Moda se apropria de vídeos para falar com consumidor jovem; veja seleção

06/12/2013

por | Moda

Imagem da campanha de acessórios da Louis Vuitton Outono/Inverno ©Reprodução

A moda aderiu de vez ao vídeo? Após algumas investidas que não deram muito certo, o ano resultou em uma safra de bons filmes, em grande parte devido à narrativa convincente, há muito ausente no gênero. Isso também é o reflexo de uma indústria que percebeu a necessidade de falar a linguagem dos jovens compradores de moda, que cada vez mais consomem informação e entretenimento pela internet. O cenário está sendo radicalmente remodelado pela dinâmica da internet, dando origem a novas abordagens de conteúdo, plataforma e formas de monetização.

Nesse movimento, não são apenas as grifes que correm para adquirir o know-how necessário. Recentemente, a “i-D” e a “Dazed” anunciaram investimentos na área, conforme o site The Business of Fashion. A “i-D”, que foi adquirida pelo grupo Vice Media há um ano, está reformulando a sua presença online com uma experiência orientada por vídeo. O Dazed Group, proprietário da “Dazed & Confused” e do site Dazed Digital, acaba de lançar o Dazed Vision, braço para produção de vídeo.

Ambos os lançamentos são centrados em vídeo. Impulsionado pela disseminação da internet de banda larga, a proliferação de dispositivos móveis e a popularidade de sites de compartilhamento de vídeo como o YouTube, o consumo de vídeo online continua aumentando vertiginosamente. Em 2017, o consumo de vídeos será responsável ​​por quase 70% de todo o tráfego de internet, com usuários assistindo o equivalente a 5 milhões de anos de vídeo por mês, de acordo com a companhia de equipamentos de rede Cisco.

O Dazed Digital também passará a veicular uma série de um ano intitulada “Visionaries,” com vídeos semanais de autoria de nomes como James Franco e Björk, entre outros.

Até então, a moda vinha falhando em aproveitar o potencial do vídeo online. A maioria dos filmes de moda precisa lutar para atrair um número significativo de audiência devido a uma soma de problemas, como falta de recursos financeiros, estratégias precárias de distribuição, e conteúdo fraco.

A própria Bertir Brandes, que escreve para o Dazed Digital, publicou um artigo intitulado algo como “O filme de moda pode evitar que a gente revire os olhos?”. “Enquanto a internet é palco ao vivo para as semanas de moda mundiais e sites impecáveis com curadoria de designers, o filme de moda ficou em segundo plano, perseguido por uma má reputação, ouso dizer, baseada na verdade”, afirma no texto.

Confira uma seleção de alguns filmes de moda lançados neste ano:

“Walking Stories”: de Luca Guadagnino para Salvatore Ferragamo

“T by Alexander Wang” (Outono 2013): por Darren Stein para Alexander Wang

“Inside Chanel”: por Chanel

“Rouge Dior – 60 years of attitude”: por Dior

“Bamboo Confidential”: por Gucci

Campanha de Acessórios da Louis Vuitton Outono/Inverno: por Quentin Jones

Nicola Formichetti mostra o hype da cultura asiática em revista britânica

21/11/2012

por | Arte

Nicola Formichetti em duas das quatro capas da “Dazed & Confused” ©Reprodução

A edição de dezembro da revista britânica de moda e lifestyle “Dazed & Confused” tem como editor convidado o stylist da Lady Gaga, diretor criativo da MUGLER e editor de moda da “Vogue” Hommes japonesa (que brevemente lançará também a sua marca homônima), Nicola Formichetti. O número, apelidado de “#Fantasia”, é totalmente dedicado à cultura asiática, que ele sente que é mal apresentada ao mundo, e mostra os talentos mais promissores e inovadores na moda e nas artes daquela região. Além da edição impressa, durante uma semana o site da revista, Dazed Digital, será liderado pelo Nicopanda, apelido que Formichetti ganhou quando criou o personagem com o mesmo nome, e apresentará entre outras coisas, cinco designers asiáticos descobertos durante o tempo que ele passou na Ásia.

Vídeo da festa de lançamento da “Dazed & Confused” #Fantasia em Londres:

De acordo com o que Formichetti falou ao editor da “Dazed & Confused”, Tim Noakes, a extremamente rica e inovadora cultura asiática que é criada por jovens antenados é mal apresentada ao mundo. “Sinto que tem sido dada muita atenção à Ásia nos últimos anos, mas que nada do que se mostra representa a verdadeira Ásia. Eu nasci e cresci lá [ele é filho de mãe japonesa e pai italiano] e quero mostrar o que está acontecendo em tempo real. Esta geração não tem medo, só entusiasmo puro. Tudo é novo e progressivo e eu quero celebrar isso”, diz à revista. Entre os artistas apresentados está a cantora, blogueira e autora do sucesso de YouTube “PonPonPon”, a japonesa Kyary Pamyu Pamyu, que estampa junto com Nicola uma das quatro capas da revista, e a atriz chinesa Angelababy.

A japonesa Kyary Pamyu Pamyu em editorial da edição de dezembro da “Dazed & Confused” ©Reprodução

Vídeo de making of do shooting com Kyary Pamyu Pamyu clicado por Matt Irwin:

Além de tudo isso, o Dazed Digital organiza um concurso em que convida os usuários a criarem a sua própria “Panda Face”, e ainda apresenta exposições virtuais de gifs de vários artistas com as suas interpretações do Nicopanda. O personagem, que hoje chega a ser o maior rival da Hello Kitty no mercado asiático, foi recentemente estrela de uma coleção de jogos de mahjong (espécie de jogo de paciência), baralhos de cartas, camisetas e capinhas de iPhone e iPad, entre outros itens. A febre Nicopanda, como é conhecida, foi catapultada por Formichetti através das suas super ativas redes sociais, como Instagram, Tumblr e Twitter. Os seus milhares de fãs e seguidores rapidamente colaboraram para que o “Panda-monium” conquistasse o mundo.

Gif criado pelo modelo russo de 17 anos German Lavrovskiy ©Reprodução

“Dazed & Confused” comemora 20 anos com 20 capas para os fãs

18/11/2011

por | Cultura Pop

Por Camila Novaes, em colaboração para o FFW

abre-dazed-and-confused-20-yearsA capa de Kate Moss + Josephine de la Baume ©Divulgação

Para comemorar seus 20 anos de publicação, a “Dazed & Confused” já lançou um livro (“Dazed & Confused: Making It Up As We Go Along”), fez uma edição especial com Ricardo Tisci (outubro/2011), organizou uma exposição com várias capas reinterpretadas que também viraram camisetas na Colette e, para fechar (muito bem) o ano e essa série de celebrações, lançou o projeto “20 + 20 covers”. Na edição de dezembro vinte artistas estampam vinte capas diferentes, todas clicadas pelo fotógrafo Rankin, co-fundador da revista. A proposta também envolve um anexo à capa que vem com uma foto de um outro artista, escolhido como “star of the future” pelo ícone que ilustra a publicação.

1-dazed-and-confused-20-yearsA capa de Pharrell Williams + Maxine Ashley ©Divulgação

A “Dazed & Confused” foi criada por Rankin juntamente com o escritor e entusiasta cultural Jefferson Hack. Com o nome emprestado de uma música do Led Zeppelin, a revista começou em 1992 como um poster dobrável, em forma de folder, impresso em preto e branco com tiragem esporádica e bem pequena. Mas o olhar diferenciado e o talento de seus fundadores, que desde as primeiras edições atraíram nomes como Björk, David Bowie, PJ Harvey e Kate Moss, entre outros, para ilustrar suas capas, fizeram com que sua reputação crescesse internacionalmente chegando ao que ela é considerada hoje: umas das mais conceituadas, admiradas e imitadas revistas de moda do mundo com distribuição em 40 países. E com o orgulho de ser uma publicação independente, sem amarras editoriais, o que a torna muito mais interessante em conteúdo. Conteúdo esse que vai além da qualidade em moda abrangendo todas as formas de expressão artísticas como a música, o cinema, as artes plásticas, a fotografia e a literatura, sem deixar de lado os engajamentos sociais e políticos em edições como a Fashion-Able issue (#46, de 1998) e a South Africa issue (#115, de 2004).

Essa diversidade de universos abordados pela revista se traduz nas capas comemorativas do projeto para a edição de dezembro. Todas as vinte capas já foram divulgadas, porém ainda só conhecemos quatro completas, com o anexo. Elas são estampadas por ícones que no passado figuraram na “Dazed & Confused” como apostas e hoje em dia são grandes personalidades.

2-dazed-and-confused-20-yearsA capa de Eva Green + Jordan Scott ©Divulgação

Entre eles, Kate Moss, Milla Jovovich e Chloë Sevigny são as mais ligadas diretamente à moda, sendo as duas últimas ao cinema também. Outras capas incluem o cineasta Harmony Korine, os atores Gael García Bernal e Cillian Murphy, e as atrizes Eva Green, Tilda Swinton e Juliette Lewis — também do universo musical. Dentro desta área aparecem tamém PJ Harvey, Michael Stipe, Kelis, Björk, Bob Gillespie, Damon Albarn, Alicia Keys, Pharrell Williams, o duo The Kills e Jarvis Cocker — que além de músico possui um olhar sensível para o cenário criativo de arte, onde se encaixa a obra de Damien Hirst. Quanto às apostas, os nomes já divulgados são Josephine de La Baume, cantora, atriz e modelo francesa indicada por Kate Moss; Maxine Ashley, cantora revelação no YouTube que faz covers de rap, hip hop e soul music e que encantou Pharrell Williams (que também faz sua primeira aparição em uma capa “Dazed & Confused”); Jordan Scott, fotógrafa, atriz e diretora britânica, filha de Ridley Scott (com quem inclusive já dirigiu comerciais para a Prada), escolhida por Eva Green; e Lizzi Bougatsos, cantora e artista plástica da nova geração nova-iorquina apresentada por Chlöe Sevigny.

3-dazed-and-confused-20-yearsA capa de Chloë Sevigny + Lizzi Bougatsos ©Divulgação

No recheio da revista o tema do icônico e do novo também promete nas entrevistas com todos os clicados por Rankin, sejam os nomes consagrados ou os novatos. Para completar, todos os shoots e entrevistas serão gravados e lançados como episódios de uma série na DAZEDTV.com. Já com muitos motivos para comemorar esse vigésimo aniversário da “Dazed & Confused”, agora é aguardar mais novidades desse projeto e as capas prontinhas com todos os anexos. Quais serão as estrelas do futuro ainda não reveladas?

+ Confira mais capas do projeto “20 + 20 covers”:

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Conheça Katie Grand, a stylist cotada para assumir a Louis Vuitton

08/11/2011

por | Gente, Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Katie Grand ©Reprodução

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Katie, a Grand(e). O trocadilho, embora infame, não poderia ser mais apropriado quando se fala dessa britânica, que há muito tempo é uma das mulheres mais importantes e influentes da moda. Mais uma prova do poder de Grand foi dado esta semana, ao receber o prêmio de “Magazine’s Innovator of the Year”, na categoria Moda, oferecido pelo “Wall Street Journal”. Além disso, há rumores de que Katie é uma provável substituta de Marc Jacobs na Louis Vuitton, caso ele assuma de fato a Dior. Há anos, ela trabalha muito próxima a Marc na Vuitton e está por trás das recentes exposições da marca.

Mas não é como se Katie já não fosse importante o suficiente. Hoje, praticamente tudo em que ela põe as mãos vira ouro, ou no caso da moda, vira tendência imediata. Em entrevista ao “Wall Street Journal”, ela cita um exemplo: “Eu acho que a Topshop está vendendo milhares de hot pants porque Marc [Jacobs] e eu colocamos Kate Moss em um par dessas com uma jaqueta arrumada na passarela do desfile da Louis Vuitton”, disse Grand. “Aquilo apareceu nos jornais ao redor do mundo, e então alguma garota, se ela tiver pernas decentes, diz, ‘Oh yeah, eu poderia usar uma jaqueta legal e um par de hot pants’. Mas acho que essas pessoas nem sabem quem eu sou”.

Desfile da Louis Vuitton, Inverno 2011 ©Reprodução

Isso porque Katie é mais do backstage. Enquanto editoras de moda de todo canto do mundo fazem questão de aparecer e criar uma imagem, ela não faz muito alarde sobre si mesma –  não usa um pingo de maquiagem, por exemplo – embora seu guarda roupa seja gigantesco, já que ela não se desfez de nenhuma peça, desde seus 15 anos. Em uma entrevista ao “Guardian”, contou que teve de mudar de casa, pois já não havia espaço para suas coisas. Hoje, o espaço já está ficando pequeno novamente, mas tudo é extremamente organizado. E por ordem alfabética de designer, tá meu bem?

Porém, o que mais importa para Katie é o seu trabalho. Ela está no topo da pirâmide da influência e trabalha em um ritmo alucinante, seja junto aos designers antes dos desfiles, seja criando conceitos interessantes para campanhas publicitárias, ou, aquilo pelo qual ela é mais conhecida, organizando e exibindo o melhor da temporada nos editoriais das revistas. Hoje, Kate está por trás da revista “Love”, mas sua história na mídia impressa é longa.

Campanha Bottega Veneta, com styling de Katie ©Reprodução

Nos últimos dez anos, o curriculum de Katie só fez aumentar com nomes poderosos, como colaborações ao lado de Marc Jacobs, Giorgio Armani, Alber Elbaz e Miuccia Prada. Ela também fez um bom trabalho de marca com a Bottega Veneta, Topshop e Loewe, mas o que ela mais gosta mesmo de fazer, é revista.

Tudo começou na infância. Ela cresceu em Birmingham, na Inglaterra. Aos 12 anos, enquanto estava de cama, o pai trouxe uma “Vogue” e uma “The Face”. “Eu era realmente nerd, e em seguida, naquela noite, eu pensei ‘Eu só quero ser cool’”, contou ela. Como muitas jovens que algum dia sonharam em trabalhar com moda, Katie queria ser editora da “Vogue”. Para realizar seu sonho, escreveu para Liz Tilberis, editora da “Harper’s Bazaar”, pedindo um conselho. A editora sugeriu que ela estudasse na Central St. Martins, o que ela fez. Um ano depois, desistiu do curso, mas não sem antes fazer alguns amigos, como os estilistas Giles Deacon e Stella McCartney.

“Dazed & Confused”, 1999 ©Reprodução

Foi então que ela conheceu o fotógrafo Rankin, que a convidou para ajudá-lo com uma revista, chamada “Eat Me”. Logo depois veio a “Dazed & Confused”, que Rankin começou com Jefferson Hack, na qual Katie ficou por sete anos. “[Rankin] era muito positivo e sempre teve essa mentalidade de faça-você-mesmo ao invés de trabalhar para alguém. Aquele espírito de ‘Oh, vamos fazer isso, vamos montar uma exibição, vamos começar uma revista’”, contou Katie. Durante o tempo em que esteve lá, não havia orçamento, não havia salário, mas as oportunidades de aprendizado eram infinitas, e ela podia mostrar sua paixão pelo styling. Durante o tempo que esteve na “Dazed”, conheceu Stuart Vevers, que viria a ser diretor criativo da Bottega Veneta.

Pouco tempo depois, Vevers chamou Grand para revitalizar a marca italiana. Ela foi, e levou com ela o amigo Giles Deacon para fazer o design. Foi o grande avanço comercial dela. Ainda trabalhando com a Bottega Veneta, Grand chamou a atenção de ninguém menos que Miuccia Prada, que fez um convite irrecusável: “Venha e faça algo divertido pra mim”. “Foi uma oportunidade maravilhosa e eu acho que foi quando as pessoas começaram a me tratar como stylist”, disse.

Capas da “Dazed & Confused” de 1997 e 1994 ©Reprodução

O trabalho foi excelente enquanto durou. “Ela é brilhante, inteligente e muito boa no que faz”, disse Miuccia certa vez. Mas a estilista parou de trabalhar com Katie. “Acho que ela se cansou de mim”, declarou Katie ao “Guardian”. “Era para eu fazer a campanha da Miu Miu e recebi um telefonema dizendo que eles haviam decidido usar um stylist diferente. Então eu chorei um pouco. Eu ainda vejo Miuccia socialmente e gosto muito dela, mas acho que ela cansou. Ela meio que enjoa das pessoas”.

Apesar dos altos e baixos como stylist e consultora para grandes marcas, o trabalho paralelo nas revistas continuava. Enquanto trabalhava na “Dazed”, foi convidada para ser diretora de moda da “The Face”, em 99.  E logo depois, em 2000, nasceu a “POP”. Katie preferiu colocar a maior parte do orçamento em produção, e pouquíssimo nos salários. Mas com uma bela impressão, os fotógrafos se sentiam atraídos, e assim foi-se construindo uma reputação para a revista.

“The Face” de 1999 e “POP” do Inverno de 2008 ©Reprodução

A publicação bi-anual deu tão certo, que a Condé Nast começou a cortejar Katie para que ela fizesse uma revista para, vejam só, concorrer com a “POP”. Katie – com todo o staff -  foi contratada para que fizesse uma nova revista. Surgia a “LOVE”, em 2009.

Mais uma vez, a britânica provou que é boa na arte de fazer revistas, e o primeiro número foi a edição de estreia com a venda mais rápida da história da Condé Nast UK. Embora dê um lucro considerável, Katie garante que não é esse o propósito da revista. “É um fantástico laboratório para a moda. É divertido fazer uma revista que fala com margens mais selvagens da moda”.

Capas históricas da “LOVE”: Verão 2009 com Beth Ditto e Verão 2010 com Lara Stone ©Reprodução

A história, e o legado que Katie Grand vem construindo, é enorme, assim como seu pagamento. Hoje, um dia de trabalho dela para uma grande marca custa cerca 6 mil libras (cerca de R$ 20 mil). E o que ela faz para valer tanto dinheiro? “Acho que eu tenho um ponto de vista que as pessoas gostam. E eu sou louca por sapatos e bolsas e quero que cada look tenha uma bolsa. E eu vou direto ao ponto. Muitas pessoas criativas tendem a pensar demais e precisam analisar coisas. Quando você está trabalhando com grandes estilistas e vocês têm um desfile no domingo, você tem que dizer, ‘Eu gosto disso, não gosto daquilo, vamos fazer aquilo, vamos fazer esse em cinza’”, explicou.

Com tanta experiência, será possível que Katie assuma a direção criativa de uma grande marca? Há algum tempo, a Mulberry tentou contratá-la para o tal cargo. Após pensar bastante, Katie recusou. “Nunca senti que eu fosse particularmente boa com design. E o problema com design é que a parte divertida, a parte do design, é menos de 10% do dia. Considerando que o stylist pode vir, criar, tomar decisões e depois ir embora. Então sempre pensei que ser uma stylist é um trabalho muito melhor!”, explicou na época.

Editoriais da “LOVE”, com edição de moda de Katie Grand: Inverno 2010 e Inverno 2011©Reprodução

A verdadeira paixão de Grand continua a ser as revistas, embora ela tenha abandonado o sonho de ser editora da “Vogue”. “Eu descobri há uns anos atrás que por mais que eu ame “Vogue” e “W”, o tipo de revista que está mais próxima do meu coração são as revistas de estilo, como “The Face”, “i-D”, “Interview”. Acho a “Interview” realmente inspiradora – não que eu esteja me comparando com Andy Warhol! – mas acho que quero construir alguma coisa tão icônica quanto, com capas que as pessoas vão sempre lembrar”.

Fica sossegada, Katie. Isso você já conseguiu. Vamos agora aguardar os próximos capítulos.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Katie Grand:

Novo site compartilha arte, moda e cultura de sete cidades do mundo

13/07/2011

por | Cultura Pop

ilustracoesIlustrações de Paalude, de Roma ©Reprodução

A revista “Dazed and Confused” e a marca de relógios Swatch acabam de se unir em um projeto de plataforma cultural que conta com a parceria de editores independentes do mundo inteiro, o “Satellite Voices”, um site que funciona como uma comunidade criativa e guia cultural de oito cidades do globo: Paris, Tóquio,  Moscou, Roma,  Munique, Dubai, Shangai e Santiago (alguém sentiu falta de alguma outra cidade?)

O “Satellite Voices” apoia iniciativas na música, moda, arte, cinema, fotografia e cultura em geral.  A ideia é mostrar a cena cultural  de cada região e apresentar ao mundo artistas desconhecidos e alternativos selecionados por esses editores. São entrevistas, artigos opinativos, impressões e prévias de trabalhos que estão por vir. O projeto também mostra bastidores com os artistas e estilistas que estão colaborando com a Swatch ao longo do ano.

moscouVestidos de Alexandra Zaharova, de Moscou ©Reprodução

A ideia é servir como um hub que reúne e distribui esses projetos interessantes. Sua cidade tem projetos bacanas, gente criativa e jovem e cheia de inspiração que merece ser compartilhada? O pessoal do “Satellite Voices” faz questão de dizer “se você acha que sua cidade deveria fazer parte do projeto, conte para nós”.  Alguém animado para sugerir uma cidade brasileira?

O “Satellite Voices” foi lançado há dois meses e já está cheio de conteúdo superatualizado. São ilustrações, fotografias, vídeos, músicas, retratos de gente estilosa… Vale o clique!

santiagoGente estilosa nas ruas de Santiago ©Reprodução

FFW fashion digest: o número da sorte de Katie Grand, censura e +!

20/08/2010

por | Moda

censura 10Guinevere van Seenus duplamente censurada: por espuma e tarjas brancas ©Divulgação

Censura fashion na edição de inverno 2010 da revista “Ten”. A modelo Guinevere van Seenus aparece toda coberta por uma espuma que faz as vezes de tapa-sexo cobrindo suas partes mais íntimas. Porém, parece que só isso não foi suficiente. Quem for atrás da publicação nas bancas irá encontrá-la com duas trajas brancas cobrindo seios e vagina da modelo. Não precisava, né?

+ Site oficial: 10magazine.com

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love-magazine-coversAs quatro últimas capas da “Love”: Kelly Brook, Sienna Miller, Agyness Deyn e Ms. Perfect ©Divulgação

As quatro últimas capas da quarta edição da revista “Love” já estão rolando na internet. Agyness Deyn, Sienna Miller, Kelly Brook e Ms. Perfect (uma boneca criada por Marina Bychkova) são as modelos que completam o outro quarteto formado por Alessandra Ambrósio, Gisele Bündchen, Rosie Huntington e Lauren Hutton. Em sua edição #3, a “Love” já havia apostado em oito capas diferentes com oito modelos nuas segurando cordas e com tarjas de censura. Qual será a mística de Katie Grand com o número 8?

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Um dos editoriais da edição de setembro da “Dazed & Confused” ganhou vídeo e caiu na web. Inspirado na rebeldia adolescente, o ensaio com styling de Robbie Spencer ganhou vida _literalmente_ com direção de Sharif Hamza. Veja acima!

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Pela primeira vez o CFDA confirma parceria com uma revista de moda que não é a “Vogue”. O Council of Fashion Designers of America irá se unir a tradicionalíssima “Harper’s Bazaar” para uma ação paralela durante a New York Fahsion Week, com objetivo de promover novos designers de acessórios.

+ CFDA: cfda.com

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Depois da presença do editor da “Vogue” americana no corpo de jurados, a 14ª temporada do America’s Next Top Model promete trazer importantes nomes da moda para avaliar as modelos. A série que estreia no dia 8 de setembro nos EUA terá convidados como Roberto Cavalli, Diane Von Furstenberg, Patricia Field, Zac Posen, os fotógrafos Matthew Rolston, Patrick Demarchelier, Francesco Carrozzini, as modelos Karolina Kurkova e Margherita Missoni, e a editora da “Vogue” italiana, Franca Sozzani (já leu a entrevista exclusiva que ela concedeu ao FFW?). Nesta edição do programa, a vencedora vai ganha ruma capa da “Vogue Italia”. Nada mau, né?

Polêmica: Apple anuncia censura às revistas de moda no iPad

13/05/2010

por | Moda

Parece que os planos das revistas impressas para o iPad (a “Interview” já lançou a sua edição, lembra?) podem estar com os dias contados, ou melhor, censurados.

Steve Jobs, o todo poderoso da Apple, anunciou que a plataforma não vai aceitar nenhum tipo de nudez nos conteúdos criados para a iTunes Store, incluindo aí os ensaios de moda, mesmo que sejam de cunho artístico. A medida já repercutiu pelo mundo e dentro do escritório da “Dazed & Confused”, que prepara uma edição para iPad apelidada de “The Iran Issue” (“a edição do Irã”, em português), relacionando a censura da Apple com o governo radical do país asiático.

6a00e54ef96453883401347fe5a48f970c-800wiHannah Holman fotografada por Karim Sadli na edição de maio de 2010 da “Dazed & Confused”, a nova vítima da censura da Apple ©Reprodução

Se a Apple não repensar essa medida, as revistas mais legais do mundo da moda vão ter que rever seus conteúdos. Mas levando em consideração que a nudez nunca esteve tão em alta nos editoriais de moda como hoje em dia, elas simplesmente podem não disponibilizar suas edições na iTunes Store.

6a00e54ef9645388340128776e290d970c-800wiLara Stone nua na última edição da revista “LOVE” – acima, um estudo de como ela ficaria censurada no iPad  ©Reprodução