Cinema

Para ver e rever: os filmes que inspiram a moda e são inspirados por ela

11/05/2012

por | Moda

por Daniel Ayub e Carla Valois

A relação entre cinema e moda é, de forma indubitável, simbiótica. Involuntariamente – ou até voluntariamente – esses dois universos artísticos se influenciam e transformam o cotidiano em poesia, as formas e cores em tendências. O FFW selecionou alguns longas-metragens, clássicos e atuais, que representam em definitivo essa ligação. De Antonioni e Buñuel a Sofia Coppola e Tom Ford, assista aos trailers e deixe-se levar pela beleza e o drama tão inerentes a essas obras.

“A Bela da Tarde” – “Belle de Jour”  (1967)

Luis Buñel consolidou o surrealismo na 7ª arte com seu grande clássico, obrigatório para estudantes de cinema, “Um Cão Andaluz” (1929). Em “A Bela da Tarde” (1967), Catherine Deneuve faz o papel de uma pacata dona de casa em Paris que decide viver suas fantasias sexuais, não supridas pelo seu marido, nas ruas, como uma prostituta em suas horas vagas. Com figurino de Yves Saint Laurent e com a musa da elegância no século 20, Deneuve, no elenco, a relação do filme com a moda fala por si só.

Direito de AmarA Single Man (2009)

Dirigido pelo estilista Tom Ford, ex-diretor criativo da Gucci, este filme respira moda. Com Colin Firth e Julianne Moore no elenco, o trama aborda a vida de George, um professor de inglês em Los Angeles após a morte de seu namorado. Com pensamentos suicidas, George acaba influenciando aqueles à sua volta pelo peso do luto, enquanto isso, o personagem se prepara para a morte. Atenção a fotografia e a cenografia do filme, impecáveis. Entre outros destaques, está o figurino assinado por Arianne Phillips, e a presença estonteante da modelo brasileira Aline Weber.

Barbarella (1968)

Um clássico do cinema trash sexual de ficção científica, “Barbarella” (1968) é tudo o que o “futurismo” sessentista tinha de melhor, incluindo o figurino, feito por Paco Rabanne, designer francês conhecido pela estética futurista em suas roupas. Na história, a personagem de Jane Fonda, Barbarella, é uma astronauta do século 41, que vai ao Planeta Lythion (!) para combater o vilão alienígena Durang Durang – sim, foi disto que a banda tirou o nome – na cidade de Sogo, curiosamente as duas primeiras sílabas de Sodoma e Gomorra.

“Dolls” (2002)

“Dolls” se destaca em relação aos outros filmes, tanto por ser o único não-ocidental, mas também por possuir um dos melhores figurinos na lista. Se há um mérito em que o cinema japonês se sobressai dos outros é o uso das cores. Com vermelhos saturados, brancos estourados e um belo uso de constrastes, a fotografia e direção de arte fazem um espetáculo a parte. Neste filme do diretor japonês Takeshi Kitano, são contadas três histórias, a de um amor em oposição às decisões da família, a de um mafioso Yakuza que vive a nostalgia de um amor perdido e a de um pop star desfigurado que se vê diante do fanatismo de sua maior fã.

Flashdance (1983)

Dança é pura expressão corporal, e por este viés está relacionada com a moda. Um dos grandes clássicos sobre a dança é “Flashdance” (1983), onde Jennifer Beals faz o papel de Alex Owens, uma operária de dia e dançarina de boate à noite que treina incessantemente para tentar entrar em uma conceituada escola de ballet. Deste filme saiu a música Maniac, enorme referência cult nas boates hoje em dia.

Laranja Mecânica“A Clockwork Orange“ (1971)

Provavelmente a grande obra-prima de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica (1971) é um marco do cinema, tendo influenciado não somente a moda (veja o desfile de Alexandre Herchcovitch Verão 2011), mas também toda uma geração de artistas, seja pela paleta de cores (laranja, branco e preto), pelas interpretações ou pela direção de arte. É o cult no mais sentido mais completo do termo: cultuado. Na história, Alex DeLarge é o líder dos The Droogs, uma gangue suburbana em uma Inglaterra futurista. Eles se encontram todas as noites para espalharem o caos pela cidade, estuprando, espancando mendigos, roubando e matando. Eventualmente Alex é preso e submetido a uma lavagem cerebral que o torna dócil, transformando-o em uma propaganda para o governo.

Maria AntonietaMarie Antoinette (2006)

Maria Antonieta foi a rainha da França e Navarra no século 18. A esposa de Luís XVI, é hoje uma das maiores representação icônica do luxo e da moda imperial. Tendo como residência, em maior parte de sua vida, o palácio de Versailles. Neste filme, protagonizado pela bela Kirsten Dunst e dirigido por Sofia Coppola, a história toma conta de sua ascênsão e declínio, que terminou com a perda de sua cabeça, literalmente falando, após julgamento durante a revolução francesa. No que diz respeito ao figurino, vencedor do Oscar em 2007, Milena Canonero criou uma infinidade de vestidos, que aliados com elaborados penteados e cerca de vinte sapatos especialmente criados por Manolo Blahnik, fizeram jus ao estilo vivido pela rainha.

Velvet Goldmine (1998)

Um homônimo da música de David Bowie e com “Rise” e “Fall” no subtítulo, se torna óbvio que o filme trata da vida do artista britânico; mas não. Apesar de ser esta a intenção do diretor, Bowie não quis vender os direitos autorais de suas músicas, alegando pretender fazer ele mesmo um filme sobre o Glam Rock algum dia. Direitos à parte, é disso que o filme trata. Longe de ser somente um estilo musical, o Glam foi o estilo de uma geração, tendo influenciado a moda em todos os segmentos com seus couros, metais, cabelos vermelhos e poses à la Ziggy Stardust. Com Ewan McGregor e Christian Bale, o filme conta a história de de um repórter(Bale) que investiga a vida de Brian Slade (McGregor), um astro glam dos anos 1970.

Bonequinha de LuxoBreakfast at Tiffany’s (1961)

Baseado no romance de Truman Capote, “Bonequinha de Luxo” (1961) traz o que pode ser considerado o principal papel de Audrey Hepburn no cinema. Paul Varjak (George Peppard), um escritor se muda para um apartamento em Nova York, onde começa a observar os costumes de sua vizinha, Holly Golightly (Audrey Hepburn), é uma acompanhante de luxo que esbanja sensualidade, classe e sofisticação nas festas da cidade, mas esconde uma personalidade frágil e metódica, fruto de problemas pessoais como seu casamento aos 14 anos e sua fuga de casa devido à pobreza familiar. Se há uma imagem que resume beleza e luxo no cinema do século 20, com certeza é a de Audrey Hepburn usando Givenchy com colar, luvas e seu cigarro na piteira.

Studio 54 (1998) e Boogie Nights (1997)

Dois filmes sobre lendária discoteca de Manhattan e outro a indústria pornográfica na Californa, mas a mesma proposta: ilustrar o estilo de vida, comportamento e a moda nos anos 70. Em “Studio 54″ (1998) é contada a história de Steve Rubell (Mike Myers), o criador do clube que tinha como frequentadores praticamente todas as celebridades interessantes vivas nos anos 70. De Sinatra a Warhol e Michael Jackson a Woody Allen, a casa era o antro da cultura pop, onde fãs só podiam sonhar sobre as conversas que saiam do lugar. Pulando para outro mundo glamuroso, “Boogie Nights” (1997) se passa na outra costa dos Estados Unidos. Centrado na indústria pornográfica da California, onde Eddie Adams (Mark Wahlberg) conhece o diretor de cinema pornô Jack Horner (Burt Reynolds), que o transforma em Dirk Diggler, um astro da pornografia. Dois lados opostos do mesmo país e duas cenas sociais são unidas pela mesma palavra: glamour.

Blowup“Blow-up: Depois Daquele Beijo (1966)

Antes de qualquer coisa, “Blowup” (1966) é uma aula. Uma aula de semiótica, fotografia, moda e direção. Baseado no conto “As Babas do Diabo” (1959), de Júlio Cortázar, o filme de Michelangelo Antonioni também entra para a lista dos obrigatórios para qualquer estudante de fotografia e moda. No enredo, Thomas (David Hemmings), um fotógrafo de moda conceituado, divide seu trabalho com outros fetiches particulares. Durante o exercício de um deles, acaba fazendo imagens voyeurs de Jane (Vanessa Redgrave) e seu provável amante. Analisando as fotos, Thomas fica obcecado por um detalhe atrás de uma árvore, o que o leva crer que tenha ocorrido um assassinato no momento em que estava fazendo as fotos. Este foi um dos primeiros filmes na carreira de Jane Birkin, além de também mostrar a eterna musa da moda Veruschka em ensaios sexuais sensuais.

Tributo ao jornalismo gonzo com Johnny Depp estreia neste fim de semana

Tributo ao “jornalismo gonzo” estreia com Johnny Depp

20/04/2012

por | Cultura Pop

Johnny Depp, Michael Rispoli e Giovanni Ribisi em cena de “Diário de um Jornalista Bêbado” ©Reprodução

Em “Diário de um Jornalista Bêbado” (“The Rum Diary”), que entra em cartaz nesta sexta-feira (20.04) nos cinemas brasileiros, Johnny Depp interpreta, pela segunda vez em sua carreira, um personagem que, na realidade, é alter ego do escritor e jornalista americano Hunter S. Thompson (1937-2005). O filme, dirigido e roteirizado pelo britânico Bruce Robinson, é uma adaptação do romance homônimo publicado em 1998, mas escrito no início da década de 1960, quando o polêmico criador do “jornalismo gonzo” (estilo jornalístico em que o narrador participa ativamente dos fatos e abandona suas pretensões de objetividade) tinha apenas 22 anos.

- Trailer de “Diário de um Jornalista Bêbado”:

O filme é mais do que apenas um novo papel para Depp. O ator, que também é produtor do longa, foi amigo e conterrâneo de Thompson (ambos nasceram no Kentucky, estado na região sudeste dos Estados Unidos), bem como grande admirador de sua obra. A turbulenta vida do jornalista, retratada através do véu da ficção em seus livros – com destaque para “Medo e Delírio em Las Vegas”, lançado em 1971 e adaptado para o cinema em 1998 por Terry Gilliam (com Depp como protagonista), e do próprio “Diário de um Jornalismo Bêbado” – reflete não apenas a personalidade meio niilista do americano, mas o espírito da época em que iniciou sua atividade profissional.

Pôsteres de “Diário de um Jornalista Bêbado” ©Reprodução

A trama gira em torno de Paul Kemp (o já mencionado alter ego de Thompson), um jornalista americano que se muda para Porto Rico na virada da década de 1950 para 1960 após conseguir um emprego no “The San Juan Star”, veículo local escrito em língua inglesa. Lá, Kemp se depara com uma realidade completamente distinta da ordem estabelecida em seu país de origem: pobreza, corrupção e muito, mas muito rum. Na redação onde trabalha, é o caos e os excessos que imperam: o editor, Lotterman, vivido por Richard Jenkins, é um neurótico que reprova a publicação de notícias que atrapalhem o turismo, enquanto os colegas Moberg (Giovanni Ribisi) e Sala (Michael Rispoli) tornam-se companheiros de noitadas regadas a álcool e baderna.

Há ainda Hal Sanderson (Aaron Eckhart), um charmoso “mau caráter”, e Chenault (Amber Heard), única personagem feminina de destaque e que abre espaço para uma sub trama românica no filme. Apesar do estado de alopração alcóolica em que se encontra em boa parte do tempo, Kemp é ainda um jornalista crente e, até certo ponto, ingênuo que se vê em um dilema interno entre fechar os olhos para a realidade local ou aderir às falcatruas de figurões, além de questionar-se com frequência sobre sua capacidade (a eterna busca por sua “própria voz”).

Johnny Depp, como Paul Kemp, alter ego de Hunter S. Thompson ©Reprodução

Com boas doses de humor e ironia, o longa-metragem apresenta também uma cinematografia fantástica, mérito de Dariusz Wolski, diretor de fotografia, e da natureza sedutora de Porto Rico. “Diário de um Jornalista Bêbado” é um tributo de Depp a Hunter S. Thompson e ao modo pioneiro (e até espontâneo) do americano de fazer jornalismo, convertendo-se em mais que um mero espectador dos fatos, o que, no fim, acabou se tornando sua peculiar voz.

+ Confira mais imagens de “Diário de um Jornalista Bêbado” na galeria abaixo:

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©Reprodução
Johnny Depp, Giovanni Ribisi e Michael Rispoli em cena de ''Diário de um Jornalista Bêbado''

WGSN: a evolução do 3D e o futuro da tecnologia no mundo da moda

04/04/2012

por | Techno

“Avatar” (2009) foi a grande obra do cinema que revitalizou o uso da tecnologia 3D ©Reprodução

Em 2009, o mundo conheceu o filme “Avatar”, projeto ambicioso de James Cameron, que demorou quase 14 anos tirá-lo do papel. Apesar de que falar sobre a ambição e grandiosidade de filmes deste diretor é quase uma redundância, “Avatar” está no topo das bilheterias de todos os tempos principalmente por outro fator: a popularização do cinema 3D. Desde então praticamente não há um filme hollywoodiano de ação ou aventura que não tenha sido produzido usando tecnologia 3D, seja nas filmagens ou na pós-produção.

O WGSN fez uma matéria sobre o assunto, intitulada “O futuro do 3D na publicidade”, onde ressalta a importância de Hollywood para a popularização do 3D, que se tornou uma espécie de artimanha infalível para conseguir uma alta bilheteria. Assim, as pessoas começaram a pagar mais caro para assistir a filmes 3D que não acrescentavam em nada. Mas há esperanças. Jeffrey Katzenberg, CEO da DreamWorks Animation, diz acreditar no futuro do 3D: “Se você coloca ferramentas nas mãos de visionários, talentos verdadeiros, elas conseguem ser incríveis”.

Mas e quando isso irá sair de Hollywood? Já saiu e aos poucos está incorporando outros setores, principalmente o da moda. Não existe marca melhor para começar a falar de inovação do que a Burberry: já conhecida como a marca mais eficiente nas redes sociais, ela também foi pioneira no uso da tecnologia quando passou o vídeo do desfile de sua coleção Inverno 2010 ao vivo em 3D para fashionistas em Tóquio, Nova York, Paris e outras capitais. Pouco depois, a Armani Exchange soltou a sua campanha em 3D para a mesma temporada. Já em setembro de 2011, Nicola Formichetti realizou um vídeo para a Mugler em sua loja pop-up em Nova York, além de permitir que as pessoas interagissem com seus iPads.

Campanha 3D da Armani Exchange Inverno 2010:

Interação e realidade. É nestes fatores que Robin Harvey da Atelier, parte da agência de publicidade Leo Burnett, acredita que reside o verdadeiro futuro na moda. “A indústria de moda tem usado muito bem o 3D em projeções por mapping e hologramas”. A Ralph Lauren demonstrou isto em 2010, com projeções nas fachadas de suas lojas em Nova York e Londres. Já em abril de 2011, a Burberry realizou um evento para celebrar a abertura de sua nova loja em Pequim com mistura de projeção 3D com hologramas e modelos reais:


Para além do espetáculo

Para Norma Kamali, a tecnologia 3D pode e deve ir além do espetáculo. No final de 2011, Ermenegildo Zegna lançou sua loja online 3D, onde a atriz Milla Jovovich aparece como hostess de um ambiente onde o usuário pode navegar pelas prateleiras e vestir modelos com suas roupas. Até um novo nome está sendo promovido pelo criador do conceito, James Lima, que também trabalhou em “Avatar”. Em vez do website, temos o webplace.

As marcas Brooks Brothers e a Selfridges também pensam da mesma maneira e criaram um sistema onde um leitor faz uma leitura do corpo do cliente para que este possa “experimentar” roupas em suas lojas virtuais. Apesar de ser uma ideia genial, a tecnologia ainda é cara demais para ser encontrada em qualquer lugar.

Loja virtual 3D da Ermenegildo Zegna para o iPad:

O que o futuro nos reserva?

Apesar de parecer perfeitamente engatilhado, Robin Harvey da Atelier diz que tudo irá depender do sucesso da tecnologia, ou seja, se as televisões 3D começarem a ser vendidas, o mercado irá atrás, mas não é o que está acontecendo agora. O cinema parece estar bem consolidado quanto a isso, mas não se vê ou ouve falar de muitas pessoas que compraram um aparelho 3D para suas casas.

É claro que o otimismo prevalece. No mundo da moda, o 3D ainda está em fase de experimentos, mas o que todos ressaltam é a importância de se ter em mente que o seu uso deve ter um sentido, uma utilidade, e não somente ser usado para encantar o público. Nas palavras de Chris Spencer, diretor da Brand Transparency: “Atualmente me parece que o 3D é um brinquedo. Com o tempo nós vamos ver um firmamento entre o entretenimento, info-entretenimento, brand utility e brand experience”, com os dois últimos termos se referindo a elementos em produtos que deem sentido e agreguem um valor às vidas de quem os consome.

+ No Blog: ainda não viu “Pina”? Filme é bela experiência visual

Para ouvir já: as ótimas trilhas de “Drive”, “Shame” e outros lançamentos do cinema

16/03/2012

por | Cultura Pop

©Reprodução

A música já se tornou parte essencial no cinema. Seja para exaltar momentos tristes ou deixar as cenas mais emocionantes, é quase impensável um filme sem trilha sonora. O FFW selecionou cinco álbuns de longas-metragens recentes que valem a pena serem escutados. Confira nossa listinha e aproveite o fim de semana ao som de uma das canções abaixo!

“MILLENNIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES” (“THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO”)

Para a adaptação americana de “Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”, do romance do sueco Stieg Larsson, o diretor David Fincher convocou uma dupla vencedora para cuidar da trilha sonora: Trent Reznor, vocalista e fundador da banda Nine Inch Nails, e Atticus Ross, ganhadores do Oscar e do Globo de Ouro em 2011 por “A Rede Social”. O álbum, de nome homônimo ao filme, é composto por três discos e tem quase três horas de duração. Além das mais de 30 músicas compostas por Reznor e Ross, destacam-se os covers de “Is Your Love Strong Enough?”, do cantor inglês Bryan Ferry, com intepretação de Mariqueen Maandig, esposa de Reznor, e “Immigrant Song”, clássico do Led Zeppelin que ganhou nova versão na voz de Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, e está presente na instigante sequência de abertura do longa-metragem.

- “Immigrant Song”, por Karen O, Trent Reznor e Atticus Ross:

“SHAME”

A trilha sonora de “Shame”, filme de Steve McQueen que tem Michael Fassbender e Carey Mulligan como protagonistas, é composta por 15 músicas bem diferentes, mas que acompanham com perfeição as oscilações da conturbada história dos irmãos Brandon e Sissy. Dentre os destaques estão “Rapture”, do Blondie, “Let’s Get Lost”, do cantor e instrumentista de jazz americano Chet Baker, e a versão de “New York, New York”, cantada por Mulligan.

- “New York, New York”, por Carey Mulligan:

- “Rapture”, Blondie:

“SETE DIAS COM MARILYN” (“MY WEEK WITH MARILYN”)

Ao interpretar Marilyn Monroe em “Sete Dias com Marilyn”, Michelle Williams saiu completamente do lugar comum. Além de atuar, Williams cantou três músicas da trilha sonora do filme dirigido por Simon Curtis: “The Old Black Magic” e dois medleys de “When Love Goes Wrong, Nothin’ Goes Right”, “Heat Wave” e “It’s a Wrap, I found a Dream”.

- “The Old Black Magic”, por Michelle Williams:

- “When Love Goes Wrong, Nothin’ Goes Right”, por Michelle Williams: 

“DRIVE”

“Drive”, filme do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn e protagonizado por Ryan Gosling e Carey Mulligan, acompanha a história de um misterioso motorista sem nome que, além de trabalhar como mecânico e dublê de cinema em cenas de perseguição, participa de assaltos fornecendo sua habilidade ao volante. A trilha sonora é composta por 19 músicas, em sua maioria produzidas por Cliff Martinez, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers, mas o destaque é a música “Nightfall”, parceria entre o artista francês Kavinsky e a cantora brasileira Lovefoxxx, da banda Cansei de Ser Sexy (CSS).

- “Nightfall”, por Kavinsky e Lovefoxxx:

“COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO” (“WE BOUGHT A ZOO”)

Cameron Crowe é um diretor extremamente musical. Em seu currículo constam filmes em que a trilha sonora é mais que um coadjuvante, é a grande força motriz da trama: “Vida de Solteiro” (1992) e “Quase Famosos” (2000), por exemplo, ou ainda o documentário “Pearl Jam Twenty”, sobre os 20 anos de carreira da banda americana. Para “Compramos um Zoológico”, Crowe convidou a banda islandesa Sigur Rós para desenvolver toda a trilha. Jon Thor Birginsson, mais conhecido como Jónsi, compôs 15 canções que refletem o espírito mágico e delicado do longa.

- “Why Not”:

- “Boy Lilikoi”:

Gosta de cinema e tem US$ 250 mil? Pôsteres raros vão à leilão este mês

13/03/2012

por | Cultura Pop

Alguns dos cartazes que irão à leilão ©Reprodução

Por 80 anos, 33 pôsteres de filmes icônicos do início da década de 1930, período no qual o cinema sofreu uma verdadeira transformação com a introdução do áudio, foram deixados esquecidos em um sótão da Pensilvânia, Estados Unidos.

Os cartazes, que estavam grudados com cola de papel de parede, foram encontrados em uma casa que tinha seus bens à venda na cidade de Berwick, nordeste da Pensilvânia, e vendidos em um leilão local pela quantia de US$ 30 mil (cerca de R$ 54 mil). Agora, sob consignação para a Heritage Auctions, uma das maiores casas de leilão do mundo, localizada em Dallas, os pôsteres têm expectativa de arrecadar US$ 250 mil (aproximadamente R$ 450 mil), no próximo dia 23 de março.

Quase intactos, eles receberam pequenos toques de restauração: “As cores não viram a luz do dia por 80 anos”, contou Grey Smith, da Heritage Auctions, ao jornal britânico “Daily Mail”. Entre os itens encontrados estão cartazes raríssimos de filmes como “Inimigo Público”, “Cimarron”, “The Front Page” e “Alma no Lodo” (“Little Caesar”), todos de 1931, e há versões, inclusive, que nunca foram vistas anteriormente.

“Dracula”, 1931 ©Reprodução

A grande estrela do leilão é o pôster de “Drácula”, filmado em 1931 e protagonizado pelo húngaro Bela Lugosi, eternizado no papel do mestre de todos os vampiros. O cartaz tem o lance inicial de US$ 200 mil (R$ 360 mil) e, se depender do histórico positivo (um exemplar idêntico foi vendido em 2009 por US$ 310 mil (aproximadamente R$559 mil), o filme de terror vai ultrapassar o valor de qualquer outro cartaz de cinema já vendido.

Ten-Cents-a-dance
©Reprodução
Cartaz de ''Ten Cents a Dance'', de 1931
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Novo filme de Sofia Coppola tem Emma Watson no papel de jovem assaltante

02/03/2012

por | Cultura Pop

Emma Watson, que atuará no próximo longa de Sofia Coppola ©Reprodução

Após a colaboração com a Marni e a H&M, Sofia Coppola vai retornar à produção de longas-metragens. Segundo o site “The Hollywood Reporter”, a diretora já começou a produção de “The Bling Ring”, que terá a britânica Emma Watson como protagonista e contará a história de um grupo de jovens obcecadas por moda e fama que invade casas de celebridades em Los Angeles.

Para o roteiro do novo filme, Coppola se inspirou no caso real de adolescentes que saqueavam casas de famosos em Beverly Hills em busca de roupas de luxo e joias. A quadrilha, formada em sua maioria por garotas, foi descoberta e presa no final de 2009, mas atuou por quase um ano na região e roubou Rachel Bilson, Paris Hilton, Megan Fox, Orlando Bloom, entre outros. Ao comentar a escolha do tema, a diretora afirmou que sua proposta é “revelar uma visão sóbria da nossa cultura atual”.

À parte Emma Watson, “The Bling Ring” só tem a confirmação de Roman Coppola, irmão mais velho de Sofia, e Youree Henley na produção. No entanto, o filme já começa a ser rodado na primavera em Los Angeles – outono no Brasil, ao que a diretora já adiantou: “Estou entusiasmada com o jovem elenco que estamos montando”.

Se o novo longa mantiver as típicas características da filmografia de Sofia Coppola, que conta com “As Virgens Suicidas” (1999), “Encontros e Desencontros” (2003), “Maria Antonieta” (2006) e “Um Lugar Qualquer” (2010), “The Bling Ring” será um prato cheio para quem aprecia filmes com fotografia e história tocantes.

Maior exposição sobre Marilyn Monroe estreia neste domingo em São Paulo

02/03/2012

por | Cultura Pop

Fotografia de Douglas Kirkland, 1961 ©Reprodução

Com suas curvas estonteantes e seu jeito ingenuamente sensual, Marilyn Monroe conquistou diretores da magnitude de Billy Wilder, John Huston e Fritz Lang, além de fotógrafos e artistas plásticos míticos, como Henri Cartier-Bresson, Richard Avedon e Andy Warhol. Mesmo após 50 anos de sua morte – completados em agosto deste ano – a americana, que nasceu em Los Angeles em 1926 e superou uma infância conturbada em lares adotivos para transformar-se em uma das mais celebradas atrizes do cinema e ícone da cultura pop do século XX, continua referência de beleza e glamour. Como homenagem ao cinquentenário de falecimento deste cânone hollywoodiano, a Cinemateca Brasileira apresenta, a partir de 04.03, a exposição “Quero ser Marilyn Monroe!”.

Marilyn por Cecil Beaton e Henri Cartier-Bresson ©Reprodução

A mostra, que já foi exibida em diversos países da Europa, além de Estados Unidos e Canadá, conta com um acervo de 125 obras entre fotografias e pinturas de artistas contemporâneos. A partir destes trabalhos – e da apresentação dos mais importantes filmes de Marilyn, bem como do documentário “Marilyn Monroe: o fim dos dias” (2001), de Patty Ivins Specht –, a exposição pretende dissecar a mulher por trás do sex symbol, inclusive suas muitas vulnerabilidades.

Por meio das imagens que estarão expostas na Cinemateca, será possível compreender um pouco sobre a trajetória de Marilyn, dos tempos de aspirante a atriz à estrela internacional. Já na entrada da mostra, a bela “Red Velvet Pose”, fotografia tirada por Tom Kelley em 1949 para a “Playboy”, apresenta uma ainda desconhecida Marilyn (aos 22 anos), enquanto na série “One Night with Marilyn”, do fotógrafo Douglas Kirkland, a atriz aparece no auge de sua fama  – e apenas um ano antes de morrer – envolta por lençóis.

Marilyn Monroe por Douglas Kirkland e Tom Kelley ©Reprodução

A obra cinematográfica de Marilyn também terá grande destaque através da exibição de filmes como “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) e “O Pecado Mora Ao Lado” (1955), clássicos de Billy Wilder; “Os Homens Preferem as Louras” (1953), dirigido por Howard Banks; “Torrente de Paixão” (1953), de Henry Hathaway; “A Malvada” (1950), longa-metragem protagonizado por Bette Davis em que Marilyn aparece como figurante; e “Os Desajustados” (1961), último papel da americana antes de falecer, em 1962.

A carreira de Marilyn Monroe pode ter sido breve, mas sua figura continua extremamente presente na cultura popular — prova disto são os editoriais e as campanhas com alusão ao estilo da atriz, sem contar o filme “Sete Dias com Marilyn”, lançado em 2012 e protagonizado por Michelle Williams. Alguém duvida que esta exposição é imperdível para os amantes do cinema, da fotografia e da moda?

“Quero ser Marilyn Monroe!” @ Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Exposição: de 4 de março a 1° de abril (todos os dias, das 10h às 22h)
Mostra de filmes: de 4 a 25 de março (terça a domingo)
Entrada Franca
(11) 3512-6111 (ramal 215)
+ www.cinemateca.gov.br

Heidi-Popovic-Marilyn
©Heidi Popovic/Reprodução
''Marilyn Contemporary'', de Heidi Popovic (2008)

Oscar 2012: saiba tudo sobre os concorrentes a Melhor Figurino

22/02/2012

por | Cultura Pop

@FFW

A maior – e mais famosa – premiação da indústria cinematográfica, o Oscar, acontece dia 26 de fevereiro nos Estados Unidos. Como aquecimento, o FFW destrincha os cinco filmes indicados a uma das categorias mais fascinantes do cinema: o figurino. Como habitual, os filmes de época prevalecem como destaques, mas este ano abrangem períodos bem distintos: da Inglaterra de Elizabeth I (século XVI) à Paris da década de 1930, passando pela Hollywood de 1920.

“ANONYMOUS”

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

O filme britânico “Anonymous” se passa na Inglaterra do século XVI e especula a verdadeira história de William Shakespeare. Em uma época dominada por intrigas políticas e romances ilegais, o longa-metragem dirigido por Roland Emmerich foca nas personagens masculinas. Em consequência, o figurino, desenvolvido por Lisy Christl, é repleto de indumentárias de cores escuras e terrosas, com direito a espartilhos, gibões, braguilhas, rufos e chapéus, além da inclusão de elementos tipicamente militares em algumas cenas. A Rainha Elizabeth I, único destaque feminino de “Anonymous”, é a responsável pelas roupas mais ornamentadas e em tons mais coloridos.

“JANE EYRE”

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

Escrito por Charlotte Brontë em 1847, “Jane Eyre” tornou-se um clássico da literatura inglesa e, como todas as obras literárias que se propagam no tempo e se transformam em “clássicos”, ganhou inúmeras adaptações para o cinema e televisão. Nesta versão de 2011, produzida pela rede britânica BBC e dirigida por Cary Fukunaga, o figurino da história da órfã que é rejeitada pela tia, vai viver em um colégio interno, converte-se em preceptora e depois em rica herdeira reflete todas as fases por que passa a jovem Jane: os vestidos escuros e em tecidos rústicos dão lugar, no final, a cores claras e leves, como a própria alma da protagonista. Michael O’Connor, o responsável pelo figurino do longa-metragem, é velho conhecido da Academia – ganhou o Oscar em 2008 na categoria por “A Duquesa”.

“O ARTISTA”

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

Pode parecer brincadeira, mas o filme sensação do ano é francês, preto e branco e mudo. Em “O Artista”, do diretor e roteirista Michel Hazanavicius, o glamour e a magia dos anos 1920 são capturados por meio da história de George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo que cai no ostracismo com o surgimento das películas faladas, e Peppy Miller (Bérénice Bejo), aspirante à estrela. O figurino primoroso, desenvolvido pelo americano Mark Bridges, tem nos smokings, cartolas, vestidos de melindrosa e chapéus cloche os grandes destaques – uma pena que não possamos ver esses últimos em cores, mas faz parte do charme da produção.

“A INVENÇÃO DE HUGO CABRET”

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

Ambientado na Paris dos anos 1930, “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese, conta a história de um garoto de 12 anos que perde o pai em um incêndio e passa a viver com o tio, relojoeiro que trabalha na estação ferroviária de Montparnasse mantendo os relógios sempre intactos. Após o desaparecimento do tio, Hugo tem que viver sozinho entre os muros da estação, mantendo os relógios, roubando comida e tentando finalizar o projeto que seu pai deixou antes de morrer: um robô autômato. O figurino do filme ficou a cargo da inglesa Sandy Powell, já indicada ao Oscar dez vezes na categoria (e vencedora de três: em 2009 por “A Jovem Rainha Victoria”, em 2004 por “O Aviador” e em 1998 por “Shakespeare Apaixonado”).

“W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO”

“W.E.”, 2011 @Reprodução

“W.E.”, 2011 @Reprodução

O segundo filme de Madonna como diretora traz a trajetória real do Rei Edward VIII, que no final da década de 1930 abdicou do trono inglês para casar com a socialite americana (e divorciada duas vezes) Wallis Simpson. Paralelamente, é narrada a história ficcional de Wally Winthrop (Abbie Cornish) que, em 1998, é fascinada pelo amor de Wallis e Edward e busca conhecer a fundo os fatos do que considera como “o romance do século”. O figurino de “W.E.”, extremamente bem feito, foi elaborado por Arianne Phillips, stylist de Madonna há mais de uma década. A personagem de Wallis Simpson, vivida por Andrea Riseborough, ganhou um “guarda-roupa” de mais de 80 vestidos, entre os quais vários de marcas como Balenciaga, Christian Dior, John Galliano, Vionnet e Issa, além de joias Pierre Cartier e chapéus Stephen Jones (o figurino, aliás, fez tanto sucesso que ganhou um editorial na “Vanity Fair” americana).

+ Confira os indicados em outras categorias do Oscar 2012

Com Kate Winslet, novo filme de Polanski satiriza sociedade americana

16/12/2011

por | Cultura Pop

Cena de ”Carnage”, novo filme de Roman Polanski ©Reprodução

Com um ponto de partida aparentemente simples – o bullying – o novo filme do diretor franco-polonês Roman Polanski, que estreia esta sexta (16-12) nos Estados Unidos,  ultrapassa as barreiras da superficialidade e apresenta quase 90 minutos de crítica aos costumes e hábitos da classe média nova-iorquina. Em “Carnage”, adaptação da peça “God of Carnage” da escritora francesa Yasmina Reza, somos introduzidos a dois casais que se reuniram para discutir o comportamento agressivo de seus filhos.

O problema vivido pelos protagonistas, interpretados por Christoph Waltz, Kate Winslet, Jodie Foster e John C. Reilly, parece ser de fácil resolução, mas acaba por ganhar proporções gigantescas quando fraquezas, hipocrisias e preconceitos são confrontados (daí o nome “Carnage”, que significa carnificina em português). Polanski, proibido de entrar nos Estados Unidos desde 1978 após uma acusação de estupro, aproveita “Carnage” para expor os desvios de um segmento da sociedade americana com anseios de elite e cheia de falsas ideologias. O impedimento do diretor de entrar nos Estados Unidos, aliás, fez com que o longa fosse gravado em Paris e não em Nova York. Por sorte, a trama se passa toda basicamente em um apartamento.

Recebido positivamente em sua estreia no Festival de Veneza, “Carnage” é uma sátira que, mais que discutir a violência entre os jovens, incita o espectador a uma reflexão acerca das máscaras que são criadas para o convívio em sociedade. Como se não bastasse a temática instigante, o desempenho dos atores envolvidos no filme foi celebrado pela crítica e valeu a Kate Winslet e Jodie Foster indicações ao Globo de Ouro. Aqui no Brasil, no entanto, vamos ter que esperar um pouco mais para conferir o longa, já que por aqui ainda não há previsão de lançamento.

 

Carnage-Polanski-2011
©Reprodução
Poster de "Carnage", novo filme de Polanski

“NYT” faz releitura de vilania clássica com astros contemporâneos

09/12/2011

por | Cultura Pop

Mia Wasikowska como Bob, da série Twin Peaks, de David Lynch ©Alex Prager/Reprodução

Aproveitando o clima de expectativa para as nomeações do Oscar 2012, a “NY Times Magazine” soltou nesta semana sua nova edição com o tema Hollywood. Em uma das seções está o projeto genial do fotógrafo e cineasta Alex Prager, intitulado Touch of Evil, que consiste em uma vídeo-galeria com vinhetas em homenagem aos diferentes arquétipos de vilões no cinema. Alex é conhecido por construir uma atmosfera cinematográfica em suas fotografias, sempre com cores muito saturadas e grande profundidade de referências em cada uma de suas imagens, criando cenas que parecem pertencer a uma narrativa maior, que nunca é entregue, mas sim implícita no figurino, poses, expressões e cenário.

Para essas filmagens, a inspiração dos personagens veio de diversos filmes clássicos, assim como de figuras de personagens recorrentes no cinema do suspense. Quem atua nesses vídeos? Simplesmente alguns dos maiores nomes do cinema atual: Brad Pitt, Rooney Mara, Gary Oldman, Mia Wasikoska, Ryan Gosling, George Clooney, Viola Davis, Kirsten Dunst, Michael Shannon, Jessica Chastain, Jean Dujardin, Adepero Oduye e Glenn Close. Confira abaixo as referências usadas:

1. Henry Spencer em “Eraserhead” (1977), de David Lynch;
2. Imagens de homens invisíveis, como em “O Homem Invisível” (1933) e a foto do artista chinês Liu Bolin, que faz autorretratos se camuflando em ambientes urbanos;
3. O boneco de ventríloco Fats de “Magia Negra” (1978);
4. A enfermeira em “Um Estranho no Ninho” (1975);
5. Gordon Gekko, o personagem de Michael Douglas em “Wall Street” (1987);
6. Capitão Bligh de “O Grande Motim” (1935);
7. Anna Quadri de “O Conformista” (1970), de Bernardo Bertolucci;
8. A estrela dos filmes mudos Theda Bara;
9. Catherine Deneuve como Carole em “Repulsa ao Sexo” (1965), de Roman Polanski;
10. Faye Dunaway como Bonnie Parker em “Bonnie e Clyde” (1967);
11. Alex do clássico “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick;
12. Uma cena de “Hooligans” (2005);
13. Lana Turner como Cora Smith em “The Postman Always Rings Twice” (1946);

Assista a alguns dos vídeos:

Brad Pitt como Eraserhead:

Rooney Mara como Alex, de “Laranja Mecânica”:

Gary Oldman como o boneco ameaçador de “Magia Negra”:

Viola Davis como a enfermeira de “Um Estranho no Ninho”:

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Acesse a página da NY Times Magazine para assistir a todos os vídeos.

Mostra de cinema no CCBB foca em filmes do diretor Clint Eastwood

06/12/2011

por | Cultura Pop

Clint Eastwood é tema de mostra no CCBB ©Reprodução

Clint Eastwood dispensa apresentações, tanto como ator quanto como diretor. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Ministério da Cultura resolveram revelar a trajetória de Eastwood em uma mostra especial. Em “Clint Eastwood – Clássico e Implacável”, o público de São Paulo e de Brasília pode ter um contato mais profundo com as obras do cineasta.

As sessões em São Paulo começaram nesta terça-feira (06.12) e seguem até o dia 30 deste mês. Em Brasília, as apresentações começam em 13 de dezembro e se estendem até o dia 8 de janeiro. As exibições dos longas são gratuitas na capital federal e custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia) em São Paulo.

Serão exibidos 43 filmes, que vão dos mais antigos, como “Por um punhado de dólares”, de 1964, que ajudou a deslanchar a carreira de Clint, até os mais recentes como “Além da Vida”, de 2010. Veja os trailers:

“Por um punhado de dólares” (1964)

“Além da Vida” (2010)

Além da exibição dos longas, o CCBB será palco de debate sobre o cineasta, e um catálogo sobre sua obra será publicado. Para acompanhar a programação completa, acesse o site da mostra.

Super dossiê: saiba quais são os filmes mais aguardados para 2012!

Entramos em novembro. Daqui para frente os olhares – e as expectativas – já estão em 2012, inclusive no cinema. E o WGSN fez uma lista com os lançamentos que têm tudo para agradar, seja qual for seu tipo de filme preferido. Confira abaixo – e assista a todos os trailers, para ir matando a vontade.

CERTEIROS

“The Hobbit” ©Reprodução

Embora, como já dizia o roteirista William Goldman, em Hollywood ninguém tenha certeza de nada, há filmes nos quais os estúdios apostam suas fichas sem muito medo, pois sabem que sim, eles irão render uma excelente bilheteria. É o caso do novo Batman, “The Dark Knight Rises”, que tem Anne Hathaway, e “The Avengers” (versão em filme de “Os Vingadores”). “The Amazing Spider Man”, da Sony, até traz certo risco, já que tem outro ator no papel de Peter Parker (Andrew Garfield, que fez “A Rede Social”) e outra Mary Jane (Emma Stone, de “A Mentira”). E não se pode esquecer de “O Hobbit”, que fará a felicidade de nerds do mundo todo no final de 2012.

+ Trailer “The Dark Knight Rises”:

+ Trailer “The Amazing Spider Man”:

+ Trailer “The Avengers”:

GRANDE APOSTA

A Disney está confiante com o lançamento do ano que vem “John Carter”, já que a história é um tanto parecida com “Avatar”, que foi um sucesso estrondoso. Nele, John Carter é um veterano de guerra abduzido por aliens de Marte, e lá precisa resgatar uma princesa da tirania local. A obra é de Edgar Rice Burroughs, autor de “Tarzan”. Os riscos, porém, envolvem a produção, já que é o primeiro filme em live-action do diretor Andrew Stanton (que fez “Procurando Nemo”) e é uma história não muito conhecida pelo público alvo.

+ Trailer “John Carter”:

AÇÃO EM CONTOS DE FADAS

Em 2010, “Alice nos País das Maravilhas” rendeu US$ 1 bilhão de bilheteria. Prova mais do que suficiente para que os estúdios acreditassem no poder dos contos de fadas. Para 2012, são pelo menos dois títulos que seguem o ‘Era uma vez’, e ambos são ramificações da história da Branca de Neve. “Evil Queen” traz Julia Roberts no papel titulo, e Lily Collins como a Branca de Neve que quer recuperar seu reino destruído, com a ajuda de sete anões. No outro, “Snow White and the Huntsman”, são Charlize Theron, Chris Hemsworth e Kristen Stewart que fazem os papéis principais, no caso, a Rainha, o Caçador e Branca de Neve.

“Evil Queen” e “Snow White and the Huntsman” ©Reprodução

REVIVALS

2012 será também o ano de tirar a poeira de seriados clássicos e transformá-los em filmes, ou de reanimar franquias que estão a algum tempo descansando, além dos remakes. É o caso de “Dark Shadows”, seriado que foi ao ar entre 1966 e 1971, que será filmado por Tim Burton, estrelando Johnny Depp (de novo!) como o vampiro Barnabas Collins, ou de “Twilight Zone”, que passou entre 1959 e 1964 e que agora vai virar filme pela companhia de Leonardo Di Caprio.

“Dark Shadows”, de Tim Burton ©Reprodução

Já as franquias, aguarde para ano que vem “Men in Black III”, “American Reunion”, (o mais recente da série “American Pie”), “Prometheus”, de Ridley Scott (uma sequência de “Alien”), uma terceira “Bridget Jones’s Diary” e um novo filme dos Muppets. De remakes, podemos esperar um novo “O Vingador do Futuro”, com Colin Farrell, e um novo “Dirty Dancing”!

+ Trailer “Men in Black III”

+ Trailer “Prometheus”:

+ Trailer “The Muppets”:

FICÇÃO INFANTO-JUVENIL

Depois de se acabaram as reservas dos estúdios para os ‘jovens adultos’, com todos os Harry Potter lançados e o último “Crepúsculo” chegando aos cinemas ainda esse ano, os estúdios estavam a procura de algo para suprir a demanda. Eis que o escolhido para 2012 é o primeiro da série de filmes baseados na trilogia “Hunger Games” (“Jogos Vorazes”, no Brasil), de Suzanne Collins, na qual uma jovem se depara com ação em um futuro caótico.

+ Trailer “Hunger Games”:

APIMENTADOS

Para os estúdios, após o sucesso de “The Hangover: Part II” e “Bridesmaids” ficou bastante claro que há uma procura por comédias, digamos assim, um pouco mais apimentadas. Por isso mesmo, em 2012, a oferta de filmes do mesmo estilo será grande. “Bachelorette” traz Kirsten Dunst, Isla Fisher e Lizzy Caplan em uma espécie de versão feminina de “The Hangover”, enquanto “The Sitter”, com Jonah Hill, faz comédia envolvendo mau comportamento e crianças colocadas em perigo.

“Magic Mike” traz a história de um stripper masculino, vivido por Channing Tatum, que é mentor de Alex Pettyfer, ao lado de Joe Manganiello (o Alcide do seriado “True Blood”) e de Matthew McConaughey, que aparentemente tem um problema em cobrir o tórax. Melissa McCarthy, de “Mike & Molly”, está no elenco de “This Is 40”, sequência de “Ligeiramente Grávidos”, que também tem Paul Rudd, Megan Fox, Jason Segel, Chris O’Dowd e Leslie Mann.

+ Trailer “The Sitter”:

FILMES DE PRESTÍGIO

Um diretor de primeira, atores indicados ao Oscar e um clássico – literalmente – estão em “The Great Gatsby”. Dirigido por Baz Luhrmann, que fez “Moulin Rouge”, traz Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan no elenco, além de algo no mínimo curioso: o filme será em 3D. Pacote parecido está na adaptação de “Anna Karênina”, romance do russo Tolstói, que terá direção de Joe Wright (de “Desejo e Reparação”), com Keira Knightley, Jude Law e Aaron Johnson no elenco, além de roteiro adaptado por Tom Stoppard, de “Shakespeare Apaixonado”.

Pôster de “The Iron Lady”, com Meryl Streep e Carey Mulligan em cena de “The Great Gatsby” ©Reprodução

“War Horse”, adaptação ao cinema do romance de Michael Morpurgo, é o próximo filme de Steven Spielberg, que conta a história de um cavalo vendido para o exército, e que vai lutar na Primeira Guerra Mundial. O jovem ator do filme, Jeremy Irvine, também está no longa “Great Expectations”, de Mike Newell, adaptação de uma história de Charles Dickens, que conta também com Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. No âmbito das biografias, 2012 terá “J. Edgar”, de Clint Eastwood, que conta a história da formação do FBI e do seu primeiro e controverso diretor, John Edgar Hoover, vivido por Leonardo Di Caprio, e “The Iron Lady”, que com certeza valerá o ingresso do cinema: traz Meryl Streep, indicada 16 vezes ao Oscar, como a Primeira Ministra da Inglaterra Margaret Thatcher.

+ Trailer “War Horse”:

+ Trailer “J. Edgar”:

+ Trailer “The Iron Lady”:

CINEMA DE AUTOR

Entre os filmes que alimentarão festivais como Cannes, Veneza e Berlim, se destacam o novo de Wong Kar Wai, chamado “The Grandmasters”, com Ziyi Zhang e Tony Leung, que marca o retorno do diretor às artes marciais, 17 anos depois do seu último filme com a temática, “Cinzas do Passado”; “Amour”, de Michael Haneke, que dirigiu ‘A Fita Branca’, estrelando Isabelle Huppert; “The End”, de Abbas Kiarostami, de “Cópia Fiel”; e “Après Mai”, de Olivier Assayas, que dirigiu o longa “Carlos”, de cinco horas de duração.

Jacques Audiard, que dirigiu “O Profeta”, dá um grande passo em sua carreira ao fazer o filme “Rust and Bone”, com um orçamento de US$ 22 milhões e com Marion Cotillard no papel principal, mas há rumores de que o filme só chegue aos cinemas em 2013. O mesmo vale para “Nymphomanic”, o drama com sexo hardcore de Lars Von Trier.

+ Trailer “The Grandmasters”:

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Amor e guerra: assista ao trailer e veja foto do primeiro longa de Angelina Jolie

01/11/2011

por | Cultura Pop

Angelina Jolie tenta a chance como diretora ©Reprodução

Angelina Jolie se prepara para lançar seu primeiro filme como roteirista e diretora de cinema. Na verdade, é sua estreia em longa de ficção, pois em 2007, ela dirigiu “A Place in Time”, um documentário que captura a vida de pessoas em 27 locais diferentes durante uma semana.

Agora, em “In The Land of Blood and Honey” (ainda sem tradução para o português), Angelina conta a história dos protagonistas Zana Marjanovic e Goran Kostic, que interpretam um casal (ela muçulmana, ele sérvio), durante a guerra da Bósnia.

Por conta disso, ela voltou a ser capa das principais revistas. Esperava-se que a crítica especializada se armasse diante da ideia de um filme dirigido por Jolie, mas por enquanto tem recebido bem a ideia.  Angelina descreve o longa como “específico sobre a guerra da Bósnia, mas também de valor universal. A intenção é contar uma história sobre a interferência de uma guerra nas relações humanas e em seus comportamentos”. Veja o trailer abaixo:

A história de amor foi rodada com um elenco basicamente local (o ator mais famoso é o croata Rade Šerbedžija, que esteve no elenco de “Snatch – Porcos e Diamantes”) e as cenas foram gravadas em inglês, em bósnio e servo-croata.  Antes de começar a filmar, Angelina enviou o roteiro a repórteres, escritores e pessoas locais que passaram pela experiência da guerra. “Se eles tivessem me falado que estava ruim, eu não teria feito”, ela disse à “Vanity Fair”. Rodado em Sarajevo e Budapeste, o filme procura ser o mais honesto possível com os acontecimentos, resultando em experiências intensas para aqueles que de fato vivenciaram isso de alguma forma. “Sabia que seria duro. Pedir para que eles vivessem isso novamente não foi fácil. Eles tiveram que confiar muito em mim”.

A protagonista é a atriz bósnia Zana Marjanovic, que interpreta a muçulmana Ajla ©Reprodução

Nos Estados Unidos, o longa está previsto para chegar às telas no dia 23 de dezembro. A produção ainda não tem data prevista de estreia no Brasil.

Os 10 filmes ‘tem-que-ver’ da 35ª Mostra Internacional de Cinema

“A Doce Vida”, o clássico de Fellini ©Reprodução

Começa hoje (21.10) a 35ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que comemora os 35 anos do evento, mas marca a primeira edição sem a presença de seu criador, Leon Cakoff, que morreu no dia 14 de outubro, deixando o mundo do cinema de luto.

Mas como já é sabido, “o show tem que continuar”, e fizemos uma seleção de filmes ‘tem que ver’, misturando lançamentos, moda e clássicos. Nessa edição, que está mais enxuta, serão 250 filmes espalhados por 15 salas, e com uma novidade: só serão exibidos filmes estrangeiros inéditos no país, ou seja, que ainda não passaram em nenhum outro festival, como o do Rio.

Talvez seja esse o motivo para documentários de moda como “The Eye Has to Travel”, sobre a editora de moda Diana Vreeland, e “Jean Paul Gaultier ou les codes bouleversés”, dirigido pela ex-modelo Farida Khelfa, terem ficado de fora dessa edição da Mostra.

Ainda que em número menor, não é nada fácil fazer sua seleção para comprar os ingressos entre as duzentas e cinquenta obras exibidas. Então olha só a seleção que o FFW preparou… e bom filme a todos!

“A DOCE VIDA” – Federico Fellini

Chance para quem não nasceu para ver essa obra prima no cinema, que foi ganhadora da Palma de Ouro em Cannes, e é o primeiro filme de Marcello Mastroianni com Fellini. Se você ainda não está convencido, saiba que é esse o filme responsável por popularizar o termo “paparazzi”, além de contar com um figurino esplendoroso assinado por Piero Gherardi, que inclusive ganhou o Oscar de Melhor Figurino, na época.

“FORA DO FIGURINO” – Paulo Pélico

Esse documentário brasileiro, dirigido por Paulo Pélico, levanta uma questão extremamente pertinente para a indústria de moda brasileira: o padrão de medidas. O filme mostra as implicações econômicas e sociais do mercado, já que as medidas utilizadas no Brasil não têm relação com as dos mercados internacionais, e no próprio país não há uma tabela, já que nunca houve um levantamento antropométrico que apontasse as medidas brasileiras médias. Sabe aquilo de vestir 38 de uma marca e 42 de outra? Então.

“HABEMUS PAPAM” – Nanni Moretti

Indicado por diversos críticos de cinema, o filme italiano faz uma espécie de brincadeira com o processo de escolha do próximo papa. Como ninguém – exceto os religiosos – jamais pode adentrar nessas reuniões coube ao cineasta imaginar o que raios acontece lá dentro.

“NINGUÉM ALÉM DE VOCÊ” – Geráld Hustache-Mathieu

O francês “Ninguém além de você” traz um escritor parisiense de best-sellers policiais com bloqueio criativo, chamado Rousseau, e a modelo Candice Lecoeur, famosa por estampar o rótulo do queijo “Belle de Jura”, que após uma sessão de regressão, fica totalmente obcecada com a ideia de que é a própria reencarnação da diva do cinema Marilyn Monroe. Os dois se encontram, mas só após Candice ser encontrada morta, supostamente por “ingestão de pílulas”, e Rousseau ser o único a não acreditar na causa de sua morte.

“O FUTURO” – Miranda July

A diretora e atriz Miranda July cria uma fábula sobre os tempos modernos, centrada em um casal de Los Angeles que pretende adotar um gato, chamado Paw Paw, e se vê diante da necessidade de fazer baitas mudanças em suas vidas. Vale a pena ver também uma das cenas excluídas da versão final, que foi parar no Nowness, na qual a personagem Sophie tenta se manter longe das distrações da internet.

+ “A Handy Tip for the Easily Distracted”

“TAXI DRIVER” – Martin Scorsese

Uma das obras-primas de Martin Scorsese, é a chance de ver a cópia restaurada do filme, versão inédita apresentada apenas no Festival de Berlim. De 1976, o figurino de Ruth Morley é fonte de referência para muito dessa tendência ‘70’s’ que tem dominado a moda. Além disso, é a chance de ver Jodie Foster aos 12 anos atuando com Robert de Niro, que dirigiu durante um mês um táxi, 12 horas por dia, para fazer o papel.

“TOAST” – S.J. Clarkson

Ambientado na Inglaterra dos anos 60, conta a história do chef de cozinha Nigel Slater, que virou uma celebridade, desde a infância. O garoto, que lia livros de culinária embaixo do cobertor com uma lanterna, costumava dizer que “é impossível não amar alguém que te faz torradas”, no caso, a mãe, que morre. Ele se vê compelido a conviver com a madrasta, vivida por ninguém menos que Helena Bonham Carter, que faz faxina de salto alto e minissaia, e cozinha estupendamente bem, criando uma disputa entre os dois.

“TUDO PELO PODER” – George Clooney

falamos sobre o longa quando foi apresentado no Festival de Veneza, e dessa vez é hora dos brasileiros terem a chance de assistir o quarto filme com direção do ator-galã George Clooney. O centro de “Tudo pelo Poder” é uma campanha política, e todos os imbróglios que a envolvem. A temática não poderia ser mais atual e pertinente. Ryan Gosling e Evan Rachel Wood, dois bons atores da nova safra de Hollywood, também estão no elenco.

“UMA RUA CHAMADA PECADO” – Elia Kazan

O filme faz parte da retrospectiva dessa edição da mostra, sobre o diretor Elia Kazan, conhecido por trazer em seus filmes as dores do século 20 (como o comunismo e a delação) em seus filmes. Em “Uma Rua Chamada Pecado”, de 1951, somos agraciados pelas atuações de Vivien Leigh, de “…E o vento levou”, que levou o Oscar de Melhor Atriz, e de Marlon Brando, símbolo sexual da época.

+ Confira a programação completa e os endereços das salas de exibições no site da Mostra Internacional de Cinema

Mamma Mia! Itália dos anos 50 ganha exposição recheada de musas ícones

1959, Roma, Anita Ekberg ©Reprodução

Os anos 50 foram época de efervescência no cinema Italiano, e Roma era o lugar para se estar. Federico Fellini fazia “Noites de Cabíria” e finalizava “A Doce Vida”, Vittorio de Sica filmava “Duas Mulheres” com Sophia Loren – que depois ganharia o Oscar de Melhor Atriz por este filme – e todos os grandes cineastas e artistas do cinema aproveitavam o clima mediterrâneo do país, que foi palco de filmagem de diversos filmes de Hollywood na mesma época, como “A Princesa e o Plebeu”, de William Wyler, com Audrey Hepburn.

1956, Roma, Brigitte Bardot ©Reprodução

E a atmosfera disso tudo pode ser conferida agora em uma exposição em Nova York, chamada “La Dolce Vita. 1950-1960. Stars and celebrities in the Italian Fifties”, que conta com 84 imagens das estrelas, cuja maioria não foi publicada até hoje, sendo inédita para a audiência americana. Personalidades como Brigitte Bardot, de ”E Deus Criou a Mulher”, Clark Gable, de “E o vento levou…”, e Anita Ekberg, de “A Doce Vida”, estão presentes na mostra. A exposição não traz apenas pessoas, mas desvenda a atmosfera italiana de uma de suas décadas mais interessantes – e por que não, divertida?

1957, Roma, Kim Novak ©Reprodução

A mostra, que já passou uma temporada em Roma em 2010, tem curadoria de Marco Panella, é promovida pelo Ministério do Turismo, Cinema e Artes da Itália, e pode ser vista no “Eataly New York”, uma das lojas “made in Italy” mais apreciadas da Quinta Avenida de Nova York.