“The King’s Speech” esquenta rumores de Oscar: veja trailer

08/12/2010

por | Cultura Pop

Com Helena Bonham-Carter (“Harry Potter”, “Alice No País Das Maravilhas”) e Colin Firth (“A Single Man”, “Mamma Mia!”), “The King’s Speech” entrou com tudo na corrida para indicações ao Oscar. Após levar cinco prêmios no Britih Independent Film Awards, o longa metragem _dirigido por Tom Hopper_ estreia em dezembro nos EUA.

Não é preciso ser especialista em cinema para saber que a Academia adora filmes de época. As apostas em estatueta de ouro aumentam ainda mais ao saber que a figurinista é Jenny Beavan, que assinou a moda de “Sherlock Holmes”. Na direção de arte, Natty Chapman – de “Desejo e Reparação” e “Orgulho e Preconceito”.

Baseado em uma historia real, “King’s” (ainda sem título em português) conta um capítulo curioso da monarquia britânica. Ao assumir o trono do Reino Unido no meio da Segunda Guerra Mundial, em 1936, Rei George VI se viu incapaz de discursar na frente dos seus súditos _ele era gago.

Assista ao trailer:

+ Site Oficial: kings-speech.movie-trailer.com

Direito de Amar: Tom Ford estreia na direção com filme avassalador

05/03/2010

por | Cultura Pop

No mundo da moda, quando falamos em Tom Ford os predicados “provocativo” e “sexual” vêm logo na sequência. Seu trabalho nas grifes Gucci e Yves Saint Laurent ao longo dos anos 1990 foi marcado desta forma, impregnado por essas palavras. Portanto é no mínimo surpreendente que a sua primeira produção cinematográfica seja um longa-metragem “sensível” e “romântico”.

Baseado no livro “A Single Man”, escrito por Christopher Isherwood em 1964, o filme (em português, “Direito de Amar”) relata a história de George Falconer (Colin Firth), um professor universitário que, após a morte do seu namorado, decide se suicidar.

colin-firth-a-single-man-direito-de-amarO ator Colin Firth, que interpreta o personagem George Falconer no filme “Direito de Amar”. A atuação rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator © Divulgação

Solteiro, homossexual e em profundo estado de depressão, Falconer se desconecta da realidade. Tom Ford traduz esse rompimento através de um interessante jogo de luzes: o protagonista aparece sob luz fria, em cores desbotadas, como se a vida lhe fosse aos poucos extraída. A iluminação esquenta somente quando o professor se relaciona com os demais personagens em tempo real ou então na sua memória, em que relembra a vida ao lado de Jim (Matthew Goode). No caso dos flashbacks, as cores entram numa gama altíssima, sendo quase saturadas. O efeito visual é impactante, capaz de emocionar até as audiências mais sisudas.

julianne-moore-a-single-man-direito-de-amarA atriz Julianne Moore, que interpreta a personagem Charlie: suas aparições são marcadas pela iluminação mais quente e cores vivas © Divulgação

Tom Ford trata o filme como se fosse um grande ensaio de moda, com a diferença que as roupas fazem o papel de coadjuvantes. O figurino assinado por Arianne Phillips (a mulher que cuida das turnês de Madonna) ganha finalização extra refinada pelas mãos do estilista: um terno sendo arrumado milimetricamente sobre a mesa, o vestido turquesa de uma criança, as cenas em que sua amiga Charlie (Julianne Moore) aparece à bordo de vestidos finos, sempre com a beleza impecável, numa orquestra regida em perfeita sintonia com os objetos do cenário. O rigor e a precisão de cada peça de roupa cria uma relação íntima com o perfil dos personagens, além de retratar muito bem um período de transição na sociedade americana do final dos anos 1950 e início dos 60. Era a época, por exemplo, em que o grooming masculino se fazia essencial: cuidados meticulosos com o corte e caimento dos ternos são retratados de maneira fidedigna.

+ Confira as salas de cinema onde o filme será exibido no Brasil

Vale pontuar também a genialidade de Tom Ford ao fazer a transição da moda para o cinema. Numa época em que moda deixou de ser apenas roupas, ele se mostra plenamente capaz de extrapolar os limites das passarelas para desbravar uma seara onde nenhum outro estilista desta geração, ou de qualquer geração anterior, havia tido êxito.

Com sensibilidade à flor da pele, “Direito de Amar” mostra um lado desconhecido de Ford. Todo aquele controle imagético que o estilista exerceu durante suas gestões na Gucci e Yves Saint Laurent continua marcante. Mas a diferença agora é que, através da Sétima Arte, sua visão transborda na riqueza das imagens e ganha uma profundidade antes impossível, com altas doses de emoção.

nicholas-hoult-tom-ford-julianne-moore-colin-firth-a-single-man-direito-de-amarNicholas Hoult, Julianne Moore, Tom Ford e Colin Firth num screening de “Direito de Amar”: o estilista fez sua estreia cinematográfica com louvores da crítica © Divulgação

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+ Veja quem passou no premiere do filme aqui no Brasil