Direto de Paris

Bad girls ou jovens rainhas? Tudo sobre a coleção Cruise da Chanel

17/05/2012

por | Moda

A última fila da Chanel, no desfile apresentado no Palácio de Versalhes ©Camila Yahn

“Live fast, die young
Bad girls do it well

Live fast, die young
Bad girls do it well”

A música “Bad Girls”, de M.I.A., serviu de trilha para o desfile Cruise Collection da Chanel, que aconteceu nesta segunda (14.05) nos jardins do Palácio de Versalhes, a meia hora de Paris. O FFW e a revista “Mag!” estavam entre os convidados que presenciaram esse momento especial: um desfile leve e fresco em um cenário deslumbrante e com um final de tarde de céu azul, sem nuvens. Na Chanel não há espaço para erros e até o clima que até então estava instável resolveu colaborar.

A atriz Tilda Swinton, na after-party da Chanel ©Camila Yahn

Os convidados foram acomodados em tendas espalhadas por um corredor de fontes. Entre eles estavam Tilda Swinton, Ines de la Fressange e Vanessa Paradis, mas foi a atriz britânica que concentrou todo o foco de atenção dos fotógrafos e fashionistas, escoltada pelo estilista Haider Ackermann, protegido de Karl Lagerfeld.

Assim que o desfile começa, logo entedemos o cruzamento entre Chanel, Versalhes e M.I.A. Bom, Chanel e Versalhes, como disse o editor de moda da “Vogue”, Giovanni Frasson, fazem parte da bandeira francesa.

Karl recebe Tilda e Ackermann após o desfile ©Camila Yahn

Maria Antonieta viveu no século 18, período que foi marcado pelo estilo rococó, que traduzia os excessos e a busca pelo prazer pessoal da sociedade na época. Na moda, ele é representado por cores delicadas, excessos nos enfeites, formas extravagantes, com laterais armadas, e ornamentos, como fitas, babados, amarrações e flores artificiais. Tudo, claro, feito com materiais dos mais preciosos e, ainda assim, as roupas comunicavam juventude, leveza e riqueza.

Looks do desfile ©Olivier Saillant/Divulgação

Looks do desfile ©Olivier Saillant/Divulgação

Pois tudo isso está na coleção: nos tons clarinhos (rosa, azul e verde entre eles), nos adornos (bordados, aplicações, flores, dourados, laços) e nas armações laterais que vimos em diversas peças e em volumes diferentes. Assim como era a proposta do rococó, as roupas da Chanel também são agradáveis aos olhos e muitas delas podem literalmente sair das passarelas direto para as ruas. O desfile parece acompanhar a trajetória de Maria Antonieta e termina com os vestidos inspirados no “chemise à la reine” (algo como camisa à moda da rainha), as vestimentas brancas de algodão, mais simples, que ela passou a usar para escapar da vida rigorosa da corte.

Final da apresentação da Cruise Collection da Chanel ©Camila Yahn

Jovens rainhas ou bad girls, elas transitam com acesso livre por passarelas, ruas e festas misteriosas na calada da noite. Lindsey Wixon, Carmen Pedaru e Saskia de Braun, uma das modelos do momento de Karl, estão entre as modelos que deram asas a mais um sonho da Chanel. O desfile termina e o sol continua até as 21h, embalando os últimos convidados da after-party, que teve como atração a banda de Alice Dellal, que mostrou seu rock cru com um pocket show de três músicas. O engraçado é que tudo o que acontece em volta parece acompanhar o clima de uma leveza cool ditado pela coleção. Um desfile adorável para uma tarde igualmente adorável.

A previsão para amanhã? Chuva.

Gerais do desfile da Chanel ©Divulgação 

Gerais do desfile da Chanel ©Divulgação

Gerais do desfile da Chanel ©Divulgação

+ Veja aqui as fotos com super-zoom do desfile da Chanel Cruise 2013

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Cruise collection

FFW e Mag! embarcam para a França para o desfile da Chanel, em locação incrível

10/05/2012

por | Moda

Os Jardins de Versalhes, na França ©Reprodução

O FFW e a revista “Mag!” estarão em Paris para acompanhar o desfile da Cruise Collection 2013 da Chanel, que acontece na próxima segunda (14.05).

E mais uma vez, a locação é estonteante. Depois de construir um cenário com cristais gigantes no prêt-à-porter do Inverno 2012, a marca ocupa o jardim do Palácio de Versalhes para a apresentação anual da Cruise. Em outras temporadas, o desfile já aconteceu na Riviera Francesa e em Saint Tropez. Os principais jornalistas e editores de moda no mundo viajam para acompanhar o desfile, além de diversas personalidades da moda, do cinema, da música e do hi-society.

Com o grupo que sai do Brasil, está a atriz Laura Neiva, que este ano foi escolhida como a nova fidèle da marca, a primeira brasileira a ocupar esse posto que é desejo entre belas e bem nascidas no mundo todo (entre outras fidèles estão Poppy Delevigne e Caroline Sieber). Assim como as outras meninas, Laura é sempre convidada de honra para os eventos da marca, além de também ser vestida pela Chanel em diversas ocasiões. Ela não tem nenhuma obrigação, é apenas uma amante fiel da marca.

Laura Neiva em seu primeiro compromisso como fidèle da Chanel, em março deste ano, em Paris ©Reprodução

Durante essa próxima semana, você vai acompanhar as notícias sobre o desfile, as personalidades presentes e os programas bacanas que estão rolando em Paris. Fique de olho!

Drops de beleza: os esmaltes da Kate Spade, Nars olha para a pop art e +

28/03/2012

por | Beleza

Os esmaltes da Kate Spate, em parceria com a Lipstick Queen ©Reprodução

Após os batons lançados em julho do ano passado, a Kate Spade volta a colaborar com a Lipstick Queen, marca australiana fundada por Poppy King. Em abril, chegarão às lojas da grife americana quatro cores de esmaltes inspiradas na artista plástica e designer Florence Broadhurst. Cada tonalidade foi nomeada em homenagem às famosas padronagens de Broadhurst, falecidade em 1977: “Sea Foam Swirls” é um verde água, “Solar Orange” é um laranja avermelhado, “Watermelon Fingers” é um rosa superaberto e alegre e o último, “Yellow Cockatoo” é um amarelo solar. O kit custará US$ 28 (R$ 51,12). A assessoria da grife no Brasil ainda não sabe ao certo quando essa linha chega por aqui.

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©Reprodução

A Chanel abriu um novo espaço dedicado exclusivamente as suas fragrâncias. Localizado dentro da Bloomingdale’s, em sua loja da Rua 59th, em Nova York, o “Espace Parfum” (espaço perfume, em português) foi projetado por Christopher Sheldrake, perfumista da marca francesa.

Com a disposição diária de um consultor de perfumes graduado na ISIPCA – Instituto Internacional Superior de Perfumes, Cosméticos e Aromas Alimentares – o local pretende oferecer um atendimento personalizado e agradável aos clientes, além de dispor de todos os 51 perfumes que integram o portfólio da Chanel.

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Vitrine de uma das lojas da Beauty 360 ©Reprodução

A CVS/pharmacy, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, fechará suas 25 lojas voltadas à comercialização de cosméticos. Segundo o “WWD”, a Beauty 360 encontrou obstáculos em adicionar ao seu acervo algumas marcas que costumam atrair clientela. Imagine o prejuízo…

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“Daisy” e “Lola”: os best-sellers de Marc Jacobs vão ganhar companhia ©Reprodução

Marc Jacobs e a Coty Prestige, empresa francesa de perfumaria que licencia as fragrâncias do designer, estão planejando um super lançamento para “Marc Jacobs Dot”, o novo perfume feminino do americano que, segundo o “WWD”, sairá em agosto nos Estados Unidos. Ao que tudo indica, Marc Jacobs tem a intenção de alçar a fragrância ao status de best-seller, ao lado de “Daisy” e “Lola”, carros-chefes da marca.

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Produtos da Nars e Marilyn Monroe por Andy Warhol ©Reprodução

A NARS, badalada marca de cosméticos americana, está desenvolvendo uma linha especial em parceria com a “The Andy Warhol Foundation”, que será lançada em outubro nos Estados Unidos e em novembro no restante do mundo.

O projeto, encabeçado por François Nars, fundador da marca, tem o objetivo de trazer a imagem cool da pop art de Warhol em cores e embalagens especiais.

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Lily Cole nos bastidores da campanha da The Body Shop ©Reprodução

A The Body Shop, marca britânica de cosméticos fundada em 1976 pela ativista ambiental Anita Roddick e que foi vendida a L’Oréal em 2006, anunciou recentemente sua primeira embaixadora e garota-propaganda: a modelo inglesa Lily Cole. “Pela primeira vez eu pude sorrir em um anúncio e realmente acreditar nesse sorriso”, comentou Cole no lançamento da campanha “Beauty With Heart”, que aconteceu semana passada em Londres.

A The Body Shop tem cerca de 2.500 pontos de venda ao redor do globo e foi criada sob os princípios de não realizar testes em animais, além de defender o comércio justo e a conscientização e manutenção do meio ambiente. A marca tem também uma fundação, a “The Body Shop Foundation”, criada em 1990, com intuito de financiar e apoiar instituições que atuam nas áreas de direitos humanos e proteção animal e ambiental.

O clássico casaco de tweed da Chanel ganha exposição, livro e site

28/03/2012

por | Moda

Ilustração de Coco Chanel e, à esquerda, Carine Roitfeld, ambas por Karl Lagerfeld ©Reprodução/Divulgação

O icônico casaco em tweed da Chanel está sob os holofotes. O projeto “The Little Black Jacket” é o resultado de uma parceria entre a ex-editora da “Vogue” Paris, Carine Roitfeld, e o diretor criativo da Chanel, Karl Lagerfeld, que já vêm colaborando nas últimas duas campanhas da grife.

Em jeito de trocadilho bem humorado com “the little black dress”, o vestidinho preto que serve para todas as ocasiões, a ideia é fotografar celebridades, modelos e ícones de estilo, entre elas Sarah Jessica Parker, Alice Dellal, Anna Wintour e até Carine vestindo o casaco de tweed da Chanel de várias maneiras diferentes. O objetivo é mostrar que assim como o vestido preto básico, o casaco de tweed também é uma das peças obrigatórias no guarda roupa com uma versatilidade que nunca sai de moda. As mais de 100 fotos clicadas pelo próprio Lagerfeld deram origem a uma exposição, inaugurada em Tóquio na quarta-feira (21.03), um livro com o mesmo nome, que sairá em setembro deste ano e um site onde todas as fotos podem ser vistas.

Esta é uma das maneiras de Lagerfeld rejuvenescer um clássico da marca que, segundo o designer, é “atemporal e símbolo de elegância feminina”.

Abaixo você pode ver o making of de algumas das fotos:

Para ver e ouvir: o impacto das trilhas no sucesso de um desfile

20/03/2012

por | Cultura Pop

Momento final do desfile de Inverno 2012 de Rick Owens ©Reprodução

Música e moda são eternos namorados, não é novidade. Quantos ícones da música não renderam toneladas de inspiração para designers e revistas (Mick Jagger, Madonna, Cat Power, Amy Winehouse, Bowie, etc)? Ou quantos artistas não ficaram famosos após serem “adotados” por pessoas influentes da moda (Lana Del Rey, Florence Welsh, The Kills, Lady Gaga, Pete Doherty…)?

A trilha de desfile é união perfeita desses dois universos e pode fazer maravilhas para a apresentação de uma coleção. O contrário também acontece. É muito difícil você não se deixar levar por uma música. E quando isso acontece, você acaba vendo o desfile pelo filtro do que aquela canção provoca em você. Emoção, lembranças, diversão, saudade, beleza… Por isso é uma escolha tão importante e fundamental, porque ela ajuda no impacto que a marca quer causar com aquela coleção.

A trilha que marcou essa temporada foi, sem dúvida nenhuma, a de Rick Owens, que usou a música “Ima Read”, de Zebra Katz, para deixar a atmosfera de seu desfile ainda mais climática, estranha e misteriosa. Quase ninguém havia ouvido falar nesse artista até então, mas todos saíram da apresentação com o refrão da faixa na cabeça e, em poucos minutos, Zebra Katz já era um dos assuntos mais comentados nos twitters da moda. O site Fashionista fez uma reportagem engraçada, contando que “Ima Read” “é a música tocada no carro da ‘Bazaar’; o pessoal da ‘V Magazine’ sabe a letra inteira de cabeça e Tommy Ton disse que foi a melhor trilha de todos os tempos”. “Foi o ápice de como essa música poderia ter sido usada”, contou Zebra Katz ao “New York Times”.

Nova sensação: Ojay Morgan aka Zebra Katz ©Reprodução

O que significa Ima Read? “Reading” é um termo antigo usado pelas pessoas que praticam voguing (lembra da músida da Madonna?), que significa um insulto verbal sobre algo que não fica muito claro para os ouvintes comuns. Um bom “reader” pode dilacerar você com apenas uma frase, como Zebra faz em parceria com a rapper Njena Reddd Foxxx, causando sensações não muito agradáveis em quem ouve a música de primeira. A letra soa ainda mais forte com um som minimalista e repetitivo. Segundo o “NYT”, “Ima Read” foi gravada como um statement da cultura negra e também como um tributo ao documentário “Paris is Burning” (filmado no final dos anos 80, mostra a cultura de baile das comunidades negra, gay e transgender de Nova York, além de explorar temas como o racismo, a homofobia e a pobreza), mas, segundo o próprio cantor, “é preciso estudar e pesquisar para entender o que eu digo”. De qualquer forma, nada poderia cair tão bem no desfile igualmente forte e atmosférico de Rick Owens.

Leia alguns trechos abaixo:

Ima read that bitch

Ima school that bitch

I´m gonna take that bitch to college

I´m gonna give that bitch some knowledge

I´mma chop that bitch

I´mma slice that bitch

I don´t like that bitch

I´mma fight that bitch

I don´t like that bitch

Desfile Rick Owens Inverno 2012 em Paris:

Não foi a primeira vez que uma música ganhou vida após ser executada em uma passarela famosa. A irresistível versão que o Scissor Sisters fez para “Comfortably Numb”, do Pink Floyd, estourou após ter entrado na trilha da Balenciaga, na Primavera 2003. Foi também quando vimos uma das melhores misturas de luxo com o sportswear, especialmente o surfe, em uma passarela de Paris, certamente um dos pontos altos na carreira de Nicolas Ghesquière. O cover animado, leve e bonito, feito por uma banda até então desconhecida, casou perfeitamente com a coleção igualmente fresca da Balenciaga. A partir daí, a música invadiu as pistas, os iPods e as casas de show, e uma nova banda da cena underground de Nova York levou frescor ao esquema mainstream.

Os looks de neoprene da coleção de Primavera 2003 da Balenciaga ©Reprodução

Outro projeto que também foi “lançado” pela moda foi a dupla belga Vive la Fête, que tocou ao vivo no desfile de Outono 2002 da Chanel após Karl Lagerfeld ter se declarado fã número um da banda. O designer também já deu bastante espaço para as Chicks on Speed e Cat Power. Nos três exemplos vemos pessoas com um visual que tem bastante apelo para o público da moda. Mais uma vez, o astral de vanguarda do duo e sua música sexy tinham tudo a ver com a Chanel.

Desfile Chanel Inverno 2002 com apresentação de Vive la Fête:

Quem está por trás das trilhas da Balenciaga e da Chanel é o DJ e produtor francês Michel Gaubert, também o curador dos CDs da Colette, que sempre foram muito aguardados por conta das novidades que traziam em termos de música. Ele também já assinou trilhas para Rodarte, Fendi, Gucci, YSL, Jil Sander, entre muitos outros, e é uma espécie de padrinho de novos artistas e bandas.

Um DJ ou uma banda que entenda a alma da marca é peça fundamental para que um desfile seja bem sucedido. Uma música toca a alma com muito mais facilidade do que uma roupa. E quando essa janela é aberta, nós também podemos enxergar a roupa sob esse filtro da beleza e da emoção.

N.R: para escrever o texto, ouvi “Ima Read” umas cinco vezes e desde então, o refrão “ima read ima read ima read” fica batendo sozinho na minha cabeça…

Direto de Paris: Chanel busca em cristais energia para a mulher

07/03/2012

por | Moda

Por Paula Rita Saady, em Paris

Desfile da Chanel no Grand Palais em Paris ©ImaxTREE

Nem a chuva ou a temperatura de 8 graus impediram a multidão fashionista de se aglomerar na porta do Grand Palais nesta manhã da terça-feira (06.03) para ver o desfile da Chanel. Conhecida pelas produções grandiosas, a marca mais uma vez impressionou com um cenário de estalactites de cristal gigantes que pareciam brotar do piso em um clima de opulência moderna. Celebridades como Katy Perry, Alicia Keys e Poppy Delevigne estavam lá para conferir.

Essa energia dos cristais trouxe uma mulher forte, que tinha a calça comprida e o legging como suporte para looks embalados por músicas do grupo Tristesse Contemporaine, que prepara seu primeiro álbum no final do mês.

A mulher Chanel está em constante evolução. Eu quis fazer calças em suas múltiplas possibilidades pois elas são um símbolo da revolução feminina“, disse Karl ao FFW

Quartzos, safiras, ametistas, turmalinas e outras pedras semipreciosas apareciam como acabamentos de mangas, ombreiras, acessórios no salto dos sapatos e até nas sobrancelhas, em um delicado bordado feito pela Maison Lesage. “Pesquisei muito os cristais existentes e desenvolvi todas as cores a partir daí, estou fascinado pela gemologia”, completou o estilista.

Mas o que é genial no trabalho de Karl é que, a partir uma mesma coleção, ele consegue agradar mulheres diferentes. A clássica, com seu tailleur e tops de bolsos militares; a street com maxi pulls de patchwork em tons invernais, e a excêntrica, com vestidos e mangas de efeito multifacetado 3D. Os países emergentes são ricos em minerais e a calça sob vestido funciona muito bem na Índia e no mundo árabe. Neste desfile tão democrático, teve até o pequeno Hudson, de apenas 3 anos, filho de Brad Kroenig, antigo muso do estilista. E nem foi a sua estreia – em 2010 ele já tinha desfilado para Chanel. Algumas clientes levaram até seus cachorros.

Look do desfile da Chanel pela semana de moda de Paris Inverno 2012 ©Paula Rita Saady/FFW

A Bolsa Boy, que tem a brasileira Alice Dellal como musa, veio em veludo verde escuro, o mesmo que apareceu em calças bem justas e recortadas em aplicações de couro. Os sapatos, metade Mary Jane e metade ankle boots bicolores e salto com auréola de cristais criavam visuais diferentes dependendo do lado em que a modelo andava.

Katy Perry chega ao desfile da Chanel ©Paula Rita Saady/FFW

Esse olhar no futuro e desapego ao passado são os motores da imaginação de Karl, que observando um tailleur Chanel pode ir bem longe. “A inspiração é o começo de tudo e não o final – o caminho é longo”, contou. Contanto que essa mulher independente, feminina e livre possa sempre se atualizar, tudo bem. Afinal, Chanel transcende a roupa; é um estilo de vida que impressiona várias gerações.

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Adeus: veja o último desfile da YSL sob direção de Stefano Pilati

06/03/2012

por | Moda

Um dos primeiros looks na YSL ©ImaxTREE

Todos estão acompanhando a semana de moda de Paris Inverno 2012/2013? Na segunda (05.03) aconteceu o último desfile da YSL sob direção criativa de Stefano Pilati. Com uma coleção fetichista ultrachic, ele foi ovacionado ao final da apresentação. Um dos momentos mais bonitos e emocionantes da temporada, junto à despedida de um Raf Simons com olhos marejados ao final da Jil Sander, em Milão. Veja aqui a coleção completa da YSL.

Entrada final da Chanel Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

A Chanel abriu o penúltimo dia do evento com seu costumeiro cenário grandioso, apresentando uma coleção recheada de maxi-casacos e geometrismos. Veja aqui a coleção completa.

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Florence! Entenda o hype por trás dessa nova diva, que faz shows no Brasil

17/01/2012

por | Gente

©Yasmin Araújo*

Logo após o lançamento do álbum “Lungs”, em 2009, a música do Florence and the Machine foi definida pelo jornal britânico “The Telegraph” como “um encontro de Kate Bush com Aretha Franklin”. O disco – e seus seis singles – rapidamente alcançou as paradas de sucessos do mundo todo, incluindo o primeiro lugar na Inglaterra e nos Estados Unidos. Florence Welch, a voz e a mente por trás da banda, conquistou editoras de moda e grandes estilistas com seu estilo boêmio e meio retrô. Em fevereiro de 2011, a cantora foi citada por Frida Giannini, diretora criativa da Gucci, como uma das musas inspiradoras de sua coleção de Outono/Inverno 2011, que comemorava os 90 anos da maison italiana. Pouco depois, a ruiva tornou-se a embaixadora oficial da marca (com direito a figurino desenvolvido por Giannini exclusivamente para sua turnê norte-americana). Como se isso já não fosse o bastante, a cantora se apresentou no desfile de Primavera/Verão 2012 da Chanel e deixou a passarela de braços dados com Karl Lagerfeld. Este mês, Florence desembarca no Brasil como uma das principais atrações do Summer Soul Festival, que acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Florence com o figurino total Gucci de sua turnê americana ©Reprodução

Florence Leontine Mary Welch, ou “Flo”, como gosta de ser chamada, nasceu em agosto de 1986 em Camberwell, distrito localizado ao sul de Londres. Filha de um publicitário aficionado por música e uma historiadora especializada em Renascença, a inglesa cresceu em meio às artes e começou a cantar muito cedo nos casamentos e funerais de famílias conhecidas. A precocidade e o interesse artístico, somados à separação de seus pais, fizeram com que Florence tivesse uma vida acadêmica conturbada e culminaram em um diagnóstico de dislexia e dispraxia. Apesar dos problemas domésticos – após o divórcio, sua mãe se mudou com ela e seus dois irmãos para morar com um vizinho, que também possuía três filhos – a inglesa continuou se apresentando, mas agora em bares e clubes noturnos locais, até entrar para a Faculdade de Artes de Camberwell, onde produzia instalações que, segundo ela, serviam apenas para sua própria distração.

Decidida a seguir a carreira musical, Florence largou a faculdade e ao lado da amiga Isabella Summers formou o Florence Robot/Isa Machine, que depois passou a se chamar apenas Florence and the Machine: “O nome [da banda] começou como uma piada interna. Eu fazia música com minha amiga e chamávamos uma a outra de Isabella Machine e Florence Robot”. A grande chance da inglesa, no entanto, veio por acaso e de maneira muito inusitada: em dezembro de 2006, Mairead Nash, da dupla de DJs Queens of Noise, convidou uma amiga de Florence para tocar em um bar. Florence, então com 19 anos, apareceu no local completamente embriagada e prendeu Nash no banheiro, obrigando a DJ a ouvi-la cantar a música “Something’s Got a Hold On Me” de Etta Jones.

Florence de braços dados com Lagerfeld e de Chanel em jantar da marca na Semana de Moda de Paris ©Reprodução

Uma semana depois, Florence Welch estava cantando em uma festa organizada por Nash, que posteriormente concordou em agenciá-la. O disco de estreia, “Lungs”, não demorou a sair: composto com melodias que misturam coros a harpas, temáticas que variam entre a leveza do amor e o drama da solidão, o álbum é repleto de referências fantásticas, que em muitos momentos transportam o ouvinte para um mundo de conto de fadas – o mundo particular de Florence.

As melodias compostas por Florence Welch deram vida a clipes apoteóticos, como “Rabbit Heart (Raise It Up)”, “Drumming Song” e “Dog Days Are Over” (“You’ve Got the Love” é um cover da música “You Got the Love” do The Source com Candi Staton). A personalidade da inglesa, somada a sua performance cativante, seu estilo único e sua voz poderosa não inspiraram só a Gucci e a Chanel. A marca britânica Mulberry trouxe em sua coleção de Primavera/Verão 2011 uma horda de modelos com perucas ruivas que lembravam Florence. Givenchy, Yves Saint Laurent, Valentino, Balmain e Alexander McQueen são outras que também já vestiram a cantora nos tapetes vermelhos, com looks de Alta Costura e prêt-à-porter recém-saídos da passarela ou até confeccionados especialmente para ela.

No final de 2011 foi lançado o segundo álbum do Florence and the Machine, “Cerimonials”, que estreou em primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Muito elogiado pela crítica, o disco mistura elementos da música gospel com coros góticos, melodias célticas, blues, harpas e um crescente de tambores. Até agora já foram produzidos três vídeos: “What the Water Gave Me”, “Shake It Out” e “No Light, No Light”. No clipe de “Shake It Out”, aliás, a cantora usa dois vestidos de Alta Costura da Valentino em um cenário inspirado anos 1920, no filme “De Olhos Bem Fechados” e no romance ”O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald. Já em “No Light, No Light”, o que mais chamou a atenção não foi o figurino e sim as referências cristãs e pagãs, que geraram controvérsias e até acusações de racismo.

Polêmicas à parte, a dramaticidade continua presente nas composições de Florence: “Eu quero que minha música soe como se jogar de uma árvore, ou de um prédio alto, ou como se você estivesse sendo sugado para dentro do oceano e não pudesse respirar”. Parece ser impossível resistir ao charme e ao talento de Florence.

O Summer Soul Festival acontece nos dias 24 de janeiro, na Arena Anhembi em São Paulo, 25 de janeiro, no HSBC Arena do Rio de Janeiro e 28 de janeiro, no Stage Music Park de Florianópolis.

*As colagens de capa e a que abre essa matéria foram feitas pela jovem Yasmin Araújo, leitora do site, que mandou seu trabalho e foi convocada para essa arte!

Florence Vogue UK
©Reprodução
Florence Welch na capa da ''Vogue'' britânica de janeiro/2012

Pre-Fall: Chanel faz desfile grandioso inspirado na Índia

07/12/2011

por | Moda

Looks da Chanel, em desfile inspirado na Índia ©Reprodução

Começaram os desfiles de Pre-Fall, com grandes produções. Cada vez mais as marcas estão apostando nessas coleções intermediárias e os desfiles ficaram ainda vez mais bonitos e superproduzidos. Um dos exemplos é o desfile da Chanel, inspirado na Índia, e que já está completo na seção Desfiles do FFW.

A apresentação foi um excesso só, partindo da cenografia que, segundo o site style.com, transformou um espaço do Grand Palais em um pedaço do Rajastão. Sedas, rendas, pérolas e bordados renderam peças ricas, como túnicas, vestidos, saias, jaquetas e calças, tudo indiscutivelmente Chanel. Com uma pitada de Índia, Lagerfeld conseguiu, mais uma vez, criar uma imagem que é ao mesmo tempo moderna e clássica.

Acompanhe todas as coleções na seção de Desfiles.

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Peças vintage da Chanel estarão à venda na Farfetch durante mês de novembro

01/11/2011

por | Moda

Alguns dos itens à venda na “Chanel Vintage” da Farfetch ©Reprodução/FFW

Durante o mês de novembro, a Farfetch Brasil vai manter uma loja virtual temporária só com peças vintage da Chanel vindas de brechós de várias partes do mundo – tudo com indicação de loja de origem e com frete grátis. Entre os itens à venda, estão casaquinhos clássicos de tweed, bolsas de couro matelassado e diversos cintos tipo corrente. Os preços vão de R$ 650, por um suéter nude em cashmere, a R$ 8.660 por uma bolsa preta.

+ Acesse aqui a loja “Chanel Vintage” da Farfetch

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

31/10/2011

por | Moda

Parece mais não é: vestidos do ready to wear com cara de alta costura ©Reprodução

Parece estar surgindo na moda uma nova tendência, mas não se anime tanto. As chances de você poder aderir não são lá muito grandes. É que as marcas de ready-to-wear estão criando peças que se assemelham cada vez mais às criações da alta-costura, e com preço à altura.

Exemplos não faltam. A estilista londrina Mary Katrantzou, por exemplo, fez um vestido chamado “Jewel Tree”, no valor de US$ 14.200, com a justificativa de que “são peças muito difíceis de fazer”. Há também o modelo de Jason Wu de US$ 15 mil, um vestido de organza e renda Stella McCartney de US$ 13.395, um vestido pintado a mão Valentino de US$ 18 mil e uma jaqueta da Chanel de US$ 23 mil.

Vestido Alexander McQueen, à venda no Net-a-porter por £16,450 ©Reprodução

Mas há uma razão para esse “boom” de peças com preços estratosféricos em coleções fora da alta-costura. Com a recorrente questão da relevância das coleções de haute couture e um mundo – especialmente o da moda – cada vez mais rápido, os estilistas estão descobrindo que há uma demanda por peças mais requintadas e caras, e que talvez essa moda, comumente chamada de “demi-couture”, seja a versão século 21 da alta-costura.

Embora a questão preço, tempo de fabricação e sofisticação se equiparem a couture tradicional, há boas diferenças que tornam essa versão mais rentável para as marcas. As peças são vendidas nos canais de varejo normais da marca, inclusive pela internet, em sites como Net-a-Porter e Moda Operandi, e não precisam – nem as roupas nem as marcas – seguir as regras da Chambre Syndicale de la Haute Couture (órgão que regulamenta a existência da alta-costura), como número mínimo de empregados no ateliê, 20, mínimo de peças desfiladas em cada temporada, 25, e requer que o vestuário seja costurado à mão e exclusivo para as medidas das clientes.

Jaqueta Chanel, pela bagatela de US$ 23 mil ©Reprodução

Obviamente, o número de mulheres com dinheiro para pagar essas regalias e tempo suficiente para voar para Paris apenas para fazer provas de roupa não está entre os maiores, o que torna a opção da demi-couture, dentro da própria linha de ready-to-wear, muito mais prática, tanto para quem faz, como para quem pode comprar.

Outra forte razão para esse movimento é dar uma razão para que as pessoas comprem. “Desde ‘la crise’, estilistas estão se certificando de que suas peças são especiais. O cliente quer valor ao seu produto”, disse Nicholas Mellamphy, diretor de compras de luxo da The Room, em Toronto. Além disso, esse tipo de criação quer desenhar uma linha divisória entre “alta-moda” e “moda”, uma coisa meio de impor respeito ao seus trabalhos. “Há algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas de modo barato”, falou o estilista Jason Wu. Em outras palavras, não vai dar para encontrar reproduções dessas criações nas araras da Zara ou da Topshop.

Já foram vendidas 18 unidades desse vestido Mary Katrantzou de US$ 14.200 mil ©Reprodução

Apesar de ser uma “tendência” de cunho tradicionalista, a tecnologia tem forte participação nessa história toda, já que hoje os clientes podem escolher as peças com apenas um clique, ver os detalhes bem de perto – muitas vezes logo depois do desfile —, ter a peça entregue em apenas um dia, entre outras coisas, o que não é possível com uma peça de alta-costura. “Nosso cliente que algo realmente especial, que não é um monte de gente que vai ter. Isso é muito o ‘tema’ de agora”, disse Áslaug Magnúsdóttir, CEO do Moda Operandi. Com um vestido custando mais de dez mil dólares, a chance de esbarrar com alguém usando a mesma coisa é deveras diminuta.

Mas é lucrativo? “Peças de mais de US$ 5 mil respondem a 6% do nosso negócio”, disse Joseph Velosa, presidente da marca Matthew Williamson. Prabal Gurung, que fez um vestido de US$ 15 mil, exemplificou: “Há um cliente que quer esse produto, mas é tipo um em cada cidade. Nós esperamos vender muito, mas cinco no total é ótimo!”.

Longo Jason Wu à venda por US$ 15 mil ©Reprodução

Jingle bell: pensando no Natal, Chanel divulga coleção de acessórios

25/10/2011

por | Moda

©Divulgação/FFW

Ainda estamos em outubro, mas o comércio já está de olho na movimentação do Natal. A Chanel, por exemplo, se adiantou e divulgou esta semana a sua coleção de acessórios que começará a ser vendida em dezembro, com itens como anéis de brilhantes, pulseiras de couro, bolsas em matelassê, e broches em forma de camélia – tudo com foco principalmente em cores vibrantes ou em tons pasteis, bem “8 ou 80”. Confira na galeria abaixo uma amostra do que já foi divulgado pela grife:

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Para suspirar: Chanel libera fotos de detalhes da sua coleção de fundo do mar

14/10/2011

por | Moda

©Benoît Peverelli

Diz o ditado que “o diabo está nos detalhes”. Estão também nos detalhes, no que cabe a moda, os trabalhos mais bem executados (e belos, em grande parte das vezes), cheios de técnicas e preciosismos, mas que muitas vezes passam despercebidos.

E a Chanel, marca que levou para a passarela de Verão 2012 uma coleção inspirada no fundo do mar, quis trazer para mais perto dos clientes – e admiradores – os diversos detalhes que permeavam a coleção, liberando em seu site fotos inéditas dos bastidores do desfile. Como não poderia deixar de ser, há pérolas aos montes. Mesmo!

©Benoît Peverelli

Veja aqui o desfile completo da marca e aqui a cobertura completa da semana de moda de Paris.

+ Confira abaixo as fotos dos bastidores e do fitting da Chanel:


©Benoît Peverelli

Para se inspirar: as cinco melhores belezas da Paris Fashion Week

06/10/2011

por | Beleza

ABRE©Reprodução

E a temporada de moda internacional acabou! Ufa, exclamam aqueles que trabalharam em ritmo alucinante durante tantos dias – e até noites. Mas antes mesmo de dar tchau de vez, selecionamos algumas das belezas mais belas, com o perdão do trocadilho, que desfilaram em Paris.

Inspire-se!

CHRISTIAN DIOR

dior_abre©ImaxTREE

A maquiagem foi assinada por Pat McGrath, e o foco eram os lábios. “O look é sobre uma clássica, linda boca vermelha feita de um jeito moderno”, explicou a maquiadora, que usou três tons diferentes, que variava de modelo para modelo, e aplicava com os dedos. Os cabelos eram de Orlando Pita, que quis fazer algo simples, mas com uma ‘silhueta’ interessante. Para o efeito da franja, ele puxou para trás até fazer o efeito viradinho, colocou um grampo bem na curva, e encheu de spray.

dior©ImaxTREE

ior2©ImaxTREE

CHANEL

chanel_anre©ImaxTREE

Peter Philips, maquiador da Chanel, se inspirou no tema da coleção, que foi “fundo do mar”, para fazer algo que ele definiu como “muito limpo, puro, e fresco”. O principal da maquiagem são os olhos brilhantes, feitos com um mistura de duas sombras “Illusion D’Ombre”, Fantasme e Emerveille, e os “piercings” de pérola, que ora apareciam no rosto, ora nos cabelos.

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YVES SAINT-LAURENT

ysl_abre©ImaxTREE

O make-up de Saint-Laurent, assinado por Pat McGrath, era bem dramático, com lábios vermelhos cintilantes, sobrancelhas descoloridas e olhos gráficos escuros, que foram feitos, inclusive, apenas com lápis de olho, nada de sombra. Sobre os lábios, Pat disse: “É uma boca de couture – jovem, mas ao mesmo tempo, rica e excêntrica”.

ysl_dois©ImaxTREE

VALENTINO

valentino_abre©ImaxTREE

“É um make-up muito romântico, bonito – realmente poético”, explicou Pat McGrath sobre a beleza do desfile de Valentino. Há iluminador no topo das bochechas, ossinho do nariz e no arco do cupido da boca. Nos olhos, Pat colocou sombra em pó rosa pálida e iluminador nude, com um pouco de cinza brilhante nos cantos. A menina dos olhos dessa beleza, no entanto, eram os cabelos, arrumados em um conjunto de três tranças folgadinhas feitas em torno da cabeça. Guido Palau, que fez o cabelo, comentou, “É muito leve e feminino”.

valentino_dois©ImaxTREE

valentino_cabelo©ImaxTREE

LOUIS VUITTON

lv_abre©ImaxTREE

Na Louis Vuitton o make-up era de “bonita”, com cílios postiços imensos e cara saudável. O cabelo, feito por Guido, consultor criativo da Redken, era um coque banana com um ‘twist’, que deixava alguns fios para fora. “Hoje é o ultimo dia de Fashion Week, e na Louis Vuitton estamos criando um coque fácil, com um toque meio punkizinho”, explicou o cabeleireiro. Algumas modelos usaram tiaras, deixando o look ainda mais fofo.

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Direto de Paris: Lagerfeld revela segredo do Verão 2012 da Chanel

04/10/2011

por | Moda

por Paula Rita Saady, em Paris

abre-chanel-paris-verao-2012Lagerfeld: “O segredo está nos materiais” ©ImaxTREE

Chanel é um dos símbolos máximos do luxo que leva as mulheres à loucura. Já na porta do Grand Palais, onde aconteceu o desfile essa manhã (04.10), havia uma grande quantidade de fãs, clientes e jornalistas vestidas com a marca da cabeça aos pés. E as bolsas? Com a maior densidade demográfica de bolsas  da grife, todos os modelos e tamanhos possíveis desfilavam na entrada e na sala de desfiles.

chanel-estilo-2©Paula Rita Saady

chanel-estilo-1©Paula Rita Saady

Qual a mágica da Chanel? “A figura de Coco, símbolo da self made woman, e a excentricidade misteriosa de Karl”, explicou uma das clientes-total-look que estava na plateia.

O Grand Palais foi transformado em universo subaquático, com direto a conchas, corais, areia e até cavalos marinhos. Tudo em branco, uma das cores emblemáticas da casa. Um desfile de sereias como sugeria o convite? Lagerfeld desmente: “Eu evitei especialmente as sereias, porque a princípio, elas não existem. Minha inspiração foram as plantas aquáticas, algas e peixes”.

chanel-cenario-verao-2012©Paula Rita Saady

O resultado foram os tecidos iridescentes, perolados e com aplicações de escamas. Muitas das peças tinham um ar de plastificado. Os mini cocktail dresses e variações do clássico tailleur vieram em verde ou rosa aquarelados; já os biquinis foram usados com capa de chuva transparente.

Segundo Karl Lagerfeld, esses foram os looks mais leves que ele já fez, literalmente. Uma das marcas mais copiadas do mundo, a Chanel se diferencia pelos materiais de alta tecnologia, com tramas guardadas à sete chaves. “O segredo está nos materiais, uma mistura secreta de polyester, fibra de vidro, nylon e até papel, mas não posso falar mais”, explicou o estilista.

abre-desfiles-chanel-semana-de-moda-de-paris-verao-2012Looks do Verão 2012 Chanel ©ImaxTREE

Como em todo o fundo do mar, especialmente se for Chanel, as pérolas estavam em tudo: nos cabelos, nas aplicações, nos botões, nos acessórios e no corpo. Destaque para as pérolas que desenhavam uma linha sobre a coluna vertebral de algumas modelos — muito sexy! Na plateia: Uma Thurman, Alexa Chung, Clémence Poésy, Rachel Zoe, Florence Welch, Inès de La Fressange, Terry Richardson e Baptiste Giabiconi, muso da marca que virá ao Brasil em breve. Um espetáculo!

chanel-convidados-3Bip Ling e Laura Bailey ©Paula Rita Saady

chanel convidados 2Terry Richardson ©Paula Rita Saady

chanel-convidados-1Baptiste Giabiconi ©Paula Rita Saady