A temporada oficial de Verão 2012/13 começa já no final deste mês (o Fashion Rio tem início no dia 22.05), assim como as liquidações e os megabazares de coleções passadas – chance imperdível para quem quer adquirir peças incríveis a preços mais acessíveis.
Neste sábado (05.05), a partir das 11h, a Casa Juisi + Phosphorus, espaço que reúne brechó e galeria de exposições, recebe o bazar das marcas Amapô, AMONSTRO e Neon, que dura até o dia 12 de maio.
Bazar Amapô, AMONSTRO e Neon @ Casa Juici
Rua Alberto Simonsen, 108, Sé, São Paulo – SP (Próximo ao metrô São Bento)
De 05.05 a 12.05 (não abre aos domingos)
Também neste sábado (05.05) acontece o “Garage Sale” das amigas Roberta Troisgros e Fernanda Quentel, que oferece roupas novas e seminovas, além de acessórios, eletrônicos, objetos de decoração e até móveis a preços amigos. O “Bazar des Amies”, site de Ana Paula Fonseca e Roberta Balbino, entra como parceiro do evento ao trazer itens de grifes como Chanel, Pucci, Prada, Marc Jacobs, Louis Vuitton e Diesel.
“Garage Sale” @ Rio de Janeiro, RJ
Rua Girondino Esteves, 83, Horto
Sábado (05.05) e domingo (06.05), das 12h às 19h
Continuando nossa série de entrevistões com personagens da moda brasileira (relembre as matérias com Jack Vartanian, Neon, Juliana Jabour e Têca), Carô Gold e Pitty Taliani, estilistas da Amapô, gentilmente receberam o FFW em seu atelier no Bom Retiro, em São Paulo, para uma conversa franca sobre moda, negócios e vocação. Leia abaixo:
Como vocês se conheceram e como começou a marca?
Carô: Eu nem sei muito bem; eu fazia produção de figurino, e a Pitty fazia camisetas. Mas a gente se identificou com o jeito de se vestir, mais ou menos assim.
Pitty: A gente se conheceu na casa do Dudu [Bertholini].
Carô: E eu estava nessas andanças de figurinista na rua 25 [de março] e achei uma loja de tecidos mega antigos, super 80, umas estampas absurdas, e falei: ‘Nossa, Pitty, achei uns tecidos incríveis, vamos fazer roupa!’. E ela: ‘Ah, vamos!’. Daí a gente começou. Não tem uma grande história.
Pitty: Não foi nada sonhado, nada pensado. Em nenhum momento foi assim: ‘Vamos fazer uma marca de roupa?’. A gente não teve essa conversa, o negócio foi acontecendo naturalmente sem querer. Como é o que acontece com tudo na nossa vida mesmo; a gente nunca senta e para e traça objetivos, é tudo natural.
Carô: A primeira coleção assinando Amapô que a gente fez foi pra loja Fuxique, da Aninha Strumpf, com uns tecidos antigos da Formatex. Na época existia o HotSpot, que era uma plataforma super legal [este ano o HotSpot foi reformulado e relançado; saiba tudo aqui], e a gente já quis fazer desfile, fomos lá e apresentamos o projeto. A Amapô começou com desfile; foi a primeira coisa que fizemos. Depois é que fomos ver se a gente queria fazer roupinha pra vender ou não. Então a gente tinha a Amapô, fazia desfile, mas eu continuava trabalhando como figurinista e a Pitty continuou fazendo as coisas dela. Demorou uns três anos até a gente decidir ‘vamos fazer mesmo’.
Como uma das poucas marcas sobreviventes da sua geração: por que é tão difícil se manter no mercado de moda?
Pitty: São vários fatores.
Carô: Olha, eu não sei te dizer o que é complicado; eu sei te dizer por que a gente conseguiu sobreviver. Talvez a Pitty não fique feliz com o que eu vou falar agora, mas ela tem uma família que trabalha no ramo da confecção há muitos anos (são donos da marca Vício). Sempre recebemos muito respaldo da família dela, muita ajuda, estrutural e de ensinamento. Muito do que a gente segurou a onda foi por causa da família dela, porque tivemos ajuda do pai, da mãe, da família inteira que para uma semana antes do desfile e a empresa inteira vira Amapô… E também tem a minha família, que não tem nada a ver com moda, mas sempre nos apoiaram muito.
Pitty: Tinha isso, mas mais do que tudo, eram pessoas que estavam ao nosso lado o tempo inteiro, acreditando na gente.
Carô: A gente teve facilidades muito práticas, do tipo: ‘Ah, a nossa produção é pequena, mas estão fazendo a produção da Vício, então encaixa a da Amapô aí no meio’. Isso é uma coisa que é muito difícil pra quem não tem essa facilidade, porque você não consegue mão de obra pra fazer a sua roupa. Hoje em dia a gente já está mais independente, mas no começo, se não tivesse isso, eu não sei como seria, porque é… é uma bosta. Você não consegue fazer produção pequena, não consegue comprar tecido, não consegue nada. E a gente foi indo nos braços da Vício. Então esse é um dos motivos pelos quais a gente conseguiu sobreviver.
Pitty: Já pensamos várias vezes em desistir. Do mesmo jeito que a gente fica sonhando várias vezes, acho que é natural. Porque na boa, a gente não ganha dinheiro, a gente consegue sobreviver, mas as coisas não sobram, sabe?
Carô: A impressão que eu tenho é que o negócio de moda, pra ele começar e dar certo, tem que ter um investimento inicial muito grande. Não dá pra ser que nem a gente que fica achando: ‘Vamos começar, vamos fazer desfile, que legal, vamos fazer mais um; aí vendeu um pouquinho, ah que legal; aí não vendeu nada, ai que merda. Aí vendeu mais um pouco, legal, aí vendeu mais um pouco… aí não vendeu nada’. Você tem que ter o capital de giro, o investimento — é o que eu sinto que, comercialmente, falta pra gente. Precisava ter uma granona pra falar ‘vamos abrir uma loja com investimento de marketing, um baita estoque, uma coleção incrível, um preço bacana. Estamos vivendo isso muito forte agora, essa busca do que seria melhor fazer pra tentar continuar o negócio.
Assista ao primeiro desfile da Amapô, no Amni Hot Spot:
Vocês já pensaram em se associar a um grande grupo?
Carô: Não pensamos muito nisso não.
Pitty: Quer dizer, a gente não sabe, na verdade… Isso é meio relativo. É claro que se alguém bater na minha porta e falar ‘eu quero investir no seu negócio’, é maravilhoso, quem não quer isso? É exatamente o que falta pra gente.
Carô: Eu tenho um pouco de medo dessa coisa de vender a marca.
Pitty: Talvez esse tipo de coisa não caiba muito na Amapô, a gente não sabe, nunca tivemos uma proposta.
Carô: O meu ideal de vida seria assim: tenho uma amiga bem rica que fala ‘vou fazer um investimento’. Eu quero uma sócia, que seja que nem eu, mas que tenha o dinheiro.
Pitty: A verdade é que como nunca aconteceu, a gente não sabe. Ficamos presas, não sabemos fazer outra coisa além do que a gente faz. Vamos fazendo do jeitinho que sabemos fazer, devagarzinho, uma coisinha aqui, outra ali, mas nada muito concreto, que tenha um resultado, que venda mesmo.
Como funciona a estruturação da marca? Quem faz o quê?
Carô: Eu sou mais responsável pela parte administrativa e contabilidade, e a Pitty é mais responsável pela parte de produção da roupa.
Pitty: A gente é 100% envolvida, mesmo porque a empresa é bem pequena. Precisamos saber o que está acontecendo em todos os lugares.
Vocês sentem que estão melhorando comercialmente?
Carô e Pitty: Não.
Carô: A gente está estacionado há muito tempo. Essa ilusão da grande venda de atacado não acontece. Já tive muita esperança, já investimos muito: showroom pequeno, showroom grande, showroom de graça, showroom pagando, showroom pagando muito — já fizemos de tudo e eu percebi que não é assim. Hoje em dia tenho o meu ponto de venda em São Paulo que é a Surface to Air, que é uma loja que tem mais conceito, que tem a preocupação de apresentar o produto ao cliente, e temos, vamos dizer assim, mais cinco ‘Surfaces’ pelo Brasil. Porque são clientes que compram bonitinho, mas compram sempre a mesma coisa, mas… não cresce. Não consigo ter mais clientes.
E quanto ao mercado internacional? Vocês exportavam, por que não deu certo?
Carô: A nossa experiência com exportação foi o seguinte: claro que era num momento em que o dólar estava mais favorável, mas mesmo assim a nossa roupa fica cara e, principalmente, a gente não tem controle de qualidade pra exportar. Tivemos muito problema com defeitos, coisa que aqui passa batido, e pra exportar não dá, porque eles verificam tudo, principalmente no jeans. Agora está completamente impraticável por conta do dólar, é muito caro. Não vale a pena, é muito trabalho pra nada. Já fiz um mostruário inteiro pro Japão, porque ela falava ‘eu adoro a sua coleção comercial daqui, mas eu queria um pouco mais de loucura’. Aí falei ‘puta, agora vai ser DEMAIS!’. Aí fiz os desenhos, mandei pra ela, ela aprovava tudo, fiz o mostruário inteiro, e não deu certo. O custo é muito alto.
Pitty: Se você não tem uma estrutura pra segurar a onda… não dá. A gente chegava a fazer várias coleções só por conta da exportação, nunca parava de produzir, o tempo inteiro, não tem jeito. Ficamos meio com preguiça também. A gente acabava trabalhando muito com um retorno que não justificava, aí você desencana mesmo.
Há uma diferença muito grande entre o que é desfilado e o que chega à lojas?
Carô: Na nossa marca tem. Há um bom tempo a gente já resolveu isso bem resolvidinho na nossa cabeça que o desfile é o momento em que vamos nos divertir e fazer o que queremos sem nos preocupar com vendas. Aqui no Brasil o desfile é uma coisa e a venda é completamente outra. Não adianta você fazer um desfile de um milhão de reais, que você não vai vender um milhão de reais. Você tem que fazer um desfile de um milhão de reais e ter mais um milhão pra investir na ação de venda do seu produto. Estamos entre os 10 desfiles mais elogiados das temporadas, mas não adianta.
Vocês sempre acompanham as críticas dos seus desfiles?
Carô: Claro!
Pitty: A gente lê. Os críticos de moda também precisam de espaços novos, é como a gente. As coisas têm que evoluir. Mas a gente lê, aprendemos muito, rimos muito. Achamos piada na maioria das vezes. Porque uma coisa é fato: se você não está dentro da minha cabeça, ou se não está fazendo parte de alguma maneira disso, você nunca vai saber o que eu realmente quero dizer com aquilo. E fazer uma crítica de moda depois de sair de um desfile, pra escrever sobre uma coisa que você acabou de ver, depois de já ter visto 10 outros desfiles… sei lá, eu acho fora do normal. Porque o que a gente faz é produto? É produto, mas é arte. Não tem como você falar disso sem ter uma absorção.
Carô: Cada vez estamos menos preocupadas em explicar o que fazemos. Tem gente que olha e fala ‘ai, desfile de moda, não tem nada a ver com arte’, mas foda-se, mas pra mim é. É o momento em que eu faço qualquer coisa que eu quero, que nem acredito que aquilo vai dar certo, e dá; me divirto, me relaciono com os meus modelistas, fico aqui enfurnada, é maravilhoso pra gente, é o momento da vida em que a gente se diverte. É muito difícil explicar por que fizemos um vestido daquele jeito. Eu vi outro dia um documentário do [Oscar] Niemeyer, e ele falou uma coisa sensacional: ‘Explicar o que você está fazendo é a coisa mais medíocre que existe. Por que eu fiz a coluna assim? Não tem explicação. E eu tive que explicar pra jornalista e me senti um medíocre, porque não tem mesmo’. E é essa a sensação, quando vem alguém me entrevistar e pergunta: ‘Qual é o tema, por que você fez assim?’. Por quê? Não tem explicação.
Pitty: Ou você tem sensibilidade nessa vida ou você não tem, e vai fazer outra coisa. O sentimento é inexplicável, e o que estamos fazendo tem muito sentimento, muita vontade. Nosso processo criativo é um pouco diferente. Algumas vezes a gente até já se surpreendeu com pessoas, e quando acontece isso é muito legal, tipo ‘nossa, consegui tocar alguém, ela realmente entendeu’. Mas mesmo quem entendeu dessa vez pode não entender da próxima. E os críticos no Brasil, eu tenho a impressão de que vai muito do gosto pessoal. E aí fica difícil. Você, que está criticando o meu desfile, tem 50 anos de idade. Eu não faço roupa pra você, e nem tenho a pretensão de fazer. Eu gostaria que você respeitasse o meu trabalho, porque estou trabalhando do mesmo jeito que você e que todo mundo. Batalhando, às vezes até muito mais, porque dentro do SPFW a gente é a marca que tem menos estrutura, menos grana mesmo, e conseguimos ter um desfile à altura de muitos outros. E tem crítico de moda que vê coisas… até a trilha sonora ele põe outra! Cara, você não estava no meu desfile! A trilha não era essa. Como é que você está falando de uma coisa que não era? Isso é preguiça total.
Carô: A moda comercial é registro de comportamento, de momento econômico, cultural, a moda que surge da rua. Mas acho que as pessoas perderam um pouco a consciência da moda cultural. E a moda arte é quando ela é levada a um patamar de apreciação, de questionamento. Se você pegar uma roupa do Alexander McQueen de perto, você vai entender que é arte. E eu nem gosto muito do McQueen, mas outro dia vi o livro dele e chorei. É de matar. O desfile do Margiela. É arte! É uma expressão artística! Fui à exposição do Margiela, e eu chorava! Como você vai falar que aquilo não é arte? É arte sim. Tem tudo dentro da roupa: tem arquitetura, engenharia, harmonia, cor, é muito estudo pra fazer a roupa. A gente se relaciona com esse tipo de emoção. Não é a toa que não conseguimos nos desenvolver comercialmente (risos). Porque estamos muito mais ligadas nesse outro lado. É um equilíbrio complicado. Não cabe a mim, cabe a uma outra pessoa que ainda vai chegar e resolver isso pra mim. Enquanto isso a gente vai levando.
Vocês disseram que já pensaram em desistir; se um dia vocês fossem mesmo parar, pra que áreas iriam?
Pitty: A gente não para porque não sabemos fazer outra coisa. Eu não sei fazer outra coisa. Não consigo nem pensar no que fazer.
Carô: O primeiro pensamento mais pessimista seria começar a procurar emprego em outra empresa de moda – o que eu tenho pavor, porque nunca fui funcionária em outra empresa. Em segundo lugar, acho que faria alguma coisa relacionada a comida.
Pitty: Acho que a gente iria se juntar pra fazer um restaurante. Uma coisa é fato: chegamos num ponto, eu e Carô, que somos uma pessoa só. O mecanismo é o mesmo, estamos dentro de uma única máquina.
Carô: E agora a gente virou família – a gente já era, mas agora aumentou [referindo-se à filha Safira].
Pitty: E essa coisa de “a gente já pensou em parar”… já pensamos em parar porque é muito difícil. A gente fica lutando, lutando, lutando, e chega no final do mês, e não tem nada..
Carô: Mas é bem assim, a gente reclama, reclama, reclama, daí fica em silêncio, e uma que tá no computador vira uma pra outra e fala: “Nossa, olha esse jeans!” (risos).
Pitty: É mais uma piada. Assim como já tivemos brigas de falar “ferrou, não tem mais jeito”. Daí no dia seguinte ficam as duas vendo quem vai falar primeiro, dar um abraço, dizer que quer esquecer o que aconteceu. Apesar de tudo a gente se diverte todos os dias, e não tem outro lugar onde eu queria estar. O lugar que eu mais me sinto bem é aqui dentro com a Carô. É uma segurando a onda da outra, e fica tudo certo. E agora a gente tem a Safira.
Carô: Que vem todo dia.
Pitty: Encara nosso trabalho como extensão da nossa vida. Passo mais tempo com a Carô do que com meu pai, minha mãe, meu irmão. É o nosso mundo. Respeitamos muito o que conseguimos e temos muito orgulho de pensar que pouca gente conseguiu segurar a onda.
Carô: Quando eu fazia figurino, ganhava muito dinheiro; eu era muito rica (risos). Fazia figurino para publicidade e ganhava uma puta grana. Só que não tinha nada de criativo. Hoje em dia tem até umas horas que está apertado e eu penso: “Que saco, por que eu não continuei sendo figurinista?”. Aí faço um esforço e lembro que eu odiava.
Pitty: Não dá mesmo. Aqui, hoje em dia, as coisas estão calmas, mas tem horas que saímos daqui à meia-noite, não queremos deixar pra amanhã, porque gostamos, não conseguimos abrir mão disso. Não conseguimos ser essas pessoas que bate as 18h e vai embora.
Durante a SPFW, o diretor Gabriel Dietrich percorreu os bastidores para mostrar o outro lado do evento, o que rola por trás do glamour das passarelas ou o que tem que acontecer para o momento final sair com perfeição.
Para isso, ele acompanhou um dia maluco na vida de Daiane Conterato e também fez o percurso da principal peça da Amapô, desde um dia antes do desfile até sua entrada final; viu de perto como trabalham os fotógrafos do pit, e também grudou nos estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato bem cedinho, no dia do desfile, para mostrar o ensaio e os últimos preparativos para a apresentação.
Tudo isso foi editado e virou um filmito de 12 minutos, com informações e imagens às quais poucas pessoas têm acesso. Confira abaixo:
Último dia de evento, com desfiles de João Pimenta, Fernanda Yamamoto, Amapô, André Lima e Ronaldo Fraga. No meio de tudo isso, o FFW mostra a beleza de cada um dos desfiles, com todos os detalhes.
Marcos Costa embarcou na ideia de Ronaldo Fraga e bebeu na fonte do Rio de Janeiro dos anos 30, e no sambista Noel Rosa. Ele fez, então, uma maquiagem melancólica, apenas com base e pouco pó, inclusive na pálpebra móvel. Além disso, apenas um gloss pérola, aplicado nos lábios. Algumas modelos terão pedras imitando cristais coladas no rosto, para lembrar os pierrôs.
O cabelo tem textura de “podrinho”, feito com babyliss e usando a textura que as modelos já estavam (dos desfiles anteriores), depois preso em coque despojado com muitos grampos.
Assinada por Robert Estevão, a beleza de André Lima tinha um olho gráfico bastante impactante, com sombra cremosa vermelha, delineador preto que faz uma ponta para fora do olho, pigmento dourado aplicado no canto interno e lápis preto na linha d’água. A sobrancelha é preenchida, há máscara nos cílios superiores e inferiores, blush cremoso pêssego, boca rosa clarinha, e iluminador no nariz e nas têmporas.
“É um nada com texturas”, explicou o maquiador Ricardo dos Anjos sobre a beleza do desfile da Amapô. A marca, que geralmente aposta em maquiagens mais ousadas, dessa vez vai de “nada”. Na boca, o batom Siss, da MAC, “que tem cor de papelão”, segundo Ricardo. Ele é aplicado também nos olhos, com gloss marrom e gloss transparente para criar volume nos olhos, combinado a um delineado branco, gráfico. Blush cremoso dourado do osso das maçãs até quase o nariz, para dar impressão de solzinho tomado. Há ainda outra versão do make, com batom quase laranja (mas bem sutil), que também é aplicado nos olhos, com gloss transparente e delineador branco.
O cabelo tem textura seca, feito com spray seco (divide-se o cabelo em mechas, aplica-se o spray e depois é passado os dedos), e preso em um rabo de cavalo baixo, finalizado com um laço de plástico gigante.
Para a maquiagem de Fernanda Yamamoto, Marcos Costa resolveu fazer uma homenagem ao Cerrado – ele é de Goiânia – também inspirado pela cartela de cores usada no desfile, com foco no terracota. Para isso, uma pele bem natural, com blush bronze, olhos apenas com máscara de cílios e batom marrom, tom super dos anos 90.
O cabelo é preso no alto da cabeça, em um coque bem firme, que sustenta folhas secas típicas e originais da vegetação do Cerrado, que Marcos coletou há cerca de um mês e meio, quando visitou sua mãe. Os exemplares de folhas de pequi, xixá, eritrina, jenipapo e jatobá foram regados com água mineral todos os dias, para simular o sereno, e para que eles ficassem conservados até o desfile.
A beleza de João Pimenta foi assinada por Ricardo dos Anjos que definiu em duas palavras a inspiração: David Bowie. O músico foi o ponto de partida para a marca e para o maquiador. “Colocamos o cabelo com gel para trás, fizemos uma pele pouco corrigida, com blush bem marcado para deixar o rosto mais fino, com um leve gloss nos lábios. Tudo para ficar com uma cara bem David Bowie”, contou Ricardo.
Quer saber quais as notícias mais legais que rolaram aqui no FFW nesta semana? Separamos os links mais bacanas dos últimos dias, da a inspiração do momento de Dita Von Teese, que falou com exclusividade ao site, às fotos históricas de Peter Lindbergh. Confira!
Saiba tudo sobre a exposição e o desfile do estilista Pierre Cardin no Brasil.
E a Amapô que está com um projeto de campanhas colaborativas? Artistas, stylists e fotógrafos amigos de Carô Gold e Pitty Taliani farão suas próprias versões de imagens que representem a linha jeans da marca.
Na coluna de Marina Acayaba, veja as obras do novo vencedor do prêmio Pritzker, o “oscar da arquitetura”.
No blog, a exposição de James Franco junto com o diretor Gus Van Sant, com pinturas feitas pelo diretor de cinema ao longo dos anos e filme que mostra cenas inéditas do ator River Phoenix, que morreu em 1993, aos 23 anos.
Os jeans coladíssimos e unissex assinados por Carolina Gold e Pitty Taliani, da Amapô, fazem sucesso entre os descolados da moda e da noite de São Paulo. As peças, à venda na Surface To Air, agora são a base de um projeto colaborativo, em que artistas, ilustradores, designers e modelos, todos amigos das meninas, criam suas próprias minicampanhas para a marca. “É um projeto criativo para divulgar e reforçar a grife, mas de um jeito menos impositivo que as campanhas normais”, explica Carô.
Segundo a estilista, a primeira série de imagens, fotografada em Maresias por Camila Levy, surgiu de uma brincadeira entre amigas. “A gente estava na praia, eu tinha levado umas roupas e aí resolvemos experimentar e fotografar a Fabi [a modelo Fabiana Gimenez, também amiga das meninas]. Depois a Camila foi tratando as fotos e o resultado foi esse”, diz.
Carô contou que o projeto deve continuar por mais um tempo e que cerca de cinco campanhas já estão prontas. Entre os nomes que devem participar do projeto está o de Rudá Cabral, da equipe da loja Surface To Air . “A gente não pode adiantar muito, porque tem coisas que a gente nem viu ainda. O legal disso tudo é que não é uma definição das coisas, não é para ser uma campanha da coleção, é algo atemporal. Odeio publicidade, o projeto é para ser uma coisa gostosa e livre ,para quem faz e para quem vê”, defende Carô. As primeiras imagens devem ser publicadas na página oficial da Amapô no Facebook, na semana que vem, e a próxima minicampanha deve se espalhar pelas redes sociais daqui a dois meses.
Com o projeto, a dupla pretende ampliar e divulgar a linha jeans dentro da marca, para que deixe de ser “uma coisa de nicho”. De acordo com a estilista, o jeans é o carro-chefe da grife e precisa ser divulgado, mas no tom de brincadeira, característico da Amapô: “No fim é mais ou menos uma piada com as super campanhas que as grandes grifes fazem”.
Veja na galeria a primeira minicampanha da linha jeans da Amapô, feita pela primeira colaboradora, a arquiteta, artista plástica e fotógrafa Camila Levy.
A VonZipper lança no mercado dois modelos de óculos criados em parceria com a grife Amapô, que apresentou uma coleção cheia de energia inspirada no universo nerd.
O modelo Manchu (R$ 498), tem um tom mais amarelado na armação e traz detalhes em dourado. É um óculos chique, mas com personalidade. Já o Spazz (R$ 488) é um bom clássico, fácil de usar, daqueles que não tem erro e vai com qualquer produção, em qualquer ocasião.
Agora corre para pegar o seu, pois os modelos tem edição limitada. Eles já podem ser encontrados nos pontos de venda da VonZipper em todo o país.
Mais uma edição da SPFW se foi. Aproveite o fim-de-semana para conferir com calma todos os desfiles (em fotos e vídeos) e ainda experimentar nossa ferramenta de superzoom!
O que vale mais: forma ou conteúdo? É essa a pergunta que ficou num dia que trouxe desfiles que prezavam pelos dois extremos. É fato que a internet, com toda sua abrangência e aparente democracia, proporciona infinitas possibilidades para o modo como se apresenta comunica moda. Mas depois de um dia cheio daquela a emoção do ao vivo, aquela que se sente aos suspiros e mini-aplausos, as maravilhas tecnológicas de repente parecem à anos luz da paixão _humana_ que faz com que um simples terno todo desconstruído e recortado ganhe proporções jamais imaginadas.
Embarcando na onda digital, a Ellus trocou sua passarela tradicional por uma tecnológica . Para o inverno 2011 os convidados da marca sentaram-se em uma pequena sala de cinema, com direto a pipoca e óculos 3-D. A coleção ao invés de ser apresentada em diversas modelos, vem com uma só, Aline Weber, estrela do vídeo assinado pelo fotógrafo Jaques Dequeker e Marcos Mello. Caminhando por uma passarela cercada por arcos de luzes neon, mostrou looks de silhueta próxima ao corpo, jeans resinados e aquela pesquisa têxtil que vem pautando as coleções. Para dar conta da ausência de toque, os convidados puderam olhar peça a peça em araras num camarim, após a projeção.
Valeu a pena por abrir caminho para esse tipo de apresentação aqui no Brasil. Algo até então inédito nas fashion week tupiniquins, os filmes de moda mostram-se como boas alternativas e ainda com muito potencial a ser explorado. Agora, se chegam substituir a passarela, aí já é outra história.
É difícil imaginar se alguma câmera seria capaz de captar de forma completa toda maestria técnica de Lucas Nascimento e seus tricôs para Ghetz _confecção de socorro que resolveu investir no estilista, em troca de uma coleção. Ou então, se algum fillmmaker seria capaz de levar para as imagens a emoção lúdica que a Dudu Bertholini e Rita Comparato colocaram em cena com suas poses e looks que misturavam surrealismo _uma coisa Elsa Schiaparelli encontra Neon_ com conceitos de elegância e feminilidade. Mais ainda, chega parecer impossível que vídeo algum dê conta de expressar tão intensamente toda emoção que tomou conta da platéia a cada entrada _única, dupla ou tripla_ do inverno 2011 da Amapô.
Numa verdadeira efusão _ou seria explosão?_ criativa, Carol Gold e Pitty Taliani mostraram uma verdadeira cacofonia de estilo. Inspirações e referências mil se encontravam num caos delicioso, em que a alfaiataria é desconstruída de maneira esperta e divertia _golas da camisa deslocadas para a barriga ou ombro, as lapelas dos ternos e fazendo cintos de gravatas ou recortadas e trançadas, várias camisas em uma_ e o tricô surge numa loucura de vários pontos e fios numa mesma peça.
Tudojuntoaomesmotempo.E como dá certo! Mais afiadas do que nunca, conseguem ainda dar certo apelo comercial as suas peças, principalmente no poderoso masculino que domina a coleção. Calças justas _os jeans em modelagem torcida são maravilhosos_, blazeres com recortes de tecidos, camisas e camisetas com ótimas estampas, dão conta dessa ala.
Verdadeira materialização de um processo criativo que flui de forma orgânica _ou cósmica, como prefere Carô. Ideias, desejos e sentimentos acumulados ao longo do tempo, encontrando-se numa quebra-cabeça-loucura, onde tudo (ou quase) é possível _até paetê tridimensional. Daí aquela sensação de síntese de todos os trabalhos já apresentados. Uma maturidade de estilo implícita, sem se levar muito a sério que cheda de forma quase que natural e despercebida.
Alexandre Herchcovitch foi outro que fez valer o formato convencional de desfile. E ainda olocou seus convidados para ver tudo de bem perto, numa estreita passarela. Proximidade que também aumentou a tensão, quase um desconforto proposital, sobre suas roupas embaladas num clima denso, reforçado pela trilha de Max Blum.
Para o inverno 2011 Alexandre quis falar de rochas vulcânicas, magma, vulcões, sedimentos de rocha; a força violenta da natureza. Retomando as imagens góticas que tanto já permearam seu inverso, fala de um romantismo pesado, repleto de emoções, porém agora contidas. Aprisionadas à alta-pressão, prontas para explodirem como um vulcão prestes a entrar em erupção. Aprisionadas como os braços que se prendem ao corpo por alças laterais ou então costurados aos lindos e sóbrios vestidos e capas que encerram a coleção. Quando extravasam, vem em formas de rendas, alguns poucos pedaços de pele à mostram, ou então na aplicação de pérolas sobre o tricô.
Sua excelente alfaiataria vem trabalhada em peças de silhueta longas, barras que se arrastam pelo chão, calças desconstruídas, saias assimétricas, mangas amplas e um constante uso de capaz que só reforça todo o clima. Tecidos pesados, capuzes e rendas também vem com o mesmo fim tendo num amarelo fluo, pontos de luz que contrastam com a dominância do preto, sempre muito texturizado ganhando ainda mais força.
O dia teve ainda o lindo desfile de Reinaldo Lourenço, que para esta temporada deixou suas formas arrojadas de lado, dando preferência por uma certa sofisticação e glamour retrô, dignas de festas prives dos anos 1930. Vem daí as formas alongadas, os decotes nas costas e elegância onipresente da coleção. Calma, simples e chique ao estremo. O melhor, contudo, vem na excelente desconstrução da alfaiataria. Blazeres de smoking vem reinterpretados de modo que se transformam em coletes, estolas ou simples maxi gola. O couro aparece como contraponto, dando um pouco de força sensual quando usada em finas tiras nas costas, ou então dando pesos a algumas peças.
A marca Reinaldo Lourenço teve a beleza assinada por Fatima Thomas, uma das principais maquiadoras da MAC Cosmestics, que veio ao Brasil pela primeira vez especialmente para participar do evento.
Fatima conta que o feeling é de uma interpretação moderna da maquiagem dos anos 1930, já que este é o universo da coleção do Reinaldo. Para isso, foram criados 4 looks diferentes: 3 com foco nos lábios e um com foco nos olhos _neste último caso, a beauty artist da MAC ensina que o segredo está na mistura de lápis e sombra nas cores marrom e vinho. O cabelo é simples: escovado, amarrado em um rabo de cavalo, enrolado em coque sem rede e preso com grampos.
Para o desfile da Ghetz, o beauty artist Daniel Hernandez teve bastante liberdade de criação, já que o único pedido da equipe de estilo foi de que o cabelo fosse preso. Assim, os fios foram trabalhados com 2 texturas: frizados com um frisador bem fininho na região mais próxima à raiz, depois presos em um rabo de cavalo que foi dividido em 2 partes e “amarrado” em vários nós, cada um preso com um elástico. A maquiagem é minimalista: pele corrigida, sobrancelha penteada para cima, curvex nos cílios e lábios vermelhos.
Surpresa! A Ellus não teve backstage, porque a marca inovou nesta temporada e fez um filme-apresentação em 3-D com Aline Weber desfilando todos os looks femininos, e Rafael Lazzini, os masculinos. A beleza é assinada por Robert Estevão.
Lau Neves, no backstage da Neon, contou que a beleza para o desfile foi inspirada em uma imagem de Linda Evangelista para a “Vogue” nos anos 1990 e que, por sua vez, foi inspirada em Sophia Loren.
O primeiro passo, depois da correção da pele, é o delineador, que Lau explica que é “mais quadradinho, anos 1950, não segue muito o formato do olho”. Para conseguir o efeito, ele usa delineador em gel aplicado com pincel fino, e faz primeiro o contorno do desenho para depois preenchê-lo. Em seguida vêm os cílios postiços, rímel, blush marcando o côncavo e a finalização com os lábios vermelhos ou roxos. Os cabelos foram variados, mas sempre dentro de um estilo clássico: algumas modelos ganharam coques banana, outras foram de chanel, ou de cabelos soltos com ondas suaves.
Para o desfile da Amapô, Ricardo dos Anjos criou uma imagem impactante, com foco nos olhos coloridos. “A pessoa vê essa cor forte na passarela e pergunta, ‘nossa, eu vou usar isso?’; mas se você é uma pessoa que segura o visual, então por quê não?”, questiona.
Ricardo explica que a ideia por trás das cores fortes é dar um quê de animalesco à maquiagem: “quando a menina está de olho fechado, parece meio de bicho, de monstrinho; mas as cores não são aleatórias, escolhi cores que estão na cartela de tendências do inverno”. Complementando os olhos pesados, que também levam muito rímel em cima e em baixo, a pele leva só uma base levinha e a boca é variada _algumas modelos ganharam lábios neutros, e outras foram de batom roxo. O cabelo, como Ricardo define, é “meio Samara”, longo (com a ajuda de aplique), bagunçado e enrolado no pescoço.
“A mulher do Alexandre é chique, muito chique! Mas ao mesmo tempo é enigmática, misteriosa”, explicou Celso Kamura sobre a beleza do desfile final do 2° dia de SPFW inverno 2011. Ele ainda ensina que a pele é corrigida e os olhos são esfumaçados em cima e em baixo, em tons de marrom e cinza. O blush é “um rosa nude, que não colore, só dá uma leve profundidade”, e o batom é um rosado hidratante. O cabelo tem uma risca lateral bem definida e é parcialmente preso de lado; o resto dos fios é “moldado” na cabeça, sem volume saliente, e marcado com grampos aparentes.
Uma espécie de coleção dentro de uma outra coleção. Ou simplesmente um projeto especial derivado verão 2011 de Valentino, apresentado pelos estilistas Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli em outubro, durante a semana de moda de Paris. É assim que nasce a “Garden Party”, uma linha limitada que vai desde roupas para o dia, passando por looks cocktail e vestidos de noite + 4 modelos de camisetas exclusivíssimas e acessórios _bolsas em diferentes tamanhos, sapatos e botas.
Buscando retratar a essência romântica e misteriosa da mulher Valentino (agora sob nova direção) a mini coleção se desenrola em torno de motivos florais que aparecem ora em estamparia clássica, ora tridimensional em rendas feita à mão nos ateliês de alta-costura da grife, ora numa sobreposição de imagens gerando um efeito quase que impressionista.
Chegou neste último fim de semana, em todas as lojas Farm do pais, uma coleção especial de final de ano. São vestidos, regatas e shorts _quase todos em branco ou tons claros_ que ganham corte sofisticado em tecidos leves decorados com alguns brilhos.
Acontece na noite desta segunda-feira (06/12) na loja multimarcas Surface To Air, em São Paulo, o lançamento da linha de camisetas exclusivas, fruto de uma parceria entre a grife Amapô, de Carolina Gold e Pitty Taliani, e a cantora Cibelle. Com valor de R$ 171 as camisetas trazem estampas inspiradas no alter ego, Sonja Khalecallon _daí o nome “Sonja is a Feeling”_ aplicadas sobre aquela famosa modelagem super ampla da Amapô.
Para seu verão 2011, Viktor & Rolf partiram de peças clássicas _principalmente a camisa_ para um exercício completamente surrealista de construção e modelagem responsável por transformar uma simples camisa branca num maxi vestido de noiva com manga formada por uma verdadeira cascata de punhos ampliados à proporções absurdas. Então, não é nenhuma surpresa que quando chegada a hora de pensar em seus acessórios para temporada, tenham partido do mesmo princípio.
Escolheram uma clássica mala de viagem para daí criar as bolsas de seu verão 2011. A única diferença é que aqui o caminho foi o inverso. Ao invés de ampliarem, reduziram as malas para bolsas de 3 diferentes tamanhos.
Um hotel Maison Martin Margiela? Bem, quase. O Hotel Maison Champs Elysées anunciou na última semana que a grife fundada pelo estilista belga e hoje sob comando do grupo Diesel, será a responsável pela decoração de todo piso térreo + 7 suítes e 10 quartos do hotel que acaba de entrar em fase de renovação. Localizado no histórico prédio da Maison des Cantraliens, no coração de Paris, esse 5 estrelas to be é uma das construções que melhor resumo a essência de uma casa parisiense.
Quanto o que a equipe da MMM irá apresentar, ainda não se sabe muito além de que os ambientes terão um misto de realidade com ilusão, bem como as coleções repletas de efeitos trompe-l’oeil que são marca registrada da grife.
O primeiro exemplar apareceu há alguns meses durante o desfile da marca na semana de moda de Paris. Porém, ninguém deu muita bola para o que seria o primeiro relógio desenhado por Nicolas Ghesquière para Balenciaga. Agora os modelos retangulares com visor nada típico acabam de ser lançados oficialmente no mercado, mas em edição limitada e custando US$ 1.400/cada.
O trabalho de Alexander McQueen é o foco da próxima exposição do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art. Com abertura prevista entre os dias 4 de maio e 31 de julho de 2011, a mostra curada por Andrew Bolton contará com cerca de 100 peças do estilista que se estendem desde sua coleção de formatura na Central St. Martins até última coleção que finalizou meses antes de cometer suicídio em fevereiro de 2010.
A exposição contará ainda com peças de acervos pessoais, como os da falecida amiga e mentora de McQueen, Isabella Blow. De acordo com nota publicada no “WWD”, Bolton deixou claro que não quer fazer da mostra uma simples retrospectiva. Justamente por isso as peças estarão organizadas por temáticas que marcaram as diferentes fases de seu trabalho e não cronologicamente. “Depois da morte de McQueen, nós queríamos montar algo para celebrar seu legado e contribuição para história da moda”, disse em entrevista.
O FFW já havia antecipado que Pedro Lourenço vai criar uma coleção especial para a Daslu _onde também venderá peças de suas coleções desfiladas em Paris. A novidade agora é que, para celebrar a parceria, o jovem estilista que há duas temporadas se apresenta durante a fashion week parisiense irá colocar numa pequena passarela a coleção que mostrou à imprensa internacional no último mês de outubro. Com data marcada para o dia 23 de novembro, o desfile acontecerá na Villa Daslu prometendo uma atmosfera bem intimista.
A Maria Bonita Extra lançou na noite do dia 10/11 uma coleção limitada de sapatilhas com reprise do desfile verão 2011 apresentado em junho durante o Fashion Rio. Toda transparente e com duas flores em cor de rosa e dourada o calçado criado por Ana Magalhães, estilista da marca, em parceria com a marca Neo deve chegar às lojas da marca no fim de novembro.
Karl Lagerfeld já pode incluir mais item na sua já gorda lista de colaborações. Para a próxima temporada fashion (a primavera do Hemisfério Norte) o estilista responsável pelas criações da Chanel, Fendi e de sua marca homônima, irá assinar uma coleção em parceria com a marca sueca de cristas Orrefors.
Se você é daqueles que amou o desfile para o verão 2011 da Amapô mas não sabia onde encontrar temos uma boa notícia: peças da coleção verão 2011 acabam de aterrissar na Surface To Air, em São Paulo.
SURFACE TO AIR ONDE Alameda Lorena, 1985 – Jardins / São Paulo INFOS (11) 3063.4206 | www.surfacetoair.com.br
Gareth Pugh é o mais novo convidado da feira de negócios Pitti W de Florença, na Itália. O estilista desfilará pela primeira vez em solo italiano, com uma coleção especialmente criada para o evento _uma dos mais importantes trade shows da indústria da moda.
Pugh, que esteve recentemente em Florença em busca de uma possível locação para sua apresentação está sucedendo os estilistas Haider Ackermann, Giles Deacon, Diane von Furstenberg, Giambattista Valli, e Proenza Schouler que foram convidados em edições passadas.
Um verão que não deixou (muitas) lembranças. É assim que ficou (ou não ficou) na memória a temporada de moda nacional que terminou no último dia 14/06. Fashion Rio e SPFW passaram sem muitas surpresas – nenhuma proporção verdadeiramente nova, nenhuma modelagem realmente diferente. O foco no produto – talvez pressão do lado comercial frente à economia aquecida – reduziu o espaço do conceito, da ousadia ou mesmo das experimentações.
As tendências foram muitas: entre as principais, o domínio dos tons caramelizados e pastel, as cores e estampas da natureza (viva os florais tropicalistas!), as rendas e materiais vazados, as transparências e texturas, os plastificados. Diversas miudezas de estilo que não valem ser esmiuçadas agora. Afinal, o mercado ainda está colocando em prática as tendências do inverno 2010, que foram desfiladas em janeiro.
Agora vale olhar para um quadro um pouco maior. Olhar mais para a causa do que para as conseqüências. Para as inspirações e rumos que irão nortear a estação mais quente do ano.
Entre as principais propostas desta temporada existe um ponto em comum e muito forte: o próprio Brasil. Pode até não ser a tendência mais importante, nem a mais relevante (comercialmente), mas é, sem dúvidas, a mais interessante.
Muito além do surto patriótico que acomete a nação em tempos de Copa do Mundo, o Brasil surgiu como inspiração para alguns dos mais importantes desfiles da temporada – e o melhor de tudo, bem longe dos clichês.
Durante o Fashion Rio, o primeiro a dar sinal desse movimento nacionalista foi o pernambucano Melk Z-Da. Transformou em vestes-armaduras futuristas objetos do cotidiano, sempre de olho em danças típicas do Nordeste brasileiro. Maxime Perelmuter também conjugou seu carioquês na British Colony de maneira que uniu o conceitual com o comercial, o nacional com o internacional, tudo de forma extraordinária.
Nacional com cara de internacional é algo que Danielle Jensen, na Maria Bonita, sempre soube fazer muito bem. Desta vez foram casas nordestinas que serviram como ponto de partida não só para a cartela de cores barrenta, mas também para os materiais, formas, desenhos e a essência de sua aclamada coleção.
João Pimenta falou da chegada da família Real portuguesa ao Brasil. Misturou surfe, erotismo, contou o passado pelo presente. A Amapô, numa de suas melhores coleções, também transformou o ontem no amanhã, revirando o tradicional de modo a deixá-lo super contemporâneo. O Maracatú e outras danças regionais servem de base para a moda colorida da grife, que quer entrar no verão repleta de recortes e cheia de energia.
O Brasil surge em parte como resposta, em parte como complemento, de uma outra forte tendência: a extrema simplicidade de construção e formas. Texturas, tecidos e principalmente as cores são protagonistas deste conto de verão 2011. Alexandre Herchcovitch, numa das melhores coleções da temporada, colocou toda a sua construção trabalhadíssima em função das cores que comandam seu verão. Expressionismo na passarela = plateia impressionada.
A Neon se concentrou no neoprene para uma de suas coleções mais bem resolvidas. Apresentação incrível, final emocionante, Dudu Bertholini e Rita Comparato limpam os excessos e se focam na criação de roupas de verdade. E Reinaldo Lourenço usa o design e as cores dos carros tunados para falar do tempo, ou da falta dele, numa coleção que girava em torno da velocidade. Formas puras, com perfume 1960s, dão o tom na coleção limpa e afiada, que mostra que não é nada simples falar de simplicidade.
A Amapô, grife das estilistas Carolina Gold e Pitty Talliani, desfila neste domingo (13/06) no SPFW a sua coleção de Verão 2011. O desfile, inspirado nas tradicionais festas de Santo Antônio, também serve de estreia para a parceria entre a dupla e a marca californiana Vonzipper, numa coleção limitada de óculos escuros intitulada Facemelt.
A campanha, clicada na casa/estúdio do fotógrafo Felipe Morozini (um apartamento antigo no centro de São Paulo), será veiculada exclusivamente no SPFW Journal e na revista MAG!. “A ideia era aproximar a Vonzipper, que é uma marca de surf, de um universo mais urbano e divertido”, contou o Felipe ao portal FFW. “O fato das meninas da marca serem as modelos, usando as peças da nova coleção reforça ainda mais esse conceito”.
Assista ao making of:
A coleção de óculos Facemelt chega às lojas no final de Julho.
Nesta sexta-feira (30/04) o Lions Nightclub recebe a segunda edição da BUATI aqui em São Paulo.
Organizada por José Camarano e Marcelo Argento, desta vez a festa conta com a presença do DJ residente Gustavo Tatá, de Filipe “Mustache” Raposo, Camila Levy e ainda a dupla Pitty Taliani e Carô Gold, as cabeças por trás da marca Amapô – e que o assinam #FFWsetlist dessa semana! “Esse é o nosso universo musical”, convidam.