Continuando a série de entrevistas que desvenda o universo criativo dos top beauty artists brasileiros, o FFW TV conversa com Daniel Hernandez, que gentilmente recebeu a nossa equipe em seu apartamento, em São Paulo. Ele contou várias curiosidades e relembrou o início de sua carreira. Veja só:
E fique ligado no FFW para mais entrevistas com os principais profissionais de beleza e estilo do País!
Abrindo as belezas do 4° dia de SPFW inverno 2011, Daniel Hernandez criou um visual com foco nos olhos: primeiro, a pele é preparada para ficar com um efeito bem opaco; depois, uma sombra cremosa preta é aplicada com mais peso na parte interna dos olhos, sob a sobrancelha, e mais de leve nas pálpebras, que são então cobertas por gloss transparente. Os cílios são curvados com a ajuda de curvex, mas não levam rímel, e a boca é apagada com corretivo.
O cabelo é bem clean: a risca é dividida ao meio e o comprimento é preso em um rabo de cavalo baixo com textura “podrinha”.
“Eu segui a inspiração da Danielle (Jensen, estilista da marca), que são os candangos”, explicou Celso Kamura sobre o desfile com referência aos trabalhadores envolvidos na construção de Brasília.
Para isso, o beauty artist ensina que a beleza tem cara de “queimada pelo sol”, com blush aplicado no nariz e nas maçãs do rosto, e sardas feitas com airbrush. O penteado, ele diz que “é inspirado nas tranças que essas mulheres humildes usavam, mas é mais moderno, contemporâneo”, e ainda conta uma curiosidade: “o cabelo ia ser uma trança até embaixo, mas aí tinha uma peça com decote nas costas que a gente queria ver, e aí levantamos o cabelo e ficou incrível assim pra cima, ficou quase uma saia”.
Marcos Costa criou uma beleza para dialogar diretamente com a inspiração da coleção do Ronaldo Fraga _o artista Athos Bulcão, mais conhecido pelo seu trabalho como arquiteto e mosaicista, especialmente em Brasília.
“Foi uma delícia desenvolver esse trabalho porque eu sou de Goiânia, pertinho de Brasília, e lá também tem muitas casas com os azulejos do Athos, então foi um resgate da minha infância”, conta o beauty artist. “Aqui é uma brincadeira mesmo, essa referência ao trabalho dele; usei a touca dourada para representar a obra do Athos no Palácio da Alvorada, e usei os tons de azul (feitos com tinta esparramada na touca e espalhada com a ajuda de um secador de cabelo) porque, na minha cabeça, é como se eu estivesse derretendo os azulejos dele”, ele explica. O resto da beleza é simples: o rabo de cavalo que fica à mostra sob a touca tem elásticos espalhados em seu comprimento, e a maquiagem tem foco nos lábios vermelhos de textura cremosa.
Sob o comando de Robert Estevão, a beleza da V.Rom respeitou o visual natural de todos os meninos do desfile _alguns, modelos consagrados que já se aposentaram das passarelas, e outros, pessoais “normais” que foram convidadas pela marca para representar o homem real que consome a V.Rom.
Para isso, a maquiagem foi só corretiva e o cabelo foi natural; Robert conta que só aparou as pontas do cabelo de alguns meninos e usou pomada para dar uma textura sujinha.
Para dialogar com o tema “Decadance avec Elegance” do desfile final do 4° dia de SPFW inverno 2011, Celso Kamura sugeriu envelhecer os modelos, já que “esse é o caminho mesmo, hoje em dia vemos homens de 40, 50 anos, que são lindos e modernos”, ele afirma.
Para conseguir dobrar a idade aparente dos meninos, Celso e sua equipe usam vários truques para marcar as linhas de expressão ao redor da boca, dos olhos e entre as sobrancelhas: cola cosmética é usada em todos esses pontos para criar rugas, enquanto traços de sombra escura dão profundidade. Os cabelos e sobrancelhas também são tratados: para garantir a aparência grisalha é feita uma combinação de pasta branca com fios brancos picados, colados na raiz dos cabelos e nas sobrancelhas.
Fatima Thomas, convidada internacional da MAC Cosmetics, cuidou da beleza da Iódice e criou um visual “de olhos escuros, estilo rock ’n’ roll, mas chique”, contou.
Para copiar o look, você vai precisar de um lápis de olho preto com a ponta bem macia; Fatima faz o contorno à lápis na pálpebra e depois usa um pincel achatado para esfumaçar o traço e, então, aplicar uma sombra preta. Complementando os olhos pesados, os lábios ganham batom nude e os cabelos são presos em coque _primeiro são escovados, desfiados com pente fino, presos em rabo de cavalo e enrolados num coque bem rente à cabeça. O detalhe é que a franja é penteada para trás, mas não é puxada; a frente do cabelo mantém o voluminho!
Sob o comando de Daniel Hernandez, a beleza do desfile da Juliana Jabour teve “coque de velha, tipo Dona Benta” e “sofisticação inspirada nos desfiles de Yves Saint Laurent dos anos 1980”. Para conseguir o visual, a pele é preparada com base, corretivo e pó, para conseguir uma textura bem sequinha; em seguida, um blush marrom é aplicado em um traço ascendente da bochecha até a raiz do cabelo (depois coberto por blush rosa), e também da lateral dos olhos até a raiz do cabelo (e depois coberto por blush laranja). Completando o make, os olhos levam rímel em cima e em baixo, e os lábios ganham batom roxo.
O cabelo é escovado, totalmente desfiado e preso no alto da cabeça, deixando a base bem fofa; o rabo de cavalo é então enrolado num coque, e alguns fiozinhos da frente são soltos, caindo no rosto.
Também sob a batuta de Daniel Hernandez, a beleza na Cori tinha força nos lábios e nos focos iluminados do rosto. A pele é matte, mas ganha gloss transparente nas pálpebras e logo acima da maçã, o que garante um efeito de luz. Os olhos são naturais e os lábios têm um vermelho que é resultado da mistura de 2 tons de batom.
O cabelo tem uma risca dividida ao meio, com a frente bem esticada e o comprimento enrolado em um coque redondinho.
“O visual aqui é de pele natural, limpa, saudável, com o mínimo de maquiagem possível; é para parecer que a pessoa não está usando maquiagem”, explicou Fatima Thomas no backstage da Osklen.
Para conseguir esse efeito, base e corretivo são usados de acordo com a necessidade de cada pessoa, só para aperfeiçoar a pele _e é só isso, nada de lápis, rímel, blush ou batom. O cabelo, como era todo coberto por chapéus, foi só arrumado para fazer o mínino possível de volume.
No comando da beleza do desfile final do 3° dia de SPFW inverno 2011, Max Weber contou que o make é “natural, com um pouquinho de punk”. A primeira parte é a sobrancelha marcada, que o beauty artist destaca com tracinhos feitos com pincel chanfrado. Depois é o delineador reto, aplicado só no canto final dos olhos, e o iluminador líquido espalhado nas têmporas. A boca tem visual clean, mas Max revela um segredo: antes de passar o hidratante labial, ele usa um plumper, produto que dá a aparência de lábios mais volumosos.
O cabelo é “o natural da modelo mesmo, a textura dela, porque a gente só quer valorizar a beleza dela”; o único produto usado é uma pomada seca para dar “um ar mais cool e moderno, mas respeitando a personalidade de cada uma”, ele conclui.
A marca Reinaldo Lourenço teve a beleza assinada por Fatima Thomas, uma das principais maquiadoras da MAC Cosmestics, que veio ao Brasil pela primeira vez especialmente para participar do evento.
Fatima conta que o feeling é de uma interpretação moderna da maquiagem dos anos 1930, já que este é o universo da coleção do Reinaldo. Para isso, foram criados 4 looks diferentes: 3 com foco nos lábios e um com foco nos olhos _neste último caso, a beauty artist da MAC ensina que o segredo está na mistura de lápis e sombra nas cores marrom e vinho. O cabelo é simples: escovado, amarrado em um rabo de cavalo, enrolado em coque sem rede e preso com grampos.
Para o desfile da Ghetz, o beauty artist Daniel Hernandez teve bastante liberdade de criação, já que o único pedido da equipe de estilo foi de que o cabelo fosse preso. Assim, os fios foram trabalhados com 2 texturas: frizados com um frisador bem fininho na região mais próxima à raiz, depois presos em um rabo de cavalo que foi dividido em 2 partes e “amarrado” em vários nós, cada um preso com um elástico. A maquiagem é minimalista: pele corrigida, sobrancelha penteada para cima, curvex nos cílios e lábios vermelhos.
Surpresa! A Ellus não teve backstage, porque a marca inovou nesta temporada e fez um filme-apresentação em 3-D com Aline Weber desfilando todos os looks femininos, e Rafael Lazzini, os masculinos. A beleza é assinada por Robert Estevão.
Lau Neves, no backstage da Neon, contou que a beleza para o desfile foi inspirada em uma imagem de Linda Evangelista para a “Vogue” nos anos 1990 e que, por sua vez, foi inspirada em Sophia Loren.
O primeiro passo, depois da correção da pele, é o delineador, que Lau explica que é “mais quadradinho, anos 1950, não segue muito o formato do olho”. Para conseguir o efeito, ele usa delineador em gel aplicado com pincel fino, e faz primeiro o contorno do desenho para depois preenchê-lo. Em seguida vêm os cílios postiços, rímel, blush marcando o côncavo e a finalização com os lábios vermelhos ou roxos. Os cabelos foram variados, mas sempre dentro de um estilo clássico: algumas modelos ganharam coques banana, outras foram de chanel, ou de cabelos soltos com ondas suaves.
Para o desfile da Amapô, Ricardo dos Anjos criou uma imagem impactante, com foco nos olhos coloridos. “A pessoa vê essa cor forte na passarela e pergunta, ‘nossa, eu vou usar isso?’; mas se você é uma pessoa que segura o visual, então por quê não?”, questiona.
Ricardo explica que a ideia por trás das cores fortes é dar um quê de animalesco à maquiagem: “quando a menina está de olho fechado, parece meio de bicho, de monstrinho; mas as cores não são aleatórias, escolhi cores que estão na cartela de tendências do inverno”. Complementando os olhos pesados, que também levam muito rímel em cima e em baixo, a pele leva só uma base levinha e a boca é variada _algumas modelos ganharam lábios neutros, e outras foram de batom roxo. O cabelo, como Ricardo define, é “meio Samara”, longo (com a ajuda de aplique), bagunçado e enrolado no pescoço.
“A mulher do Alexandre é chique, muito chique! Mas ao mesmo tempo é enigmática, misteriosa”, explicou Celso Kamura sobre a beleza do desfile final do 2° dia de SPFW inverno 2011. Ele ainda ensina que a pele é corrigida e os olhos são esfumaçados em cima e em baixo, em tons de marrom e cinza. O blush é “um rosa nude, que não colore, só dá uma leve profundidade”, e o batom é um rosado hidratante. O cabelo tem uma risca lateral bem definida e é parcialmente preso de lado; o resto dos fios é “moldado” na cabeça, sem volume saliente, e marcado com grampos aparentes.
Para o primeiro desfile do SPFW inverno 2011, o beauty artist Max Weber criou um visual com um quê de anos 1960: foco nos olhos e cabelo bem arrumadinho. A pele, com cara de saudável, é feita com hidratante, base e aplicação de iluminador nas têmporas. Na verdade o produto que Max usa é uma sombra em pó, que ele ensina: ”às vezes a pessoa fala ‘ah, mas isso não é iluminador’. Mas o que é um iluminador? É qualquer coisa com um tom mais claro que a sua pele e que dê volume! O importante é o resultado, não é?”. Fica a dica!
Max ainda revela mais 2 segredos para conseguir o mesmo visual do desfile: 1°, os olhos são contornados com lápis preto antes da aplicação do delineador líquido puxadinho; e 2°, a faixa de cabelo super justa usada para prender os fios para trás nada mais é do que… fita isolante, cortada no tamanho necessário e amarrada na nuca!
Sob a batuta de Daniel Hernandez, a beleza da Tufi Duek também apostou no iluminador, mas desta vez com um produto em bastão. Antes de tudo, a pele é preparada com corretivo, base e só um pouco de pó para ajudar na fixação. Depois, um pincel chanfrado é usado para esfumar a sombra escura bem rente aos cílios superiores e inferiores, e um toque de gloss transparente é aplicado nas pálpebras. As maçãs do rosto levam um pouco de blush rosado, e aí entra o iluminador, aplicado com os dedos com leves batidinhas nas têmporas, na ponte do nariz e no lábio _no arco e na parte inferior.
O cabelo é relativamente simples: escovado, preso num rabo de cavalo baixo bem puxado com a risca dividida no meio, e enrolado em um coque sem rede preso com grampos e muito, muito spray.
Para o desfile de Samuel Cirnansck, o beauty artist Celso Kamura criou uma beleza “misteriosa e enigmática”, com foco nos olhos. A pele é preparada com base e os olhos são destacados com sombra cinza esfumaçada em cima e em baixo + rímel. “Eu tirei um pouco a vida da maquiagem anulando a sobrancelha; aí tirei um pouco mais a vida abrindo mão do blush e passando o iluminador nas têmporas para dar um ar gelado; e pra tirar mais um pouquinho, fiz uma boca nude”, Celso explica. Para completar o visual, o cabelo é solto, com um visual meio ressecado texturizado com spray.
“O visual é inspirado na coleção em si, que tem essa coisa do vintage X novo”, reflete Robert Estevão sobre a beleza criada para o desfile final do primeiro dia de SPFW inverno 2011.
“O topete do cabelo deixa essa frente quase masculina, mas aí tem o contraponto da maquiagem suave, feminina e não muito marcada”, explica. O penteado é feito a 4 mãos, porque o topete bem alto precisa ser segurado no lugar na hora de começar a fazer as tranças embutidas, que vão quase até o fim do cabelo. Já a maquiagem é menos trabalhosa: iluminador nas têmporas, sombra marrom no côncavo e cílios postiços que se tornam o ponto focal do look. Uma curiosidade de backstage: Paris Hilton, convidada especial da Triton, trouxe sua própria equipe de cabelo e maquiagem.
Abrindo as belezas do último dia de Fashion Rio inverno 2011, Max Weber criou uma maquiagem + cabelo inspirados nos anos 1960; “É uma boneca!”, ele definiu.
O make tem 3 cores de sombra, além do iluminador sob a sobrancelha: grafite no côncavo, prata na pálpebra móvel e um chumbo meio esverdeado nos cílios inferiores. O lápis branco é riscado dentro do olho, e os cílios postiços vão em cima e em baixo. Para finalizar, blush e batom em tons rosados. Os cabelos seguem a temática dos anos 1960 e são escovados e enrolados com babyliss, e depois penteados e desfiados na raiz com uma escova oval, para dar bastante volume. E dá-lhe spray de cabelo!
“Até onde a gente precisa se transformar para ser aceito?” é o questionamento lançado por Max Weber para definir a beleza do desfile da OEstudio, com um casting só de modelos negros. Algumas meninas tiveram o rosto e as pernas parcialmente cobertas por pintura branca ou preta _outras tiveram essas partes do corpo totalmente pintadas. “É como se elas tivessem sido mergulhadas em um balde de tinta”, explicou o maquiador.
Fora essas pinturas, Max optou por um make + cabelo bem natural, para valorizar os vários tipos de beleza negra; as modelos entraram na passarela com o cabelo arrumado do jeito que elas mesmas costumam usar.
O beauty artist Daniel Hernandez criou uma maquiagem de um item só: a sombra cremosa de tom avermelhado que foi aplicada com pincel fino no côncavo do olho, em uma risca forte que ia subindo levemente esfumaçada em direção ao canto interno da sobrancelha. Mais nada!
O cabelo é liso e preso em um rabo de cavalo alto bem puxado, finalizado com spray para controlar eventuais fiozinhos arrepiados.
Lau Neves criou uma beleza com “pra parecer maquiada mesmo, com a pele muito bem feita e iluminador nas têmporas para dar uma esfriada, uma cara meio de porcelana”.
O maquiador diz que o foco são as cores da boca: verde-água, azul marinho, lilás e mostarda, todas cobertas por gloss. Ele ensina ainda que os 2 primeiros tons são feitos com pigmento + água, e os outros 2 são misturas de batons. O cabelo é assinado por Oliver de Almeida Waqued, que se inspirou na “figura inspiradora e talentosa” da fotógrafa Cassia Tabatini para fazer um coque alto com topetinho pin-up.
“O tema é Ride Into the Wild, então eu quis fazer uma coisa bem rústica, e nada é mais sexy do que um bom homem com barba”, foi a explicação da maquiadora Carla Biriba para as barbas postiças aplicadas nos modelos do desfile da Ausländer.
Pelos faciais à parte, a beleza é “um inverno pra ser usado no Rio de Janeiro; é iluminado, fresh, natural”, ela afirma. O foco da maquiagem das meninas é uma boca cereja com gloss, e os fios têm um ondulado natural, bagunçado com secador e “respeitando a textura de cada cabelo”, explica Carla.
“Eu quis fazer uma coisa bem com a cara da marca, jovem e natural”, explicou o beauty artist Daniel Hernandez no backstage do desfile da Cantão.
Para isso, o make é leve, com blush rosado cremoso para dar um ar saudável e só um pouco de rímel nos cílios superiores e inferiores. Só o batom que é um dourado metálico, “pra ir com a coleção que tem uma pegada de anos 1980, sem ficar muito literal”, ele afirma. O cabelo também tem um visual bem natural, com o ondulado feito com babyliss _o segredo é não enrolar a pontas!
A maquiagem em tons terrosos da Coca Cola Clothing foi pensada pelo beauty artist Max Weber para combinar com a ideia do desfile, que remetia a andarilhos, à caminhada, à busca pelo novo.
Ele revela que a pele é preparada com corretivo, e uma base um pouco mais escura que o tom natural da modelo é espalhada nas partes do rosto, do colo e dos ombros que mais pegam sol; olhos e boca também ganham tons terrosos. O cabelo é feito com aplicação de pomada para dar forma, e então é preso em dois coques altos, um em cada lado da cabeça; quando os coques são desfeitos, os fios estão levemente ondulados. “É uma beleza que parece descuidada, mas não é”, ensina Max.
Para o desfile da R. GROOVE, de moda masculina, o maquiador Lavoisier deixou a beleza bem natural: “Acho que pra homem tem que ser bem pouquinho, só uma correção da pele e um cabelo bem natural. A ideia é corrigir e valorizar”, ele explicou.
Daniel Hernandez criou uma beleza com foco no cabelo, que vem solto e meio em onda, jogado todo para um lado só das costas. Para conseguir esse visual, o cabelo seco recebe mousse na raiz, é escovado para o lado e então é finalizado com xampu seco e spray nas pontas. A maquiagem é descomplicada; a pele é tratada com correção e base, e ganha blush cremoso e uma boca hidratada, sem batom.
O beauty artist Robert Estêvão quis fazer uma beleza “muito natural, fluida, iluminada”, e ensinou todos os passos para conseguí-la!
Os olhos têm uma sombra marrom esfumaçada e ficam sem rímel, com sobrancelha penteada e levemente delineada. A boca é coberta com base e o blush é “super suave e cremoso, porque dá uma textura iluminada”, ele revela. O cabelo é escovado na raiz e enrolado bem de leve com um babyliss grosso, para não ficar muito marcado.
Para a última beleza do 4º dia de Fashion Rio Inverno 2011, Daniel Hernandez começou com uma pele bem feita, sobrancelha marcada, só um pouquinho de rímel e nada de sombra nem de blush, só um batom rosado. O cabelo acompanha o minimalismo e é preparado com escova e chapinha antes de ser preso em um rabo de cavalo baixo com divisão lateral bem marcada e receber uma boa dose de spray.
“O Walter queria um visual etéreo pra contrastar com as roupas da coleção, que são quase todas pretas”, explicou o beauty artist Robert Estevão no backstage do desfile, que aconteceu no Instituto Superior de Educação, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Para esse look, a pele é levemente corrigida, as bochechas levam blush rosado, e os olhos ganham um iluminador perolado com rímel só nos cílios superiores. O foco é nos lábios, que têm batom vermelho “com um fundo meio urucum, de acabamento matte quase acetinado”, ele diz. A aplicação é feita com pincel, que Robert afirma ser fundamental para que o resultado seja bem delineado; fica a dica! O cabelo é super liso, preparado com escova e chapinha, e finalizado com “só um pouco de spray pra ele voar na passarela”.
No backstage da Têca, o beauty artist Lau Neves contou ao FFW como chegou até o look final da beleza do desfile: “Minha ideia e da Leticia Toniazzo (stylist) não tem bem um conceito; existe o tema japonês da coleção, então houve o desejo de deixar a beleza com uma cara japonesa, mas nada muito literal. A ideia é mais de fazer um look feminino, contemporâneo, jovial, com cara de agora”.
Interessou? Então pode anotar: primeiro de tudo, uma leve correção da pele; nos olhos, um iluminador em forma de “sombra acrílica, que é cremosa mas seca depois de aplicada”, Lau explica. Depois, rímel nos cílios superiores, sombra marrom nos inferiores, e blush rosado sob as maçãs do rosto. Por último, batom vermelho opaco aplicado com pincel. O penteado começa com uma escova e parte para uma sequência de rabos de cavalo a partir do topo da cabeça, com “gominhos” de cabelo puxados entre os elásticos.
O maquiador Daniel Hernandez contou que para a beleza da Totem, ele optou por seguir a temática do desfile, inspirado pelo soul dos anos 1970. Quem quiser copiar o visual deve usar bastante rímel nos cílios superiores e inferiores, sombra cremosa prateada que vai até o canto interno dos olhos, e uma mistura de blush rosado com marrom aplicada de uma forma que “invade o rosto todo, desde a têmpora até a pálpebra”, ele explica. Para finalizar,só um batom neutro, bege. Daniel conta que a ideia do cabelo é ter uma ondulação natural, como se nada tivesse sido feito; quem não foi agraciada com ondas perfeitas pode apelar para o babyliss.
Também assinada por Daniel Hernandez, a beleza da Printing começa com uma pele bem feita, muito rímel nos cílios superiores e uma sobrancelha bem marcada. A curiosidade é que o blush, além de ser aplicado nas maçãs do rosto, também vai nos lábios _mas o tom parece diferente porque a boca é levemente apagada com corretivo. O cabelo leva bastante gel para ficar com aparência de molhado, e é torcido e preso com grampos da base da nuca em direção ao alto da cabeça.
Fechando o 3° do Fashion Rio inverno 2011, Robert Estevão criou uma beleza meio Patti Smith para a coleção da TNG influenciada pela beat generation.
A pele é corrigida de leve e tem um look natural, com iluminador nas têmporas. O blush é levinho e o batom é discreto, em um tom puxado para o pêssego. O foco é nos olhos, com delineador preto e sombra marrom levinha só no côncavo; o cabelo tem a aparência de ressecado. Para os meninos, só correção na pele e cabelo com textura “sujinha”.
Para o desfile da Acquastudio, o beauty artist Robert Estevão elaborou um visual com “um pezinho no rockabilly e um pezinho no punk”, com cabelo meio teddyboy e maquiagem de olhos bem escuros.
Ele explica que a pele leva só hidratante e corretivo, e as bochechas ganham blush cremoso “para dar uma iluminada”. O foco são mesmo os olhos, e Robert revela dois segredos sobre eles: para conseguir a aparência de brilho molhado, ele combinou gloss e glitter azul marinho; e para deixar o olhar bem aberto, ele não usou lápis dentro do olho. O penteado, ele ensina, começa como um coque banana, e o comprimento restante do cabelo vai sendo enrolado e preso com grampos no topo da cabeça.
Daniel Hernandez começou a primeira de suas 4 (!) belezas do dia criando um visual coerente com o tema da coleção da Maria Bonita Extra: o ballet.
O look é “meio suadinho, como se ela estivesse suada de tanto dançar”, ele explica. Para isso, o beauty artist usou rímel borrado nos cílios superiores e inferiores, e aplicou gloss nas pálpebras e nas bochechas, em cima do blush rosa; para finalizar, só um lápis branco dentro do olho. O cabelo, bem dentro da temática do ballet, é um coque alto com alguns fios soltos e umedecidos caindo no rosto.
Para o desfile da Coven, Daniel Hernandez fez uma beleza minimalista: “Não tem um foco na maquiagem; a pele é nude, feita com base e pó, e a boca é apagada. Nada nos olhos, nada nos lábios. O cabelo é bem liso, tipo Morticia Addams, e vai dentro da gola das roupas”, ele sintetiza.
A coleção de Giulia Borges tinha como inspiração o “hanpanda”, figura criada pela diretora e pop artist Nagi Noda e que é metade panda e metade outro animal _há muitas variações.
Para acompanhar a temática, Daniel Hernandez elaborou uma beleza que também era “metade-metade”. “O cabelo é metade liso, metade ressecado, e o olho é metade verde, metade lilás”, ele explica. Detalhe: as duas sombras usadas no desfile são de textura cremosa, sendo que a verde é um pouco mais sequinha.
Na beleza da British Colony, o destaque é todo da boca _tanto que as modelos tiveram as sobrancelhas descoloridas antes do desfile!
Daniel Hernandez resume o visual: “nada no olho, nada de blush e boca vermelha bem brilhante”. Para conseguir o efeito, o batom foi aplicado com pincel e depois coberto com bastante gloss vermelho. O cabelo é solto, com a divisão bem marcada no meio, e ultra liso com a ajuda de escova e chapinha. Já a beleza dos meninos foi bem simples: pele levemente corrigida e cabelo ao natural.
Entra-se no quarto dia de desfiles do Fashion Rio Verão 2010/11 com uma certeza, pelo menos no mundo da beleza: não dá para fugir das tranças. De três, quatro ou cinco mechas, laterais, puxadas pra trás, de nós, decoradas, simples… Tem de tudo.
Quando o FFW perguntou sobre essa preferência repentina, ele disse: “Eu não pensei nisso [como tendência]. Mas sabe que agora, num teste de make para uma marca, eles pediram trança?” Alexander Wang reforçou a ideia em 2009, e tudo indica que a tendência de Rapunzel deve continuar ganhando força.