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Para pensar e inspirar: a relação intrínseca entre moda e arte

Wheatfields off Woldgate, 2006 ©David Hockney/Reprodução

A moda, desde os seus “primórdios”, sempre teve uma relação muito próxima às artes plásticas. Através do impacto visual – e, em alguns casos, emocional –, pinturas e fotografias podem dar vida a cartelas de cores que variam do pastel ao chocante, como visto em coleções de Primavera/Verão 2012 da Semana de Moda de Londres, com ênfase nas criações dos estilistas Jonathan Saunders, Erdem MoraliogluMary Katrantzou e Basso & Brooke. Combinados à tecnologia têxtil 3D e a estampas inebriantes, estes tons doces, quase hiperglicêmicos, ajudaram a definir o que será usado – e desejado – na próxima estação internacional.

Looks de Primavera/Verão 2012 de Jonathan Saunders ©Reprodução

Looks de Primavera/Verão 2012 da Erdem ©Reprodução

Looks de Primavera/Verão 2012 de Mary Katrantzou ©Reprodução

Alexander McQueen, o provável precursor desta “tendência” multidimensional com sua última coleção, Platos Atlantis, desfilada em outubro de 2009, elevou as estampas, em especial as digitais, à vanguarda da moda. Se nessa área a tecnologia multimídia começou a ser usada há pouco, em outros territórios da cultura, como na música, no cinema e nas próprias artes plásticas, tal movimento se encontra já estabelecido. O direcionamento “moda se espelha na arte” parece natural, já que atualmente o espectador não quer mais apenas visualizar uma obra, quer ter todos os seus sentidos contemplados.

Em alusão à cartela de cores e às estampas 3D que pretendem reinar na temporada de Primavera/Verão 2012, as obras dos artistas britânicos David Hockney e Gary Hume parecem brilhar no escuro. Se usados como referenciais, as pinturas de Hockney e Hume ajudam a compreender o fascínio e a necessidade da sociedade contemporânea, chamada pelo filósofo contemporâneo francês Gilles Lipovestky de “Hipermoderna”, de preencher todos os vazios, inclusive os não-táteis, verdadeiramente existenciais.

May Blossom on the Roman Road, 2009 ©David Hockney/Reprodução

O pintor inglês David Hockney, de 74 anos, começou a experimentar técnicas de trompe-l’œil muito antes de James Cameron lançar o seu “Avatar” ou do movimento dos “Jovens Artistas Britânicos” (“Young British Artists”) ser iniciado em 1988 e virar “moda”. Convidado pela Royal Academy of Arts de Londres a apresentar as telas desenvolvidas a partir da paisagem de sua terra natal, Yorkshire, o pintor ganhou uma exposição multimídia em que, além dos quadros, é possível encontrar os desenhos de Hockney feitos em iPads e uma série de vídeos produzidos com 18 câmeras que, exibidos em diferentes telas, proporcionam uma viagem através dos olhos do artista.

Ao contemplarmos as pinturas de Hockney, as cores e as formas se destacam e quase é possível sentir o ar fresco e a textura da grama verde. Já Gary Hume, que ganhou uma mostra chamada “The Indifferent Owl”, na galeria londrina White Cube, trabalha com formas mais abstratas, mas que por meio do uso pontual dos tons opacos e do alumínio parecem saltar da tela. Hume, inclusive, já colaborou com a designer espanhola Consuelo Castiglioni ao criar estampas de camisetas para a grife italiana Marni.

Paradise Painting e Horizon, ambas de 2011 ©Gary Hume/Reprodução

As cores escolhidas por Jonathan Saunders e Erdem Moralioglu para vestir as mulheres na Primavera/Verão 2012 parecem se encaixar perfeitamente à obra de Gary Hume, enquanto Mary Katrantzou fez jus a sua origem grega e captou a vivacidade encontrada nas pinturas de David Hockney. A conexão entre as tendências sugeridas nas passarelas e as obras de determinados artistas pode ser meramente subjetiva; no entanto, o uso de tonalidades específicas e, principalmente, de tecnologia têxtil e de estamparia trompe-l’œil é um fato objetivo.

David-Hockney-A-Bigger-Picture2

©David Hockney/Reprodução

More Felled Trees on Woldgate, 2008

Para pensar e inspirar: a relação intrínseca entre moda e arte

McQ, segunda marca de Alexander McQueen, tem novidades para 2012

Looks McQ ©Reprodução

Na onda das marcas secundárias de grandes grifes internacionais, uma delas acaba de dar um passo importante para deslanchar (ainda mais). A McQ, segunda linha de Alexander McQueen, estará no line-up da semana de moda de Londres a partir da próxima temporada (Inverno 2013), que será desfilada em fevereiro de 2012.

A McQ também abre sua primeira loja própria em Londres no ano que vem. O lançamento da coleção funcionará como um preview da loja, que deve abrir na primavera por lá.

Emma Watson, Rihanna e Chloe Moretz ©Reprodução

Apesar de não tão famosa como sua marca-mãe, a McQ já conta com celebridades como Emma Watson, Chloe Moretz e Rihanna como clientes. A marca tem uma pegada bem mais jovem e com um preço não tão alto quanto a Alexander McQueen. As três optaram pelo mini-vestido com saia rodada e padronagem xadrez da coleção de Inverno 2011.

As campanhas da McQ, que tinham styling de Nicola Formichetti, normalmente usavam pessoas que Nicola achava na rua e em castings via Facebook. Agora, com o sucesso da marca-mãe, a McQ pode amadurecer com mais estrutura.

McQ, segunda marca de Alexander McQueen, tem novidades para 2012

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

Parece mais não é: vestidos do ready to wear com cara de alta costura ©Reprodução

Parece estar surgindo na moda uma nova tendência, mas não se anime tanto. As chances de você poder aderir não são lá muito grandes. É que as marcas de ready-to-wear estão criando peças que se assemelham cada vez mais às criações da alta-costura, e com preço à altura.

Exemplos não faltam. A estilista londrina Mary Katrantzou, por exemplo, fez um vestido chamado “Jewel Tree”, no valor de US$ 14.200, com a justificativa de que “são peças muito difíceis de fazer”. Há também o modelo de Jason Wu de US$ 15 mil, um vestido de organza e renda Stella McCartney de US$ 13.395, um vestido pintado a mão Valentino de US$ 18 mil e uma jaqueta da Chanel de US$ 23 mil.

Vestido Alexander McQueen, à venda no Net-a-porter por £16,450 ©Reprodução

Mas há uma razão para esse “boom” de peças com preços estratosféricos em coleções fora da alta-costura. Com a recorrente questão da relevância das coleções de haute couture e um mundo – especialmente o da moda – cada vez mais rápido, os estilistas estão descobrindo que há uma demanda por peças mais requintadas e caras, e que talvez essa moda, comumente chamada de “demi-couture”, seja a versão século 21 da alta-costura.

Embora a questão preço, tempo de fabricação e sofisticação se equiparem a couture tradicional, há boas diferenças que tornam essa versão mais rentável para as marcas. As peças são vendidas nos canais de varejo normais da marca, inclusive pela internet, em sites como Net-a-Porter e Moda Operandi, e não precisam – nem as roupas nem as marcas – seguir as regras da Chambre Syndicale de la Haute Couture (órgão que regulamenta a existência da alta-costura), como número mínimo de empregados no ateliê, 20, mínimo de peças desfiladas em cada temporada, 25, e requer que o vestuário seja costurado à mão e exclusivo para as medidas das clientes.

Jaqueta Chanel, pela bagatela de US$ 23 mil ©Reprodução

Obviamente, o número de mulheres com dinheiro para pagar essas regalias e tempo suficiente para voar para Paris apenas para fazer provas de roupa não está entre os maiores, o que torna a opção da demi-couture, dentro da própria linha de ready-to-wear, muito mais prática, tanto para quem faz, como para quem pode comprar.

Outra forte razão para esse movimento é dar uma razão para que as pessoas comprem. “Desde ‘la crise’, estilistas estão se certificando de que suas peças são especiais. O cliente quer valor ao seu produto”, disse Nicholas Mellamphy, diretor de compras de luxo da The Room, em Toronto. Além disso, esse tipo de criação quer desenhar uma linha divisória entre “alta-moda” e “moda”, uma coisa meio de impor respeito ao seus trabalhos. “Há algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas de modo barato”, falou o estilista Jason Wu. Em outras palavras, não vai dar para encontrar reproduções dessas criações nas araras da Zara ou da Topshop.

Já foram vendidas 18 unidades desse vestido Mary Katrantzou de US$ 14.200 mil ©Reprodução

Apesar de ser uma “tendência” de cunho tradicionalista, a tecnologia tem forte participação nessa história toda, já que hoje os clientes podem escolher as peças com apenas um clique, ver os detalhes bem de perto – muitas vezes logo depois do desfile —, ter a peça entregue em apenas um dia, entre outras coisas, o que não é possível com uma peça de alta-costura. “Nosso cliente que algo realmente especial, que não é um monte de gente que vai ter. Isso é muito o ‘tema’ de agora”, disse Áslaug Magnúsdóttir, CEO do Moda Operandi. Com um vestido custando mais de dez mil dólares, a chance de esbarrar com alguém usando a mesma coisa é deveras diminuta.

Mas é lucrativo? “Peças de mais de US$ 5 mil respondem a 6% do nosso negócio”, disse Joseph Velosa, presidente da marca Matthew Williamson. Prabal Gurung, que fez um vestido de US$ 15 mil, exemplificou: “Há um cliente que quer esse produto, mas é tipo um em cada cidade. Nós esperamos vender muito, mas cinco no total é ótimo!”.

Longo Jason Wu à venda por US$ 15 mil ©Reprodução

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

É oficial: para os britânicos, Alexander McQueen é mais legal que Chanel

mcqueenVestido Alexander McQueen em editorial para “Vogue” US de maio ©Steven Meisel

É oficial: a marca Alexander McQueen, responsável pelo vestido de casamento de Kate Middleton, é a mais legal do mundo da moda para os britânicos.

Isso de acordo com a lista do conselho da CoolBrands, que faz todo ano um compilado de várias marcas consideradas “cool”, de carros a roupas. Até ano passado, era a francesa Chanel que ocupava a primeira posição entre as grifes de moda, e em 2011 ficou na 15ª posição, enquanto McQueen está na 11ª.

A ascensão é facilmente compreensível considerando-se os eventos de 2011. Com o casamento real, e a escolha da então futura Duquesa de Cambridge, o mundo todo passou a conhecer a marca, que está sob direção criativa de Sarah Burton desde 2010, após a morte de Alexander McQueen. Além disso, em abril a grife ganhou uma gigantesca retrospectiva no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, chamada “Savage Beauty”, que bateu recordes e se tornou a exposição mais vista da história do museu, com 661.509 visitantes durante os três meses em que ficou aberta, e registrou filas com mais de seis horas de espera. Não bastasse, Sarah Burton foi nomeada para o cobiçado prêmio de “Designer do Ano” do British Fashion Awards.

mcqueen_dressKate Middleton usando Alexander McQueen na cerimônia do casamento real e na festa ©Reprodução

O presidente do conselho da CoolBrands, Stephen Cheliotis, explicou ao “Telegraph” a importância da lista: “Se o público britânico acha que você é cool, de uma perspectiva de negócios, é massivamente importante porque significa que as pessoas querem você. Elas querem comprar seu produto, querem comprar seu serviço, e elas provavelmente irão pagar a mais por isso”.

A lista é compilada por 36 designers, figuras proeminentes da TV, da moda e da música, entre outras pessoas, que levam em consideração estilo, inovação, originalidade, autenticidade, desejo e exclusividade. Depois, 2000 britânicos votam para a criação da lista final.

+ Confira a lista com as 20 marcas mais cool do momento:

1. Aston Martin
2. Apple
3. Harley-Davidson
4. Rolex
5. Bang & Olufsen
6. BlackBerry
7. Google
8. Ferrari
9. Nike
10. YouTube
11. Alexander McQueen
12. Dom Perignon
13. PlayStation
14. Ray-Ban
15. Chanel
16. Nintendo
17. Vivienne Westwood
18. Agent Provocateur
19. Tate Modern
20. Maserati

É oficial: para os britânicos, Alexander McQueen é mais legal que Chanel

Testamento: documentos indicam para onde vai a fortuna de McQueen

mcqueen ©Reprodução

Quase um ano e meio após a morte do estilista Alexander McQueen, documentos que se tornaram públicos revelaram a divisão da fortuna do designer, avaliada em mais de 16 milhões de libras (cerca de R$ 40 milhões).

A maior parte da herança foi para a caridade, mas ele também deixou uma parte para os irmãos, para seus empregados e uma quantia para que cuidassem de seus cachorros. Cada uma de suas três irmãs e dois irmãos receberam 250 mil libras; pelo “longo e fiel serviço”, dois empregados que trabalhavam na casa do estilista receberam 50 mil libras cada; seu afilhado e cada um de seus sobrinhos receberam 50 mil libras cada um.  Para os cuidados de seus três cachorros, McQueen destinou 50 mil libras. Duas instituições que cuidam de animais doentes receberam 100 mil libras cada. Um centro budista de Londres e um outro que promove saúde sexual e prática de sexo seguro também receberam 100 mil libras cada.

O restante dos bens ficou em um fundo em parceria com sua própria instituição de caridade, a Sarabande, e ele deixou a sugestão de que a organização usasse o dinheiro para financiar bolsas de estudos na Central St. Martin’s, escola de moda onde estudou e se formou nos anos 90.

Testamento: documentos indicam para onde vai a fortuna de McQueen

Copy + Paste: nova lei vai defender criações originais nos EUA

vestidos copia

Quando você olha para os vestidos acima, qual a primeira coisa que te vem à cabeça?

Se você pensou em Kate e Pippa Midleton, acertou na mosca. Os modelos acima são da marca ABS by Allen Schwartz, que tem vendido vestidos de noiva “inspirados” no casamento real (e criados pela marca Alexander McQueen) por mil dólares.

O blog On the Runway, de Cathy Horyn, publicou recentemente uma matéria sobre a questão da cópia na indústria da moda nos EUA. Para inibir esse comportamento, um parlamentar republicano introduziu uma legislação que garante direitos autorais aos estilistas. E logo em seguida, a dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez, da Proenza Schouler, foi a Washington defender seu caso no Congresso. A loja Target, entre outros grandes magazines, copiou modelos da bolsa PS1 da marca. O preço? US$ 34! É uma discussão que vai longe, na verdade a velha luta entre elitismo e democracia.

ps1 copyA original (acima) e a inspiração (abaixo)

Essa é uma luta encabeçada pelo CFDA (Council of Fashion Designers of America) há cinco anos, mas somente agora é que há uma chance concreta de virar lei. Mesmo porque é uma discussão muito complicada e delicada. Para evitar que processos bobos começassem a aparecer, com estilistas brigando por quem teve tal ideia primeiro, os profissionais da indústria concordaram em especificar melhor as definições de acusação de plágio, entre elas, poder provar que a cópia é “substancialmente idêntica” ao original, mais do que “substancialmente similar”. E eles ainda teriam que provar que suas criações são realmente originais e que o acusado tem conhecimento sobre o seu trabalho. Similaridades em cores e moldes não irão contar. “Apenas um número pequeno de itens será de fato protegido”, disse ao blog Steven Kolb, diretor executivo do CFDA. Os vestidos acima são um bom exemplo.

De qualquer forma, se entrar em vigor, a lei será uma vitória a muitos estilistas, especialmente aqueles que chegam a sofrer economicamente, mas têm seu trabalho copiado no mundo inteiro. Bolsas que imitam o modelo PS1, da Proenza Schouler, apareceram por aí, inclusive na loja Target, para quem os estilistas até já criaram uma linha mais barata. “Nós gastamos mais de US$ 3 milhões para criar e produzir cada uma das nossas quatro últimas coleções. Nossa possibilidade de lucrar deste investimento é totalmente prejudicada quando nossas ideias estão em outras lojas antes mesmo que a gente tenha tempo de produzir as peças”, diz Hernandez. “Nós sabemos que a maior parte do que é feito não será protegido. Mas nos casos em que nós e outros estilistas criamos algo novo, nós deveríamos poder nos beneficiar dessas ideias. Ter nossa criatividade roubada diminui o valor e a identidade do que a gente lutou tanto para construir.”

Dura luta essa, não? Vai dar o que falar e ainda pode mudar os rumos de como muita coisa acontece hoje na moda.

Copy + Paste: nova lei vai defender criações originais nos EUA

GUIA: McQueen para todos & as mostras em cartaz em SP, Rio e BH

expo-montagem

Que tal aproveitar o fim de semana para curtir exposições bacanas em cartaz no Brasil? O FFW aponta a seguir algumas das mais importantes  mostras que podem ser vistas em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte e dá o caminho das pedras até para você conferir a retrospectiva de Alexander McQueen no Met de onde quiser. Vem com a gente!

CONTATOS IMEDIATOS

A exposição “Oneness”, da artista japonesa Mariko Mori abriu na última segunda-feira (09.05), no CCBB do Rio de Janeiro. É a primeira mostra da artista no Brasil que propõe dar forma aos sonhos, fantasias e desejos da humanidade por meio da arte. Seu trabalho mistura tecnologia,  espiritualidade e até fotografia de moda. A exposição fica em cartaz até 10 de julho e chega a São Paulo em agosto.

mariko_mori_wave_ufo_30july03Uma das obras de Mariko Mori “Wave UFO” ©Reprodução

“Oneness”

Até 10 de julho (de terça a domingo, das 9h às 21h)
Entrada gratuita
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 – Rio de Janeiro
Informações: (21) 3808-2020

ARTE + MODA

De Grace Kelly a Pierre Cardin, as opções de quem quer aproveitar exposições em São Paulo são várias.  Uma mostra bacana e  que só fica em cartaz até o fim do mês é a de Leonilson, artista cearense que morreu aos 36 anos em 1993, vítima de Aids. “Leonilson – Sob o Peso dos Meus Amores” estão bordados, pinturas e desenhos e até uma versão bastante autoral (e engraçada) de uma “Vogue” Brasil artesanal feita pelo artista. A mostra do Itaú Cultural fica em cartaz até 29 de maio.

leonilson-obrasObras de Leonilson expostas em São Paulo ©Reprodução

Leonilson

Até 29 de maio (de terça a sexta, das 9h às 20h; sábado e domingo, das 11h às 20h
Entrada gratuita
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 – São Paulo
Informações (11) 2168-1776

SUPERPOP

O artista pop Andy Warhol tem uma não muito conhecida obra audiovisual. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, uma exposição que reúne importantes obras suas está em Belo Horizonte. É a primeira exposição exclusivamente dedicada a esse tipo de produção de Warhol, que inclui trabalhos como produtor e ator. Moda e celebridades estão entre os temas abordados nos vídeos do artista.

Warhol TV

Até 12 de junho (de terça a sábado, das 11h às 21h, domingo, das 11h às 19h)
Entrada Franca
Oi Futuro BH
Av. Afonso Pena 4001 – Belo Horizonte

MCQUEEN PARA TODOS

Para quem prefere não sair de casa, o fim de semana é uma boa oportunidade para se perder no site especial que o museu Metropolitan de Nova York preparou para a exposição-homenagem ao estilista Alexander McQueen. Pela página é possível ver várias fotos das peças expostas, além de vídeos de vários desfiles do estilista britânico. Vale o clique!

mcqueenMcQueen em Noba York ©Reprodução

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GUIA: McQueen para todos & as mostras em cartaz em SP, Rio e BH

Metropolitan, em NY, inaugura exposição histórica sobre obra de McQueen

mcqueen cenarioUm dos espaços da exposição, dedicado a objetos e acessórios ©Reprodução

Começa hoje a exposição “Alexander McQueen: Savage Beauty“,  no Metropolitan Museum’s Costume Institute. Em um baile de gala capitaneado por Anna Wintour, diversas celebridades da moda, da música e do cinema, apareceram para a abertura da mostra, vestindo looks do estilista, em um clima total de homenagem e saudosismo.

expo-mcqueen3Look de Primavera-Verão 2010

A exposição, que celebra o trabalho do estilista morto em 11 de fevereiro de 2010, traz peças de todas as suas coleções, desde “Nihilism” (1994) até a póstuma “Angels & Demons” (2010).

expo-mcqueen2Na mostra e no desfile: Outono-Inverno 2009/2010

Veja algumas imagens das peças expostas e relembre o talento extraordinário de McQueen (para o catálogo, as fotos foram feitas com modelos de verdade para garantir movimento, e depois tratadas digitalmente para transformá-las em manequins; a ideia é que o foco seja exclusivamente nas roupas).

“Alexander McQueen: Savage Beauty”  fica no Metropolitan Museum’s Costume Institute até 31 de julho.

mcqueen cenario

Metropolitan, em NY, inaugura exposição histórica sobre obra de McQueen

Conheça mais sobre Sarah Burton e sua experiência como “estilista da noiva”

PopyActually_SarahBurtonA estilista Sarah Burton

Foi uma agradável surpresa ver Kate Middleton em um vestido do McQueen por Sarah Burton. Por parte da princesa, demonstra personalidade e até ousadia. Kate é jovem, gosta de moda e optou por um modelo simples e minimalista, porém estonteante. Aliás, sua imagem é a de como imaginamos uma princesa nos dias de hoje. A própria Kate acompanhou de perto o processo inteiro e sabia muito bem o que queria. Já pelo lado de Sarah, a roupa manteve elementos de McQueen, como a parte de cima “corsetada”. Ao mesmo tempo, Sarah é uma mulher e suas peças para a marca, apesar de manterem certa dramaticidade de MQ, trazem códigos muito femininos. Assim que assuniu, em 2010, ela disse: “o território teatral pertence a Lee. Eu não posso fingir que sou ele. Devo ser fiel ao que é verdadeiro para mim e isso aprendi com ele, que sempre me dizia: ‘você tem que ser capaz de aparecer por trás do seu trabalho’”.

kateKate Middleton ©Reprodução

Em um comunicado oficial divulgado hoje, ela comenta a experiência de ter feito o vestido de Kate: “Tenho aproveitado cada momento dessa experiência. Foi uma grande honra ter sido convidada para fazer o vestido e estou muito orgulhosa do que a nossa equipe criou. Espero que, ao reunir tecidos tradicionais, como a renda, e um design moderno, nós tenhamos criado um lindo vestido para Catherine. O vestido foi apenas uma parte de um dia tão importante e não acho apropriado comentar nada além disso, além de dizer que estou muito grata e honrada com essa oportunidade e que desejo o melhor para o futuro do Duque e da Duquesa de Cambridge”.

Sarah nasceu em Manchester e tem mais quatro irmãos, entre eles uma cantora de ópera. Como McQueen e Galliano, estudou na Saint Martins e se formou em 1997. Ela contou que, na entrevista de admissão que fez com McQueen, ele perguntou se ela acreditava em OVNI. Foi contratada antes de se formar, em 1996, e em 2000 tornou-se diretora do feminino, além de ser a principal assistente do designer até sua morte.

Ao ser efetivada, Jonathan Akeroyd, CEO da marca, disse que Sarah é a melhor escolha pois tem um entendimento total da visão de McQueen e vai se manter fiel a esses valores. Robert Polet, CEO do Grupo Gucci, disse que ela é muito talentosa e tem a visão necessária para manter a marca viva. Mas para Sarah, dar esse passo não foi tão fácil, mesmo porque havia ainda a questão emocional da perda de um amigo e mentor. “Sabia que de forma alguma eu conseguiria imitá-lo, fingir que era ele. Pensei no que eu queria, no que era melhor para mim. Como muitas mulheres da minha idade, eu também quero ter filhos, mas cheguei à conlusão de que essa não é uma razão para eu não aceitar desafios. Eu faço o meu melhor”.

Sarah mora em Londres e é casada com o fotógrafo de moda David Burton.

Reveja as coleções de Sarah Burton para Alexander McQueen:

Inverno 2011

Verão 2001

Veja mais fotos do casamento

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Conheça mais sobre Sarah Burton e sua experiência como “estilista da noiva”

O vestido, os detalhes, as fotos e a repercussão #casamentoreal

wiliam-kate-casamento
Doce surpresa: Catherine Elizabeth Middleton casou-se com um lindo vestido assindo por Sarah Burton — estilista que assumiu a marca Alexander McQueen após a morte do estilista no ano passado. Todos no Twitter e na frente da TV não paravam de elogiar a princesa. Desde a chegada dela, com o véu cobrindo o rosto, em uma imagem angelical, Kate só ganhou elogios. Muitas cenas desse casamento pareciam saídas de um filme ou de um conto de fadas.

113264660Kate chegando à igreja ©Reprodução

Sarah Burton vestiu Kate de forma a seguir o protocolo: vestido com cauda longa e braços cobertos. O tom mais moderno ficou por conta da cintura estruturada e ajustada e a transparência rendada, deslumbrante. E claro, pela simplicidade do vestido. Brincos, maquiagem e cabelos também estavam discretos e Kate usou uma tiara da Cartier emprestada pela Rainha Elizabeth II, que aliás, usava uma roupa amarela, que os comentaristas do GNT brincavam ser colorblocking, tendência atual na moda.

E os outros estilistas também foram muito elogiosos com o vestido. Karl Lagerfeld disse à rede de TV France 2 que ela estava muito elegante. “A renda é linda e eu gosto muito do véu”. “Ela estava linda”, disse Donatalla Versace. Christian Lacroix disse ao “WWD” que gostou muito do vestido. “Fica entre o vestido de casamento de Grace Kelly e o da rainha Elizabeth II”. Os estilistas da marca Viktor & Rolf falaram: “ela estava simples e elegante. A tiara era maravilhosa e ela estava radiante”.

Bom, vem aí uma nova rainha da moda. Kate Middleton? Não. Sarah Burton.

O vestido, os detalhes, as fotos e a repercussão #casamentoreal