Riccardo Tisci usa no Brasil colar-aposta da Givenchy para o verão

07/11/2011

por | Moda

©Divulgação

Desde o Verão 2009, a Givenchy tem investido em uma moda masculina mais urbana, com influência do sportswear e com adaptações e reinterpretações da alfaiataria clássica. Mas além dessas referências, a grande aposta deste Verão 2012 é um acessório com cara de “roubado” dos surfistas: o laynard key ring.

O pingente em forma de chave fica pendurado em um cordão de nylon com jacquard com o logo da Givenchy. O acessório é simples, mas a preocupação com os detalhes se apresenta até no fecho, que é uma marca registrada da Givenchy.

©Divulgação e ©Paulo Freitas/Argosfoto

O acessório custará 110 euros e chega às lojas em fevereiro. Ele estará disponível também através do Mr Poter (que entrega para o Brasil). Apesar de só chegar para o público no ano que vem, o diretor criativo da Givenchy já usou o seu no festival Planeta Terra, que ocorreu em São Paulo no último sábado (05.11). E a gente aposta que tem muita mulher que vai querer sair com uma chave pendurada por aí também.

Drops de acessórios: a nova Tote, relógios artsy e boas sapatilhas para usar já

17/08/2011

por | Moda

IMG_0208_LC-22_FINAL©Reprodução

Sabe a blogueira Leandra Medine (a “Man Repeller”)? Ela acaba de assinar uma coleção de acessórios. Junto com suas amigas Danielle e Jodie Snyder, da marca DANNIJO, Leandra criou uma linha com 10 peças, chamada MR. DANNIJO (o MR vem de Man Repeller). Bigodes, “golas”,  laços e gravatas borboleta são os elementos que aparecem nos acessórios. O preço vai de US$ 38 a US$ 318.

man-repeller©Reprodução

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A coleção de Outono 2011 da Longchamp acaba de chegar ao Brasil. A linha é inspirada na mulher amazona, seu mundo mitológico de cavalos e o campo. A aposta da marca pra essa estação é o modelo Balzane. As cores são terrosas, remetendo ao cenário de inspiração. Além das clássicas em couro, a linha também conta com a edição limitada da Balzane em Nobuck, um tipo de couro que parece uma camurça.

longchamp©FFW

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A grife de sapatos Tatiana Loureiro – especializada em sapatilhas – lança sua nova coleção de verão nesta quinta-feira (18.08) em seus dois endereços em São Paulo (na rua Peixoto Gomide e no shopping Iguatemi). Com solado em couro e preocupação com o acabamento, as sapatilhas vêm cheias de cores, franjas, tachas e pedrarias, em uma das marcas mais bacanas para quem gosta de sapatos baixinhos.

sapato
©FFW

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A  joalheria Tiffany & Co. traz ao Brasil sua coleção de acessórios em couro. A coleção de bolsas é assinada pelos designers Richard Lambertson e John Truex e traz modelos masculinos e femininos em diferentes tipos de couro, como de crocodilo, de cobra e camurça. Também há atenção aos detalhes, nos forros em couro e nas ferragens customizadas. As primeiras peças que chegam por aqui são as TRT (Tiffany Reversible Tote). As bolsas são reversíveis, ou seja, é possível usar dos dois lados. A pequena sai por R$ 1.190 e a grande custa R$ 1.690.

tiffany©Divulgação

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A marca de relógios Swatch se uniu com a Kidrobot, uma marca de brinquedos com pegada artsy, para criar oito modelos de relógios que vêm acompanhados de um Dunny. Um Dunny é um coelhinho de vinil, que vem como uma tela em branco para ser customizada por artistas de vários backgrounds. Oito artistas contribuíram com a coleção: Joe Ledbetter, Gary Baseman, SSUR, Tara McPherson, Tilt, MAD e Jeremyville foram os responsáveis pelos desenhos nos relógios e nos Dunnys da nova linha da Swatch. E o resultado deve conquistar não só crianças e adolescentes, como também uma boa parcela de adultos. Conheça todos os modelos na galeria:

Nova loja online de acessórios faz mix esperto de bijus e joias

12/08/2011

por | Moda

heleven.Ana Helena Coelho é quem comanda a Heleven ©Divulgação

Para quem curte acessórios e gosta de fazer compras online, uma nova opção de loja acaba de ser lançada. A Heleven, marca criada pela jovem empresária Ana Helena Coelho, de apenas 24 anos, faz uma seleção de várias bijuterias (e algumas joias) que são vendidas pela rede.

“Fiz uma seleção de várias marcas, quis fazer um mix eclético, atingir todos os budgets, o máximo de mulheres possíveis. Não tenho nenhuma linguagem específica, quis mesmo fazer uma mistura do que eu acho bacana”, contou Ana ao FFW.

bijus-helevenAcessórios disponíveis na loja ©Reprodução

Ana é formada em moda pelo Instituto Europeu de Design (IED) e fez cursos de moda na Espanha, onde morou por uma temporada. Na volta ao Brasil, trabalhou como vendedora na extinta Pelu e depois no e-Closet. “Tive essa experiência de trabalhar em uma loja online, mas decidi fazer um projeto na internet porque eu sou uma consumidora da internet”, afirma.

Para Ana, o e-commerce é o futuro das vendas. A jovem não contou com nenhum sócio ou investidor. “Fiz tudo sozinha”. A Heleven conta com peças de vários designers, e, em breve, Ana Helena terá sua própria coleção no site. “Mas é para o futuro”, avisa.

Nova chapeleira da Chanel, Gigi Burris tem apenas 23 anos

01/08/2011

por | Moda

gigi_burris_abreObra da chapeleira Gigi Burris ©Reprodução

Os chapeleiros não existem apenas na terra da Rainha ou no País das Maravilhas. Gigi Burris é o nome da próxima chapeleira da Chanel, marca que teve seu início com Gabrielle Coco Chanel fazendo… chapéus! Gigi tem apenas 23 anos, nasceu na Flórida, e se formou na Parsons em 2009, quando foi nomeada para o prêmio de “Designer do Ano”.

“Eu apresentei minha coleção de conclusão de curso para uma grande audiência de insiders da indústria da moda – e foi bastante assustador. E cada look tinha um chapéu. E mesmo que eu estivesse focada no ready-to-wear, acho que o que fisgou as pessoas foram aqueles chapéus”, contou em entrevista ao site Blackbook. Após o desfile, Gigi começou a receber pedidos de várias pessoas interessadas em seus chapéus, o que a incentivou a abrir sua própria marca, especializada em chapelaria, mas que também faz roupas sob medida.

gigiburrisA criadora: Gigi Burris ©Reprodução

Com pouco tempo de mercado, o trabalho de Gigi já figurou nas páginas da “Elle”, “Harper’s Bazaar”, “Numéro”, “The Last Magazine”, “Vogue” Itália e “W”. Nesta última, a cantora Rihanna usou as criações da chapeleira e gostou tanto que pediu para ficar com os modelos. “Foi engraçado quando a RP da Rihanna perguntou se estaria tudo bem se a cantora ficasse com alguns dos meus chapéus após o ensaio. Eu ainda estava na escola na época. Como eu poderia não deixar Rihanna ficar com o meu projeto da escola?”, contou ao Blackbook. Cecília Dean, autoridade por trás da “Visionaire”, e famosa por apostar em novos talentos, também é uma fã do trabalho de Gigi.

E o que é tão legal em fazer chapéus? Gigi tem a resposta: “Eu amo que eu posso exercer minha criatividade sem filtros. Eu adoro o artesanal, trabalhar com minhas mãos e poder produzir algo do início ao fim. Eu sou tão agradecida de, aos 23 anos, poder ter uma plataforma onde posso mostrar minha própria visão”. E o lado ruim? “Eu odeio que minha manicure não dura mais do que alguns dias, sempre. Eu estou constantemente trabalhando com fios, colar, penas, etc, e isso aparece em minhas mãos de trabalhadora”, contou ao site Fashionista.

gigi_vogueitaliaNa “Vogue” italiana, os chapéus de Gigi ©Reprodução/ “Vogue” Itália

Embora se dê super bem no ramo, o plano inicial de Gigi não era ser chapeleira, e ela fala sobre suas preferências: “Chapéus são a cereja do bolo. Eu acredito que eles são necessários para minha visão completa de designer. No momento, eu prefiro fazer chapéus, porque eles me trazem muita alegria. Mas eu fui para a Parsons para estudar design de roupas e essa sempre vai ser minha verdadeira paixão. Chanel, Lanvin, todas começaram como chapeleiras. É um artesanato incrível, que nesse ponto me permite construir algo no mundo da moda. A arte de fazer couture-chapéus se traduz nas roupas, nos altos padrões de construção, e tem influenciado absolutamente a maneira com que eu faço roupas”.

gigi_colecao1Os modelos de sua mais recente coleção, de Outono/Inverno 2011 ©Reprodução

Além do emprego recém-conquistado na Maison de Mademoiselle Chanel, a chapeleira vê na designer francesa um exemplo de vida. “Eu leio sua biografia o tempo todo para me lembrar quanto trabalho e perseverança é necessário nessa indústria. Ela começou como uma chapeleira e acabou construindo um grande império. Há algo de romântico em seguir os passos de alguém tão incrível”.

Gigi está de malas prontas para assumir seu post na Chanel, mas antes a designer dividia um apartamento no Lower East Side de Nova York com uma pianista clássica: “Eu sinto que nós duas somos pessoas nostálgicas. É lindo poder sentar aqui e fazer chapéus enquanto ela toca música clássica”.

Não é brinquedo, não! Bolsas feitas de Lego são hits da hora!

25/07/2011

por | Moda

mariasole_abreMariasole, a dona das bolsas de Lego ©Reprodução

Às vezes, ideias que parecem absurdas logo de início acabam por se mostrar incríveis. É o caso, por exemplo, de Mariasole Cecchi, florentina de 24 anos, que criou a “Les Petits Joueurs”, marca de bolsas de Legos! Sim, os brinquedos coloridos de montar.

Mariasole, que mudou para Paris aos 20 anos em busca de inspiração, hoje vive em São Paulo, com o namorado Dimitri Mussard, herdeiro da Hermès. “Estou muito feliz de estar aqui. O Brasil é um país maravilhoso! Apenas acordar com o sol já me enche de energia e me deixa num bom humor louco, me dando muitas novas inspirações. Economicamente falando, é um poder incrível, que a cada dia cresce mais e mais”, contou ela a uma publicação italiana. Embora sua marca esteja sendo um sucesso, a designer contou que gostaria de ser dançarina, caso sua veia como criadora não vingasse. “Acho que não há nada mais feminino e sexy, e bom para o corpo e a mente de uma garota. Eu estudei dança, mas não o suficiente para ser uma profissional”.

mariasole_loveO primeiro modelo desenvolvido pela italiana e a criadora a usando ©Reprodução

E como a maioria das boas ideias, a de Mariasole surgiu ao acaso, depois de uma noite brincando com Legos e uma limpeza no closet: “Eu achei uma bolsa velha da qual eu gostava muito. Em vez de jogá-la fora, resolvi aplicar Legos, formando a palavra ‘Love’. Naquela noite, usei em uma festa e foi um sucesso, todo mundo se encantou por ela. As pessoas pediam um modelo igual ao meu. Então eu fiz o modelo de piano e a mesma coisa aconteceu de novo. No final das contas, eu resolvi que isso podia ser um negócio. E aqui está minha linha: ‘Les Petites Joueurs’ (em tradução literal, ‘Os Pequenos Jogadores’)”, explicou ela ao site da “Vogue” italiana. Além do “insight”, a italiana contou que foi influenciada por um de seus designers favoritos, Jean-Charles de Castelbajac, conhecido pelos modelos super divertidos.

O processo criativo da designer não tem quase nada de industrial, como ela mesma explica: “É um longo processo. Primeiro eu penso no tipo de imagem que eu quero. Depois, à mão – eu não uso programas de computador, não porque eu não queira, mas porque eu nunca aprendi como – eu faço o design do Lego, prestando atenção às medidas. Então, eu envio o design ao meu responsável pelos acessórios e ele cria o protótipo, que é enviado para a fábrica, onde os artesãos fazem a bolsa, e voilà, o produto está pronto”. Embora viva no Brasil, Mariasole não abre mão de que todos os seus produtos sejam feitos em Florença, na Itália, devido à expertise do local em acessórios de couro. “Eu não queria sacrificar a qualidade do couro e do artesanato”, explicou.

mariasole_brasilAs homenagens de Mariasole ao Brasil ©Reprodução

Ao ser questionada sobre o que há de especial em suas criações, ela não poupa nas palavras: “Elas transmitem diversão, alegria. Há muita positividade em meu trabalho, adoro que elas sejam diferentes e coloridas”, e completou: “Eu amo dar espaço a minha imaginação. E [eu amo] o sorriso no rosto das pessoas quando elas veem meu trabalho pela primeira vez”.

Diferente de outras marcas de acessórios, a Les Petites Joueurs não vai trabalhar com coleções, e sim com padrões diferentes, como as edições dos países, em que homenageou os EUA, Brasil, França, Itália, etc. E na lista de planos da italiana, os próximos itens são sapatos! Será que veremos modelos deles incrustados com legos também?

+ Confira na galeria mais do trabalho de Mariasole

Nome importante dos acessórios, Tom Binns admira Oscar Niemeyer

21/07/2011

por | Gente, Moda

tombiins_abreCriador e criaturas ©Reprodução WGSN

Ao se falar de acessórios, um nome que sempre sobressai é Tom Binns, que ganha exposição de suas peças em Hong Kong, chamada “It is Now“, e que leva seu trabalho pra On Pedder, uma espécie de Meca dos acessórios. Nascido na Irlanda, mas criado em Los Angeles, o designer procura optar por coleções temáticas, e possui uma legião de fãs, inclusive no Brasil. O bureau de tendências WGSN fez uma entrevista com ele, e descobriu de onde vem sua inspiração. Confira abaixo:

Como você descreveria seu trabalho?

Meus trabalhos são bastante pessoais. Cada peça exibe o pensamento e a cultura de um homem. São as emoções, pensamentos e experiência dessa pessoa sendo expressa em um momento particular.

tombinns2Cynic” e “Nobody Home” ©On Pedder

Seus acessórios foram usados por pessoas influentes, como Michelle Obama. Você possui uma mensagem por trás do seu trabalho?

Eu só gosto de criar a partir de ideias que têm profundidade e que desafiam quem as usam.

Onde você busca inspiração?

Eu fico inspirado com muitas coisas, de literatura a poemas e filmes. Às vezes eu escrevo um poema e o transformo em arte. Todas as minhas peças possuem um titulo. Às vezes o título vem antes, então eu crio a peça, e às vezes é ao contrário.

Qual sua obsessão atual?

Cores! Um jeito selvagem de brincar com cores, como aquela vista na minha coleção “Maasai Future Fantastic Fluo”, inspirada no povo Maasai, da África. É como se alguma coisa de fora do espaço encontrasse a África – um equilíbrio entre cores e elegância. Há um ritmo e uma fluidez nos designs.

tombiins_2“Cluck” ©On Pedder

Há algum artista ou designer em seu radar?

Fauvismo, que desafiou o uso das cores na pintura. Também, os prédios de Oscar Niemeyer. E eu amo o design do iPod. Não estou interessado em arte moderna; gosto de arte velha.

Você tem um destino de viagem preferido?

Eu realmente não viajo, então obrigado à “On Pedder” e “Joyce Boutique” por me darem a oportunidade de ir a Hong Kong pela primeira vez.

Como é seu espaço de trabalho e casa em Los Angeles?

Meu escritório tem 3000ft² (cerca de 280m²), de frente para a praia, e minha casa é bastante minimalista. Quando seu escritório se parece com um lugar logo depois de ser atingido por uma bomba, seus olhos precisam descansar em casa.

Anos 70 fever! Os óculos redondos são a bola da vez

14/07/2011

por | Moda

redondos_abre©Reprodução

Todo mundo provavelmente já cansou de ouvir que os anos 70 estão de volta à moda. No entanto, como a maioria das releituras de décadas passadas, usar um look todo setentista exige expertise para que não vire fantasia. E é aí que entram os acessórios.

Após a febre dos óculos gatinho, é chegada a vez dos óculos redondos, iguais aos imortalizados por John Lennon e por Ozzy Osbourne. Nos dias de hoje, Mary Kate Olsen e Lady Gaga são algumas das famosas adeptas ao redondinho.

redondos_lennonLennon, ícone ©Reprodução

Mas nem só do modelo clássico, com aro fino de metal, se faz a moda dos óculos redondos. Tem para todos os gostos e níveis de modernidade. Armações de tartaruga, extragrandes (tudo a ver com Jackie Kennedy nos anos 50) ou estranhos-divertidos, como os da coleção “Baroque” da Prada, e os da Lady Gaga.

redondos_referencias3Acima, Kirsten Dunst em catálogo da Band of Outsiders, e abaixo, exemplar tipo “faça-você-mesmo” inspirado em modelo de Sonia Rykiel ©Reprodução

O bureau de tendências WGSN sugere que se brinque e adicione elementos modernos, já que o modelo é bastante clássico, como cores, desenhos e detalhes com correntes, por exemplo. Nas cores, a ordem é se divertir, e pegar o embalo do color blocking, tanto nas armações quanto nas lentes.

Se inspire na galeria!

Reciclagem, pierrot e nerdismo nos acessórios da Alessa

31/05/2011

por | Moda

alessa_acessoriosSuper acessórios na Alessa ©Agência Fotosite

Alessa abriu o Fashion Rio, e decidiu fazê-lo com pompa e circunstância. Para isso, apostou me mega-máxi acessórios: brincos gigantescos, óculos coloridos e cabeças extravagantes. “Gosto muito de acessórios, porque é design. Como tenho formação em design, pra mim é como voltar as origens, um resgate do que sempre fiz”, explicou a estilista Alessa minutos antes de abrir de vez as portas do Fashion Rio.

alessa_chapeusCabeças feitas por Lislei Cunha ©Agência Fotosite

As cabeças são talvez o mais chamativo de todo o conjunto, e foram feitas pela artista plástica – e amiga antiga da estilista – Lislei Cunha, que quis fazer um acessório luxuoso, mas com materiais reciclados, como papel de pão, jornais, embalagens de mate e rolos de papel higiênico. “O corpo é luxuoso e as cabeças são recicladas. E é assim que tem que ser né? Temos sempre que reciclar nossas ideias e pensamentos”, disse a estilista. E o casamento real e seus chapéus, teve alguma coisa a ver com essa história? Segundo a artista plástica, rolou sim uma inspiração partindo do tal evento da realeza britânica.

Uma das inspirações de sua coleção, chamada de “Relíquias”, o vidro de murano (técnica milenar italiana de confecção de vidro) também serviu como guia para a criação dos óculos, desenhados por Alessa e feitos pela Lunetterie: “Pensei em formas bastante sinuosas, e no movimento barroco”.

alessa_brincosPierrot-nerd-barroco na Alessa ©Agência Fotosite

Os brincos e colares – que também faziam as vezes de golas – vieram direto do universo dos pierrots. “Todos os acessórios fazem as pessoas entrarem no universo da obra, e o trabalho do Daniel Ueda (stylist), eleva a criação a outro nível”, afirmou Alessa.

Designer de joias Pamela Love estreia blog; conheça seu trabalho

26/05/2011

por | Moda

pamela_love2Pamela Love ©Reprodução

A designer de jóias Pamela Love se considera uma tecnofóbica, mas recentemente foi fisgada pela internet, ao lançar seu próprio blog, dentro do site de sua marca, por achar a maioria dos que existem muito chamativos, e ao mesmo tempo, muito frios.

O espaço online de Love é quase que uma extensão dela na internet, com toques pessoais inclusive no layout, vendas exclusivas de alguns de seus produtos e também um acervo com alguns objetos coletados pela designer nova iorquina, e suas roupas vintage, como camisetas raras de música: “Há algumas realmente boas, tipo Pink Floyd e Neil Young”, contou a designer. Além das vendas, Love vai usar o espaço para compartilhar fotos e imagens que a inspiram, e que também inspiram suas coleções.

pamela_abrePeça de sua coleção Spring 2011 ©Reprodução

A designer, formada pela Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova York, já trabalhou como diretora de arte e stylist, e durante tudo isso, sentia dificuldade em encontrar joias do seu gosto, e em 2006, começou a fazê-las, em seu próprio apartamento, no Brooklin. Suas criações não demoraram a cair nas graças de ‘trendsetters’ ao redor do mundo, e hoje ela tem um estúdio na 29th Street, onde trabalha um time nada pequeno. “Aconteceu de eu ser stylist – não muito estabelecida, mas eu conhecia algumas pessoas, e elas usavam minhas joias. Eu sei de modelos que usavam minhas peças em ensaios e os stylists pediam para que elas as usassem [para as fotos], e uns amigos que eram editores falavam ‘bem, vamos contar umas histórias sobre isso’”, explicou ela sobre o sucesso de suas criações.

pamela_zacposenAcessórios de Love no desfile de Zac Posen – Fall/2009 ©Reprodução

Entre os nomes de quem ama o trabalho dela estão Julia Restoin-Roitfeld e Francesco Clemente (eles já trabalharam juntos), além de marcas com quem ela já colaborou, como Marchesa, Twenty8Twelve, Yigal Azrouel, Frank Tell e Zac Posen. Ela também criou uma coleção inspirada no filme “Onde vivem os monstros”, para a Opening Ceremony, e outra da série True Blood, para venda exclusiva da HBO – algumas peças foram inclusive usadas nas gravações do seriado. Se isso tudo não fosse o bastante, Love também foi a primeira designer americana a colaborar com uma linha de acessórios para a Topshop, além de criar uma linha de joias eco-friendly, ao lado do designer Rogan Gregory.

+ Veja no vídeo mais sobre o processo de criação de Pamela Love:

Ao criar suas joias ela não pensa muito em tendências. “Eu sou muito ruim em notá-las. Mas claro que é importante saber o que está acontecendo, porque assim você sabe que não está fazendo a mesma coisa que outra pessoa”, explicou a designer. Sua inspiração vem de artistas como Joseph Cornell, Lee Bontecou, Hieronymous Bosch, Alejandro Jodorowsky e Francesco Clemente, além de sua paixão pela natureza e ciência, astrologia, religião e astronomia. Ela também tem uma conexão forte com a América do Sul, o que vira e mexe acaba influenciando em suas peças.

Fanática tanto pela concepção quanto pela confecção das peças, Love continua a experimentar materiais dos mais exóticos, e diferentes técnicas para criar peças cada vez mais extravagantes. Sua graça está justamente nisso, já que desafia o conceito tradicional de joias, que sempre costumam usar os mesmos materiais e as mesmas pedras preciosas. Ao contrário, o trabalho de Love é sempre instigante e fora dos padrões.

+ Confira na galeria mais peças de Pamela Love

Prada contrata novos talentos para divulgar sua linha de acessórios

18/05/2011

por | Moda

prada_ABREOs novos óculos da Prada vistos por Federica di Giovanni ©Reprodução

A Prada, após o sucesso enorme de seus óculos de sol “Minimal-Baroque”, da coleção Primavera/Verão 2011 – aquela das listras super coloridas – lança essa semana mais dois modelos, com linhas e curvas rococós. E o mais legal: a marca recrutou um time de novos talentos para dar um ‘boost’ na divulgação dos novos acessórios.

ilustracaoIlustrações de Marcela Gutierrez e Andrea Tarella ©Reprodução

Miuccia Prada, que é conhecida por apostar em formatos não convencionais (como no lookbook da marca, lançado em 2010), escolheu oito fotógrafos para trazerem um olhar “cultura pop+quadrinhos” para as criações. Em uma primeira fase do projeto, a designer chamou Ivo Bisignano, Marcela Gutierrez e Andrea Tarella para fazerem ilustrações dos modelos.

prada_oculosTrabalhos de Kuba Dabrowski ©Reprodução

Os fotógrafos que fazem parte do projeto, chamado “From Drawings to Pictures”, são Federica Di Giovanni, Kuba Dabrowski, Ciraudo Majola, Mattia Buffoli, Rosi di Stefano, Tassili Calatroni, Tatiana Uzlova e Tomás Nogueira, que usaram paletas de cores, objetos e cenários os mais inusitados possíveis, o que resultou em fotos cheias de vida, espontâneas e divertidas. Exatamente como os óculos da coleção “Minimal-Baroque”.

Nova marca brasileira de sapatos usa mão de obra de Manolo e Louboutin

26/04/2011

por | Gente, Moda

IMGP0104A designer Marcela Basto Lima ©Divulgação

“Coração do Rio, designato in Italia, made for the world”. É assim que a carioca Marcela Basto Lima define sua marca de sapatos, a Marcela B. Morando em Milão há três anos, ela criou sua grife usando matéria-prima de primeira e dando a produção para as mãos dos artesãos que fazem os sapatos de Christian Louboutin e Manolo Blahnik.

A designer é formada em administração, mas convive com moda desde pequena, pois sua mãe trabalhava em empresas do ramo, como a Cantão, e trazia as novidades para dentro de casa. Marcela passou um tempo na Osklen e depois foi para Milão estudar no Istituto Marangoni.

Essa é a sua segunda coleção, mas a primeira que é vendida no Brasil. São 25 modelos inspirados no artista irlandês Sean Scully, conhecido por seu trabalho que mistura cores e grafismos. Dessa forma, os calçados também trazem um mix de cores, padronagens e texturas bem interessante. Os sapatos custam entre R$ 800 e R$ 1.500 e podem ser encontrados na loja Via Flores, no Rio, ou aqui.

A Marcela respondeu algumas perguntas para o FFW, que você pode ler abaixo:

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Qual a primeira lembrança que tem de ter se encantado por um sapato?

É de quando eu era bem pequena e gostava de usar os sapatos da minha mãe. Sempre me encantei com sapato de salto alto e adorava usar dentro de casa. Como minha mãe trabalhava com moda, sempre participei desse universo.

Qual você acredita ser o seu diferencial?

Meu diferencial é ter a qualidade italiana, um sapato feito de forma artesanal, com  influências brasileiras (pelo fato de ser carioca) e italianas, pois moro na Itália há três anos. Tento fazer um sapato com alma carioca e design europeu.

O Brasil é um mercado importante no setor calçadista. Como você o compara ao exterior?

Acho que o Brasil tem uma força enorme nesse setor e já somos conhecidos mundialmente pela produção de sapatos. Mas em relação à qualidade e aos materiais usados no setor de luxo, ainda tem uma diferença se compararmos a países como a França, Espanha e Itália.

marcela b 2

Como funciona seu processo de criação?

A cada coleção, gosto de me inspirar em algo específico, como nesta, de inverno, que usei como fonte de inspiração o trabalho do artista Sean Scully.

Quais os materiais que você mais gosta de usar?

Eu gosto de usar tecidos, palha, linho e, dependendo da estação, de acrescentar um novo material que tenha a ver com a inspiração da coleção.

Como você faz para garantir que seus sapatos sejam confortáveis?

Eu sempre uso meus sapatos antes de colocá-los à venda, pois penso que essa é a melhor forma de testar. Então geralmente uso o meu protótipo para ver como está e então faço as modificações necessárias.

Quais os três mandamentos para um bom sapato de salto?

Ele tem que te dar estabilidade quando caminha, ser leve e sexy.

Quais são seus sites preferidos?

EtsySartorialist, Vogue italiana, Frizzifrizzi, Refinery29, Bloommag e muitos outros, adoro blogs também!

E quem faz bons sapatos?

Prada, Rochas, Vintage Ferragamo, Givenchy e Alexander Wang.

Acessórios verdes: designers reciclam materiais para criar bolsas

30/03/2011

por | Verde

Lembra que a gente mostrou que a Vivienne Westwood tinha feito uma coleção de bolsas com lonas de anúncios de beira de estrada recicladas, produzidas no Quênia? A marca Aire tem um projeto parecido, mas não é coleção especial como a da estilista inglesa. A Aire é um time de empreendedores e designers, fundado no princípio de que bom design dever ser simples, criativo, funcional e eco-friendly. Com este conceito, a marca cria bolsas com vinil de banners de cinema reciclados. São vários modelos de bolsas, inclusive, cases para iPad, com várias “estampas” à venda na loja online da Aire.

bolsas-banner-reciclado-aireCases para iPad e bolsas da Aire ©Reprodução

Outra marca que aproveita materiais usados para criar bolsas _e carteiras, cintos e capas para notebooks_ é a ReViv. A grife nasceu em Miami, em 2009, e usa sacolas plásticas, ficas cassete, discos de vinil antigo, câmaras de pneus , entre outros  A ideia da ReViv é dar uma segunda vida aos materiais, diminuindo o impacto deles no meio ambiente, mas sem comprometer o estilo, a qualidade e a durabilidade dos produtos. Eles também vendem seus acessórios de design divertido e reciclado pela internet.

bolsas-reviv-recicladasBolsas feito com discos de vinil e material que cobria chão de elevadores ©Reprodução

Sociólogo lança estudo sobre velho caso de amor entre bolsas e mulheres

17/03/2011

por | Moda

bolsa_abre

Em toda a Europa, são as francesas as maiores apaixonadas por bolsas. É o que comprova uma pesquisa publicada no site Fashion Mag, que além de descobrir o primeiro ‘item desejo’ das francesas, também apurou que as alemãs querem loucamente um casaco de couro, as inglesas matam e morrem por um casaco de alta costura vintage, e as italianas e espanholas sonham com um par de sapatos Louboutin.

De olho na paixão das mulheres de sua pátria, o sociólogo e professor da Universidade Paris V – Sorbonne, Jean-Claude Kaufmann, escreveu o livro “Le sac. Un petit monde d’amour”, lançado este mês na França, pela Editora Lattes, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Como sociólogo que é, Kaufmann vai além da ideia de simples acessório e penetra no significado das bolsas para suas donas, e como elas participam da construção da identidade dessas mulheres. Afinal, uma bolsa nunca é só uma bolsa.

bolsa-livro

Ao abrir a bolsa de uma mulher, nos deparamos com tudo o que faz sentido na vida dela naquele momento, como fotos de pessoas queridas, itens de maquiagem, elementos de proteção, bilhetes, livro, objetos carregados de afetividade e significado. Se você, homem, não entende do que se fala aqui, faça o teste e tente abrir a bolsa de uma mulher. A reação, muito provavelmente, será equivalente a uma catástrofe.

Bolsas também possuem dupla função, já que o interior é quase uma dimensão sagrada, um mundo à parte, longe dos olhares e julgamentos do resto do mundo, enquanto o exterior praticamente define o status social da dona. Se é estruturada, se é molenga, se é de tecido, de lona, de couro, de nylon, se é de grife famosa, desconhecida ou fake, são todos símbolos que escancaram (totalmente ao contrário do interior) para o mundo quem é aquela mulher. Ou ao menos te dá uma boa ideia.

bolsas_transparentesBolsas que vão de encontro a ideia de  ’interior sagrado’ e exteriorizam todo seu conteúdo © Blog The Blonde Salad / Desfile Chanel – Reprodução

Kaufmann também aborda o assunto quase tabu da bolsa masculina, e que talvez, com todo o avanço dos aparelhos tecnológicos, os homens sejam “obrigados” a carregarem bolsas. Não é lá muito cômodo _ou possível e seguro_ carregar smartphone, iPad, carteira, caneta e etc nos bolsos.

Mas o próprio autor chega à conclusão que, mesmo os homens cedendo à bolsa, elas dificilmente carregarão tantos significados quanto uma bolsa feminina. E convenhamos, nunca será tão divertido e interessante fazer um “O que há em sua bolsa” com homens.

Conhece Anya Hindmarch? Eterna célebre desconhecida, é o “hot ticket” da LFW

20/02/2011

por | Moda

designer-de-acessórios-anya-hindmarchA designer de acessórios Anya Hindmarch ©Reprodução

O nome Anya Hindmarch pode não significar nada para você, mas quem acompanha de perto os veículos de moda e lifestyle deve reconhecer alguns dos trabalhos dessa designer de acessórios britânica, mesmo sem nunca ter visto uma foto dela; quem não se lembra da bolsa ecológica “I’m not a plastic bag”, que virou mania entre os fashionistas em 2007?

im-not-a-plastic-bag-anya-hindmarch©Reprodução

Acontece que, apesar de ser pouco conhecida no Brasil, Anya é queridinha das garotas cool britânicas e tem uma longa  lista de clientes famosas como Reese Witherspoon, Claudia Schiffer, Kate Moss e Angelina Jolie; até a Princesa Diana era fã da designer! Quer mais? Em 2009, ela recebeu, em cerimônia no palácio de Buckingham, a medalha de Membro do Império Britânico!

A história começou quando ela tinha apenas 18 anos e fazia um curso de italiano em Florença; ao reparar na popularidade de uma bolsa tipo saco, ela decidiu levar uma de volta para sua casa, em Londres, e começou a vender sua própria versão do acessório. Nos anos seguintes, os negócios expandiram rapidamente e lojas Anya Hindmarch foram inauguradas em Londres, depois Hong Kong, Nova York e +, chegando hoje a 54 pontos em 17 países.

Desde a abertura de sua primeira loja, em 1993, Anya solidificou sua marca por meio de colaborações com a Selfridges e a British Airways, entre outras empresas, e continua em plena expansão: fechou 2010 com vendas estimadas em £ 35 milhões, com um crescimento de 20% só no Reino Unido, e espera abrir 11 novas lojas em 2011. No line-up oficial do London Fashion Week, ela vai apresentar, na terça-feira (22/02), uma coleção inspirada na alfaiataria masculina, detalhes requintados e na arquitetura dos anos 1970.

Veja alguns modelos da designer Anya Hindmarch:

Conheça as cabeças vintage-surrealistas de André Lima

02/02/2011

por | Moda

andrelima_cabecas© Felipe Abe

Como as chuvas no verão, assim são os acessórios de cabeça feitos pelo stylist Davi Ramos, que sempre são esperados nos desfiles de André Lima, e quando não aparecem, fazem falta.

Trabalhando há 8 estações com André Lima, Davi contou que todo o processo de pensar o acessório até sua confecção é feito com o aval do estilista “É um trabalho em conjunto, já que são as ideias do André, mas mescladas com meus desejos, que quase sempre são bem parecidos com os dele. É uma junção bastante feliz!”

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Dessa vez, a vontade de Davi foi trabalhar com materiais vintages e fazer uma coisa mais Couture, e como seria um trabalho Herculano conseguir penas antigas no Palácio das Penas (palavras dele), o stylist desfez chapéus velhinhos de seu acervo (“Que já estavam detonados, eu jamais destruiria um chapéu em boas condições!”) e usou as penas para confeccionar as cabeças desse desfile.

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“Aí, para não datar, usei tachas e bordados, que deram uma cara mais punk, e formas mais modernas, como os animais, para ser mais atual”. Os bichos, aliás, aparecem aos montes nos chapéus _passáros, elefantes e até escorpião_, e estão lá por causa de uma certa inspiração lúdica na coleção (a única estampa, por exemplo, é de carrossel e cavalos), e mais uma vez, a vontade de Davi fazer algo mais surrealista.

“Não têm muitos bichos na coleção, mas às vezes, o “não encontro” das idéias acaba ficando muito mais interessante”, finalizou Davi.

+ Veja aqui um shooting do Portal FFW feito com acessórios de Davi Ramos

andrelima_cabecas3© Felipe Abe