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Florence! Entenda o hype por trás dessa nova diva, que faz shows no Brasil

©Yasmin Araújo*

Logo após o lançamento do álbum “Lungs”, em 2009, a música do Florence and the Machine foi definida pelo jornal britânico “The Telegraph” como “um encontro de Kate Bush com Aretha Franklin”. O disco – e seus seis singles – rapidamente alcançou as paradas de sucessos do mundo todo, incluindo o primeiro lugar na Inglaterra e nos Estados Unidos. Florence Welch, a voz e a mente por trás da banda, conquistou editoras de moda e grandes estilistas com seu estilo boêmio e meio retrô. Em fevereiro de 2011, a cantora foi citada por Frida Giannini, diretora criativa da Gucci, como uma das musas inspiradoras de sua coleção de Outono/Inverno 2011, que comemorava os 90 anos da maison italiana. Pouco depois, a ruiva tornou-se a embaixadora oficial da marca (com direito a figurino desenvolvido por Giannini exclusivamente para sua turnê norte-americana). Como se isso já não fosse o bastante, a cantora se apresentou no desfile de Primavera/Verão 2012 da Chanel e deixou a passarela de braços dados com Karl Lagerfeld. Este mês, Florence desembarca no Brasil como uma das principais atrações do Summer Soul Festival, que acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Florence com o figurino total Gucci de sua turnê americana ©Reprodução

Florence Leontine Mary Welch, ou “Flo”, como gosta de ser chamada, nasceu em agosto de 1986 em Camberwell, distrito localizado ao sul de Londres. Filha de um publicitário aficionado por música e uma historiadora especializada em Renascença, a inglesa cresceu em meio às artes e começou a cantar muito cedo nos casamentos e funerais de famílias conhecidas. A precocidade e o interesse artístico, somados à separação de seus pais, fizeram com que Florence tivesse uma vida acadêmica conturbada e culminaram em um diagnóstico de dislexia e dispraxia. Apesar dos problemas domésticos – após o divórcio, sua mãe se mudou com ela e seus dois irmãos para morar com um vizinho, que também possuía três filhos – a inglesa continuou se apresentando, mas agora em bares e clubes noturnos locais, até entrar para a Faculdade de Artes de Camberwell, onde produzia instalações que, segundo ela, serviam apenas para sua própria distração.

Decidida a seguir a carreira musical, Florence largou a faculdade e ao lado da amiga Isabella Summers formou o Florence Robot/Isa Machine, que depois passou a se chamar apenas Florence and the Machine: “O nome [da banda] começou como uma piada interna. Eu fazia música com minha amiga e chamávamos uma a outra de Isabella Machine e Florence Robot”. A grande chance da inglesa, no entanto, veio por acaso e de maneira muito inusitada: em dezembro de 2006, Mairead Nash, da dupla de DJs Queens of Noise, convidou uma amiga de Florence para tocar em um bar. Florence, então com 19 anos, apareceu no local completamente embriagada e prendeu Nash no banheiro, obrigando a DJ a ouvi-la cantar a música “Something’s Got a Hold On Me” de Etta Jones.

Florence de braços dados com Lagerfeld e de Chanel em jantar da marca na Semana de Moda de Paris ©Reprodução

Uma semana depois, Florence Welch estava cantando em uma festa organizada por Nash, que posteriormente concordou em agenciá-la. O disco de estreia, “Lungs”, não demorou a sair: composto com melodias que misturam coros a harpas, temáticas que variam entre a leveza do amor e o drama da solidão, o álbum é repleto de referências fantásticas, que em muitos momentos transportam o ouvinte para um mundo de conto de fadas – o mundo particular de Florence.

As melodias compostas por Florence Welch deram vida a clipes apoteóticos, como “Rabbit Heart (Raise It Up)”, “Drumming Song” e “Dog Days Are Over” (“You’ve Got the Love” é um cover da música “You Got the Love” do The Source com Candi Staton). A personalidade da inglesa, somada a sua performance cativante, seu estilo único e sua voz poderosa não inspiraram só a Gucci e a Chanel. A marca britânica Mulberry trouxe em sua coleção de Primavera/Verão 2011 uma horda de modelos com perucas ruivas que lembravam Florence. Givenchy, Yves Saint Laurent, Valentino, Balmain e Alexander McQueen são outras que também já vestiram a cantora nos tapetes vermelhos, com looks de Alta Costura e prêt-à-porter recém-saídos da passarela ou até confeccionados especialmente para ela.

No final de 2011 foi lançado o segundo álbum do Florence and the Machine, “Cerimonials”, que estreou em primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Muito elogiado pela crítica, o disco mistura elementos da música gospel com coros góticos, melodias célticas, blues, harpas e um crescente de tambores. Até agora já foram produzidos três vídeos: “What the Water Gave Me”, “Shake It Out” e “No Light, No Light”. No clipe de “Shake It Out”, aliás, a cantora usa dois vestidos de Alta Costura da Valentino em um cenário inspirado anos 1920, no filme “De Olhos Bem Fechados” e no romance ”O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald. Já em “No Light, No Light”, o que mais chamou a atenção não foi o figurino e sim as referências cristãs e pagãs, que geraram controvérsias e até acusações de racismo.

Polêmicas à parte, a dramaticidade continua presente nas composições de Florence: “Eu quero que minha música soe como se jogar de uma árvore, ou de um prédio alto, ou como se você estivesse sendo sugado para dentro do oceano e não pudesse respirar”. Parece ser impossível resistir ao charme e ao talento de Florence.

O Summer Soul Festival acontece nos dias 24 de janeiro, na Arena Anhembi em São Paulo, 25 de janeiro, no HSBC Arena do Rio de Janeiro e 28 de janeiro, no Stage Music Park de Florianópolis.

*As colagens de capa e a que abre essa matéria foram feitas pela jovem Yasmin Araújo, leitora do site, que mandou seu trabalho e foi convocada para essa arte!

Florence Vogue UK

©Reprodução

Florence Welch na capa da ''Vogue'' britânica de janeiro/2012

Florence! Entenda o hype por trás dessa nova diva, que faz shows no Brasil

Pre-Fall: Chanel faz desfile grandioso inspirado na Índia

Looks da Chanel, em desfile inspirado na Índia ©Reprodução

Começaram os desfiles de Pre-Fall, com grandes produções. Cada vez mais as marcas estão apostando nessas coleções intermediárias e os desfiles ficaram ainda vez mais bonitos e superproduzidos. Um dos exemplos é o desfile da Chanel, inspirado na Índia, e que já está completo na seção Desfiles do FFW.

A apresentação foi um excesso só, partindo da cenografia que, segundo o site style.com, transformou um espaço do Grand Palais em um pedaço do Rajastão. Sedas, rendas, pérolas e bordados renderam peças ricas, como túnicas, vestidos, saias, jaquetas e calças, tudo indiscutivelmente Chanel. Com uma pitada de Índia, Lagerfeld conseguiu, mais uma vez, criar uma imagem que é ao mesmo tempo moderna e clássica.

Acompanhe todas as coleções na seção de Desfiles.

Pre-Fall: Chanel faz desfile grandioso inspirado na Índia

Peças vintage da Chanel estarão à venda na Farfetch durante mês de novembro

Alguns dos itens à venda na “Chanel Vintage” da Farfetch ©Reprodução/FFW

Durante o mês de novembro, a Farfetch Brasil vai manter uma loja virtual temporária só com peças vintage da Chanel vindas de brechós de várias partes do mundo – tudo com indicação de loja de origem e com frete grátis. Entre os itens à venda, estão casaquinhos clássicos de tweed, bolsas de couro matelassado e diversos cintos tipo corrente. Os preços vão de R$ 650, por um suéter nude em cashmere, a R$ 8.660 por uma bolsa preta.

+ Acesse aqui a loja “Chanel Vintage” da Farfetch

Peças vintage da Chanel estarão à venda na Farfetch durante mês de novembro

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

Parece mais não é: vestidos do ready to wear com cara de alta costura ©Reprodução

Parece estar surgindo na moda uma nova tendência, mas não se anime tanto. As chances de você poder aderir não são lá muito grandes. É que as marcas de ready-to-wear estão criando peças que se assemelham cada vez mais às criações da alta-costura, e com preço à altura.

Exemplos não faltam. A estilista londrina Mary Katrantzou, por exemplo, fez um vestido chamado “Jewel Tree”, no valor de US$ 14.200, com a justificativa de que “são peças muito difíceis de fazer”. Há também o modelo de Jason Wu de US$ 15 mil, um vestido de organza e renda Stella McCartney de US$ 13.395, um vestido pintado a mão Valentino de US$ 18 mil e uma jaqueta da Chanel de US$ 23 mil.

Vestido Alexander McQueen, à venda no Net-a-porter por £16,450 ©Reprodução

Mas há uma razão para esse “boom” de peças com preços estratosféricos em coleções fora da alta-costura. Com a recorrente questão da relevância das coleções de haute couture e um mundo – especialmente o da moda – cada vez mais rápido, os estilistas estão descobrindo que há uma demanda por peças mais requintadas e caras, e que talvez essa moda, comumente chamada de “demi-couture”, seja a versão século 21 da alta-costura.

Embora a questão preço, tempo de fabricação e sofisticação se equiparem a couture tradicional, há boas diferenças que tornam essa versão mais rentável para as marcas. As peças são vendidas nos canais de varejo normais da marca, inclusive pela internet, em sites como Net-a-Porter e Moda Operandi, e não precisam – nem as roupas nem as marcas – seguir as regras da Chambre Syndicale de la Haute Couture (órgão que regulamenta a existência da alta-costura), como número mínimo de empregados no ateliê, 20, mínimo de peças desfiladas em cada temporada, 25, e requer que o vestuário seja costurado à mão e exclusivo para as medidas das clientes.

Jaqueta Chanel, pela bagatela de US$ 23 mil ©Reprodução

Obviamente, o número de mulheres com dinheiro para pagar essas regalias e tempo suficiente para voar para Paris apenas para fazer provas de roupa não está entre os maiores, o que torna a opção da demi-couture, dentro da própria linha de ready-to-wear, muito mais prática, tanto para quem faz, como para quem pode comprar.

Outra forte razão para esse movimento é dar uma razão para que as pessoas comprem. “Desde ‘la crise’, estilistas estão se certificando de que suas peças são especiais. O cliente quer valor ao seu produto”, disse Nicholas Mellamphy, diretor de compras de luxo da The Room, em Toronto. Além disso, esse tipo de criação quer desenhar uma linha divisória entre “alta-moda” e “moda”, uma coisa meio de impor respeito ao seus trabalhos. “Há algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas de modo barato”, falou o estilista Jason Wu. Em outras palavras, não vai dar para encontrar reproduções dessas criações nas araras da Zara ou da Topshop.

Já foram vendidas 18 unidades desse vestido Mary Katrantzou de US$ 14.200 mil ©Reprodução

Apesar de ser uma “tendência” de cunho tradicionalista, a tecnologia tem forte participação nessa história toda, já que hoje os clientes podem escolher as peças com apenas um clique, ver os detalhes bem de perto – muitas vezes logo depois do desfile —, ter a peça entregue em apenas um dia, entre outras coisas, o que não é possível com uma peça de alta-costura. “Nosso cliente que algo realmente especial, que não é um monte de gente que vai ter. Isso é muito o ‘tema’ de agora”, disse Áslaug Magnúsdóttir, CEO do Moda Operandi. Com um vestido custando mais de dez mil dólares, a chance de esbarrar com alguém usando a mesma coisa é deveras diminuta.

Mas é lucrativo? “Peças de mais de US$ 5 mil respondem a 6% do nosso negócio”, disse Joseph Velosa, presidente da marca Matthew Williamson. Prabal Gurung, que fez um vestido de US$ 15 mil, exemplificou: “Há um cliente que quer esse produto, mas é tipo um em cada cidade. Nós esperamos vender muito, mas cinco no total é ótimo!”.

Longo Jason Wu à venda por US$ 15 mil ©Reprodução

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

Jingle bell: pensando no Natal, Chanel divulga coleção de acessórios

©Divulgação/FFW

Ainda estamos em outubro, mas o comércio já está de olho na movimentação do Natal. A Chanel, por exemplo, se adiantou e divulgou esta semana a sua coleção de acessórios que começará a ser vendida em dezembro, com itens como anéis de brilhantes, pulseiras de couro, bolsas em matelassê, e broches em forma de camélia – tudo com foco principalmente em cores vibrantes ou em tons pasteis, bem “8 ou 80”. Confira na galeria abaixo uma amostra do que já foi divulgado pela grife:

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Jingle bell: pensando no Natal, Chanel divulga coleção de acessórios

Para suspirar: Chanel libera fotos de detalhes da sua coleção de fundo do mar

©Benoît Peverelli

Diz o ditado que “o diabo está nos detalhes”. Estão também nos detalhes, no que cabe a moda, os trabalhos mais bem executados (e belos, em grande parte das vezes), cheios de técnicas e preciosismos, mas que muitas vezes passam despercebidos.

E a Chanel, marca que levou para a passarela de Verão 2012 uma coleção inspirada no fundo do mar, quis trazer para mais perto dos clientes – e admiradores – os diversos detalhes que permeavam a coleção, liberando em seu site fotos inéditas dos bastidores do desfile. Como não poderia deixar de ser, há pérolas aos montes. Mesmo!

©Benoît Peverelli

Veja aqui o desfile completo da marca e aqui a cobertura completa da semana de moda de Paris.

+ Confira abaixo as fotos dos bastidores e do fitting da Chanel:


©Benoît Peverelli

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Para suspirar: Chanel libera fotos de detalhes da sua coleção de fundo do mar

Para se inspirar: as cinco melhores belezas da Paris Fashion Week

ABRE©Reprodução

E a temporada de moda internacional acabou! Ufa, exclamam aqueles que trabalharam em ritmo alucinante durante tantos dias – e até noites. Mas antes mesmo de dar tchau de vez, selecionamos algumas das belezas mais belas, com o perdão do trocadilho, que desfilaram em Paris.

Inspire-se!

CHRISTIAN DIOR

dior_abre©ImaxTREE

A maquiagem foi assinada por Pat McGrath, e o foco eram os lábios. “O look é sobre uma clássica, linda boca vermelha feita de um jeito moderno”, explicou a maquiadora, que usou três tons diferentes, que variava de modelo para modelo, e aplicava com os dedos. Os cabelos eram de Orlando Pita, que quis fazer algo simples, mas com uma ‘silhueta’ interessante. Para o efeito da franja, ele puxou para trás até fazer o efeito viradinho, colocou um grampo bem na curva, e encheu de spray.

dior©ImaxTREE

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CHANEL

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Peter Philips, maquiador da Chanel, se inspirou no tema da coleção, que foi “fundo do mar”, para fazer algo que ele definiu como “muito limpo, puro, e fresco”. O principal da maquiagem são os olhos brilhantes, feitos com um mistura de duas sombras “Illusion D’Ombre”, Fantasme e Emerveille, e os “piercings” de pérola, que ora apareciam no rosto, ora nos cabelos.

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YVES SAINT-LAURENT

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O make-up de Saint-Laurent, assinado por Pat McGrath, era bem dramático, com lábios vermelhos cintilantes, sobrancelhas descoloridas e olhos gráficos escuros, que foram feitos, inclusive, apenas com lápis de olho, nada de sombra. Sobre os lábios, Pat disse: “É uma boca de couture – jovem, mas ao mesmo tempo, rica e excêntrica”.

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VALENTINO

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“É um make-up muito romântico, bonito – realmente poético”, explicou Pat McGrath sobre a beleza do desfile de Valentino. Há iluminador no topo das bochechas, ossinho do nariz e no arco do cupido da boca. Nos olhos, Pat colocou sombra em pó rosa pálida e iluminador nude, com um pouco de cinza brilhante nos cantos. A menina dos olhos dessa beleza, no entanto, eram os cabelos, arrumados em um conjunto de três tranças folgadinhas feitas em torno da cabeça. Guido Palau, que fez o cabelo, comentou, “É muito leve e feminino”.

valentino_dois©ImaxTREE

valentino_cabelo©ImaxTREE

LOUIS VUITTON

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Na Louis Vuitton o make-up era de “bonita”, com cílios postiços imensos e cara saudável. O cabelo, feito por Guido, consultor criativo da Redken, era um coque banana com um ‘twist’, que deixava alguns fios para fora. “Hoje é o ultimo dia de Fashion Week, e na Louis Vuitton estamos criando um coque fácil, com um toque meio punkizinho”, explicou o cabeleireiro. Algumas modelos usaram tiaras, deixando o look ainda mais fofo.

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Para se inspirar: as cinco melhores belezas da Paris Fashion Week

Direto de Paris: Lagerfeld revela segredo do Verão 2012 da Chanel

por Paula Rita Saady, em Paris

abre-chanel-paris-verao-2012Lagerfeld: “O segredo está nos materiais” ©ImaxTREE

Chanel é um dos símbolos máximos do luxo que leva as mulheres à loucura. Já na porta do Grand Palais, onde aconteceu o desfile essa manhã (04.10), havia uma grande quantidade de fãs, clientes e jornalistas vestidas com a marca da cabeça aos pés. E as bolsas? Com a maior densidade demográfica de bolsas  da grife, todos os modelos e tamanhos possíveis desfilavam na entrada e na sala de desfiles.

chanel-estilo-2©Paula Rita Saady

chanel-estilo-1©Paula Rita Saady

Qual a mágica da Chanel? “A figura de Coco, símbolo da self made woman, e a excentricidade misteriosa de Karl”, explicou uma das clientes-total-look que estava na plateia.

O Grand Palais foi transformado em universo subaquático, com direto a conchas, corais, areia e até cavalos marinhos. Tudo em branco, uma das cores emblemáticas da casa. Um desfile de sereias como sugeria o convite? Lagerfeld desmente: “Eu evitei especialmente as sereias, porque a princípio, elas não existem. Minha inspiração foram as plantas aquáticas, algas e peixes”.

chanel-cenario-verao-2012©Paula Rita Saady

O resultado foram os tecidos iridescentes, perolados e com aplicações de escamas. Muitas das peças tinham um ar de plastificado. Os mini cocktail dresses e variações do clássico tailleur vieram em verde ou rosa aquarelados; já os biquinis foram usados com capa de chuva transparente.

Segundo Karl Lagerfeld, esses foram os looks mais leves que ele já fez, literalmente. Uma das marcas mais copiadas do mundo, a Chanel se diferencia pelos materiais de alta tecnologia, com tramas guardadas à sete chaves. “O segredo está nos materiais, uma mistura secreta de polyester, fibra de vidro, nylon e até papel, mas não posso falar mais”, explicou o estilista.

abre-desfiles-chanel-semana-de-moda-de-paris-verao-2012Looks do Verão 2012 Chanel ©ImaxTREE

Como em todo o fundo do mar, especialmente se for Chanel, as pérolas estavam em tudo: nos cabelos, nas aplicações, nos botões, nos acessórios e no corpo. Destaque para as pérolas que desenhavam uma linha sobre a coluna vertebral de algumas modelos — muito sexy! Na plateia: Uma Thurman, Alexa Chung, Clémence Poésy, Rachel Zoe, Florence Welch, Inès de La Fressange, Terry Richardson e Baptiste Giabiconi, muso da marca que virá ao Brasil em breve. Um espetáculo!

chanel-convidados-3Bip Ling e Laura Bailey ©Paula Rita Saady

chanel convidados 2Terry Richardson ©Paula Rita Saady

chanel-convidados-1Baptiste Giabiconi ©Paula Rita Saady

Direto de Paris: Lagerfeld revela segredo do Verão 2012 da Chanel

“Shake it out”, novo clipe de Florence, tem anos 20 e possessão; assista!

florece_abreFlorence Welch, a ruiva da moda ©Reprodução

Florence Welch é uma cantora que não pode ser dissociada da moda. Além de aparecer em tapetes vermelhos usando vestidos de grandes designers, estampar capas de revistas de moda e ter os figurinos de sua última turnê de verão feitos por Frida Giannini, estilista da Gucci, o seu mais recente clipe, lançado no dia 3 de outubro, “Shake it Out”, é uma ode ao glamour dos anos 20, que estão tendo sua chance de brilhar no altar das referências do momento. Esse é o segundo clipe do novo álbum de Florence and the Machine, “Ceremonials”, que será lançado mundialmente no dia 31 de outubro.

+ Assista ao clipe de “Shake it Out”:

Durante a semana de moda de Londres, a cantora deu uma entrevista para a “Rolling Stone”, falando sobre seu novo álbum, e contou que artistas como a expoente do Art Deco Tamara de Lempicka, e Gustav Klimt, representante do simbolismo austríaco, são suas maiores influências para o ‘upgrade’ de estilo de seu novo álbum. “É um novo tipo de romantismo. Em oposição ao look ‘pré-Rafaelita’ do último disco”, explicou ela.

No clipe, que já reflete essa mudança, há uma festa com convidados chiquérrimos usando máscaras ainda mais chiques, bebendo muitos bons drinks, e no meio disso tudo acontece uma espécie de ritual, o que deixa Florence bem louca. Nas palavras dela, “Pense em um psicodélico baile formal dos anos 20 com um twist demoníaco. ‘Possessão’ encontra ‘O Grande Gatsby’”. Entre os looks usados pela cantora britânica no clipe, há um vestido vermelho da coleção de Inverno 2011 da Gucci, um Valentino Couture Inverno 2011 dourado e um preto, e um Elie Saab Couture Inverno 2011 branco.

florence_looksOs vestidos Valentino, Gucci e Elie Saab ©Reprodução

Não bastasse tudo isso, nesta terça-feira, ela presidiu o desfile de Primavera 2012 da Chanel, cantando, entre outras músicas, “What the Water Gave Me”, o primeiro single de “Ceremonials”, de dentro de uma concha, em uma imagem que lembrava “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli.

florence_dois“O nascimento de Florence” no desfile da Chanel, Primavera 2012, e na capa da edição de outubro da “Interview” ©Reprodução

Se havia dúvidas de que Florence era uma cantora “da moda”, não há mais.

“Shake it out”, novo clipe de Florence, tem anos 20 e possessão; assista!

É oficial: para os britânicos, Alexander McQueen é mais legal que Chanel

mcqueenVestido Alexander McQueen em editorial para “Vogue” US de maio ©Steven Meisel

É oficial: a marca Alexander McQueen, responsável pelo vestido de casamento de Kate Middleton, é a mais legal do mundo da moda para os britânicos.

Isso de acordo com a lista do conselho da CoolBrands, que faz todo ano um compilado de várias marcas consideradas “cool”, de carros a roupas. Até ano passado, era a francesa Chanel que ocupava a primeira posição entre as grifes de moda, e em 2011 ficou na 15ª posição, enquanto McQueen está na 11ª.

A ascensão é facilmente compreensível considerando-se os eventos de 2011. Com o casamento real, e a escolha da então futura Duquesa de Cambridge, o mundo todo passou a conhecer a marca, que está sob direção criativa de Sarah Burton desde 2010, após a morte de Alexander McQueen. Além disso, em abril a grife ganhou uma gigantesca retrospectiva no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, chamada “Savage Beauty”, que bateu recordes e se tornou a exposição mais vista da história do museu, com 661.509 visitantes durante os três meses em que ficou aberta, e registrou filas com mais de seis horas de espera. Não bastasse, Sarah Burton foi nomeada para o cobiçado prêmio de “Designer do Ano” do British Fashion Awards.

mcqueen_dressKate Middleton usando Alexander McQueen na cerimônia do casamento real e na festa ©Reprodução

O presidente do conselho da CoolBrands, Stephen Cheliotis, explicou ao “Telegraph” a importância da lista: “Se o público britânico acha que você é cool, de uma perspectiva de negócios, é massivamente importante porque significa que as pessoas querem você. Elas querem comprar seu produto, querem comprar seu serviço, e elas provavelmente irão pagar a mais por isso”.

A lista é compilada por 36 designers, figuras proeminentes da TV, da moda e da música, entre outras pessoas, que levam em consideração estilo, inovação, originalidade, autenticidade, desejo e exclusividade. Depois, 2000 britânicos votam para a criação da lista final.

+ Confira a lista com as 20 marcas mais cool do momento:

1. Aston Martin
2. Apple
3. Harley-Davidson
4. Rolex
5. Bang & Olufsen
6. BlackBerry
7. Google
8. Ferrari
9. Nike
10. YouTube
11. Alexander McQueen
12. Dom Perignon
13. PlayStation
14. Ray-Ban
15. Chanel
16. Nintendo
17. Vivienne Westwood
18. Agent Provocateur
19. Tate Modern
20. Maserati

É oficial: para os britânicos, Alexander McQueen é mais legal que Chanel