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Richard Phillips, pintor do pop e das celebridades, ganha mostra em NY

spectrum.abrejpg“Spectrum” ©Richard Phillips

Richard Phillips é um desses artistas que assumem mesmo sua vertente, sem medo de ser feliz. No caso dele, são as pinturas comerciais, especialmente de celebridades e modelos. Nascido em Massachusetts, em 1962, seu estilo remete às figuras dos anos de 1950 a 1970, porém com uma pitada sacana, meio porn. Este ano, ele foi além dos quadros e fez dois curtas-metragens para a Bienal de Veneza, com Lindsay Lohan e a ex-atriz pornô Sasha Grey. E neste final de semana o artista ganha exposição no East Hampton, em NY, na livraria e galeria de arte John McWhinnie & Glenn Horowitz.

Na exposição estarão expostos trabalhos de 1999 – 2010, que têm ligação direta com uma de suas frases mais famosas: “Minhas imagens envolvem um tipo de beleza desperdiçada – o que sempre foi um tópico do meu trabalho”. Tish Wrigley, da “Another Magazine”, escreveu que em todas as imagens em exposição pode-se notar essa intenção do artista: “As figuras te encaram com olhares sem brilho, seios nus, buscando despertar sem interesse, seduzir sem mistério. Ainda assim, elas atraem. [...] São interessantes apesar da beleza e sexualidade explícita, e não por causa delas”.

phillips_scout“Scout” ©Richard Phillips

A mostra tem o nome de “Ponto de Venda”, referência mais do que óbvia ao interesse do artista pela veia comercial, em todas as formas, já que Richard Phillips, além de fazer do comercial sua arte, também faz sua arte no comercial, como suas parcerias com marcas tipo Lacoste, quando fez camisas pólo em conjunto com a “Visionaire”, bolsas para a Jimmy Choo, e MAC Cosméticos, quando repintou um famoso quadro seu, “Der Bodensee”, com produtos de uma coleção da MAC. Um de seus mais recentes jogos de marketing foi aceitar ter dois de seus quadros (“Scout” e “Spectrum”) fazendo parte da decoração do apartamento fictício da família Van der Woodsen, do seriado adolescente Gossip Girl, exibido no Brasil pelo canal “Glitz*”.

phillips_colaboraçõesO quadro original “Der Bodensee”, e após “make-up” com produtos MAC ©Richard Phillips

Ao escolher retratar celebridades, Richard Phillips vai fundo no conceito e não esquece aqueles mais desafortunados perante a crítica, como Robert Pattinson e Taylor Momsen. Tais quadros também estarão na mostra. Para Tish, é justamente a falta de esnobismo artístico que impregna ao trabalho do artista seu poder e humanidade. “Seus trabalhos não julgam, eles apreciam”, escreveu ela na “Another Mag”. O que move o trabalho dele é o paradoxo entre o sobrenatural e o esmagadoramente real, que fica ainda mais óbvio, segundo a jornalista, nos curtas-metragens que marcaram sua estreia na Bienal de Veneza de 2011.

Richard Phillips: Point of Purchase fica em exposição até 08/08, na John McWhinnie & Glenn Horowitz Bookseller.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Phillips:

phillips_colaborações

Richard Phillips, pintor do pop e das celebridades, ganha mostra em NY

Tomie Ohtake comemora 10 anos do seu Instituto com mostra inédita

As comemorações dos 10 anos do Instituto Tomie Ohtake começam no dia 23/11, com uma exposição da artista japonesa (naturalizada brasileira desde 1940) Tomie Ohtake, que dá nome ao local, e completou 97 anos no último dia 21.

A exposição “Tomie Ohtake – Pinturas Recentes” traz 25 telas gigantes (entre 1,50 x 1,50 até 2 x 2 metros), que foram trabalhadas pela artista nos últimos 15 meses e são consideradas, por ela, um “passeio pelo círculo”. A forma geométrica, que apareceu em diversas fases de Tomie, agora é a peça central das pinturas, e na caligrafia japonesa, com o nome de “ensô”, simboliza o universo e o vazio, além de representar a perfeição.

tomie-ohtakeObras da artista Tomie Ohtake que estarão expostas a partir do dia 23/11 em seu Instituto ©Divulgação

Ohtake, que começou a pintar apenas aos 40 anos, já foi chamada pela crítica especializada de “a dama das artes plásticas brasileiras” e, curiosamente, não enxerga uma ligação consciente de sua obra com princípios orientais. No entanto, as formas sempre estiveram presentes em suas obras (pinturas, gravuras ou esculturas), fossem elas ovais, retangulares, cruciformes, quadradas ou representadas isoladamente, justapostas ou em série.

“Tomie Ohtake – Pinturas Recentes
QUANDO 23 de novembro de 2010, às 20h (convidados). Até 20 de fevereiro de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
ONDE Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros, SP
TEL (11) 2245-1900

Tomie Ohtake comemora 10 anos do seu Instituto com mostra inédita

Thom Yorke, do Radiohead, quer criar arte intergaláctica

Thom Yorke quer salvar o mundo, e quer também a sua ajuda para isto. O vocalista e líder do Radiohead está procurando 2 mil pessoas dispostas a criar uma instalação de arte humana e capaz de ser vista do espaço. A iniciativa faz parte do projeto 350 Earth, que visa levar notoriedade para as questões de mudanças climáticas.
“Queremos fazer uma imagem como um King Cnut que seja visível do espaço”, escreveu o músico e ativista no blog do Radiohead, DEAD AIR SPACE. King Canute foi um rei nórdico que tentava controlar as ondas _sua imagem estampa a capa do “The Eraser”, álbum solo de Yorke.
O projeto toma lugar em Cancun, no México, entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro.

Thom Yorke quer salvar o mundo, e quer a sua ajuda. O líder do Radiohead está procurando 2 mil pessoas dispostas a criar uma instalação de arte humana capaz de ser vista do espaço sideral, iniciativa integrada ao projeto 350 Earth, que visa dar mais notoriedade às questões climáticas.

“Queremos fazer uma imagem como um King Cnut que seja visível do espaço”, escreveu o no blog do Radiohead, DEAD AIR SPACE. Cnut foi um rei nórdico que sonhava em controlar as ondas do mar _sua imagem estampa a capa do “The Eraser”, álbum solo de Yorke.

A ação toma lugar em Cancun, no México, durante a conferência anual da ONU sobre aquecimento global, entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro. Esta não é a primeira vez que Thom se engaja fisicamente em prol de causas ambientais. Em dezembro do ano passado, ele se passou por um jornalista e invadiu a mesma reunião, em Copenhague, fazendo duras críticas às decisões tomadas pelo painel composto de políticos de diversos países do mundo.

“Princípios básicos são princípios básicos. É um monte de homens reprimidos de meia idade, que enxergam através das suas próprias esferas de interesses particulares, e não veem o processo como um todo”, criticou, na época.

Para fazer parte da ação, registre-se clicando aqui.

Thom Yorke, do Radiohead, quer criar arte intergaláctica

Circuito off-Bienal de SP: as exposições + quentes pra se ver!

São Paulo respira arte todos os dias do ano, mas em ano de Bienal essa oxigenação é máxima: galerias, museus e artistas independentes aproveitam os holofotes do maior evento de arte da América Latina para renovarem seus acervos.

Se você já viu tudo aquilo que os especialistas convidados pelo FFW indicaram da Bienal de São Paulo, aproveite o tempo livre para conferir o circuito off-Bienal.

O portal FFW selecionou os hotspots da arte em São Paulo que podem _e devem!_ ser visitados já:

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Choque Cultural (@choquecultural)

mariana-martins-manuscript-replica-choque-cultural“Manuscript Replica”, de Mariana Martins, no Acervo da Choque Cultural ©Divulgação

Mariana Martins realiza a exposição “Manuscript Replica”, no Acervo da Choque, na Vila Madalena (São Paulo). A artista plástica, filha de um dos nomes mais importantes da arte moderna, Aldemir Martins, é a fundadora da Choque Cultural e tem uma pesquisa concentrada nos diplomas e seus significados desde 1975.

Manuscript Replica por Mariana Martins @ Acervo da Choque
QUANDO: até 16 de outubro
ONDE: Rua Medeiros de Albuquerque, 250 – Vila Madalena – São Paulo
INFOS: (11) 3061-4051 | + choquecultural.com.br

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Galerias Emma Thomas (@_emmathomas)

galeria-emma-thomas_arma-branca_laerte-ramos_crédito-divulgaçãoA mostra “Armas Brancas” de Laerte Ramos na Galeria Emma Thomas ©Divulgação

A Galeria Emma Thomas recebe até o dia 20 de novembro a mostra “Armas Brancas”, do paulista Laerte Ramos. A exposição é composta de 100 armas de fogo com design inspirado em brinquedos, produzidas em cerâmica e pintadas na cor negra. O artista explora o elemento bélico por meio da cerâmica, argila, pedra e metal em seus trabalhos. “A distância do olhar do público é a responsável por determinar o elemento lúdico da obra, além da brincadeira com o termo arma branca”, explica o artista.

Armas Brancas, de Laerte Ramos @ Galeria Emma Thomas
QUANDO: até o dia 20 de novembro
ONDE: Rua Barra Funda, 216 – Barra Funda – São Paulo
INFOS: (11) 3666-6489 | + emmathomas.com.br

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Baró Galeria (@barogaleria)

galeria-baro_lygia-papeInstalação de Lygia Pape na Baró Galeria ©Divulgação

A Baró Galeria _que ocupa o mesmo galpão da Emma Thomas_ inaugura quatro exposições que ficam no ar até 20 de novembro. A galeria paulistana reúne trabalhos inéditos de David Medalla e Adam Nankervis, Carlos Fajardo, Claudia Jaguaribe. Os Irmãos Campanas (Humberto e Fernando) exibirão um site-specifc (obras criadas de acordo com o ambiente e com um espaço determinado) e colagens inéditas. Carlos Fajardo exibe pela primeira vez trabalho em vídeo “Cinema Mudo”. Claudia Jaguaribe apresenta na videoinstalação “Os Seus Caminhos” questões sobre a percepção humana em relação a água e a natureza. O filipino David Medalla e o australiano Adam Nankervis realizam uma homenagem a Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape em sua primeira mostra no Brasil. Os dois exibem instalações inéditas, trabalhos anteriores, registros fotográficos e vídeo em “The Secret History of Mondrian Fanclub – Part 3: So Pulo. Uma homenagem a Hélio Oiticica, Lygia Pape e Lygia Clark”.

Coletiva @ Baró Galeria
QUANDO: até o dia 20 de novembro
ONDE: Rua Barra Funda, 216 – Barra Funda – São Paulo
INFOS: (11) 3666-6489 | + barogaleria.com.br

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Galeria Fortes Vilaça (@fortesvilaca)

bicho-de-sete-cabeças-2010-erika-verzutti-galeria-fortes-vilaçaO “Bicho de 7 cabeças”, obra coletiva idealizada por Erika Verzutti ©Divulgação

A Galeria Fortes Vilaça recebe a obra “Bicho de 7 Cabeças”. A exposição, no Jardim do Galpão Fortes Vilaça, consiste de uma escultura monumental de Erika Verzutti em colaboração com os artistas Adriana Varejão, Alexandre da Cunha, Carlos Bevilacqua & Ernesto Neto, Damián Ortega, Efrain Almeida, Jac Leirner e Nuno Ramos. Para o “Bicho de 7 Cabeças”, 2010, Verzutti convidou artistas com práticas totalmente distintas para elaborar cada uma das cabeças, com a única condição de que estas fossem resistentes à intempérie.  Algumas das cabeças propostas por cada artista  ecoam, naturalmente, suas práticas individuais. Outras apresentaram resultados surpreendentes.

A Fortes Vilaça também abriga outras duas mostras: “Luiz Zerbini”, do autor homônimo; e “Recorrências”, de Mauro Restiffe. Mais detalhes no site oficial (link abaixo).

Erika Verzutti “Bicho de Sete Cabeças [Seven Headed Monster]” @ Galeria Fortes Vilaça
QUANDO: até 18 de dezembro
ONDE: Rua James Holland 71 – Barra Funda – São Paulo
INFOS: (11) 3392-3942 | + fortesvilaca.com.br

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Galeria Mezanino (não possui Twitter)

Ronaldo-Camelo_2273Retrato do fotógrafo Ronaldo Camelo na mostra “Das Naturezas” na Galeria Mezanino ©Divulgação

A Mezanino recebe até o dia 16 de outubro a mostra coletiva “Das Naturezas”, que reúne artistas que trabalham com gravuras, desenhos, pinturas e fotografias. Andréa Berriel, Ulysses Bôscolo, Ronaldo Camelo, Biel Carpenter, Daniel Malva e Junior Suci são os integrantes desta que é a terceira mostra da Galeria Mezanino no espaço da Galeria Mundo Mix.

Coletiva “Das Naturezas” @ Galeria Mezanino
QUANDO: até 16 de outubro
ONDE: Rua Augusta, 2559 – Jardins – São Paulo
INFOS: (11) 3063-1892 | + galeriamezanino.com

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Galeria Vermelho (não possui Twitter)

Avant-Gard-is-not-dead-Marcelo-CidadeObra da mostra “Avant-Gard is not dead”, do artista Marcelo Cidade ©Divulgação

Em sua segunda exposição individual na Vermelho, Marcelo Cidade remete em parte ao significado literal da expressão avant-gard no francês. Originalmente, a expressão designava a fila de soldados que antecede as tropas em movimento de ataque durante uma guerra. Is not dead, verbo e predicado que complementam o título, fazem referência ao movimento punk e a afirmação altamente difundida de que o movimento não morreu.

No mesmo período, a Vermelho também abriga obras da artista Lia Chaia. Para mais detalhes, acesse o site oficial da galeria (link abaixo).

Marcelo Cidade “Avant-gard is not dead” @ Galeria Vermelho
QUANDO: até o dia 09 de outubro
ONDE: Rua Minas Gerais, 350 – Higienópolis – São Paulo
INFOS: (11) 3138-1520 | + galeriavermelho.com.br

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Luisa Strina (@luisastrina)

Pedro-Reyes-ao-lado-de-sua-obra-Simulador-de-Temblores_2010_exposição-Primeira-e-última_galeria-Luisa-Strina_Roger-Sassaki_7O artista Pedro Reyes ao lado de sua obra “Simulador de Temblores” na galeria Luisa Strina ©Divulgação

A Galeria Luisa Strina recebe a exposição “Primeira e Última” e também sua nova sede, localizada nos Jardins (São Paulo). A mostra coletiva organizada por Rodrigo Moura, curador da Paralela 2008 e do Instituto Inhotim (MG), reúne trabalhos inéditos e históricos de artistas brasileiros e estrangeiros.

“Primeira e Última” @ Luisa Strina
QUANDO: até 17 de dezembro
ONDE: Rua Oscar Freire, 502 – Jardins – São Paulo
INFOS: (11) 3088-2471 | + galerialuisastrina.com.br

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MAM-SP (@mam_sp)

festivaldejardins_Christine-&-Michel-PénaObra de Christine & Michel Péna nos jardins do MAM-SP ©Divulgação

Um dos mais importantes eventos de paisagismo do mundo, o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire, ganha pela primeira vez versão fora da França, promovida pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. O Festival de Jardins do MAM traz projetos de paisagistas franceses, como Louis Benech, que reformou o famoso Jardin des Tuileries, em Paris, e artistas brasileiros de prestígio internacional como Beatriz Milhazes e Ernesto Neto. Ao todo são nove jardins de 200 m², distribuídos em torno da marquise projetada por Niemeyer, onde está localizado o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Para a criação dos espaços, os participantes se inspiraram no tema alimentação, que foi interpretado em dois sentidos: alimentação do corpo ou do espírito.

Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera (arredores do MAM-SP)
QUANDO: até 31 de dezembro
ONDE: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3) – São Paulo
INFOS: (11) 5085-1300 | + www.mam.org.br

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MASP (@maspmuseu)

Daniel-Richter,-Phienox,-2000.-Óleo-sobre-tela,-252-X-368cm.-Falckemberg-Collection,-Hamburgo-(divulgação)Óleo sobre tela de Daniel Richter, Phienox, 2000 ©Divulgação

A pintura produzida nas duas últimas décadas na Alemanha reunificada, pós-Muro, chega ao Brasil em setembro, em meio à Bienal Internacional de Arte de SP. “Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010″, especialmente concebida para o MASP pelo curador Teixeira Coelho e pela brasileira radicada na Alemanha Tereza de Arruda, traz 83 obras de 26 expoentes da arte produzida em Berlim, Leipzig, Dresden, Hamburgo, Düsseldorf, Munique e Karlsruhe.

“Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010″ @ MASP
QUANDO: até 09 de janeiro de 2011
ONDE: Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César – São Paulo
INFOS: (11) 3251-5644, ramal 2112 | + masp.art.br

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Museu da Casa Brasileira (@mcb_org)

mulheres-espanholas-no-design-museu-da-casa-brasileira

A mostra “Mulhers no design espanhol” apresenta o trabalho de um grupo de designers espanholas especializadas em mobiliário, iluminação, acessório e têxtil que conseguiram materializar seus projetos e imprimir sua autoria em um ambiente industrial do século 20 ainda pouco receptivo à presença feminina.

Com curadoria de Marcelo Leslabay, dirigente da Bienal Ibero Americana de Madrid e sócio-fundador da Di_Mad Asociación de Diseñadores de Madrid, a exposição oferece 50 projetos, reflexo do protagonismo adquirido pelas mulheres no âmbito do design no século 20 e produzidas por empresas próprias ou de destaque na Europa. Os trabalhos dessas criadoras se destacam tanto pela qualidade e sensibilidade como pela inventividade do seu design, características que as transformaram em referencial para as futuras gerações de designers na Espanha.

“Mulheres no design espanhol” expõe a trajetória feminina no design que teve início com as artistas Gemma Bernal, Nancy Robbins, Margot Viarnés, Eva prego, Ana Mir, Marivi Calvo, Lola Castello, Nani Marquina e Marre Moerel. Essas nove mulheres agregam uma visão própria a um processo produtivo, cujo êxito está ligado à estética e à funcionalidade das peças.

“Mulheres no design espanhol” @ Museu da Casa Brasileira
QUANDO: no ar até o dia 17 de outubro
ONDE: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Pinheiros – São Paulo
INFOS: (11) 3032-2564 | + mcb.org.br

galeria-emma-thomas_arma-branca_laerte-ramos_crédito-divulgação

Circuito off-Bienal de SP: as exposições + quentes pra se ver!

Museu parisiense remonta a história da moda nos anos 70 e 80

O mais que muito hypado Les Arts Décoratifs em Paris merece atenção total (e pelo menos uma visita) dos fashionistas que estão na cidade-luz para a semana de moda que encerra o verão 2011 internacional: uma mostra inédita na seção Fashion and Textiles do museu remonta a história da moda contemporânea em duas etapas. A primeira, que está no ar até o dia 10 de outubro, cobre as décadas de 1970 e 80. A segunda, ainda sem data de estreia, vai falar sobre os anos 1990 e 2000.

“Histoire idéale de la mode contemporaine vol. I : 70-80″ é uma retrospectiva completíssima da moda _sob a ótica das roupas, principalmente, e não do comportamento_ dessas duas décadas fundamentais para o entendimento das passarelas de hoje. A mostra reúne cerca de 150 looks e 40 vídeos que favorecem grandes mestres da costura reconhecidos por seus estilos únicos e criações autorais.

Yves-Saint-Laurent-haute-couture-1978-©Guy-MarineauDesfile de alta-costura de Yves Saint Laurent, 1978 ©Guy Marineau

A lista de pesos-pesados é de tirar o fôlego: Yves Saint Laurent, Jean Muir, Grès, Issey Miyake, Sonia Rykiel, Chloé por Karl Lagerfeld, Dorothée Bis, Cacharel, Kenzo, Ter et Bantine por Chantal Thomass, Claude Montana, Thierry Mugler, Jean-Charles de Castelbajac, Popy Moreni, Yohji Yamamoto, Comme des Garçons, Marc Audibet, Anne-Marie Beretta, Roméo Gigli, Sybilla, Azzedine Alaïa, Chanel por Karl Lagerfeld, Christian Lacroix e Jean Paul Gaultier.

O Les Arts Décoratifs abriga outras mostras em outros campos de interesse (como design de interiores e publicidade). Para a lista completa acesse o site: lesartsdecoratifs.fr

“Histoire idéale de la mode contemporaine vol. I : 70-80″ @Les Arts Décoratifs – Mode et textile
QUANDO: até 10 de outubro
ONDE: 107 rue de Rivoli – 75001 – Paris (acesso pelas estações do Metrô Palais-Royal, Pyramides ou Tuileries)
INFOS: 01 44 55 57 50 | lesartsdecoratifs.fr

Confira alguns destaques da exposição:

Yves-Saint-Laurent-haute-couture-1978-©Guy-Marineau

Museu parisiense remonta a história da moda nos anos 70 e 80

A caminho do trabalho: mostra de Lagerfeld é hot ticket em Paris

Quem estiver em Paris durante a semana de moda não pode perder a exposição hot ticket dessa temporada: “Parcours de travail” (ou “Caminho do trabalho”, em português), que reúne imagens clicadas por Karl Lagerfeld (cabeça da Chanel) ao longo de mais de duas décadas de sua carreira “paralela” como fotógrafo. São imagens que vão desde ensaios de moda e anúncios publicitários até retratos pessoais de suas viagens e caminhadas por Paris.

A mostra é separada em duas partes: a primeira com enfoque nos temas principais da carreira de Lagerfeld por trás das lentes _portraits de moda, paisagens, arquitetura_ e a segunda voltada para o seu lado experimental com fotos. “A fotografia é parte da minha vida. Ela completa o círculo da minha esfera artística e profissional. Eu não sou mais capaz de enxergar a vida sem a fotografia. Eu olho para o mundo e para a moda pelas lentes das minhas câmeras”, explica Karl no release oficial que pode ser encontrado na exposição.

heidi-mount-chanel-ad-AW-2009-karl-lagerfeldA top Heidi Mount na campanha de outono/inverno 2009/2010 da Chanel ©Karl Lagerfeld

Outros artistas integram o calendário de exposições da Maison Européenne de la Photographie no mesmo período (até 31 de outubro), são eles: Koos Breukel; Fabien Chalon, Tania & Vincent, Ernestine Ruben & Mi Jong Lee e Kimiko Yoshida. Para detalhes sobre as mostras acesse: mep-fr.org

Karl Lagerfeld “Parcours de travail” @ Maison Européenne de la Photographie
QUANDO: até 31 de outubro
ONDE: 5/7 rue de Fourcy – 75004 Paris (acesso pelas estações do Metrô Saint-Paul ou Pont Marie)
INFOS: 01-44-78-75-15 | www.mep-fr.org

Confira algumas imagens de Lagerfeld que estão na mostra:

A caminho do trabalho: mostra de Lagerfeld é hot ticket em Paris

Baú da felicidade: Colette Paris recebe loja-desejo de Tom Sachs

A loja favorita dos turistas/hipsters/japoneses em Paris _a Colette (@coletteparis)_ recebe (de 27 de setembro a 30 de outubro) um “baú da felicidade” de Tom Sachs. Um tipo de quiosque, a lojinha pop-up é uma maleta gigante que contém obras recentes do escultor americano e que nunca estiveram antes na França, caso da “Kelly Bag”, “American Tool Kit”, “Chess Set” e “Stanley Kubrick Tape Measure”. Além disso, Sachs criou uma edição especial do “Remember Me Vibrator” a pedido da Colette. Outras quinquilharias e livros de autoria de Tom também estarão disponíveis para compra.

tom-sachs-store-@-colette-parisO “trunk” de Tom Sachs na Colette Paris: produtos-desejo criados pelo escultor americano que é considerado um dos mais importantes do século 20 ©Divulgação

Em paralelo, a Colette apresenta a “Basement Crew”, uma mostra de 3 artistas multimídia que foram selecionados por Tom Sachs. As obras refletem a a rotina dos criadores que precisam encontrar tempo para a arte fora do horário em que trabalham. Chris Beeston, Gordon Millsaps e Nick Doyle foram os escolhidos para responder, através de sua sobras, a pergunta: como abordar o trabalho depois de um dia de trabalho?

basement-crew-@-colette-parisDa esquerda para a direita: Nick Doyle, Gordon Millsaps, Chris Beeston. Os 3 artistas foram escolhidos por Tom Sachs para a mostra “Basement Crew” na Colette Paris ©Divulgação

Tom Sachs + Basement Crew (Chris Beeston, Gordon Millsaps e Nick Doyle) @ Colette
QUANDO: de 27 de setembro a 30 de outubro
ONDE: 213 rue Saint-Honoré – 75001 – Paris
INFOS: + colette.fr | + tomsachs.org

Baú da felicidade: Colette Paris recebe loja-desejo de Tom Sachs

3 experts e um emaranhado de dicas: o melhor da Bienal de SP!

A 29ª Bienal de São Paulo abre ao público _com entrada gratuita_ a partir deste sábado (25/09). E muita gente já quer saber o que tem de bom, de diferente e de imperdível nesta edição. O portal FFW conversou com 3 especialistas em arte: Jan Jfeld, Ricardo Oliveros e Renato de Cara.

Confira as indicações de quem entende _de fato!_ do riscado quando o assunto é arte:

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JAN JFELD, DIRETOR DE SHOWBIZ DO UOL E SÓCIO DA GALERIA VERMELHO

Twitter: @janfjeld

Há muitos trabalhos bons. Esta edição da Bienal, diferente da _visualmente monocromática_ edição anterior, traz um espetáculo colorido. Com este viés, o colorido, indico os trabalhos de dois artistas seminais nas artes brasileiras, a Amélia Toledo e o Leonilson e também a ótima instalação do colombiano Mateo Lópes. Vale também para os vídeo instalações de Douglas Gordon e Anri Sala.

Mateo-Lopez-Palacio-Del-Papel-29-Bienal-Sao-PauloA obra “Palacio del Papel”, de Mateo López, um dos artistas indicados por Jan Jfeld ©Divulgação/Bienal

É incrível o espaço “literário” que a dupla Marilá Dardot e Fábio Moraes construíram no térreo. A proposta de construir um espaço que é um elogio a leitura como ato criativo é lúdico. A dupla construiu um labirinto de cômodos revestidos com imagens de livros referenciais da dupla que dá ao espectador uma surpresa a cada abertura de uma porta.

Marila-Dardot-e-Fabio-Morais-29-Bienal-Sao-PauloA instalação “Longe daqui, aqui mesmo” da dupla Marilá Dardot e Fábio Moraes ©Divulgação/Bienal

Acho que as contemporâneas Rosângela Rennó e Rochelle Costi apresentam obras sintomáticas nesta edição. O trabalho da Rosângela atualiza a discussão sobre o mercado da arte através de antigos trabalhos fotográficos (não necessariamente fotografias, mas máquinas, objetos com fotos e etc) colecionadas pela artista que serão leiloadas até o final da Bienal e, assim, as relíquias expostas na sua instalação voltam a circular. As intervenções da Rochelle no espaço do prédio do Niemeyer trazem à tona memórias e situações poéticas muito particulares da artista para o monumental espaço da mostra.

Rochelle-Costi-Estante-29-Bienal-Sao-Paulo“Estante”, de Rochelle Costi ©Divulgação/Bienal

Dos novos artistas, gostei muito dos trabalhos de Cinthia Marcelle e Jonathas de Andrade. São trabalhos visualmente atraentes (embora o primeiro é em preto-e-branco) e ao mesmo tempo abertos para várias interpretações. Gosto de trabalhos literários e, no caso, os dois trabalhos lidam com as palavras: no trabalho da Cinthia há palavras escritas mas apagadas e portanto não-visíveis, e no trabalho do Jonathas há palavras associadas as imagens.

Jonathas-Andrade-29-Bienal-Sao-PauloA obra “Educação para adultos”, de Jonathas de Andrade ©Divulgação/Bienal

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RICARDO OLIVEROS, JORNALISTA

Twitter: @oliveros

O primeiro grande destaque da Bienal é o seu curador Moacir dos Anjos. Esta Bienal é uma continuação do seu pensamento apresentado no Panorama da Arte Brasileira 2007 (MAM-SP) em que a relação entre política e arte já estava presente. Além disso, ele conseguiu estabelecer um diálogo entre artistas já mortos como Helio Oiticica e Lygia Pape e artistas consagrados mundialmente, jovens, desconhecidos do grande público.

Helio-Oiticica-Ninhos-29-Bienal-Sao-PauloA instalação “Ninhos”, de Helio Oiticica ©Divulgação/Bienal

Como seria muito difícil escolher nominalmente artistas _porque são tantos e tão bons_ acho imperdíveis os “Terreiros”. São 6 espaços espalhados nos 3 andares da Bienal para os quais foram convidados artistas como Kboco e o arquiteto Roberto Loeb; o arquiteto Carlos Teixeira com seu espaço de descanso e reflexão; Marilá Dardot e Fabio Moraes e a biblioteca da Bienal com livros doados por pessoas que eles contataram ao longo da preparação deste trabalho; Eu sou a rua com seus 40 eventos programados; Ernesto Neto e seu espaço de encontro e uma releitura de Helio Oiticica; e finalmente a sala de projeção do artista esloveno Tobias Putrih.

Tobias-Purith-29-Bienal-de-Sao-Paulo“Alvorada”, de Tobias Putrih ©Divulgação/Bienal

Estes espaços vão garantir ao público uma nova dinâmica de ver a arte, de uma forma orgânica, perceber suas relações e estabelecer contatos humanos, longe da ideia de que arte é uma coisa que “intocável”.

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RENATO DE CARA, FOTÓGRAFO E PROPRIETÁRIO DA GALERIA MEZANINO

Twitter: @galeriamezanino

A Bienal está muito lúdica e contemporânea! Cheia de fotografias. Os que mais me chamaram a atenção, dos quais consegui ver na abertura foram a instalação maravilhosa feita de imagens e equipamentos fotográficos encontrados pela artista Rosangela Rennó, além de outra instalação incrível de Nuno Ramos: grandes construções de areia bem no centro da Bienal, com urubus soltos, algo bem profético e apoteótico.

Nuno-Ramos-29-Bienal-Sao-Paulo“Bandeira Branca”, do artista Nuno Ramos ©Divulgação/Bienal

Quem visitar a Bienal também não pode perder as obras de Marcius Galan _pelo minimalismo e conceito, ambos excelentes_, de Jimmie Durham, que é meu ídolo, um índio norte-americano e de Henrique Oliveira, pela instalação feita de tapumes em que as pessoas podem entrar e sair como se fossem fetos.

Jimmie-Durham-29-Bienal-Sao-Paulo“Bureau for Research Into Brazilian Normality”, de Jimmie Durham ©Divulgação/Bienal

Pra fechar, indico ainda os desenhos abusadíssimos de Gil Vicente _talvez o artista mais polêmico desta edição_ que apresentam líderes mundiais sendo assassinados pelo próprio artista, e os trabalhos de Efrain Almeida _em tempos de obras monumentais, seus autorretratos em microesculturas de madeira merecem destaque.

Efrain-Almeida-29-Bienal-Sao-PauloEsculturas minimalistas feitas de madeira pelo artista Efrain Almeida ©Divulgação/Bienal

+ Saiba tudo sobre a 29ª edição da Bienal de São Paulo!

3 experts e um emaranhado de dicas: o melhor da Bienal de SP!

Centro de SP é invadido pela primeira edição da Street Bienalle

Abre oficialmente nesta quarta-feira (22/09) a primeira edição da Street Bienalle em São Paulo, evento que visa levar para as ruas _literalmente_ a expressão artística de 7 criadores: quatro brasileiros, dois franceses e um chinês.

Fabiano Gonper, Herbert Baglione, Vicente de Mello, François Demarigny, Mohamed Bourouissa, Ko Siu Lan e Paulo Climachauska foram capitaneados para interferir diretamente na fachada de edifícios históricos do Centro antigo de São Paulo, entre eles o prédio da Bovespa, dos Ministérios e o Teatro Municipal.

KO-SIU-LAN-STreet-Bienalle-SAO-PAULOUma das obras do artista chinês Ko Siu Lan que invadiram a paisagem do Centro de SP como parte da Street Bienalle 2010 ©Divulgação

A Street Bienalle fica em exposição durante um mês completo (até o dia 22 de outubro) e, como se trata de uma mostra de arte a céu aberto, a “visitação” é gratuita. Confira algumas intervenções na galeria:

+ streetbiennale.com

Centro de SP é invadido pela primeira edição da Street Bienalle

Inhotim recebe novas obras, entre elas as Cosmococas (de Hélio Oiticica)

Epicentro da arte contemporânea no Brasil, o museu a céu aberto Inhotim, em Minas Gerais, recebe uma enxurrada de novas obras a partir de 23 de setembro. Além dos novos trabalhos, permanentes e temporários, é inaugurada a construção de uma galeria dedicada às Cosmococas de Hélio Oiticida e Neville D’Almeida, exibidas juntas apenas duas vezes.

inhotimVista parcial do museu de Inhotim ©Reprodução

Inaugurado em 2006 em situado em um jardim botânico em Brumadinho, MG, Inhotim se firmou em apenas quatro anos como um dos museus mais importantes do circuito artístico mundial e abriga mais de 500 obras de artistas como Matthew Barney, Janet Cardiff, Adriana Varejão e Helio Oiticica.

Obras de seis artistas ficam expostas temporariamente nas galerias Mata, Praça e Lago, cuja disposição muda a cada dois anos. Em alguns dos projetos, a obra conversa com o espaço que a abriga, o que gera maior diálogo entre artistas e curadores, dando coesão à galeria _o caso das obras de Dominique Gonzalez-Foerster e Rirkrit Tiravanija.

“Cada um dos trabalhos selecionados para a nova exposição tem uma história própria com a coleção do Inhotim”, diz o curador Jochen Voz. O acervo de Inhotim, vale dizer, vem sendo montado desde a década de 1980.  Também aparecem agora obras de Laura Vinci, Marcius Galan, Ernesto Neto e Alexandre da Cunha.

+ Site oficial: inhotim.org.br

+ Twitter: @inhotim

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