Marca Alexander McQueen enfrenta processo de estagiária por trabalho não remunerado

17/02/2014

por | Business

Look do desfile de Alexander McQueen na semana de moda de Paris Verão 2014 Reprodução

A marca Alexander McQueen está sendo acusada por não pagar uma antiga estagiária. Com o nome fictício de Rachel Watson, sugestão de seus advogados, a jovem pede o pagamento de  € 6.415  (aproximadamente R$ 21 mil) por seus quatro meses de trabalho não remunerado.

“Entendemos que isso se relaciona com uma estagiária que estava conosco há quatro anos”, disse o porta-voz da McQueen em um comunicado oficial. “Nós não tínhamos ideia até agora de que ela tinha alguma reclamação do tempo que passou na Alexander McQueen. Nós prestamos muita atenção nessa área e agora pagamos todos os nossos estagiários. Nós apoiamos e incentivamos jovens talentos criativos e oferecemos uma janela para uma indústria que é competitiva, mas gratificante”, completa.

A empresa Intern Aware, fundada em 2010 para auxiliar empregados e desenvolver programas de estágio de alta qualidade, passou a apoiar Watson no caso a partir da sexta-feira (14.02). “As empresas de moda, grandes ou pequenas, precisam se lembrar de que não estão isentas da lei do salário mínimo nacional”, diz o co-diretor da Intern Aware, Gus Baker. “Deixar de pagar estagiários significa que aqueles de famílias menos abastadas não se podem dar ao luxo de entrar na indústria da moda, tornando o setor mais pobre e menos diversificado”, finaliza.

Os advogados da marca ainda trabalham no caso e garantem que a McQueen não tem como direcionamento o trabalho gratuito de estagiários.

Drops: o trabalho de McQueen em fotos, a coleção da Topshop + Meadham Kirchhoff e mais

21/11/2013

por | Moda

Foto da nova linha Basic Clothing da Dercanvas ©Divulgação

A Dercanvas, marca de venda online que investe no conceito de básico com design, apresenta o Dercanvas <3 Me, junção da sua nova linha Basic Clothing a projetos que integram moda, cultura e movimento à cidade de São Paulo. São dois grupos de ações: o Collaborates, que se dedica a colaborações com artistas que compartilham do mesmo universo da marca; e o Community, que recentemente fechou parcerias com a Feira de Discos da Locomotiva Discos e o bike courrier da Pronto SP, e que pretende também promover troca de produtos por serviços, presentes e descontos para os clientes da Dercanvas. No site da marca é possível saber mais sobre a iniciativa.

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Capa do livro “Alexander McQueen: Working Process”, com fotografias de Nick Waplington ©Divulgação

Em 2008, Alexander McQueen encomendou ao fotógrafo Nick Waplington a documentação completa, em forma de livro de imagens, de sua coleção de Inverno 2009 – que viria a ser a última de outono/inverno que o estilista, morto em 2010, acompanhou até a passarela. Waplington teve acesso a todo o processo de criação e desenvolvimento ao lado da equipe da marca, que contava inclusive com a atual diretora de criação, Sarah Burton. O próprio McQueen cuidou da edição das fotos da publicação, que já estava pronta na época de sua morte, mas que só agora é lançada pela editora Damiani. Por US$ 43,24 na Amazon.

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Dois looks da parceria entre a Topshop e Meadham Kirchhoff ©Divulgação

A Topshop anuncia sua nova parceria, desta vez com a Meadham Kirchhoff, da dupla Edward Meadham e Benjamin Kirchhoff. A coleção, que é a maior colaboração já feita pela rede, contém 80 peças inspiradas em uma girl band imaginária chamada The Cherries, e mistura glam rock e glamour a um visual inocente e doce. A linha já foi lançada internacionalmente e deve chegar ao Brasil ainda neste mês.

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Foto da campanha da linha de L’Wren Scott para a Banana Rebublic ©Divulgação

A Banana Republic divulgou as imagens de campanha da sua colaboração com L’Wren Scott, famosa por suas criações que fazem sucesso nos tapetes vermelhos. A coleção, que deve chegar às lojas da rede no dia 5 de dezembro, é composta por 50 peças que incluem seus desejados vestidos de festa, além de itens mais casuais como cardigãs e calças jeans.

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Um dos óculos da linha “Origami” da Chilli Beans ©Divulgação

A Chilli Beans se inspirou nos origamis para criar uma coleção de três modelos de óculos com quatro cores cada, todos com hastes que remetem a dobraduras. A linha já pode ser encontrada nos pontos de venda da marca ao preço sugerido de R$ 218. SAC: 0300 555 0300

Grife Alexander McQueen lança coleção especial de lenços em parceria com Damien Hirst

13/11/2013

por | Moda

©Sølve Sundsbø/Reprodução

Nesta quarta-feira (13.11), a Alexander McQueen divulgou imagens de parte dos 30 lenços da coleção idealizada pelo artista plástico Damien Hirst, parceria que havíamos adiantado em agosto. A colaboração celebra os 10 anos das echarpes com estampas de caveira que se tornaram símbolo da marca britânica, atualmente dirigida por Sarah Burton.

Seis dos lenços idealizados por Damien Hirst para a Alexander McQueen ©Reprodução

De acordo com o comunicado veiculado no site oficial da Alexander McQueen, os lenços da coleção, inclusive as caveiras neles impressas, vêm com estampas adaptadas da caleidoscópica obra “Entomology”, de Hirst. Os modelos, confeccionados em chiffon, pongé, sarja e cashmere, chegam às lojas da marca e ao seu e-commerce no dia 15 de novembro e, segundo o “WWD”, custarão a partir de £ 315 (R$ 1.169).

A campanha da coleção, que inclui um curta-metragem de pouco mais de um minuto, foi produzida pelo fotógrafo norueguês Sølve Sundsbø. A Alexander McQueen revelou que Hirst foi escolhido em virtude de sua visão estética, em que o “design simétrico é combinado a fortes referências ao mundo natural”.

Curta-metragem produzido por Sølve Sundsbø para a coleção de Damien Hirst para a Alexander McQueen:

Os lenços com estampas de caveiras apareceram pela primeira vez na coleção de Primavera/Verão 2003 da Alexander McQueen, ainda comandada por seu saudoso fundador, Lee Alexander McQueen. Desde então, viraram objeto de desejo, inclusive por serem constantemente usados por celebridades, como Keith Richard, Yoko Ono e Mary-Kate Olsen.

Lista quente: conheça os 10 dos melhores documentários de moda; assista aos trailers

20/08/2013

por | Cinema

Pôsteres de “Girl Model”, “The Tents”, “Catwalk” e “Fashion Victim: The Killing of Gianni Versace” ©Reprodução

O site da revista “Dazed & Confused” listou 10 documentários de moda que considera como os melhores e mais relevantes produzidos até hoje. A seleção foi motivada pelo lançamento de “Mademoiselle C”, filme em que o diretor Fabien Constant acompanha Carine Roitfeld no fechamento da primeira edição do “CR Fashion Book”, publicação semestral que ela criou após deixar a “Vogue” francesa.

Entre os documentários que integram a lista da “Dazed & Confused”, alguns podem ser assistidos na íntegra na internet, enquanto outros, mais antigos, só têm seus trailers disponíveis. “McQueen and I”, de 2011, por exemplo, pode ser visto por completo no Youtube; nele, a diretora Louise Osmond celebra o brilhantismo de Alexander McQueen, morto há quase quatro anos, além de explorar sua ligação com Isabella Blow a partir, inclusive, de depoimentos inéditos.

Já “The Secret World of Haute Couture”, produzido pela BBC em 2007, explica o que é, onde se produz e quem tem acesso à alta-costura. “Fashion Victim: The Killing of Gianni Versace” (2001), também da rede britânica, investiga a morte de Gianni Versace, fundador da Versace, que foi assassinado por Andrew Cunanan em 1997. “Girl Model”, de 2011, acompanha adolescentes em um casting de modelos na Sibéria, Rússia, e apresenta o lado solitário da profissão.

“McQueen and I”, de 2011:

“The Secret World of Haute Couture”, de 2007:

“Le jour d’avant: Isabel Marant”:

“Girl Model”, de 2011:

“Fashion Victim: The Killing of Gianni Versace”, de 2001:

“The Legend of Leigh Bowery”, de 2002:

“Catwalk”, de 1996; pt. 1:

“Saga: John Galliano”, pt. 1:

“Don Letts: Subculture”, de 2012:

“The Tents”, de 2012:

Novidade

19/06/2013

por | Beleza

Campanha de Outono/Inverno 2013 da Alexander McQueen ©Imaxtree

A Procter & Gamble anunciou nesta quarta-feira (19.06) que a Alexander McQueen assinou um acordo de licenciamento com uma de suas divisões, a P&G Prestige. Tal contrato visa o desenvolvimento e a comercialização de uma fragrância, com versões feminina e masculina, para a marca dirigida criativamente por Sarah Burton.

De acordo com o comunicado que divulgou em seu site, a Procter & Gamble informou que começará “imediatamente” as pesquisas para o desenvolvimento do primeiro perfume da Alexander McQueen, que “capturou a imaginação do mundo de uma maneira única e indelével”. Joanne Crewes, presidente da P&G Prestige, ainda comentou que a marca tornou-se sinônimo da moda moderna britânica e ela que traz “uma perspectiva” ímpar para o portfólio do grupo.

“Criar uma fragrância parece uma progressão natural, já que aumenta o universo da Alexander McQueen. Estou muito entusiasmada pela oportunidade de colaborar com a P&G Prestige, trabalhar em conjunto para desenvolver um perfume que capture a sensibilidade única da marca”, comentou Burton.

Alexander McQueen

17/06/2013

por | Moda

Loja da Alexander McQueen inaugurada no final do ano passado na Savile Row, antigo desejo do estilista ©Reprodução

A marca Alexander McQueen está mudando o conceito de suas lojas, em um trabalho que começou no final de 2012. Agora, a principal flagship da grife, na Old Bond Street, em Londres, é o espaço escolhido para receber uma nova proposta de loja criada pela estilista Sarah Burton. Enquanto está fechada para reformas, o público é orientado a ir para a loja na Savile Row, a rua histórica dos alfaiates tradicionais em Londres, onde a marca abriu um ponto no final de 2012.

Trabalhando mais uma vez com o David Collins Studio, que assina o projeto de muitas lojas Alexander McQueen, Sarah Burton pediu para que a arquitetura, os painéis e provadores tivessem referências escondidas à flora e à fauna e ao trabalho do artista Francis Bacon.

David Collins é um arquiteto renomado, conhecido principalmente por seus projetos em hotéis (Ritz-Carlton), bares (o bar do hotel Claridge’s) e restaurantes (Nobu e Gordon Ramsey). Há 25 anos no mercado, o escritório assina empreendimentos ao redor do mundo.

O novo conceito para as lojas de McQueen ajuda a posicionar a marca onde ela se encontra hoje: uma grife em que a criatividade, a qualidade e seu próprio universo estético vêm em primeiro lugar, mas que tem progredido comercialmente graças ao empurrão de Catherine Middleton, que escolheu a marca para fazer seu vestido de casamento. Hoje, a McQueen deve estar presente nos principais focos de consumo no mundo, com uma experiência que reúne o encanto da história e originalidade com a magia do comércio.

+ Alexander McQueen desfila coleção masculina nesta segunda (17.06), em Londres

Retorno

22/01/2013

por | Moda

Looks do Verão 2013 de Betsey JohnsonAlexander McQueen e Peter Som ©ImaxTREE

Update 29.01.2013: Apesar das últimas notícias falarem o contrário, Betsey Johnson fará sim parte do line-up da próxima semana de moda de Nova York. Johnson apresentará a sua coleção de Inverno 2013 e a sua linha de vestidos acessíveis dia 11 de fevereiro às 20h (horário de Brasília) nas tendas do Lincoln Center. “Eu não conseguiria ficar longe da semana de moda. Quis fazer isto para mim mesma e para todos os meus fãs, para lhes mostrar que ainda tenho o que é preciso e que não vou a lugar nenhum”, diz a designer ao WWD.

A temporada internacional de moda Inverno 2013, que já havia anunciado o cancelamento dos desfiles das grifes Alexander McQueen e Peter Som, tem mais um desfalque: de Betsey Johnson, que vai pular a temporada para “focar na expansão de sua marca”, o que inclui o lançamento da coleção-cápsula de vestidos apresentada no Verão 2013 na semana de moda de Nova York, e um perfume. Apesar disso, a estilista estará, sim, presente no Lincoln Center durante a temporada, para um evento em que serão gravadas cenas de seu novo reality “The Betsey and Lulu Show”.

A Alexander McQueen anunciou no dia 18 de janeiro que substituirá o seu aguardado desfile em Paris por uma apresentação restrita, para cerca de 100 pessoas, na tarde do dia 5 de março. O motivo é que a diretora criativa da marca, Sarah Burton, que está grávida de gêmeos, vai sair de licença maternidade durante a semana de moda parisiense para ficar com a sua família em Londres. Sarah já comunicou à imprensa que a grife volta a desfilar na temporada de Verão 2014.

Outro designer a cancelar a sua apresentação, marcada para dia 8 de fevereiro em Nova York, foi Peter Som. Representantes da marca confirmaram que Som terá uma coleção de Inverno 2013 para mostrar, mas falta ainda decidir o formato da apresentação. De acordo com o site Style.com, o designer ainda não revelou o verdadeiro motivo do cancelamento.

+ Relembre aqui o cronograma das semanas de moda internacionais

Honra real

14/12/2012

por | Moda

Sarah Burton com sua insígnia da Ordem do Império Britânico ©Sean Dempsey/Reprodução

Na última quinta-feira (13.12), Sarah Burton foi honrada com a Ordem do Império Britânico (OBE) por seus serviços prestados à indústria da moda. A diretora criativa da marca Alexander McQueen, que está grávida de gêmeos, recebeu a condecoração das mãos do Príncipe Charles em uma cerimônia realizada no Palácio de Buckingham.

A Ordem do Império Britânico, ou The Most Excellent Order of the British Empire, em inglês, foi criada em 1917 pelo Rei George V e distingue profissionais destacados por seus serviços nas áreas das artes e das ciências, bem como em instituições filantrópicas. Após a cerimônica, Sarah Burton, que foi a responsável pelo vestido de noiva de Kate Middleton, a Duquesa de Cambridge, comentou à Press Association: “É uma grande honra estar aqui – eu tenho muita sorte. [...] Me foram dadas oportunidades incríveis – trabalhar com alguém fantástico como Lee [McQueen] e depois ter a honra de criar o vestido de casamento”.

Príncipe Charles e Sarah Burton ©Reprodução

Na ocasião, Burton vestia um casaco da coleção de Pre-Fall de 2011 da Alexander McQueen e um vestido preto, mas a sua barriga de quase oito meses de gravidez quase se destacou mais do que a insígnia que recebeu. De acordo com o “The Telegraph”, perguntada se faria alguma peça para a Duquesa, também grávida, a estilista respondeu sorrindo que esperava que sim.

Alexander McQueen

12/09/2012

por | Moda

Looks dos três últimos desfiles masculinos de Alexander McQueen: Inverno 2012, Verão 2012 e Inverno de 2011 ©ImaxTREE

A britânica Alexander McQueen será a próxima marca a juntar-se aos desfiles da semana de moda londrina totalmente dedicada ao menswear, a London Collections: Men.

A grife, que desfila há oito anos as suas linhas masculinas em Milão, passa agora a fazer parte, ao lado de marcas como Paul Smith e Burberry, do circuito de apresentações organizado pelo British Fashion Council (conselho britânico de moda), que tem como objetivo não só a divulgação de talentos emergentes no Reino Unido como também a celebração de marcas antigas de alfaiataria, tradicionais do cenário da moda britânica.

“É ótimo fazer parte do London Collections: Men com a nossa linha masculina, não só porque Londres é a casa de Alexander McQueen, mas também porque vamos abrir a nossa primeira loja totalmente dedicada às coleções masculinas na Savile Row [tradicional rua de lojas no bairro de Mayfair, no centro londrino] ainda neste outono”, diz à “Vogue” britânica Jonathan Akeroyd, diretor executivo da McQueen.

A próxima edição da London Collections: Men, de Outono/Inverno 2013, acontecerá entre 7 e 9 de janeiro de 2013.

Preview

03/09/2012

por | Fotografia

Capa do livro e foto do icônico final do desfile No 13, Primavera/Verão 1999 ©Anna Deniau/Reprodução

Quando, em 1996, o jovem Alexander McQueen começou o seu trabalho como diretor criativo da Givenchy, iniciou-se também a sua amizade com a francesa Anne Deniau, a fotógrafa oficial da maison. Em 1997, quando McQueen fundou a sua marca homônima, foi Deniau que ele contratou para ser a sua fotógrafa e, segundo o “The Telegraph”, durante os quatro anos seguintes, o retrato do designer era um exclusivo seu. “As pessoas dizem que ele transformou moda em arte, mas isso está errado. Ele era um artista e a moda era o seu meio. É diferente”, diz Deniau ao jornal britânico.

Hoje, 16 anos depois do início da sua amizade e do seu trabalho, Anne anuncia o lançamento de um livro que reúne imagens exclusivas e raras da carreira do designer. O título, “Love Looks Not With the Eyes”, é uma citação da peça “Sonho de uma Noite de Verão”, do poeta britânico Shakespeare, que completa, seria “Love looks not with the eyes, but with the mind, And therefore is winged Cupid painted blind” — “o amor não olha com os olhos, mas sim com a mente, e por isso o alado Cupido é pintado cego”, tatuada em parte, no braço direito de McQueen. Editada pela Abrams, a obra será lançada dia 1° de outubro, mas já está disponível para pré-encomenda no site da Amazon e da Telegraph books,  por US$ 41,11 e £ 29,99 (R$ 83 e R$ 93), respectivamente.

Alexander McQueen e Kate Moss ©Anne Deniau/Reprodução

As imagens do livro foram escolhidas por Anne de acordo com as que o próprio McQueen escolheria. “Depois da morte de Lee, criou-se esta lenda sobre o seu lado negro, que ele era um homem torturado, que ele tinha um lado macabro”, afirma ao jornal britânico, “mas esse não era o homem que eu conhecia. Ele tinha momentos negros, como qualquer artista criativo, vários altos e baixos, mas apesar disso, ele emanava luz. Ele era muito generoso, fiel, muito carinhoso e alegre. Eu quis fazer algo que fosse o mais próximo possível ao homem que eu conheci”, acrescenta.

Veja na galeria abaixo algumas das fotos do livro:

Alexander
©Anne Deniau/Reprodução

Reta final: veja as coleções de McQueen e Louis Vuitton

07/03/2012

por | Moda

Desfile da Louis Vuitton Inverno 2012 pela semana de moda de Paris ©ImaxTREE

Nesta quarta-feira (07.03) termina a semana de moda de Paris, encerrando também o calendário internacional para o Inverno 2012. Tivemos ontem o desfile da marca Alexander McQueen, onde Sarah Burton se demonstrou mais do que capaz de fazer jus ao legado deixado pelo falecido estilista. Na manhã de quarta tivemos a apresentação da coleção da Louis Vuitton, assinada por Marc Jacobs, provavelmente um dos nomes mais importantes da moda na atualidade.

Veja as fotos:

Alexander McQueen Inverno 2012
- Louis Vuitton Inverno 2012

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Fevereiro marca dois anos sem a genialidade de Alexander McQueen

10/02/2012

por | Gente, Moda

©Romeu Silveira

Há dois anos, completados no dia 11.02, a moda perdia uma de suas mais brilhantes mentes criativas: Lee Alexander McQueen. Nessa data, última quinta-feira de 2010 anterior ao Carnaval, os fãs de moda do Brasil se preparavam para aproveitar o feriado ou acompanhavam os desfiles de Outono/Inverno da semana de moda de Nova York. Todos, no entanto, voltaram seus olhos em choque para a Inglaterra diante da notícia do suicídio do estilista, encontrado sem vida em seu apartamento no bairro londrino de Mayfair.

A morte de qualquer nome da importância de Alexander McQueen inspira comoção internacional e curiosidade, ainda mais em um segmento em que sua genialidade se fazia tão presente. Entretanto, o designer inglês era dono de uma personalidade tão amável e um trabalho tão fascinantemente autoral e comovente que sua perda tocou não só as mentes, mas também os corações de quem sempre acompanhou sua trajetória. Nascido em Londres em 17 de março de 1969, Lee Alexander McQueen era o sexto filho de uma família simples: seu pai, Ronald, trabalhava como taxista e sua mãe, Joyce, era professora de ciências sociais.

A ligação de Alexander McQueen com a moda teve início “oficialmente” em 1984, quando aos 16 anos largou a escola para trabalhar como aprendiz em ateliês de alfaiates na famosa Saville Row em Londres. Com as técnicas e a habilidade desenvolvidas no período que passou nas oficinas de Anderson & Sheppard, Gieves & Hawkes e, por último, Angels and Barns, o britânico mudou-se para Milão, onde exerceu a função de cortador de tecidos na marca Romeo Gigli por um curto espaço de tempo. Em 1990, aos 21 anos, McQueen retornou a Londres e candidatou-se ao cargo de professor na Central Saint Martins, mas seu portfólio era tão impressionante que, no lugar do emprego, ganhou um convite para cursar o mestrado da faculdade – sua coleção de graduação, apresentada em 1991, foi inteiramente comprada pela stylist Isabella Blow, que viria a se tornar sua grande amiga e incentivadora.

Outono/Inverno 2010, última coleção desenvolvida pelo próprio Alexander McQueen ©Reprodução

Após a formatura, Alexander McQueen – o inglês utilizava seu primeiro nome, Lee, mas foi convencido por Isabella Blow a adotar esse pelo qual ficou conhecido – iniciou sua trajetória de sucesso. Desde suas primeiras coleções, o viés teatral e controverso de sua criações e desfiles, que eram considerados verdadeiros espetáculos, renderam-lhe a reputação de “enfant terrible” e “hooligan da moda britânica”. A introspecção e as perdas de entes queridos (Blow cometeu suicídio em 2007 e sua mãe faleceu na primeira semana de fevereiro de 2010) levaram McQueen a acabar com sua vida. O impacto que causou na moda por meio de seu trabalho, no entanto, permanece intacto na memória dos entusiastas desse universo e consta como legado para os novos apaixonados que surgem a cada dia.

Alexander-McQueen-PlatosAtlantis
©Reprodução
Plato's Atlantis, Primavera/Verão 2010, última coleção apresentada por Alexander McQueen em vida

Para pensar e inspirar: a relação intrínseca entre moda e arte

27/01/2012

por | Cultura Pop, Moda

Wheatfields off Woldgate, 2006 ©David Hockney/Reprodução

A moda, desde os seus “primórdios”, sempre teve uma relação muito próxima às artes plásticas. Através do impacto visual – e, em alguns casos, emocional –, pinturas e fotografias podem dar vida a cartelas de cores que variam do pastel ao chocante, como visto em coleções de Primavera/Verão 2012 da Semana de Moda de Londres, com ênfase nas criações dos estilistas Jonathan Saunders, Erdem MoraliogluMary Katrantzou e Basso & Brooke. Combinados à tecnologia têxtil 3D e a estampas inebriantes, estes tons doces, quase hiperglicêmicos, ajudaram a definir o que será usado – e desejado – na próxima estação internacional.

Looks de Primavera/Verão 2012 de Jonathan Saunders ©Reprodução

Looks de Primavera/Verão 2012 da Erdem ©Reprodução

Looks de Primavera/Verão 2012 de Mary Katrantzou ©Reprodução

Alexander McQueen, o provável precursor desta “tendência” multidimensional com sua última coleção, Platos Atlantis, desfilada em outubro de 2009, elevou as estampas, em especial as digitais, à vanguarda da moda. Se nessa área a tecnologia multimídia começou a ser usada há pouco, em outros territórios da cultura, como na música, no cinema e nas próprias artes plásticas, tal movimento se encontra já estabelecido. O direcionamento “moda se espelha na arte” parece natural, já que atualmente o espectador não quer mais apenas visualizar uma obra, quer ter todos os seus sentidos contemplados.

Em alusão à cartela de cores e às estampas 3D que pretendem reinar na temporada de Primavera/Verão 2012, as obras dos artistas britânicos David Hockney e Gary Hume parecem brilhar no escuro. Se usados como referenciais, as pinturas de Hockney e Hume ajudam a compreender o fascínio e a necessidade da sociedade contemporânea, chamada pelo filósofo contemporâneo francês Gilles Lipovestky de “Hipermoderna”, de preencher todos os vazios, inclusive os não-táteis, verdadeiramente existenciais.

May Blossom on the Roman Road, 2009 ©David Hockney/Reprodução

O pintor inglês David Hockney, de 74 anos, começou a experimentar técnicas de trompe-l’œil muito antes de James Cameron lançar o seu “Avatar” ou do movimento dos “Jovens Artistas Britânicos” (“Young British Artists”) ser iniciado em 1988 e virar “moda”. Convidado pela Royal Academy of Arts de Londres a apresentar as telas desenvolvidas a partir da paisagem de sua terra natal, Yorkshire, o pintor ganhou uma exposição multimídia em que, além dos quadros, é possível encontrar os desenhos de Hockney feitos em iPads e uma série de vídeos produzidos com 18 câmeras que, exibidos em diferentes telas, proporcionam uma viagem através dos olhos do artista.

Ao contemplarmos as pinturas de Hockney, as cores e as formas se destacam e quase é possível sentir o ar fresco e a textura da grama verde. Já Gary Hume, que ganhou uma mostra chamada “The Indifferent Owl”, na galeria londrina White Cube, trabalha com formas mais abstratas, mas que por meio do uso pontual dos tons opacos e do alumínio parecem saltar da tela. Hume, inclusive, já colaborou com a designer espanhola Consuelo Castiglioni ao criar estampas de camisetas para a grife italiana Marni.

Paradise Painting e Horizon, ambas de 2011 ©Gary Hume/Reprodução

As cores escolhidas por Jonathan Saunders e Erdem Moralioglu para vestir as mulheres na Primavera/Verão 2012 parecem se encaixar perfeitamente à obra de Gary Hume, enquanto Mary Katrantzou fez jus a sua origem grega e captou a vivacidade encontrada nas pinturas de David Hockney. A conexão entre as tendências sugeridas nas passarelas e as obras de determinados artistas pode ser meramente subjetiva; no entanto, o uso de tonalidades específicas e, principalmente, de tecnologia têxtil e de estamparia trompe-l’œil é um fato objetivo.

David-Hockney-A-Bigger-Picture2
©David Hockney/Reprodução
More Felled Trees on Woldgate, 2008

McQ, segunda marca de Alexander McQueen, tem novidades para 2012

23/11/2011

por | Moda

Looks McQ ©Reprodução

Na onda das marcas secundárias de grandes grifes internacionais, uma delas acaba de dar um passo importante para deslanchar (ainda mais). A McQ, segunda linha de Alexander McQueen, estará no line-up da semana de moda de Londres a partir da próxima temporada (Inverno 2013), que será desfilada em fevereiro de 2012.

A McQ também abre sua primeira loja própria em Londres no ano que vem. O lançamento da coleção funcionará como um preview da loja, que deve abrir na primavera por lá.

Emma Watson, Rihanna e Chloe Moretz ©Reprodução

Apesar de não tão famosa como sua marca-mãe, a McQ já conta com celebridades como Emma Watson, Chloe Moretz e Rihanna como clientes. A marca tem uma pegada bem mais jovem e com um preço não tão alto quanto a Alexander McQueen. As três optaram pelo mini-vestido com saia rodada e padronagem xadrez da coleção de Inverno 2011.

As campanhas da McQ, que tinham styling de Nicola Formichetti, normalmente usavam pessoas que Nicola achava na rua e em castings via Facebook. Agora, com o sucesso da marca-mãe, a McQ pode amadurecer com mais estrutura.

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

31/10/2011

por | Moda

Parece mais não é: vestidos do ready to wear com cara de alta costura ©Reprodução

Parece estar surgindo na moda uma nova tendência, mas não se anime tanto. As chances de você poder aderir não são lá muito grandes. É que as marcas de ready-to-wear estão criando peças que se assemelham cada vez mais às criações da alta-costura, e com preço à altura.

Exemplos não faltam. A estilista londrina Mary Katrantzou, por exemplo, fez um vestido chamado “Jewel Tree”, no valor de US$ 14.200, com a justificativa de que “são peças muito difíceis de fazer”. Há também o modelo de Jason Wu de US$ 15 mil, um vestido de organza e renda Stella McCartney de US$ 13.395, um vestido pintado a mão Valentino de US$ 18 mil e uma jaqueta da Chanel de US$ 23 mil.

Vestido Alexander McQueen, à venda no Net-a-porter por £16,450 ©Reprodução

Mas há uma razão para esse “boom” de peças com preços estratosféricos em coleções fora da alta-costura. Com a recorrente questão da relevância das coleções de haute couture e um mundo – especialmente o da moda – cada vez mais rápido, os estilistas estão descobrindo que há uma demanda por peças mais requintadas e caras, e que talvez essa moda, comumente chamada de “demi-couture”, seja a versão século 21 da alta-costura.

Embora a questão preço, tempo de fabricação e sofisticação se equiparem a couture tradicional, há boas diferenças que tornam essa versão mais rentável para as marcas. As peças são vendidas nos canais de varejo normais da marca, inclusive pela internet, em sites como Net-a-Porter e Moda Operandi, e não precisam – nem as roupas nem as marcas – seguir as regras da Chambre Syndicale de la Haute Couture (órgão que regulamenta a existência da alta-costura), como número mínimo de empregados no ateliê, 20, mínimo de peças desfiladas em cada temporada, 25, e requer que o vestuário seja costurado à mão e exclusivo para as medidas das clientes.

Jaqueta Chanel, pela bagatela de US$ 23 mil ©Reprodução

Obviamente, o número de mulheres com dinheiro para pagar essas regalias e tempo suficiente para voar para Paris apenas para fazer provas de roupa não está entre os maiores, o que torna a opção da demi-couture, dentro da própria linha de ready-to-wear, muito mais prática, tanto para quem faz, como para quem pode comprar.

Outra forte razão para esse movimento é dar uma razão para que as pessoas comprem. “Desde ‘la crise’, estilistas estão se certificando de que suas peças são especiais. O cliente quer valor ao seu produto”, disse Nicholas Mellamphy, diretor de compras de luxo da The Room, em Toronto. Além disso, esse tipo de criação quer desenhar uma linha divisória entre “alta-moda” e “moda”, uma coisa meio de impor respeito ao seus trabalhos. “Há algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas de modo barato”, falou o estilista Jason Wu. Em outras palavras, não vai dar para encontrar reproduções dessas criações nas araras da Zara ou da Topshop.

Já foram vendidas 18 unidades desse vestido Mary Katrantzou de US$ 14.200 mil ©Reprodução

Apesar de ser uma “tendência” de cunho tradicionalista, a tecnologia tem forte participação nessa história toda, já que hoje os clientes podem escolher as peças com apenas um clique, ver os detalhes bem de perto – muitas vezes logo depois do desfile —, ter a peça entregue em apenas um dia, entre outras coisas, o que não é possível com uma peça de alta-costura. “Nosso cliente que algo realmente especial, que não é um monte de gente que vai ter. Isso é muito o ‘tema’ de agora”, disse Áslaug Magnúsdóttir, CEO do Moda Operandi. Com um vestido custando mais de dez mil dólares, a chance de esbarrar com alguém usando a mesma coisa é deveras diminuta.

Mas é lucrativo? “Peças de mais de US$ 5 mil respondem a 6% do nosso negócio”, disse Joseph Velosa, presidente da marca Matthew Williamson. Prabal Gurung, que fez um vestido de US$ 15 mil, exemplificou: “Há um cliente que quer esse produto, mas é tipo um em cada cidade. Nós esperamos vender muito, mas cinco no total é ótimo!”.

Longo Jason Wu à venda por US$ 15 mil ©Reprodução