Caras e bocas: a beleza do primeiro dia da temporada carioca de moda

30/05/2011

por | Beleza

Começou oficialmente o Fashion Rio Verão 2012! Alessa, Acquastudio, Melk Z-Da, Patachou e 2nd Floor desfilam no primeiro dia e o FFW mostra detalhes da beleza de cada uma.

2ND FLOOR

2ND FLOOR - Fashion Rio Verao 2012©Agência Fotosite

Quem assinou a maquiagem da estreia da 2nd Floor no Fashion Rio foi a maquiadora sênior da MAC no Brasil, Fabiana Gomes, que definou o make como “natural”. Quem ficou responsável pelo cabelo foi Robert Estevão, que fez a beleza completa da Alessa e da Acquastudio. “Fiz um cabelo com textura molhada [para as meninas] e um topete que lembrava o Morrisey [para os meninos]”, afirmou.

2nd Floor - Fashion Rio Verao 2012Make natural ©André Conti/Agência Fotositecabelo-2ndfloorCabelo com textura molhada ©André Conti/Agência Fotosite2ND FLOOR - Fashion Rio Verao 2012E topetão a la Morrisey para eles ©Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da 2nd Floor no Fashion Rio Verão 2012

PATACHOU

Patachou - Fashion Rio Verao 2012 ©Agência Fotosite

A beleza proposta por Daniel Hernandez no desfile da Patachou foi bronzeada e iluminada. “A maquiagem pedia um jogo de luz e sombra”, contou o maquiador no backstage. Alguns pontos do rosto das modelos foram iluminados com pó bronzeador e para contrastar com a pele iluminada, sombra na cor da pele, clara e opaca. Para os cabelos, uma banana desconstruída, com textura desfiada e grampos aparecendo, tudo desmontado – de propósito, é claro!

Patachou - Fashion Rio Verao 2012No cabelo, uma banana desconstruída ©André Conti/Agência FotositePatachou - Fashion Rio Verao 2012Pele iluminada ©André Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Patachou no Fashion Rio Verão 2012

MELK Z-DA

MELK Z-DA - Fashion Rio Verao 2012 ©Agência Fotosite

Foi a folha de castanheira que inspirou a beleza – e o desfile inteiro – de Melk Z-Da. A cor avermelhada e a textura marcada por ranhuras inspiraram o maquiador Paulo Filatier a fazer uma boca vermelha bem marcada. “Fiz também um ponto de sombra seca amarela no centro dos lábios, para fazer uma textura craquelada, da folha, tudo para contrastar com a beleza fresh, bem simples, com uma pele bem trabalhada; e nos olhos, passei uma sombra também cremosa cor de pele”, contou Paulo.

“No cabelo, quis imprimir o romantismo e essa coisa camponesa que o Melk Zeda havia me pedido. Um rabo baixo com um lacinho de cabelo como acabamento, meio desconstruído, podrinho”, completou.

Melk Z-Da - Fashion Rio Verao 2012Rabo baixo finalizado com laço de cabelo ©André Conti/Agência Fotosite

Melk Z-Da - Fashion Rio Verao 2012Boca vermelha com sombra amarela, para dar textura seca ©André Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Melk Z-Da no Fashion Rio Verão 2012

ACQUASTUDIO

backstage-acquastudio-1©Juliana Knobel

A beleza do segundo desfile do primeiro dia também foi assinado por Robert Estevão e, para a passarela da Acquastudio, a inspiração foi uma mistura inusitada: art nouveau com samurais. “O pessoal me pediu uma coisa que tivesse a ver com o art nouveau e com o oriente, por isso acabei usando o delineador, fazendo referência a um desenho oriental e o cabelo preso assim, quase como o de um samurai. O azul do olho é para lembrar as cores pastel usadas no movimento do art nouveau”, contou Robert.

Acquastudio - Fashion Rio Verao 2012Cabelo preso numa referência aos samurais ©André Conti/Agência FotositeAcquastudio - Fashion Rio Verao 2012Nos olhos, o oriental encontra o art nouveau ©André Conti/Agência FotositeAcquastudio - Fashion Rio Verao 2012Nas unhas, de novo a combinação de tom pastel com traço preto ©André Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Acquastudio no Fashion Rio Verão 2012

ALESSA

backstage-alessa-delineador-1©Juliana Knobel

O desfile que abriu a temporada de Verão 2012 foi o da Alessa e a beleza assinada por Robert Estevão teve como inspiração o próprio universo da marca. “Sombra colorida molhada com efeito de delineador, em várias cores que aparecem na coleção, uma pele boa, sem blush e na boca, só um gloss rosado para dar um efeito hidratado”, explicou o maquiador.

Alessa - Fashion Rio Verao 2012Olho com delineador colorido feito com sombra molhada ©André Conti/Agência Fotosite
Alessa - Fashion Rio Verao 2012Na boca, só um gloss rosado para dar efeito hidratado ©André Conti/Agência Fotosite
cabelo-alessaO pentado escolhido foi o coque baixo com risca lateral ©André Conti/Agência Fotosite

Veja aqui o desfile completo da Alessa no Fashion Rio Verão 2012

Menos skinny, mais conforto: moda masculina aposta em calças largas

25/03/2010

por | Moda

A alfaiataria masculina clássica tem uma posição de destaque no inverno 2010. Enquanto as grifes de Milão resgataram a tradição do vestir masculino, em Paris as transgressões deram o tom da temporada.

calças-inverno-2010Looks da 2nd Floor, Yves Saint Laurent, Gianfranco Ferré, Alexandre Herchcovitch e Prada inverno 2010: a nova modelagem das calças masculinas ajuda a equilibrar a silhueta © firsView e Agência Fotosite

As calças largas que remetem aos anos 1940 ressurgem neste inverno com drapeados, pregas e volumes desestruturados. Tipo as calças do personagem de Leonardo DiCaprio no filme “Ilha do Medo”, só que fazendo contraponto aos blazeres retos e jaquetas mais ajustadas ao corpo.

No desfile da Yves Saint Laurent, Stefano Pilati montou um belo contraste entre a modelagem soltinha das calças em tecidos leves com jaquetas encorpadas e mais enrijecidas. Jean Paul Gaultier foi buscar no sportswear o apelo contemporâneo para a sua tradicional alfaiataria, e Kris Van Assche tomou esse mesmo caminho.

Também tem os modelos de calças menos amplas, porém alongadas: uma opção interessante. Prada, Gianfranco Ferré e Lanvin alongaram as barras de suas calças produzindo aquele afeito “embolado” na região do tornozelo. A modelagem “cenoura” também volta com bastante relevância e apelo comercial. Ótima para compor looks como aqueles mostrados nas coleções da Dior Homme, Rick Owens e Vivienne Westwood.

Essas pequenas alterações podem parecer irrelevantes, mas não se engane: são os detalhes que ajudam a contar uma história!

+ Visite nosso acervo de Desfiles para ver as coleções completas

Texturize-se: superfícies incríveis ganham destaque na moda

23/03/2010

por | Moda

No Inverno 2010, uma coisa ficou clara: os estilistas do Brasil e do mundo deram início a uma “faxina” de estilo. A moda quer ficar mais “limpa”, livre de decorações e excessos. Less is more, como nos anos 1990. A consequência disso é que as formas ficam mais puras, os cortes simplificados, as proporções práticas, as cores neutras e os tecidos, de alta qualidade, ganham superfícies inovadoras.

“Há uma mentalidade modernista por trás do modo como os estilistas trabalharam tecidos e formas nessa temporada”, afirmou a consultora de tendências globais do Stylesight.com, Sharon Graubard, em entrevista ao portal FFW. Faz todo sentido: com a limpeza estética, surge a necessidade de chamar a atenção para a qualidade da tecelagem das roupas.

Por isso veludos, tweeds, lãs, tricôs, cashmeres, casimiras, peles falsas, plumas e couros em contraposição com cetins, musselines, sedas e plastificados vão ganhar destaque neste inverno, levando a ideia que temos sobre texturas às últimas consequências.

tweed-e-pele-chanel-e-veludDetalhe do tweed com pele da Chanel e veludo com seda de Alexander Wang, ambos Inverno 2010 © firstVIEW

As texturas – e suas diversas coordenações – se tornam elementos essenciais para agregar valor e acrescentar informação aos looks da próxima estação. Pense no Inverno 2010 de Marc Jacobs, ou na coleção limpa e pronta para vida real da Céline, que levou assinatura de Phoebe Philo. Até mesmo Miuccia Prada, em sua linha principal, trouxe de volta valores de feminilidade através de tecidos e materiais que resultaram na imagem quase retrô da coleção.

detalhes-celine-e-prada-invDetalhes de looks Céline e Prada Inverno 2010 © firsVIEW

detalhes-marc-jacobs-e-baleDetalhes de Marc Jacobs e Balenciaga Inverno 2010 © firstVIEW

Já na Balenciaga, o tratamento têxtil é voltado para o futuro. A base da matéria-prima é clássica, mas o efeito final é 100% fashion foward. Aqui no Brasil, as texturas também marcaram presença: tricôs de pontos largos nos desfiles 2nd Floor e Maria Garcia, os bordados de Alexandre Herchcovitch ou Isabela Capeto, e outros recursos que despertam o desejo táctil numa época de extremo individualismo e isolamento, retomando valores tradicionais de confecção e tecelagem.

Mas isso tudo tem um preço: o foco na qualidade do design, nos processos de confecção e nos tecidos elaborados acaba gerando custos elevados de matérias-primas, tratamentos tecnológicos e mão de obra qualificada. Quem paga a conta? O consumidor, que vai encontrar no mercado roupas com preços nada amigáveis num período de economia instável.

O ‘novo militarismo’ vai dominar o Inverno 2010!

12/03/2010

por | Moda

Coven - Fashion Rio Inverno 2010Backstage do desfile de Inverno 2010 da Coven: militarismo reinterpretado através de tricôs e Lurex © Agência Fotosite

Agora que terminou a temporada de desfiles para o Inverno 2010, chegou a hora de filtrar as principais tendências que (re)apareceram nas passarelas.

Uma delas foi a onda militar, que contaminou todo o mundo da moda, transformando os trenchcoats nas novas jaquetas, os camuflados nos novos florais e o verde militar no novo preto, confirmando que a moda está em pé de guerra. Junya Watanabe, Burberry, Pedro Lourenço e Louise Goldin foram algumas das grifes que investiram na tendência nas semanas internacionais.

Apesar de serem eventos repudiantes, as guerras serviram, historicamente, como pool de inovações. Foi durante a 2ª Guerra Mundial, por exemplo, que surgiu o náilon como tecido usado nos paraquedas e outros itens militares. O próprio trenchcoat saiu dos campos de batalha. Além disso, macacões, jaquetas aviador, ombreiras, bolsos utilitários e uma infinidade de outros itens hoje comuns no nosso guarda-roupa antes eram restritos ao frontline.

A culpa pode ser da economia mundial instável, da violência urbana ou mesmo da ansiedade que já faz parte do nosso cotidiano. Cada vez mais queremos nos proteger do mundo lá fora. E a moda, como espelho da sociedade, reflete essa imagem de insegurança de váris formas, uma delas o militarismo.

A novidade agora é que a onda não se resume a jaqueta militar ou ao trenchcoat – item que foi tendência no Verão 2010. O militarismo do Inverno 2010 não é óbvio. Para muito além dos camuflados e jaquetas inspiradas nos anos 1940, as referências militares de agora são trabalhadas de maneira sutil. “Queremos apenas as referências leves do militarismo”, disse Maurício Ianês antes do seu desfile para a TNG em janeiro deste ano, durante o Fashion Rio.

Para a maioria dos estilistas que citaram a referência em suas coleções desfiladas nesta temporada, a sutileza foi um atributo essencial. O novo militar serve principalmente aos propósitos da alfaiataria, funcionando muito mais como elemento de decoração para blazeres, jaquetas, coletes e até camisas.

Foi assim na Juliana Jabour, onde o militar serviu de recurso essencial para dar força e estrutura a sua moda que costuma ser bem feminina. Para Alexandre Herchcovitch, veio como elemento de poder essencial para sua alfaiataria impecável, tanto no feminino quanto no masculino.

Na TNG, o militar também aparece escondido entre os motivos étnicos e mixado com as referências de esquimós caçadores do Alasca. Já na Cantão, a pluralidade de culturas e etnias de Budapeste abusa do verde militar e da modelagem de suas jaquetas e vestidos de ombros ligeiramente marcados. E na 2nd Floor uma das peças icônicas do militarismo – o trenchcoat – serve de base para modelagem da coleção inteira.

Até mesmo quando a referência militar é interpretada de forma mais literal, existem as modificações: nas proporções, modelagens e tecidos que ganham contornos mais contemporâneos, mais próximos da nossa realidade. Um dos melhores exemplos neste caso é a Coven que usou e abusou de tricôs e Lurex para retransformar o militar. Reveja:

+ Confira a Vitrine FFW especial sobre Militarismo

Do militar ao artesanato: as tendências do inverno 2010

01/02/2010

por | Moda

A temporada de inverno 2010 chegou ao fim (no Brasil, já que ela continua a partir de 11 de fevereiro em Nova York), mas o nosso trabalho está apenas começando. Para esquentar os motores preparamos uma lista que aponta os rumos do próximo inverno.

Vale lembrar que nenhuma das tendências a seguir é imutável, nem deve ser interpretada de forma literal– elas são as  vontades que guiam as principais grifes do Brasil nesta temporada, sendo assim devem aparecer nas araras da sua loja favorita.

Mas o importante, só pra reforçar, é que você mantenha seu estilo e tenha bom auto-conhecimento na hora de decidir o que usar ou não.

MILITARISMO

militarismo-inverno-2010 2nd Floor, Redley, Reinaldo Lourenço e Coven © Agência Fotosite

O pior da crise global pode ter passado, mas a insegurança continua no ar. E isso se reflete na criação de muitas grifes. Para se proteger de novas quedas, as referências militares aparecem fortes neste inverno – muitas vezes mixadas à alfaiataria que tem blazeres e trenchcoats contemporâneos.

TEXTURAS

texturas-inverno-2010Detalhes de looks de Huis Clos, 2nd Floor, Lucas Nascimento e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para agregar valor e informação aos looks do próximo inverno, um grande mix de texturas entra em cena. O liso contracena com o áspero em vários momentos através de tricôs, aplicações, matelassados. Em alguns casos, os brilhos são usados em contraste aos opacos, num jogo de texturas que vai além do tato. Elas traduzem os avanços das tecnologias têxteis e também a atual vontade de miscigenação da moda.

BRILHO

brilhos-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch, Lucas Nascimento e Printing © Agência Fotosite

Lurex, paetês, lamês, medalhas, correntes e superfícies metalizadas trazem brilho ao inverno 2010. Do mini ao maxi: prepare-se para brilhar na estação mais fria do ano.

ARTESANATO

tricos-inverno-2010Maria Garcia, 2nd Floor, Fabia Bercsek, Osklen © Agência Fotosite

A mesma incerteza que turbina o militarismo no inverno também fez necessária a presença de roupas confortáveis e humanizadas. Neste contexto, os tricôs (de pontos largos, para ficar evidente que foram feitos à mão) ganham relevância.

ÉTNICO

etnico-inverno-2010Alexandre Herchcovitch, Triton, Isabela Capeto e Cantão © Agência Fotosite

Elementos étnicos, às vezes em releituras conemporâneas, ressurgem para resgatar valores históricos que parecem perdidos nos dias de hoje. Bordados, estampas e técnicas de tecelagem são os principais elementos que traduzem essa tendência.

CORRENTES

correntes-inverno-2010Cantão, Alexandre Herchcovitch e Fabia Bercsek © Agência Fotosite

A temporada de inverno no Brasil teve seus momentos altamente decorativos. Nestes desfiles as correntes aparecem com força total, substituindo as tachas que dominaram as duas últimas estações.

ZÍPERES

ziperes-inverno-2010Redley, Amapô e Carlota Joakina © Agência Fotosite

Para o inverno 2010 o zíper deixa de ser mero item funiconal e assume papel importante na decoração dos looks. Seja de forma evidente, seja como adorno – ele vem para dar forma e criar fendas sensuais nas roupas.

MUDANÇA DE FOCO

quadril-inverno-2010Andrea Marques, Maria Bonita Extra, Têca e Cori © Agência Fotosite

Os ombros marcados começam a perder relevância, dando lugar ao foco nos quadris. Calças com pregas e saias tulipa trazem volume à região, evidenciando a feminilidade da silhueta.

+ Veja todos os desfiles do SPFW inverno 2010

+ Veja todos os desfiles do Fashion Rio inverno 2010

Radar FFW: calças largas trazem informalidade ao inverno

22/01/2010

por | Moda

Quem foi que disse que brasileiro não tem vontade própria quando o assunto é moda? Enquanto as passarelas do resto do mundo apostam pesado nas calças de modelagem skinny, por aqui a coisa é diferente: os modelos do momento são largos e confortáveis.

calças-inverno-2010Calças de Huis Clos, Maria Bonita, FH e 2nd Floor © Agência Fotosite

Basta olhar as coleções desfiladas no Fashion Rio e agora no São Paulo Fashion Week. Com um pé fincado na alfaiataria, as calças ganham modelagens amplas, cavalos baixos e pregas (às vezes bem marcantes) que conferem volumetria desestruturada aos quadris.

Geralmente confeccionadas em tecidos mais “quentes” (como lãs e algodões espessos), essas calças são ideais para as temperaturas mais baixas. Ao mesmo tempo em que a modelagem soltinha permite mais ventilação, sendo assim adequada também para as inversões térmicas com as quais estamos acostumados no inverno tropical (de manhã é frio, de tarde e esquenta, depois esfria de novo). Sofisticadas e despretensiosas, as calças de alfaiataria ampla também adicionam informalidade ao look, quebrando assim a sobriedade que é tão comum nos invernos.

Cabeça-feita: a tricotagem absurda de Helen Rödel

21/01/2010

por | Gente

Se você reparou nas incríveis cabeças/máscaras no desfile da 2ndFloor, então guarde esse nome: Helen Rödel. A designer gaúcha, especializada em tricô e crochê, é pouco conhecida no Brasil, mas vem ganhando projeção internacional – recentemente, ela foi convidada para desfilar na semana de moda da Islândia. “Trabalho o crochê de maneiras diferentes, usando formas ajustadas, fios diferentes, com explosões de cores”, explica.

O portal FFW conversou com ela. Confira:

cabeçasAs cabeças de Helen Rödel no backstage do desfile da 2ndFloor: criadas em crochê, elas tem estrutura de arame por baixo e são feitas com fios naturais © Becky Maynes/FirstView

Como você começou a trabalhar com moda?
Sempre gostei de tricotar, minha mãe sempre fez crochê. Acho essa é a minha função no mundo. Comecei trabalhando com malharia retilínea, mas depois a coisa foi mudando. Montei uma marca e pouco depois um site (www.rodel-la.com/) para mostrar o meu portfólio.

Como foi o convite para fazer as cabeças da 2nd Floor? Quais referências foram apresentadas para esse trabalho?
A [stylist] Lelê Toniazzo me contou da inspiração do desfile, meio Sherlock Holmes, detetive, com muitos trench-coats. Ela me mostrou uma referência de um formando de moda francês da década de 1980 que fez uma cabeça de cavalo inteira num crochê muito tosco. Mas apesar de mal-feita, a estrutura era muito impressionante, ficava claro que era um cavalo.

353638À esquerda, a designer Helen Rödel. À direta, editorial com modelos da sua marca, a Rödel-La © Acervo FFW

Como essas cabeças foram construídas?
Fiz uma pesquisa enorme de imagens de corujas, morcegos e lobos. Imagine a complexidade da cabeça de um animal, eu não sabia nem por onde começar. As máscaras têm uma estrutura de arame por baixo e a ideia principal é que elas vistam muito bem o rosto. Usei o máximo de fios naturais em suas cores originais para dar essa aparência rústica. Tem lã de ovelha dos Pampas Gaúchos, lã de alpacas do Peru e mohair islandês.

Site oficial: rodel-la.com

Flickr: flickr.com/helenrodel

2nd Floor se inspira no jogo Detetive e desconstrói o trench

20/01/2010

por | Moda

Veja as fotos, leia a análise e assista ao desfile 2nd Floor inverno 2010.