Francisco Costa cria coleção inspirada no Brasil para gigante de departamentos

03/04/2012

por | Moda

O designer Francisco Costa com dois croquis da coleção para a Macy’s ©Reprodução

A gigante norte americana de lojas de departamento, Macy’s, anunciou o lançamento da sua promoção de primavera, “A Magical Journey to Brazil” (uma viagem mágica ao Brasil) para o próximo mês de maio em todas as suas lojas. Parte da promoção, que trará para as lojas em todos os Estados Unidos um pouco da cultura brasileira através de peças de artesanato, acessórios e arte de vários artistas brasileiros, será a colaboração com o designer da linha feminina da Calvin Klein Collection, o brasileiro de Guarani, Francisco Costa.

A coleção cápsula será composta de uma edição limitada de vestidos com a etiqueta “Francisco Costa para Calvin Klein” e os preços vão de US$ 135 a US$ 180 (aproximadamente R$ 250 e R$ 330). Parte da venda beneficiará a floresta Amazônica.

A inspiração para as peças, segundo Martine Reardon, vice-presidente executiva de marketing da Macy’s, “veio mais da arquitetura e do por do sol brasileiros do que de cores vibrantes e grafismos marcantes pelos quais muitos designers brasileiros são conhecidos.” Ao que parece, Costa traduziu a estética minimalista da Calvin Klein, com linhas bem definidas e cores suaves sem perder a inspiração brasileira que lhe foi pedida.

As peças estarão disponíveis em mais de 80 das lojas Macy’s e também no site da loja, que entrega no Brasil.

Outros dois nomes que também vão fazer parte desta homenagem da Macy’s ao Brasil são Cecília Prado e a estilista carioca Isabela Capeto.

Diretor de criação da Calvin Klein fala sobre moda para a geração digital

22/11/2011

por | Moda

Campanha CK One ©Reprodução

Nesta terça-feira (22.11), São Paulo recebe a festa de lançamento da nova linha jovem da Calvin Klein, a CK One. Inspirada no perfume homônimo, a linha já foi lançada globalmente nos Estados Unidos, China, Japão, Inglaterra e Alemanha e, agora, aterrissa no Brasil. A ideia é ser uma nova linha de jeans e t-shirts icônicas, destinada a uma geração jovem, de 18 a 25 anos, uma geração digital. “Eles não querem usar o mesmo jeans que o pai e mãe, querem ter uma expressão diferente. A forma como eles se vestem é diferente, com calças skinny, camisetas largas, andróginas, meio ‘boyfriend T-shirts’ e trouxemos isso para a coleção”, contou Kevin Carrigan, diretor global de criação da CK Calvin Klein, Calvin Klein Jeans e Calvin Klein.

A linha pretende ter um preço mais acessível e, na campanha da coleção de estreia, traz vários nomes como Abbey Lee Kershaw e Alice Dellal falando sobre assuntos da juventude (dá para ver tudo no canal  da marca no YouTube). O FFW conversou com Kevin, que falou da moda global, da experiência de fazer roupas especialmente para a geração digital e mais. Confira:

Kevin Carrigan ©Reprodução

Como você vê a moda destes jovens?

Eu queria alcançar um público de 18 a 25 anos, uma geração digital, do Facebook. O que estamos encontrando pelo mundo é um espírio “glocal” (global + local). O fato de termos estas possiblidades enormes de comunicação, de compartilhar, dessa geração que está compartilhando muitos sentimentos, que está compartilhando suas vidas. É como estar no mundo inteiro, mas ser individual. É ser muito individual, mas fazendo parte desta comunidade global.

É mais fácil ou mais difícil criar uma coleção para este público?

Acho que é mais difícil, porque esses jovens têm muito discernimento, sabem muito sobre design e são interessados em moda. Alguns não têm muito dinheiro para comprar todas as roupas que criamos e o que foi importante na CK One é que procuramos criar uma linha bem acessível, nos preços, para alcançar um público mais amplo. Sempre achei que jeans e camiseta, sendo com o hippies nos anos 70, ou os punks nos anos 80, são uma expressão do nosso tempo, do que estamos vivendo. Para mim foi mais difícil de uma forma ter certeza que as roupas eram legais para eles. O importante era que as mães e pais não pudessem usar essas roupas. Foi muito difícil e um desafio.

A coleção é a mesma no mundo inteiro ou dependendo do local é possível encontrar modelos ou cores diferentes?

É uma linha global para a primeira coleção, para o lançamento, mas, obviamente, temos um site da CK One e vamos ter muita interação com os consumidores e eles vão começar a me dizer como evoluir.

O que te inspirou para fazer a coleção?

O perfume CK One. É leve, é andrógino. Eu quis então que as roupas tivessem uma leveza e que não fosse temporal, que fossem boas escolhas para o inverno ou para o verão. Um jeans bom para usar o ano inteiro.

Por que vocês decidiram fazer esta coleção?

Com tudo o que estava acontecendo com Facebook e no mundo digital com toda a comunicação eu senti necessidade de vestir essa geração. Porque o que eu estava vendo no mundo inteiro eram mulheres de 50 vestindo o mesmo jeans que mulheres de 20. O que não é uma coisa ruim, mas eu pensei que quando eu era jovem, a última coisa que eu queria era usar o mesmo jeans que os meus pais. Então senti que especialmente na área de denim havia uma lacuna nessa ideia de “não quero usar a mesma calça jeans que meu pai ou minha mãe, quero usar algo que seja diferente”.

E como você espera que o mercado aceite a coleção?

As roupas já estão nas lojas brasileiras há um mês e têm feito sucesso. Passei por umas lojas e as pessoas estão gostando, começando a reconhecer a linha. A reação tem sido muito positiva.

Campanha CK One ©Reprodução

Como você enxerga o Brasil como um mercado de moda?

O Brasil é um dos nossos mercados que crescem mais rápido. Na parte de jeans e underwear é inacreditável. As pessoas por aqui conhecem muito a Calvin Klein. Os brasileiros são muito sexys, nós fazemos roupas sexys. Tudo tem uma pegada de modernismo, mas com respeito a sua cultura. Chamo o Brasil como um local do futuro. Há uma grande aceitação da marca aqui.

O seu trabalho na Calvin Klein é muito amplo, qual sua parte favorita?

Todo ele. Eu amo moda, amo design, eu não poderia parar de fazer design. Eu vejo o Oscar Niemeyer, que tem 103 anos, ele ainda desenha até hoje. Isso para mim é o principal desafio e o que me faz continuar. Eu amo criar. Tem isso de você criar coisas que conseguem alcançar muitas pessoas de vários pontos de vista. É isso que amo, amo design.

Como é sua rotina de trabalho?

Eu viajo muito, trabalho com muitas pessoas de vários ramos, stylists, equipe de marketing, de relações públicas. É muita interação com as pessoas.

Apesar de ser uma marca americana, a Calvin Klein também é muito internacional. Na própria empresa se vê isso: Francisco Costa é brasileiro, Italo Zucchelli é italiano e você, britânico. Isso faz parte de escolhas da marca, vocês precisam se adaptar à linguagem americana da marca?

Para mim, ser britânico e ter estudado na Royal College of Art me expôs a muita cultura club, moda underground… É uma mistura de culturas. E na Calvin Klein é possível reduzir, minimizar, editar e deixar essas influências culturais com cara de futuro. Isso é muito Calvin Klein. E tudo isso é feito de um jeito sem esforço. Essa praticidade americana, de, por exemplo, mulheres que vestem Calvin Klein, passam o dia inteiro no escritório, mas tudo isso usando tênis. Essa praticidade americana misturada à alfaiataria britânica, por exemplo, é uma mistura que eu amo. É um mix do meu lado formal britânico e desse lado prático americano que eu adoro.

O que você conhece da moda brasileira?

Não muito. Osklen, Lenny, Alexandre Herchcovitch. No entanto, acho que o Brasil tem conseguido se colocar muito bem no sentido de semanas de moda com o São Paulo Fashion Week. São Paulo é uma cidade do futuro e vejo isso ficando cada vez mais importante.

Kevin Carrigan ©Reprodução

Você acha que do jeito que está a moda hoje ainda dá para definir uma mulher brasileira, francesa, italiana…?

Acho que apesar de a moda estar internacionalizada, as pessoas colocam sua história e sua cultura na hora de se vestir. E elas mostram isso na forma que usam as roupas.

O que você faria se não trabalhasse com moda?

Não me vejo muito não trabalhando com moda. Mas talvez como designer de interior, arquiteto, trabalhando com filmes… Definitivamente com algo criativo. Preciso fazer algo criativo. Voltando ao Oscar Niemeyer, ele é uma inspiração para mim. Ver ele trabalhando, aos 103 anos, e fazendo projetos. Ele quer continuar fazendo design e eu não quero parar também, não importa minha idade.

Você trabalha criando várias linhas para a Calvin Klein. Existe algo que você ainda não tenha feito e que gostaria de fazer?

Um hotel, com certeza. Ia amar fazer os uniformes, a comida, a parte de arquitetura, a decoração. Colaborar com os profissionais de todas essas áreas. Eu ia adorar ver um hotel da Calvin Klein. Ou, quem sabe, um hotel do Kevin. KC Hotel (risos).

E o que se pode esperar da marca daqui para frente?

Quem sabe? Celulares, computadores, qualquer coisa. Nossas linhas não são só de roupas, fizemos coisas para casa, óculos, relógios… O importante é que a marca consegue preservar seu DNA em qualquer forma de mercado em que se encontre.

Apps, mulheres, pesquisa, arte: um papo rápido com Francisco Costa

05/05/2011

por | Gente

franciscoO estilista Francisco Costa ©Reprodução

Durante sua passagem por São Paulo, para participar do jantar da amfAR na casa do arquiteto Felipe Diniz, Francisco Costa bateu um papo rápido com a gente. No meio da conversa  ele encontrou com o diretor de arte Giovanni Bianco e com o CEO da Calvin Klein Inc, que esteve no Brasil pela primeira vez.  Simpático, tranquilo e sorridente, Costa fala misturando português e inglês: “Você se importa? Não gosto de fazer isso, é tão antipático, mas tem palavras que ficam mais fáceis em inglês”.

Qual a sua relação com a internet? Frequenta rede social?

Não, nada. Não fico muito online.

Mas nem no iPad, no celular?

Eu tenho iPad, adoro! Adoro fazer download de filmes.

Quais são seus aplicativos favoritos?

Tenho todos os de revista. E meu amigo me mostrou um desses que tira fotos fantásticas que eu também adorei.  Acabei de comprar um iPhone, pois antes eu usava o Blackberry. Quem sabe meu tempo online vai mudar agora com o iPhone. Essa terceira dimensão é inevitável…

Como é a sua relação com a arte?

Eu, junto com a Calvin Klein, faço muitas colaborações com esse universo, inclusive fiz um trabalho para o Whitney Museum em que eles me pediram para desenvolver uma história com três artistas: Vik Muniz, Ghada Amer e Billy Sullivan. Eu gosto muito de conviver com artistas, eles são como para-raios, têm uma sensibilidade mais forte, têm aquela energia, aquela visão.

Você se considera um artista?

Eu tenho sensibilidade, mas ser um artista… (pensa, tímido). É…, não. Acho que não.

Suas coleções sempre apresentam materiais inovadores. Como é esse departamento de pesquisa na sua marca?

Olha, eu tenho só uma assistente fazendo isso. O negócio é que eu adoro tecido, desde pequeno. Meus pais tinham uma fábrica de roupa infantil e eu ia com a minha mãe para a Fenit, era fantástico, uma coisa enorme. Tecido é fundamental e é uma das coisas que me dá mais prazer. Mas é uma pesquisa constante e eu trabalho diretamente com as fábricas, tenho uma ótima relação com elas, que estão espalhadas pelo Japão, Itália… Então para mim é uma coisa fácil, dou um telefonema, conversamos e partimos daí.

ckPesquisa de materiais similares à pele no desfile de Outono-Inverno 2011 ©Reprodução

E o que você está pesquisando agora?

Agora estou fazendo o desenvolvimento de tecidos para a coleção de Inverno, que lança em novembro. Eu fiz uma pesquisa em que fotografei algumas ruas de Nova York, de East para West e o que saiu nas fotos é muito interessante, porque tanto o East Side quanto West Side são completamente simétricos. Por exemplo, tem uma igreja a dois blocos do rio, e de um lado e do outro é a mesma coisa, exatamente a dois blocos, só que do outro lado. Acabei descobrindo várias coisas, bueiros, fotografei todos esses elementos e estou desenvolvendo tecidos que tenham relação com aquilo, com texturas e grafismos presentes nessa coisa da cidade. É um trabalho de descobertas e pesquisas.

Tem algum material que você não conseguiu desenvolver?

Tem um que eu quero fazer, mas ainda não cheguei lá. É tipo um tecido de paraquedas, tem que ter aquela leveza que, quando você andasse, o tecido se movimentasse com você, criasse formas e volumes. Comecei a desenvolver com um pessoal do Japão, mas ainda não cheguei lá, porque tem que ser tão leve, tão leve, mas não pode ser transparente também, entendeu? É um trabalho gostoso, mas é a longo prazo.

Quanto tempo leva da pesquisa a finalização?

Seis meses.

Como funciona o processo de casting para os seus desfiles? Qual perfil você procura?

Tem a ver com o que a coleção vai mostrar, por exemplo, essa última foi bem baseada naquela época mod, anos 60, em Londres. Então as meninas tinham um frescor, uma fragilidade, uma sensação de descoberta, algo mais leve. O perfil da coleção precisava de modelos assim. E existe essa loucura de colocar garotas novíssimas, que nunca desfilaram antes… A gente tem que fechar exclusividade com várias, que nunca haviam aparecido em lugar nenhum. Na temporada passada foram seis que desfilaram com exclusividade e que eram realmente novas. Também gosto de ter outros perfis e não só garotinhas, pois minha cliente é mais velha. Agora, se aparece uma menina de 16 anos maravilhosa, é impossível não usá-la, entendeu? É uma coisa orgânica.

Quais mulheres que não são modelos que você acha bonitas?

Camilla Nickerson (45 anos, top stylist fixa da “Vogue” americana e “W”)  é fantástica, me inspira demais.  Lauren Hutton continua um super ícone nos EUA, porque ela tem essa coisa de independência. É muito diversa a forma como a gente vê a mulher hoje.

camilla-laurenCamilla e Lauren: inspirações para Francisco Costa ©Reprodução

Reveja o desfile de Outono-Inverno 2011 da Calvin Klein Collection

Primeira etapa termina com clássicos americanos, CK e Ralph Lauren

18/02/2011

por | Moda

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CALVIN KLEIN

No último dia da semana de moda de Nova York, Francisco Costa mostrou a coleção da Calvin Klein Collection, um dos desfiles mais esperados da estação. Como sempre ele manteve sua linha de design minimalista e apostou forte em um trabalho de texturas. Uma delas, a que parecia mais confortável, lembra pelúcia. Uma pelúcia muito fina, claro! Apesar de não ter sido uma de suas melhores apresentações, é sempre um aprendizado olhar as peças criadas por Costa. Além do rigor da silhueta, há sempre uma nova proposta com materiais, que é o ponto forte deste desfile.

Coleção: Poucas cores, entre elas branco, grafite, cinza e camelo, pontuaram a coleção. Ao contrario do que vimos ao longo da semana, os vestidos ganham comprimentos acima do joelho, emu ma silhueta mais jovem. Há boas opções de vestidos sem manga e muitas outras de casacos e jaquetas para vestir por cima. Tudo reto, simples, impecável, com um ou outro exercício de volume.

Opinião: Como disse Suzy Menkes ao FFW, Francisco Costa é um grande representante brasileiro na moda global. E ele continua a desempenhar seu trabalho com foco, inteligência e inovação.

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RALPH LAUREN

Ralph Lauren olha para o Oriente como inspiração, China especialmente. No casting, muitas modelos orientais. Na trilha, um cover de “China Girl”, de David Bowie. A passarela preta parecia envernizada e as roupas tinham texturas brilhantes e lustrosas.

Coleção: Os básicos da Ralph Lauren, só que agora “envenenados”: por mais clássico que era o look, a textura do material o transformava em algo bastante chamativo. Por clássicos leia-se uma série de camisas brancas, ternos, paletós, jaquetas e calças de lã com a cintura mais elevada. O preto dominou a coleção que era cortado pelos acessórios, entre eles sapatos (vermelhos e verdes) e colares.

Opinião: O excesso de brilho que pontuou a apresentação de uma maneira geral deixou a coleção um pouco over. Vamos lembrar que foi uma coleção inspirada na China… Mesmo assim, deixou a desejar em uma estação em que apareceram experiências com novos materiais e uma nova proposta de shapes. Os mais novos viraram os novos reis.

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L.A.M.B.

A cantora Gewn Stefani fez uma apresentação diferente para o desfile de sua grige L.A.M.B. Ela dividou o show em seis partes, cada uma com um estilo específico e trilha e casting próprios. Tudo ia muito bem até que um sapato voou e a modelo foi para o chão. Para a imprensa internacional, imperdoável. Falaram que não adiantava muito o esforço se o produto era mal feito. Ui!

Coleção: As Soldier Girls portam looks militares. As calças tem um shape interessante, entre elas uma versão plissada com estampa army; as Ragga Muffin são divertidas com seus gorros Rastafari e suas roupas com as cores tradicionais do reagge, da bandeira da Jamaica. As London Girls usam roupas inspiradas no guarda-roupa masculino, como paletós, jaquetas de couro e malhas com decote em V. Tudo meio óbvio, como as gravatas para pontuar a questão masculina. As Buffalo Girls são cool, com saiões, panos enrolados e uma silhueta mais relax. Em Mod Girls, a moda é mais gráfica, com estampas de listras e bolinhas. As Glamour Girls são peruas dos anos 70, loiras como Stefani, abusam da sensualidade em vestidos pretos decotados e transparente. Não rolou muito…

Opinião: É um tipo de apresentação que, obviamente, tem que caber dentro da história e da atmosfera da marca. Por sua relação com a música, Gwen tabém não precisa ficar tão presa aos formatos de desfile tradicionais. Parece um pouco sem foco, uma salada de frutas maluca, mas é uma forma de comunicação com as milhares de fãs-consumidoras que Gwen tem espalhadas pelo mundo.

Veja aqui todas as fotos das melhores coleções de Nova York

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Calvin Klein Autumn Winter 2011
New York Fashion Week
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Editorial Use Only

Semana de moda de NY começa com desfiles, festas e novidades

10/02/2011

por | Moda

nova york©Romeuuu

Nova York dá o start para a temporada de moda internacional, que começa hoje (10.02) e segue até o dia 9.03, passando ainda por Londres, Milão e Paris.

O FFW vai cobrir os melhores momentos das semanas, com notícias frescas sobre as coleções e muitas fotos, que podem ser vistas nos mínimos detalhes com a ferramenta de zoom.

postImagem da nova revista “Post”, feita especialmente para o i-Pad ©Reprodução

Em Nova York, alguns acontecimentos paralelos trazem ainda mais agitação à semana, entre eles o lançamento da coleção da Maison Martin Margiela para a loja Opening Ceremony, a abertura da primeira loja de Alexander Wang, a festa de Alex Dellal no Soho House em torno de sua revista para i-Pad “Post”, e o lançamento do livro “Eleven”, do ex-editor da “W”, Dennis Freedman.

Veja abaixo o calendário com os desfiles mais importantes de Nova York:

11.02

10h Peter Som

13h Jason Wu

20h Three as Four

12.02

12h Prabal Gurung

17h Alexander Wang

18h Charlotte Ronson

19h G-Star Raw

20h Altuzarra

13.02

9h Victoria Beckham

10h Derek Lam

11h VPL by Victoria Bartlett

13h DKNY

14h15 Tory Burch

16h Diane von Furstenberg

17h Y-3

20h Tommy Hilfiger

14.02

10h Carolina Herrera

11h Carlos Miele

13h Ohne Titel

14h Dona Karan

20h Marc Jacobs

15.02

11h Vera Wang

12h Rodarte

13h Diesel Black Gold

14h Hervé Léger

15h Risto

16h Marc by Marc Jacobs

18h30 Halston

20h Narciso Rodriguez

16.02

10h Michael Kors

13h Herchcovitch; Alexandre

13h Jeremy Scott

13h Oscar De La Renta

18h Anna sui

20h Proenza schouler

17.02

10h Ralph Lauren

13h L’Wren Scott

14h Calvin Klein Collection

20h L.A.M.B.

#RedCarpetFeelings: as melhores escolhas do #GlobodeOuro2011

17/01/2011

por | Moda

Na noite do último domingo (16/01) aconteceu a 68ª edição do Globo de Ouro. Entre indiações e troféus, ficamos de olho mesmo foram nas escolhas das atrizes que pisaram no tapete vermelho da premiação.

O FFW selecionou as 5 escolhas mais legais (e 1 look-bônus), levando em conta a ousadia _e ironia_ das escolhas.

GOLDEN_GLOBESTilda Swinton, Helena B. Carter e Julianne Moore ©Reprodução

Tilda Swinton foi de Jil Sander Spring 2011. Só o fato da atriz sair do óbvio vestido longo e usar ‘saia + camisa fazem dela a escolha mais ousada e elegante.

Helena Bonham Carter escolheu um modelo Vivienne Westwood, que muitos (no twitter) julgaram duvidoso. O FFW discorda e acha a escolha super ousada e divertida. A cara da atriz.

Julianne Moore, de Lanvin, acertou ao escolher pink no meio de tantos nudes, pretos e vermelhos. O volume na manga e a silhueta que afunila sutilmente também merecem destaque.

GOLDEN_GLOBES2Natalie Portman, Emma Stone e Olivia Wilde ©Reprodução

Natalie Portman, de Viktor & Rolf, escolheu uma silhueta império (que valoriza sua gravidez) e tons claros, mas a aplicação da rosa vermelha é um detalhe que quebra toda essa aparente delicadeza.

Emma Stone escolheu um Calvin Klein que se destaca pela cor e pela silhueta simples. Em uma premiação que 9 em cada 10 convidadas escolhem brilhos, decotes e babados, quem opta pelo minimalismo acaba chamando mais atenção _e ficando mais elegante.

Olivia Wilde foi de Marchesa _escolha certeira nos bailes de Hollywood_, com muito brilho e muito volume. E o FFW gostou justamente por isso. Se é para brilhar e ir com saião, que exploda de uma vez!

Confira na galeria abaixo os looks das demais convidadas:

Marcas internacionais mergulham de cabeça na onda digital

21/10/2010

por | Moda

CAMPANHA DA PRADA INVERNO 2010:

Depois do frenesi das transmissões ao vivo, dos vídeos de backstage, e tweets dos próprios estilistas direto da boca de passarela, agora chegou a vez das campanhas pegarem o bonde da revolução digital.

No inverno 2010, por exemplo, vimos pequenos vídeos de making-of vazando (propositalmente) meses antes das campanhas estarem finalizadas. Karl Lagerfeld clicando suas modelos num prédio de Nova York para a Chanel, seguido de Madonna para Dolce & Gabbana, Lara Stone na Calvin Klein, o casting poderoso da Louis Vuitton (Christy Turlington, Karen Elson e Natalia Vodianova) e por aí vai.

MAKING OF DO INVERNO 2010 LOUIS VUITTON:

Os filmes de moda estão longe de ser novidade, mas ainda assim um considerável número de importantes marcas apresentou pequenos clipes como extensão das imagens estáticas que rechearam as edições de setembro e outubro das principais publicações do meio. A Calvin Klein Underwear com as mais diversas encarnações de Zoe Saldana, o show de karaokê de Angela Lindvall ao som de “Fever” para Prada, Georgina May Jagger para a Hudson Jeans e até o novato Alexander Wang, fazendo seu debut em campanhas, não perdeu tempo e se lançou na onda das imagens em movimento.

A tendência por formas adicionais de conteúdo como maneira de intensificar (pelo menos em tese) o diálogo entre marca e consumidor se tornou tão bem estabelecida que agora não é apenas uma opção de estratégia de marketing, mas sim uma necessidade. Tudo isso tem contribuído para um verdadeiro overload fashion digital, deixando os consumidores, se não confusos, no mínimo um pouco atordoados.

MAKING OF BURBERRY INVERNO 2010:

Na liderança da revolução digital na moda, a Burberry foi uma das poucas a tentar algo novo. Ainda que de forma tímida, transformou suas imagens para o inverno 2010 numa espécie de imersão. Além das 14 imagens, Mario Testino é responsável por 6 vídeos interativos e sensíveis ao movimento (do mouse), permitindo rotações e mudanças de ângulo de até 180º.

A Calvin Klein, por outro lado, aproveitou a experiência de ter seus anúncios censurados nos EUA para lançar um outdoor em forma de QR code gigante. Quando lidos pelas câmeras de celulares, revelam as imagens e vídeos de Lara Stone, por Mert Alas e Marcus Piggot, que podiam ainda ser enviados para amigos via Facebook ou Twitter.

+ Leia a Pensata da Palô que fala sobre a crise da imagem de moda

Calvin Klein: outdoors “censurados” em NY e LA

16/07/2010

por | Moda, Techno

Depois de sofrer duras críticas e censura por conta do vídeo da campanha de verão 2009, a Calvin Klein resolveu inovar e fugir dos comentários puritanos dos americanos para lançar a linha Jeans X.

ckbillboard-590-khz71310O outdoor e a frase “Get It Uncensored”, que em português significa algo como “remova a censura”, em NY © Reprodução

Dessa vez, ao invés de outdoors com fotos da campanha e muito sex appeal, a marca colocou QR codes vermelhos espalhados por Los Angeles e NY. Os interessados podem fotografar a peça com seus smartphones com leitores de QR Codes instalados e navegador por conteúdos exclusivos dentro do site da marca – como um vídeo de 4o segundos com Lara Stone e Grayson Vaughan, que estão na campanha ao lado de AJ Abualrub, Sid Ellisdon e Eric Anderson.

Os anúncios são assinados por Fabien Baron e foram fotografados pela dupla Mert Alas &Marcus Piggot.

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Diane Kruger encarna espírito da Calvin Klein Collection para perfume

12/05/2010

por | Beleza, Gente

A atriz Diane Kruger ganhou destaque internacional ao interpretar Helena de Troia, em 2004. Desde então, a alemã tornou-se presença constante no tapete vermelho e conquistou os fashionistas com seu estilo elegante e maquiagem sempre impecável.

Nada mais óbvio, então, do que tornar-se garota propaganda de um perfume – é não é da Chanel, mesmo com todos os anos de amizade entre a atriz e Karl Lagerfeld. Kruger é o rosto de “Beauty”, o novo perfume da Calvin Klein.

Há uma semana, ela acompanhou o diretor criativo da marca, Francisco Costa, ao Costume Institute Gala 2010. Pouco depois, a campanha caiu na rede. “É o espírito da [Calvin Klein] Collection – elegante, sofisticado, eterno e belo –, criado para atrair um cliente mais maduro”, disse o mineiro ao “WWD”.

calvin-klein-beauty-adDiane Kruger é o rosto da fragrância Beauty, da Calvin Klein; o comercial de TV começa a ser veiculado em outubro ©Craig McDean/Divulgação

O novo perfume (que inclui jasmim, madeira de cedro e sementes de ambrette) será lançado no mercado norteamericano em outubro. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil.

Diretor da Calvin Klein diz que os homens não querem abrir mão das calças skinny

03/05/2010

por | Moda

Na contramão das previsões feitas pelos principais especialistas em moda, Kevin Carrigan – diretor criativo da Calvin Klein – acha que os homens ainda não estão dispostos a abandonar suas calças skinny.

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Em entrevista ao jornal “WWD”, Carrigan afirmou que os homens se acostumaram com a modelagem slim, superadesiva. Justamente por isso, as calças de modelagem mais seca devem perdurar ainda alguns anos como favoritas no guarda-roupa masculino.

Para o stylist Heleno Manoel, “as calças skinny jamais vão sair de moda”. Mas o uso delas deve ser dosado: “Prefiro usar skinny pra socializar nas festas e eventos. Agora pra trabalhar durante a semana ou relaxar nos findes, o melhor mesmo é uma boa e confortável calça cargo, de modelagem mais folgada”.

Conheça a neo top Renata Sozzi, garota propaganda da Calvin Klein

24/02/2010

por | Gente

Com apenas 19 anos de idade e natural de Guarulhos, em São Paulo, Renata Sozzi está com tudo no circuito internacional. A agência Way Model, que cuida da carreira dela por aqui, acabou de confirmar com exclusividade ao FFW que Renata é a nova garota propaganda da Calvin Klein e que sua presença nos próximos anúncios da marca já está confirmada.

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No Brasil, a modelo é um dos rostos das mais quentes da nova geração e fez uma ótima temporada no eixo Fashion Rio-SPFW, desfilando para marcas como Alexandre Herchcovitch, Rosa Chá, Andrea Marques, New Order, Patachou, Glória Coelho, entre outras.

+ Veja os desfiles do SPFW Inverno 2010

+ Veja os desfiles do Fashion Rio Inverno 2010

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Na Semana de Moda de NY (veja as coleções completas aqui), Renata desfilou para as grifes Alice + Olivia, Juan Carlos Obando, Rachel Boy, Alexa Chung for Madewell, Tory Burch e Bryan Reyes.

Aqui no Brasil, ao lado de Carol Thaler, Viviane Orth e Alicia Kuczman, ela apareceu em editorial 3D (foto abaixo) para a revista “The KTRL Collective”, do fotógrafo Jacques Dequeker.

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“O que me motiva é dizerem que não vou conseguir algo. Daí corro atrás para provar que consigo! O que eu quero muito é ser feliz. Poder crescer, aprender diariamente, continuar a fazer o que gosto e ter força para mudar”, disse a modelo em entrevista para a revista “s/nº“, do fotógrafo Bob Wolfenson e de Hélio Hara e que estampou Renata na capa da edição “Calor”.

+ waymodel.com.br

Sportswear, conforto e praticidade: tudo começou nos anos 1950

23/02/2010

por | Moda

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Conforme os excessos caem em desuso com a preferência por roupas simples feitas em tecidos de altíssima qualidade e tratamentos avançados, o legado de Bonnie Cashin, estilista conhecida como “mãe do american sportswear“, se faz mais presente e relevante do que nunca.

Phoebe Philo, com sua coleção de estreia no verão 2010 da grife Celine, é a referência mais forte para outros estilistas que desfilaram no inverno 2010 da New York Fashion Week. Marc Jacobs, Phillip Lim e Michael Kors foram alguns dos nomes que trilharam os rumos apontados por Philo, detentora do mérito de ser umas das primeiras estilistas a detectar essa necessidade por roupas reais, que estejam em sintonia com o dia a dia das mulheres de verdade.

A atenção extrema ao material empregado na construção de peças de modelagem simples, favorecendo o conforto da mulher em diversas ocasiões do dia, contudo, tem origem nos anos 1950, quando Bonnie Cashin revolucionou a moda e o modo como as mulheres se vestiam num período em que a moda ainda era ditada pelas grandes maisons de altacostura em Paris.

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Dior vivia o auge com o seu New Look, devolvendo a feminilidade à moda que andava sóbria e masculina por conta da 2ª Guerra Mundial. Enquanto isso, nos EUA, as mulheres começavam a ganhar mais independência e assumir uma vida profissional de fato. Bonnie Cashin, aparentemente cansada do mimetismo da moda apresentada na Europa, lançou em 1952 a Bonnie Cashin Designs, abrindo caminho para uma série de marcas como Ralph Lauren, Donna Karan e Calvin Klein.

Na contramão da moda ultra feminina da época, revolucionou ao purificar as formas, trabalhando tecidos e cores de forma totalmente original e inovadora, criando coleções compostas por roupas feitas para durar.

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Cashin se cansou de ser controlada pelos fornecedores e foi a primeira a trabalhar com diferentes empresas ao mesmo tempo, produzindo coleções muito mais abrangentes e com preços ultra democráticos: suas etiquetas variavam entre US$ 15 e US$ 2.000.

Em 1951 introduziu o conceito das sobreposições de finas camadas de tecidos, influenciando o modo como nos vestimos até hoje. Dois anos mais tarde, em 1953, foi uma das primeiras a usar couro e camurça para moda de luxo; e em 1955 passou a utilizar materiais industriais para decorar suas criações. Em 1975, foi a primeira a lançar o conceito de “Sete Peças Fáceis”, de itens intercambiáveis e combináveis entre si.

Reverenciada por sua abordagem intelectual, artística, independente e ousada da moda, Bonnie Cashin foi considerada uma pioneira no segmento. Toda essa reinterpretação que a moda tem feito das roupas, em busca de looks mais confortáveis, com alta durabilidade, materiais de extrema qualidade e foco nas vontades das consumidoras é, de certa forma, graças ao legado de Cashin.

+ bonniecashinfoundation.org

Teoria das cores: branco segue líder nas paradas de verão

30/12/2009

por | Moda

Foto de editorial da revista W de Janeiro, clicado por Craig McDean

Foto de editorial da revista "W" de janeiro de 2010, clicado por Craig McDean ©Reprodução

Algumas manias são difíceis de superar: e o branco na virada do ano ocupa o topo da lista de superstições. Alheio aos credos e crenças, o branco que promete trazer paz e força para o ano que se inicia ganha relevância máxima nas festas de réveillon. Os desfiles para o Verão 2010 deram destaque à cor, mostrando que ela não serve apenas como coringa do guarda-roupa, mas também pode ser uma opção indefectível para quem quer obter um visual mais sofisticado, simples e elegante – trezentos e sessenta e cinco dias por ano.

Crendices à parte, o uso do branco no verão tem embasamento científico – como ele é derivado da junção de todas as cores do espectro visível ao olho humano, tem a propriedade de refletir todas elas. Na prática, uma roupa branca absorve menos energia do que uma roupa preta, deixando o corpo fresco mesmo nos climas mais quentes. Sem mencionar que a cor é associada à limpeza (é sempre mais fácil ver que uma roupa branca está ficando suja) e à saúde (qual a cor dos jalecos medicinais, mesmo?).

Por ser uma cor 100% neutra, é muito importante dosar uma montagem onde o branco seja dominante – pra não ficar sem graça, básico e sem informação. Assim como o preto, um look total branco pede peças texturizadas, com maior variedade de formas e volumes, além de materiais de excelente qualidade. Uma ótima saída é coordenar peças de comprimentos e proporções diferentes.

Branco com cáqui na Jil Sander, branco com preto na Givenchy, branco om amarrações e opacidade diferentes na Proenza Schouler e branco com cores fortes na Bottega Veneta, todos verão 2010

Branco com cáqui na Jil Sander; branco com preto na Givenchy; branco om amarrações e opacidade diferentes na Proenza Schouler; e branco com cores fortes na Bottega Veneta – todos verão 2010 ©Marcio Madeira

Mas se o look total branco não te agrada, então invista em peças brancas com outras tonalidades amenas – como bege, cinza, nude, gelo e quase todos tons pastel – que resultam em imagens naturalmente sofisticadas. O efeito final é quase o mesmo: simples, clean, elegante. Pense em Huis Clos, Yves Saint Laurent, Jil Sander, Calvin Klein e Maria Bonita para se inspirar.

Quanto mais diluídas forem as cores complementares ao branco, mais delicado e romântico é o visual. Cores fortes, por outro lado, acabam prejudicando o destaque que deveria ser do branco, transformando a cor em mera coadjuvante. O melhor nesses casos é deixar as cores mais altas restritas aos pequenos detalhes, como Tomas Maier mostrou no Verão 2010 da Bottega Veneta. Os filetes coloridos que aparecem de forma bem pontual saltam aos olhos, dando muito mais vida às peças de forma ampla.

O mesmo vale para o preto. A combinação preto no branco (ou vice-versa) é certeira, indo do clássico ao underground num piscar de olhos. O interessante neste caso, para manter o foco no branco, é reservar espaço para o preto nos detalhes. Se inspire no Verão 2010 da Givenchy. O estilista Ricardo Tisci combinou macacões brancos com blazeres pretos.

Confira também a nossa seleção especial de peças brancas na Vitrine desta semana!

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Branco com cáqui na Jil Sander, branco com preto na Givenchy, branco om amarrações e opacidade diferentes na Proenza Schouler e branco com cores fortes na Bottega Veneta, todos verão 2010

Sportswear: em sintonia com a realidade. Introduzido por Chanel no começo do século 20, o sportswear retorna aos holofotes da moda para reforçar valores como praticidade e simplicidade

11/11/2009

por | Moda

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Foi-se o tempo em que o termo sportswear (“roupas esportivas”) era usado somente para designar os trajes usados por atletas. Desde que os uniformes das mais variadas modalidades passaram a exercer extrema influência na moda – entre os Anos 70 e principalmente 80 (dominados por collants, leggings, moletons, polainas e bodies) – o estilo esportivo se tornou subjetivo.

Talvez por isso, o termo activewear foi aos poucos substituindo o sportswear no que diz respeito às roupas destinadas às atividades físicas. O sportswear agora se relaciona muito mais com o conceito de “esporte fino”, traduzindo praticidade e elegância “sem esforço” nas mais variadas ocasiões. É exatamente aqui que entra o Verão 2010, uma temporada marcada pela busca de simplicidade e sofisticação.

Apesar dos americanos serem os porta-vozes do sportswear, a origem do estilo nos remete à Europa. Gabrielle Coco Chanel (sim, a mademoiselle Chanel) introduziu os primeiros conceitos de trajes esportivos no prêt-à-porter, quando na cidade praiana de Deauville trocou a pompa das roupas femininas do começo do século 20 pela sobriedade do armário masculino. Inspirada pela simplicidade, pelo conforto e pela praticidade das roupas usadas por marinheiros e pescadores da região, criou o que ficou conhecido como o protótipo do sportswear. Mademoiselle Chanel disse adeus aos espartilhos e vestidos opulentos, apostando em peças moduladas, com formas soltas que proporcionavam mais liberdade de movimento.

1Celine, Jil Sander, Bottega Venetta e Stella McCartney e o novo sportswear do Verão 2010 ©FirstView

Décadas mais tarde, por volta dos Anos 70, estilistas americanos como Ralph Lauren, Calvin Klein, Tommy Hilfiger e, posteriormente, Donna Karan, Claire McCardell e Liz Claiborne, adaptaram os mesmo conceitos de conforto e praticidade para criar um estilo que ficou intimamente ligado à moda e ao estilo de vida dos americanos.

À medida que consumidores se adaptam à uma nova realidade de mercado e consumo (em boa parte derivada da recente crise global), sua relação com roupa e moda é reavaliada. O consumo é cada vez menos guiado por emoções ou desejos, e cada vez mais consciente e inteligente. É nesse cenário que o sportswear surge como uma das macrotendências (ou “vontades”) mais urgentes e relevantes da temporada.

Muito além de uma peça básica, ou simplificada, estilistas de todo o mundo mostram que o sportswear de hoje cultiva uma relação muito próxima dos valores que pautam o comportamento de consumo da nossa sociedade. Na prática? Busque a inspiração nos vestidos texturizados da Calvin Klein, nas desconstruções da Jil Sander por Raf Simons, na funcionalidade e versatilidade de Stella McCaterney e Celine por Phoebe Philo. Em outras palavras são pequenos detalhes que tiram a peça do lugar comum, elevam-as a um patamar onde qualidade em materiais, corte, modelagem e design primoroso se unem agregando valor a roupa que mantém uma relação extremamente próxima com a vida dos consumidores.