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Em primeira mão, Carol Trentini revela detalhes de seu casamento

Carol Trentini no backstage da Cantão ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

Apesar da fina garoa e dos looks chamativos de fashionistas que dominavam o Píer Mauá, a primeira noite de Fashion Rio foi marcada pelo brilho e simpatia de Carol Trentini. Desfilando exclusivamente para a Cantão pela terceira temporada seguida, a top gaúcha chegou ao Brasil às 5h após um trabalho com Ricardo Tisci, da Givenchy, e não aparentava sono ou cansaço, muito pelo contrário, era só gentileza e animação.

Muito assediada por toda a imprensa, também em virtude de seu casamento com o fotógrafo Fábio Bartelt, que acontece dia 3 de março em Itajaí, Santa Catarina, Carol conversou com o FFW no camarim especial que ganhou no backstage. Ela fala sobre os detalhes da cerimônia, a lua-de-mel, sua rotina de beleza e saúde, além dos dez anos de carreira.

Como está a organização para o casamento? É possível cuidar de tudo mesmo morando em outro país?

É uma correria, mas estou participando e escolhendo tudo, mesmo que por skype. Fábio e eu estamos cuidando dos mínimos detalhes, estamos conciliando nossas agendas para organizar o casamento, que vai ser bem pequeno, só para a família e alguns amigos.

E o vestido? Já tem alguma ideia de como vai ser?

Não posso contar, né? O que posso dizer é que sou bem simples, nada ousada. Então o vestido não será muito fashion. Olivier [Theyskens, estilista que confeccionará o vestido] me conhece muito bem.

Carol Trentini no backstage da Cantão ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

E a lua-de-mel?

Vamos passar dez dias em Bora-Bora!
Vai haver cerimônia religiosa?

Sim, eu sou católica. Como a maioria das meninas, sempre sonhei em me casar na igreja.

Como você vai conciliar sua vida de casada com sua carreira? Você mora em Nova York e o Fábio em São Paulo, não?

Não vou parar de trabalhar, nos conhecemos muito bem [segundo Carol, Fábio foi seu primeiro namorado e após muitos anos afastados, se reencontraram] e vamos conciliar nossas agendas.

Do que mais sente falta da vida na sua cidade natal?

De almoçar e jantar na mesa com minha família. E de andar descalça, jogar bola, brincar na rua.

Como é a sua rotina de beleza?

Não saio sem protetor solar, bebo muita água e toda noite todo chimarrão. E não passo fome, como de tudo.

Como é voltar a desfilar no Brasil depois de tantos desfiles e trabalhos internacionais?

Olha, apesar de ser a minha terceira temporada com a Cantão, é sempre bom, sempre especial já que eu trabalhei muito aqui [no Rio] e em São Paulo desde o começo, antes mesmo de começar a trabalhar bem lá fora. É minha casa, o lugar que eu gosto de estar… apesar do clima estar meio “uó” hoje! (uma chuva fina não para de cair aqui no Rio)

Looks de Carol para a Cantão e o lanchinho da top ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

Você conhece bem o Rio de Janeiro?

Não muito, mas eu adoro comer bem e vou a muitos restaurante sempre que estou aqui. Gosto da praia, de Ipanema, da Barra, daquelas prainhas mais distantes da cidade.

E como é sua relação com as grandes editoras de moda, como a Anna Wintour e a Grace Coddington, que são vistas quase como “super humanas” da moda e de quem você é uma das modelos mais queridas?

Ah, a Anna Wintour é um caso à parte. A gente tem uma relação profissional, ela gosta do meu trabalho e eu gosto de trabalhar para a revista dela. A Grace é um anjo, tenho uma ótima relação com ela, conheço o marido e os gatos dela. Eu tenho sorte de trabalhar com gente tão legal, sabe? E que essas pessoas tão legais façam parte da minha vida. Eu estava agora trabalhando com o Ricardo [Tisci, da Givenchy], por exemplo, que é uma pessoa muito boa.

Em primeira mão, Carol Trentini revela detalhes de seu casamento

Cantão aposta no “viver bem” e convida três fotógrafos para traduzir essa ideia

cantao0Lucas Bori fotografa campanha Verão 2012 da Cantão ©Divulgação

A marca carioca Cantão elegeu três fotógrafos para retratar sua campanha de Verão 2012. O objetivo é que cada um interprete com suas próprias lentes o que é viver bem, o tema desta coleção. O lúdico, a espontaneidade e a leveza são sensações que a grife pediu para que fossem captadas na fotografia. Segundo Rick Yates, do marketing da marca, a ideia de viver bem com alegria faz parte do mote da grife. “A gente acredita que essa coisa de viver bem é atemporal e a alegria é uma escolha, você escolhe a alegria como mote de vida. O Cantão tem essa característica, é uma marca colaborativa, criada a muitas mãos e tem uma capacidade de renovação muito grande”, diz.

cantao1Prévia das fotos da campanha por Lucas Bori ©Divulgação

Os três fotógrafos também entraram na história para trazer visões diferentes, já que têm personalidades e trabalhos bem distintos: Lucas Bori,  Vavá Ribeiro e Jorge Bispo. Bori fez dois ensaios, um com uma ideia de piquenique, com duas modelos em um pomar, e outro com uma pegada de tons neutros e naturais, estrelado pela modelo Aline Zanella, com o salão nobre do parque Lage como locação. As fotos de Bispo brincam com o conceito de color blocking, que, segundo Rick Yates, tem tudo a ver com a marca. Já Vavá Ribeiro ficou com os dois ensaios estrelados pela top Carol Trentini, um sobre jeans e outro mais geral, que parte da história do “viver bem”.

cantao5Prévia das fotos da campanha da Cantão ©Divulgação

A ideia de permitir que cada um dê sua visão do que é viver bem vai além dos fotógrafos. A Cantão lançou também um concurso de contos, no qual os participantes devem escrever sobre o que é viver bem e concorrem a um iPad, R$ 1,500 em roupas da Cantão, a publicação de seu conto em um livro e mais cinco exemplares deste livro. “A Cantão é uma marca que aponta para o fomento cultural e da arte, a gente quer alinhar o posicionamento da grife ao apoio à cultura, arte, comportamento. É para onde que a gente aponta”, afirma Rick.

cantao4Mais fotos da campanha da Cantão ©Divulgação

A campanha começa a ser veiculada em agosto, junto com a chegada da nova coleção às araras das lojas.

Cantão aposta no “viver bem” e convida três fotógrafos para traduzir essa ideia

#FFWprofile: conheça artista plástica Maya Hayuk

cantao 2Desfile da Cantão no Fashion Rio inverno 2011 ©Gabriel Cappelletti/Agência Fotosite

Quem chegava ao desfile da Cantão no Parque Lage, zona sul do Rio de Janeiro, se surpreendia não só com a natureza aos pés do morro do Corcovado, como também com as enormes esculturas de tecido espalhadas pelos galhos das árvores perto da passarela. Eram as obras da artista norte-america Maya Hayuk, convidada pela equipe de estilo da marca para criar estampas da coleção inverno 2011 e fazer a cenografia do desfile da grife no Fashion Rio inverno 2011.

Muralista, pintora e fotógrafa, Maya é reconhecida pelo trabalho com cores e já colaborou com artistas como M.I.A., TV on the Radio e The Beastie Boys.

Andrew Deitsh, Maya Hayuk, Elisita Punto ©Juliana Knobel

Andrew Deitsh, Maya Hayuk, Elisita Punto ©Juliana Knobel

Esta é a sua primeira vez no Rio de Janeiro? A cidade correspondeu as suas expectativas?

Esta é a minha segunda vez no Rio, terceira vez no Brasil _todas desde agosto de 2010. A minha vida toda eu tive vontade de vir para cá, porque eu sempre senti uma espécie de conexão com o lugar, que eu não consigo explicar exatamente. Todas as expectativas que eu talvez tivesse foram superadas e eu me apaixonei.

Como começou essa colaboração com a Cantão? Você já conhecia alguém da grife?

A Ludmila Bruscky (estilista da marca) viu meu trabalho em uma revista promovendo um evento da “Rojo Magazine” em São Paulo, no Museu da Imagem e do Som, e sentiu que nós estávamos pensando e trabalhando na mesma freqüência _e ela está certa.

E como foi o processo de criação para a Cantão?

Eu criei algumas pinturas grandes que dei para a Cantão, e a designer de lá as transformou em design têxtil que agora está sendo usado em grande parte da coleção. A equipe da Cantão veio para o meu estúdio no Brooklyn (em Nova York), onde o fotógrafo Vavá Ribeiro fez lindas imagens da modelo, Caroline Trentini, usando minhas pinturas como background. Então, para o desfile, eu trabalhei com a Helena Zollinger (a mesma designer da Cantão que trabalhou no meu design têxtil), e a artista Elisita Punto, do Chile, para criar uma atmosfera de mágica para o desfile de inverno. Eu fiz para as árvores esculturas de tecido e flores de cores intensas que ficavam penduradas nos galhos.

Como é a sua relação com a moda em geral? Você vê similaridades com o seu trabalho criativo?

É um só mundo criativo, na verdade. Minha relação com a moda neste patamar é muito nova e excitante. Eu já fiz muitos designs para camisetas, designs de tênis para a Reebok e pintei óculos para a Ray-Ban, mas este projeto com a Cantão vai muito mais fundo na arte da moda do que eu havia explorado anteriormente.

Você tem algum projeto em andamento em que devemos ficar de olho?

Eu volto para o Rio em abril para mais uma exposição com a “Rojo”, desta vez no MAM e também na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Eu vou trabalhar com as mesmas esculturas que eu criei para a Cantão, mas vou remodelá-las para um novo projeto e ideia… eu ainda não sei exatamente o quê.

+ mayahayuk.com

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#FFWprofile: conheça artista plástica Maya Hayuk

#Beleza #FashionRio #inverno2011_dia 4: tudo e um pouco mais!

CANTÃO

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“Eu quis fazer uma coisa bem com a cara da marca, jovem e natural”, explicou o beauty artist Daniel Hernandez no backstage do desfile da Cantão.

Para isso, o make é leve, com blush rosado cremoso para dar um ar saudável e só um pouco de rímel nos cílios superiores e inferiores. Só o batom que é um dourado metálico, “pra ir com a coleção que tem uma pegada de anos 1980, sem ficar muito literal”, ele afirma. O cabelo também tem um visual bem natural, com o ondulado feito com babyliss _o segredo é não enrolar a pontas!

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COCA COLA CLOTHING

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A maquiagem em tons terrosos da Coca Cola Clothing foi pensada pelo beauty artist Max Weber para combinar com a ideia do desfile, que remetia a andarilhos, à caminhada, à busca pelo novo.

Ele revela que a pele é preparada com corretivo, e uma base um pouco mais escura que o tom natural da modelo é espalhada nas partes do rosto, do colo e dos ombros que mais pegam sol; olhos e boca também ganham tons terrosos. O cabelo é feito com aplicação de pomada para dar forma, e então é preso em dois coques altos, um em cada lado da cabeça; quando os coques são desfeitos, os fios estão levemente ondulados. “É uma beleza que parece descuidada, mas não é”, ensina Max.

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R. GROOVE

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Para o desfile da R. GROOVE, de moda masculina, o maquiador Lavoisier deixou a beleza bem natural: “Acho que pra homem tem que ser bem pouquinho, só uma correção da pele e um cabelo bem natural. A ideia é corrigir e valorizar”, ele explicou.

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REDLEY

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Daniel Hernandez criou uma beleza com foco no cabelo, que vem solto e meio em onda, jogado todo para um lado só das costas. Para conseguir esse visual, o cabelo seco recebe mousse na raiz, é escovado para o lado e então é finalizado com xampu seco e spray nas pontas. A maquiagem é descomplicada; a pele é tratada com correção e base, e ganha blush cremoso e uma boca hidratada, sem batom.

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ESPAÇO FASHION

vídeo via @juknobel

O beauty artist Robert Estêvão quis fazer uma beleza “muito natural, fluida, iluminada”, e ensinou todos os passos para conseguí-la!

Os olhos têm uma sombra marrom esfumaçada e ficam sem rímel, com sobrancelha penteada e levemente delineada. A boca é coberta com base e o  blush é “super suave e cremoso, porque dá uma textura iluminada”, ele revela. O cabelo é escovado na raiz e enrolado bem de leve com um babyliss grosso, para não ficar muito marcado.

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NEW ORDER

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Para a última beleza do 4º dia de Fashion Rio Inverno 2011, Daniel Hernandez começou com uma pele bem feita, sobrancelha marcada, só um pouquinho de rímel e nada de sombra nem de blush, só um batom rosado. O cabelo acompanha o minimalismo e é preparado com escova e chapinha antes de ser preso em um rabo de cavalo baixo com divisão lateral bem marcada e receber uma boa dose de spray.

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#Beleza #FashionRio #inverno2011_dia 4: tudo e um pouco mais!

Renata Simon assume direção criativa da marca Cantão

20100507_Renata_311-Edit_WebO inverno 2010 do Cantão foi especial para a grife. Foi com esta coleção que a estilista Yamê Reis, se despediu da marca que dirigiu criativamente desde 2000 – “sinto que cumpri meu papel”, disse ao FFW na ocasião.

Agora, para o verão 2011 quem assume o posto de Yamê é a carioca Renata Simon, que atua nos bastidores da equipe de estilo do Cantão há cerca de 20 anos. “Pra mim está sendo desafiador e gratificante criar, junto com a minha equipe, algo que seja surpreendente e com a cara do Cantão como tem sido nas últimas edições”, conta ela sobre seu novo cargo.

A história de Renata com o Cantão vem de longa data. Tudo começou com um simples convite de trabalho por parte da marca. E não foi só por talento, não. Na época Renata  jamais havia pensando em mexer com moda, sendo que foi seu estilo pessoal que serviu de currículo.

No começo, sua função era de estilista de tecidos e jeans – o que se tornou um de seus primeiros contatos com o meio da moda. A paixão foi instantânea. Tanto que no início dos anos 90 foi estudar nos EUA, ganhando ainda mais experiência. De volta ao Brasil, passou por algumas confecções menores até que retornou ao Cantão como coordenadora de estilo em 1999.

Agora, seu principal desafio é dar continuidade ao legado de Yamê Reis, buscando um constante rejuvenescimento da marca.

Na foto Renata Simon ao lado de look do verão 2011 do Cantão.

Renata Simon assume direção criativa da marca Cantão

O ‘novo militarismo’ vai dominar o Inverno 2010!

Coven - Fashion Rio Inverno 2010Backstage do desfile de Inverno 2010 da Coven: militarismo reinterpretado através de tricôs e Lurex © Agência Fotosite

Agora que terminou a temporada de desfiles para o Inverno 2010, chegou a hora de filtrar as principais tendências que (re)apareceram nas passarelas.

Uma delas foi a onda militar, que contaminou todo o mundo da moda, transformando os trenchcoats nas novas jaquetas, os camuflados nos novos florais e o verde militar no novo preto, confirmando que a moda está em pé de guerra. Junya Watanabe, Burberry, Pedro Lourenço e Louise Goldin foram algumas das grifes que investiram na tendência nas semanas internacionais.

Apesar de serem eventos repudiantes, as guerras serviram, historicamente, como pool de inovações. Foi durante a 2ª Guerra Mundial, por exemplo, que surgiu o náilon como tecido usado nos paraquedas e outros itens militares. O próprio trenchcoat saiu dos campos de batalha. Além disso, macacões, jaquetas aviador, ombreiras, bolsos utilitários e uma infinidade de outros itens hoje comuns no nosso guarda-roupa antes eram restritos ao frontline.

A culpa pode ser da economia mundial instável, da violência urbana ou mesmo da ansiedade que já faz parte do nosso cotidiano. Cada vez mais queremos nos proteger do mundo lá fora. E a moda, como espelho da sociedade, reflete essa imagem de insegurança de váris formas, uma delas o militarismo.

A novidade agora é que a onda não se resume a jaqueta militar ou ao trenchcoat – item que foi tendência no Verão 2010. O militarismo do Inverno 2010 não é óbvio. Para muito além dos camuflados e jaquetas inspiradas nos anos 1940, as referências militares de agora são trabalhadas de maneira sutil. “Queremos apenas as referências leves do militarismo”, disse Maurício Ianês antes do seu desfile para a TNG em janeiro deste ano, durante o Fashion Rio.

Para a maioria dos estilistas que citaram a referência em suas coleções desfiladas nesta temporada, a sutileza foi um atributo essencial. O novo militar serve principalmente aos propósitos da alfaiataria, funcionando muito mais como elemento de decoração para blazeres, jaquetas, coletes e até camisas.

Foi assim na Juliana Jabour, onde o militar serviu de recurso essencial para dar força e estrutura a sua moda que costuma ser bem feminina. Para Alexandre Herchcovitch, veio como elemento de poder essencial para sua alfaiataria impecável, tanto no feminino quanto no masculino.

Na TNG, o militar também aparece escondido entre os motivos étnicos e mixado com as referências de esquimós caçadores do Alasca. Já na Cantão, a pluralidade de culturas e etnias de Budapeste abusa do verde militar e da modelagem de suas jaquetas e vestidos de ombros ligeiramente marcados. E na 2nd Floor uma das peças icônicas do militarismo – o trenchcoat – serve de base para modelagem da coleção inteira.

Até mesmo quando a referência militar é interpretada de forma mais literal, existem as modificações: nas proporções, modelagens e tecidos que ganham contornos mais contemporâneos, mais próximos da nossa realidade. Um dos melhores exemplos neste caso é a Coven que usou e abusou de tricôs e Lurex para retransformar o militar. Reveja:

+ Confira a Vitrine FFW especial sobre Militarismo

O ‘novo militarismo’ vai dominar o Inverno 2010!

Do militar ao artesanato: as tendências do inverno 2010

A temporada de inverno 2010 chegou ao fim (no Brasil, já que ela continua a partir de 11 de fevereiro em Nova York), mas o nosso trabalho está apenas começando. Para esquentar os motores preparamos uma lista que aponta os rumos do próximo inverno.

Vale lembrar que nenhuma das tendências a seguir é imutável, nem deve ser interpretada de forma literal– elas são as  vontades que guiam as principais grifes do Brasil nesta temporada, sendo assim devem aparecer nas araras da sua loja favorita.

Mas o importante, só pra reforçar, é que você mantenha seu estilo e tenha bom auto-conhecimento na hora de decidir o que usar ou não.

MILITARISMO

militarismo-inverno-2010 2nd Floor, Redley, Reinaldo Lourenço e Coven © Agência Fotosite

O pior da crise global pode ter passado, mas a insegurança continua no ar. E isso se reflete na criação de muitas grifes. Para se proteger de novas quedas, as referências militares aparecem fortes neste inverno – muitas vezes mixadas à alfaiataria que tem blazeres e trenchcoats contemporâneos.

TEXTURAS

texturas-inverno-2010Detalhes de looks de Huis Clos, 2nd Floor, Lucas Nascimento e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para agregar valor e informação aos looks do próximo inverno, um grande mix de texturas entra em cena. O liso contracena com o áspero em vários momentos através de tricôs, aplicações, matelassados. Em alguns casos, os brilhos são usados em contraste aos opacos, num jogo de texturas que vai além do tato. Elas traduzem os avanços das tecnologias têxteis e também a atual vontade de miscigenação da moda.

BRILHO

brilhos-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch, Lucas Nascimento e Printing © Agência Fotosite

Lurex, paetês, lamês, medalhas, correntes e superfícies metalizadas trazem brilho ao inverno 2010. Do mini ao maxi: prepare-se para brilhar na estação mais fria do ano.

ARTESANATO

tricos-inverno-2010Maria Garcia, 2nd Floor, Fabia Bercsek, Osklen © Agência Fotosite

A mesma incerteza que turbina o militarismo no inverno também fez necessária a presença de roupas confortáveis e humanizadas. Neste contexto, os tricôs (de pontos largos, para ficar evidente que foram feitos à mão) ganham relevância.

ÉTNICO

etnico-inverno-2010Alexandre Herchcovitch, Triton, Isabela Capeto e Cantão © Agência Fotosite

Elementos étnicos, às vezes em releituras conemporâneas, ressurgem para resgatar valores históricos que parecem perdidos nos dias de hoje. Bordados, estampas e técnicas de tecelagem são os principais elementos que traduzem essa tendência.

CORRENTES

correntes-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch e Fabia Bercsek © Agência Fotosite

A temporada de inverno no Brasil teve seus momentos altamente decorativos. Nestes desfiles as correntes aparecem com força total, substituindo as tachas que dominaram as duas últimas estações.

ZÍPERES

ziperes-inverno-2010Redley, Amapô e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para o inverno 2010 o zíper deixa de ser mero item funiconal e assume papel importante na decoração dos looks. Seja de forma evidente, seja como adorno – ele vem para dar forma e criar fendas sensuais nas roupas.

MUDANÇA DE FOCO

quadril-inverno-2010Andrea Marques, Maria Bonita Extra, Têca e Cori © Agência Fotosite

Os ombros marcados começam a perder relevância, dando lugar ao foco nos quadris. Calças com pregas e saias tulipa trazem volume à região, evidenciando a feminilidade da silhueta.

+ Veja todos os desfiles do SPFW inverno 2010

+ Veja todos os desfiles do Fashion Rio inverno 2010

Do militar ao artesanato: as tendências do inverno 2010

A moda sitiada: militarismo dita as regras no inverno 2010

Coven - Fashion Rio Inverno 2010Backstage da grife Coven: uma série de guerra do gravurista Goya inspirou o militarismo na coleção © Agência Fotosite

O FFW antecipou e os desfiles do Fashion Rio confirmaram: o militarismo é uma das grandes vontades o inverno 2010. Não de forma óbvia, indo muito além dos camuflados e jaquetas inspiradas nos Anos 40. “Agora queremos referências leves do militarismo”, disse Maurício Ianês antes do seu ótimo desfile para a TNG. E são leves mesmo. Para todos os estilistas que citaram a referência em suas coleções desfiladas nas passarelas cariocas, a sutileza era atributo essencial.

O novo militar serve aos propósitos da alfaiataria, funcionando muito mais como elemento de decoração para blazeres, jaquetas, coletes e até camisas. Foi assim na Juliana Jabour, onde o militar foi recurso essencial para dar força e estrutura à sua moda que costuma ser bem feminina. Na TNG, o militar também aparece escondido entre os motivos étnicos e mixado com as referências de esquimós caçadores do Alasca; enquanto na Cantão é a pluralidade de culturas e etnias de Budapeste que abusa do verde militar e da modelagem de suas jaquetas e vestidos de ombros ligeiramente marcados. Já a Coven optou por uma imagem militar um pouco mais literal, mas saiu ganhando ao investir no avançado trabalho de tricô com Lurex.

A moda sitiada: militarismo dita as regras no inverno 2010

De Madonna a Misora Hibari: ouça as trilhas que rolam no Fashion Rio

Música e moda andam de mãos dadas em qualquer desfile. No segundo dia do Fashion Rio, teve de tudo um pouco _pop, eletrônico, rock e até música oriental. E só aqui no portal FFW você ouve os aúdios completos que fizeram tremer o catwalk.

No desfile de Walter Rodrigues, bases de PJ Harvey e de Bat For Lashes foram soltas junto à voz da cantora japonesa Misora Hibari, musa do estilista que mostrou influências orientais na passarela.

 

Dando ritmo à estreia de Lucas Nascimento no Fashion Rio, o músico Paulo Bega elegeu uma faixa de Frankie Knuckles, mixada com inserts de outras variadas. De longe, a melhor trilha do dia.

Na Cantão, a trilha foi  uma versão turca de uma música de “Music”, da Madonna, contou Zee Nunes, o diretor do desfile. O produtor Max Blum adaptou o dance da rainha do pop para o clima cigano-freak da grife, que tinha Fernanda Lima na passarela.

Já na Printing, Felipe Foratinni deu ritmo ao inverno cheio de brilho da marca. Ouça abaixo!

De Madonna a Misora Hibari: ouça as trilhas que rolam no Fashion Rio

“Cumpri meu papel”, diz Yamê Reis sobre sua saída da Cantão

yamêResponsável por recolocar a Cantão nos trilhos da moda dos anos 2000, a estilista Yamê Reis se despede da marca com sua coleção para o inverno 2010, desfilada nesse sábado (09/01) no Fashion Rio.

Segundo a diretora da marca, Renata Mancini, a saída foi decidida em comum acordo. “A Yamê contribuiu muito para a grife nesses 3 anos que assumiu a direção criativa, e juntas decidimos que era hora de amadurecermos separadamente”.

Durante os anos em que permaneceu na Cantão, Yamê conseguiu modernizar a imagem da marca, oferecendo para suas consumidoras produtos em perfeita sintonia com as vontades do momento e cheios de informação de moda. “Sinto que cumpri meu papel”, conta Yamê. “Aprendi muito durante minha estada na Cantão, e vejo este momento como o fechamento de um ciclo”.

Novidades? “Elas estão por vir, mas por enquanto não posso contar nada. Só posso adiantar que continuarei fazendo o que faço”, afirma Yamê. A Cantão, segundo Renata, já está em busca de um possível sucessor, porém sem nenhum nome em vista. “Temos um time de estilo muito forte, então não temos tanta urgência nessa busca”, explica a diretora da marca para quem “mudanças são sempre positivas”.

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“Cumpri meu papel”, diz Yamê Reis sobre sua saída da Cantão