Conheça cinco modelos apostas que são a cara da diversidade brasileira

04/01/2012

por | Moda

As cinco apostas que representam a diversidade cultural brasileira ©Rogério Cavalcanti

Em clima de esquenta para a temporada de moda brasileira Inverno 2012, que tem como pano de fundo a construção da identidade nacional, o FFW foi conhecer cinco dos representantes dessa identidade e diversidade cultural que  o Brasil quer apresentar ao mundo.

Se a história de um país é escrita pelo seu povo, o povo brasileiro escreve-a de uma forma sem igual.

As influências da colonização do Brasil deram ao país uma riqueza cultural e uma diversidade incomparável. Se no Rio de Janeiro e arredores como Paraty e Petrópolis podemos ver uma influência portuguesa clara, já no sul do país, Rio Grande do Sul, por exemplo, a influência é majoritariamente alemã. A atual modelo mais bem paga da indústria da moda, Gisele Bündchen – quem mais poderia ser – ainda chegou a aprender alemão no colégio que frequentava. Isso sem falar na maior colonia de japoneses fora do Japão, no bairro paulistano da Liberdade e da forte imigração italiana no Sul e Sudeste do país.

Fotografados por Rogério Cavalcanti, os modelos Hiago Paulino, Daniel Wollmer, Ramon Pereira, Iago Santibañez e David Martins estão entre as apostas das passarelas para esta temporada e falam um pouco sobre os seus sonhos e a sua carreira.

Hiago Paulino

©Rogério Cavalcanti

A sua mãe nasceu em Goiânia no estado de Goiás e Hiago nasceu na cidade do pai, Natal, no Rio Grande do Norte, onde em 2008 venceu o Elite Model Look.

No seu sangue corre influência de índios, negros e ciganos, daí o seu sonho de conhecer novas culturas.

Idade: 19

Há quanto tempo trabalha como modelo: Quatro anos.

Como entrou nessa profissão: Fui vencedor do concurso Elite Model Look 2008 no Rio Grande do Norte.

O que gostaria de fazer se não fosse modelo: Gosto muito de tudo que está relacionado à fisiologia, provavelmente estudaria medicina.

Sonhos: Alcançar meus objetivos como modelo, viajar e conhecer novas culturas e um dia enfim fazer faculdade de medicina.

Daniel Wollmer

©Rogério Cavalcanti

Nasceu na Suíça, em Nyon e os seus pais são ambos de São Paulo.

Tens ascendentes alemães, uma carreira com presenças internacionais e adora viajar!

Idade: 19 anos

Trabalhos anteriores: Desfile Missoni exclusivo (Milão), campanha e vídeo Daniele Fiesoli (Milão), catálogo Pirelli sapatos (Milão), catálogo Cavalera.

Há quanto tempo trabalha como modelo: Um ano e meio.

Como entrou nessa profissão: Minha tia (Adriana Mattoso) que é uma ex top sempre quis me apresentar nesse meio, e há um ano e meio resolvi entrar  em uma convenção de modelos onde fui o melhor classificado e entrei na 40graus Models do Rio, logo depois Joy e Mega.

O que gostaria de fazer se não fosse modelo: alguma profissão que me fizesse viajar muito igual à de modelo! Talvez algo ligado a publicidade/propaganda.

Sonhos: ser reconhecido como modelo e trabalhar com fotógrafos como Steven Klein, entre outros, e marcas como Gucci, Prada, Dolce & Gabbana, Givenchy, etc…

Ramon Pereira

©Rogério Cavalcanti

Ramon nasceu em São Paulo, os seus pais são ambos de Brumado, na Bahia. Tem sangue índio e negro e sonha um dia ser representante da beleza negra brasileira. Podemos dizer que ficaríamos bem representados.

Idade: 21

Trabalhos anteriores: Campanha Malwee verão, desfiles Osklen e Mario Queiroz (estréia no SPFW); editoriais: revista “Mag”, revista “Daslu” e revista “Junior”.

Há quanto tempo trabalha como modelo: Há um ano.

Como entrou nessa profissão: Concursos e indicação de amigos.

O que gostaria de fazer se não fosse modelo: Trabalharia com informática ou comércio exterior.

Sonhos: Conseguir meu espaço no mercado da moda, mostrar meu potencial para o mundo, mostrar a beleza negra brasileira.

 

Iago Santibañez

©Rogério Cavalcanti

Iago tem ascendência chilena e alemã – a sua mãe nasceu em Itajaí, Santa Catarina, e o seu pai em Santiago no Chile. A mistura maravilhosa está à vista, tanto que os seus três anos de carreira já foram preenchidos por desfiles de várias marcas brasileiras.

Idade: 18 anos

Trabalhos anteriores: Desfiles Fashion Rio e SPFW – Colcci, Osklen, Redley, British Colony, Alexandre Herchcovith, Amapô.

Há quanto tempo trabalha como modelo: Três anos.

Como entrou nessa profissão: Fui abordado por um scouter no show da banda de rock Evanescence.

O que gostaria de fazer se não fosse modelo: Gostaria de ser fotógrafo.

Sonhos: Ter uma carreira brilhante não só nas passarelas como em qualquer profissão que trabalhar depois que parar de modelar.

David Martins

©Rogério Cavalcanti

A sua mãe é de Belém do Pará e o seu pai de Macapá no estado do Amapá. Nasceu em São Luís do Maranhão e tem veia portuguesa, o que faz com que o seu sonho seja conhecer o mundo.

Idade: 19 anos

Trabalhos anteriores: Campanha Rockstter e desfiles Fashion Rio e SPFW – Colcci, Lino Villaventura, João Pimenta,  Blue Man, Coca-Cola Clothing, Reserva,  Alexandre Herchcovith.

Há quanto tempo trabalha como modelo: Um ano.

Como entrou nessa profissão: Fui abordado por um maquiador na minha cidade e apresentado por ele à agência de modelos Mega.

O que gostaria de fazer se não fosse modelo: Seria empresário.

Para quem vai desfilar: Estou indo para Milão fazer castings lá.

Sonhos: Viver tudo o que a carreira possa me oferecer. Conhecer o mundo!!!

 

Fotógrafo: Rogério Cavalcanti; Styling: Larissa Lucchese; Beleza: Bruno Miranda (CAPA management); Agência: Mega Models Brasil; Agradecimentos: Jeans – Levis 501 / Camisas: Osklen, ELLUS e Richards / Sandálias: Havaianas

Novo estilista japonês quebra gêneros e conquista o mundo pop

20/01/2011

por | Moda

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O estilista japonês Yuima Nakazato, 25, é uma das novas apostas da moda internacional. Mais um dos apadrinhados pelo top stylist Nicola Formichetti, ele chamou atenção quando Lady Gaga usou uma de suas criações durante um show.

Nakazato faz roupas que ultrapassam a fronteira dos gêneros. Sua coleção de Primavera/Verão 2011, “New Gender”, traz botas de salto alto, corsets e vestidos longos para homens. “Quero celebrar a beleza do corpo masculino com o glamour normalmente reservado para as mulheres”, ele contou para o site da “V Magazine”. “Ao misturar as formas dos corpos feminino e masculino é possível criar um novo gênero”.

nakamoto lady gagaLady Gaga com figurino exclusivo by Nakazato ©Reprodução

O estilista passou a infância e a adolescência no ateliê de escultura dos pais, isolado da cultura mainstream. “A moda era a única coisa que me conectava com o mundo exterior”.

Quando caiu na vida, foi estudar na Antwerp Royal Academy of Fine Arts, na Bélgica, uma das escolas mais conceituadas no mundo e conhecida por seu caráter experimental. Lá ele pôde explorar seus desejos de moda. “Gosto de misturar tecidos naturais com materiais tecnológicos ou desenhar formas orgânicas com linhas retas na mesma peça.”

Yuima-Nakazato fergieFergie com roupa desenhada por Nakazato ©Reprodução

Nakazato já recebeu vários prêmios, um deles entregue pela estilista belga Ann Demeuleemester. Recentemente Fergie, do Black Eyed Peas, usou peças dele em uma turnê. Seja vestindo personalidades da música ou apenas mostrando sua coleção em um evento de moda, os efeitos que ele conquista com suas roupas têm muita força.

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Yuima Nakazato

FFW aposta: Jamie Woon mistura soul e dubstep para ferver as pistas de 2011

18/01/2011

por | Cultura Pop

04Jamie Woon ©Divulgação

Jamie Woon é um prato cheio para a imprensa musical: o londrino de 27 anos, que já fez backing vocals para Amy Winehouse e Björk, agora busca um próprio som, uma mistura de dubstep _a sonoridade de 2011_ com soul. Culpa de sua voz macia e poderosa, capaz de encher um estádio, mas que Woon prefere conter. Ao invés de maneirismos e exageros, ele investe em faixas minimalistas como “Night Air”, com produção eletrônica sutil — pense num encontro do The XX com Stevie Wonder.

Em “Spirits”, a melodia é construída com pedaços da sua voz remixados ao vivo com pedais e loops. Técnica parecida é usada em “Wayfaring Stranger”, onde os coros ganham ares gospel. Ao lado de outros artistas como James Blake, (outro expoente do pop-dubstep), Woon evita os sons que dominam as rádios; ou seja, a dobradinha sintetizadores tipo anos 1980 + autotune.

Se em suas versões originais as canções são silenciosas demais para pistas de dança, remixadas têm potencial para invadir clubes europeus e pelo mundo. Não à toa, Woon ganhou fãs como Burial, o lendário produtor musical, e Zane Lowe, da rádio inglesa BBC 1.

“Mirrorwriting”, seu primeiro disco de estúdio, tem lançamento previsto para 4 de abril. As expectativas não poderiam ser melhores.

Assista:

Myspace: myspace.com/jamiewoon

Site oficial:jamiewoon.com

#FFWsetlist: as promessas musicais de 2011 para ouvir já!

03/01/2011

por | Cultura Pop

Quem vai chamar atenção em 2011? Essa é a pergunta que todo fã de música faz em janeiro. O portal FFW _com antenas ligadas para o que vem por aí_ adianta nesta lista os artistas que podem não estar surgindo agora, mas tem neste ano que começa o momento certo para explodir. No entenda apenas hype ou polêmica: o importante é olhar para frente, mas também para o novo e quem propõe coisas novas.

Confira:

Zoo Kid – Archie Marshall não tem “kid” no nome por acaso. O adolescente inglês tem profundidade emocional digna de um músico muito mais velho. E uma afinidade grande com guitarra. Vai longe.

Warpaint - Entrou no (desgastado, mas ocasionalmente brilhante) radar da BBC e produz um rock com grunge injetado na veia – que deve influenciar muitas garotas por aí.

Anna Calvi - lança seu disco de estreia dia 17. Imagine uma sobrinha musical de PJ Harvey tocando o repertório dramático de Edith Piaf.

Leo Cavalcanti - Lançou seu disco de estreia, “Religar”, no final de 2010. Apadrinhado pela crítica, o garoto tem uma voz potente e repertório versátil que vai do mais cerebral pop.

Juliana Erre - Ainda na incubadora, deve crescer seu séquito de fãs ao divulgar o álbum “Juliana R”, lançado no final de 2010 pela YB Music (mesma gravadora de Nina Becker, Cidadão Instigado e outros nomes de calibre).

James Blake – Se alguém tem talento para transformar o hype (exagerado) do dubstep em uma vontade global, essa pessoa é Blake. O segredo dele é bem particular: ir do dubstep em direção à “canção” tradicional, com elementos de soul e pop.

Woon – Seguindo os mesmos passos de Blake, Jamie Woon mistura elementos de dubstep com pop, numa pegada mais radiofônica e com melodias mais acessíveis. Muitos remixes à vista.

Rafael Castro E Os Monumentais - Circulando pelas beiradas no melhor da cena nacional _é parceiro, em especial, de Tulipa Ruiz_ Castro refinou seu repertório ao longo dos últimos anos. Mais importante que isso, o momento parece apropriado para ele: um revival da balada de mpb, derivada de Roberto, Erasmo, Moraes Moreira…

BBC libera lista de apostas para 2011: conheça cada um dos nomes

09/12/2010

por | Cultura Pop

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A “BBC” publicou nesta semana os nomes preliminares do BBC Sound of 2011, projeto de apostas musicais da rede britânica para o ano seguinte. Os 5 artistas eleitos _e promovidos_ pelo veículo serão divulgados na primeira semana de janeiro. No entanto, a recepção da imprensa às escolhas da rede (além de 160 profissionais da indústria da música) não foi muito boa.

Pudera: nos últimos 2 anos, as grandes apostas eram Little Boots e Elle Goulding, que não chegaram a deslanchar propriamente. Entre os destaques positivos estão o produtor de dubstep James Blake, a banda Esben And The Witch (que é aposta do FFW) o cantor Daley e a cantora Anna Calvi. A tendência dark/witch house que o FFW apontou começa a estourar _embora muito timidamente_ a bolha do underground para artistas mais pop, como Jessie J e Clare Maguire _esta última com um trabalho + interessante.

Muita gente pegou a rabeira da tendência dream-pop (uma mistura etérea de pop eletrônico e folk), mas numa versão menos ensolarada; é o caso dos Naked And Famous, Yuck e Warpaint.

Confira (e ouça o trabalho) de cada um dos indicados:

James Blake - Produtor eletrônico que parte do dubstep para  elementos de soul e canção pop.

Anna Calvi - Imagine PJ Harvey tocando o repertório dramático de Edith Piaf. Olho nela.

Daley – Voz de travesseiro, canções de soul-pop e informação de moda. O cara é aposta do FFW, da banda Gorillaz e de muita gente bacana.

Esben & the Witch – Outra aposta do FFW, fazem canções sobre contos de fadas macabros. Pop gótico define.

Jessie J - Uma Lady Gaga gótica com sérias restrições de orçamento.

Clare Maguire - Seguindo os passos de Florence And The Machine, aposta em power-ballads com visual meio new age.

Mona – Se Bon Jovi tivesse nascido trinta anos mais tarde, hoje seria integrante do Mona. Rock clássico, vocais rasgados e melodias melosas.

The Naked & Famous - Irmãos musicais das Vivian Girls (ou primos do Beach House), a banda da Nova Zelândia tem melodias introspectivas, teclados melancólicos, tudo bem dream-pop _com exceção das ocasionais guitarras sujas.

NeroGarage rock de acabamento lo-fi, de faixas longas, instrumentais, e que apresentam bem pouca novidade…

Jai Paul - Sobrinho do Hot Chip, mistura seu falsete aéreo com uma eletrônica ponta-de-lança. O tipo de som que impressiona na primeira audição.

The Vaccines - O rumor: que eles são os novos Libertines. A verdade: eles enérgicos, mas não são tão bêbados. Ou legais.

Warpaint - Outra banda irmã do Beach House, faz um rock melancólico. Já levantou muito burburinho indie em blogs e afins _mas correm o risco de virar uma das bandas-que-duram-1-disco.

Jamie WoonCom a ajuda de pedais, ele grava a própria voz diversas vezes e cria camadas sonoras. Mike Patton meets Björk. Diferente dos dois, evita sons experimentais e usa esses sons de pano de fundo _como um coral religioso_ para a sua voz e suas canções soul. É um dos poucos da lista a realmente propor novidades.

Wretch 32 - Único rapper da lista, lançou seu primeiro disco em 2008 mas não despontou. As rimas são boas (embora repetitiva), mas as bases bem pouco inventivas.

Yuck - Produtor de dubstep, Yuck tem canções introspectivas e dramáticas, com mistura de orgânico & eletrônico.

FFW aposta: Felipe Caprestano e a explosão criativa de seu Face Couture

09/09/2010

por | Moda

Felipe Caprestano é o responsável pelo blog Face Couture, endereço online onde documenta o processo criativo de sua coleção: não de roupas para usar no corpo, mas sim de couture para vestir no rosto.

Para conhecer _e compreender_ um pouco mais sobre esse mais novo talento nacional, o FFW conversou com Felipe. Confira:

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Idade, lugar onde nasceu e signo.
26 anos, nascido em Tubarão/SC, Escorpião.

Conte um pouco da sua história.
Meus pais são donos de uma confecção aqui no Sul do país, e isso sem dúvidas foi a minha porta de entrada para a moda e o que é melhor é que foi a porta dos fundos, porque me fez conhecer a moda a partir de um ponto de vista de indústria, de fábrica, aprendendo as coisas na prática, sem o atraso que eu poderia ter procurando pelo ideal glamourizado.

E sua marca, a Dizhum (antes do projeto Face Couture, Felipe teve uma marca própria)?
A Dizhum foi um super canal de expressão do meu trabalho e a base da minha formação. Era uma marca super jovem e eu procurava traduzir a estética da minha geração com um toque de conceito. Começou durante a minha fase clubber, depois foi evoluindo. A marca foi vendida nas principais cidades do Brasil e as minhas influências eram globais, mas eu continuava lá no interior e de certa forma isso também me influenciava, mesmo que eu não quisesse. Sabe aquela música do Smashing Pumpkins, “1979″? Era muito esse clima. “Cool kids never have the time”.

Como surgiu o projeto Face Couture?
Eu já tinha a ideia de fazer uma coleção de máscaras há muito tempo e logo que eu comecei veio a vontade de fazer o blog documentando. Adoro backstage, adoro ver as coisas sendo feitas e estética de fábrica, então imaginei que outras pessoas também quisessem ver.

A coleção já está pronta?
Não, não. Está na metade mais ou menos. E é importante as pessoas saberem isso, pois algumas pessoas pensam que o que eu coloco lá no blog é o resultado final. Mas não é, não, e tem muito o que ser feito ainda. É tudo backstage, é tudo work in progress.

O que pensa em fazer depois que terminá-la? Pensa em apresentar em algum formato ou jeito especial?
A princípio vou fazer um vídeo apresentando todas as máscaras, mas depois disso quero outras pessoas interpretando elas também.

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Você passou um bom tempo em Londres. No que sua estadia lá contribuiu para o amadurecimento da ideia?
Já fui pra lá com a ideia. Só me fez cair na real que era completamente viável.

O que você foi fazer lá?
Fui para o desfile de uma marca com a qual eu trabalhava e emendar umas férias. Mas fui ficando, ficando…

Quais são suas principais referências e inspirações?
A cultura oriental é algo que eu gosto de olhar constantemente. Especialmente o jeito deles trabalharem e traduzirem as informações, o ponto de vista. Também amo a estética circense decadente. Os palhaços, freak show.

Você consegue identificar algum denominador comum nas suas criações?
O meu interesse pela estrutura da roupa é algo que sempre vem à tona. Mas não estou falando de moda, falo da roupa como produto, palpável, físico, sem sentimentalismos.

Suas máscaras escondem boca, olhos, ouvidos, nariz… Há algum motivo específico para esse “bloqueio de sentidos”?
Bloqueio de sentidos define muito bem essa intenção. Também a possibilidade do anonimato, as inseguranças de estar vestindo a sua própria pele. No início a estética estava sempre em primeiro plano, mas a medida que fui passado da frente das máscaras para dentro delas fui dando mais importância para essas sensações.

O que você faz para ficar em sintonia com as novidades?
Internet sem dúvida. Manter-se aberto e receptivo é claro que sempre ajuda e sempre ajudou, mas com a avalanche de informação hoje é bom criar uma rede de fontes de informação confiável e também ter alguns critérios mínimos de seleção para saber o que você gosta e o que não gosta e não correr o risco de se tornar um patchwork infinito de referências sem gosto definido.

Quando você começa a criar numa máscara você pensa ela inserida em algum contexto? Tipo como complemento para determinado look?
Eu penso apenas na máscara como um objeto.

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Como que tem sido essa experiência de compartilhar suas referências? Li um post seu falando do seu medo em expor algumas delas, você ainda se sente assim? Por que acha importante esse fluxo de informação hoje em dia?
Tenho conseguido administrar melhor esses sentimentos. Ainda não dá pra saber até onde esse compartilhamento todo, falando de mundo, vai ser bom. Parece que todo mundo está querendo experimentar um pouco dessa exposição, vamos ver onde isso vai dar. Também vai muito da sua curadoria interna saber escolher no que gastar o seu tempo. Mas tenho gostado muito desse novo sistema de trabalho. No meu caso o mais interessante é receber um feedback durante o processo de criação. Não que eu me deixe influenciar, ou fique esperando por isso, mas faz dar uma vida útil maior as ideias. Por exemplo, se eu tivesse fazendo as minhas máscaras quieto no meu canto e deixando para apresentar ao mundo o resultado final todo de uma vez, eu provavelmente já teria terminado a coleção inteira pois não estaria investindo o tempo que o blog requer, mas ao mesmo tempo correria o risco de ter todo esse trabalho visto por apenas cinco minutos.

Como você vê o papel da internet hoje na criação como um todo?
Ajuda muito, claro, informação é informação, né? Mas ao mesmo tempo bate um desespero quando você topa com alguma coisa que te faz pensar que pode ter alguém no mundo fazendo o mesmo que você. A internet te faz correr mais rápido, parece que você está sempre atrasado. Sabe o ócio criativo? É um luxo que não existe mais.

Você gosta bastante da noite, até ataca de DJ algumas vezes. As festas e a cena dos clubes te influenciam de alguma maneira?
Se você tem alguma coisa a mostrar em relação a design, a arte, a moda, performance, enfim, algo visual, a noite pode ser um espaço para você apresentar isso na prática, mas você tem que entender que o seu trabalho nunca vai ser encarado e avaliado da mesma maneira que numa galeria por exemplo. Pode ser exatamente o mesmo trabalho, mas na noite tudo isso acaba sendo visto como elementos decorativos. Nada contra, claro, mas nesse projeto específico do Face Couture eu estou tentando não criar esses laços com a noite.

+ facecoutureproject.blogspot.com

Gótico-pop e contos de fadas macabros: conheça Esben And The Witch

20/08/2010

por | Cultura Pop

Era uma vez uma banda chamada Esben And The Witch. O trio britânico, cujo nome é inspirado em um conto de fadas macabro de origem nórdica, entrou no radar de apostas do FFW ao lançar o videoclipe de “Marching Song” (assista abaixo). Nesta semana, eles anunciaram um  contrato com a gravadora Matador Records _o que não é pouca coisa: é a primeira vez em seis anos que a empresa, que tem em seu catálogo Interpol, Cat Power e Sonic Youth, assina com um artista do Reino Unido.

Daniel Copeman, Rachel Davies e Thomas Fischer fazem canções nos moldes de histórias infantis para dormir, com temas de mistério e som climático, criando uma atmosfera que lembra Portishead, Siouxsie And The Banshees e Björk, não necessariamente nesta ordem.

Seu primeiro EP, 33, ganhou destaque na mídia especializada e nos jornais “Guardian” e “Independent”. Eles também foram bem criticados em uma turnê ao lado do Deerhunter na Europa. “Tentamos combinar experiências e emoções pessoais com histórias intrigantes, conceitos e imagens que criam algo único”. Eles prometem um álbum completo para 2011.

Assista ao video de “Marching Song”, dirigido por David Procter e Peter King:

+ Myspace: myspace.com/esbenandthewitch

FFW aposta: IN.USE investe em moda criativa e 100% reciclada

18/08/2010

por | Moda

inuse_01Imagens do catálogo 2010 da IN.USE ©Ricardo Toscani

Agustina Comas (29 anos, signo: Escorpião) e Ana Piriz (também 29 anos, signo: Virgem) ainda não têm um público definido para sua marca, a IN.USE. Mas nesse caso, a ausência de um target específico não é de todo ruim. Mesmo porque o trabalho realizado pela dupla natural de Montevidéu é praticamente único no mercado nacional. Alinhadas à política da reciclagem, suas coleções são criadas a partir de peças já existentes. Nas mãos das estilistas, sobras de outras marcas e guarda-roupas são matéria-prima para coleções inteiras. Calças viram camisas, camisas viram saias e isso é só o começo. Uma verdadeira “ressurreição das roupas”, como a dupla define seu trabalho. “Roupas velhas/novas”.

O FFW conversou com Agustina _a metade da dupla que reside em São Paulo_ para entender um pouco mais do seu processo criativo e da estrutura da marca. Confira:

inuse_02Imagens do catálogo 2010 da IN.USE ©Ricardo Toscani

Como vocês se conheceram?
Estudamos na mesma faculdade, o Centro de Diseño Industrial de Montevideo, que é a escola pública de moda e design industrial de Montevidéu fundada nos anos 1980 através de um acordo entre o governo italiano e o MEC.

E de onde brotou o interesse na moda?
Eu queria estudar design industrial, o interesse pela moda veio muito mais através do interesse pelo design, pelos objetos, pela funcionalidade, por criar coisas que solucionem algum problema, do que pelo gosto pela moda em si. No segundo ano da faculdade, você tinha que escolher entre Têxtil e Moda ou Industrial. Aí eu fui me identificando mais com o jeito de criar e fazer da moda e naturalmente fui para esse lado.

E a ideia da IN.USE?
Pela experiência que a gente ganhou trabalhando em marcas, vimos que sobrava sempre muita peça depois de cada coleção (inclusive depois das liquidações e bazares), e nos perguntávamos: para onde vai toda essa roupa? Toda essa roupa fica morta? E se pegarmos toda ela e botar de novo na roda? Na época estávamos começando uma parceria com a Magma de Montevideo (grife Uruguaia) e essa foi a desculpa para começarmos com as experimentações.

E o nome IN.USE?
Fizemos um brainstorming buscando um nome que transmitisse o que queríamos. Chegamos a essa palavra que é um jogo entre “in use” (do inglês, “sendo usado”) e “inusé” (do francês, “não usado”). Aí ficou um jogo de palavras. O que está em desuso, em uso. Por isso no logo tem um acento em cima do “e”.

Qual o conceito da marca?
Reviver as roupas que estão paradas. Chamamos elas de roupas velhas/novas _velhas porque estão fora de moda e novas porque nunca ninguém as usou. Remixá-las e colocá-las de novo no ciclo da indústria. Fizemos um vídeo mostrando este conceito de “ressurreição das roupas”, são as roupas “cobrando vida”:

Como é o processo criativo?
Trabalhamos muito pelo Skype, então nosso vínculo é praticamente virtual. O trabalho é muito baseado nas ferramentas de internet (webcams, flickr, google docs, ftp). A inspiração é a própria roupa. Sempre começamos as coleções fazendo workshops livres, onde cada uma vai experimentando no manequim, explorando as possibilidades de vestir uma peça de formas diferentes. Aí vamos gerando um repertório e depois juntamos tudo e vamos vendo o que fica legal para finalizarmos as moulages. Com essa moulage vamos até a oficina para montar as peças-piloto e tocar a produção.

De onde vêm os materiais e peças que vocês usam para confecção das peças?
Compramos de diversos fornecedores, principalmente de fábricas e um pouco também de ateliês. Sempre estamos procurando estoques. Para a coleção de verão só trabalhamos com camisas de homem. A camisa é uma peça ótima de trabalhar, é incrível como cada vez que enfrentamos uma camisa, chegamos a resultados diferentes, chega a dar um nó na cabeça, tem horas que nem você entende como chegou numa forma.

Vocês trabalham com quantas coleções por ano?
Fazemos 2 coleções por ano, mas por conta da parceria que temos com a loja da Fernanda Yamamoto acabamos dividindo essas coleções em 2 menores. Assim entram novidades com mais freqüência. As peças conversam por cores e texturas, mas não queremos que uma coleção mate a anterior. Elas são continuações das anteriores.

E qual o público-alvo da marca?
Ainda não está muito definido, mulheres de diferentes idades e estilos acabam gostando das peças, estamos vendo quem é o publico meio que no dia a dia. Por enquanto fazemos as peças muito mais pela inspiração e curtição de fazer do que pensando num cliente final. Acho que isso virá com o tempo.

Onde vocês vendem suas roupas?
Em São Paulo na loja da Fernanda Yamamoto e neste inverno fizemos um projeto especial de tricô para Manos del Uruguay. Fora isso, já vendemos em Mutate e Magma, duas lojas uruguaias. Em Montevidéu por enquanto estamos vendendo mais entre amigos, mas estamos procurando alguma loja para ter uma parceria por lá.

Hoje você também trabalha como estilista da Daslu. Esse job te influencia de algum modo na IN.USE?
Me influencia em várias coisas, como a exigência com a qualidade do produto. A Lu Pimenta (estilista responsável pelo masculino da Daslu) tem um olho super apurado para fazer um produto bem construído e acabado. Neste tempo trabalhando com ela peguei muito disso. Por outro lado acho que tenho bastante influência do universo masculino e de certas coisas que se leva em conta na hora de fazer roupas de homem (funcionalidade e conforto, por exemplo).

Já tinha feito a linha masculina da marca do Gustavo Kuerten com o Jum Nakao, então me sinto bem tranquila fazendo masculino. Acho que de alguma forma essas duas coisas acabam se misturando no trabalho, mas também a ideia é que seja um espaço de experimentação e diversão, então sempre surgem vontades que na Daslu Homem não consigo satisfazer. Também acho que conviver com valores bem diferentes dos seus é um exercício interessante. Eu brinco que tenho uma vida dupla por fazer estes dois trabalhos e ter as duas convivências que são meio opostos.

IN.USE @ Fernanda Yamamoto
ONDE Rua Aspicuelta, 441 (entre a Fidalga e Fradique Coutinho) – Vila Madalena / SP
COMO CHEGAR veja o mapa
+ fernandayamamoto.com.br

Banda hype do momento, Egyptian Hip Hop lança primeiro EP

11/08/2010

por | Cultura Pop

Favoritos da mídia britânica, de Hedi Slimane e da nossa editora de moda Erika Palomino, o Egyptian Hip Hop _formado por quatro garotos de 17 anos de Manchester, Inglaterra_ anunciou nesta terça-feira (10/08) que lança no dia 20 de setembro o seu primeiro EP, com o ótimo título “Some Reptiles Developed Wings” (em tradução livre: alguns répteis desenvolveram asas).

Produzido por Hudson Mohawke, um DJ revelação de Glasgow, o disco servirá de repertório para a sua primeira turnê pela Europa, ao lado das bandas Delphic, Everything Everything e Hurts. “Nós ouvimos todo tipo de música entre nós. Não temos muitos limites, estamos livres para colocar qualquer ideia em uma canção”, explicam, com o frescor e despretensão que só a adolescência permite. “Nós fazemos praticamente qualquer coisa”.

Tracklist de “Some Reptiles Developed Wings”:

01.Moon Crooner
02.Rad Pitt
03.Middle Name Period
04.Native

Myspace: myspace.com/egyptianhiphop

FFW aposta: Vitorino Campos, estilista, da Bahia para o mundo

05/08/2010

por | Moda

vitorino-campos-inverno-2010Look da coleção inverno 2010 de Vitorino Campos ©Divulgação

Sagitariano, 22 anos de idade, nascido em Feira de Santana, na Bahia, Vitorino Campos é um dos nomes mais promissores da moda nacional. Criado entre o ateliê de “alta-costura” de uma tia e a fábrica de fardamentos da mãe, Vitorino cresceu rodeado por tecidos e aviamentos, aprendendo desde cedo o poder de comunicação através das roupas.

Há pouco mais de um ano teve uma ascensão meteórica graças a uma espécie de apadrinhamento vindo da todo-poderosa Donata Meirelles. “Ela foi presenteada com um vestido meu por Licia Fabio num jantar em Salvador”, conta. O vestido em questão foi usado pela empresária num jantar organizado para o ex-secretário da ONU, Kofi Annan, em Nova York. Daí em diante seu número de vendas disparou.

vitorino-campos-verao-2010_02Detalhe de look da coleção verão 2010 ©Divulgação

Quando e como você começou sua marca?
Primeiro tive uma marca chamada Tap Rumbeira. Ela foi um laboratório, que nasceu no meu primeiro desfile feito para a tecelagem G.Vallone, no lançamento da sua coleção de Verão 2009 para a Bahia.

E qual a principal característica do seu trabalho?
Acredito que a simplicidade das peças aliadas à modelagem e escolha cuidadosa dos tecidos. Por mais minimalista que seja a peça, sempre recebe o mesmo apuro de um modelo complexo.

Quem é seu target?
Mulheres seguras o suficiente para serem elegantes se vestindo com simplicidade. Gosto de dizer que vendo para quem sabe reconhecer uma boa peça pelo avesso.

Como funciona o mercado de moda na Bahia?
A Bahia é maravilhosa em muitos sentidos. Não podia ser diferente na moda. Temos estilistas maravilhosos e mulheres como a primeira-dama Fátima Mendonça, que fazem questão de usar estilistas baianos. Isso fortalece as novas marcas.

Você vê alguma vantagem ou desvantagem de estar fora do eixo Rio-São Paulo?
A mão-de-obra qualificada é o ponto fraco na moda baiana. Não temos muitos profissionais capacitados na área, o que dificulta acompanhar o calendário nacional de moda. E a vantagem é que Salvador transborda inspiração.

Pensa em desfilar em São Paulo ou no Rio?
Acho que esse é o objetivo de todo estilista que vê a sua marca como negócio de moda. Os dois circuitos mais importantes da moda nacional vão além do sonho. Alcançá-los é para mim um desafio.

vitorino-campos-verao-2010Look da coleção verão 2010 ©Divulgação

Ídolo?
Almodóvar, por sua inteligência em comunicação.

E na moda?
Yves Saint Laurent.

No iPod?
Sufjan Stevens.

No cinema?
“Fale com Ela” (de Almodóvar).

Livro de cabeceira?
“O Escritor de Fim de Semana“, de Robert J. Ray.

Revistas?
Sinceramente, todas que aparecem. De moda e arquitetura a notícias semanais. Tudo é matéria-prima.

Nos favoritos?
FFW.com.br, com certeza e o blog dos meus amigos estudiogatolouco.blogspot.com

No tempo livre?
Adoro pesquisar novas músicas e visitar os amigos.

Mania?
Mania de ouvir a mesma música mil vezes. Vícios: de roer as unhas e de fumar. Não pode faltar um cigarro antes do início de um desfile.

O que mais te incomoda na sua personalidade?
Impaciência.

E na personalidade dos outros?
Prepotência.

+ Site oficial:  vitorinocampos.com.br

+ Twitter: twitter.com/Vitorinocampos

FFW aposta: River Nelson ilumina o hip-hop em álbum de estreia

29/07/2010

por | Cultura Pop

river[Produzido por Lewis Parker, rapper River Nelson se destaca com disco de estreia ©Reprodução

Qual é a diferença entre o rap e a poesia? O rapper River Nelson levanta essa questão. O americano, que lançou nesta semana o seu disco de estreia, “The Rise And Fall Of River Nelson” [Dusty Vinil/Catapult], se destaca na multidão ao falar de esperança e positividade dentro do hip-hop, universo marginalizado por gangstas, racismo e sexismo.

“Quis fazer um álbum de hip-hop que fizesse as pessoas se sentirem melhor, apesar das dificuldades da vida”, explicou. “Todas as letras falam de esperança”. A sonoridade, que lembra uma versão mais crua (e com rimas melhores) de Kanye West ou Common, valoriza mais os samples do que os beats, o que dá maior destaque à voz do rapper, firme mas nunca agressiva _graças à ajuda do lendário produtor britânico Lewis Parker.

River Nelson – Always Winter by portalffw

Outro ponto forte do MC é presença ganchos pop em quase todas as faixas. Vozes de cantoras do soul (“Always Winter”), melodias ricas (“Moonrise”), sons da Motown e do funk setentista e orquestras de cordas (“End Of The Day”) permeiam as 17 faixas. Outra participação rica é a da irmã e poeta Panama _num belíssimo constraste entre verso e rima.

+ Myspace: myspace.com/rivernelson

FFW aposta: Volodya Averianov, o modelo mais quente da nova safra

20/07/2010

por | Gente

natalia-vodianova-e-volodya-averianovA versão masculina de Natalia Vodianova (e) em uma das fotos de sua book ©Reprodução

Com apenas 17 anos, o russo Volodya Averianov pode não ter muitos trabalhos em seu currículo, mas sua carreira pode mudar quando sua semelhança absurda com a top Natalia Vodianova chegar à mesa dos grandes players do mundo de modelos. O garoto tem tudo para pegar trabalhos importantes como sua conterrânea, afinal Natalia também é russa.

Por enquanto, Volodya é apenas representado pela agência WFM russa e essas são as únicas imagens que encontramos dele pela internet.

tumblr_l4yf8109AX1qc6wcxo1_500Volodya durante ensaio fotografado por Ulyana Sergeenko ©Reprodução

Aos 21 anos, cantora britânica faz campanha para Nina Ricci e vira aposta pop

06/07/2010

por | Cultura Pop

florriedorrieAos 21 anos, Florrie já trabalhou com grandes nomes do pop e substitui Jessica Stam em campanha de perfume ©Reprodução

A cada seis meses, uma nova cantora pop aparece – para em alguns meses desaparecer com a mesma rapidez que surgiu. A britânica Florrie Arnold se enquadra no primeiro cenário, mas não deve cair no ostracismo com tanta facilidade.

Seguindo os passos de Lady Gaga, Florrie compôs para outras cantoras pop antes de soltar a própria voz. Apadrinhada pelo coletivo de compositores Xenomania, ela tem um currículo de respeito: colaborou com Kylie Minogue, Cher, Pet Shop Boys e Sugababes, escrevendo, compondo, produzindo e tocando bateria. Recentemente, lançou dois remixes ao lado do produtor francês Fred Falke, numa clima nostalgia 1990s.

Seu fator hype foi alavancado ainda mais com a escolha da faixa “Call 911″ pela coletânea Kitsuné + Ponystep e por estrelar a campanha da fragrância L’Elixir, da grife Nina Ricci – posto que já foi da modelo Jessica Stam e da russa Ruslana Korshunova. No vídeo, dirigido pelo videomaker Nez, ela canta uma versão adocicada de “Sunday Girl”, do Blondie.

Assista:

“Panick Attack” – Fred Falke Remix

“Call 911″ – Florrie Remix

Site oficial: florrie.com

Myspace: myspace.com/florrie

Modelo canadense de 19 anos é a nova queridinha de Miuccia Prada

Miuccia Prada já tem uma nova modelo favorita. Conheça a eleita!

05/07/2010

por | Gente

img_4991A modelo fotografada para a seção Models Style, do Models.com ©Reprodução

Depois de cair de amores por Lindsey Wixson na temporada passada, Miuccia Prada já escolheu sua nova modelo favorita: a canadense Anais Pouliot.

As semelhanças com Lindsey são grandes, afinal, os lábios de Pouliot também chamam atenção. Mas engana-se quem acha que a modelo está chegando agora no mercado:  ela já trabalha desde 2007, mas sem grande repercussão. Entre  NY e Londres no inverno 2010, a garota desfilou para 16 marcas.

miumiuAcima, Anais e Lindsey no lookbook da coleção resort da Miu Miu ©Reprodução

Mas foi em Paris, quando desfilou exclusivamente para a Miu Miu que a carreira de Anais tomou outro rumo.  Agora ela pode ser vista no lookbook da coleção resort da marca, dividindo a cena com Lindsey Wixson. E não pára por aí: Miuccia também escalou a menina para o lookbook da Prada.

O FFW aposta que ainda vamos ouvir falar muito dela. E você?

pradaAnais no lookbook da coleção resort da Prada e abaixo, em editorial fotografado por Chadwick Tyler usando roupas do estilista canadense Rad Hourani © Reprodução

img_1521

+ Página no Facebook: facebook.com/people/Anais-Pouliot/635521441

FFW aposta: a música pop slow ítalo disco electro dark do Hurts

06/05/2010

por | Cultura Pop

“A nossa ambição é o sucesso, não negamos isso”.

Parece que o Hurts, banda de Manchester que é aposta do FFW, vai chegar aonde quer com mais facilidade do que pensa. A dupla, formada por Theo e Adam, lançou nesta semana o videoclipe para “Better Than Love”, com inspiração no filme  italiano “O Porteiro da Noite”, de Liliane Cavani, um romance nazista/sadomasoquista que foi censurado na época – e que depois serviu de influência para a cantora Madonna em “Justify My Love”.

A ascenção do Hurts às listas das bandas mais ouvidas não seria uma surpresa: eles entraram para os “Sons de 2010″ da BBC, fizeram parte da turnê “NME Radar” e receberam boas críticas da imprensa especializada. No quesito som, eles fazem um slow disco sensual e austero. Já o visual é pronto paras as páginas das melhores revistas de moda – ternos slim, cabelos militares e sapatos lustrosos.

E a dupla garante: apesar das influências dark, com electro e ítalo disco na receita, a música deles é pop. “Escrevemos músicas sobre esperança”, garantem.

+ Site oficial: informationhurts.com

+ Canal no You Tube: youtube.com/user/videohurts

+ Página no Facebook: facebook.com/pages/Hurts/305434150156

+ Myspace: myspace.com/ithurts