Derek Lam lança sua segunda marca, bem cool e (um pouquinho) mais em conta

24/06/2011

por | Moda

derek-lamDerek Lam lança sua nova linha ©Reprodução

Lembra que falamos da preparação de Derek Lam para lançar sua segunda linha, a 10 Crosby? A coleção acaba de ser lançada na temporada de desfiles Resort 2012, com looks inspirados nas meninas cool do centro de Nova York. Quem estrela o lookbook da grife é Hanne Gaby Odiele, que também ajudou a fazer o styling nas produções.

São trenchcoats, ternos de tweed jeans, jaquetas curtinhas e outras peças com pegada mais jovem, sem perder o DNA do estilista Derek Lam. As roupas não são baratas como nas lojas de fast-fashion (vão de US$ 165 a US$ 795), mas têm preços bem menores que as coleções usuais de Lam. As roupas da Crosby devem chegar às lojas Derek Lam em novembro. Confira os looks na nossa galeria.

Drops de moda: a mala de 20 m da LV, a nova linha de Derek Lam e bafos de Yohji

18/05/2011

por | Moda

abre-drops

O site de compras “Gilt” – que oferece itens de grandes marcas com até 60% de desconto – criou  uma ação especial para celebrar o novo álbum de Lady Gaga “Born This Way” (que será lançado no próximo dia 23). Em parceria com a Universal, o site criou um evento online em que o diretor do portal, Kevin Ryan, promete oferecer “experiências inacreditáveis”. Além disso, haverá uma série de peças curadas por Nicola Formichetti, diretor criativo da Mugler e responsável pelos looks de Lady Gaga. Também entre as ofertas do “Gilt” estarão convites para o próximo desfile da Mugler em Paris e acesso vip ao próximo show de Lady Gaga em Nova York.

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Onze sapatos deixados de lado. Esse é o saldo descoberto por um estudo de uma cooperativa de seguro britânica  que mostrou que a mulher inglesa, em média, possui 20 pares de calçados e desses, 11 ela nunca irá usar. De acordo com a pesquisa, a maioria das três mil mulheres consultadas admitiu comprar pelo menos oito pares de sapato ao ano, sendo que 31% comprou calçados do tamanho errado, só porque tinha gostado do modelo. Todo mundo correndo para contar quantos pares estão encostados na sapateira?

tumblr_ll94rrtLN91qdu4dpo1_500_largePesquisa mostra que mulheres guardam sapatos sem usar ©Reprodução
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O estilista Derek Lam se prepara para lançar sua segunda linha, chamada de 10 Crosby Derek Lam. O nome tem ligação com a rua Crosby, em Nova York, onde funciona o escritório modernista do designer e do qual ele tem vista do hype do SoHo nova-iorquino. E foi justamente de lá que veio a inspiração para Lam tocar seu novo projeto. “Com cada vez mais gente conhecendo a marca Derek Lam nos últimos anos, parece o momento certo para ampliar o público e incluir a coleção 10 Crosby”, disse o estilista ao “WWD”. A linha, mais acessível, será lançada em junho, na temporada de desfiles resort e pré-primavera e devem chegar às lojas de departamento no dia 1º de novembro, nos Estados Unidos.

derk-lam-10Segunda linha de Derek Lam ©Reprodução
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No documentário “This is My Dream”, que celebra a parceria de 10 anos entre o estilista Yohji Yamamoto e a Adidas, com a linha Y-3, Yamamoto afirmou que não se interessa por moda. “Estou apenas interessado em como cortar uma roupa”, diz o designer. “Sou apenas um fazedor de vestidos, não sou um estilista. Não sigo tendência, não checo o mercado, nem o que está vendendo bem”, completou. O filme tem 30 minutos e mostra a rotina do estilista de Tóquio a Nova York, no mês em que ele se preparava para levar a Y-3 às passarelas, na semana de moda nova-iorquina. Veja o trailer no site oficial do filme.

6a00e54ef964538834014e600404e9970c-800wiSegunda linha de Derek Lam ©Reprodução
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No centro de Shangai, a Louis Vuitton instalou uma mala gigante como anúncio publicitário, que agora corre o risco de ser destruída em até uma semana. Segundo o jornal “Shanghai Daily”, o governo da cidade lançou uma missão contra anúncios que violam regulamentações na cidade, e que propagandas externas só podem ter 9 m de altura. A mala gigante tem 20 m de altura e 4 m de profundidade e fica na fachada de um shopping de luxo. Os moradores da região registraram reclamações, dizendo que a mega-mala pode trazer risco à segurança das pessoas, porque toma muito da calçada, forçando os pedestres a andarem no meio da rua.

china-giant-louis-vuitton-500x375Mala gigante da Louis Vuitton no centro de Shangai ©Reprodução

De olhos bem puxados: quem são os estilistas orientais da NYFW

17/02/2011

por | Moda

Já há algumas temporadas, a semana de moda de Nova York tem visto em seu line-up um aumento no número de estilistas com sobrenomes orientais. De ascendência chinesa, coreana e taiwanesa, entre outras, essa nova geração, que surge mais de 20 anos após o primeiro boom asiático (com Rei Kawakubo, Yohji Yamamoto e Issey Miyake), renova as energias da principal semana de moda dos Estados Unidos e começa a ganhar exposição mundial; conheça a origem de alguns dos principais nomes desse melting pot:

Derek Lam

estilista-derek-lamDescendente de chineses há 4 gerações nos Estados Unidos, Derek Lam cresceu em uma família envolvida com a moda: seus pais trabalhavam com importação de roupas da Ásia, e seus avôs tinham uma confecção especializada em vestidos de noiva.

Formado pela Parsons the New School of Design em 1990, o estilista passou por diversas grifes antes de abrir sua marca homônima, em 2003. Uma de suas principais experiências durante esse período foi como assistente de Michael Kors, que sem dúvida influenciou o seu trabalho casual-chic. Queridinho da crítica, ele ganhou o prêmio CFDA para novos talentos em 2005 e, em 2007, faturou o prêmio de designer de acessórios do ano. Além de cuidar da marca própria, Lam é, desde 2006, o diretor criativo de pret-a-porter e acessórios da Tod’s.

derek-lamInverno 2011, verão 2011 e inverno 2010 de Derek Lam ©Firstview

Jason Wu

estilista-jason-wuNascido em Taiwan, Jason Wu imigrou para o Canadá aos 9 anos e desde cedo demonstrou interesse em moda, o que lhe rendeu um interessante começo de carreira: aos 17 anos, ele se tornou o diretor criativo da Integrity Toys Inc., uma companhia fabricante de bonecas de luxo com figurinos inspirados em roupas das passarelas.

Já na indústria da moda, o estilista estudou na Parsons e estagiou com Narciso Rodriguez antes de abrir, em 2006, sua marca homônima conhecida pelo visual ladylike com uma pegada moderna. Provavelmente o nome mais conhecido dessa nova geração de estilistas orientais, a fama de Wu ascendeu meteoricamente quando a primeira-dama norte-americana Michelle Obama usou um vestido dele no baile de tomada de posse de Barack Obama.

jason-wuInverno 2011, verão 2011 e inverno 2010 de Jason Wu ©Firstview

Doo Ri Chung

estilista-doo-riNascida na Coreia do Sul, Doo Ri Chung, estilista da  grife Doo.Ri, imigrou para os Estados Unidos aos quatro anos e começou sua carreira na moda depois de se formar na Parsons, em 1995. Trabalhou para Geoffrey Beene durante seis anos e, em 2001, abriu sua própria marca, que durante 4 anos funcionou no porão da empresa dos seus pais, que trabalhavam com limpeza a seco. Hoje, já estabelecida, a estilista é conhecida por suas linhas clean, sua preferência por tecidos maleáveis _especialmente o jersey_ e pelos drapeados muito bem colocados.

Doo Ri começou a ganhar projeção mundial no universo da moda em 2006, ao vencer, no mesmo ano, o prêmio de novos estilistas e o Vogue Fashion Fund do Council of Fashion Designers of America.

doo-riInverno 2011, verão 2011 e inverno 2010 de Doo.Ri ©Firstview

Alexander Wang

estilista-alexander-wangFilho de imigrantes taiwaneses nos Estados Unidos, Alexander Wang é um relativo newcomer no mundo da moda: sua primeira coleção completa foi lançada em 2007, logo depois de ele abandonar o curso de fashion design da Parsons. Sucesso imediato de crítica, Wang recebeu em 2008 o Vogue Fashion Fund do CFDA; em 2009, foi escolhido o estilista do ano de moda feminina; e em 2010 recebeu o prêmio na categoria de acessórios.

Além de sua marca homônima, queridinha da garotas cool que gostam do seu visual casual, urbano e com uma pegada punk, ele tem a T by Alexander Wang, uma bem-sucedida linha de camisetas, regatas e vestidos simples.

alexander-wangInverno 2011, verão 2011 e inverno 2010 de Alexander Wang ©Firstview

Phillip Lim

estilista-phillip-limDe ascendência chinesa, Phillip Lim nasceu na Tailândia e, ainda bebê, morou brevemente no Camboja, antes de sua família fugir da guerra civil do país e imigrar para os Estados Unidos. Lim já contou em entrevistas que não teve apoio da família ao decidir se tornar estilista (sua mãe é costureira e o pai, jogador profissional de poker), e que não contou aos pais quando abandonou o curso de administração para estudar negócios da moda.

A 3.1 Phillip Lim tem esse nome porque, à época da fundação, em 2004, tanto ele quanto seu sócio Wen Zhou tinham 31 anos. O sucesso não demorou  a chegar com o prêmio concedido a novos estilistas do CFDA, em 2007, e a expansão comercial da marca.

3.1-phillip-limInverno 2011, verão 2011 e inverno 2010 de 3.1 Phillip Lim ©Firstview

NY: Derek Lam, Diane Von Furstenberg, Wang, Jason Wu, Altazurra e muito +!

15/02/2011

por | Moda

Confira abaixo opiniões, comentários e estilos sobre alguns dos mais importantes desfiles mostrados em Nova York, que segue até 17/02. Todas as fotos das principais coleções podem ser vistas na seção Desfiles.

diane

DIANE VON FURSTENBERG

O desfile de Diane não provocou muito entusiasmo por parte da imprensa especializada. Muito por conta do novo diretor criativo da marca, Yvan Mispelaere, ex-diretor do feminino da Gucci e da Chloé, com passagens pela Lanvin e Valentino. Segundo o style.com, nem todos os looks parecem à vontade com os códigos estabelecidos da casa. E escreveu: “Se vc é minimalista, ache um outro lugar para comprar suas roupas”

Coleção: O tema American Legends evoca o espírito do oeste americano, com muitas franjas, chapéus e botas de camurça em estilo cowboy. O poncho e o uso da pele, manias dessa estação, também aparecem. O melhor está nos looks monocromáticos (azul, verde, violeta), com paletós maxi e shapes mais amplos, muito charmosos. Claro, há muitas estampas, uma das marcas registradas de Diane, assim como os wrap dresses, que apareceram, mesmo que timidamente, em modelos longos (e brilhantes) de noite.

Opinião: É certo que suas roupas fazem grande sucesso comercial, mas os desfiles deixam um pouco a desejar em termos de criatividade e novidades. Ok, não está a cargo dela mudar os rumos da moda, Diane é uma estilista focada, com bom lugar na indústria e clientela fiel. Certamente, a vinda de Yvan para sua equipe deu uma refrescada no processo criativo sem ignorar a linguagem que Diane criou para sua grife.

dereklam

DEREK LAM

Derek Lam está com tudo. As críticas de seu desfile foram praticamente unânimes: está aí um estilista talentoso com capacidade de criar roupas com personalidade e apelo comercial. A editora de moda do New York Times, Cathy Horyn, adorou o desfile, o que conta vários pontos, já que ela está entre as mais ácidas das editoras.

A proporção das roupas e o uso dos materiais foram muito elogiados. Em seu release, Lam fala sobre o aumento do preço de fábricas como cashmere, algodão, lã merino e seda e que, por conta disso, muitas tecelagens responderam a essa alta criando novas combinações com materiais menos nobres. “Mas que fique claro que essas propostas não são imitações baratas de tecidos caros”, explicou ele. “As tecelagens conseguiram criar materiais com novos toques e fluidez, únicos e modernos”.

Coleção: Lam parte do ditado de George Balanchine que diz: “There are no new steps, only new combinations”. E leva isso à risca e com maestria, especialmente no que diz respeito às novas misturas de tecidos. Ele traz elementos clássicos do sportswear renovados por formas frescas e pesquisa de materiais, como a pele encerada, que é mais resistente à água e ainda tem uma cara de úmido à peça. As proporções realmente são muito boas e o styling compos os looks de forma que faz a gente querer quase tudo AGORA. Há muitos casacos derivados do paletó e ótimas calças, que vão desde modelos amplos e confortáveis, passando pelas retas até sknnies supersexy, que pelas mãos de Derek Lam, parecem novidade.

Opinião: Um clássico é uma peça atemporal, daquelas que vale investir emu ma boa peça poise la deve durar por muitas e muitas estações e render combinações diversas. Mas com essa coleção Derek Lam derruba essa verdade e mostra onde está sua maior expertise (e inteligência): faz a gente querer comprar os clássicos todos outras vez.

altuzarra

ALTUZARRA

Joseph Altuzarra faz sua coleção mais comercial até então. O que poderia ser um tiro no pé no olhar de alguns editores, foi visto como uma maneira de se relacionar mais com o público e conseguir mais capital para suas próximas coleções. “Não foi a sua melhor apresentação, mas ele deve se relacionar mais facilmente com como as jovens mulheres gostam de se vestir hoje”, escreveu Horyn em sua coluna On the Runway. Entre as inspirações está o look grunge de Kate Moss na época de Johnny Depp e ainda surgiram comparações a Marc Jacobs, em sua fase grunge para a Perry Elis. “Não é nada novo, porem é mais acessível e, para Altuzarra, ver sua moda na rua é uma meta que ele deve atingir”, resumiu a editora do “NYT”. Ao “Style”, ele disse que queria fazer algo solto, feminino e sensual, mas ao mesmo tempo utilitário.

Coleção: Há muitos vestidos, sempre com comprimentos abaixo do joelho. A estampa clássica do xadrez escocês aparece em diversos tecidos, com o melhor resultado na seda, com efeito transparente. Há muitos casacos estilo parka, de nylon, mais largões, utilitários com capuz e bolsos, usados com calças, saias e vestidos.

Opinião: É uma delícia quando a gente admira uma coleção e também consegue nos imaginar usando alguma peça. É o que acontece com Altuzarra, que mostra com quantos casacos se faz um bom inverno. Se separarmos as peças, encontramos diversos ítens básicos, como calças, jaquetas e cardigans, que podem nos acompanhar por muitos invernos.

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ALEXANDER WANG

Sucesso meteórico tem sempre os dois lados: o bom, da projeção grande e rápida e todos os benefícios que isso traz em termos de contatos e retorno financeiro; e o ruim, da cobrança pesada, da inveja e do compromisso em se xxx a cada temporada. Este parece ser o caso de Alexander Wang, a mais jovem estrela da moda atual, cujo crescimento foi rápido. Dessa forma, também se dividem em dois lados os editores que gostam de Wang e os que não gostam. Do lado “de lá”, está a poderosa Cathy Horyn, que representa o “New York Times”. Tudo bem, ela é quase sempre muito dura e tem em vários estilistas grandes desafetos. Pois na resenha do NYT, o jornalista Eric Wilson segue a pegada da chefe e diz que quase pegou no sono durante o desfile e ironiza o fato de Wang ter comprado um apartamento no valor de US$ 2 milhões em Tribeca. Como se dissesse algo do tipo: se os negócios estão indo tão bem, por que não notamos diferença nas roupas? Hoje, sua empresa vale cerca de US$ 25 milhões e Wang nega boatos sobre investidores e diz que sua empresa é totalmente familiar, com a mãe e os irmãos trabalhando duro e com estratégia.

Pulamos para a turma do “lado de cá”, a do Style + Vogue, que têm outra visão. Para eles, Alexander é o que há na moda hoje. Acham sua roupa sexy, forte e com atitude, para ser usada por meninas mais do que cool.

Coleção: Sua pegada urbana agora ganha pitadas de luxo e tecnologia. Ele parte do smoking para desconstruir e reconstruir em formas diferentes com bom uso de materiais. Mas o mais marcante é o uso da técnica que emenda dois tecidos em uma mesma peça, em um efeito parecido com um dégradé no caso das cores. Há muitas variações de paletós, como os que viram casacos de pele e há a jaqueta bomber que vira poncho (alias, um statement neste desfile). E mesmo no vestido-poncho, Wang não perde seu gosto pelo utilitário e coloca bolsos e cordões.

Opinião: A moda precisa ser alimentada por “novas estrelas”, por isso não é difícil um auê acontecer quando aparece alguém que entrega um produto que mistura inovação, design e usabilidade. No caso de Wang ele também tem ótimas estratégias de marketing e cultiva um bom relacionamento com a imprensa. E quando sua marca é vestida por modelos hypes e celebridades internacionais então… Aí o negócio fica sério. Mas de fato ele é sim uma pessoa para ficar de olho. É talentoso e tem faro para entender o que querem suas clientes cosmopolitas e loucas por moda.

jasonwu

JASON WU

Desde que Michelle Obama escolheu um vestido de Jason Wu para o baile de posse em janeiro de 2009, o estilista deu um pulo enorme e, imediatamente, todos queriam saber quem era o jovem de 26 anos. Pois nessa estação, o desfile de Wu era o que tinha o pit de fotógrafos mais lotado em Nova York. E, Segundo os principais veículos de moda internacionais, ele entregou à altura da expectativa.

Coleção: Focada no trabalho de alfaiataria, brincou com uma imagem masculina na hora de compor looks com paletós, camisas e calças hiperbem cortadas e próximas do corpo. O lado feminino aparece nos lindos bordados de renda que pontuam a coleção até explodir nos vestidos de festa ao final da apresentação. Se por um lado é andrógino, por outro traz uma influência do barroco pelo uso da renda e dos laçarotes no pescoço.

Opinião: Um trabalho muito consistente e executado com perfeição para um estilista tão jovem. Wu merece a atenção que está recebendo, especialmente porque está conseguindo entregar sem se deixar levar pela pressão e expectativa. Ele não se perde e isso está visível nessa apresentação que vai atiçar os desejos de consumo de mulheres mais maduras, e, quem sabe ainda, de Michelle Obama…

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PETER SOM

Peter Som fez um desfile morno, com bons momentos que se sobressaíram. Ele afirmou que queria fazer roupas para mulheres normais e que se inspirou no trabalho Untitled Film Stills, de Cindy Sherman. A mistura dos dois causou um certo estranhamento.

Coleção: Tem um clima retrô, com todas as peças com cintura marcada. Os comprimentos são no joelho e há boas calças cigarettes e uma série de paletós e casacos, alguns com pele nas mangas, o que parece ser um hit deste inverno. Os sapatos criados por Charlotte Dellal são bem graciosos, objeto de desejo da coleção, que termina com um belo vestido de festa, azul metálico, que resume a parte sexy da apresentação.

Opinião: Em Nova York, onde a moda é mais comercial, mesmo os estilistas mais jovens, nesta estação, parecem querer mostrar uma roupa usável e fácil de vender. Peter Som disse que queria fazer uma roupa que suas amigas tivessem vontade de usar: “roupas reais para mulheres reais”. Por conta disso, pediu para Charlotte Dellal, que faz seus sapatos, que trocasse os saltos altíssimos por modelos baixos, estilo kitten heels. Muito bom um designer mirar suas amigas como inspiração, mas mesmo assim Som ainda ficou muito preso em uma modelagem específica.

Semana de moda de NY começa com desfiles, festas e novidades

10/02/2011

por | Moda

nova york©Romeuuu

Nova York dá o start para a temporada de moda internacional, que começa hoje (10.02) e segue até o dia 9.03, passando ainda por Londres, Milão e Paris.

O FFW vai cobrir os melhores momentos das semanas, com notícias frescas sobre as coleções e muitas fotos, que podem ser vistas nos mínimos detalhes com a ferramenta de zoom.

postImagem da nova revista “Post”, feita especialmente para o i-Pad ©Reprodução

Em Nova York, alguns acontecimentos paralelos trazem ainda mais agitação à semana, entre eles o lançamento da coleção da Maison Martin Margiela para a loja Opening Ceremony, a abertura da primeira loja de Alexander Wang, a festa de Alex Dellal no Soho House em torno de sua revista para i-Pad “Post”, e o lançamento do livro “Eleven”, do ex-editor da “W”, Dennis Freedman.

Veja abaixo o calendário com os desfiles mais importantes de Nova York:

11.02

10h Peter Som

13h Jason Wu

20h Three as Four

12.02

12h Prabal Gurung

17h Alexander Wang

18h Charlotte Ronson

19h G-Star Raw

20h Altuzarra

13.02

9h Victoria Beckham

10h Derek Lam

11h VPL by Victoria Bartlett

13h DKNY

14h15 Tory Burch

16h Diane von Furstenberg

17h Y-3

20h Tommy Hilfiger

14.02

10h Carolina Herrera

11h Carlos Miele

13h Ohne Titel

14h Dona Karan

20h Marc Jacobs

15.02

11h Vera Wang

12h Rodarte

13h Diesel Black Gold

14h Hervé Léger

15h Risto

16h Marc by Marc Jacobs

18h30 Halston

20h Narciso Rodriguez

16.02

10h Michael Kors

13h Herchcovitch; Alexandre

13h Jeremy Scott

13h Oscar De La Renta

18h Anna sui

20h Proenza schouler

17.02

10h Ralph Lauren

13h L’Wren Scott

14h Calvin Klein Collection

20h L.A.M.B.

FFW fashion digest: Isabella Blow, Chanel, um Nike especial e +!

29/10/2010

por | Moda

penguin

Já ouviu falar na Penguin? Marca-ícone do estilo preppy que nasceu nos EUA na década de 1950, quando uma fábrica de underwear chamada Munsingwear decidiu diversificar suas operações e fabricar camisas pólo para a prática do golfe. Não demorou muito para que as peças com um pequeno pinguim como logo virassem símbolo de status de um grupo de famosos do cinema e da política como Frank Sinatra, Ronald Reagan e Richard Nixon. Em matéria de estilo, era saudada como uma manifestação do legítimo sportswear americano.

Pois bem, a Penguin _depois de anos sendo vendida nas principais multimarcas do Brasil_ inaugurou nessa semana sua primeira loja própria no Shopping Morumbi, em São Paulo.

Penguin @ Morumbi Shopping
Avenida Roque Petroni Jr, 1089 | Piso Térreo
+ originalpenguin.com

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O filme sobre a vida e carreira de Isabella Blow está cada vez mais próximo de se concretizar. O cineasta sueco Anders Palms, responsável pela produção do longa, comunicou nesta semana que usará a biografia escrita por Laura Goldstein como base para o roteiro. A escritora, e ex-assistente da famosa editora de moda, também prestará consultoria na adaptação para o cinema. O estilista John Galliano e o chapeleiro Philip Treacy, ambos amigos e profissionais cujas carreiras foram descobertas por Blow, também irão participar do projeto. Suas funções, contudo, ainda não foram reveladas.

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Entre os dias 15 de janeiro e 14 de março de 2011, a Chanel irá invadir o Museu de Arte Contemporânea de Xangai com uma exposição de uma série de objetos que serviram de inspiração para Gabrielle Chanel. A mostra tomará conta dos dois andares do prédio de vidro e contará com roupas, obras de arte, manuscritos e filmes que influenciaram o trabalho e vida da estilista.

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Derek Lam para as massas. O estilista americano acaba de fechar um acordo com o eBay para uma coleção exclusiva. Durante a próxima New York Fashion Week, em fevereiro de 2011, Lam irá apresentar uma coleção na qual internautas poderão eleger os top looks. Os mais votados então vão direto para o site onde ganham venda a preços bem acessíveis.

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A cada coleção a Nike Sportswear apresenta séries limitadas de alguns modelos especiais. E para esta temporada a marca trouxe para o Brasil alguns modelos exclusivos do Nike Royal Mid Harris Tweed. Misturando couro liso marrom e o tradicional tecido escocês, o lançamento chega nas versões verde (para as mulheres) e roxo (para os homens). A recém inaugurada loja Surface to Air do Shopping Pátio Higienópolis inicia as vendas no próximo sábado (30/10) dos 96 pares disponíveis para o Brasil _que também serão vendidos nas lojas Nike Sportswear (SP) e OEstudio (RJ). O modelo custará R$369,90.

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E enquanto a H&M se prepara para lançar sua coleção em pareceria com a Lanvin, a Target resolveu recuperar peças hits de colaborações passadas. Os itens mais vendidos das coleções concebidas em parceria com Luella Bartley, Tara Jarmon, Paul & Joe, Behnaz Sarafpour, Proenza Schouler, Libertine, Alice Temperley, Erin Fetherston, Jovovich-Hawk, Rogan, Richard Chai, Jonathan Saunders, Thakoon, Tracy Feith, Rodarte e Zac Posen, ganharam uma segunda edição a partir do dia 10 de abril, em praticamente todas as lojas da rede.

NYFW: a cidade como inspiração e a temporada dos casacos

17/02/2010

por | Moda

Nova York possui um certo egocentrismo suspenso no ar. É como se a cidade por si só se bastasse. Como se o resto do mundo fosse mero adereço – ou extensão – de tudo que acontece por aqui. E na moda não é diferente. Afinal, as marcas que se apresentam na New York Fashion Week parecem muito mais preocupadas em atender aos caprichos de seus consumidores internos do que em apresentar propostas inspiradoras de forma universal, ressonantes pelas outras capitais da moda ao redor do globo.

Um mecanismo que há anos garante a sobrevivência das marcas locais, além de reforçar aquele clássico estilo americano – talvez um modus operandis que os estilistas brasileiros devessem levar em consideração. Bem coisa de americano: tudo o que eles fazem é feito olhando para o próprio umbigo. Faz perfeito sentindo, então, que muito do que tem se visto por aqui mantenha uma forte relação com a vida na cidade. Nesta temporada, Nova York é a maior inspiração dos estilistas. Algo que transformou a moda Velho Oeste que Derek Lam apresentou na manhã da terça-feira (16/02) em algo perfeito para as calçadas hypadas do Meatpacking District ou as sofisticadas ruas do Uptown.

derek-lam-inverno-2010Desfile de Derek Lam inverno 2010 © FirstView

Enquanto vestidos com franjas de couro, peças em camurça e bordados de referências indígenas traduziam de forma quase que literal a referência country, ótimos casacos de alfaiataria adaptavam perfeitamente o western ao clima cosmopolita da cidade. Blazeres, jaquetas e japonas longas, levemente evasês, traziam em si a conexão precisa entre aquela tendência selvagem/aventureira que anda dominando as coleções por aqui.

Narciso Rodriguez é outro que sempre manteve uma íntima relação com a cidade. Suas formas arquitetônicas e roupas quase que monocromáticas são escolhas certeiras para as mulheres de Nova York que gostam de passar aquela imagem de  ”não estou pra brincadeira”. Dessa vez o toque urbano se fez ainda mais presente com propostas cada vez mais voltadas ao dia a dia e menos para as festas da cidade.

narciso-rodriguez-inverno-2010Desfile Narciso Rodriguez inverno 2010 © FirstView

Com as principais editoras e compradores presentes – e até o roqueiro Jeff Beck –, suas construções geométricas, de formas e linhas bem definidas agora foram levadas às últimas consequências. Numa temporada onde casacos se mostram como peça chave, Narciso dá a eles precisão quase que cirúrgica. Ora mais afastados, ora delineando perfeitamente o corpo das modelos, os casacos mostravam algo de novo ao flertarem com o clássico american sportswear quando combinados com ótimas calças de modelagem levemente solta.

Também pareceu fresco e apropriado (para uma temporada dominada pelo preto) o trabalho de cores apresentado por Narciso. Em vestidos onde bons drapeados lutavam com formas rígidas de tecidos texturizados, degradês e sombreados atribuíam cor e vida aos vestidos que nem por isso perdiam a seriedade tão típica de Nova York.

O mesmo pode ser dito sobre a Rodarte, marca que sempre dá um respiro na semana de Nova York – não por acaso, a grife é atração imperdível para grandes nomes da indústira e celebridades  descoladas com Kirsten Dunst, quase despercebida com sua jaqueta de couro preta, cabelos presos e óculos escuros na primeira fila da sala de desfile.

Dessa vez, as irmãs Kate e Laura Mulleavy deixaram suas referências de filmes de terror de lado e se focaram numa moda mais romântica, de cores suaves e um certo clima de memória afetiva que permeia discretamente a maioria das coleções apresentadas até agora.

rodarte-inverno-2010Desfile Rodarte inverno 2010 © FirstView

O ponto de partida foram os sonâmbulos e a vida de trabalhadores da fronteira dos EUA que se vestem ainda no escuro da madrugada para irem ao trabalho. E se o tema pareceu difícil de interpretar na passarela ou até mesmo pouco explorado, não há como deixar de notar a evolução e amadurecimento no repertório da grife.

Texturas, que têm sido extremamente relevantes nessa temporada da semana de moda de Nova York, sempre foram o ponto forte das irmãs Mulleavy. Sobreposições e coordenações de tecidos de pesos e opacidades diferentes também não são novidades. Então toda maestria técnica do trabalho manual – drapeados, repuxes, amarrações, sobreposições e bordados – é agora aplicado de forma extremamente sensível e em prefeita sintonia com o clima atual da moda, sem perder autoria.

Aqueles elementos de memória afetiva, roupas com história e emoção mais humanas, aparecem nos elementos étnicos e no conforto que as peças do inverno 2010 querem transmitir. Estampas florais e cores suaves trazem acalmam os ânimos da moda. Os tricôs esgarçados e detonados de antes abrem caminho para macramês e crochês de aspecto retrô, quase rústico, naquela onda naturalista que vem ganhando força na temporada.

O mais interessante, contudo, é o novo caminho tomado pelas irmãs Mulleavy: é como se a moda da Rodarte quisesse se aproximar da vida real, do dia a dia das consumidoras.

A vida real também foi o foco da Marc by Marc Jacobs. Mirando uma clientela jovem, com sede de novidades, Marc Jacobs parte do mesmo fundamento de sua linha principal, só que adicionando um boa dose de nonchalance .

marc-by-marc-inverno-2010Desfile Marc by Marc Jacobs inverno 2010 © FirstView

Com trilha animada e plateia repleta de jovens consumidoras, o clima não podia ser melhor. Passando pelas principais tendências do momento, Marc usa o militarismo para trabalhar casacos em formas amplas, dar forma às jaquetas ajustadas ou então encurtar outras em contraste com as calças de alfaiataria mais largas em moletom ou feltro. Cardigans fininhos, alongados, vêm por cima de vestidos com tops justos e saias rodadas. E até uma alfaiataria despojada ganha destaque em tecidos confortáveis. Aliás, conforto é a palavra chave para a coleção. Ou melhor, para a estação.

+ Veja fotos dos principais desfiles da Semana de Moda de Nova York inverno 2010