of a Dress
QUANDO de 09 de abril a 08 de maio – segunda a sábado das 10h às 22h | domingos e feriados das 11h às 20h
ONDE Espaço Iguatemi – Shopping Iguatemi (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – 9º andar)
CONTATO (11) 3048-7305
Entrada gratuita

Jornada de uma estrela: Diane Von Furstenberg abre mostra em SP

Diane Von Furstenberg quer premiar mulheres humanitárias

dvf

Foi com vestidos de jérsei simples e confortáveis que Diane Von Furstenberg começou sua jornada em prol do fortalecimento feminino nos anos 1970, quando ainda era frequentadora assídua do lendário Studio 54. Quatro décadas se passaram e a estilista que inventou os famosos vestidos “envelope” dá mais um passo adiante com a criação do troféu “DVF Award”. A premiação, que pretende ser anual, será dedicada às mulheres cujo trabalho e ideologia resultaram em impactos positivos na vida das semelhantes ao redor do mundo.

Financiado pela Diller-Von Furstenberg Family Foundation, a primeira edição do “DVF Award” já tem data marcada para acontecer: no próximo dia 13 de março, no prédio das Nações Unidas, em Nova York. Diane será mestre de cerimônia ao lado da atriz Tina Brown no evento que concede prêmios no valor de US$50.000 às quatro mulheres vencedoras como forma de incentivar seus projetos humanitários.

Vale lembrar que depois do seu desfile, que acontece neste domingo (14/02) durante a New York Fashion Week, Diane Von Furstenberg faz as malas rumo à São Paulo, onde inaugura sua primeira loja na América Latina na segunda quinzena de março (a data ainda não foi confirmada por sua assessoria).

A sua coleção de inverno 2010 será também a última com assinatura de Nathan Jenden. Depois do desfile, o estilista inglês se desliga da marca DFV para se dedicar à grife própria. No seu lugar entra Yvan Mispelaere, atual diretor de estilo da Gucci. Mispelaere soma em seu currículo uma passagem pela direção de estilo da Chloé.

O estilista começou sua carreira em meados dos anos 1990 na equipe de Claude Montana fazendo altacostura para a Lanvin, até se mudar para Roma onde trabalhou com Valentino. Cinco anos depois, deixou a marca para se tornar chefe de estilo da linha feminina da Prada e posteriormente assumiu a direção artística da grife Louis Feraud. Em seu mais recente trabalho na Gucci, Mispelaere ficou conhecido com o braço direito de Frida Giannini.

+ dvf.com

Diane Von Furstenberg quer premiar mulheres humanitárias