Apostas brasileiras

Os fotógrafos, stylists e diretores de arte da nova geração

24/04/2012

por | Moda

©Andreia Tavares/FFW

Se o Brasil está “na moda”, como se diz pelo mundo, produzindo cada vez mais conteúdo e atraindo cada vez mais os olhos atentos de grandes personalidades da moda, da arte e do design, não é por acaso. Em feiras de design, desfiles internacionais, capas de discos pop, livros, fotografias e moda, a criação do nosso país é levado além mar, apreciado e reconhecido, criticado e aclamado.

O FFW foi conhecer os novos talentos brasileiros nas áreas de fotografia, direção de arte, styling, modelos e beleza, que tem se destacado e que serão os grandes profissionais de amanhã.

FOTOGRAFIA

Jonathan Wolpert, 19 anos, Recife, PE

©Jonathan Wolpert

Há quanto tempo atua na área:  Trabalho com fotografia de moda desde que completei 16 anos, então faz quatro anos.
Trabalhos mais marcantes:  Considero os meus trabalhos mais marcantes aqueles que pude liberar minhas idéias, como o Chá Macabro, os shootings que fiz com a Bruna Tenório  e o meu editorial mais recente (e um dos favoritos), o In Bloom, exclusivo para o Ben Trovato.
Novos projetos:
  Atualmente sou editor-chefe da revista online Brainstorm Mag e estamos caminhando pra nossa quarta edição, onde vou assinar a capa e o editorial principal. Também estou começando a viajar pra alguns lugares do Brasil para falar um pouco sobre meu trabalho e as técnicas que desenvolvi, já que nunca tive a oportunidade de fazer nenhum curso de fotografia.
Sonho de carreira:  Eu sonho em um dia fotografar grandes campanhas nacionais e internacionais e poder fotografar também a capa e recheio de grandes publicações nacionais, acredito muito no nosso país e na moda brasileira, não temos mais motivos pra achar nada nosso inferior, tudo que temos é de grande qualidade e as vezes até mesmo qualidade superior ao que vemos lá fora.
Inspirações e influências: Como ex-estudante de cinema, sou muito influenciado pelos filmes, desde o seu enredo até a fotografia em si. Diretores como Xavier Dolan, Christophe Honoré e Guillermo Del Toro me inspiram muito, assim como as músicas da Karin Dreijer (como The Knife ou Fever Ray).
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Meu trabalho se diferencia pelo fato de ter uma identidade um pouco obscura sem perder o tom jovem. Acho que minha “assinatura” nas fotografias é o uso de tons pretos fortes e uma atmosfera fria e jovem, atual.

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Twitter: @jonwolpert
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Site: www.jonathanwolpert.com

©Jonathan Wolpert

©Jonathan Wolpert

©Jonathan Wolpert

Ítalo Gaspar, 22 anos, Volta Redonda, RJ

©Ítalo Gaspar

Há quanto tempo trabalha: Trabalho a uns quatro anos, mas fotografando sozinho há apenas dois anos
Trabalhos mais marcantes:
 Tem vários, acho que sempre o último trabalho é o mais marcante, pois a cada novo trabalho tento melhorar e fazer algo diferente. Atualmente seria o editorial para “Coitus Magazine”, por ser uma revista que eu gosto muito e por ter sido o único fotógrafo brasileiro da ediçao. Fiquei muito feliz.
Sonho de carreira: 
Pode parecer clichê, mas é ter meu trabalho reconhecido e melhorar­ cada vez mais.
Inspirações e influências:
Há pouco tempo ganhei um livro do Mark Morrisroe de presente, depois disso começei a pesquisar mais sobre ele e tem sido um fotógrafo que tem me inspirado, o trabalho dele tem algo que eu gosto muito, que é o natural.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura? 
Os meus trabalhos são bem naturais, não gosto de nada muito plástico, gosto de mostrar o mais natural possível no modelo, mas ainda estou em busca de uma identidade, acho que esse é um processo muito longo.

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©Ítalo Gaspar

©Ítalo Gaspar

©Ítalo Gaspar

Michelle Rue, 26 anos, Suzano, SP

©Michelle Rue

Há quanto tempo trabalha:  Trabalhei uns quatro anos como assistente. Já fotografando sozinha não tem nem um ano
Trabalhos mais marcantes:  O próximo é sempre o mais marcante.
Novos projetos: Meus projetos atuais sao os meus ensaios que faço cada vez que consigo conciliar vida pessoal e tempo. Também tenho meus projetos a longo prazo: Quero fazer curtas que tenham estética de editorial de moda. Nao tem nada a ver com linguagem de making of ou de vídeos de publicidade de moda. São pequenos filmes com histórias mesmo, mas com um cuidado maior na estética.
Sonho de carreira:  Ter a possibilidade de imprimir o meu estilo nos meus trabalhos e ser reconhecida por isso.
Inspirações e influências: Cinema, histórias de vida, música.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Gosto de fotos com algum mistério, alguma historia por trás, não sei se minhas fotos tem isso…

Facebook: facebook.com/michelle.rue1
Tumblr: michellerue.tumblr.com

©Michelle Rue

©Michelle Rue

©Michelle Rue

Vitor Pickersgill, 25 anos, Sao Paulo, SP

©Vitor Pickersgill

Há quanto tempo trabalha:   Fiz quatro anos de assistência para o André Schiliró. Antes fui também assistente do Maurício Nahas, Pedro Dimitrow e Max Schendel. Estou solo há um ano.
Trabalhos mais marcantes:  Um dos trabalhos mais marcantes foi a capa do especial “ELLE Rio-à-Porter”, e  a última capa da “U Mag”.
Novos projetos:
  Tenho um projeto em que fotografo em cemitérios vários túmulos, que não tem muito a ver com fotografia de moda.
Sonho de carreira: Conseguir fazer sempre um trabalho melhor que o outro, e trabalhar muito.
Inspirações e influências: A música me influencia muito, é lá onde busco inspiração, assim como cinema. Tenho alguns fotógrafos que me influenciam, como Annie Leibovitz Nick Knight, Steven Klein, Terry Richardson, Juergen Teller… 
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
No meu trabalho gosto de misturar a sofisticação, mas sempre com simplicidade, procuro fazer uma luz mais sóbria sem muita invenção. Simples e ao mesmo tempo chique, e com personalidade. Acho que minha marca é sempre uma luz mais dura e contrastada, é o que eu acho que distingue o meu trabalho.

Facebook:  https://www.facebook.com/vitor.pickersgill
Tumblr: http://vitorpickersgill.tumblr.com/

©Vitor Pickersgill

©Vitor Pickersgill

©Vitor Pickersgill

Tavinho Costa (Luiz Otávio Ramos Costa), 31 anos, Florianópolis 

©Tavinho Costa

Há quanto tempo trabalha:  Há seis anos com moda e há quatro com fotografia. Comecei fazendo ilustrações para o Jum Nakao por um ano, depois vim para São Paulo e fiz direção de arte para moda em duas agências (Gas e PRCOM) só então fui trabalhar com fotografia como assistente do fotógrafo Jacques Dequeker por 4 anos. Deixei de fazer assistência pro Jacques em janeiro de 2012 e agora comecei minha carreira solo.
Trabalhos mais marcantes:  Em moda, fiz coisas legais com marcas como Triya e NK Store. Em projetos pessoais fiz um ensaio sobre a construção do metrô em SP e tenho um projeto chamado Faces, em que faço retratos não autorizados em diversas cidades do mundo.
Novos projetos:  Estou bem entusiasmado com o new aesthetic, um movimento que promove erros, corrompe artefatos digitais propositalmente. Já faz um tempo que queria experimentar e estou preparando um editorial que flerta bastante com isso.
Sonho de carreira:  Gosto muito de pensar que a longo prazo poderia participar de projetos tão bem estruturados e conduzidos como os que o fotógrafo Tim Walker participa, a metodologia ali, no meu ponto de vista, é especial.
Inspirações e influências: Helmut Newton, Gregory Crewdson, Nick Knight, Michel Gondry, William Gibson, Phillip K Dick, Sølve Sundsbø, e trabalhei recentemente com amigos em projetos diversos. Com o Del Reginato, diretor de cinema e que juntos já fomos indicados duas vezes ao VMB por clipes que fizemos. Com o Dimitre Lima, designer e precursor em programação aplicada nas artes gráficas e Rodrigo Ohtake, arquiteto, fizemos juntos uma exposição de fotografia 3D em arquitetura.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura? 
A multidisciplinaridade, tanto na pesquisa de pré-produção quanto na escolha de formato, técnica e meio. Também procuro sempre dar ênfase narrativa.

Facebook: facebook.com/tavinhocosta
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Flickr: flickr.com/tavinhocosta

©Tavinho Costa

©Tavinho Costa

©Tavinho Costa

DIREÇÃO DE ARTE

Romeu Silveira, 23, Itajaí, SC

©Romeu Silveira

Há quanto tempo trabalha: Há sete anos.
Trabalhos mais marcantes:  As colagens/intervenções que eu fiz a pedido da “Dazed & Confused” usando a edição de março da revista, os composites da agência Way para o inverno 2011, as colagens do projeto Pop Of The Trench da revista “Pop” com a Burberry, as colagens que fiz pro catálogo de Verão 2012 da Ellus, o editorial Summer Visitors que fiz para o FFW, a última edição da U+MAG… (N.R.: Romeu foi diretor de arte no FFW até fevereiro de 2012; é criador da revista virtual U+Mag)
Novos projetos: A nova edição da U+MAG que sai em maio, colagens para a edição comemorativa de uma revista francesa, e a L’Officiel Brasil, onde sou consultor criativo.
Sonho de carreira: Continuar trabalhando, sempre.
Inspirações e influências: Neville Brody, Peter Saville, Giovanni Bianco, Fabien Baron, George Lois, M/M Paris, Bea Feitler, revistas antigas, livros, fanzines (sou apaixonado), filmes antigos, capas de discos…
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Acho que muita gente conhece meu trabalho pelas colagens, às vezes pelo uso exagerado de fontes, pela sobreposição de imagens, pelos layouts sem cores.

Sites: frombrazilwithlovestudio.com / umagmag.com
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Gabriel Finotti, 22 anos, Uberlândia, MG

©Gabriel Finotti

Há quanto tempo trabalha: Há três anos.
Trabalhos mais marcantes: Meu trabalho de graduação, Praia Urbana; Festa Decadance, uma festa de rock e de outros géneros musicais que flertam com o rock, que existe desde maio de 2010 e hoje já está na edição 93. Meu primeiro e único trabalho como designer gráfico, na “Mojo”, onde trabalho há um ano.
Novos projetos: Sometimes Always, um projeto multidisciplinar de conteúdo “home made” que envolve de forma criativa temas abrangentes como arte, estilo, música, design e arquitetura. O Sometimes Always se divide em site, atualizado todos os dias, e revista, editada quadrimestralmente com o resumo do que foi publicado online, mas de forma mais aprofundada.
Sonho de carreira: Ter um estúdio atuante em diversas áreas, entre elas design gráfico, arquitetura, música e edição de impressos.
Inspirações e influências: Livros, revistas e zines principalmente. Boa arquitetura, música. Na verdade, qualquer trabalho bem feito, sério e que partilhe das mesmas crenças e anseios que os meus.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura? 
Meu trabalho se distingue pela sinceridade e por uma parcialidade direta. Sou transparente em relação aquilo que gosto e aquilo que não gosto, tento ser fiel aos meus desejos e à minha angústia. É uma resposta ao que me incomoda e que eu acho que poderia ser diferente. Minha marca se resume em falar e fazer coisas comuns a todos só que por uma ótica parcial da minha geração.

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©Gabriel O. Garcia

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  Renato Machry, 28 anos, Florianópolis, SC

©Renato Machry

Há quanto tempo trabalha: Há sete anos.
Trabalhos mais marcantes:
  Trabalhar no início do projeto do livro da Kate Moss que ainda não foi lançado. Trabalhar com Sebastian Kim e Gisele Bündchen em um mesmo set para a campanha de C&A. Fazer parte da equipe de criação do filme do Dia dos Namorados para a C&A.
Novos projetos:
  A nova campanha do shopping Cidade Jardim para 2012, e o filme de namorados da C&A deste ano, que têm tudo para serem  grandes sucessos.
Sonho de carreira: 
Ser um profissional melhor e mais relevante, a cada trabalho, a cada semestre, a cada ano.
Inspirações e influências:
Brian De Palma, W. Hill, David Cronenberg, Michelangelo Antonioni, Clint Eastwood, Nano Moretti…
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Sou uma pessoa muito focada e obstinada, vou à luta, planejo, corro atrás, faço de tudo para as coisas acontecerem. Acredito que um diretor de arte precisa ter isso no sangue pra poder acontecer. Não me acomodo, nunca fico 100% contente, nunca está bom, sempre pode ser melhor, esse sou eu. Busco o diferente, o sensível, o aspiracional, o impactante, o que tem qualidade. Prezo pela trabalho em equipe, pelo sentimento de amizade, pela serenidade e pelo conhecimento.

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©Sebastian Kim

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Ally Fukumoto, 26 anos, Jacarezinho, PR

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 Há quanto tempo trabalha:  Desde 2010. Antes disso, fiz uns cursos na Escola São Paulo com foco em moda. A partir desses cursos conheci o o stylist Vinicius Ienzura, que trabalhava na “Vogue” e me chamou para trabalhar com ele e com o editor de moda da revista, Giovanni Frasson, para fazer produção de moda. Hoje estou no estúdio da Roberta Cardoso, onde realmente me encontrei e faço toda a parte de design gráfico para moda. Faço as artes da Ellus, 2nd Floor, Zeferino, Cris Barros, Jo de Mer e Jack Vartanian.
Trabalhos mais marcantes:  Uma produção de moda que fiz para a “Vogue”, sempre foi um sonho. Trabalhei na parte de produção de moda e não direção de arte, mas foi ótimo porque sempre tive um fascínio pela revista, desde pequeno que comprava as edições gringas.
Novos projetos:  Tou montando uma revista com uma amiga, chamada “Moonmadness” (sem site ainda). Queremos conectar pessoas novas, jovens que queiram mostrar o seu trabalho. Vai ser revista impressa e online.  Mas uma revista mais experimental, sem publicidade nem nada.
Sonho de carreira: Gostaria de ser reconhecido e ter uma personalidade de trabalho. As pessoas olharem e saberem que é meu.
Inspirações e influências: 
A forma do triângulo, sempre entra como inspiração muito forte. Acho muito bonita e perfeita. As proporções, o movimento do corpo. Tem uma origem japonesa que também me inspira, como o preciosismo manual. Em termos de artistas, gosto muito do Keith Haring, que usa a técnica da multiplicação para criar “multidão”.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura? 
Procuro misturar várias referencias. Quando é com texto gosto de misturar várias línguas, gosto de mistura de cores e texturas. Mistura mesmo. Gosto muito de formas geométricas.

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Site: allyfukumoto.com
Pinterest:  @allyfukumoto

©Felipe Gachido

©Jacques Dequeker

©Juliana Knobel

STYLING

Vinicius Ienzura, 30 anos, Brasília, DF

©Tavinho Costa

Há quanto tempo trabalha:  Há seis anos.
Trabalhos mais marcantes:  Quando trabalhei com a Gisele Bundchen pela primeira vez. Na época trabalhava como produtor de moda. Fiz fotos para a Vogue duas vezes e fiz a campanha da Vivara tbm como produtor de moda. e também quando tive a sorte de trabalhar com pessoas de grande talento, como meu ex-chefe, o stylist Daniel Ueda, a quem sou muito grato.
Novos projetos:  Construir minha carreira solo com o pé no chão, paciência e com a mesma vontade quando cheguei em São Paulo há seis anos.
Sonho de carreira:  Ter meu trabalho reconhecido por pessoas que sempre respeitei e admirei.
Inspirações e influências: Família, amigos e viagens
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Qualidade, estudo, esforço e muita dedicação.

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©Juliana Knobel

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Henrique Tank, 27 anos, Limeira, SP

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Há quanto tempo trabalha:  Comecei a trabalhar como produtor de moda há uns seis anos. Como stylist, trabalho há pouco mais de três.
Trabalhos mais marcantes: Na verdade, o trabalho mais marcante que fiz não foi como stylist e sim como assistente de styling da Renata Correa, profissional cujo trabalho admiro muito. Foi a campanha da Vivara com os fotógrafos Mert Alas et Marcus Piggott .
Novos projetos: O último projeto que realizei foi a campanha de inverno 2012 da Vish!, marca de Luiz Wachelke e Andreia Schmidt Passos. É muito gratificante, eles dao muita liberdade a equipe para conceber a imagem de moda das campanhas.
Sonho de carreira: Meu atual sonho é ser reconhecido como stylist no mercado nacional, para no futuro, me arriscar internacionalmente.
Inspirações e influências: Música e cinema são grandes fontes de inspiração. A Carine Roitfeld, Grace Codington e Alex White são fortes influências.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?
Tenho uma preocupação com o todo da imagem. Não me atenho apenas à parte das roupas. Acho que o que torna uma imagem de moda forte é a maneira como as partes são amarradas. Quando digo partes, me refiro a direção de arte, a fotografia (luz, acting, atmosfera) a beleza, a edição de moda em si. Por isso procuro fazer parte de todo o processo. Considero meu trabalho minimalista. Sempre há uma preocupação com a simetria e com a geometria das peças (minha atual paixão). Procuro trazer um ar sofisticado para o que faço.

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  Igi Ayedun, 21 anos, São Paulo, SP

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Há quanto tempo trabalha: Meu primeiro envolvimento com moda foi há oito anos, mas há seis anos comecei a atuar profissionalmente assinando as minhas primeiras produções, reportagens e etc.
Trabalhos mais marcantes:
O mais marcante foi o primeiro, a minha primeira página de stills na revista “Capricho”. Nunca vou esquecer! Depois, um editorial para a “L’Officiel” brasileira que eu produzi e que me fez chorar durante o set por achar aquilo lindo demais. Meu primeiro ensaio como stylist feito de madrugada com o Vitor Pickersgill, com sobra de produção dos meus ex-chefes. A época em que tinha foto todos os dias, só porque amávamos o que fazíamos e nos juntávamos com um friozinho na barriga para ver as modelos chegando, como a Cris Hermann, a Paula Zago, a Vivi Orth, a Micheli Provensi, a Drielly Oliveira, a Malu Bortholini… Passávamos a noite inteira fotografando. Tinha o Henrique Tank, o Hugo Toni e o Dudu+Mendez. Todas as minhas capas de “U+MAG”. Meus shootings para o FFW durante o Fashion Rio verão2012. E o último, minha primeira capa de um suplemento da “Elle”  - abri um sorriso de orelha a orelha quando vi a revista.
Novos projetos:
Não sei, é tudo muito súbito hoje em dia, né? De repente eu posso dormir e acordar com um milhão! Mas – de qualquer forma – meus projetos estão mais pessoais, agora.
Sonho de carreira:
Atingir as pessoas, despertar emoções, sensações. Provocar identificações, indagações… Não preciso nem ver e nem saber, mas seria legal se simplesmente o fizesse.
Inspirações e influências:
Cor de olho+pupila+pele+cor da gengiva+ cabelo, a forma como as pessoas se movem também – acho que tudo começa aí, depois vão surgindo as outras coisas – e uma mulher que se chama Dulce.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura?  Tenho uns signos presentes em quase todas as fotos que participo, mas isso tem mais a ver com vícios do que com assinaturas, registros, direitos e etc. Ainda é preciso me conhecer para me sentir presente.

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BELEZA

Helder Rodrigues, 24anos, Pouso Alegre, MG

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Há quanto tempo trabalha: Nove temporadas como assistente e oito meses em carreira solo.
Trabalhos mais marcantes: Editoriais nas principais revistas de moda: “Elle”, “Harper´s Bazaar”, “Marie Claire”, “Vogue”. Campanhas das marcas Fit, 2ndfloor, D’arouche, Cori, Giuliana Romano, Cantão. Desfiles: Andrea Marques, Huis Clos e Melk Z-Da.
Sonho de carreira: Sinceramente, não tenho sonho de carreira. Digo que seria uma realização, talvez, ver meu trabalho impresso em revistas como “Purple”, “LOVE”, “POP”, “i-D”, “Vogue Francesa”. E respirar arte nas ruas, pelo mundo!
Inspirações e influências: Meu trabalho tem influências orientais, no renascentismo, nas décadas de 50, 80 e 90. Minhas inspirações vêm de ícones como David Bowie, Leigh Bowery, Antony Hegarty; dos estilistas Yves Saint Laurent e Rei Kawakubo; de fotógrafos como Sanja Ivekovic e David Sims e de mulheres como Loulou de La Falaiase e Iris Apfel.
O que distingue seu trabalho? Qual é a sua assinatura? O perfeito acabamento. Na maquiagem: pele leve e texturas. No cabelo: diferentes texturas e formas.

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MODELOS

Thairine Garcia, 14 anos, Barão de Antonina, SP

©Way Model Management

Há quanto tempo trabalha: Um ano e quatro meses.
Trabalhos mais marcantes: A recente capa da “Vogue Italia”, por Steven Meisel, e as capas das edições brasileiras de “Elle”, “Harper’s Bazaar” e “Marie Claire”.
Novos projetos:  Um curso de inglês! Estou fazendo aulas particulares.
Sonho de carreira: Ser reconhecida pelo meu trabalho e fazer as melhores revistas e campanhas.
Inspirações e influências: Pessoalmente, minha mãe é uma grande inspiração. Ela sempre se preocupou em nos dar (a mim e ao meu irmão) tudo de melhor, se esforçando e trabalhando pra isso.
O que distingue seu trabalho? As pessoas com as quais trabalho costumam dizer que sou versátil, camaleoa.

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©Zee Nunes

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Carolina Thaler, 20 anos, Lajes, SC

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Há quanto tempo trabalha: Há cinco anos.
Trabalhos mais marcantes:  A última temporada internacional, em que desfilei para Dior, Prada, Gucci, Dolce & Gabbana, entre outros.
Sonho de carreira:  Fotografar várias campanhas internacionais.
Inspirações e influências: Minha família.
O que distingue seu trabalho? Sou determinada e objetiva. Gosto muito do que faço.
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©Gui Paganini

 Tayane Leão, 17 anos, Parauapebas, PA

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Há quanto tempo trabalha:  Há três anos.
Trabalhos mais marcantes:  Os desfiles da Gucci e Givenchy. As campanhas de Diane Von Furstenberg e da Gucci óculos.
Novos projetos:  Fortalecer a minha imagem no mercado internacional.
Sonho de carreira:  Fotografar a campanha da Chanel.
Inspirações e influências: Minha mãe.
O que distingue seu trabalho? Gosto do meu trabalho e procuro sempre estar de bem com a vida.

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Mariane Fassarella, 20 anos, Vitória , ES

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Há quanto tempo trabalha:  Há dois anos.
Trabalhos mais marcantes:  As primeira coleções que desfilei e os recordes de desfiles, ano passado, entre São Paulo e Rio de Janeiro. E também com certeza, a exclusividade mundial para Givenchy com o Riccardo Tisci.
Novos projetos:  Trabalhar agora este lado pós-temporada e galgar o máximo de imagem e desempenho para conquistar novos clientes e me posicionar no mercado, aprendendo a cada dia e olhando os projetos que chegam como grandes oportunidades.
Sonho de carreira:  Estar estabilizada, conquistar o máximo de cultura possível de cada lugar.
Inspirações e influências: Gisele, Isabelli Fontana, Izabel Goulart, Raica e Renata Kuerten… cada uma tem uma beleza e particularidade que me inspira.
O que distingue seu trabalho? Já disseram que tenho um ar europeu misturado com sensos mais “masculinos”, acho que meu olhar fixo e minha postura na passarela me ajudam a conquistar os clientes e a segurar as “criações”. Tento aprender ao máximo para estar entre as melhores em breve.


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Diego Fragoso, 21 anos, Maceió, AL

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Há quanto tempo trabalha: Há três anos.
Trabalhos mais marcantes:  Campanha  e filme da Giorgio Armani e o desfile da Givenchy.
Novos projetos:  Trabalhar muito no mercado internacional. Neste momento estou focado em Milão.
Sonho de carreira:  Ganhar dinheiro e ter o meu próprio negócio.
Inspirações e influências: Meu filho e meu pai.
O que distingue seu trabalho?  Sou profissional, atento e sempre disposto a aprender mais.

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Fabricio Bach, 17 anos, Curitiba, SC

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Há quanto tempo trabalha: Há dois anos.
Trabalhos mais marcantes:  Fotografar para revista “Made In Brazil” e para a campanha da TNG.
Novos projetos:  Viajar para Nova York novamente e trabalhar em Londres e Tóquio.
Sonho de carreira:  Ser o melhor modelo do mundo.
Inspirações e influências: Acho bacana o estilo como o modelo Francisco Lachowisk fotografa.
O que distingue seu trabalho? Sou uma pessoa organizada e focada no meu trabalho. Sou avesso a baladas e amo a minha profissão.

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Twitter: @fabriciobach

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Faça você mesmo

Celebridades mostram que cuidar da sua própria beleza não é tão complicado assim

24/04/2012

por | Beleza

©Marilyn Minter/Reprodução

Quando pensamos em artistas de cinema, estrelas da música ou membros da realeza, sempre imaginamos um séquito de maquiadores e cabeleireiros disponíveis a qualquer momento, treinados para deixa-los em sua mais vibrante e bela aparência. Mas não. Muitos dos cabelos invejáveis, por exemplo, são manipulados pelas próprias mãos das celebridades. O site Bellasugar listou algumas das beldades que não têm medo na hora de “por a mão na massa”:

Kate Middleton

©Reprodução

Kate Middleton é uma autodidata ousada: Não só faz a sua própria maquiagem, como o fez no dia em que casou com um dos jovens mais cobiçados do mundo. Mark Niemierko, seu cerimonialista, contou dias depois, que Kate teve três lições com a maquiadora Arabella Preston e com isso, sentiu-se pronta para a tarefa.

Michelle Obama

©Reprodução

Uma das mais recentes referências de moda, a primeira dama dos Estados Unidos também se vira sozinha. A sua amiga maquiadora Ingrid Grimes-Myles revelou à “Chicago Magazine” que ensinou Michelle a fazer um make para televisão e para fotos básica e, desde então, ela faz sozinha. “Com a agenda que ela tem seria impossível ter uma maquiadora para cada evento”, confessa Ingrid.

Kate Winslet

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A eterna estrela de “Titanic” não tem frescura no momento de fazer a sua maquiagem. E ainda dá alguns conselhos: “Misturar duas cores de base faz muita diferença. Nunca uso muito pó compacto, só nas áreas que necessitam”.

Lucy Liu

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A atriz carrega sempre dois tipos de delineador: um líquido para usar em cima do olho e outro em lápis para dentro do olho. “Mas nunca uso o lápis, a menos que vá sair. Se colocar o delineador líquido em cima durante o dia e à noite acrescentar lápis no interior do olho, dá uma super melhorada e uma aparência mais glamourosa”.

Natasha Poly

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Como modelo de sucesso que é, Natasha já esteve sentada muitas vezes na cadeira de maquiagem e aproveitou para aprender algumas coisas. Na foto, Natasha não só fez sozinha o olho maravilhoso como também deu à sua cabeleireira um conceito pronto de como iria querer o seu penteado.

Olivia Palermo

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A socialite Olivia Palermo é fã assumida de DIY (Do It Yourself – Faça você mesmo). Para transformar a sua maquiagem do dia para a noite, ela confessou ao site FabSugar: “junto um pouco de delineador e escureço a minha sombra”. Em relação à cor de seus lábios Olivia, revela um segredo: “Normalmente não uso nada nos lábios. Gosto da minha cor natural e ainda não encontrei nenhuma outra que goste mais”.

Taylor Swift

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O maquiador da jovem cantora country disse ao site Fashionista que fica impressionado com a rapidez e precisão com que Taylor faz o seu olho gatinho. O segredo? “Prática, prática, prática”, confessa.

Gwen Stefani

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Gwen foi uma das pioneiras na utilização de batom vermelho em qualquer situação do dia ou da noite. “Lembro-me da minha maquiagem no primeiro álbum do No Doubt, achei muito feia. Foi das piores maquiagens. Desde então faço a minha própria maquiagem porque acho que mais ninguém sabe fazer.”

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Caiu na rede…

Profissão tuiteiro: será que isso existe?

24/04/2012

por | Techno

Será que o tuiteiro pode ser considerado profissão? ©Reprodução

Em março deste ano o Twitter completou seis anos de existência. Hoje é o oitavo website mais acessado do mundo, com a medalha de prata nas redes sociais, perdendo somente para o Facebook. São mais de 140 milhões de usuários – cerca de 33 milhões são brasileiros – produzindo diariamente 340 milhões de tweets e realizando 1.6 bilhão de pesquisas em sua ferramenta de busca. Tudo isso construído em cima do minimalismo de se expressar usando apenas 140 caracteres. No entanto, como está escrito na descrição do próprio site, “não deixe o pequeno tamanho te enganar”.

No Brasil, o perfil dos usuários mais influentes vai de jogadores de futebol a fotógrafos, fashionistas a ex-BBBs, estilistas a humoristas e, é claro, marcas e produtos. Com um número de seguidores na casa dos milhões, um simples tweet de 140 caracteres atinge outras proporções; e visibilidade é dinheiro. Rafinha Bastos (@rafinhabastos) disse em entrevista ao site Wired.com, em março de 2011, que já chegou a ganhar US$ 4 mil por um único tweet. Na época, uma pesquisa do Twitalyzer apontou que o twitter do humorista brasileiro era o mais influente do mundo. O indicativo analisou não somente o número de seguidores, mas também o número de vezes que o perfil era mencionado por outros usuários.

No entanto, um dos vários fatores que diferem o twitter – ou talvez a internet em si – de qualquer outro ambiente com visibilidade é o surgimento de celebridades da web, sejam elas reais ou personagens. É o caso de perfis como @Katylene, @Cleycianne, @OCriador, @pedreiro_online, @HugoGloss e @pecesiqueira. Tão diferentes em termos de origem, conteúdo, tamanho e proposta, estes twitters representam alguns dos inúmeros perfis que são capazes de fazer – e fazem – dinheiro por sua influência, sendo que alguns deles têm isto como principal fonte de renda e consideram o meio um instrumento de trabalho. Mas tuiteiro é profissão? “O tuiteiro apenas presta serviços emprestando sua imagem, credibilidade e, em muitos casos, capacidade criativa para a marca contratante”, explica Pablo Sanchez (@negobao), gerente de projetos em mídias digitais, que complementa dizendo que “o Twitter é só mais um ambiente”. Já o dono de um perfil com quase 1 milhão de seguidores pensa que “o twitter dá dinheiro hoje em dia porque as marcas pensam que fazer um tweet pago é relacionamento online e marketing de vanguarda. Não é.”, diz. Além disso, chegou até a ressaltar o ponto de que a maior parte dos negócios realizados são ilegais, já que são poucos os tuiteiros que possuem empresa e emitem notas fiscais pelos serviços prestados.

Top 10 + seguidos do Brasil: apesar de estudos apontarem que o número de seguidores não é a melhor maneira de medir influência, os números ainda impressionam – Imagem tirada do TweetRank

No ponto do valor de um tweet ou campanha, também não há nada regulamentado. Beto Siqueira (@betosiqueira), irmão de PC Siqueira (@pecesiqueira), comenta que “se você não tem um bom agente que possa negociar e saber quanto cobrar profissionalmente, nada acontece. Troca-se tweets por produtos, contatos, mas o valor real nunca é pago”. Mas quanto vale um tweet? Pablo Sanchez acredita que o mercado ainda está assimilando as mídias digitais. “Quanto vale uma divulgação de uma pessoa bonita com dois mil seguidores de interesses variados? E quanto vale a de um conhecido profissional com o mesmo número de seguidores, mas especializado em um segmento? É preciso fazer uma investigação prévia. Isso significa examinar cuidadosamente o público-alvo do prestador de serviços.”

Outra dúvida interessante também pode ser levantada sobre o assunto. Como estas pessoas conseguiram tanta influência? Tirando o fato de algumas delas terem o twitter aliado a blogs ou vídeos que fizeram sucesso, ou mesmo à sua própria figura pública, a conquista de uma voz forte no twitter é uma questão de sorte ou visão? O nosso perfil anônimo de 1 milhão de seguidores comenta que entrou no twitter por curiosidade de saber como a ferramenta funcionava. “Criei o perfil porque queria fazer uma gracinha na internet. (…) continua sendo uma brincadeira, mas que agora dá dinheiro”. Já Beto Siqueira diz que fez o twitter assim que ele surgiu, “totalmente por diversão, e as pessoas passaram a seguir e comentar o que eu falava. (…) Mas desde que notei que muitas pessoas me seguiam, comecei a ‘cultivar’ esses seguidores soltando mais tweets, interagindo, lendo e retuitando coisas engraçadas que me escreviam, principalmente sendo impertinente; quanto mais impertinente, mais as pessoas gostam”. Pablo fecha o assunto dizendo que “cada rede social, ou site de relacionamento, tem seus recursos de interação. É necessário talento para percebê-los e conhecimentos específicos para conquistar audiência e mantê-la interessada. Então não se trata apenas de sorte.”

Sorte ou visão, o fato é que o Twitter, enquanto ambiente de publicidade, é um dos principais meios para se realizar campanhas online, sendo indispensável para qualquer marca ou produto. O que vocês acham a respeito?

Entrevista Amapô

“Ou você tem sensibilidade ou vai fazer outra coisa da vida”

23/04/2012

por | Moda

Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô ©Sarah Lee

Continuando nossa série de entrevistões com personagens da moda brasileira (relembre as matérias com Jack Vartanian, Neon, Juliana Jabour e Têca), Carô Gold e Pitty Taliani, estilistas da Amapô, gentilmente receberam o FFW em seu atelier no Bom Retiro, em São Paulo, para uma conversa franca sobre moda, negócios e vocação. Leia abaixo:

Como vocês se conheceram e como começou a marca?

Carô: Eu nem sei muito bem; eu fazia produção de figurino, e a Pitty fazia camisetas. Mas a gente se identificou com o jeito de se vestir, mais ou menos assim.

Pitty: A gente se conheceu na casa do Dudu [Bertholini].

Carô: E eu estava nessas andanças de figurinista na rua 25 [de março] e achei uma loja de tecidos mega antigos, super 80, umas estampas absurdas, e falei: ‘Nossa, Pitty, achei uns tecidos incríveis, vamos fazer roupa!’. E ela: ‘Ah, vamos!’. Daí a gente começou. Não tem uma grande história.

Pitty: Não foi nada sonhado, nada pensado. Em nenhum momento foi assim: ‘Vamos fazer uma marca de roupa?’. A gente não teve essa conversa, o negócio foi acontecendo naturalmente sem querer. Como é o que acontece com tudo na nossa vida mesmo; a gente nunca senta e para e traça objetivos, é tudo natural.

Carô: A primeira coleção assinando Amapô que a gente fez foi pra loja Fuxique, da Aninha Strumpf, com uns tecidos antigos da Formatex. Na época existia o HotSpot, que era uma plataforma super legal [este ano o HotSpot foi reformulado e relançado; saiba tudo aqui], e a gente já quis fazer desfile, fomos lá e apresentamos o projeto. A Amapô começou com desfile; foi a primeira coisa que fizemos. Depois é que fomos ver se a gente queria fazer roupinha pra vender ou não. Então a gente tinha a Amapô, fazia desfile, mas eu continuava trabalhando como figurinista e a Pitty continuou fazendo as coisas dela. Demorou uns três anos até a gente decidir ‘vamos fazer mesmo’.

Como uma das poucas marcas sobreviventes da sua geração: por que é tão difícil se manter no mercado de moda?

Pitty: São vários fatores.

Carô: Olha, eu não sei te dizer o que é complicado; eu sei te dizer por que a gente conseguiu sobreviver. Talvez a Pitty não fique feliz com o que eu vou falar agora, mas ela tem uma família que trabalha no ramo da confecção há muitos anos (são donos da marca Vício). Sempre recebemos muito respaldo da família dela, muita ajuda, estrutural e de ensinamento. Muito do que a gente segurou a onda foi por causa da família dela, porque tivemos ajuda do pai, da mãe, da família inteira que para uma semana antes do desfile e a empresa inteira vira Amapô… E também tem a minha família, que não tem nada a ver com moda, mas sempre nos apoiaram muito.

Pitty: Tinha isso, mas mais do que tudo, eram pessoas que estavam ao nosso lado o tempo inteiro, acreditando na gente.

Carô: A gente teve facilidades muito práticas, do tipo: ‘Ah, a nossa produção é pequena, mas estão fazendo a produção da Vício, então encaixa a da Amapô aí no meio’. Isso é uma coisa que é muito difícil pra quem não tem essa facilidade, porque você não consegue mão de obra pra fazer a sua roupa. Hoje em dia a gente já está mais independente, mas no começo, se não tivesse isso, eu não sei como seria, porque é… é uma bosta. Você não consegue fazer produção pequena, não consegue comprar tecido, não consegue nada. E a gente foi indo nos braços da Vício. Então esse é um dos motivos pelos quais a gente conseguiu sobreviver.

Pitty: Já pensamos várias vezes em desistir. Do mesmo jeito que a gente fica sonhando várias vezes, acho que é natural. Porque na boa, a gente não ganha dinheiro, a gente consegue sobreviver, mas as coisas não sobram, sabe?

Carô: A impressão que eu tenho é que o negócio de moda, pra ele começar e dar certo, tem que ter um investimento inicial muito grande. Não dá pra ser que nem a gente que fica achando: ‘Vamos começar, vamos fazer desfile, que legal, vamos fazer mais um; aí vendeu um pouquinho, ah que legal; aí não vendeu nada, ai que merda. Aí vendeu mais um pouco, legal, aí vendeu mais um pouco… aí não vendeu nada’. Você tem que ter o capital de giro, o investimento — é o que eu sinto que, comercialmente, falta pra gente. Precisava ter uma granona pra falar ‘vamos abrir uma loja com investimento de marketing, um baita estoque, uma coleção incrível, um preço bacana. Estamos vivendo isso muito forte agora, essa busca do que seria melhor fazer pra tentar continuar o negócio.

Assista ao primeiro desfile da Amapô, no Amni Hot Spot:

Vocês já pensaram em se associar a um grande grupo?

Carô: Não pensamos muito nisso não.

Pitty: Quer dizer, a gente não sabe, na verdade… Isso é meio relativo. É claro que se alguém bater na minha porta e falar ‘eu quero investir no seu negócio’, é maravilhoso, quem não quer isso? É exatamente o que falta pra gente.

Carô: Eu tenho um pouco de medo dessa coisa de vender a marca.

Pitty: Talvez esse tipo de coisa não caiba muito na Amapô, a gente não sabe, nunca tivemos uma proposta.

Carô: O meu ideal de vida seria assim: tenho uma amiga bem rica que fala ‘vou fazer um investimento’. Eu quero uma sócia, que seja que nem eu, mas que tenha o dinheiro.

Pitty: A verdade é que como nunca aconteceu, a gente não sabe. Ficamos presas, não sabemos fazer outra coisa além do que a gente faz. Vamos fazendo do jeitinho que sabemos fazer, devagarzinho, uma coisinha aqui, outra ali, mas nada muito concreto, que tenha um resultado, que venda mesmo.

Como funciona a estruturação da marca? Quem faz o quê?

Carô: Eu sou mais responsável pela parte administrativa e contabilidade, e a Pitty é mais responsável pela parte de produção da roupa.

Pitty: A gente é 100% envolvida, mesmo porque a empresa é bem pequena. Precisamos saber o que está acontecendo em todos os lugares.

Vocês sentem que estão melhorando comercialmente?

Carô e Pitty: Não.

Carô: A gente está estacionado há muito tempo. Essa ilusão da grande venda de atacado não acontece. Já tive muita esperança, já investimos muito: showroom pequeno, showroom grande, showroom de graça, showroom pagando, showroom pagando muito — já fizemos de tudo e eu percebi que não é assim. Hoje em dia tenho o meu ponto de venda em São Paulo que é a Surface to Air, que é uma loja que tem mais conceito, que tem a preocupação de apresentar o produto ao cliente, e temos, vamos dizer assim, mais cinco ‘Surfaces’ pelo Brasil. Porque são clientes que compram bonitinho, mas compram sempre a mesma coisa, mas… não cresce. Não consigo ter mais clientes.

E quanto ao mercado internacional? Vocês exportavam, por que não deu certo?

Carô: A nossa experiência com exportação foi o seguinte: claro que era num momento em que o dólar estava mais favorável, mas mesmo assim a nossa roupa fica cara e, principalmente, a gente não tem controle de qualidade pra exportar. Tivemos muito problema com defeitos, coisa que aqui passa batido, e pra exportar não dá, porque eles verificam tudo, principalmente no jeans. Agora está completamente impraticável por conta do dólar, é muito caro. Não vale a pena, é muito trabalho pra nada. Já fiz um mostruário inteiro pro Japão, porque ela falava ‘eu adoro a sua coleção comercial daqui, mas eu queria um pouco mais de loucura’. Aí falei ‘puta, agora vai ser DEMAIS!’. Aí fiz os desenhos, mandei pra ela, ela aprovava tudo, fiz o mostruário inteiro, e não deu certo. O custo é muito alto.

Pitty: Se você não tem uma estrutura pra segurar a onda… não dá. A gente chegava a fazer várias coleções só por conta da exportação, nunca parava de produzir, o tempo inteiro, não tem jeito. Ficamos meio com preguiça também. A gente acabava trabalhando muito com um retorno que não justificava, aí você desencana mesmo.

Há uma diferença muito grande entre o que é desfilado e o que chega à lojas?

Carô: Na nossa marca tem. Há um bom tempo a gente já resolveu isso bem resolvidinho na nossa cabeça que o desfile é o momento em que vamos nos divertir e fazer o que queremos sem nos preocupar com vendas. Aqui no Brasil o desfile é uma coisa e a venda é completamente outra. Não adianta você fazer um desfile de um milhão de reais, que você não vai vender um milhão de reais. Você tem que fazer um desfile de um milhão de reais e ter mais um milhão pra investir na ação de venda do seu produto. Estamos entre os 10 desfiles mais elogiados das temporadas, mas não adianta.

Desfile Amapô no SPFW Inverno 2012 ©Zé Takahashi / Agência Fotosite

Vocês sempre acompanham as críticas dos seus desfiles?

Carô: Claro!

Pitty: A gente lê. Os críticos de moda também precisam de espaços novos, é como a gente. As coisas têm que evoluir. Mas a gente lê, aprendemos muito, rimos muito. Achamos piada na maioria das vezes. Porque uma coisa é fato: se você não está dentro da minha cabeça, ou se não está fazendo parte de alguma maneira disso, você nunca vai saber o que eu realmente quero dizer com aquilo. E fazer uma crítica de moda depois de sair de um desfile, pra escrever sobre uma coisa que você acabou de ver, depois de já ter visto 10 outros desfiles… sei lá, eu acho fora do normal. Porque o que a gente faz é produto? É produto, mas é arte. Não tem como você falar disso sem ter uma absorção.

Carô: Cada vez estamos menos preocupadas em explicar o que fazemos. Tem gente que olha e fala ‘ai, desfile de moda, não tem nada a ver com arte’, mas foda-se, mas pra mim é. É o momento em que eu faço qualquer coisa que eu quero, que nem acredito que aquilo vai dar certo, e dá; me divirto, me relaciono com os meus modelistas, fico aqui enfurnada, é maravilhoso pra gente, é o momento da vida em que a gente se diverte. É muito difícil explicar por que fizemos um vestido daquele jeito. Eu vi outro dia um documentário do [Oscar] Niemeyer, e ele falou uma coisa sensacional: ‘Explicar o que você está fazendo é a coisa mais medíocre que existe. Por que eu fiz a coluna assim? Não tem explicação. E eu tive que explicar pra jornalista e me senti um medíocre, porque não tem mesmo’. E é essa a sensação, quando vem alguém me entrevistar e pergunta: ‘Qual é o tema, por que você fez assim?’. Por quê? Não tem explicação.

Pitty: Ou você tem sensibilidade nessa vida ou você não tem, e vai fazer outra coisa. O sentimento é inexplicável, e o que estamos fazendo tem muito sentimento, muita vontade. Nosso processo criativo é um pouco diferente. Algumas vezes a gente até já se surpreendeu com pessoas, e quando acontece isso é muito legal, tipo ‘nossa, consegui tocar alguém, ela realmente entendeu’. Mas mesmo quem entendeu dessa vez pode não entender da próxima. E os críticos no Brasil, eu tenho a impressão de que vai muito do gosto pessoal. E aí fica difícil. Você, que está criticando o meu desfile, tem 50 anos de idade. Eu não faço roupa pra você, e nem tenho a pretensão de fazer. Eu gostaria que você respeitasse o meu trabalho, porque estou trabalhando do mesmo jeito que você e que todo mundo. Batalhando, às vezes até muito mais, porque dentro do SPFW a gente é a marca que tem menos estrutura, menos grana mesmo, e conseguimos ter um desfile à altura de muitos outros. E tem crítico de moda que vê coisas… até a trilha sonora ele põe outra! Cara, você não estava no meu desfile! A trilha não era essa. Como é que você está falando de uma coisa que não era? Isso é preguiça total.

O primeiro desfile da Amapô no SPFW, na temporada Inverno 2008 ©Agência Fotosite

Vocês duas são da opinião de que moda é arte?

Carô: Sim!

Pitty: É um tipo de arte, sim.

Carô: A moda comercial é registro de comportamento, de momento econômico, cultural, a moda que surge da rua. Mas acho que as pessoas perderam um pouco a consciência da moda cultural. E a moda arte é quando ela é levada a um patamar de apreciação, de questionamento. Se você pegar uma roupa do Alexander McQueen de perto, você vai entender que é arte. E eu nem gosto muito do McQueen, mas outro dia vi o livro dele e chorei. É de matar. O desfile do Margiela. É arte! É uma expressão artística! Fui à exposição do Margiela, e eu chorava! Como você vai falar que aquilo não é arte? É arte sim. Tem tudo dentro da roupa: tem arquitetura, engenharia, harmonia, cor, é muito estudo pra fazer a roupa. A gente se relaciona com esse tipo de emoção. Não é a toa que não conseguimos nos desenvolver comercialmente (risos). Porque estamos muito mais ligadas nesse outro lado. É um equilíbrio complicado. Não cabe a mim, cabe a uma outra pessoa que ainda vai chegar e resolver isso pra mim. Enquanto isso a gente vai levando.

Vocês disseram que já pensaram em desistir; se um dia vocês fossem mesmo parar, pra que áreas iriam?

Pitty: A gente não para porque não sabemos fazer outra coisa. Eu não sei fazer outra coisa. Não consigo nem pensar no que fazer.

Carô: O primeiro pensamento mais pessimista seria começar a procurar emprego em outra empresa de moda – o que eu tenho pavor, porque nunca fui funcionária em outra empresa. Em segundo lugar, acho que faria alguma coisa relacionada a comida.

Pitty: Acho que a gente iria se juntar pra fazer um restaurante. Uma coisa é fato: chegamos num ponto, eu e Carô, que somos uma pessoa só. O mecanismo é o mesmo, estamos dentro de uma única máquina.

Carô: E agora a gente virou família – a gente já era, mas agora aumentou [referindo-se à filha Safira].

Pitty: E essa coisa de “a gente já pensou em parar”… já pensamos em parar porque é muito difícil. A gente fica lutando, lutando, lutando, e chega no final do mês, e não tem nada..

Carô: Mas é bem assim, a gente reclama, reclama, reclama, daí fica em silêncio, e uma que tá no computador vira uma pra outra e fala: “Nossa, olha esse jeans!” (risos).

Pitty: É mais uma piada. Assim como já tivemos brigas de falar “ferrou, não tem mais jeito”. Daí no dia seguinte ficam as duas vendo quem vai falar primeiro, dar um abraço, dizer que quer esquecer o que aconteceu. Apesar de tudo a gente se diverte todos os dias, e não tem outro lugar onde eu queria estar. O lugar que eu mais me sinto bem é aqui dentro com a Carô. É uma segurando a onda da outra, e fica tudo certo. E agora a gente tem a Safira.

Carô: Que vem todo dia.

Pitty: Encara nosso trabalho como extensão da nossa vida. Passo mais tempo com a Carô do que com meu pai, minha mãe, meu irmão. É o nosso mundo. Respeitamos muito o que conseguimos e temos muito orgulho de pensar que pouca gente conseguiu segurar a onda.

Carô: Quando eu fazia figurino, ganhava muito dinheiro; eu era muito rica (risos). Fazia figurino para publicidade e ganhava uma puta grana. Só que não tinha nada de criativo. Hoje em dia tem até umas horas que está apertado e eu penso: “Que saco, por que eu não continuei sendo figurinista?”. Aí faço um esforço e lembro que eu odiava.

Pitty: Não dá mesmo. Aqui, hoje em dia, as coisas estão calmas, mas tem horas que saímos daqui à meia-noite, não queremos deixar pra amanhã, porque gostamos, não conseguimos abrir mão disso. Não conseguimos ser essas pessoas que bate as 18h e vai embora.

+ amapo.com.br

Drops de moda

A nova parceria de João Pimenta, a coleção cápsula de Vivienne Westwood e +

23/04/2012

por | Moda

©Divulgação

João Pimenta empreendeu uma parceria inédita com o músico paulistano Dudu Tsuda: o designer criou o figurino para o show de lançamento do novo disco do cantor, “Le son par lui même”. Nesta terça-feira (24.04), a dupla reúne convidados na loja de João Pimenta, localizada na rua Mourato Coelho, 676, no bairro de Pinheiros, para apresentação da coleção de Inverno 2012 do estilista, assim como para apresentação da recente colaboração e pocket show de Tsuda.
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Itens personalizados da Bottega Veneta para o FFW ©Reprodução

A Bottega Veneta lançou oficialmente durante o Salão de Móveis de Milão um novo serviço de personalização para seus clientes cada vez mais desejosos por exclusividade. A partir da iniciativa, chamada “Bottega Veneta Initials”, a marca italiana entregará bolsas, carteiras, cintos e quaisquer outros produtos com as iniciais do comprador, na cor e tamanho que o mesmo solicitar.

Para encomendar, é só entrar no site oficial do serviço, personalizar e finalizar a compra.
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Modelos da coleção cápsula de Vivienne Westwood em homenagem ao Jubileu de Diamante de Elizabeth II ©Reprodução

Em comemoração ao Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II, Vivianne Westwood está lançando uma coleção cápsula com vestidos inspirados em modelos já usados pela monarca britânica. As peças chegarão às lojas em maio e os preços começarão a partir de £ 650 (R$ 1.976).

Westwood, que recebeu em 1992 a Ordem do Império Britânico e, consequentemente, o título de Dama, tem o Reino Unido como uma de suas maiores inspirações. Ao longo de sua carreira, a designer já estampou a “Union Jack”, como é chamada a bandeira da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, em bolsas, carteiras e peças do vestuário feminino e masculino.
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©Reprodução

Além das iniciativas de produção sustentável, coleções especiais com matérias-primas orgânicas e criação de uma nova marca para ampliar seu portfólio, a H&M acaba de anunciar a abertura de sua primeira loja na América Latina.

De acordo com o “WWD”, a loja será localizada na Cidade do México, mais especificamente no shopping Centro Santa Fé. “Será o primeiro passo perfeito para a H&M [entrar] nesta região tão consciente de moda”, afirmou Karl-Johan Persson, CEO da rede sueca.
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Victoria Beckham em frente ao modelo “Evoque” ©Reprodução

A moda não é mais suficiente para Victoria Beckham. Depois de estabelecer-se no mercado de vestuário de luxo, a inglesa agora se aventura com uma parceria inusitada: Beckham colaborou com a Land Rover para desenvolver um modelo de automóvel especial para a marca, chamado “Evoque”.

- Comercial do carro “Evoque”, dirigido por Nick Knight:

Pelo preço de £ 80 mil (cerca de R$ 242 mil), o carro terá produção de apenas 200 unidades que serão oferecidas, de modo prioritário, ao mercado chinês. O fotógrafo Nick Knight, do SHOWstudio, dirigiu o comercial do automóvel que, segundo a própria designer, foi inspirado em “iates, jatinhos de luxo, carros clássicos, filmes, personalidades e moda”.
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Abbey Lee Kershaw ©Reprodução

Após ser anunciada a estreia de Agyness Deyn nas telas de cinema, outra modelo parece ter decidido arriscar-se na atuação. De acordo com a versão australiana do jornal “Telegraph, Abbey Lee Kershaw participará do filme “Mad Max 4”, ao lado de Charlize Theron e Tom Hardy. A direção do longa, segundo o “IMDB”, ficará a cargo de George Miller; as gravações têm início no próximo mês na Namíbia.

 

Um certo olhar

Em vez de jornalistas, “curadores” entram para a direção da revista Love

23/04/2012

por | Gente

A linda Lulu Kennedy, criadora do Fashion East ©Reprodução

A revista “Love” muda seu time de frente. Dirigida por Katie Grand, uma das stylists e consultoras de moda mais poderosas do mundo, a publicação é a cereja do bolo da Condé Nast em termos de visual, produção e criação.

Katie escalou profissionais que não são jornalistas, mas que tem (e de sobra) o que hoje é uma das principais ferramentas para o sucesso de um veículo: o olhar e a curadoria.

Para isso, recrutou Alex Fury, ex-diretor de moda do Showstudio nos últimos cinco anos, para ser editor da revista. E nesta segunda (23.04) confirmou a contratação de Lulu Kennedy como editor-at-large. Lulu, que veio ao Brasil em 2007 para a primeira edição do Pense Moda, é conhecida como a fada madrinha dos novos estilistas. Ela é idealizadora do evento Fashion East, que seleciona três designers por ano e trabalha com eles desde a coleção à organização do desfile, dando suporte total e acompanhando o seu desenvolvimento.

Duas capas da revista, com Elle Fanning e o beijo de Lea T e Kate Moss ©Reprodução

Recentemente, Lulu ganhou uma medalha das mãos da Rainha Elizabeth, em Londres, por seu trabalho com os novos talentos.  “A ideia de ter alguém com um MBE (Member of the British Empire) na direção da revista era simplesmente impossível de resistir”, diz Grand a imprensa britânica. Lulu devolve: “Katie é uma força criativa com um gosto excepcional. Observar sua jornada ao longo dos anos foi muito inspirador para mim. Suas publicações são sempre lindas e inovadoras. Estou honrada em receber essa oportunidade de me juntar a esse time”.

Lulu vai manter o Fashion East, que acontece durante as temporadas de moda e está implementado no line-up oficial da London Fashion Week.


 

Gimme Jimmy Choo!

Saiba quem é o artista que vai criar uma linha para a marca

23/04/2012

por | Moda

Imagem das parcerias com Nan Goldin e Marilyn Minter ©Reprodução

As parcerias da Jimmy Choo com artistas plásticos já não são novidade.  Em 2008, a coleção de verão contou com a colaboração do pintor nova-iorquino Richard Phillips, no verão de 2011 a excêntrica artista Marilyn Minter criou junto com a marca a Crystal Cruise Collection e em 2012 foi a vez da fotógrafa Nan Goldin criar a linha Icons Cruise.

Para o verão de 2013 a marca convidou o artista contemporâneo Rob Pruitt, conhecido pelo seu trabalho colorido de influências pop-art, além da exuberância das suas estampas e os materiais que utiliza. Os diretores criativos da Jimmy Choo, Sandra Choi e Simon Holloway, explicam sua escolha: “Tem elementos no trabalho de Pruitt que nos lembram, ainda que de maneira sutil, a iconografia do design da Jimmy Choo”.

A coleção vai incluir, além de sapatos, bolsas e pequenos acessórios de couro, sempre com a referência de Pruitt, e chega às lojas a partir de novembro. A assessoria de imprensa da Jimmy Choo no Brasil ainda não tem previsão de quando a coleção chegará a território nacional.

Veja abaixo alguns dos trabalhos de Rob Pruitt e comece a imaginar a coleção.

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©Reprodução
Untitled (9 MMs)

Moda ética

Pequenas ações para grandes transformações

23/04/2012

por | Verde

©Reprodução

Recentemente a H&M anunciou uma postura mais ética no que diz respeito a produção de suas peças e ao respeito com seus funcionários. Se há algo do que as empresas não têm mais como fugir é desta preocupação. Aos poucos, cada vez mais marcas revelam planos para uma transformação verde ou ao menos lançam produtos chave pensando em como reduzir o impacto ambiental e capacitar comunidades carentes.

O jeans da linha Waterless, da Levi´s ©Reprodução

Foi o que fez a Levi´s, que lançou sua primeira waterless collection. A marca se uniu à Water.org (organização que leva água limpa a centenas de comunidades pelo mundo) para mostrar como a economia de água pode beneficiar cerca de um bilhão de pessoas que não tem acesso à água limpa para beber. “Reduzimos o consumo de água no processo final através da redução do número de ciclos na máquina de lavar e da remoção de água na lavagem com pedra (stone wash)”, diz Erik Joule, Vice-Presidente de Global Merchandising e Design da Levi´s. Os produtos estão à venda no Brasil.

A gente nunca se deu conta, mas uma calça jeans leva 42 litros de água em seu processo final. A marca conseguiu reduzir essa quantia em 96%, economizando 172 milhões de litros de água na produção de 13 milhões de pares de jeans. Outro impacto grande vem do processo de cultivo do algodão e dos hábitos do consumidor na lavanderia de casa. Nós aprendemos vários truques para minimizar esses estragos em uma visita que fizemos à tecelagem Santa Constância.

Outra empresa que também aposta em uma “coleção ética” é a britânica TX Max, outra do grupo da baratérrimas. A novidade é a linha One Mango Tree, que proporciona oportunidades remuneradas para comunidades em Uganda.

Mulheres que participam da produção das pelas da One Mango Tree, da gigante TX Max ©Reprodução

Bolsas, sacolas e aventais produzidos pelas mulheres de Gulu, ao norte de Uganda, custam de £3.99 a £7.99 (cerca de R$ 16 a R$ 32) e ainda traz uma delicadeza extra: cada item vem com a assinatura da mulher que o produziu. “Isso faz parte de uma iniciativa que visa melhorar a vida de comunidades desamparadas na África. Esperamos fazer a diferença na vida dessas pessoas ao mesmo tempo em que oferecemos aos nossos clientes esses produtos lindos e únicos”, diz Jo Murphy, Diretor Corporativo de Responsabilidade Social.

Voltando à H&M… A empresa sueca publicou o Conscious Actions Sustainability Report, que marca dez anos de sustentabilidade na H&M. Os dados mostram que eles estão em primeiro lugar no uso de algodão orgânico, também economizaram 300 milhões de litros de água na produção de jeans e doaram mais de dois milhões de peças para organizações de caridade. “Queremos que nossos clientes saibam que tudo o que eles compram na H&M foi criado, produzido e trabalhado com consideração pelas pessoas e pelo ambiente”, diz o CEO Karl-Johan Persson.

A empresa faz parte do Grupo H&M, que também inclui as grifes COS, Monki, Weekday e Cheap Monday e conta com 2.500 lojas e mais de 94 mil funcionários. Espera-se que essa atitude seja estendida a todas as marcas do grupo.

Recentemente também lançou uma linha eco-friendly de festa, chamada Exclusive Glamour Collection, feita com algodão orgânico e poliéster reciclado, que já foi usada por várias celebridades, como a atriz Michelle Williams.

Um dos centros de produção de energia eólica ©Reprodução

Saindo da moda, também descobrimos que a marca cult de brinquedos Lego também está se mexendo. A empresa que detém 75% da Lego está investindo US$ 530 milhões na compra de 1/3 de uma fazenda que produz energia à vento (eólica). A operação deve começar a funcionar a partir de 2015

Segundo a Lego, a terceira maior fabricante de brinquedos no mundo, essa ação deve gerar energia renovável para suprir suas necessidades, já que a fazenda vai produzir mais energia do que a empresa vai consumir.

+ A revolução da sustentabilidade na moda

Casamento fastfashion

Richard Nicoll cria coleção para noivas modernas com Topshop

23/04/2012

por | Moda

Richard Nicoll ©Reprodução

A  Topshop, que logo desembarca aqui com a abertura do shopping JK, lançou mais uma parceira. Desta vez é com o designer Richard Nicoll, com uma coleção  de noivas intitulada Blushing Brides (algo como noivas coradas).

A coleção, que chegará à Topshop em junho deste ano,  é pensada para noivas não convencionais que procurem um vestido diferente, elegante e dentro de um orçamento mais contido. Sobre a parceria, Richard acrescenta: “Adorei a ideia de criar vestidos de noiva com a Topshop, pois queria oferecer uma alternativa cool e descolada (…). Algo especial, mas não pomposo – algo que minhas amigas vestiriam se decidissem casar. As peças são perfeitas também como vestidos de festa, para aquelas que não pretendem subir ao altar”.

As peças da parceria ©Divulgação

A estética minimalista de silhuetas fluídas e tecidos ultra femininos parece casar na perfeição com vestidos de noiva, atividade que Nicoll já vinha desenvolvendo  para algumas amigas privilegiadas, como podemos ver no seu blog.

O designer nascido em Londres e criado na Austrália é formado pela Central Saint Martins e antes de ter a sua marca foi consultor freelancer na Louis Vuitton, trabalhando ao lado de Marc Jacobs e ainda diretor criativo da linha feminina na Cerruti. Nicoll foi também vencedor do prêmio NEWGEN – concurso de novos talentos promovido pela Topshop – por quatro temporadas seguidas.

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FFW comemora crescimento com novo design, mais fresco e limpo

23/04/2012

por | Moda

Como você deve ter percebido ao entrar nessa página (caso seja um leitor habitual), o portal FFW mudou de cara. A atmosfera de contemporaneidade continua a mesma, mas com um refresco no layout.

As fotos, uma parte muito importante no FFW, ganham ainda mais espaço, tanto nas chamadas dos “destacões” principais da Home quanto em seções como Festas. Isso mostra nossa preocupação com a fotografia e o respeito ao trabalho de tantos fotógrafos e colaboradores que aparecem em nossas páginas virtuais. O novo layout também garante mais interatividade e agilidade na movimentação pelo site.

O design ficou a cargo da agência Ambulance, que fez o primeiro revamp do site quando ele deixou de ser chamado de SPFW e se tornou FFW (Fashion Forward), em dezembro de 2009. “Pensamos em  algo mais clean e elegante e ao mesmo tempo mais convidativo e gostoso de ler”, diz Giacomo Groff, sócio da Ambulance. Marcelo Raimondi, parceiro de Giacomo, ainda adiciona: “Está mais atual e confortável”.

Veja o que os fashionistas têm a dizer sobre o FFW:

Agora, a seção Festa passa a se chamar Gente, pois é muito focada nas pessoas e em seus estilos, além de contar sobre eventos e lançamentos bacanas. Já o Vitrine vira Consumo, que é o seu papel principal: causar desejo por peças que podem ser encontradas nas lojas naquele momento. E a Agenda migra para o Facebook. Ela deixa de existir no site, mas nós vamos continuar divulgando lançamentos, eventos e exposições através da nossa página no Face.

Só neste último ano de existência, o portal teve um crescimento de 45% na audiência e alcançou dois milhões de pageviews mensais, número bastante representativo para um site com conteúdo que prioriza novidades e matérias mais analíticas, que servem de inspiração para um público amplo, diverso e contemporâneo, interessado em temas que abrangem comportamento, cultura, arte, beleza, música, tecnologia, design, consumo, cultura pop e sustentabilidade.

O FFW, que integra a plataforma de conteúdo da Luminosidade, contém reportagens e imagens de todas as semanas de moda do mundo, além de ser o canal oficial do conteúdo do SPFW, do Fashion Rio e do Rio-à-Porter.

Então, querido leitor, esperamos que gostem do novo formato e continuem interagindo com a gente através de seus comentários nas matérias e na nossa página do Facebook.

E se essa é a primeira vez que você entra no site, bem vindo, e que seja o início de uma longa relação.

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Tributo ao jornalismo gonzo com Johnny Depp estreia neste fim de semana

Tributo ao “jornalismo gonzo” estreia com Johnny Depp

20/04/2012

por | Cultura Pop

Johnny Depp, Michael Rispoli e Giovanni Ribisi em cena de “Diário de um Jornalista Bêbado” ©Reprodução

Em “Diário de um Jornalista Bêbado” (“The Rum Diary”), que entra em cartaz nesta sexta-feira (20.04) nos cinemas brasileiros, Johnny Depp interpreta, pela segunda vez em sua carreira, um personagem que, na realidade, é alter ego do escritor e jornalista americano Hunter S. Thompson (1937-2005). O filme, dirigido e roteirizado pelo britânico Bruce Robinson, é uma adaptação do romance homônimo publicado em 1998, mas escrito no início da década de 1960, quando o polêmico criador do “jornalismo gonzo” (estilo jornalístico em que o narrador participa ativamente dos fatos e abandona suas pretensões de objetividade) tinha apenas 22 anos.

- Trailer de “Diário de um Jornalista Bêbado”:

O filme é mais do que apenas um novo papel para Depp. O ator, que também é produtor do longa, foi amigo e conterrâneo de Thompson (ambos nasceram no Kentucky, estado na região sudeste dos Estados Unidos), bem como grande admirador de sua obra. A turbulenta vida do jornalista, retratada através do véu da ficção em seus livros – com destaque para “Medo e Delírio em Las Vegas”, lançado em 1971 e adaptado para o cinema em 1998 por Terry Gilliam (com Depp como protagonista), e do próprio “Diário de um Jornalismo Bêbado” – reflete não apenas a personalidade meio niilista do americano, mas o espírito da época em que iniciou sua atividade profissional.

Pôsteres de “Diário de um Jornalista Bêbado” ©Reprodução

A trama gira em torno de Paul Kemp (o já mencionado alter ego de Thompson), um jornalista americano que se muda para Porto Rico na virada da década de 1950 para 1960 após conseguir um emprego no “The San Juan Star”, veículo local escrito em língua inglesa. Lá, Kemp se depara com uma realidade completamente distinta da ordem estabelecida em seu país de origem: pobreza, corrupção e muito, mas muito rum. Na redação onde trabalha, é o caos e os excessos que imperam: o editor, Lotterman, vivido por Richard Jenkins, é um neurótico que reprova a publicação de notícias que atrapalhem o turismo, enquanto os colegas Moberg (Giovanni Ribisi) e Sala (Michael Rispoli) tornam-se companheiros de noitadas regadas a álcool e baderna.

Há ainda Hal Sanderson (Aaron Eckhart), um charmoso “mau caráter”, e Chenault (Amber Heard), única personagem feminina de destaque e que abre espaço para uma sub trama românica no filme. Apesar do estado de alopração alcóolica em que se encontra em boa parte do tempo, Kemp é ainda um jornalista crente e, até certo ponto, ingênuo que se vê em um dilema interno entre fechar os olhos para a realidade local ou aderir às falcatruas de figurões, além de questionar-se com frequência sobre sua capacidade (a eterna busca por sua “própria voz”).

Johnny Depp, como Paul Kemp, alter ego de Hunter S. Thompson ©Reprodução

Com boas doses de humor e ironia, o longa-metragem apresenta também uma cinematografia fantástica, mérito de Dariusz Wolski, diretor de fotografia, e da natureza sedutora de Porto Rico. “Diário de um Jornalista Bêbado” é um tributo de Depp a Hunter S. Thompson e ao modo pioneiro (e até espontâneo) do americano de fazer jornalismo, convertendo-se em mais que um mero espectador dos fatos, o que, no fim, acabou se tornando sua peculiar voz.

+ Confira mais imagens de “Diário de um Jornalista Bêbado” na galeria abaixo:

Johnny-Depp-The-Rum-Diary3
©Reprodução
Johnny Depp, Giovanni Ribisi e Michael Rispoli em cena de ''Diário de um Jornalista Bêbado''

Só garotos

Londres destaca força da moda masculina com evento especial

20/04/2012

por | Moda

Da esquerda para a direita: Lanvin, Balmain e 3.1 Phillip Lim, todos temporada Inverno 2012 ©Reprodução

Embora por vezes possa parecer, a moda nunca foi só “coisa de mulher” e cada vez mais o consumo de bens de luxo masculino mostra a sua força. Atentos a isso, o British Fashion Council vai dedicar não um (como tem sido até agora), mas sim três dias a desfiles masculinos em um evento que acontece de 15 a 17 de junho em Londres, chamado London Collections: Men, com direito a festa de lançamento no dia anterior organizada pelo próprio príncipe Charles.

O evento tem como objetivo não só a divulgação de talentos emergentes no Reino Unido – que graças aos seus prestigiados cursos e escolas de moda, não param de crescer – como também celebrar marcas antigas de alfaiataria, das mais tradicionais e históricas do mundo, e o estilo de rua, tão experimental e dinâmico, marco inegável na moda britânica.

Em avanço ao line-up que só será revelado na próxima semana, o British Fashion Council lançou um vídeo em que nomes como Dylan Jones, editor da “GQ” e presidente do Fashion 2012 Menswear Committee, o crítico de moda e editor so site Style.com, Tim Blanks, e o diretor de design da seção masculina da Topshop, a Topman, Gordon Richardson, falam sobre a importância e o crescimento da moda masculina em termos comerciais e criativos.

“A roupa masculina nunca foi tão importante como agora. Não só em termos comerciais como também no nível da energia criativa. Esta geração produziu designers brilhantes e eles estão construindo em cima do legado das últimas duas gerações dos seus antecessores britânicos”, reforça Jones.

Assista abaixo ao vídeo na íntegra:

update: Veja o line-up do evento abaixo:

Quinta-feira, 14 junho
17.45 Evento de lançamento oferecido pela sua Alteza Real o Príncipe de Gales
20.00-23.00 Evento de Abertura Topman

Sexta-feira, 15 junho
09.00 Stephen Webster
Apresentação AM Burberry timepieces
10.00-16.00 Apresentação Savile Row
10.30 Lou Dalton
12.00 Topman Design
12.30-14.30 Apresentação Orlebar Brown
13.00 Hackett
14.00 Martine Rose
15.00 Oliver Spencer
15.30-17.30 Apresentação Joseph Abboud
16.00 YMC
17.00 Spencer Hart
18.00-20.00 Superdry + Timothy Everest
18.00 Xander Zhou
19.00 Dunhill

Sábado 16 Junho
09.00 Sibling
10.00 E. Tautz
11.00 MAN
11.30-14.30 Apresentação Aitor Throup
12.00 Katie Eary
13.00 Mr Start
14.00 Jonathan Saunders
15.00 Christopher Shannon
16.00 Rake
17.00 Matthew Miller
17.00-19.00 Apresentação Timothy Everest
18.00 James Long
19.00 Apresentação Thom Browne
20.00 Preview Belstaff

Domingo 17 Junho
09.00 JW Anderson
9.30-11.30 Apresentação A Sauvage
10.00 Omar Kashoura
10.30-12.30 Apresentação Digital Cassette Playa
11.00 Margaret Howell
11.00-14.00 Preview Christopher Kane
12.00 Apresentação Tommy Hilfiger
13.00 Pringle of Scotland
14.00-17.00 Apresentação Richard Nicoll
14.00 Hardy Amies W1
14.30-16.30 Apresentação Liberty London
16.00 Nicole Farhi
17.00 Richard James
18.00 Christopher Raeburn

Drops

Camisetas de Ju Jabour, concurso cultural e Lady Gaga por Armani

20/04/2012

por | Moda

Desfile Marc Jacobs na Semana de Moda de Nova York Inverno 2012 ©Reprodução

Depois de muitos debates com os organizadores da semana de Milão, foram anunciadas as datas das semanas de moda de Nova York e Londres para os próximos dois anos:

NYFW: 6 a 13 de setembro de 2012
LFW: 14 a 18 de setembro de 2012

NYFW: 7 a 14 de fevereiro de 2013
LFW: 15 a 19 de fevereiro de 2013

NYFW: 5 a 12 de setembro de 2013
LFW: 13 a 17 de setembro de 2013

NYFW: 6 a 13 de fevereiro de 2014
LFW: 14 a 18 de fevereiro de 2014

NYFW: 4 a 11 de setembro de 2014
LFW: 12 a 16 de setembro de 2014

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©Divulgação

Para a coleção de Inverno 2012, a marca Juliana Jabour acaba de desenvolver uma linha de camisetas em malha de algodão, com quatro estampas exclusivas inspiradas em símbolos cativos para a estilista. São duas modelagens diferentes, sendo uma camiseta tradicional e o famoso camisetão de padronagem quadrada da marca. O preço médio é de R$ 180. Shopping Pátio Higienópolis – Piso Vila Boim. Av. Higienópolis, 618. (1)1 3823-2365.

©Divulgação

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Fernanda Sonai (Way Models) veste DVF na edição de abril da “Marie Claire” ©Sandór Kiss

A marca Diane von Furstenberg e a revista “Marie Claire” estão promovendo o concurso cultural #opoderdamoda, em que a autora da melhor resposta para a pergunta “por que ir bem-vestida ao trabalho faz diferença?” ganhará doze peças DVF, entre camisas, vestidos e acessórios. O regulamento completo do concurso está em revistamarieclaire.globo.com. As inscrições terminam em 15 de maio, e a vencedora será divulgada na edição de junho da revista.

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Croquis de Giorgio Armani para Lady Gaga ©Divulgação

Giorgio Armani está criando o figurino de Lady Gaga para sua turnê Born This Way Ball na Ásia, com direito a peças de PVC com cristais negros, metais espelhados, látex cor de pele e chapéus de teclado e outros instrumentos abstratos. “Colaborar com Lady Gaga é sempre uma experiência empolgante para mim. Admiro a maneira como ela usa a moda como um elemento cênico e uma maneira de construir o personagem”, afirmou o estilista – que já havia criado figurinos para a turnês Monster Ball da cantora, em 2010.

Croquis de Giorgio Armani para Lady Gaga ©Divulgação

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Bolsa Missoni por R$ 2290 ©Divulgação

A grife italiana Missoni recebe nas prateleiras brasileiras a sua nova coleção de bolsas e carteiras. Os acessórios, todos com a icônica estampa de zigue-zague, vêm nos modelos baú, saco e clutch. As peças podem ser encontradas nos shoppings Iguatemi São Paulo e Iguatemi Brasilia. Mais informações pelos telefones (11) 3034-6469 e (61) 3577-5159.

Loucos por tênis

Marca americana Vans lança duas novas parcerias; saiba mais aqui

20/04/2012

por | Cultura Pop

O tecido da Pendleton que serviu como inspiração para as estampas da parceria Vans + Nibwaakaawin; e o resultado da mesma ©Reprodução

A marca californiana de tênis com pegada skatista Vans acaba de fechar duas parcerias: uma com a ONG Nibwaakaawin e outra com a marca Kenzo.

A Nibwaakaawin, palavra que significa sabedoria, é uma organização norte-americana que promove a educação e integração de jovens pertencentes a tribos indígenas nativo-americanas. Daí a inspiração: os tecidos que revestem o tênis são todos de motivos tribais, fabricados pela Pendleton, tradicional fábrica de cobertores que servem como vestes do povo Navajo há mais de 100 anos.

A coleção exclusiva e limitada estará à venda somente durante dois eventos que acontecem na próxima semana: o “Gathering of Nations Powwow”, em Albuquerque, Novo México, totalmente dedicado à cultura indígena; e o “All Nation Skate Jam”, em Los Angeles, organizado pela própria ONG e dirigido (mas não exclusivo) à juventude indígena.

Esta já é a quinta vez que a Vans junta forças com a ONG — que recebe todo o valor da vendas.

Look do desfile de Verão 2012 da Kenzo e tênis Vans+Kenzo ©Reprodução

A outra parceria é com a marca Kenzo para uma coleção de verão, que será lançada em três fases, nos meses de maio, junho e julho. Os diretores criativos da Kenzo, Humberto Leon e Carol Lim, admitem que são fãs da marca desde a infância passada na Los Angeles suburbana. “A Vans é uma das marcas americanas mais icônicas e nós gostamos da ideia de imprimir um pouco do estilo americano à Kenzo”, justificam os designers.

A estampa escolhida é a mesma usada pela grife na coleção de Verão 2012 e o modelo é o mais tradicional, o Era Vans, disponível para homem e mulher. Eles estarão disponíveis nas lojas Kenzo da Europa e Estados Unidos pelo preço de US$ 130  (aproximadamente R$ 246).

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Beleza roubada

Karen Elson lança novo single e fala sobre transição da passarela para a música

19/04/2012

por | Cultura Pop

Ren Harvieu e Karen Elson ©Reprodução

Como se não bastasse ser linda e ter uma carreira consolidada como musa da moda – o models.com a lista como número 11 em seu ranking de modelos icônicas –, a britânica Karen Elson vem aprimorando sua veia artística, que ela começou a explorar em 2004, quando co-fundou a trupe de cabaré “The Citizens Band”. Em 2010, ela lançou seu primeiro álbum, “The Ghost Who Walks”, e agora, apresenta uma nova música de trabalho, “The Train Song”, em colaboração com Ren Harvieu, que vem chamando a atenção da mídia com sua voz surpreendentemente madura para uma jovem de 21 anos.

Assista ao vídeo de “The Train Song”, de Karen Elson & Ren Harvieu:

As duas se conheceram por meio de amigos em comum, e a identificação foi imediata; Harvieu contou ao site “Dazed Digital” que enviou “Train Song” a Elson e que “em mais ou menos um dia ela já mandou de volta com as harmonias – e um som sinistro de órgão. Foi brilhante”. Aproveitando o lançamento do single e do respectivo videoclipe, gravado em Nashville, Estados Unidos, onde Elson vive com seus dois filhos de seu casamento com Jack White, a “Dazed Digital” conduziu uma entrevista com a modelo/artista para saber mais sobre sua transição das passarelas para o mundo da música; abaixo você confere os melhores momentos.

O sonho de trabalhar com música: “Ser modelo foi uma coisa que me jogaram quando eu tinha 16 anos – o que eu ia dizer? ‘Não’ à oportunidade de viajar o mundo e viver essa vida memorável, esquisita e maravilhosa? Antes, quando eu era uma adolescente, o que eu queria fazer era cantar, apesar de não conhecer ninguém que tivesse um gosto musical parecido com o meu. Era um sonho que nunca imaginei que pudesse chegar a algum lugar”.

Os primeiros passos na indústria: “Quando eu vivia em Nova York, conheci tantas pessoas interessantes – músicos, artistas, diretores, outras modelos, e pensei ‘eu posso fazer isso se realmente me dedicar’. Houve algumas oportunidades quando eu era mais nova de fazer uma música aqui, outra aqui. Meu amigo, James Iha, que estava no Smashing Pumpkins, perguntou se eu cantaria a música do Serge Gainsbourg [“I Love You (Me Neither) (Je T'aime Moi Non Plus)”] com a Cat Power. Eu já havia encontrado com ela algumas vezes, e ela é uma pessoa maravilhora que eu admiro muito. James foi incrivelmente encorajador; ele e a Melissa Auf der Maur – do Hole e depois do Smashing Pumpkins – foram chave para que eu tivesse fé e confiança em mim mesma. Quando alguém que você admira te dá validação, as coisas começam a acontecer. Eu peguei um violão e aos poucos aprendi a escrever músicas”.

Evolução e as lições aprendidas com o ex-marido Jack White: “[A Citizen's Band] foi realmente uma das coisas mais divertidas que já fiz em toda a minha vida. Se eu pudesse ficar em turnê com a Citizen’s Band durante um ano, eu ficaria tão empolgada. Eu os amo tanto. Aos poucos eu comecei a cantar mais e no fim, há alguns anos, com a ajuda do Jack [White], eu fiz um disco, “The Ghost Who Walks”. Agora estou começando a trabalhar em outro álbum. Mas demorei tanto para escrever o primeiro… (risos)”. (…) Admito que tenho um diabinho no meu ombro que às vezes me diz coisas muito cruéis. Tem uma hora que é bom ir pro estúdio e fazer as coisas acontecerem – eu poderia sentar e procrastinar durante um ano pensando como eu odeio todas as minhas músicas. Uma das melhores lições que aprendi com o Jack é que você tem que meio que ignorar isso e ir lá e fazer as coisas. Estou tentando ignorar aquele diabinho no meu ombro (risos)”.