Leia o depoimento emocionante de Costanza Pascolato à campanha do câncer de mama

16/04/2014

por | Moda

A consultora e editora Costanza Pascolato no vídeo da campanha Mulheres de Peito ©Cristiano Madureira

Durante o SPFW foi lançada a campanha Mulheres de Peito, projeto da Secretaria de Saúde do Governo do Estado, para alertar as mulheres sobre o câncer de mama e incentiva-las a fazer os exames preventivos. É um programa inédito no país, que possibilita que mulheres entre 50 e 69 anos realizem a mamografia sem pedido médico.

Assim, sempre antes de cada desfile, o público se emocionava com depoimentos de mulheres que lutaram contra a doença. Normalmente, o clima que antecede um desfile é de dispersão, todos conversando até que as luzes se apagam e o show começa. Desta vez, um silêncio se fazia na sala para ouvir os depoimentos emocionantes e bem humorados; sempre aplaudidos no final.

O FFW vai publicar uma série de quatro matérias sobre a campanha, a fim de ampliar o acesso à informação e inspirar nossas leitoras, suas amigas e familiares. Começamos com chave de ouro, com o depoimento de Costanza Pascolato. O vídeo foi postado por muita gente no Instagram e no Facebook. A editora Erika Palomino fez um post emocionada – e emocionante – em seu perfil no FB: “Olha, foi das coisas mais lindas que já vi em 15, 16 anos de SPFW o vídeo de Costanza Pascolato sobre a importância de fazer o exame de câncer no seio. A sala inteira ficou muda. Eu tive vontade de aplaudir de pé, mas tb congelei de emoção pela sinceridade e pela coragem do texto e pela beleza das imagens. Por isso Costanza é essa pessoa que nos inspira não porque se veste bem. Porque é de verdade.”

Para qualquer informação, basta ligar no 0800 -779-0000.

Leia abaixo o depoimento de Costanza Pascolato concedido a Barbara Hecker:

“Descobri o primeiro câncer no seio há 23 anos, numa época em que não havia tanto esclarecimento quanto hoje. A primeira coisa que pensei é que eu tinha duas filhas, meu neto estava para nascer e precisava estar bem para eles. Fui ouvir opiniões de diversos médicos, porque a informação é fundamental; tira o pânico. O desconhecido é a pior coisa que existe. Eu aconselho as pessoas a conversar com vários profissionais, para que eles digam o que elas irão enfrentar. No ano passado, tive câncer de mama novamente, no outro seio. Então, foi metade da chateação, porque eu já sabia o que era. Faço os exames preventivos religiosamente, a cada seis meses. Meu médico disse que não é para eu fazer, mas vou lá e faço. O Drauzio Varella não gosta que eu fale isso, mas as duas vezes que tive câncer foi após alguma perda muito grande. Na primeira vez, foi o meu marido, que morreu no meu colo, e, na segunda, minha mãe e minha babá. Depois da operação, você tem que pensar como vai sair dessa, porque a vida é um privilégio e você tem que cuidar dela. É o conselho que dou às minhas filhas. A que mora longe disse que toda vez que faço aniversário, ela faz o exame de prevenção do câncer de mama, uma forma dela lembrar. Eu diria às mulheres que estão em tratamento para cultivarem a autoestima, gostarem e cuidarem de si mesmas. Sabe quando você está no avião e orientam a colocar a máscara de oxigênio primeiro em você, depois na criança ao lado? Então, é preciso cuidar primeiro de você para, depois, ser útil aos outros.”

Costanza lança nova edição de livro, com capítulos sobre compras online e maturidade

10/12/2013

por | Gente

A empresária e consultora de moda Costanza Pascolato ©Divulgação

Mais de uma década se passou desde a primeira edição do livro “O Essencial”. De 1999 para cá, muita coisa mudou — o celular, a internet, o fast fashion —, e a empresária e consultora de moda Costanza Pascolato achou que era hora de fazer uma nova edição. “O que é essencial permanece”, afirma. Mas então por que atualizar a publicação, se o essencial que está no título permanece o mesmo? A verdade é que a essência continua lá, mas há todo um novo código de como vamos exprimir o nosso melhor para o mundo. Até Costanza mudou. E, por isso, o livro foi acrescido de um capítulo sobre maturidade, além de outro sobre compras pela internet. Tudo sempre com muito bom humor e sem se levar tão a sério, características da forma como a autora vê a vida.

Nesse meio tempo, o mundo se tornou mais rápido e mais tecnológico, mas ainda não criaram uma ferramenta capaz de resolver as inseguranças e dificuldades das mulheres na hora de compor o visual. Segundo Costanza, identificar e entender o estilo próprio ainda é e continuará sendo a melhor ferramenta para ser bem vestida e elegante. “Se você identifica a sua essência – um trabalho difícil e que leva a vida toda – você fica mais à vontade dentro da sua pele. A sua autoestima melhora e você percebe de repente que você não precisa da muleta da aprovação do outro”, explica por email ao FFW.

No livro, ela ajuda a leitora a entender o seu estilo como resultado da personalidade, e não apenas da roupa que se escolhe diariamente. “As pessoas confundem o que é estilo com conhecimento do que escolher para si na questão do vestir. Moda não é só roupa. Moda é reflexo de comportamento. Se você está bem com você mesmo e tem a autoestima mais ou menos resolvida (o perfeito não existe), você conquista uma independência melhor em decidir e escolher para você não só a roupa que vai vestir, mas a maneira que vai agir para viver do melhor jeito possível com o que tiver.”

Costanza, que se autodefine como clássica, percebeu, com o passar do tempo, que era necessário fazer mudanças no jeito de se vestir também em função da idade. “Obviamente, vou driblando todos os novos defeitos que meu corpo resolveu apresentar depois dos 70 anos. É uma espécie de dribles visuais”, diz. No capítulo sobre maturidade, ela conta que não se sente bem vestindo microssaias, por exemplo, mas que também não apostaria num modelo conservador. O truque dela é escolher roupas que rejuvenescem sem exageros, às vezes com um acessório que atualiza tudo: “Gosto de me vestir inteiramente clássica, por exemplo, e escolher um sapato mais esquisito, com algum salto ou tecido estranho – é a minha maneira de brincar com a imagem, de torná-la menos certinha, mais desconstruída.”

A ideia central do livro é mostrar que é possível montar um guarda-roupa elegante e versátil, tanto para o dia a dia de trabalho quanto para um coquetel de negócios ou um churrasco entre amigos, com oito itens básicos, que Costanza chama de “os essenciais”, com acessórios charmosos. Considerada uma das mulheres mais elegantes do país, ela sempre manteve uma forte ligação com moda. Quando tinha 8 anos, seus pais fundaram a Tecelagem Santaconstância. Em 1971 começou sua carreira como editora de moda nas revistas “Claudia” e “Claudia Moda”, onde trabalhou por 17 anos. Após sua saída da editora Abril, passou a se dedicar à tecelagem e a serviços de consultoria. Foi colunista da “Folha de S.Paulo” e atualmente escreve para a “Vogue” Brasil. Seus mais novos projetos são o site costanzapascolato.com.br e sua conta do Instagram costanzapascolatos2g, fundados em parceria com o Shop2gether – marketplace online que reúne estilistas e marcas de moda e design.

Lançamento de O Essencial, de Costanza Pascolato @ São Paulo
Terça-feira, 10 de dezembro, às 17h
Burberry do shopping JK (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041)
R$ 49,90
256 páginas
+ shop2gether.com.br

Costanza 2.0

12/03/2013

por | Gente

Home page do site de Costanza Pascolato a ser lançado nesta semana ©Reprodução

Conforme o FFW já havia anunciado, a guru fashion Costanza Pascolato lança nesta quarta (13.03) seu site próprio em um almoço para convidados no Fasano. O www.costanzapascolato.com.br vai mostrar o olhar único e experiente de Costanza na moda nacional e internacional, em uma plataforma que ela mesma assina. O FFW estará no evento e voltará com todas as novidades.

Por enquanto, recebemos o vídeo de lançamento que retrata o seu dia-a-dia por sua vizinhança e pela cidade - de feirinhas de bairro a exposições renomadas, e ainda o seu ambiente em casa. Além de um dos maiores ícones de estilo do Brasil, Costanza é também empresária e colunista de moda, e uma prova de que tradição e inovação são aliadas.

No vídeo abaixo você pode conferir uma Costanza incansável e sempre atualizada com as novidades do mundo moderno:

Bate-papo

22/11/2012

por | Moda

©Divulgação

Depois de comemorar dois anos de existência, a revista “Lola” promove nesta segunda-feira (26.11) um bate-papo entre a empresária Costanza Pascolato e o filósofo Luiz Felipe Pondé. Intitulado “Conexões Contemporâneas”, o evento pretende discutir a relação entre arte e moda a partir de questionamentos como “moda e beleza são arte?” ou ainda “a indústria criativa é uma coisa e manifestação artística é outra?”.

Angélica Santa Cruz, diretora de redação da “Lola”, participa do bate-papo como moderadora; já a escritora Hilda Lucas foi convidada pela revista para fazer a curadoria do evento. “Conexões Contemporâneas”, que também é patrocinado pela OX, será apenas para convidados e para os 20 primeiros leitores que se cadastrarem no site da publicação, e se realizará na Casa das Rosas, em São Paulo.

“Conexões Contemporâneas” @ Casa das Rosas
Avenida Paulista, 37, São Paulo – SP
26 de novembro, a partir das 19h30

Lançamento

09/10/2012

por | Moda

Valéria Rinaldi, Costanza Pascolato e Camila Toledo ©Carla Valois/FFW

Na manhã desta terça-feira (09.10), a Santaconstancia reuniu jornalistas e blogueiras no bairro dos Jardins, em São Paulo, para apresentar os seus lançamentos, desenvolvidos em parceria com a INVISTA, produtora de polímeros e fibras. Costanza Pascolato, proprietária da tecelagem, esteve no evento ao lado de Camila Toledo, do Stylesight, e Valéria Rinaldi, professora de ioga, para compartilhar o diferencial dos novos tecidos, bem como para exemplificar em um bate-papo descontraído a união de conforto e elegância no dia-a-dia.

Os tecidos recém-lançados pela Santaconstancia, nomeados Duez®, Duez® Clássico e Comfort Up, foram produzidos com fios LYCRA® e SUPPLEX®, da INVISTA, e adequam tecnologia, já que visam mais que apenas o toque macio, a uma melhor adaptação ao corpo, além de possibilitarem às marcas consumidoras da tecelagem unir conforto à moda. A fácil manutenção das peças confeccionadas com os tecidos já mencionados, ou easy care, também são um diferencial: roupas de secagem rápida, com cores de maior durabilidade e que não amassam estão em total sintonia com as necessidades da vida contemporânea.

Peças desenvolvidas com os novos tecidos da Santaconstancia ©Carla Valois/FFW

Alessandro e Gabriella Pascolato, irmão e sobrinha de Costanza, também conversaram com os convidados, que puderam tocar os novos tecidos. Voltando ao bate-papo da empresária com Camila e Valéria, no entanto, logo se chegou ao consenso que conforto não significa displicência e que as mulheres de hoje, por sua vez, não têm disponibilidade de se ocupar por muito tempo – ao menos pessoalmente – com cuidados com a lavagem de suas roupas. A praticidade tornou-se então um requisito essencial na hora da compra de itens do vestuário.

Entre a adoção de tendências por parte da Santaconstancia à roupa como forma de expressão, o aumento do desempenho, não apenas de profissionais do esporte, é a meta da tecelagem. “A sofisticação não exclui o conforto. Ao contrário, acredito que ela se traduz por uma elegância natural, com um certo quê de comodidade e bem-estar. Visto-me com peças de alfaiataria, associando-as a outras em tecidos tecnológicos que me ajudam, em função do conforto proporcionado, a estar correta para todas as horas e lugares, fazendo parecer simples estar bem vestida”, justificou Costanza sobre os lançamentos.

+ Sabe como funciona uma grande tecelagem? O FFW visitou a Santaconstacia e conta aqui

Fashion talk

17/05/2012

por | Gente

Por Karol Nogueira, em colaboração para o FFW

A fachada da loja Dona Santa | Santo Homem ©Divulgação

O ffwMag! Fashion Tour 2012 é uma iniciativa da revista MAG!, que viaja pelo Brasil e tem como objetivo levar informação de moda ao grande público, além de aproximá-lo do universo das passarelas.

Entre as ações do projeto está um talk show entre Paulo Borges, diretor criativo do São Paulo Fashion Week e publisher da ffwMAG!, e Costanza Pascolato, empresária e consultora de moda. Na ocasião eles respondem perguntas do público presente, além de questões enviadas por diversos estilistas.

Outra grande atração do projeto Fashion Tour é uma mostra com fotos do editorial da revista “MAG!” estrelado por Costanza, homenageada desta 30ª edição, que posa ao lado das tops Ana Claudia Michels, Carol Trentini e Mariana Weickert.

Paulo Borges e Costanza Pascolato ©Divulgação

O evento, que já passou por Porto Alegre, Belo Horizonte e Blumenau, encerrou o circuito no Recife, mais precisamente na multimarcas Dona Santa | Santo Homem, das empresárias Lília e Juliana Santos. Com lançamento para cerca de 500 convidados, a loja foi o cenário para o “fashion talk”. Paulo Borges iniciou a conversa declarando sua admiração por Costanza. “A revista foi pensada e realizada em torno dela, nossa grande inspiração e referência”, contou. Pouco depois questionou a moda brasileira nos dias de hoje, e a consultora de moda revelou que atualmente existe um pensamento global e que o Brasil já consegue antecipar tendências.

A mostra com fotos do editorial da revista “MAG!” estrelado por Costanza Pascolato ©Divulgação

A reflexão sobre moda, seus impactos e influências a partir da visão da mulher mais elegante do país foi alçada, via vídeo, por estilistas como Alexandre Herchcovitch, Pedro Lourenço, Gloria Coelho, André Lima e Lino Villaventura. As questões abordaram assuntos sobre universo estético, legitimidade das marcas, fast fashions, velocidade da informação, movimento Prêt-à-Porter em Paris, jornalismo de moda e até meditação, e foram respondidas por Costanza com a elegância e o bom humor que lhe são habituais.

Ao final do talk show, os convidados tiraram dúvidas que iam desde a grade de numeração das roupas até o mercado de moda local. Paulo Borges encerra o bate papo com uma reflexão muito sábia: “Há alguns anos as pessoas olhavam para o que o estilista criava. Hoje em dia o estilista precisa olhar para o que as pessoas querem”.

Paulo Borges, Lília Santos, Costanza Pascolato e Juliana Santos ©Divulgação

Editorial

02/05/2012

por | Moda

Algumas das edições publicadas em cinco anos de “Mag!”

A revista “ffw_Mag!” passa a ser trimestral, voltando ao seu projeto original e vai publicar as edições de Coleções e Projetos Especiais. “O fato de ser temática me permite pensar em uma história para contar a cada edição”, conta Paulo Martinez, editor de moda. “Temos uma liberdade de expressão muito grande e uma generosidade de páginas voltadas para a moda”, diz.

Uma das edições mais comentadas da revista “Mag!” é a mais recente, que traz na capa Costanza Pascolato com Mariana Weickert e Carol Trentini. Não é para menos. Uma das principais personalidades da moda brasileira, Costanza é constantemente chamada de ícone. Ícone de estilo, de elegância, de educação e de visão. O recheio da revista traz seu olhar, seus gostos, suas andanças e conhecimento. “Já pensou uma revista inteira em tua homenagem?”, pergunta Costanza. “E ainda uma revista sofisticada, que você pode falar coisas nas quais realmente acredita”.

O resultado foi um sucesso e gerou uma grande repercussão. “Continuamos a focar no que a Mag tem de excelência, que é essa investigação da imagem de moda”, diz Paulo Borges, Publisher da revista.

Esse é o grande diferencial da revista e como ela é percebida pelo mercado brasileiro e onde é distribuída internacionalmente.

A próxima edição Coleções será publicada em agosto, “com esse mesmo DNA inspirador que é característico da Mag”, completa Borges.

Dá-lhe Costanza!

27/04/2012

por | Moda

©Juliana Knobel / FFW

A Shoestock continua apostando em suas parcerias com grandes nomes do mundo da moda. Além das colaborações que chegam às lojas, a marca também desenvolve produtos especialmente para os desfiles de suas parceiras, como aconteceu na última edição do SPFW, em que esteve presente nas passarelas das estilistas Juliana Jabour e Gloria Coelho com cinco modelos – dois modelos para Juliana e três para Glória.

Agora a nova convidada para criar uma linha para a marca é a musa eterna da moda Costanza Pascolato, capa da edição atual da revista Mag!, junto com Carol Trentini e Mariana Weickert.

Um dos modelos criados por Costanza (R$ 199) ©Divulgação

Bico fino e salto médio (R$ 239) ©Divulgação

Os calçados serão lançados dia 03.05 e incorporam o estilo sóbrio e elegante da empresária: cartela de cores clássica, detalhes discretos e com pouco brilho, sempre prevalecendo o conforto e fabricados em couro mestiço e camurça. Há mulles, scarpin com renda de couro, sleepers com renda de couro metálico, abotinados, rasteiras em veludo e sapatilhas de bico fino com ponteira de couro de metal.

A data é estratégica para pegar o dia das mães. Pelo o que a gente viu, deve vender como água, e não só para as mães.

Costanza Pascolato é a editora da “ffwMAG!” #30; saiba tudo aqui

30/03/2012

por | Moda

A capa da “ffwMAG!” ©Fábio Bartelt/Divulgação

A “ffwMAG!” sempre propõe em suas edições temas ricos. Os assuntos, que variam de localidades do Brasil e do mundo a conceitos mais subjetivos, são sempre explorados em matérias que vão além da moda ou do design, englobando um vasto universo criativo. Para seu número 30, a revista convidou Costanza Pascolato, uma das personalidades mais marcantes e queridas da moda, para participar como editora convidada e, em caráter inédito, modelo no editorial de 61 páginas fotografado por Fábio Bartelt.

Graziela Peres, diretora da “ffwMAG!”, comentou sobre a ideia do convite e sobre a curadoria de Costanza na trigésima edição da revista: “O Paulo [Martinez] tinha vontade de fazer a revista de “Coleções” com o tema “Elegância” e quis convidar a Costanza Pascolato porque achamos que ela é um símbolo de elegância. Conforme as conversas e os encontros foram acontecendo, todos percebemos que ela tinha muito mais a oferecer do que apenas participar do editorial de moda. No final, ela acabou sendo uma espécie de editora convidada e, em vez de falar sobre a vida dela, preferiu falar sobre o que a inspira. É uma edição muito focada em arte”.

“ffwMAG!” #30 já em mãos ©FFW

Sob a curadoria de Costanza, a edição “Coleções Inverno 2012” mistura elementos de seu extenso universo, artistas e fotógrafos em que acredita, locais que a marcaram ou simplesmente detalhes estéticos que a comovem: Ai Weiwei, Maurizio Cattelan, Helmut Lang, Nan Goldin, Inhotim, Gregori Warchavchik, Tilda Swinton, Wesley Duke Lee, entre outros assuntos igualmente interessantes. O FFW conversou com a empresária, que contou como foi a experiência de editora de moda e modelo. Confira abaixo:

A motivação para aceitar o convite

Já pensou uma revista inteira em tua homenagem? E depois é uma revista mais sofisticada que tem um público mais restrito, que você pode falar coisas que você realmente acredita. Pude citar os artistas plásticos que eu gosto, tenho outros, é claro, não dá para falar de todos, mas citei os que têm me chamado atenção. E depois, ninguém se interessa em me perguntar em uma entrevista o porquê eu olho para aqueles artistas…e é porque para mim eles fazem a imagem do contemporâneo.

“ffwMAG!” #30 já em mãos ©FFW

Os dias de modelo

Eu fui internada em janeiro porque estava muito estressada, e tive uma desidratação violenta, que me fez ficar tomando soro. Depois vieram as semanas de moda, no Fashion Rio eu não pude ir, mas em São Paulo eu vi tudo, apesar de exausta. Quando o Paulo [Martinez] me falou que ia fazer o editorial no fim de semana e que queria acabar em quatro dias, só porque era ele [Paulo Martinez] e porque o fotógrafo era o Fábio [Bartelt], eu topei porque era uma equipe que eu confiava, que eu sabia que ia me deixar bacana. Eu fiz tudo do jeito que eu queria com eles e não é uma imagem comercial, você reconhece que sou eu por causa do cabelo…foi uma diversão.

“ffwMAG!” #30 já em mãos ©FFW

A curadoria da revista

Simplesmente coloquei o que eu acho mais bacana hoje. Não é para sempre, mas as coisas são atemporais hoje em dia, então tem coisas que me marcaram no início na minha vida e que realmente me abriram o olho para a estética, foi simplesmente uma escolha do meu momento. A revista não é um livro, a revista passa, assim como o tempo, não tem nada mais rápido que os tempos de hoje. Se você quiser, pode guardar a revista, como quase todas as “ffwMAG!” são guardadas porque é uma publicação de qualidade e atemporal. E eu quis fazer uma coisa assim, não é só “noticinha” do momento!

“ffwMAG!” #30 já em mãos ©FFW

A repercussão da foto da capa [publicada na coluna de Mônica Bergamo, no dia 26 de março]

Uma drag queen aos 72 anos. Alguns me falaram: “parece uma deusa egípcia”, eu achei que pareço uma drag! Estou com um caixote em baixo, nos pés, eu cresci 50cm.

Ícone no Brasil, Costanza Pascolato fala de suas percepções da moda atual

24/01/2012

por | Gente

Costanza Pascolato em conversa com o FFW ©Juliana Knobel

Costanza Pascolato, dona da tecelagem Santaconstancia e colunista da “Vogue” brasileira, é um dos maiores ícones da moda nacional, além de ser respeitada internacionalmente. Nascida na Itália, em 1939, bem no começo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Costanza chegou ao Brasil com cinco anos ao lado dos pais, Michele e Gabriella Pascolato, e do irmão mais novo, Alessandro, e se estabeleceram em São Paulo, onde criaram um grande império têxtil. A história da empresária e consultora é fascinante, por isso mesmo o FFW a entrevistou com exclusividade na noite de sábado (21.01) no restaurante Manioca, durante o SPFW.

Sua mãe, Gabriela Pascolato, veio da Itália com você e seu irmão ainda muito novos, fugindo da guerra, e construiu um império têxtil praticamente sozinha. A senhora pode contar um pouco mais dessa história?

Na verdade não foi sozinha, foi junto com meu pai. Em 1945, eu tinha de cinco para seis anos, meu irmão tinha dois, e meus pais vieram depois da guerra… e a guerra era uma coisa assim, que mudou a vida da gente, eles tiveram que recomeçar. Então, eles perceberam que no Brasil, na época, só se fabricava algodão e minha mãe teve a ideia, depois de um ou dois anos que estavam aqui, de começar algo e o cruzeiro era uma moeda muito forte, era uma época boa para começar um negócio. Minha mãe resolveu começar com 12 teares e compraram seda no interior de São Paulo, que já era fabricada pelos japoneses, mas que quase tudo era exportado. O início foi com uma tecelagem de seda e, nos anos 70, o meu irmão começou a pensar no que era tecnológico, no sentido da fibra com memória, com elastano, lycra, por exemplo. A nossa fábrica foi a primeira homologada para fazer o primeiro cotton lycra, o primeiro tecido de uso diário que tinha uma origem esportiva e que era estudada para a melhor performance possível do corpo. Foi uma ideia pioneira, que meu irmão, junto com a minha mãe, começaram a introduzir na vida do dia-a-dia, afinal aqui todo mundo se veste casual, não tem centro urbano muito grande para ter que se vestir como no hemisfério norte, lá fora e tudo o mais. No Brasil, tudo é malha e elástico, todo mundo quer uma moda próxima do corpo e confortável para o dia-a-dia.

À que a senhora atribui as figuras femininas tão fortes na sua família?

Acho que a figura feminina já vinha forte da minha avó materna, que trabalhou junto com o pai dela que era prefeito de uma cidade na Sicília e ela, já com 15 anos, no final do século 19, trabalhava em um escritório. Depois, ela foi super ativa e cuidou de casas gigantescas e fazendas que o meu avô teve, inclusive do pessoal. Chamavam ela de “Rainha Sol”, como Luís XIV, o “Rei Sol” na França, sabe? Aí minha mãe era do mesmo jeito, mas acho que ela era até mais forte que a gente. Enfim, eu acho que é uma família de matriarcas, mas sem desmerecer os homens porque, na verdade, o meu irmão é uma pessoa super interessante e capaz, ele está por trás de uma empresa que ainda funciona, depois de tantos anos.

Como foi crescer neste meio tão ligado à “moda”, mesmo que com um conceito de moda tão distinto do que temos hoje?

A mudança mais importante foi a questão de que quando minha mãe começou não existiam confecções, eram simplesmente costureiras e ateliês que atendiam. Então as pessoas costuravam em casa, a gente vendia à metro, quer dizer, vendia a lojas que vendiam à metro. A grande revolução foi no começo dos anos 1970, final dos 60. Quanto a mim… eu não sei, a moda foi um importante viés para entender o mundo. Eu vi a moda em mim quando tinha três, quatro anos, e comecei a reparar nas pessoas. Para mim é fácil enxergar a moda. E minha mãe sempre me falava sobre o que ela andava fazendo, sobre o que vinha acontecendo, já com 12 anos ela me levava para os escritórios todos para que eu visse as pessoas que atuavam na moda. Com 15 anos, em Paris – ela exportava seda para a França – eu vi de longe a [Coco] Chanel porque ela estava dentro do escritório de um fabricante francês, que importava coisas da gente… eu vi os primeiros desfiles de alta-costura nas maisons. Ela falava sobre roupas e se vestia lindamente, minha avó também… minha avó tinha roupa da Chanel de 1912, 1914… então é uma cultura familiar. Além de eu ter um olho, entende? Algumas pessoas da família não são assim, a Consuelo [Pascolato Blocker, filha de Costanza] é, por exemplo. Eu acho que a gente leva jeito e um olhar que a gente tem para isso e para mim a moda é uma das maneiras de enxergar o comportamento de uma época.

Costanza Pascolato em conversa com o FFW ©Juliana Knobel

Como é ter presenciado “o comportamento” daquela época, de grandes designers como Dior, Givenchy, além da própria Chanel? Como é lidar com a diferença desse tempo para os dias atuais?

Eu tinha a noção muito clara do que era a moda uma certa época antes do advento do prêt-à-porter na Europa, que foi um momento… é assim: a alta-costura representava uma elite, todo mundo copiava o modelinho da alta-costura que vinha nas revistas, levava na costureira e copiava. Quando o prêt-à-porter começou, nos anos 1970, lá na Europa, principalmente em Paris, depois na Itália, foi o movimento libertário e de pensamento, mas ao mesmo tempo outros consumidores entraram no mapa, ou seja, outros consumidores com a mentalidade mais jovem e mais democrática porque a partir dos anos 1968, 69, 70, as ideias dos jovens, que não eram respeitadas, começaram a valer e ao mesmo tempo houve a libertação sexual… Mas toda aquela novidade que foi revolucionária no mundo veio junto com o fato de que os consumidores viraram consumidores independentes dos adultos, principalmente dos pais, eles pensavam diferente e queriam ser vestir de uma maneira diferente, as ideias muito rígidas não funcionavam com eles e as roupas também não. Eu vivi na melhor parte do século 20. Quando eu cheguei ao Brasil tinha telefone “à manivela” e hoje eu tenho dois celulares e dois iPads, então viver esse período, até hoje, é uma experiência, estando ativa e tendo o olhar ainda “dissernidor”, acho que é uma das experiências mais fascinantes que alguém pode ter.

Como foi ter nascido em uma família tão abastada e depois ter sido deserdada?

O fato de ser deserdada foi um movimento meio radical do meu pai, que ele achava que eu não tinha juízo e precisava aprender a ser independente. Eu acho que para mim foi muito bom, no sentido de que eu tive que me virar e aprender a conviver com outras pessoas e outros grupos e trabalhar para os outros, que é bom, porque se só tivesse ficado dentro da minha empresa, primeiro que eu não tenho uma função administrativa, eu nunca soube fazer isso, só tenho o talento de contribuidora porque tenho uma visão, tanto que sou consultora de várias empresas. E é o que eu gosto de fazer. Eu trabalhei 20 anos na editora Abril, como editora, e tive que voltar para a minha empresa porque meu pai estava morrendo e minha mãe estava ocupada, meu irmão disse que seria bom que eu voltasse, o que aconteceu em 1987. Mas escrevendo, eu tinha uma coluna na “Folha de S.Paulo”, na Ilustrada, e me deram uma página inteira por semana, até 1991. Depois eu comecei na “Vogue”. O exercício disso tudo, que é bacana, é que eu tive que me adaptar a várias épocas. Eu tive que pensar em função da época que eu estava vivendo para escrever.

Quais foram – e continuam sendo – as referências da senhora?

Minha referência, na verdade hoje, é a internet, porque atualmente nós fazemos o nosso conteúdo. Eu gosto de livros, de fotografia e de arte contemporânea porque nesse período que eu te falei, a partir do século 20, já foi uma revolução, sobretudo em Paris, de movimentos artísticos que saiam do convencional e eu segui muito isso e continuo me informando sobre isso. Eu gosto de ir à Basil, Miami Basel, quando posso vou para Veneza, mas que é nesse período que a moda aqui está muito ativa e muitas vezes eu perco, mas o olhar do artista contemporâneo, não necessariamente de hoje, mas de ontem ou de anteontem, para mim ainda são aquelas “antenas” que você redescobre caminhos que eu não tinha entendido ainda. A cada dia e a cada mês e a cada ano da sua vida, você vive uma – se você não ficar parado, obviamente — mini evolução e você consegue ver as mesmas coisas de outro jeito.

O que a senhora acha de parte da cultura de moda atual e dessas referências, que por serem vinculadas à internet, algumas vezes são tão rasas?

Eu acho que é ruim, não para nós, que nos formamos de outra maneira. Eu fico preocupada é com a juventude que está muito mergulhada nisso, porque é ela que vai ser prejudicada e vai enxergar o mundo cada vez mais rasteiro, raso e superficial. O chato do novo, como diz o Gilles Lipovetsky, é que na hipermodernidade, você quer tudo já e de qualquer jeito. Isso tira a antecipação e a curtição da coisa. Eu vejo estas crianças fantasiadas de adultos, com 10, 12 anos, e fico pensando que elas vão perder uma parte da vivência delas e vai fazer falta no futuro. Não é que eu vá querer reformar o mundo, só acho uma pena, porque a vida é uma só, não é? Então, se você perde essas fases, momentos e oportunidades da vida e banaliza, você nunca vai sentir nada. Eu gosto de ver filme de época, acabei de ver um filme da Jane Campion.

E seus autores e diretores preferidos?

Eu não sou muito culta. Eu li muito enquanto era menina, muita coisa francesa porque foi a primeira língua que eu aprendi. Minha paixão é o cinema da “Nouvelle Vague” francesa, estou revendo tudo, porque estou entendendo um monte de coisa. Adoro Bernardo [Bertolucci] e [Luchino] Visconti, que eu conheci e tirou uma foto famosa minha de perfil.

Foto de Costanza Pascolato em 1965 ©Luchino Visconti/Reprodução

Dentre os designers brasileiros, o que a senhora mais gosta e utiliza?

Eu visto Glória [Coelho] e Reinaldo [Lourenço] há muito tempo e agora eu sou apaixonada pelo Pedro [Lourenço]. Tenho muita coisa especial do Alexandre [Herchcovitch]. Mas você entende que, talvez por eu ter uma relação especial com eles e porque eu preciso que as coisas sejam feitas hoje em dia quase no meu corpo, não é natural que eu vista qualquer coisa. Primeiro porque tem que ter manga, sem manga eu não uso mais, preciso manter uma certa imagem, então necessito de muita elaboração. Eu não compro qualquer coisa, não dá certo mais, entendeu?

Yes, nós temos bananas! Costanza Pascolato fala de seu novo projeto

12/05/2011

por | Moda

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Estamparia com DNA nacional ©Reprodução

Uma coleção de Brasil feita por brasileiros. Ou quase isso, já que o projeto “Estampa Brasileira Sta”, da tecelagem Santaconstancia, foi idealizado por Costanza Pascolato, que nasceu na Itália, mas veio para o Brasil aos cinco anos. E foi ela quem explicou ao FFW as ideias por trás dessa nova empreitada, que se diferencia de tudo que há no mercado nacional de tecidos.

Costanza, que é sócia da tecelagem, deixa claro que “Estampa Brasileira” não é apenas um tema para essa estação, mas um projeto de estampas que busca valorizar a essência brasileira. “Tenho a impressão de que o Brasil está numa nova fase, todo mundo está de olho nele. Isso [a Estampa Brasileira] é valorizar uma tendência de gosto e de preferência da mulher brasileira para se vestir. Não é uma grande moda, mas estamos nos destacando com coisas que já tem um DNA brasileiro. Somos a primeira empresa que dedicou todo um projeto a desenvolver temas que vão existir pra sempre”, explica ela. Costanza gostou tanto da experiência, que já está trabalhando na “Estampas Brasileiras 2”, dessa vez, para o inverno.

estampabrasileira_1©Divulgação

E se você pensou que uma coleção inspirada em Brasil teria periquitos, baianas e palmeiras, acertou! “Queríamos mostrar traços estéticos e figurativos extraordinários do Brasil, mas de uma maneira estilizada, quase abstrata”, conta a papisa. Embora o Brasil seja a fonte-mor de inspiração, a empresária contou que houve uma única exceção: uma obra de arte do inglês Damien Hirst, exposta no showroom da Prada, em Milão, feita com asas de borboleta. A responsável por toda a arte da estamparia foi a designer carioca Anna Maria Falcão.

estampabrasileira_2©Divulgação

A utilização de temas tropicais vai ao encontro das tendências apresentadas por grandes nomes da moda internacional na temporada de Primavera/Verão 2011, como a Prada. Mas o projeto nasceu antes, em agosto de 2010. “Foi interessante viajar para assistir aos desfiles e ver aquela mesma ‘vontade’ ali”. “É claro que acabou nos influenciando de alguma forma, né? Por exemplo, teve mais estampa de banana do que pretendíamos de ínicio”.

Ironicamente, mesmo que a comunidade internacional de moda esteja olhando para esse tal tropicalismo, ainda é difícil dele vingar em terras brasileiras. “Essa ideia [do projeto temático] que eu tive é corajosa, porque o confeccionista ainda é um pouco colonizado”, comenta a empresária. “Queria que as pessoas assumissem de uma vez a auto-estima fashion brasileira, e parassem com essa burrice de inferioridade”. Costanza, do alto de seu conhecimento de moda, e sendo mezzo-italiana, mezzo-brasileira, sabe o que diz.

+ santaconstancia.com.br

Drops de beleza: lançamentos de cosméticos, a nova da Katy Perry e +!

13/04/2011

por | Beleza

A Calvin Klein lança no Brasil a fragrância Calvin Klein Beauty, um floral amadeirado que promete evocar “o poder supremo da feminilidade e da sofisticação, enquanto capta o espírito de uma mulher que é bonita de dentro para fora, com uma aura que irradia”. Com nota de topo de sementes de ambrette, nota de coração de lírio e nota de fundo de madeira de cedro, o lançamento está prometido para maio, bem a tempo do Dia das Mães. Preço sugerido (eau de parfum): R$ 405 (100ml), R$ 297 (50ml) e R$ 215 (30ml). SAC RR Perfumes e Cosméticos: 0800 772 5500

calvin-klein-lança-perfume-beauty-no-BrasilCalvin Klein Beauty ©Divulgação

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Costanza Pascolato está pop. Depois de ganhar um post cheio de elogios de Scott Schuman no  “The Sartorialist”, agora ela aparece no blog de beleza “Into the Gloss” falando sobre seus cuidados pessoais: “Gosto muito de comer bem, e faço pilates todos os dias há 12 anos. Tenho 72 agora. Eu tenho mudado o cabelo. No Brasil nós temos muitas festas, nos arrumamos muito, e eu decidi que, em primeiro lugar, havia essa tendência do big hair começando de novo, como nos anos 1960, e esse era um momento muito bom para mim. Era o tipo certo de moda também – sou pequena, sabe, e esse visual era quadrado e bem arrumado, e sou de virgem, então você entende?”, ela diz.

costanza-pascolato-fala-sobre-beleza-no-into-the-glossCostanza Pascolato ©Reprodução

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A Seda apresenta uma nova linha de cuidados para os cabelos com foco nas mulheres que gostam de colorir os fios. Seda Pro Color promete ajudar “a deixar os cabelos bonitos por quatro semanas, entre uma ida e outra ao salão” com o uso da tecnologia Color Protect com antioxidante e bio queratina. A coleção é composta por cinco produtos: shampoo (R$ 4,70); condicionador (R$ 6); creme para pentear (R$ 5,80); creme de tratamento (R$ 5,60); e sachê para tratamento de choque Express (R$ 2,20) (preços sugeridos). SAC 0800 707 4471

seda-lança-coleção-pro-color-para-cabelos-coloridosA linha completa Seda Pro Color ©Divulgação

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Duas organizações britânicas — Committee of Advertising Practice (CAP) e Broadcast Committee of Advertising Practice (BCAP) –- divulgaram novas diretrizes para as campanhas publicitárias de cosméticos, a fim de evitar reclamações a respeito de propagandas enganosas. Entre os tópicos abordados por essas organizações estão o uso de cílios postiços em campanhas de rímel; o uso excessivo de apliques nas campanhas de tratamento capilar; o uso de unhas postiças em propagandas de produtos para as unhas; e o retoque em pós-produção de linhas finas, rugas e fios arrepiados quando a propaganda é de algum produto que promete acabar com esses problemas. A iniciativa é bacana, mas resta saber se as companhias de cosméticos vão seguir as sugestões –- que são diretrizes, mas não regras sob pena de multa.

diretrizes-para-campanhas-sem-retoquesA campanha sem photoshop da Make Up For Ever, lançada em março: exemplo a ser seguido ©Divulgação
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A Artdeco amplia sua coleção Pure Minerals, de maquiagem mineral, com seis novos itens: base líquida Mineral Fluid Foundation (R$ 130); batom Mineral Lipstick (R$ 66); máscaras para cílios Mineral Lash Designer (R$ 69) e Mineral Volume Mascara (R$ 65); kajal Mineral Kajal Liner (R$ 45); e delineador de lábios Mineral Lip Liner (R$ 45) (preços sugeridos). Todos os produtos são totalmente livres de talco, ceras e óleos, e possuem minerais como zinco, magnésio, potássio e sódio em suas fórmulas. SAC 0800 773 3450
artdeco-amplia-linha-de-maquiagem-mineral

Mineral Kajal liner, um dos lançamentos da Artdeco no Brasil ©Divulgação
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Katy Perry é a nova garota propaganda da GHD, marca de produtos para os cabelos, e foi clicada por David LaChapelle em uma série de imagens com diferentes penteados — de ondas femme fatale a cachos anos 1980. Veja as primeiras fotos da campanha:

Saiba tudo o que está por trás da vinda de Suzy Menkes ao Brasil

11/02/2011

por | Moda

SUZY[1]© Romeu Silveira

Uma das editoras mais importantes e atuantes na moda global, a britânica Suzy Menkes, do International Herald Tribune, está passando alguns dias no Brasil e movimentando a turma da moda, com jantares, passeios e muitas conversas.

Suzy vai realizar a próxima edição da IHT Luxury Conference em São Paulo, e, esperta e generosa, resolveu passar uns dias na cidade para ver de perto a moda brasileira, conhecer as pessoas e pesquisar locações que possam sediar o evento em novembro. Esse seminário acontece anualmente e reúne alguns dos nomes mais fortes do cenário internacional, de jovens designers a CEOs ultrapoderosos. Ela ainda não sabe quem vai convidar para vir ao Brasil, mas já tem um lugar em mente. ““Gostei muito do prédio de Niemeyer no parque”, diz ela, referindo-se ao Auditório Ibirapuera.

Menkes falou com o FFW durante um jantar oferecido pela publicitária Silvana Tinelli em sua linda casa no Jardim América, onde as obras de arte eram tão comentadas quanto a própria vinda da editora. Muito simpática e educada, ela conversou bastante com Pedro Lourenço, Costanza Pascolato, Gloria Kalil, Maria Prata, Donata Meirelles e Mario Testino, seu antigo conhecido.

Suzy se mostrou impressionada com a cidade e acha que todo mundo está muito curioso e atraído pelo Brasil. Se interessa pela juventude brasileira e pelas novidades do mercado de e-commerce, quer entender nossas raízes e inspirações criativas. Sobre os estilistas brasileiros que desfilam na Europa, ela disse que não conseguiu ver as apresentações de Alexandre Herchcovitch e de Pedro Lourenço pois elas batiam com os desfiles de Oscar de La Renta e Lanvin. “Mas vocês tem um grande nome na moda internacional, que é o Francisco Costa”.

A vinda de Suzy Menkes é de fato muito importante para a indústria da moda no Brasil. Big player do mundo, ela foi a primeira entre as grandes (Anna Wintour, Cathy Horyn e Carine Roitfeld, que deixou seu posto na “Vogue” francesa em janeiro) a realmente se interessar pelo país de uma maneira mais abrangente. Agora, por que demorou tanto? “Não sei porque levei tanto tempo… Eu já tinha vindo ao Rio há um tempo e achava que Rio e SP eram a mesma coisa. Ignorância minha, pois são lugares completamente diferentes”, ela contou ao FFW.

Sobre a escolha de São Paulo para realizar sua conferência, Suzy parece animada: “Estamos passando por um ‘momento Brasil’, todos os olhos estão sobre o Brasil e eu quero fazer esse intercâmbio: trazer palestrantes de fora para trazer sua expertise e conhecer o país e, ao mesmo tempo, mostrar o que o Brasil tem a oferecer para a moda”.

Suzy tem a energia e a curiosidade características de uma grande jornalista. Em poucos dias na cidade, conheceu lojas, restaurantes, shoppings e destaca o espaço da Havaianas e a comida do D.O.M como highlights de sua visita. E avisa: “em junho eu volto para a SPFW. Os dias já estão marcados na minha agenda”. E em novembro tem Suzy outra vez. Um privilégio.

Exclusivo FFW: 10 mulheres que movimentam a indústria da moda

08/03/2010

por | Gente

Muita gente acha que moda é coisa de mulher. Aproveitando essa opinião, o FFW escolheu algumas das mulheres mais poderosas da moda atual, no Brasil e no mundo.

Elas são capazes de lançar tendências, ajudam a definir gerações, transformam a moda em exercício intelectual e, no geral, fazem do ramo algo muito mais interessante do que apenas tecidos costurados.

ANGELA AHRENDTS

angela-ahrendts

Não reconhece o nome? Tudo bem, a posição dela não é proeminente em sites de moda. Mas a de seu melhor funcionário, Christopher Bailey, sim. Ahrendts é a CEO da Burberry, a empresa familiar criada no século 19 que tornou-se uma das marcas mais famosas do planeta (tanto que as palavras trenchcoat e estampa xadrez são imediatamente associadas à grife).

Quando Angela assumiu em 2005 – com a benção de Bailey, que já havia trabalhado com ela na Donna Karan –, os números estavam bem, mas a grife estava superexposta, o que estava fazendo a Burberry perder seu lugar entre as gigantes do luxo.

A empresária começou eliminando 35 linhas de produtos (a maioria utilizava a então desgastada estampa) e logo expandiu para mercados emergentes asiáticos e também para os EUA. Desde que ela assumiu, os lucros da empresa subiram 30%.

Outras escolhas certeiras que a norteamericana fez foram criar novas linhas (esportivas, de sapatos, de jeans), contratar a atriz Emma Watson para as campanhas e investir em tecnologia (até agora, a Burberry é quem melhor utiliza o espaço online através de streamings, vendas relâmpago e sites interativos) – tudo para atrair os jovens consumidores. Mulher esperta…

ANNA WINTOUR

A editora-chefe da "Vogue US", Anna Wintour ©Reprodução

Editora-chefe da “Vogue” norteamericana desde 1988, Anna Wintour comanda cada aspecto da revista, incluindo o econômico, como escancarou o documentário “The September Issue”, de 2009, e a iniciativa Fashion’s Night Out.

A “Vogue” de Wintour tem um lugar especial no meio: é, ao mesmo tempo, uma das revistas mais criticadas (há quem a julgue entediante e comercial demais) e uma das mais importantes.

Ainda considerada uma bíblia digna de referências, a “Vogue” tem uma circulação de 1,2 milhões de exemplares, o que a transforma em uma das revistas de moda mais influentes do mundo. Além disso, Anna é peça-chave das campanhas do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e não tem medo de tocar, pelo menos, em assuntos polêmicos, como fez recentemente com a questão do peso das modelos.

A persona que Anna construiu, mesmo antes de dominar o título, também faz parte do seu sucesso. Sua fama faz muita gente experiente tremer e, se depender dela, ainda vai fazer por um bom tempo.

CATHY HORYN

cathy-horyn

Conhecida por sua língua ferina, Cathy Horyn já trabalhou nas melhores publicações de moda do mercado, e é crítica de moda do norteamericano “The New York Times” desde 1998 (ela é a segunda mulher com esse cargo no periódico).

Sua opinião é respeitada pela grande maioria, mas há quem a considere ácida demais e aqueles que simplesmente não conseguem aceitar uma opinião tão divergente – é famosa a vez em que Giorgio Armani deixou-a fora de seu desfile por causa de uma crítica.

O fato é que as resenhas de Horyn, assim como suas outras matérias, são leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. Ela não tem medo de dizer o que acha e o faz com propriedade – e frequentemente com humor também.

CLÔ OROZCO

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Clotilde Maria Orozco de Garcia (explica tudo, não?) aprendeu modelagem com duas tias nos anos 1970. Naquela época já fazia roupas para si e para as amigas, mas só começou a vendê-las na faculdade.

Em 1975, a confecção era sob encomenda e vendida em algumas lojas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. No livro “Brasil Na Moda”, Clô relembra seu primeiro sucesso nacional: uma roupa “meio riponga” de algodão branco que consistia em uma saia com três babados, camisa pólo e lenço na cintura, tudo tingido no fogão do sítio dos pais.

Logo mudou para a Rua Hungria, no mesmo prédio da pronta-entrega da G de Glória Coelho – a própria Clô tinha por volta de 20 peças para o mesmo propósito.

Na mesma época, formou com colegas o Grupo Paulista, que desfilava no Hotel Maksoud. “Tinha a Armazém, Companhia Ilimitada, da Selma, a G, o Alcides e eu. E tudo o que acontece hoje já acontecia: manequins que brigavam, a Regina [Guerreiro, stylist] que tinha ataques e desmaiava no meio, a produção que atrasa…”

O nome Huis Clo surgiu em 1979, e a primeira loja, em 1983. Não é exagero dizer que Clô Orozco definiu a mulher elegante brasileira. A qualidade impecável e o corte perfeito das roupas tornou-a sinônimo de uma sofisticação muito referenciada até hoje no Brasil.

COSTANZA PASCOLATO

costanza-pascolato

Nascida na Itália e criada no Brasil, Costanza foi de menina rica a uma das mais famosas personas da moda brasileira.

Nos anos 1970, começou na “Claudia” ambientando cenários e logo partiu para a produção de moda. “Me boicotavam muito porque me achavam dondoca. Sumiam com minhas roupas nas produções, faltavam nas minhas fotos”, relembrou em “Brasil Na Moda” (vol. 1).

Costanza já acordou Tania Caldas no tapa, fez make e cabelo em editoriais, participou de reuniões que criaram o primeiro calendário brasileiro unificado de lançamentos, escreveu livros, para a “Folha de S. Paulo”, para a “Vogue”, deu consultorias e hoje sua principal função é tocar a tecelaria da família, a Santaconstancia.

Quando comandava a “Claudia Moda”, sua influência era imensa, como comprova um episódio de 1983, em que ela que as mulheres adotassem a meia-calça preta: “Vieram me falar que as vendas de meias pretas estouraram no Brasil inteiro… E que o estoque de coloridas encalhou.”

Mesmo sem representar um veículo fixo, Costanza ainda é presença obrigatória nos desfiles nacionais mais importantes. Paulo Martinez, editor de moda da “MAG!”, explica: “Primeiro por causa da história dela e, segundo, porque ela não cochilou. Continua acordadíssima, é muito informada, e isso faz diferença quando ela escreve sobre moda.”

EMMANUELLE ALT

Emmanuelle Alt ©Reprodução

Muitos podem considerar a escolha de Emmanuelle um erro. Afinal, não é Carine Roitfeld quem comanda a “Vogue Paris”?

Mas não é como subordinada de Roitfeld que Alt está aqui. Ela também é consultora e stylist de duas das marcas mais influentes, em termos globais, da Europa: Balmain e Isabel Marant.

Desde 2007, sob o comando de Christophe Decarnin, a Balmain vem galgando os degraus entre as grifes mais importantes do mundo. Não pela originalidade do trabalho, mas pela imagem rock’n'roll extremamente desejável que criou – em grande parte, mérito da stylist.

Já Isabel Marant é reconhecidamente uma das promessas da nova geração. O estilo despojado que todas as garotas cool querem ter – e outros estilistas atrás dessas garotas também – muitas vezes parece saído diretamente do armário de Alt.

Como na moda a Europa ainda é a parte mais referenciada do mundo, essas influências acabam, de uma maneira ou outra, respingando mundo afora. E Emmanuelle tem suas mãos nelas.

GLORIA COELHO

gloria-coelho

Gloria Coelho começou a carreira aos 6 anos, quando ganhou sua primeira máquina de costura da mãe no internato em que estudava. “Fiquei acordada a madrugada toda na expectativa de poder brincar de costura na manhã seguinte… Não sei porque me deu tanta ansiedade. Talvez a moda ja estivesse escrita na minha vida”, disse.

Aos 13, já vestia as amigas. Criava tubinhos, um sucesso nos anos 1960, e trocava-os por roupas do famoso Dener com a mãe de uma amiga. Aos 19, criou um estilo de camiseta que foi uma febre.

Depois de uma viagem a Europa, da qual trouxe saias indianas, criou uma de patchwork já com a etiqueta G – ela, que não brinca com astrologia, lembra que esta é “a sétima letra do alfabeto” –, outro sucesso retumbante. “As pessoas não paravam de me procurar atrás dessas saias… Quer dizer, eu não procurei a moda, a moda que me procurou.”

Nos anos 1980, abriu sua primeira loja e passou a desfilar. Desde então, não parou mais. Nos anos 1990, ainda lançou uma segunda marca, a Carlota Joakina.

Gloria teve muitos hits na carreira, o que mostra seu tino para os negócios: há a “roupa de reflexão” (como ela chama as roupas de desfile), que impressiona críticos com sua originalidade, e também a roupa comercial, uma mistura de criação com afinidade consumidora.

Assim, de roupa futurista em roupa futurista, de look andrógino em look andrógino, Gloria deixa sua marca na moda brasileira e na moda brasileira de outros também.

MIUCCIA PRADA

miuccia-prada

Ah, Miuccia. Talvez a figura mais mítica da moda atual, essa italiana tem o poder de fazer o que quiser na sua passarela, sem medo algum. Afinal, a Prada é o Norte pelo qual os outros profissionais do meio se orientam: nem todo mundo quer seguir naquela direção, mas saber onde ela fica é bom para se situar.

Politizada, discreta, misteriosa e extremamente hábil em atender aos desejos fashionistas, Miuccia Prada cria, temporada após temporada, itens que ninguém sabia que queria mas, de repente, são absolutamente necessários.

E não são apenas bolsas ou sapatos, mas imagens inteiras, que ela faz questão de deixar inconstantes. Houve as lupinas de 2006, as viajantes de 2007, as rendeiras de 2008, as beach girls de 2009.

A moda segue seus passos há pelo menos 20 anos, e deve continuar seguindo por sabe-se lá quanto tempo mais. O irônico é que, enquanto a moda sempre busca o novo, Miuccia reinventa o que já fez – e nós aceitamos de bom grado.

PHOEBE PHILO

phoebe-philo

Phoebe Philo é a garota dos olhos do mundo da moda. Quando deixou a Chloé para se concentrar na família, a estilista deixou também um sem número de fãs desolados porque, francamente, ninguém faz como ela faz.

Seu talento para descobrir o que as garotas descoladas querem é único. Na Chloé, ela reinou com sucesso por cinco anos, e é creditada por ter tornado a marca cool mais uma vez: seus vestidos femininos e calças de cintura alta, além das muitas (muitas!) it bags tornaram o trabalho de Philo, sempre bem recebido pela crítica, extremamente rentável.

Em 2008, ela aceitou comandar a Céline, a convite da LVMH. Em apenas dois anos, já reina novamente, mas de maneira distinta: substituiu a feminilidade de outrora pelo minimalismo.

Como resultado, os cortes retos e simples da Céline estão se alastrando por páginas de revistas e redes de varejo mundo afora. Pode ser cedo para dizer, mas há uma boa chance que a nova mulher criada por Phoebe Philo torne-se uma das imagens da década. Uma vez rainha…

SUZY MENKES

suzy-menkes

A contraparte britânica de Cathy Horyn, Suzy Menkes escreve para o “International Herald Tribune” desde 1988. Por seu trabalho como jornalista, ela já recebeu o OBE (Ordem do Império Britânico, dada pela família real) e a Legião de Honra (dada pelo governo francês).

Menkes é considerada por muita gente a jornalista de moda mais importante hoje, e não é por acaso: seus textos são claros, informativos e ao mesmo tempo opinativos – uma combinação rara em um ramo tão egocêntrico.

Mas tanta experiência tem lá seus problemas. Recentemente, Suzy deu sua opinião na discussão sobre blogueiros de moda. Não foi a melhor coisa a dizer e ela mesma tratou de se retratar, pouco depois.

Apesar dos deslizes de quem aprendeu o ofício em outros tempos, críticas de moda como Suzy Menkes dificilmente vão se tornar obsoletas. Elas são um clarão de entendimento quando certos aspectos de certas coleções nos deixam à deriva.

“Dicenário” Bienal: fashionistas definem a cenografia do SPFW

A comunicação é dinâmica e, portanto, precisa acompanhar as mudanças culturais colocadas à prova. Recentemente, a Associação Brasileira de Letras revirou do avesso a gramática tupiniquim, subtraindo acentos, reinventado o uso do hífen e até de alguns termos compostos. O que seria um caos provocativo, na dialética defendida pelo linguista (sem trema mesmo) norteamericano (agora sem hífen!), Noam Chomsky, que defende que a capacidade para produzir e estruturar frases é inata ao ser humano, ou seja, já é uma espécie de herança genética, se transformou no mote central desta edição do SPFW. Palavras e ícones foram colocados ao longo dos corredores da Bienal, instigando leituras pouco convencionais dos visitantes. Cada um interpreta o significado conforme o seu próprio universo. Resolvemos ampliar a discussão e colocar os pingos nos is.

“Dicenário” SPFW:

Clássico. clás.si.co adj (baixo-lat classicu) 1. “Por que todo mundo me faz esta pergunta? Eu não sou nada clássica! Mas considero a palavra um estilo que envolve toda uma questão cultural; no Brasil isso significa ser careta”, arremata a consultora de moda, Costanza Pascolato. 2. Relativo à literatura grega ou latina. 2 Diz-se da obra ou do autor que é de estilo impecável e constitui modelo digno de imitação. 3 Aplica-se ao período de uma determinada língua no qual ela apresenta, no seu uso culto e literário, sensível estabilidade de formas gramaticais e notável precisão no aproveitamento dessas formas, por haver uma norma lingüística bem assente e firme (Matoso Câmara Jr.), define o dicionário Michaelis.

DSC_4636A consultora de moda, Costanza Pascolato, não se considera clássica © Priscila Vilariño/FFW

Delicious. 1. “A vida pode ser bem delicious, como a moda”, define Doris Bicudo, editora da RG Vogue. 2. é um site que oferece serviço que permite que você adicione e pesquise bookmarks sobre qualquer assunto, define o site Wikipédia. 3. No mundo da moda virou sinônimo de boas sacadas. 4. Ao pé da letra, traduzido do inglês, delicioso.

DSC_5318A editora da  RG Vogue, Doris Bicudo © Priscila Vilariño/FFW

Desejo. de.se.jo (ê) sm (baixo-lat desidiu) 1. “Desejo é tudo. É a vida”, define o fotógrafo Marcio Madeira. 2. Ação de desejar. 3. O que se deseja. 4. Anseio, aspiração veemente. 5. Cobiça. 6. Apetite, vontade de comer ou de beber. 7. Apetite carnal, concupiscência. 8. Desígnio, intenção, define o dicionário Michaelis. 9. Psicol “Impulso, acompanhado da imagem da sua satisfação; surge quando há demora na satisfação desse impulso” (Donald Pierson).

marcio_madeiraMarcio Madeira  revela seu desejo à flor da pele © Priscila Vilariño/FFW

Escapismo. es.ca.pis.mo sm (escap(ar)+ismo) 1. “A moda tem muito escapismo, pois permite levar qualquer pessoa direto para outra realidade. A moda é transformadora”, define o estilista, Dudu Bertholini. 2. Ato ou tendência de escapar, esquivar-se, fugir de qualquer coisa que seja, ou pareça ser, penosa, áspera, causadora de sofrimento, define o dicionário Michaelis.

Experimental. ex.pe.ri.men.tal adj m+f (experimento+al3) 1.“Gosto de coisas que nos levam para longe do padrão, que nos possibilita ser livre e achar novas soluções”, define o stylist, Maurício Ianes. 2. Relativo a experiência ou a experimentos, ou por eles caracterizado. 2 Baseado na experiência; empírico. 3 Derivado da experiência ou por ela descoberto; prático: Resultados experimentais. 4 Que serve aos fins ou é usado como meio de experimentação. Conhecimento experimental: o que se funda sobre fatos e na análise científica.

DSC_4631Ianês e seus experimentalismos © Priscila Vilariño/FFW

Excesso. ex.ces.so sm (lat excessu) 1. “O menos é mais”, define o cabeleireiro Mauro Freire. 2. Diferença para mais entre duas quantidades; excedente, sobra. 3. Grau elevado; exagero, cúmulo, define o dicionário Michaelis.

DSC_4562O cabeleireiro Mauro Freire decreta o fim dos excessos © Priscila Vilariño/FFW

Falação. fa.la.ção sf (falar+ção) 1. “Moda não precisa de texto”, avisa o editor de moda Ricardo Oliveiros. 2. Fala. 3. pop Discurso, parolagem, define o dicionário Michaelis.

DSC_5231Fale somente o necessário, avisa Ricardo Oliveiros © Priscila Vilariño/FFW

Kitsch. 1.“É um pinguim sobre a geladeira”, define p apresentador do Programa esquadrão da Moda, Arlindo Grund. 2. É um termo de origem alemã (verkitschen), usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente, define o site Wikipédia.

Sonho. so.nho sm (lat somniu) 1. “A vontade de correr atrás do infinito. O sonho traduz bem isso. Tudo na minha vida se resume a isso. É muito, né?!”, define o fotógrafo Rogério Cavalcanti. 2. Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos, define o dicionário Michaelis.

foto_0001E fez-se a luz para Rogério Cavalcanti © Priscila Vilariño/FFW


Colaboraram Bianca Pelliciari e Lica Altafim

Produção Lêda Villas Bôas