Vanessa Friedman deixa “Financial Times” e assume a moda no “The New York Times”

13/03/2014

por | Business

Vanessa Friedman deixa o “Financial Times” para se tornar a nova editora de moda do “The New York Times” ©Reprodução

Após a saída de Cathy Horyn e Suzy Menkes da editoria de moda do “The New York Times”, a mídia especializada estava curiosa para saber que rumo o jornal tomaria com perdas tão significativas, levando ao pensamento de que a cobertura de moda seria reduzida pelo jornal.

A boa notícia é que uma pessoa tão competente quanto Horyn e Menkes irá assumir o posto de crítica e editora de moda: a americana Vanessa Friedman, que deixa o “Financial Times” após mais de 10 anos de trabalho. “Essa é uma oportunidade de repensar como a área de estilo do jornal cobre a moda. O ‘NYT’ é um jornal incrível. Eu sou nova-iorquina, então é o jornal que eu recebia em casa”, ela disse ao WWD.

O nome de Vanessa já havia aparecido em outubro de 2013 quando Eric Wilson, que trabalhava com Cathy Horyn, trocou o jornal pela revista “InStyle”. Mas de fato, Friedman é um nome estratégico que pode assumir um cargo importante, de forma que foi natural que, com a saída das duas críticas poderosas, seu nome voltasse à tona.

Se antes Cathy e Suzy dividiam o reinado, Vanessa começa com um poder ainda maior. Segundo o WWD, ela será editora-chefe de moda responsável pelo “NYT”, pelo “International New York Times” e pelo site global da publicação. Ela também passa a organizar a conferência anual de luxo que antes tinha Menkes à frente. “É um papel totalmente diferente. Não serei Cathy. Não serei Suzy. Não sou a ‘Suthy’”, brinca. “Não quero substituí-las. Tenho enorme respeito por elas, mas sou outra pessoa.”

Para ajudar na editoria, a ex-editora da seção de estilo, Alexandra Jacobs, assume o papel de crítica, assinando os reviews junto a Friedman. Essas mudanças traduzem a expansão da cobertura de moda do jornal, que planeja passar a cobrir na Ásia e a publicar mais reviews femininos e masculinos. “O novo time é parte de uma evolução do departamento”, diz a nova editora.

A data de início dos trabalhos ainda não foi divulgada tampouco o nome da pessoa que assumirá o posto de Vanessa no “Financial Times”.

Vanessa Friedman é graduada pela Universidade de Princeton e foi quem lançou a editoria de moda do “Financial Times” em 2002. Antes, havia colaborado com revistas como “The Economist”, “The New Yorker” e “Vogue”. Além de grande editora e influente no mercado, ela também é uma excelente repórter e está por trás de matérias muito ricas e com uma opinião séria e bem embasada.

Uma das principais críticas de moda do mundo, Cathy Horyn deixa o “The New York Times”

31/01/2014

por | Moda

Editora de moda do “The New York Times”, Cathy Horyn deixa o jornal ©Reprodução

Acaba de ser anunciada a saída da editora de moda Cathy Horyn do “The New York Times”, contou o site “The Business of Fashion”. Segundo uma declaração oficial, Cathy deixou seu cargo no NYT por razões pessoais, para ficar mais tempo com seu parceiro, Art Ortenberg, que está com problemas de saúde e pode se beneficiar de sua presença em casa.

Cathy é uma das principais críticas de moda do mundo. Ela entrou no jornal em 1999 e tornou-se uma das vozes e mentes mais influentes da indústria, com textos corretos, sinceros e, muitas vezes, duros. À frente do blog On the Runway, área nobre do NYT para falar de moda, Cathy foi um exemplo de bom jornalismo, com críticas corajosas e que revelavam um enorme conhecimento de moda. Recentemente, ficou em grande evidência por conta de uma discussão pública com Hedi Slimane, que se negou a convida-la para os desfiles da Saint Laurent (relembre aqui o caso). Lady Gaga também provocou a jornalista, em uma discussão que começou em 2011, quando Horyn criticou o look Versace que Gaga usou no vídeo “Glory”. “Escolha melhor, sra. Versace”, ela escreveu antes de anunciar que havia parado de seguir a cantora no Twitter.

Gaga respondeu com uma coluna que escreveu para a “V Magazine” em setembro do mesmo ano, questionando por que a opinião de uma pessoa importa mais do que as outras. “Na era da internet, quando desfiles e performances são tão acessíveis ao público e qualquer um pode postar um review no Facebook ou Twitter, será que não está na hora de críticos e colunistas, como Cathy Horyn, usarem uma abordagem crítica mais moderna, que realmente os separa da pessoa mediana que está em casa com seu laptop?”.

Todos esses casos e muitos outros mostram os ecos das opiniões escritas por Horyn. Pouco antes dela deixar o jornal, seu colega Eric Wilson, que escrevia no blog On the Runway com ela, trocou o NYT pela revista “In Style”. Um novo nome ainda não foi apontado para o cargo, que é um dos principais do mundo.

Leia abaixo o comunicado oficial emitido pelo “New York Times” sobre a saída de Cathy Horyn:

“É com profunda tristeza por sua saída e imensa gratidão pelo legado que deixa que anunciamos que Cathy Horyn, crítica de moda desde 1999, deixa o ‘The Times’. Os motivos de Cathy são pessoais, para passar mais tempo com seu parceiro Art Ortenberg, que tem apresentado problemas de saúde e que pode se beneficiar de sua presença em casa.

Como podemos medir o impacto que Cathy causou no jornal? Nos artigos que ela escreveu nos últimos 15 anos? Os estilistas promissores que  descobriu, os não originais que não divulgou, os talentos que celebrou fizeram de Horyn uma das vozes mais influentes da indústria da moda através de suas críticas honestas e duras.

Podemos medir de todas essas formas para marcar a mulher que é a principal crítica de moda de sua geração e que criou um nível quase impossível de se manter por aquele que ocupará o seu lugar.

Cathy é uma voz única no mundo da moda, que foi imediatamente percebida em um de seus primeiros reviews para o ‘The Times’, sobre os desfiles de Alta-Costura em Paris, em janeiro de 1999. Aqui está como ela conduziu o artigo:

‘Todo mundo que vem para a temporada da alta-costura sabe que Nan é Nan Kempner, que Deeda é Deeda Blair e que Liliane Bettencourt, que estava sentada na primeira fila de Yves Saint Laurent usando um cachecol laranja, é a mulher mais rica da França. As pessoas podem saber ou não que a cliente mais nova de couture no desfile da Givenchy tem oito anos ou que Dodie Rosekrans, o apoiador das artes de São Francisco, recentemente comprou uma guilhotina coberta com o logo da Chanel para sua casa em Veneza. Mas dê tempo a elas. Paris é provavelmente o único lugar na Terra onde os mais ricos, nobres e poderosos têm sempre a garantia de se conectar, mesmo se só por meio das roupas”.

Como não se ligar a Cathy imediatamente? Os leitores do ‘Times’ assim ficaram pelos últimos 15 anos. Mas Cathy era mais do que uma crítica de moda. Ela era também uma repórter esplêndida, que usou a moda 

como lentes para olhar para temas culturais mais amplos, como fez recentemente em um artigo fascinante sobre o icônico terno rosa de Jackie Kennedy, usado no dia em que seu marido foi assassinado em Dallas e que hoje está blindado do público junto com suas meias-calças manchadas de sangue, em um jazigo climatizado nos arredores de Washington.

Todos nós da seção Styles e do jornal como um todo sentiremos sua falta extremamente. Mas ela não está nos deixando completamente. Ela vai continuar a trabalhar em um projeto que é caro ao seu coração: um livro publicado pela Rizzoli que mostra como o ‘New York Times’ cobriu moda de 1850 até as primeiras décadas do século 21. Sem dúvida, será uma grande leitura.

Afetuosamente,

Jill e Stuart”

Polêmica

02/10/2012

por | Moda

Com a colaboração de Andreia Tavares

Cathy Horyn e Hedi Slimane ©Reprodução

Cathy Horyn, crítica de moda do jornal “The New York Times”, parece estar mesmo no centro da tempestade. Após a recente polêmica com o estilista americano Oscar de la Renta, a jornalista se envolveu em uma nova controvérsia ao publicar em seu blog, “On the Runway”, uma crítica ao desfile da Saint Laurent e o posicionamento de Hedi Slimane, que não a convidou para a apresentação.

Na crítica de Horyn, intitulada “Saint Laurent: Back at the Chateau Marmont” (“Saint Laurent: de volta ao Chateau Marmont”, em português), a jornalista escreve de forma concisa sobre o poder dado a Slimane por François-Henri Pinault e pela holding PPR, bem como sobre o estrelismo do estilista e fotógrafo, que se negou a responder perguntas no backstage do desfile da marca francesa nesta segunda-feira (01.10). Não bastasse a postura de Slimane na pré e pós-apresentação da Yves Saint Laurent, ops, Saint Laurent, a fila A foi tomada apenas por celebridades: Horyn conta que muitos representantes da imprensa foram relegados a lugares secundários, ou pior, houve até quem assistisse o desfile em pé, como uma editora do “Le Monde”.

As primeiras filas repletas de personalidades famosas não são novidades, há até quem receba para assistir a um desfile. No entanto, o alarde, a expectativa desmesurada e o posicionamento imperativo de Slimane transformaram a apresentação de Primavera/Verão 2013 da Saint Laurent mais em um espetáculo midiático que em evento de moda. De acordo com Horyn, o rancor de Slimane em relação a sua pessoa se deve a uma matéria publicada pela jornalista em julho de 2004, em que ela afirma que o francês não existiria sem Raf Simons, que, por sua vez, não existiria sem Helmut Lang. Após tal artigo, Slimane alegou que a jornalista favorecia o atual diretor criativo da Christian Dior e desde então os dois não se falam.

Especificamente sobre a proposta de Slimane para a temporada de Primavera/Verão 2013 da Saint Laurent, Horyn expressou de forma clara sua opinião: o estilista francês, agora radicado em Los Angeles, apenas reinterpretou temas marcantes desenvolvidos por Yves Saint Laurent durante sua carreira. De acordo com a jornalista, as peças desta coleção apresentaram uma visão bonita, mas congelada no tempo. Horyn, porém, não foi a única que lamentou a postura da marca diante da imprensa (juntaram-se a ela Lisa Armstrong, do “The Telegraph”, e Imran Ahmed, do “Business of Fashion”). Slimane, no entanto, não ficou quieto e respondeu a crítica através de seu Twitter; leia abaixo na íntegra:

“Carta” de Hedi Slimane para Cathy Horyn ©Reprodução

Em tradução livre para o português:

“My Own Times”

Miss Cathy, Liberdade de Imprensa. 

A Srta Horyn é uma bully de recreio da escola e também tem um pouco de humorista de stand up. Os insiders argumentam que ela é uma escritora mediana, e um pouco provinciana, mas eu discordo, ela fez coisas grandiosas. O seu maior sucesso até agora é um livro sobre o Bill Blass, que eu não li. Pode ser que seja incrível, e eu até fico feliz em recomendá-lo se isso ajudar nas vendas.

Também ouço muitas vezes que o seu senso de estilo é seriamente deficiente, levando-se em conta que ela deveria ser uma autoridade na área. Isto é completamente irrelevante, afinal de contas, nunca ninguém lhe pediu para ser uma inspiração para os outros e provavelmente isso nunca aconteceria de qualquer forma.

Além disso, e divertidamente, o seu propósito é grosseiro e perfeitamente previsível. Ela é uma mulher com uma missão, e nesta temporada ela está imparável.

A Srta Horyn também trabalha para o “New York Times”, como todo mundo sabe, onde os conflitos de interesse podem parecer inadequados e onde ser parcial, ou muito amiga dos locais, pode não ser uma opção.

Concluindo, e ao que me diz respeito, ela nunca terá um lugar na Saint Laurent, mas pode conseguir “dois por um” na Dior. Ela deveria estar contente. Não me incomodo com críticas, mas elas devem vir de uma crítica de moda e não uma publicitária disfarçada. Estou um tanto impressionado que ela tenha conseguido se safar durante tantos anos.

E a propósito, visite o nosso novo website no endereço ysl.com

Com os meus cumprimentos.

Crítica

14/09/2012

por | Moda

Cathy Horyn e Oscar de la Renta ©Reprodução

Essa temporada em Nova York foi quente, mas esse calor nada tem a ver com os lançamentos de Primavera-Verão.

No desfile de Zac Posen, Jennifer Eymere, da revista “Jalouse” e herdeira da editora Jalou, que publica a “L’Officiel”, bateu na PR do estilista após esquentarem uma discussão em torno de lugares para ver o desfile. A PR está processando Jennifer em US$ 1 milhão.

Agora o assunto do momento é a briga entre Cathy Horyn, editora de moda do “The New York Times”, e o estilista Oscar De La Renta. Em seu artigo sobre o desfile da marca, Horyn chama De La Renta de “hot dog” em um texto que é muito mais descritivo do que crítico de sua coleção. Mas o termo causou a ira no estilista, que comprou um espaço de anúncio no “WWD” para divulgar uma carta-resposta à jornalista (leia abaixo na íntegra).

Segundo Horyn disse ao site Fashionologie, essa história não passa de um mal entendido. “Usei o termo dentro de um contexto profissional, como alguém exibindo seus truques, como um surfista. Achei essa coisa do anúncio um pouco exagerado”, disse.

“Hotdoggin” foi cunhado como um termo do surf nos anos 1950 e geralmente descrevia o surf que era “mais para se exibir do que para fazer”. A editora usou a palavra no seguinte contexto: “Mr. de la Renta is far more a hot dog than an éminence grise of American fashion” (de la Renta é muito mais um hot dog do que uma figura realmente poderosa da moda americana). Resumindo, o que dá para entender é que ela o chamou de exibido e sem muita relevância na moda.

Em sua resposta, o estilista, que acaba de completar 80 anos, diz: “Profissionais criticam a roupa, não as pessoas”.

Cathy pode até estar falando a verdade quando diz que usou o termo de uma maneira positiva, mas não é a primeira vez que ela se envolve em maus lençóis com estilistas. Ela já foi impedida algumas vezes de entrar em desfiles, como aconteceu com Giorgio Armani, que desde 2008, a baniu de seus shows. Em uma carta ao editor do jornal, Armani reclamou dos comentários sarcásticos desnecessários sobre sua família e seus amigos. Dolce & Gabbana, Helmut Lang e Carolina Herrera também não a convidam mais. Já Alexander Wang continua colocando Cathy na primeira fila, mesmo após ela ter escrito que ele não é um bom designer.

Carta de Oscar De La Renta a Cathy Horyn:

Dear Cathy,

This year I celebrated my 80th birthday. With pride, I can say that for more than 50 of those years, I have been privileged to work in a profession that I deeply love, one that has given me tremendous pleasure. I have always considered that my role as a designer and a great admirer of women has always been to make a woman look and feel her very best.

I respect and accept criticism because in many ways it does help us develop; I try to make my work better each time. What I do not accept is when criticism is personal. If you have the right to call me a hot dog, why do I not have the right to call you a stale 3-day old hamburger? My advice to you is to abstain from personal criticism. Professionals criticize the clothes, not the people.

Querida Cathy

Este ano eu celebrei meu 80º aniversário. Com orgulho, posso dizer que por mais de 50 desses anos eu tive o privilégio de trabalhar em uma profissão que amo profundamente e que me deu imenso prazer. Eu sempre considerei que meu papel como estilista e grande admirador das mulheres sempre foi faze-las se sentirem no seu melhor estado.

Eu respeito e aceito a crítica porque, de muitas maneiras, ela ajuda no nosso desenvolvimento; eu tento fazer meu trabalho melhor a cada temporada. O que eu não aceito é quando a crítica é pessoal. Se você tem o direito de me chamar de hot dog, por que eu não tenho o direito de te chamar de um hambúrguer velho? Meu conselho é que você se abstenha das críticas pessois. Profissionais criticam as roupas, não as pessoas.

FFW fashion digest: Anna Wintour, Lady Gaga, Olsen twins e +!

14/09/2010

por | Moda

A colunista de moda do jornal inglês “Telegraph”, Hilary Alexander, conseguiu arrancar raríssimos minutos de Anna Wintour na primeira fila de um desfile na #NYFW. E o melhor: em vídeo. Na pauta, os novos talentos da moda. Wintour fala sobre o apoio necessário para que eles sigam adiante e, de quebra, cita alguns nomes que considera promissores. Assista acima!
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Apesar do hype em torno do seu nome, Alexander Wang não é um bom estilista. Essa é a opinião de Cathy Horyn, crítica de moda do principal jornal americano, o “New York Times”. Na análise que fez da coleção de verão 2011 de Wang, a jornalista dispara chumbo-grosso: “Hey, a Marni não fez umas calças assim na temporada passada? Ann Demeulemeester, Issey Miyake… a coleção de Wang é um download de ideias desses outros estilistas. Mas, é claro, sem a energia ou intuição deles. Por essa razão, apesar de um ou outro look bonitinho, o desfile de Alexander Wang foi um tédio”. Implacável, Cathy desfere seu coup de grâce: “Ele é um estilista esperto, mas não tem talento. Embora ele muito provavelmente vá ficar feliz com os confetes que as pessoas querem jogar em sua direção”.

+ Leia a matéria na íntegra: nytimes.com
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mary-kate-ashley-olsenMK e Ashley Olsen: farewell New York, bienvenue à Paris! ©Reprodução

As gêmeas Olsen (Mary-Kate e Ashley) cancelaram o desfile de sua grife, a The Row, que aconteceria durante a #NYFW nesta terça-feira (14/09). “Decidimos adiar a apresentação porque a produção e a entrega de algumas amostras atrasou”, disseram ao jornal “WWD”. Mas os fãs da dupla não precisam desanimar: o desfile vai acontecer durante a Semana de Moda de Paris (28 de setembro a 8 de outubro), ainda sem data e local definidos.

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lady-gaga-cher-meat-dressLady Gaga, discípula, e Cher, grã-mestre: sashimi de gado ©Reprodução

Não restam dúvidas sobre a matéria-prima do vestido “Hellraiser” usado por Lady Gaga na premiação do VMA 2010. O estilista que criou a peça, Franc Fernandez, publico em seu blog imagens que confirmam: é carne 100% bovina. E aí, povo do PETA? Quando vai rolar uma torta na cara da Lady Gaga?

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A partir do dia 14 de setembro, Andrea Marques passa ter endereço próprio em São Paulo. A estilista carioca, que possui uma loja em Ipanema, no Rio de Janeiro, inaugura sua primeira loja em São Paulo no Jardim Paulistano. O espaço segue o mesmo conceito da loja do Rio, com uma atmosfera de ateliê. Antes disso, as roupas da Andrea Marques eram vendidas apenas em uma multimarcas, em Moema.

Rua Joaquim Antunes, 177 – Sala 22 – Jardim Paulistano
Mais infos: (11) 2537 6605 | andreamarques.com.br

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Apesar de querer preservar sua coleção de retorno às passarelas como se ela fosse o terceiro segredo de Fátima, o texano Tom Ford não é imune ao poder onipresente, onisciente e onipotente dela, a internet. Já circulam na web imagens que jamais deveriam ter sido feitas de sua apresentação über VIP. Fotos do casting estilo mugshot, Daphne Guinness, Beyoncé… Olha uma coletânea que fizemos na galeria:

Exclusivo FFW: 10 mulheres que movimentam a indústria da moda

08/03/2010

por | Gente

Muita gente acha que moda é coisa de mulher. Aproveitando essa opinião, o FFW escolheu algumas das mulheres mais poderosas da moda atual, no Brasil e no mundo.

Elas são capazes de lançar tendências, ajudam a definir gerações, transformam a moda em exercício intelectual e, no geral, fazem do ramo algo muito mais interessante do que apenas tecidos costurados.

ANGELA AHRENDTS

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Não reconhece o nome? Tudo bem, a posição dela não é proeminente em sites de moda. Mas a de seu melhor funcionário, Christopher Bailey, sim. Ahrendts é a CEO da Burberry, a empresa familiar criada no século 19 que tornou-se uma das marcas mais famosas do planeta (tanto que as palavras trenchcoat e estampa xadrez são imediatamente associadas à grife).

Quando Angela assumiu em 2005 – com a benção de Bailey, que já havia trabalhado com ela na Donna Karan –, os números estavam bem, mas a grife estava superexposta, o que estava fazendo a Burberry perder seu lugar entre as gigantes do luxo.

A empresária começou eliminando 35 linhas de produtos (a maioria utilizava a então desgastada estampa) e logo expandiu para mercados emergentes asiáticos e também para os EUA. Desde que ela assumiu, os lucros da empresa subiram 30%.

Outras escolhas certeiras que a norteamericana fez foram criar novas linhas (esportivas, de sapatos, de jeans), contratar a atriz Emma Watson para as campanhas e investir em tecnologia (até agora, a Burberry é quem melhor utiliza o espaço online através de streamings, vendas relâmpago e sites interativos) – tudo para atrair os jovens consumidores. Mulher esperta…

ANNA WINTOUR

A editora-chefe da "Vogue US", Anna Wintour ©Reprodução

Editora-chefe da “Vogue” norteamericana desde 1988, Anna Wintour comanda cada aspecto da revista, incluindo o econômico, como escancarou o documentário “The September Issue”, de 2009, e a iniciativa Fashion’s Night Out.

A “Vogue” de Wintour tem um lugar especial no meio: é, ao mesmo tempo, uma das revistas mais criticadas (há quem a julgue entediante e comercial demais) e uma das mais importantes.

Ainda considerada uma bíblia digna de referências, a “Vogue” tem uma circulação de 1,2 milhões de exemplares, o que a transforma em uma das revistas de moda mais influentes do mundo. Além disso, Anna é peça-chave das campanhas do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e não tem medo de tocar, pelo menos, em assuntos polêmicos, como fez recentemente com a questão do peso das modelos.

A persona que Anna construiu, mesmo antes de dominar o título, também faz parte do seu sucesso. Sua fama faz muita gente experiente tremer e, se depender dela, ainda vai fazer por um bom tempo.

CATHY HORYN

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Conhecida por sua língua ferina, Cathy Horyn já trabalhou nas melhores publicações de moda do mercado, e é crítica de moda do norteamericano “The New York Times” desde 1998 (ela é a segunda mulher com esse cargo no periódico).

Sua opinião é respeitada pela grande maioria, mas há quem a considere ácida demais e aqueles que simplesmente não conseguem aceitar uma opinião tão divergente – é famosa a vez em que Giorgio Armani deixou-a fora de seu desfile por causa de uma crítica.

O fato é que as resenhas de Horyn, assim como suas outras matérias, são leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. Ela não tem medo de dizer o que acha e o faz com propriedade – e frequentemente com humor também.

CLÔ OROZCO

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Clotilde Maria Orozco de Garcia (explica tudo, não?) aprendeu modelagem com duas tias nos anos 1970. Naquela época já fazia roupas para si e para as amigas, mas só começou a vendê-las na faculdade.

Em 1975, a confecção era sob encomenda e vendida em algumas lojas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. No livro “Brasil Na Moda”, Clô relembra seu primeiro sucesso nacional: uma roupa “meio riponga” de algodão branco que consistia em uma saia com três babados, camisa pólo e lenço na cintura, tudo tingido no fogão do sítio dos pais.

Logo mudou para a Rua Hungria, no mesmo prédio da pronta-entrega da G de Glória Coelho – a própria Clô tinha por volta de 20 peças para o mesmo propósito.

Na mesma época, formou com colegas o Grupo Paulista, que desfilava no Hotel Maksoud. “Tinha a Armazém, Companhia Ilimitada, da Selma, a G, o Alcides e eu. E tudo o que acontece hoje já acontecia: manequins que brigavam, a Regina [Guerreiro, stylist] que tinha ataques e desmaiava no meio, a produção que atrasa…”

O nome Huis Clo surgiu em 1979, e a primeira loja, em 1983. Não é exagero dizer que Clô Orozco definiu a mulher elegante brasileira. A qualidade impecável e o corte perfeito das roupas tornou-a sinônimo de uma sofisticação muito referenciada até hoje no Brasil.

COSTANZA PASCOLATO

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Nascida na Itália e criada no Brasil, Costanza foi de menina rica a uma das mais famosas personas da moda brasileira.

Nos anos 1970, começou na “Claudia” ambientando cenários e logo partiu para a produção de moda. “Me boicotavam muito porque me achavam dondoca. Sumiam com minhas roupas nas produções, faltavam nas minhas fotos”, relembrou em “Brasil Na Moda” (vol. 1).

Costanza já acordou Tania Caldas no tapa, fez make e cabelo em editoriais, participou de reuniões que criaram o primeiro calendário brasileiro unificado de lançamentos, escreveu livros, para a “Folha de S. Paulo”, para a “Vogue”, deu consultorias e hoje sua principal função é tocar a tecelaria da família, a Santaconstancia.

Quando comandava a “Claudia Moda”, sua influência era imensa, como comprova um episódio de 1983, em que ela que as mulheres adotassem a meia-calça preta: “Vieram me falar que as vendas de meias pretas estouraram no Brasil inteiro… E que o estoque de coloridas encalhou.”

Mesmo sem representar um veículo fixo, Costanza ainda é presença obrigatória nos desfiles nacionais mais importantes. Paulo Martinez, editor de moda da “MAG!”, explica: “Primeiro por causa da história dela e, segundo, porque ela não cochilou. Continua acordadíssima, é muito informada, e isso faz diferença quando ela escreve sobre moda.”

EMMANUELLE ALT

Emmanuelle Alt ©Reprodução

Muitos podem considerar a escolha de Emmanuelle um erro. Afinal, não é Carine Roitfeld quem comanda a “Vogue Paris”?

Mas não é como subordinada de Roitfeld que Alt está aqui. Ela também é consultora e stylist de duas das marcas mais influentes, em termos globais, da Europa: Balmain e Isabel Marant.

Desde 2007, sob o comando de Christophe Decarnin, a Balmain vem galgando os degraus entre as grifes mais importantes do mundo. Não pela originalidade do trabalho, mas pela imagem rock’n'roll extremamente desejável que criou – em grande parte, mérito da stylist.

Já Isabel Marant é reconhecidamente uma das promessas da nova geração. O estilo despojado que todas as garotas cool querem ter – e outros estilistas atrás dessas garotas também – muitas vezes parece saído diretamente do armário de Alt.

Como na moda a Europa ainda é a parte mais referenciada do mundo, essas influências acabam, de uma maneira ou outra, respingando mundo afora. E Emmanuelle tem suas mãos nelas.

GLORIA COELHO

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Gloria Coelho começou a carreira aos 6 anos, quando ganhou sua primeira máquina de costura da mãe no internato em que estudava. “Fiquei acordada a madrugada toda na expectativa de poder brincar de costura na manhã seguinte… Não sei porque me deu tanta ansiedade. Talvez a moda ja estivesse escrita na minha vida”, disse.

Aos 13, já vestia as amigas. Criava tubinhos, um sucesso nos anos 1960, e trocava-os por roupas do famoso Dener com a mãe de uma amiga. Aos 19, criou um estilo de camiseta que foi uma febre.

Depois de uma viagem a Europa, da qual trouxe saias indianas, criou uma de patchwork já com a etiqueta G – ela, que não brinca com astrologia, lembra que esta é “a sétima letra do alfabeto” –, outro sucesso retumbante. “As pessoas não paravam de me procurar atrás dessas saias… Quer dizer, eu não procurei a moda, a moda que me procurou.”

Nos anos 1980, abriu sua primeira loja e passou a desfilar. Desde então, não parou mais. Nos anos 1990, ainda lançou uma segunda marca, a Carlota Joakina.

Gloria teve muitos hits na carreira, o que mostra seu tino para os negócios: há a “roupa de reflexão” (como ela chama as roupas de desfile), que impressiona críticos com sua originalidade, e também a roupa comercial, uma mistura de criação com afinidade consumidora.

Assim, de roupa futurista em roupa futurista, de look andrógino em look andrógino, Gloria deixa sua marca na moda brasileira e na moda brasileira de outros também.

MIUCCIA PRADA

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Ah, Miuccia. Talvez a figura mais mítica da moda atual, essa italiana tem o poder de fazer o que quiser na sua passarela, sem medo algum. Afinal, a Prada é o Norte pelo qual os outros profissionais do meio se orientam: nem todo mundo quer seguir naquela direção, mas saber onde ela fica é bom para se situar.

Politizada, discreta, misteriosa e extremamente hábil em atender aos desejos fashionistas, Miuccia Prada cria, temporada após temporada, itens que ninguém sabia que queria mas, de repente, são absolutamente necessários.

E não são apenas bolsas ou sapatos, mas imagens inteiras, que ela faz questão de deixar inconstantes. Houve as lupinas de 2006, as viajantes de 2007, as rendeiras de 2008, as beach girls de 2009.

A moda segue seus passos há pelo menos 20 anos, e deve continuar seguindo por sabe-se lá quanto tempo mais. O irônico é que, enquanto a moda sempre busca o novo, Miuccia reinventa o que já fez – e nós aceitamos de bom grado.

PHOEBE PHILO

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Phoebe Philo é a garota dos olhos do mundo da moda. Quando deixou a Chloé para se concentrar na família, a estilista deixou também um sem número de fãs desolados porque, francamente, ninguém faz como ela faz.

Seu talento para descobrir o que as garotas descoladas querem é único. Na Chloé, ela reinou com sucesso por cinco anos, e é creditada por ter tornado a marca cool mais uma vez: seus vestidos femininos e calças de cintura alta, além das muitas (muitas!) it bags tornaram o trabalho de Philo, sempre bem recebido pela crítica, extremamente rentável.

Em 2008, ela aceitou comandar a Céline, a convite da LVMH. Em apenas dois anos, já reina novamente, mas de maneira distinta: substituiu a feminilidade de outrora pelo minimalismo.

Como resultado, os cortes retos e simples da Céline estão se alastrando por páginas de revistas e redes de varejo mundo afora. Pode ser cedo para dizer, mas há uma boa chance que a nova mulher criada por Phoebe Philo torne-se uma das imagens da década. Uma vez rainha…

SUZY MENKES

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A contraparte britânica de Cathy Horyn, Suzy Menkes escreve para o “International Herald Tribune” desde 1988. Por seu trabalho como jornalista, ela já recebeu o OBE (Ordem do Império Britânico, dada pela família real) e a Legião de Honra (dada pelo governo francês).

Menkes é considerada por muita gente a jornalista de moda mais importante hoje, e não é por acaso: seus textos são claros, informativos e ao mesmo tempo opinativos – uma combinação rara em um ramo tão egocêntrico.

Mas tanta experiência tem lá seus problemas. Recentemente, Suzy deu sua opinião na discussão sobre blogueiros de moda. Não foi a melhor coisa a dizer e ela mesma tratou de se retratar, pouco depois.

Apesar dos deslizes de quem aprendeu o ofício em outros tempos, críticas de moda como Suzy Menkes dificilmente vão se tornar obsoletas. Elas são um clarão de entendimento quando certos aspectos de certas coleções nos deixam à deriva.

Tweetaholism: a semana de moda de Milão em até 140 caracteres

01/03/2010

por | Moda

*A expressão Tweetaholism indica o uso contínuo do Twitter, quase um vício muito difícil de largar (via Twittonary.com)

Com o ínicio dos desfiles da Semana de Moda de Milão, o FFW começa a selecionar os tweets mais legais sobre o evento, que acontece até o dia 01/03, segunda-feira . Fique ligado nas atualizações deste post e do nosso perfil no Twitter.

@GB65 Mert and Marcus fotograram a Madonna pra proxima interview o Fabian Baron disse que ficou incrivel to louco pra ver!

@bryanboy Dolce & Gabbana Fall Winter 2010 Finale. 70 models! The legs! A very emotional show. Bravo!! http://bit.ly/ceOyst

@fashionista_com Christopher Kane kills it with Versus: http://bit.ly/ajjh9K
@rzrachelzoe http://twitpic.com/15x2ox – Gianluca from team Armani…why are all of the men that work with Mr. Armani beautiful? Is it required? XoRZ

@COACD now the Russians know how to put on a show!

@bryanboy http://twitpic.com/15nlsr – They’re here to protest against anna outside gucci! Cheap blond wigs mind u.

@GB65 Tem um texto otimo da Suzy menkes falando que Milano merece mais que um fim de semana de moda!

@grazia_live http://twitpic.com/15nkk9 – Gucci hair is “Gorgeous sporty luxury… but I’m going to mess it up a little for the catwalk, so that it works

@stefanogabbana We are done fittings….. Wow!!!

@bryanboy Gucci show live TODAY on Facebook http://gucci.iwebcasting.it/liveshow & the Gucci App 17.45 CET via @GucciOfficial #MFW

@SHOWstudio Okay the orchestrated Armani applause used to amuse me, now I just find the constant slapping of seal flippers irritating #mfw

@nextmodelsnyc http://twitpic.com/15m4wo – A gorg MaxMara collection but realizing that runway pictures from a berry are never in focus #mfw

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@GB65 Muitos coats haja frio! Max mara usa e abusa dos coats longos e fechedos e pesados! Zoe saldana na primeira fila do show bela donna!!!

@THELOVEMAGAZINE http://twitpic.com/15mfqn – BVLGARI!

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@bryanboy You gotta love milano. 8 euros for a bottle of water.

@THELOVEMAGAZINE At Prada show room-the leather is actually not leather but cire, a special breathable fabric which is completely new. Clever.

@themoment: Paul Poiret was the inspiration for Etro’s orientalist prints, enveloping capes and flowing dresses.

@nextmodelsnyc http://twitpic.com/15mf5y – Abbey + Karmen backstage at Etro #mfw

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@styledotcom motorcycle sounds on versace soundtrack and motorcross influences on catwalk. lots of colorblocking. leather. #mfw

Grazia_Live http://twitpic.com/15gjgv – Versace finale #mfw

themoment Motorcross vamp at Versace. Color block gloves and coats with leather panels. MVM#MFW

@vogue_london Christopher and Tammy Kane just squeezed in between the front row editors at Versace, maybe that’s why it still hasn’t started#mfw

SHOWstudio http://twitpic.com/15gh50 – Molto Metallica! Versace’s invitation – I’m on the way there now!

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@hintmag We imagine a few Milan Fashion Week organizers were muttering expletives at the Wintour Games. http://j.mp/1qc8rZ #mfw

@andre_neo Previewed Versus with Christopher Kane tonight and it’s pretty damn hot, like seriously.

@bryanboy One of the things that piqued my interest at Prada was that black shiny material she used. Was it patent leather? Was it rubber?

@nextmodelsnyc http://twitpic.com/15ai9g – Kelava post-Prada

Photobucket

@lil_blackbook LONG LIVE MCQUEEN RT @imeldamatt http://twitpic.com/15b3qz – Forget Prada #MFW, McQueen’s funeral was the greatest fashion show of the day.

@cutblog The Prada show was all about boobs http://bit.ly/8YUOOo #mfw

@showstudio Our Prada verdict? Woman. Fashion. Sex. Maybe this ‘New Look’ isn’t so new after all? http://tinyurl.com/ykh9vo7 #mfw

@womensweardaily: Asia Argento is supposed to DJ after Pixie performs at Moschino. #mfw

@showstudio: Prada is rammed. Surprise surprise. Video screens abound as in the menswear show. Lots of pop semi-Lichenstein animations #mfw

@epcutler Cathy Horyn on Prada at #MFW RT: @CathyHorynNYT Glistening brows, ski band over extreme bun, nerdish bubble cat eye glasses.