Jornal britânico divulga lista das 25 pessoas mais influentes da moda

13/03/2012

por | Gente, Moda

©FFW

Anna Wintour, Sarah Burton, Miuccia Prada, Karl Lagerfeld, Marc Jacobs, Pat McGrath, Bernard Arnault, Mert Alas e Marcus Piggott. O que esses nomes têm em comum? Eles não têm a mesma nacionalidade, tampouco a mesma profissão, mas são exemplos de sucesso e competência no segmento em que escolheram atuar. Neste fim de semana, o jornal inglês “The Telegraph” publicou sua lista anual das “25 Pessoas Mais Influentes da Moda” e, segundo noticiou a “Vogue” britânica, todos os nomes citados acima fazem parte dessa concorrida seleção.

A maioria dos nomes que integram a lista do “Telegraph” é de figuras icônicas da indústria da moda e não pode ser considerada grande surpresa – além dos já citados, também foram elencados Christopher Bailey, Natalie Massenet, Phoebe Philo, Carine Roitfeld, Suzy Menkes e Katie Grand –, mas há alguns profissionais, menos conhecidos internacionalmente por trabalharem “atrás das câmeras” ou atuarem de forma mais acadêmica, que tiveram sua importância reconhecida pelo jornal. O diretor de casting Russell Marsh; o hairstylist Guido Palau; a headhunter Floriane de Saint Pierre; a diretora do mestrado da Central Saint Martin, Louise Wilson; e Kate Phelan, diretora criativa da Topshop, foram mencionados na lista.

Até a Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton, e Samantha Cameron, empresária e esposa do Primeiro Ministro do Reino Unido, David Cameron, entraram na lista por serem consideradas “embaixadoras da moda”.

Em época de inúmeras seleções, a revista “Forbes” publicou no início de março seu famoso ranking dos maiores “Bilionários do mundo em 2012”: Bernard Arnault, presidente do conglomerado de luxo LVMH, é considerado o homem mais rico da moda, acumulando uma fortuna de US$ 41 bilhões, cerca de R$ 73,7 bilhões. Outros bilionários do segmento são Amancio Ortega, dono do grupo Inditex, com US$ 37,5 bilhões, aproximadamente R$ 67,4 bi; François Pinault, do PPR, com US$ 13 bilhões (R$ 23,6 bi) ; Galen Weston, proprietário da Selfridges, com US$ 7,6 bilhões (R$ 13,5 bi) e Miuccia Prada, com US$ 6,8 bilhões (R$ 12,2 bi).

Conheça a menina do sorriso matador que fisgou Steven Meisel e Miuccia Prada

10/02/2011

por | Moda

ARIZONAMUSA

© Romeuuu

De tempos em tempos um novo rosto traduz os desejos da moda. Agora, a bola da vez é dona não só de um rosto luminoso, mas também de um nome sensacional: Arizona Muse. Uma pessoa que tem esse nome nasceu para ser estrela mesmo, não?

No final do ano passado as pessoas já começaram a falar dela, mas foi em janeiro deste ano que a modelo virou a promessa do ano e não deve desapontar. Está nas campanhas de Primavera-Verão 2011 da Prada e da YSL, apareceu na capa de janeiro da “Vogue” italiana ao lado de Freja Beha, desfilou para Chanel e Valentino na temporada de alta-costura e, em março, estará na “Dazed & Confused”, em uma edição especial sobre ela. Anna Wintour já declarou que Arizona é “linda, madura e esperta” e os fotógrafos estão in love com a moça. E então já começam os buchichos: “É a nova Linda!”; “É a nova Natalia Vodianova!”

Arizona tem luz própria e um sorriso matador. Nasceu no Novo Méxixo e, aos 22 anos, já tem um filho de dois, o pequeno Nikko, que está nas páginas da “Vogue” americana de fevereiro, fotografado com a mãe por Peter Lindbergh. Os dois vivem num apartamento no Brooklyn, em Nova York.

Muse ganhou projeção após abrir e fechar o desfile da Prada na temporada passada, o posto mais cobiçado entre as modelos. Ao todo, pegou 26 desfiles, número que deve ao menos duplicar na próxima estação. Ficar de olho nela não deve ser tarefa difícil.

Depois de agradar Anna Wintour, Roksanda Ilincic é eleita por Michelle Obama

24/01/2011

por | Moda

rosanka2A estilista em Londres ©Reprodução

Durante a visita do presidente chinês Hu Jintao aos EUA, Michelle Obama usou um vestido e um casaco da estilista sérvia Roksanda Ilincic, da coleção de Outono 2010. Nascida em Belgrado, ela é radicada em Londres e apareceu na geração que também revelou Gareth Pugh e Henry Holland. Todos desfilavam no mesmo evento, o Fashion East, voltado para novos talentos e que é integrado a London Fashion Week.

Segundo a estilista contou à imprensa internacional, Michelle compôs o look com acessórios perfeitos para a ocasião, como o par de luvas vermelhas.

michelle-obamaMichelle Obama com look de Roksanda ©Reprodução

Elogiada por Anna Wintour, e agora eleita pela primeira-dama americana, Roksanda pode esperar por uma boa guinada na carreira. Com o aumento da visibilidade, aumenta também o nível de pressão. Suas roupas já chamavam a atenção de pessoas mais atentas às novidades da moda, como Björk, Milla Jovovich, Kate Hudson e Margherita Missoni, mas agora o esquema é outro.

roksanda stefLooks da coleção de Primavera-Verão 2011 ©Reprodução/Style.com

Ex-modelo, a estilista de 35 anos se formou na famosa escola britânica Central Saint Martins, de onde também saiu Alexander McQueen. Começou a chamar a atenção por conta de suas roupas femininas e leves, mas sempre com algum estranhamento, como volumes esculturais, assimetrias ou peças desconstruídas.

+ 5 coisas sobre Roksanda Ilincic

>> Vem de família abastada. Sua mãe era PR e amante de moda; seu pai era um empresário bem-sucedido, cuja carreira levou a família para vários pontos do mundo.

>> Quando era pequena, gostava de brincar de costura com os vestidos da mãe. Alguns modelos de YSL deram perda total pelas mãos de Roksanda e sua tesoura assassina.

>> Ela é casada com Phil Bueno del Mesquita, dono da marca de tênis Acupuncture.

>> Assim como os grandes estilistas, ela também faz apresentações privê para Anna Wintour, normalmente no hotel Ritz, de Londres.

>> Sua marca registrada é um batom laranja, da marca-desejo Nars.

Anna Wintour e André Leon Talley “cantam” em disco de hip-hop: ouça!

06/12/2010

por | Moda

Sim, você leu certo. Mas calma _não é desta vez que vamos ouvir a editora da “Vogue America” fazendo rimas sobre casacos de pele e diamantes. A participação dela, de seu braço-direito André Leon Talley e dos estilistas Marc Jacobs e Isaac Mizrahi se resume a frases gravadas entre as faixas do novo álbum de Diddy, “Last Train to Paris”, que será lançado dia 14/12.

A voz da editrix surge ao começo da segunda faixa, “1st Place Loser”, dizendo: “This is Anna Wintour from “Vogue” magazine. You are now listening to the Last Train to Paris.”

Ouça:

O convite surgiu em 2009, quando Diddy enviou mensagens a grandes nomes da indústria oferecendo participação em seu novo álbum, totalmente inspirado pelo mundo da moda. Esta é a primeira colaboração Wintour-Diddy, mas  seu namoro com a Vogue America é bem antigo; ele foi modelo no editorial “Last Train to Paris” com Natalia Vodianova em fevereiro de 2010, e posou ao lado de Kate Moss em outubro de 1999. Em 2010, tocou na festa de encerramento do Fashion’s Night Out.

Anna-Wintour-participa-de-novo-album-de-DiddyEditorial da “Vogue America” de fevereiro de 2010 com Natalia Vodianova e Diddy ©Annie Leibovitz/Reprodução

Isso sem contar o envolvimento do artista com a indústria da moda _sua grife Sean John, lançada em 1998, é sucesso comercial e de crítica _  e rendeu a ele um prêmio do CFDA, como Designer do Ano/Categoria Masculina em 2004.

RAP vs. Moda

Diddy está longe de ser o único rapper que mantém uma relação íntima com moda. Se nos anos 1990 grifes de luxo ficavam enfurecidas ao terem seus logos em videoclipes gangsta, hoje os dois universos são mais do que amigáveis.  Kanye West é alvo regular dos cliques de Scott Schuman, do blog The Sartorialist, e foi notícia com o lançamento do média-metragem “Runaway” e da faixa “Christian Dior Denim Flow”, onde cita nomes das suas modelos favoritas.

Pharrell Williams, do N.E.R.D., tem as grifes Billionaire Boys Club e Ice Cream Footwear, além de ter co-criado uma linha de óculos e jóias para a Louis Vuitton em 2008; Jay-Z é co-fundador da Rocawear, cujas vendas anuais atingem a marca de US$ 700 milhões; Nelly é dono da Apple Bottoms… a lista é longa. Sem contar a parceria entre Missy Elliot e Adidas _que já acabou, mas rendeu alguns dos melhores clipes desta década.

Assista:

Milão reage e fortalece seu calendário de desfiles para o verão 2011

22/09/2010

por | Moda

milaoA catedral de Milão, que fica situada na região central da cidade onde serão concentrados os desfiles do verão 2011 ©Reprodução

Para evitar os problemas que enfrentou na última temporada, a Câmara da Moda Italiana está com um poderoso plano para os desfiles do verão 2011. A semana de moda de Milão que começou nesta quarta-feira (22/09) e vai até o dia 28/09 _ou seja, 7 dias completos_ conta com apoio da prefeitura da cidade, que irá ceder alguns dos edifícios de maior relevância sociocultural para sediar os desfiles.

Nos desfiles de fevereiro _inverno 2010_, a semana de moda de Milão teve seu calendário reduzido a turbulentos 4 dias. Entre motivos envolvendo corte de custo por parte das revistas, jornais e compradores estava a passagem relâmpago da editora da “Vogue” americana, Anna Wintour, que de última hora decidiu ficar somente 4 dias na cidade.

Depois de severas críticas de importantes membros da indústria e de poderosos nomes da moda italiana, a Câmara de Moda decidiu tomar atitude em prol não só da relevância do evento para o cenário da moda global, como também para o da indústria local.

Em um de seus artigos para o jornal “International Herald Tribune”, a crítica de moda Suzy Menkes argumenta que para se apreciar _e entender_ a moda italiana, era preciso estar inserido no contexto sociocultural do país_ algo que dificilmente se faz num fim de semana prolongado.

Ainda de acordo com outra matéria, publicada no “WWD”, as locações irão concentrar boa parte dos desfiles se concentram na região central, próximo a catedral da cidade. E para tornar tudo ainda mais agradável para caravana fashion na cidade, rolos e mais rolos de tapete vermelho serão estendidos unindo as várias áreas de apresentações

+ Camera Nazionale della Moda Italiana: cameramoda.it

Alexander McQueen ganha homenagem épica em Londres

21/09/2010

por | Moda

A semana em Londres começou com uma homenagem ao estilista Lee Alexander McQueen, que cometeu suicídio em fevereiro deste ano.

Uma missa na Catedral de St. Paul, notoriamente a mais importante do Reino Unido, reuniu cerca de mil convidados: entre eles Anna Wintour, Suzy Menkes, Sarah Jessica Parker, Kate Moss, Naomi Campbell, Stella McCartney, Daphne Guinness, Karen Elson, Stella Tennant, Hussein Chalayan, Antonio Berardi, Roland Mouret e Philip Treacy.

A cerimônia foi aberta com um discurso de Wintour: “McQueen sempre me pareceu inquieto, e nunca ligou para as politicagens do mundo da moda. O único mundo que ele conhecia _e amava_ estava dentro do seu ateliê”. Além de Anna, a editora de moda Suzy Menkes, do jornal “IHT”, também falou ao microfone: “Me lembro da última conversa que tive com o Lee, ele veio me dizer que ossos podiam, sim, ser belos”, numa clara referência à coleção masculina de inverno 2010 de McQueen.

A cantora Björk _que foi uma das melhores amigas de Lee em vida_ apresentou a música “Gloomy Sunday”, de Billie Holiday. Sua voz sobrenatural, a composição intensa e a letra dramática que fala sobre a morte e sobre a dificuldade que as pessoas que ficam têm de lidar com ela foi o suficiente para arrancar lágrimas da plateia de notáveis.

A missa não foi oficialmente captada em vídeo, mas é possível ouvir a gravação original da música na voz da cantora islandesa:

Veja imagens de quem passou pelo memorial de Alexander McQueen durante a #LFW:

FFW fashion digest: Anna Wintour, Lady Gaga, Olsen twins e +!

14/09/2010

por | Moda

A colunista de moda do jornal inglês “Telegraph”, Hilary Alexander, conseguiu arrancar raríssimos minutos de Anna Wintour na primeira fila de um desfile na #NYFW. E o melhor: em vídeo. Na pauta, os novos talentos da moda. Wintour fala sobre o apoio necessário para que eles sigam adiante e, de quebra, cita alguns nomes que considera promissores. Assista acima!
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Apesar do hype em torno do seu nome, Alexander Wang não é um bom estilista. Essa é a opinião de Cathy Horyn, crítica de moda do principal jornal americano, o “New York Times”. Na análise que fez da coleção de verão 2011 de Wang, a jornalista dispara chumbo-grosso: “Hey, a Marni não fez umas calças assim na temporada passada? Ann Demeulemeester, Issey Miyake… a coleção de Wang é um download de ideias desses outros estilistas. Mas, é claro, sem a energia ou intuição deles. Por essa razão, apesar de um ou outro look bonitinho, o desfile de Alexander Wang foi um tédio”. Implacável, Cathy desfere seu coup de grâce: “Ele é um estilista esperto, mas não tem talento. Embora ele muito provavelmente vá ficar feliz com os confetes que as pessoas querem jogar em sua direção”.

+ Leia a matéria na íntegra: nytimes.com
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mary-kate-ashley-olsenMK e Ashley Olsen: farewell New York, bienvenue à Paris! ©Reprodução

As gêmeas Olsen (Mary-Kate e Ashley) cancelaram o desfile de sua grife, a The Row, que aconteceria durante a #NYFW nesta terça-feira (14/09). “Decidimos adiar a apresentação porque a produção e a entrega de algumas amostras atrasou”, disseram ao jornal “WWD”. Mas os fãs da dupla não precisam desanimar: o desfile vai acontecer durante a Semana de Moda de Paris (28 de setembro a 8 de outubro), ainda sem data e local definidos.

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lady-gaga-cher-meat-dressLady Gaga, discípula, e Cher, grã-mestre: sashimi de gado ©Reprodução

Não restam dúvidas sobre a matéria-prima do vestido “Hellraiser” usado por Lady Gaga na premiação do VMA 2010. O estilista que criou a peça, Franc Fernandez, publico em seu blog imagens que confirmam: é carne 100% bovina. E aí, povo do PETA? Quando vai rolar uma torta na cara da Lady Gaga?

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A partir do dia 14 de setembro, Andrea Marques passa ter endereço próprio em São Paulo. A estilista carioca, que possui uma loja em Ipanema, no Rio de Janeiro, inaugura sua primeira loja em São Paulo no Jardim Paulistano. O espaço segue o mesmo conceito da loja do Rio, com uma atmosfera de ateliê. Antes disso, as roupas da Andrea Marques eram vendidas apenas em uma multimarcas, em Moema.

Rua Joaquim Antunes, 177 – Sala 22 – Jardim Paulistano
Mais infos: (11) 2537 6605 | andreamarques.com.br

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Apesar de querer preservar sua coleção de retorno às passarelas como se ela fosse o terceiro segredo de Fátima, o texano Tom Ford não é imune ao poder onipresente, onisciente e onipotente dela, a internet. Já circulam na web imagens que jamais deveriam ter sido feitas de sua apresentação über VIP. Fotos do casting estilo mugshot, Daphne Guinness, Beyoncé… Olha uma coletânea que fizemos na galeria:

FFW fashion digest: morre, aos 93 anos, Gabriella Pascolato

23/08/2010

por | Moda

dona-gabriella-pascolatoDona Gabriella Pascolato na primeira fila de um desfile em 1999 ©Renato de Cara

Morreu no último sábado (21/08) aos 93 anos, em São Paulo, a empresária Gabriella Pascolato, fundadora da tecelagem Santa Constancia e figura de renome no cenário da moda brasileira. De acordo com a assessoria de imprensa da tecelagem, Dona Gabriella estava internada há 20 dias e foi enterrada ontem (22/08). A missa de sétimo dia será realizada nesta sexta-feira (27/08), na Igreja Nossa Senhora do Sion, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

A equipe do portal FFW lamenta profundamente a morte de Dona Gabriella Pascolato. Estamos preparando um vídeo em sua memória para ser publicado em breve.

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grace-coddingtonGrace Coddington (e) ao lado de Anna Wintour: rumores garantem que a visão fashion da “Vogue” americana vem dela, e não de Anna ©Reprodução

O braço direito de Anna Wintour, a diretora criativa da “Vogue” americana Grace Coddington, está de projeto novo: pretende lançar uma autobiografia escrita em parceria com Jay Fielden, que já foi editor da “Vogue Homem”. “Estamos apenas começando, mas já sinto que vai ser um projeto muito divertido. Espero que seja um livro rico em histórias sobre moda e não somente sobre a minha pessoa”, disse Coddington ao jornal “WWD”. O livro deve remontar a infância de Grace no País de Gales, seus dias como modelo em Londres nos anos 1960 e sua chegada à “Vogue” americana onde está até hoje. Grace Coddington aparece no documentário “The September Issue”, lembram?

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madonna-court-caseE aí, Madonna: vamos encarar um processo judicial? ©Reprodução

Madonna não é imune às leis criadas pelo homem: a pop star mais bem sucedida de todos os tempos está sendo processada pelo uso do termo “Material Girl” em sua coleção exclusiva de roupas feitas para a Macy’s. Quem entrou com o processo foi a LA Triumph Inc, que acusa Madonna de estar usando o título que já faz parte do portfólio de marcas registradas deles desde 1997. A Triumph exige que Madonna seja proibída de usar o nome futuramente e também demandam que todos os lucros obtidos com a linha da cantora na Macy’s seja revertido para eles. Até o momento, Madge não fez nenhuma declaração oficial, mas alguém duvida que ela vá soltar os cachorros?

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Exatamente ao completar cinco anos de mercado, a Triya (www.triya.com.br) vai ganhar uma nova loja em São Paulo. As sócias Isabela Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco Amaral comemoram sua entrada no Shopping Iguatemi. O espaço abre suas portas no final de setembro, e vai ficar no Piso Faria Lima ao lado da Gucci e quase em frente a nova loja da Chanel que será inaugurada em breve.

O projeto é assinado pela Suíte 114, empresa dos sócios Daniela Frugiuele (sim, ela é irmã da Bela) e Filipe Troncon. A idéia é desenvolver a identidade espacial da Triya, com seu conceito universal e tecnológico. A partir daí adotou-se o CUBO, forma que aparece e interage no projeto em diversas situações: desde os nichos, araras, caixa, provador, até as paredes, piso e teto.

+ Resenha e fotos do desfile da Triya no Fashion Rio Verão 2011

Fique por dentro da primeira edição da ‘Industrie’

10/05/2010

por | Moda

Lembra quando o FFW mostrou a capa da primeira edição da “Industrie” com a Anna Wintour? Então, agora que a revista já está à venda a gente mostra um preview do conteúdo da publicação, que é focada em quem faz a roda da indústria da moda girar.

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Pra começar, vamos desvendar quem está por trás da revista: a dupla Erik Torstensson e Jens Grede, cofundadores da agência Saturday, que cuida da direção de arte da revista “LOVE”, de Katie Grand, que é editora de moda convidada da “Industrie”.

A vontade de criar uma revista assim começou porque Erik não se contentava com as entrevistas dadas por profissionais da moda até então, e por isso resolveu tocar o projeto que é inédito por ser uma publicação destinada exclusivamente para a indústria.  ”Nós estamos cansados de revistas com 10 editoriais de moda fotografados por desconhecidos e publicados apenas pelo prazer de ter editoriais de moda, sem nenhum ponto de vista”, desabafa Erik, em entrevista para o Business of Fashion.

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A primeira matéria da edição (que tem 196 páginas) é uma conversa dos editores junto com o blogueiro Tommy Ton, do Jak & Jil, sobre como os editores de moda estão virando assunto fora do metier. Uma curiosidade: a foto de Anna Wintour que estampa a capa da revista é do Getty Images, ao contrário do que muita gente pensava, de que teria sido um superfotógrafo que a clicou.

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Além da conversa sobre as editoras-celebridades, a revista ainda mostra como ficar em forma junto com Rick Owens na academia (acima) e também uma entrevista com a criadora do Net A Porter, Natalie Massenet.

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Mas a “Industrie” não se resume apenas a matérias com gente que trabalha atrás das câmeras, ela ainda conta com um editorial fotografado por Patrick Demarchelier e estrelando as modelos Daria Werbowy e Lara Stone, as duas nuas. Vários sites estão comentando que a “Industrie” pode ser considerada um yearbook do mundo da moda, onde todo mundo aparece perfilado e bem fotografado.

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Novo estagiário de Anna Wintour pagou US$ 42 mil pelo emprego

03/05/2010

por | Gente, Moda

anna-wintourEm “O Diabo Veste Prada”, Andy Sachs passa por maus bocados como assistente da editora-chefe da revista “Runway”, sob o comando da temível Miranda Priestly (Meryl Streep). Na história, escrita por Lauren Weisberger (que foi assistente de Anna Wintour na vida real), a personagem tem que ouvir o tempo inteiro que “um milhão de garotas morreriam pelo seu emprego”.

Aparentemente, ninguém precisa morrer para passar um tempo perto da mais poderosa e temida editora de moda da atualidade, só de um pouco de dinheiro: um estágio de 7 dias na “Vogue US” foi leiloado por 42 mil dólares. O valor será integralmente revertido para o Centro Robert F. Kennedy para Justiça e Direitos Humanos, e o nome do ganhador não foi divulgado.

Mrs. Wintour nem esperou: já existe outro leilão, que termina em 13 de maio, em que o vencedor poderá encontrar Anna Wintour, assistir um desfile da semana de moda de Nova York, levar um vale-presente de Christian Louboutin e it bags de Proenza Schouler e Alexander Wang.

Papéis trocados: Anna Wintour na capa da primeira ‘Industrie’

29/04/2010

por | Gente

Engana-se quem pensou que a supermodelo canadense Daria Werbowy seria a capa da primeira edição da “Industrie”: ela perdeu o posto para a figura mais famosa do mundo da moda e que, dificilmente, é capa de alguma revista –  Anna Wintour,  editora-chefe  da “Vogue US”.

No recheio, a primeira edição da “Industrie” traz o editor de moda Karl Templer, o diretor de arte Luis Venegas, o stylist Panos Yiapanis, a brasileira Alessandra Ambrósio, entre outros ilustres da indústria da moda: o propósito da revista é se tornar referência para a indústria, e não para o mercado consumidor.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Mas uma coisa é inegável: Anna Wintour na capa, vende!

industriecoverAnna Wintour na capa da primeira Industrie © Reprodução

Prada, Armani e Fendi se unem por uma semana de moda mais longa

15/04/2010

por | Moda

A temporada de inverno 2010 em Milão foi marcada pelo casting de modelos saudáveis da Prada e, principalmente, pelo furdunço causado por Anna Wintour, editora da “Vogue US”: depois de anunciar que só passaria três dias na cidade, as principais grifes do evento bagunçaram o coreto, espremendo o calendário de uma semana para, praticamente, três dias.

A lição foi aprendida: para evitar problemas semelhantes no futuro, marcas importantes da semana de moda italiana (Prada, Giorgio Armani, Fendi, entre outras) emitiram comunicados oficiais à Camera Nazionale Della Moda Italiana dizendo que não aceitarão participar de uma fashion week mais curta. “Não vamos aceitar ter menos do que sete dias de desfiles”, ameaçaram.

A Camera se reuniu com o presidente Mario Boselli e não pensou duas vezes: acatou ao pedido das gigantes, determinando que o calendário para o verão 2011 de Milão terá 7 dias de duração, indo de 22 a 28 de setembro. “O calendário será mais racional e menos estressante”, garantiu a Camera Nazionale.

A ideia principal é criar um tempo de estadia maior para editores, compradores e convidados em Milão. A medida não é por acaso: sabia que uma semana de moda como o São Paulo Fashion Week chega a movimentar R$ 100 milhões em turismo?

Editora de moda lendária, Polly Mellen pode virar documentário

12/04/2010

por | Cultura Pop, Gente, Moda

O site Fashionologie.com divulgou que, de acordo com o diretor criativo da revista “Elle”, Joe Zee, um documentário sobre a lendária Polly Mellen está em desenvolvimento.

Mas quem, exatamente, é essa mulher?

Polly começou como stylist na “Harper’s Bazaar”. A convite da mentora e ainda mais lendária Diana Vreeland, nos anos 1960, aceitou o posto de editora de moda da “Vogue US”, onde trabalhou pelos 28 anos seguintes. Depois, foi diretora criativa da “Allure” por mais 8 primaveras. Apesar de ter se aposentado em 2001, ela ainda dá esporádicas consultorias aqui e ali.

Grande colaboradora de Richard Avedon, fez com ele seu primeiro trabalho para a “Vogue”: uma viagem de cinco semanas ao Oriente que, incidentalmente, foi o editorial mais caro da história da revista. “Ela foi e ainda é a mais criativa editora com que já trabalhei”, disse Avedon.

avedon-nastassja-kinski“Nastassja Kinski e a Serpente”, 1981, é um dos mais famosos retratos de Avedon (o styling é de Mellen) © Richard Avedon

E Avedon não foi o único mestre com o qual Mellen trabalhou: adicione aí Irving Penn, Helmut Newton, Arthur Elgort, Fransciso Scavullo… A editora também ajudou as carreiras de modelos como Penelope Tree, Lauren Hutton, Patti Hansen e Naomi Campbell.

linda-evangelista-naomi-campbell-polly-mellon-and-christy-turlington1989Linda Evangelista, Naomi Campbell, Polly Mellen e Christy Turlington, em 1989 © Reprodução

A história sobre sua saída da “Vogue US” virou praticamente uma anedota fashion. Nos anos 1980, Grace Mirabella, a sucessora de Vreeland no cargo de editora-chefe da revista, estava sendo muito criticada por supostamente ter tornado a publicação entediante.

Para ajudá-la a se adequar aos novos tempos, Mellen chamou uma colega para conhecê-la: Anna Wintour. Mirabella perguntou à então editora da “New York” qual cargo ela queria. Wintour respondeu: “O seu”.

Em 1988, Wintour conseguiu o trabalho – e levou a atual diretora criativa, Grace Coddington, com ela. Remanejada para a edição de projetos especiais, Polly deixou a “Vogue US” e assumiu seu papel em outro filhote da Condé Nast, a então recém-criada “Allure”.

polly-mellen-vogue-usEditoriais de de julho de 1983 (e) e de dezembro de 1990, ambos da “Vogue US” © Helmut Newton & Hans Feurer; Eric Boman

Otimista – o estilista Geoffrey Beene chegou a apelidá-la de “a animadora de torcida da indústria da moda” –, ousada, perfeccionista e pontual são alguns dos adjetivos que descreveram Polly Mellen, hoje uma octogenária, ao longo dos anos.

Em sua carreira, ela criou belas imagens que se tornaram parte da história da moda: algumas ilustram seus tempos com perfeição, outras poderiam estar nas páginas de qualquer revista de moda interessante hoje.

polly-mellen-1970Lisa Taylor em clique de Helmut Newton e Verushka em clique de Avedon, ambos dos anos 1970 © Helmut Newton; Richard Avedon

O FFW  torce para que a história dê certo. Seria um ótima acréscimo ao gênero de documentários sobre moda!

O site Fashionologie divulgou que, de acordo com o editor de moda Joe Zee, um documentário sobre a lendária Polly Mellen está em desenvolvimento. Mas quem,

exatamente, é essa mulher?

Polly começou como stylist na “Harper’s Bazaar”. A convite da mentora e ainda mais lendária Diana Vreeland, nos anos 1960, aceitou o posto de editora de moda da “Vogue US”, onde trabalhou pelos 28 anos seguintes. Depois, foi diretora criativa da “Allure” por mais 8 primaveras. Apesar de ter se aposentado em 2001, ela ainda dá esporádicas consultorias aqui e ali.

Grande colaboradora de Richard Avedon, fez com ele seu primeiro trabalho na “Vogue”: uma viagem de cinco semanas ao Oriente com a top Verushka que,

incidentalmente, foi o editorial mais caro da história da revista. “Ela foi e ainda é a mais criativa editora com que já trabalhei”, disse Avedon, falecido em 2004.

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“Nastassja Kinski e a Serpente”, 1981, é um dos mais famosos retratos de Avedon (o styling é de Mellen) /Richard Avedon

E Avedon não foi o único mestre com o qual Mellen trabalhou: adicione aí Irving Penn, Helmut Newton, Arthur Elgort, Fransciso Scavullo… A editora também ajudou as

carreiras de modelos como Penelope Tree, Lauren Hutton e Naomi Campbell.

Otimista — o estilista Geoffrey Beene chegou a apelidá-la de “a animadora de torcida da indústria da moda” –, ousada, perfeccionista e pontual são alguns dos

adjetivos que descreveram Polly Mellen ao longo dos anos.

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Clique de Helmut Newton nos anos 1970, com styling de Mellen /Helmut Newton

A história sobre sua saída da “Vogue US” virou praticamente uma anedota fashion. Nos anos 1980, Grace Mirabella, a sucessora de Vreeland no cargo de editora-chefe da revista, estava sendo muito criticada por supostamente ter tornado a publicação entediante.

Para ajudá-la a se adequar aos novos tempos, Mellen chamou uma colega para conhecê-la: Anna Wintour. Mirabella perguntou à então editora da “New York” qual cargo ela queria. Wintour respondeu: “o seu”.

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Editorial de dezembro de 1990 da “Vogue US” /Eric Boman

Em 1988, Wintour conseguiu o trabalho — e levou a atual diretora criativa, Grace Coddington, com ela. Remanejada para a edição de projetos especiais, Polly deixou a “Vogue” e assumiu seu papel em outro filhote da editora Condé Nast, a então recém-criada “Allure”.

Em sua carreira, Mellen criou belas imagens que se tornaram parte da história da moda: algumas ilustram seus tempos com perfeição, outras poderiam estar nas páginas de revistas como a “Vogue Paris” hoje.

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Editorial de julho de 1983 da “Vogue US”; a modelo é Helena Christensen /Helmut Newton & Hans Feurer

Tanta história deixa a possibilidade de um documentário sobre Polly Mellen deixa o FFW bem ansioso pela estreia.

Anna Wintour elege Gisele como exemplo de saúde e amor à vida

16/03/2010

por | Gente

A mais recente edição da “Vogue” norteamericana surpreendeu muita gente – e de maneira positiva. Já havia rumores de que a capa seria de uma modelo (uma novidade para a revista habituada com as celebridades), mas ninguém acertou que seria ela, Gisele Bündchen, lindíssima, mais jovem do que nunca e com cabelos escurecidos que relembram o início da sua carreira, num mood total anos 1990.

A nova tonalidade não é uma opção: perceba que nas pontas prevalece o dourado de La Bündchen, mas, por recomendação médica, mulheres grávidas ou lactantes devem passar longe das tinturas capilares.

vogue-US-gisele-bundchen-coGisele na capa da “Vogue US” de abril de 2010 © Patrick Demarchelier/Vogue US

Abril é o mês do tradicional “Shape Issue” (algo como a “edição da forma física”), e desta vez a editora-chefe Anna Wintour reforça sua importância à luz do debate sobre o peso das modelos e os esforços da indústria para transformar o tamanho 38 como padrão – atualmente é 34 –, citando inclusive o encontro que teve em fevereiro com membros do CFDA e convidados, entre eles o empresário brasileiro Paulo Borges, organizador do SPFW e do Fashion Rio.

Para dar mais profundidade ao tema, duas modelos falam sobre suas lutas com a balança e com profissionais do ramo: a top Kim Noorda, que sofreu com distúrbios alimentares, e a top plus-size Kate Dillon, que sofreu com o preconceito nos anos 1990.

Em seu segundo trabalho pós-Benjamin – o primeiro foi a campanha de Inverno 2010 da Colcci –, Gisele abriu as portas de sua mansão na Costa Rica ao fotógrafo Patrick Demarchelier e as do seu apartamento em Boston para a jornalista Joan Juliet Buck.

Sobre a volta ao trabalho, ela disse: “Cheguei ao estúdio e me senti como um extraterrestre. Cabelo e maquiagem? Não me olhava no espelho há um mês e meio. Estava em casa em um casulo com meus filhos [ela conta John, o primeiro filho de Tom Brady], meu marido, meus cachorros.”

vogue-us-gisele-01Gisele grávida de 7 meses e carregando o pequeno Benjamin Rein © Patrick Demarchelier/Vogue US

Mas uma das características que a tornou famosa apareceu: “O cliente ainda merece respeito e profissionalismo, mas fiquei um pouco preocupada porque não estava sentindo [a personagem]. Olhei no espelho e ainda não estava vendo a pessoa que é uma modelo.” A confiança voltou, ela garante, a partir do segundo clique.

Além de falar sobre a vida como mãe, Gisele revelou detalhes sobre sua nova linha de cosméticos, filantropia, autoajuda e meio ambiente, uma causa pela qual é apaixonada – não é por acaso que ela foi nomeada pela ONU como embaixadora da Boa Vontade para assuntos ambientais.

Os produtos de beleza da Sejaa seguem a mesma linha ecologicamente responsável: são feitos de produtos naturais e conservados por óleo de côco, as embalagens são feitas de papelão reciclado e até a toalhinha, que vem com a máscara de lama, é feita de fibras de bambu.

Parte das vendas (que serão feitas apenas online) irá para projetos que ajudam jovens garotas a criar autoestima. “Eu consigo fazer tudo isso porque estou financiando em meus próprios termos e, se quiser dar 5% de tudo que faço, ninguém pode falar que não posso”, disse.

Em sua carta da editora, Wintour diz que Gisele – “um lembrete fantástico que esportes e curvas estão sempre na moda, e de que as melhores modelos são símbolos de saúde e amor à vida” – está transformando a definição de supermodelo. Para o Brasil se orgulhar!

Exclusivo FFW: 10 mulheres que movimentam a indústria da moda

08/03/2010

por | Gente

Muita gente acha que moda é coisa de mulher. Aproveitando essa opinião, o FFW escolheu algumas das mulheres mais poderosas da moda atual, no Brasil e no mundo.

Elas são capazes de lançar tendências, ajudam a definir gerações, transformam a moda em exercício intelectual e, no geral, fazem do ramo algo muito mais interessante do que apenas tecidos costurados.

ANGELA AHRENDTS

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Não reconhece o nome? Tudo bem, a posição dela não é proeminente em sites de moda. Mas a de seu melhor funcionário, Christopher Bailey, sim. Ahrendts é a CEO da Burberry, a empresa familiar criada no século 19 que tornou-se uma das marcas mais famosas do planeta (tanto que as palavras trenchcoat e estampa xadrez são imediatamente associadas à grife).

Quando Angela assumiu em 2005 – com a benção de Bailey, que já havia trabalhado com ela na Donna Karan –, os números estavam bem, mas a grife estava superexposta, o que estava fazendo a Burberry perder seu lugar entre as gigantes do luxo.

A empresária começou eliminando 35 linhas de produtos (a maioria utilizava a então desgastada estampa) e logo expandiu para mercados emergentes asiáticos e também para os EUA. Desde que ela assumiu, os lucros da empresa subiram 30%.

Outras escolhas certeiras que a norteamericana fez foram criar novas linhas (esportivas, de sapatos, de jeans), contratar a atriz Emma Watson para as campanhas e investir em tecnologia (até agora, a Burberry é quem melhor utiliza o espaço online através de streamings, vendas relâmpago e sites interativos) – tudo para atrair os jovens consumidores. Mulher esperta…

ANNA WINTOUR

A editora-chefe da "Vogue US", Anna Wintour ©Reprodução

Editora-chefe da “Vogue” norteamericana desde 1988, Anna Wintour comanda cada aspecto da revista, incluindo o econômico, como escancarou o documentário “The September Issue”, de 2009, e a iniciativa Fashion’s Night Out.

A “Vogue” de Wintour tem um lugar especial no meio: é, ao mesmo tempo, uma das revistas mais criticadas (há quem a julgue entediante e comercial demais) e uma das mais importantes.

Ainda considerada uma bíblia digna de referências, a “Vogue” tem uma circulação de 1,2 milhões de exemplares, o que a transforma em uma das revistas de moda mais influentes do mundo. Além disso, Anna é peça-chave das campanhas do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e não tem medo de tocar, pelo menos, em assuntos polêmicos, como fez recentemente com a questão do peso das modelos.

A persona que Anna construiu, mesmo antes de dominar o título, também faz parte do seu sucesso. Sua fama faz muita gente experiente tremer e, se depender dela, ainda vai fazer por um bom tempo.

CATHY HORYN

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Conhecida por sua língua ferina, Cathy Horyn já trabalhou nas melhores publicações de moda do mercado, e é crítica de moda do norteamericano “The New York Times” desde 1998 (ela é a segunda mulher com esse cargo no periódico).

Sua opinião é respeitada pela grande maioria, mas há quem a considere ácida demais e aqueles que simplesmente não conseguem aceitar uma opinião tão divergente – é famosa a vez em que Giorgio Armani deixou-a fora de seu desfile por causa de uma crítica.

O fato é que as resenhas de Horyn, assim como suas outras matérias, são leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. Ela não tem medo de dizer o que acha e o faz com propriedade – e frequentemente com humor também.

CLÔ OROZCO

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Clotilde Maria Orozco de Garcia (explica tudo, não?) aprendeu modelagem com duas tias nos anos 1970. Naquela época já fazia roupas para si e para as amigas, mas só começou a vendê-las na faculdade.

Em 1975, a confecção era sob encomenda e vendida em algumas lojas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. No livro “Brasil Na Moda”, Clô relembra seu primeiro sucesso nacional: uma roupa “meio riponga” de algodão branco que consistia em uma saia com três babados, camisa pólo e lenço na cintura, tudo tingido no fogão do sítio dos pais.

Logo mudou para a Rua Hungria, no mesmo prédio da pronta-entrega da G de Glória Coelho – a própria Clô tinha por volta de 20 peças para o mesmo propósito.

Na mesma época, formou com colegas o Grupo Paulista, que desfilava no Hotel Maksoud. “Tinha a Armazém, Companhia Ilimitada, da Selma, a G, o Alcides e eu. E tudo o que acontece hoje já acontecia: manequins que brigavam, a Regina [Guerreiro, stylist] que tinha ataques e desmaiava no meio, a produção que atrasa…”

O nome Huis Clo surgiu em 1979, e a primeira loja, em 1983. Não é exagero dizer que Clô Orozco definiu a mulher elegante brasileira. A qualidade impecável e o corte perfeito das roupas tornou-a sinônimo de uma sofisticação muito referenciada até hoje no Brasil.

COSTANZA PASCOLATO

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Nascida na Itália e criada no Brasil, Costanza foi de menina rica a uma das mais famosas personas da moda brasileira.

Nos anos 1970, começou na “Claudia” ambientando cenários e logo partiu para a produção de moda. “Me boicotavam muito porque me achavam dondoca. Sumiam com minhas roupas nas produções, faltavam nas minhas fotos”, relembrou em “Brasil Na Moda” (vol. 1).

Costanza já acordou Tania Caldas no tapa, fez make e cabelo em editoriais, participou de reuniões que criaram o primeiro calendário brasileiro unificado de lançamentos, escreveu livros, para a “Folha de S. Paulo”, para a “Vogue”, deu consultorias e hoje sua principal função é tocar a tecelaria da família, a Santaconstancia.

Quando comandava a “Claudia Moda”, sua influência era imensa, como comprova um episódio de 1983, em que ela que as mulheres adotassem a meia-calça preta: “Vieram me falar que as vendas de meias pretas estouraram no Brasil inteiro… E que o estoque de coloridas encalhou.”

Mesmo sem representar um veículo fixo, Costanza ainda é presença obrigatória nos desfiles nacionais mais importantes. Paulo Martinez, editor de moda da “MAG!”, explica: “Primeiro por causa da história dela e, segundo, porque ela não cochilou. Continua acordadíssima, é muito informada, e isso faz diferença quando ela escreve sobre moda.”

EMMANUELLE ALT

Emmanuelle Alt ©Reprodução

Muitos podem considerar a escolha de Emmanuelle um erro. Afinal, não é Carine Roitfeld quem comanda a “Vogue Paris”?

Mas não é como subordinada de Roitfeld que Alt está aqui. Ela também é consultora e stylist de duas das marcas mais influentes, em termos globais, da Europa: Balmain e Isabel Marant.

Desde 2007, sob o comando de Christophe Decarnin, a Balmain vem galgando os degraus entre as grifes mais importantes do mundo. Não pela originalidade do trabalho, mas pela imagem rock’n'roll extremamente desejável que criou – em grande parte, mérito da stylist.

Já Isabel Marant é reconhecidamente uma das promessas da nova geração. O estilo despojado que todas as garotas cool querem ter – e outros estilistas atrás dessas garotas também – muitas vezes parece saído diretamente do armário de Alt.

Como na moda a Europa ainda é a parte mais referenciada do mundo, essas influências acabam, de uma maneira ou outra, respingando mundo afora. E Emmanuelle tem suas mãos nelas.

GLORIA COELHO

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Gloria Coelho começou a carreira aos 6 anos, quando ganhou sua primeira máquina de costura da mãe no internato em que estudava. “Fiquei acordada a madrugada toda na expectativa de poder brincar de costura na manhã seguinte… Não sei porque me deu tanta ansiedade. Talvez a moda ja estivesse escrita na minha vida”, disse.

Aos 13, já vestia as amigas. Criava tubinhos, um sucesso nos anos 1960, e trocava-os por roupas do famoso Dener com a mãe de uma amiga. Aos 19, criou um estilo de camiseta que foi uma febre.

Depois de uma viagem a Europa, da qual trouxe saias indianas, criou uma de patchwork já com a etiqueta G – ela, que não brinca com astrologia, lembra que esta é “a sétima letra do alfabeto” –, outro sucesso retumbante. “As pessoas não paravam de me procurar atrás dessas saias… Quer dizer, eu não procurei a moda, a moda que me procurou.”

Nos anos 1980, abriu sua primeira loja e passou a desfilar. Desde então, não parou mais. Nos anos 1990, ainda lançou uma segunda marca, a Carlota Joakina.

Gloria teve muitos hits na carreira, o que mostra seu tino para os negócios: há a “roupa de reflexão” (como ela chama as roupas de desfile), que impressiona críticos com sua originalidade, e também a roupa comercial, uma mistura de criação com afinidade consumidora.

Assim, de roupa futurista em roupa futurista, de look andrógino em look andrógino, Gloria deixa sua marca na moda brasileira e na moda brasileira de outros também.

MIUCCIA PRADA

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Ah, Miuccia. Talvez a figura mais mítica da moda atual, essa italiana tem o poder de fazer o que quiser na sua passarela, sem medo algum. Afinal, a Prada é o Norte pelo qual os outros profissionais do meio se orientam: nem todo mundo quer seguir naquela direção, mas saber onde ela fica é bom para se situar.

Politizada, discreta, misteriosa e extremamente hábil em atender aos desejos fashionistas, Miuccia Prada cria, temporada após temporada, itens que ninguém sabia que queria mas, de repente, são absolutamente necessários.

E não são apenas bolsas ou sapatos, mas imagens inteiras, que ela faz questão de deixar inconstantes. Houve as lupinas de 2006, as viajantes de 2007, as rendeiras de 2008, as beach girls de 2009.

A moda segue seus passos há pelo menos 20 anos, e deve continuar seguindo por sabe-se lá quanto tempo mais. O irônico é que, enquanto a moda sempre busca o novo, Miuccia reinventa o que já fez – e nós aceitamos de bom grado.

PHOEBE PHILO

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Phoebe Philo é a garota dos olhos do mundo da moda. Quando deixou a Chloé para se concentrar na família, a estilista deixou também um sem número de fãs desolados porque, francamente, ninguém faz como ela faz.

Seu talento para descobrir o que as garotas descoladas querem é único. Na Chloé, ela reinou com sucesso por cinco anos, e é creditada por ter tornado a marca cool mais uma vez: seus vestidos femininos e calças de cintura alta, além das muitas (muitas!) it bags tornaram o trabalho de Philo, sempre bem recebido pela crítica, extremamente rentável.

Em 2008, ela aceitou comandar a Céline, a convite da LVMH. Em apenas dois anos, já reina novamente, mas de maneira distinta: substituiu a feminilidade de outrora pelo minimalismo.

Como resultado, os cortes retos e simples da Céline estão se alastrando por páginas de revistas e redes de varejo mundo afora. Pode ser cedo para dizer, mas há uma boa chance que a nova mulher criada por Phoebe Philo torne-se uma das imagens da década. Uma vez rainha…

SUZY MENKES

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A contraparte britânica de Cathy Horyn, Suzy Menkes escreve para o “International Herald Tribune” desde 1988. Por seu trabalho como jornalista, ela já recebeu o OBE (Ordem do Império Britânico, dada pela família real) e a Legião de Honra (dada pelo governo francês).

Menkes é considerada por muita gente a jornalista de moda mais importante hoje, e não é por acaso: seus textos são claros, informativos e ao mesmo tempo opinativos – uma combinação rara em um ramo tão egocêntrico.

Mas tanta experiência tem lá seus problemas. Recentemente, Suzy deu sua opinião na discussão sobre blogueiros de moda. Não foi a melhor coisa a dizer e ela mesma tratou de se retratar, pouco depois.

Apesar dos deslizes de quem aprendeu o ofício em outros tempos, críticas de moda como Suzy Menkes dificilmente vão se tornar obsoletas. Elas são um clarão de entendimento quando certos aspectos de certas coleções nos deixam à deriva.