Make ‘de bonita’ desfilado pela Chanel em Saint Tropez vem para o Brasil

25/05/2010

por | Beleza

O ar de saúde do make – e principalmente os esmaltes – chamaram a atenção no desfile de Resort 2011 da Chanel, em Saint Tropez. A boa notícia é que a coleção de beauté (que ganhou o simpático nome de “Les Pop-Up de Chanel”) chegará à flagship de beleza da marca, no Rio de Janeiro, já entre o final de julho e o começo de agosto.

São três esmaltes, três batons, três gloss e dois pós bronzeadores, tudo desenvolvido pela equipe do extraordinário Peter Phillips, diretor criativo global da Chanel Makeup.

Na galeria, veja todos os itens em caleidoscópicas imagens criadas pela grife.

CdC Verão 2011: beleza irônica da Purpure se destaca no primeiro dia

25/05/2010

por | Beleza

Entre os cinco desfiles do 1º dia da Casa de Criadores, o destaque de beleza ficou por conta da Purpure. Aproveitando o tema do desfile, os looks foram diversificados: lábios foram exagerados para dar impressão injetada, durex colados para imitar retoques, próteses ajeitadas para aparentar vitiligo… Uma maneira criativa de transmitir o conceito da coleção também através da maquiagem.

cdc-verao-2011-purpureAs belezas do desfile da Purpure ©Marcelo Soubhia/Agência Fotosite

A beleza criada por Ricardo dos Anjos para Jadson Raniere foi outra que chamou a atenção: a pele dos modelos (meninas e meninos, o que deu um efeito andrógino) ganhou uma aparência angulosa através de um jogo de luz e sombra, com destaque para os olhos. Der Metropol, R.Rosner e Geraldo Couto apresentaram belezas mais naturais, com pele corrigida e um pouco de blush saúde (como ensinou Saulo Fonseca, lembra?).

cdc-verao-2011-jadsonA beleza do desfile de Jadson Raniere ©Marcelo Soubhia/ Agência Fotosite

We Have Band toca no clube Hot Hot e fala com exclusividade ao FFW

25/05/2010

por | Cultura Pop

we have band1Darren, Dede e Thomas do We Have Band: “Não ligamos para o hype” © Divulgação

Prepare-se para suar muito: o  trio britânico We Have Band promete levantar as temperaturas do clube Hot Hot, em São Paulo.  Com o seu primeiro disco, “WHB”, a banda vive seu momento de estrelato indie. São os mais blogados do HypeMachine, têm destaque frequente em blogs e sites de música influentes pela internet e foram aposta do portal FFW no início de 2010. Os três se conheceram nos escritórios da EMI de Londres, mas foi somente Dede e Thomas começaram um romance e se casaram que o We Have Band nasceu. A apresentação, que acontece no clube Hot Hot, tem o apoio da marca de fast-fashion gaúcha Emme.

Confira a entrevista completa abaixo:

Como vocês se conheceram?
Dede WP e eu (Thomas WP) nos conhecemos no trabalho [nos escritórios da EMI britânica] tivemos um romance e nos casamos. O Darren Bancroft nos conheceu no trabalho também, mas logo saiu. Como músicos, nos conhecemos em uma festa do trabalho, bebendo e conversando.

Como é ser músico na Inglaterra atualmente? A cena é generosa? Dá para ganhar dinheiro?

É bom ser um artista indie. A cena de shows ainda é muito boa e se você faz um som que é universal, acaba tendo a oportunidade de tocar em muitos lugares. A cena está mais diversificada do que nunca e é importante tentar fazer o melhor que você pode dentro do seu estilo. É claro que na Inglaterra a tradição musical é muito grande, então nos sentimos abençoados por termos a chance de dar continuidade aos passos de artistas tão inspiradores.

Vocês ganharam muita atenção da mídia especializada. Na prática, o hype ajuda em alguma coisa?
Sinceramente, não estamos tão ligados no hype. Obviamente em alguns momentos nós percebemos que saímos muito em blogs e na imprensa, e isso ajuda. Mas é importante não acreditar no hype. Se te ajuda a chegar em outros lugares e apresenta a sua música para mais pessoas, isso é ótimo, mas tentamos não nos deixar levar.

Como foi trabalhar com o produtor Gareth Jones, que já colaborou com Grizzly Bear e These New Puritans, nesse primeiro disco?
Foi muito bom. Ele é um cara interessante e foi um processo agradável. Gareth entendeu que nós tínhamos limitações financeiras e de tempo, então trabalhamos com esses limites ao mesmo tempo em que precisávamos funcionar como uma banda. Ele tinha tanta experiência que sabia exatamente como extrair o melhor de nós e conseguir o que era necessário durante as sessões.

Que discos e artistas e rádios vocês estavam ouvindo durante a gravação de “WHB”?
Todo o processo de gravação do disco durou muito tempo, então durante esse período nós ouvimos muita coisa, como ainda ouvimos agora. Mas para citar três discos que foram bem importantes dá para falar do “South Bronx Story” do ESG, “Off The Wall” do Michael Jackson, e “Here Come The Warm Jets” do Brian Eno. Ficamos com esses.

Como a música de vocês se transforma do disco para os palcos?
Tentamos manter a nossa energia ao máximo quando estamos no palco. Temos mais picos de som e gritaria. A bateria e o baixo ficam ainda mais pronunciados… E nós suamos muito!

Qual foi o lugar mais exótico que vocês já tocaram?
Eu diria Miami, mas agora é o Brasil.

E a plateia mais exótica?
Provavelmente Miami também. Tocamos no Art Miami Conference para o Le Baron Club de Paris, e estava cheio de pessoas belíssimas – supermodelos, editores de revistas de moda, músicos famosos. Foi muito intimidador, mas amamos a experiência.

Por que, sendo uma banda britânica, vocês lançaram seu primeiro disco pela gravadora francesa “Naive”?
A Naive tinha interesse no nossos trabalho desde o início. Algumas músicas nossas foram incluídas em coletâneas da Kitsuné, e tinhamos uma boa base fãs no continente Europeu. Os franceses nos chamaram e gostamos do que o selo tem a dizer. Também amamos Paris, onde eles estão localizados. Gostamos da ideia de não focar somente na Inglaterra, e assinar com um selo verdadeiramente europeu nos ajudou a atingir isso.

We Have Band @ Hot Hot
Terça-feira, 25 de maio
Mais informações na FFW Agenda

Myspace: myspace.com/wehaveband

Sifte Oficial: wehaveband.com

Twitter: twitter.com/WeHaveBandtwitt

A viagem astral de Yoon Hee Lee sob o olhar do stylist Marcio Banfi

25/05/2010

por | Moda

yoon verao 2011“Em que tipo de mundo viveríamos se a cultura dos nativos americanos se tornasse dominante, incorporando-se à cultura europeia?” Foi com essa pergunta que a estilista recém-formada Yoon Hee Lee ganhou o coração dos fashionistas sem ao menos ter colocado suas roupas na passarela.

Durante a banca de formandos da Faculdade Santa Marcelina, Lee caiu nas graças de Thais Losso, que passou a divulgar o seu trabalho em seu blog e dividir sua descoberta com todos os amigos. Não precisou de muito para que alguns dos principais olhos do mercado da moda nacional se voltassem para essa libriana de 22 anos, natural da Coreia do Sul e radicada em São Paulo. “Um dia depois do desfile da faculdade recebi uma ligação com uma proposta da Adriana Bozon [diretora criativa da Ellus]“, conta Yoon, que hoje faz parte do time de criação da grife.

Com a promessa de ser a grande estreia desta 27ª Casa de Criadores, o FFW conversou com Yoon sobre carreira, moda e sobre a nova coleção que ganhou cliques exclusivos do stylist Marcio Banfi durante a prova de roupa.

Confira:

Como que você veio parar em São Paulo?
Meus pais foram os pioneiros da minha família no Brasil, haviam imigrado em busca de uma vida financeira melhor.

E a moda, como que ela surgiu na sua vida?
Desde cedo tive interesse na área artística, cheguei a pensar em fazer desenho industrial, mas acabei me identificando mais com a moda.

Isso bem antes de você vir para o Brasil?
Não, porém na Coreia do Sul a arte é muito valorizada e todas as escolas têm aulas de arte até o colegial.

Então, o fato de você ter crescido lá acabou te influenciando de alguma forma.
Não posso dizer que não, pois como disse temos aulas de arte desde a pré-escola até o colegial. Sem contar que a educação por lá é muito rígida, o conceito de estudar não é somente estudar, mas também criar sonhos e realizá-los de forma a fazer a diferença para o país.

Você ia fazer um curso em St. Martins, em Londres, mas que foi adiado por conta do convite da Ellus. Sobre o que era o curso?
Pós-graduação em Fashion Design.

Como veio o convite da Casa de Criadores?
O diretor André Hidalgo me ligou perguntando se eu tinha interesse em participar do evento, imagino que tenha sido através da Thais Losso que tenha conhecido meus trabalhos.

Pode adiantar alguma coisa da coleção?
A coleção está baseada num tema que se chama “viagem astral”.

WGSN exclusivo: a nova camuflagem é óptica, é artsy, é razzle dazzle!

25/05/2010

por | Moda

As camuflagens estão de volta, mas não daquele jeito que você está pensando. São as estampas psicodélicas, que causam efeitos ópticos e são geralmente bicolores, que o WGSN aponta como uma tendência: a camuflagem razzle dazzle.

givenchy-verao-2010-razzle-O razzle-dazzle psicodélico da coleção de Verão 2o10 da Givenchy ©Reprodução

Uma curiosidade é que esse tipo de camuflagem também já foi usado por motivos militares: na 1ª e na 2ª Guerra Mundial, navios combatentes eram pintados para confundir e omitir seus movimentos verdadeiros.

Outras referências incluem obras em 2D e 3D de artistas como Tobias Rehberger (sua “Cafeteria” ganhou o Leão de Ouro na 53ª Bienal de Veneza), Esther Stocker e Robert Knoke.

A seguir, o bureau elenca as maneiras de adaptar a camuflagem razzle-dazzle para o dia-a-dia.

STYLING

Brinque com listras em blocos e linhas que imitam contornos corporais, principalmente em tops de jérsei grandes e maxi-vestidos. Linhas diferentes também ajudam a desconstruir silhuetas e formas geométricas, criando resultados surpreendentes. Looks femininos também ganham novo ar quando se inclui peças geométricas em P&B.

texto-1-wgsnA Child Of The Jago Verão 2010; clique de Facehunter; Tsumori Chisato Inverno 2010/11; Cooperative Designs Verão 2010 ©WGSN/Reprodução

CORTES

O WGSN cita os Storm Troopers da série “Star Wars” como inspiração para os cortes, e o legal aqui é mesmo não se prender às regras: cortes assimétricos são melhores ainda quando combinadas com estampas ousadas, enchimentos e construções angulares ajudam a criar um aspecto 3D e cores como cinza, branco e preto são as melhores opções, principalmente para peças com pegada sportswear.

texto-2-wgsnStreetshot em Londres; Raf Simons Inverno 2010/11; Nathan Jenden Inverno 2010/11; streetshot em Tóquio ©WGSN/Reprodução

TRICÔS RAZZLE-DAZZLE

Constraste estampas geométricas com P&B, inspire-se em estampas étnicas dos anos 1990 e faça uso de técnicas de tricô como o jacquard e o Fair Isle. Aqui, a máxima é: quanto mais, melhor!

texto-3-wgsnStreetshot no festival SXSW, no Texas; streetshot em Londres; Mundi Vondi Inverno 2010/11 ©WGSN/Reprodução

ARTE ÓPTICA EM GRÁFICOS 3D

Experimente com ângulos distorcidos para criar perspectivas confusas ou ilusões trompe l’oeil e invista em estéticas “escondidas” – aquelas em que a figura é uma coisa por um ângulo e outra por outro.

texto-4-wgsnStreetshot em Los Angeles; pôster do ffffound.com; peça da Beyond The Valley verão 2010; desenho de www.nacho-gil.com ©WGSN/Reprodução

ÓPTICO PSICODÉLICO

Mais com mais é mais: misture estampas folclóricas com arte óptica psicodélica, florais com motivos Art Deco, estampas zigzag com blocos de cores, linhas, formas geométricas com paisagens naturais desconstruídas e “erros” digitais com estampas distorcidas.

texto-5-wgsnImagem de Suzy Poling; editorial da “Dazed & Confused” de fevereiro de 2010; Tsumori Chisato Inverno 2010/11; look do Style Bubble ©WGSN/Reprodução

TIRAS MONOCROMÁTICAS

Rasgos e franjas criam volume, expandem a forma e diferenciam a peça. Para aumentar as proporções, incorpore texturas e tecidos danificados. Uma dica é usar fita plástica ou pregas para criar movimento e distorção ótica.

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Camiseta da Beyond The Valley Verão 2010; catálogo de Verão 2010 da Pollini; clique do site www.ashadedviewonfashion.com ©WGSN/Reprodução

CdC Verão 2011: veja as coleções completas do primeiro dia de evento

25/05/2010

por | Moda

Na sequência, todos os links para os desfiles completos que o FFW cobriu no primeiro dia da Casa de Criadores verão 2011 (clique no nome do desfile para acessar o review + fotos de passarela).

Segunda-feira, dia 24 de maio

Der Metropol

R. Rosner

Purpure

Jadson Raniere

Geraldo Couto

#FFWsetlist: Vampire Weekend, Madonna, Caribou e mais!

O fim de semana que passou foi especial para o clã FFW: nosso diretor de conteúdo, Augusto Mariotti, comandou as pick ups da festa Decandance no novíssimo Alberta#3, no centro de São Paulo, sábado dia 22.

Um dia antes, na sexta-feira (21/05), André Rodrigues (editor) e Luigi Torre (repórter) dividiram o som na Sala Especial, que rolou no Lions Nightclub.

Perdeu no dia? Então aproveite e ouça aqui uma seleção especial que fizemos do que rolou de melhor!

#FFWsetlist by @augustomariotti (festa Decandance, clube Alberta#3, dia 22 de maio)

Plugs – “All Them Witches”

Plan B – “Stay Too Long”

Yeah Yeah Yeahs – “Y Control”

Crystal Castles – “Baptism”

Caribou – “Odessa”

Vampire Weekend – “Giving Up The Gun”

#FFWsetlist @randreh e @aboutfashion (festa Sala Especial, Lions NightClub, dia 21 de maio)

Madonna – “Burning Up”

Desireless – “Voyage, Voyage”

Röyksopp ft. Robyn – “The Girl and the Robot”

Scissor Sisters – “Ooh”

Madonna – “Vogue”

Whigfield – “Saturday Night”

Madonna – “Music”

Roisin Murphy – “Orally Fixated”

The Bucketheads – “The Bomb”

Projeto Lab: a incubadora dentro da incubadora que não para de crescer

24/05/2010

por | Moda

projeto-labDa esquerda para direita: look masculino e feminino Karin Feller inverno 2010, e looks de Juliana Altafim e Najla Dib inverno 2009 ©Agência Fotosite

Uma incubadora dentro de outra incubadora? Foi assim, para acabar com tal ambigüidade que nasceu o Projeto Lab – braço da Casa de Criadores voltado aos estilistas e marcas realmente iniciantes. Antes um espaço dedicado a experimentações, hoje uma das principais vitrines de novos talentos da moda brasileira, o Lab vem ganhando força e relevância a medida que a organização e participantes vão absorvendo atuais necessidades do mercado.

Criado em maio de 2000, na 8ª edição da CdC, o evento nasceu para oferecer uma melhor plataforma aos trabalhos mais experimentais dos novos integrantes. “Na CdC começamos a manter um casting fixo de estilistas que, quanto mais desfilavam suas coleções no evento, mais cresciam comercialmente”, explica o diretor e idealizador do evento, André Hidalgo. “Mas a imprensa continuava a chamá-los de novos talentos e a comparar seus trabalhos com os de quem estava começando. Decidimos então criar um evento dentro do evento que fosse mais adequado conceitualmente para quem fazia sua estreia na moda com uma estrutura pequena.”

Para o jornalista e blogueiro Lula Rodrigues, apoiador e entusiasta do projeto, o Lab tem papel essencial para os novos talentos da moda. “É como dar papinha de criança, alimentar o bebê para que ele se desenvolva com força para aguentar as exigências do mercado”. Para ele, o Lab funciona como uma versão atualizada das manifestações underground dos anos 1980. “Se antes podíamos ver performances de 15 minutos, hoje não temos mais todo esse tempo”, explica, fazendo referência aos desfiles do projeto que são mais curtos do que um desfile convencional.

projeto-lab_02Da esquerda para a direita: Jadison Ranieri inverno 2010 e looks feminino de Arnaldo Ventura inverno 2010 © Agência Fotosita

André Hidalgo explica que o evento funciona como uma porta de entrada para própria CdC (quando não para o próprio mercado de moda). Estilistas começam ali de forma pequena, com um pequeno desfile de 10 looks. Depois de três edições, se o trabalho tiver boa aceitação pelo mercado e pela imprensa e o estilista souber se adaptar a realidade dos seu tempo, a marca migra para o line up oficial da CdC. Foi assim com os estilistas Samuel Cirnansck, Fábia Bercsek, Simones Nunes, Der Metropol e Karin Feller.

Inicialmente, o Projeto Lab era formado por marcas que a própria organização apostava. Hoje a seleção de quem desfila no evento é mais democrática. “A partir da 16ª edição da Casa de Criadores, passamos a abrir as inscrições para todo e qualquer interessado, que deve nos mandar um projeto de coleção + 1 look executado”, explica André. A partir daí uma comissão julgadora formada por profissionais da área avalia quem deve participar do projeto.

Dessa forma, o nível dos trabalhos apresentados tem ganhado cada vez mais relevância. Segundo André, “as marcas que hoje fazem parte do Lab chegam mais preparadas, com uma visão maior de mercado”. Com a maioria dos participantes vindos das faculdades de moda, a criação continua como foco principal, mas sem deixar de lado o aspecto comercial.

“O Brasil possui o maior número de cursos de graduação em moda e estilismo no mundo, e o Lab é uma das vitrines existentes para que os jornalistas e o mercado possam avaliar a qualidade de ensino e sua evolução nestes últimos anos”, diz Ricardo Oliveros, jornalista que acompanha o Lab desde a primeira edição. “A questão é que um projeto voltado para a nova geração precisaria de um mercado mais atento para poder absorver esta nova leva e possibilitar o real desenvolvimento do potencial apresentado, e isto não acontece”.

Fashion Rio Verão 2011 vai abrigar mais uma edição do Joia Brasil

24/05/2010

por | Moda

bia-vasconcelosComo os internautas já sabem, a edição de Verão 2011 do Fashion Rio contará também com a 11ª edição do Joia Brasil, onde designers conhecidos e novos talentos apresentarão seus trabalhos em 16 vitrines num enorme cubo espelhado suspenso criado pela cenógrafa Mari Stockler.

Entre os designers selecionados por Anna Clara Herrmann (a criadora, diretora e curadora do evento) estão Clementina Duarte, Jack Vartanian, Lúcia Lima, Francisca Bastos, Marilena Bueno, Márcia Chagas Freitas, Meire Bonadio, Rita Bittencourt, Adriana Mac Dowell Quattrone, Bia Vasconcellos e Beth Godoy.

E as peças não estarão expostas apenas para agradar os olhos: compradores brasileiros e internacionais poderão realizar negócios ali mesmo, no Pier Mauá, entre os dias 27/05 e 01/06.

Na foto, anel 3 Pedras de Bia Vasconcelos ©Divulgação

11º Joias Brasil

De 27 de maio a 1º de junho
Das 15h às 22h
Pier Mauá: Av. Rodrigues Alves, S/N, Bolsão 2, Acesso A – Rio de Janeiro

Line up Casa de Criadores verão 2011: novos talentos à vista

24/05/2010

por | Moda

andre-hidalgoComeça nesta segunda-feira, 24 de maio, a 27ª edição da Casa de Criadores. Entre as novas marcas que desfilarão até o próximo dia 26 de maio, no Centro de Convenções Frei Caneca, estão Gabriela Sakate, Juss e Yoon Hee Lee. Também no LAB, estreiam os estilistas Cynthia Hayashi, revelada por meio do Projeto Ponto Zero, e Luiz Leite, vencedor do 1º Fashion Mob, realizado em novembro de 2009.

Além do próprio line up, que aparece agora mais enxuto, com um total de 12 marcas, outra novidade é a transição de Karin Feller, Arnaldo Ventura, Jadson Raniere e Danilo Costa para o time principal da Casa. Após se destacarem no LAB, os quatro estilistas apresentarão suas coleções ao lado das marcas Der Metropol, R. Rosner, Purpure, Geraldo Couto, Rober Dognani, Gêmeas, Gustavo Silvestre e Walério Araújo.

As grifes que não participam desta edição do evento são: Marcelu Ferraz, Diva, Prints I Like, Ianire Soraluze, André Phergon, Tony Jr., No Hay Banda e Urussai. Sobre a redução do número de desfiles, André comentou ao FFW: “O comercial versus a imagem é uma questão que a moda brasileira ainda precisa pensar muito a respeito”.

“Treze anos atrás, quando começamos, a CdC era para ser um evento democrático, cheio de possibilidades para marcas jovens. Porém, ao mesmo tempo em que conseguimos lançar importantes nomes da moda nacional, também abrimos espaço para grifes que não souberam aproveitar a oportunidade da melhor forma, nem mesmo capitalizar de maneira interessante”, explica.

André convidou um grupo especializado de profissionais da área (jornalistas, empresários, estilistas, etc.) para que cada um analisasse criteriosa e detalhadamente as marcas que desfilaram na última edição do evento em 2009. A partir desses estudos que levavam em conta os aspectos criativos e comerciais, formou-se o line up para o verão 2011:

Segunda-feira, dia 24 de maio

Der Metropol
R. Rosner
Purpure
Jadson Raniere
Geraldo Couto

Terça-feira, dia 25 de maio

LAB: Luiz Leite
LAB: Gabriela Sakate
LAB: Juss
LAB: Cynthia Hayashi
LAB: Yoon Hee Lee
Rober Dognani
Gêmeas

Quarta-feira, dia 26 de maio

Gustavo Silvestre
Arnaldo Ventura
Danilo Costa
Karin Feller
Walério Araújo

+ Site oficial do evento: casadecriadores.com.br

Maurício Ianês: ‘Moda é moda, arte é arte. E tudo é business’

21/05/2010

por | Gente

Maurício Ianês de Moraes nasceu no dia 8 de julho de 1973, em Santos, São Paulo, filho de Rosângela e dos pais (assim mesmo, no plural) Roberto e Arthur. Irmão de William, Lauren e Gabriella, Ianês não fala dos seus sonhos porque se começasse a falar não ia parar mais – tem muitos.

Formado em Artes Plásticas pela FAAP, ele aprendeu na faculdade a ter as dúvidas certas. Conhecido no mercado da moda brasileira como o braço direito de Alexandre Herchcovitch, Maurício Ianês também é atual diretor criativo da marca TNG e chegou a trabalhar, muito de perto, com Alexander McQueen. “No estúdio muitas pessoas tinham problemas com ele. Ele não era fácil. E tinha um senso de humor que não era para todos”.

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Maurício Ianês (e) e Alexandre Herchcovitch: indissociáveis na vida pessoal e profissional ©acervo pessoal Alexandre Herchcovitch

No início da carreira do Alexandre Herchcovitch, vocês chegaram a dividir um apartamento. Sobre isso, responda:

Como, onde, como e por que vocês se conheceram?
No clube Senhora Krawitz, em 1993. Fomos apresentados pela Marcelona.

Qual era a relação de vocês?
Namorados.

Quanto tempo moraram juntos?
Muitos anos, inclusive depois de o namoro ter terminado. Seis ou sete anos, acho.

Como era o Alexandre como pessoa no dia a dia?
O Alexandre é uma pessoa incrível. Como amigo, namorado e profissional. Sério, passional, mas muito divertido e dedicado. Hoje, para mim, ele é um irmão. Ele sofre uma cobrança diária absurda, e por isso ele obviamente cobra profissionalismo das pessoas que se envolvem no trabalho dele com a mesma intensidade, o que para mim é uma qualidade enorme.

Vocês chegaram a discutir por causa de alguma bobagem (tipo toalha molhada na cama, roupa suja no banheiro, porta da geladeira aberta, louça não lavada na pia…)?
Claro! Não me lembro exatamente o que, mas eu sou, em casa, muito desorganizado, ao contrário dele. Ele era bastante tolerante também com as minhas manias, então brigávamos pouco.

Qual a lembrança que você guarda daquela época?
Tenho memórias incríveis. O Alexandre e a família dele viraram a minha família também. Muito trabalho, muito carinho.

O que ficou no passado?
Um tanto da liberdade de experimentar o que quiséssemos no trabalho do Alexandre. E o namoro, obviamente.

E o que você trouxe para o presente?
Um carinho enorme, um outro tanto da liberdade de experimentar o que quiséssemos no trabalho do Alexandre, e a força de lutar pelas coisas que eu acredito. Muitas delas deram certo.

alexandre-herchcovitch-e-mauricio-ianes-loja-japaoAlexandre Herchcovitch e Maurício Ianês (d) na frente da loja do estilista em Tóquio, no Japão ©acervo pessoal Alexandre Herchcovitch

Quando foi a primeira vez que você resolveu contribuir para um desfile do Alexandre?
Foi no desfile de formatura dele. Nós morávamos juntos, ele e eu trabalhávamos em casa, eu comecei a olhar e dar opinião nas coisas, ele gostou. O desfile foi na Santa Marcelina, os modelos eram na maioria amigos, inclusive a Márcia Pantera, vestida de freira. A passarela era uma cruz invertida em branco. Os temas eram comuns a todos os alunos, mas não me lembro exatamente dos nomes que foram dados a eles. Um deles era hospício….

O que você pensou antes deste primeiro desfile começar?
Tem que dar certo!

E depois que ele terminou?
Deu certo!

O que você pensa hoje antes de um desfile começar?
Tem que dar certo!

E o que pensa quando eles terminam?
Será que deu certo?! Acho que com a experiência veio mais um monte de dúvidas, e uma cobrança sobre o meu trabalho muito maior. Sempre acho que poderia ter feito melhor.

Hoje como funciona a parceria com o Alexandre?
Não temos muitas regras para isso. A cada estação funciona de uma forma, mas temos um contrato onde uma vez por semana eu vou ao estúdio dele para falarmos das coleções. Em geral eu faço a pesquisa de temas, formas, cores, chego com algumas idéias e discutimos tudo junto com a equipe de estilo. Uma vez decididos os caminhos a serem seguidos, começamos os desenhos, pesquisa de tecidos e matérias-primas, provas de roupa, etc. Nessa hora não existe uma regra específica, é um trabalho em grupo bastante fluido. Gosto bastante de desenhar peças para desfile, mas nem sempre isso fica para mim. Prefiro quando o tema faz com que todos se envolvam igualmente, prefiro ver o trabalho como um trabalho em grupo. Acho muito mais enriquecedor, e o Alexandre também gosta e incentiva isso.

O povo quer saber: qual é o método de trabalho que vocês adotaram e que tem dado tão certo?
Acho que já falei um pouco na pergunta anterior, mas posso complementar aqui que muito dos temas vêm da minha pesquisa. Isso porque eu sou curioso, gosto de pesquisar, e porque muito do meu universo é mais underground, o que acaba trazendo influências novas e diferentes para a coleção, e o Alexandre às vezes não tem tanto tempo de ficar indo atrás de coisas novas. Isso tudo deve ser obviamente filtrado, já que o Alexandre como marca já deixou de ser underground faz tempo, muito tempo, apesar de às vezes ainda ter que carregar esse estigma por conta de uma mídia muitas vezes preguiçosa e com pouco poder de análise e conhecimento aprofundado de matérias, modelagens, etc.

Qual é o seu cargo na marca do Alexandre?
Consultor criativo, mas não acho que seja um nome adequado. Faço um pouco de tudo. Só realmente não entro nos negócios, apesar de que quando eu vejo que uma decisão absurda pode ser tomada na empresa levanto a voz para pensar junto em soluções melhores. Não sou alheio a isso.

Por que você continua trabalhando com o Alexandre?
Por ele. E porque ainda é uma marca ou empresa que tem poder de criação, de mudança. Isso me interessa.

Qual a diferença de trabalhar para a TNG e para a AH?
Para o Alexandre tenho maior liberdade, sem dúvida. Os processos são mais rápidos, e temos a disposição uma estrutura de ateliê. Na TNG temos uma preocupação em nos manter dentro de limites mais comerciais que a marca tem, tudo tem que ser voltado para um público mais amplo, o que eu acho bastante interessante.

Como foi a aproximação da TNG?
Depois de a Regina ter saído de lá, eles me procuraram por e-mail. Eu tinha um conhecido que estava cuidando do gerenciamento de produto da marca, o Oscar Rovella, que tinha o meu contato.

Por que você aceitou trabalhar com eles?
Achei desafiador e, sim, achei interessante.

O que podemos esperar destas próximas coleções para AH e TNG?
Acho difícil passar este processo. O desfile do Alexandre vai ser bem forte, e talvez um pouco mais intelectualizado que o anterior, que tinha um apelo mais fácil. Para a TNG vamos tentar manter o frescor que conseguimos com a coleção passada, acho que vai ser uma coleção bem gostosa de ver.

Pode antecipar alguma coisa, qualquer coisa dessas coleções?
Não.

Nada?
Não.

Não mesmo?
Não, não, não.

Então tá, então. Vamos mudar de assunto. Soube que você trabalhou de perto com o Alexander McQueen.
Foi incrível. Sou muito feliz por ter tido essa oportunidade.

Você chegou a conhecê-lo?
Sim, claro! Ele pedia pra gente (eu e meu namorado Sebastian) tomar conta da casa e dos cachorros dele quando viajava, jantava na minha casa, saíamos juntos, éramos próximos. Foi ele quem me apresentou a Isabella Blow, que era casada na época com o Detmar, que tinha uma galeria de arte. Tudo começou quando eu conheci o Sebastian (Pons, estilista espanhol) em um clube em Paris. Começamos a sair juntos, começamos a namorar, e ele me falou que era o estilista da Givenchy (na época em que o Lee desenhava para lá). Logo o Sebastian se irritou com Paris e voltou pra Londres, onde ele tinha estudado com o Lee. Ele era o primeiro estilista do estúdio, e era muito amigo do Lee, o que fez com que eu me aproximasse bastante do círculo todo que pairava em volta deles. O Sebastian era também o melhor amigo do Miguel Adrover, cresceram juntos em uma vila de Mallorca, e ficamos amigos também. Eu gostava muito do Lee, e ele sempre foi muito carinhoso e generoso comigo, e no tempo em que mudei para Londres para morar com o Seb, ele me ajudou muito, muito mesmo, me colocando em contato com o mundo das artes londrino. Quando soube que eu trabalhava com moda também começou a encomendar projetos especiais para mim, peças de desfile, etc. No entanto no estúdio muitas pessoas tinham problemas com ele. Ele não era fácil. E tinha um senso de humor que não era para todos.

O que você fez exatamente quando trabalhou lá?
Desenvolvi projetos especiais para dois desfiles McQueen, e um para Givenchy. Lembro da Ana Cláudia Michels e da Gisele [Bündchen] nesse desfile da Givenchy. Foi incrível encontrar com elas lá. Também desenhei uma linha de acessórios masculinos para o licenciamento japonês que ele tinha. Durante os desfiles, quando terminava as peças que ele e a Kate England solicitavam, ficava de assistente da Kate.

A moda te enriqueceu no sentido material da palavra?
Não, não mesmo.

E no sentido transcendental, de valores?
Sem dúvida, muito.

Suas performances artísticas foram todas muito intensas.
Não sei se tenho uma mensagem a transmitir, acho que tenho uma mensagem para ser construída ali, ao vivo. Quero construir esse significado com o público, deixar que ele tome parte ativa deste processo; mas uma preocupação que tenho é de sempre procurar banir a tal aura da obra de arte. Quero obras abertas, abertas ao público (nem sempre interativas, mas que contem com a disponibilidade do público para construir junto ao trabalho a tal mensagem).

mauricio-ianes-zona-morta-galeria-vermelhoMaurício Ianês (no canto superior direito da foto) durante a performance “Zona Morta”, que aconteceu em 2007 na Galeria Vermelho: “Fico o tempo inteiro pensando que eu estou ali numa conversa, num diálogo com o público. E é isso o que me faz superar o frio que eu passei neste trabalho, por exemplo” ©Divulgação

Você não acha que as suas performances são um pouco… hmmm… cabeçudas?
Hahahaha! Adoro o termo “cabeçudo”, mas o que é um trabalho cabeçudo? É um trabalho que tenta fazer com que as pessoas pensem fora dos padrões gastos do cotidiano?  É um trabalho que exige pensamento? Acho que meu trabalho em geral pede uma disponibilidade e uma abertura das pessoas, sim. Se elas não se aproximam do trabalho com essa atitude, o trabalho não existe. Claro, em alguns trabalhos eu cito filósofos, poetas, questiono a história da arte, teoria da linguagem, mas não acho que exija do público esse conhecimento específico, acho que meu trabalho vive muito bem sem “bula”, sem o conhecimento das teorias de liguagem, filosofia, etc, que entram em jogo no meu processo criativo. No entanto, o meu trabalho não vive sem a disponibilidade do público. Não quero trabalhos que possam ser vistos e digeridos em dois segundos.

A arte não deveria se popularizar mais?
A arte deve ser o lugar de pensamento público por excelência, e desta forma inerentemente política. O que não quer dizer que ela tenha que ser simplista ou fácil. Muito pelo contrário. Ela deve ser de digestão difícil. Ela deve dar poder às pessoas, e fazê-las perceber e questionar o poder que elas têm, e isso pode incomodar. O poder de questionamento, de diálogo, de interferir na sociedade, mas para isso o público deve ter uma atitude aberta em relação a ela. É interessante perceber por exemplo que os maiores exemplos de arte “difícil” que temos na história tiveram na verdade as suas origens em uma tentativa de popularizar a arte. Penso aqui em Malevich, Mondrian, Ad Reinhardt, a arte conceitual, o minimalismo, entre outros… Todos tentaram tirar a aura e o distanciamento que a arte tem para aproximá-la do público, mas o público (ou o mercado?), com medo de ter em mãos esse poder, acabou criando para esses movimentos uma aura maior ainda.

Quem são seus ídolos?
Ludwig Wittgenstein. De resto, Paul Celan, Samuel Beckett, Louise Bourgeois. Mas não gosto de ídolos.

Por que eles/elas são seus ídolos?
L.W.: Pelas opções de vida que teve e pela solidez de seu caráter. Pelo menos pelo que o seu biógrafo mostrou. Pelo questionamento radical, mesmo que às vezes problemático, às estruturas do pensamento e da linguagem que o seu pensamento filosófico trouxe.
P.C.: Pela sua poesia.
S.B.: Pela solidez e qualidade do seu trabalho.
L.B.: Pela sua persistência. Não sou grande fã do seu trabalho, mas ela é para mim sempre um exemplo de força e persistência.

ma-ia-reduzidaOs ídolos de Maurício Ianês numa colagem exclusiva feita pelo Romeu Silveira ©Romeuuu/FFW

Onde uma pessoa comum que está interessada em arte deve começar a procurar?
Em casa, no seu cotidiano. Questionando e observando as suas atitudes e padrões cotidianos. Sempre penso em Joseph Beyus e seu trabalho “A revolução somos nós”. Depois, acho que hoje a internet oferece bastante conhecimento básico. Além de, obviamente, visitar galerias e museus.
A partir daí, não faltam cursos razoáveis de estética e história da arte, apesar de eu achar que a maioria deles é tão antiquada que pode destruir um processo que seria muito mais interessante se fosse solitário.

Quais são as galerias boas de São Paulo?
Luisa Strina, Fortes Villaça, Vermelho, Triângulo, Leme.

Moda é arte?
Moda é moda, arte é arte, mas gosto quando tudo fica fluido, apesar de no meu trabalho mesmo isso acontecer pouco.

Moda é business?
Sim.

Arte é business?
Sim.

O que é arte?
Um meio complexo de comunicação e questionamento; um ramo da cultura humana, um meio de expressão, um trabalho.

O que é moda?
Um meio complexo de comunicação e questionamento, com funções específicas, em geral bastante relacionado a uma cultura, e um trabalho.

O que é business?
A troca de produtos – abstratos ou não – vinculados aos desejos de uma sociedade, com valor agregado diretamente relacionado a intensidade deste desejo.

E pra terminar, um recado, qualquer recado, para uma pessoa, qualquer pessoa.
Que entrevista difícil, André!!!

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(QUASE) TUDO SOBRE MAURICIO IANÊS

mauricio-ianes-harajuku©acervo pessoal Alexandre Herchcovitch

Signo.
Câncer.

Ascendente.
Sagitário.

Pecado.
Acreditar em pecados.

Comida.
Qualquer coisa vegan. Sério, gosto de tudo, especialmente comida mediterrânea, árabe, espanhola e italiana.

Um sonho realizado.
Visitar a Islândia, que virou meu lar de coração. Amo o lugar, a natureza, as pessoas, meus amigos de lá. Apesar de não nos vermos tanto, eles têm um lugar especial no meu coração. Acho que o maior sonho na verdade, e que se relaciona com esse, é o de poder ter amigos espalhados pelo mundo e ser capaz de me comunicar com eles, e entender as especificidades de cada um.

Um sonho a se realizar.
Se eu começasse a falar, não ia parar mais. Tenho muitos.

Um medo que superou.
Não tenho muitos medos, mas ficar nu em público era um dos poucos que me afligiam, e um dos maiores. Superado.

Um medo que prefere nem lembrar.
Já me confrontei com esse medo, e fui obrigado a superá-lo. A morte de minha mãe.

Animal de estimação.
Quatro gatos e muitos peixes em dois aquários.

Bebida.
Água.

Copyright ou copy left?
Copy left. Hoje o mundo é cheio de contextos e situações diferentes para que as cópias permaneçam cópias autênticas por muito tempo. No entanto, na hora de criar, não olho muito pra fora.

Viagens.
Islândia (Reykjavík e adjacências), a última viagem para Paris, que durou 6 meses, e Israel. Islândia porque era um sonho de criança, porque tive contato com pessoas especialíssimas e muito carinhosas, e pela natureza. Paris porque tive a oportunidade de experimentar melhor a cidade, e conhecer pessoas que foram muito importantes para mim. Israel pela constante tensão social que me trazia para uma constante consciência sócio-política o tempo todo, além de o país ter uma atmosfera de espiritualidade inacreditável. Impossível não ficar contaminado e impressionado com isso. Além do que, estar em um deserto é uma experiência especialíssima.

Se não fosse o que você é, você gostaria de ser um:

a) índio americano

b) esquimó

c) cigano do leste europeu

d) chefe da tribo ndebele

e) boia fria

f) cowboy

Difícil. Prefiro ainda  continuar sendo o que eu sou experimentar um pouco das vidas destas opções todas. Gosto de vivenciar e experimentar culturas diferentes, e absorver um tanto delas pro meu cotidiano. Já convivi e continuo convivendo com pessoas muito diferentes, sou aberto a isso, gosto de ouvir o que elas têm a dizer e trocar experiências com elas. Por isso acho que não sonho muito em ser alguém diferente. Prefiro ir lá e ter a experiência de vida sendo eu mesmo. Mas hoje sempre que eu entro em crise ainda penso em duas opções, que podem se realizar se a crise for muito grande: criar ovelhas no interior da Islândia ou ser um estudioso da Torah em Jerusalém ou Tsfat. Já cheguei perto disso várias vezes, mas acabei voltando atrás na decisão.

Filosofia.
Muitas. Mas acho que resumo tudo em uma tentativa de levar uma vida baseada na ética, no respeito e na tolerância. Sou aberto a mudanças. Procuro sempre ser bem humorado, mesmo quando sou mal humorado. E sou vegan radical, por princípio.

Lembrança mais marcante da infância.
Quando eu aprendi a ler. Achei mágico. Pintar desenhar com a minha mãe, eu chegava a ficar febril de tão feliz. Lembro também de ser bem silencioso, mas de ter dias em que eu falava sem parar. Uma outra memória que até hoje eu guardo com muito carinho e bastante nostalgia eram os passeios das noites de Domingo, quando minha mãe e meu pai (o Arthur) me levavam para passear pela avenida da praia, de carro. Ouvíamos música, eu ficava olhando a praia e a cidade, e dormia. Sempre voltava dormindo, e era carregado pra cama.

Melhor amigo(a).
Não gosto de falar em melhores amigos. Todos os meus amigos que fazem parte da minha vida cotidiana de fato são meus melhores amigos, e tenho sorte de trabalhar ao lado de alguns deles.

Hobbies.
Ler, ir ao cinema, ficar com amigos, irmãos, e o namorado.

Televisão.
Raramente, mas gosto de ver documentários sobre as ciências e sobre os animais. De resto, acho a maioria da programação repulsiva. Uma piada burra.

Filme.
“Nostalgia”, de Andrei Tarkovsky e “O Espelho”, do mesmo diretor.

Música.
Barulhos, adoro prestar atenção a barulhos ordinários. Além disso, Grouper, Yellow Swans, Prurient, Luigi Nono, Xela, William Fowler Collins (ouça no player abaixo), Colleen, Burzum, entre outros.

William Fowler Collins – Perdition Hill Radio by _type

Cheiro.
Pele, cheiro dos meus bichos, e “Odeur 53″.

Tatuagens.
Considero os meus dois braços fechados uma tatuagem só. Fora essa, tenho mais 6.

Qual foi a primeira?
A primeira foi “soterrada” pela tatuagem preta no meu braço esquerdo. Era o desenho de uma sereia do artista Odilon Redon.

E a mais recente?
A do meu queixo. Faz tempo que não faço uma nova.

E qual é a sua favorita?
Não tenho favorita, gosto de todas, mas acho a do queixo especial.

Felicidade.
Produzir, trabalhar e ver arte. Ficar em casa com meu namorado e meus bichos, ou com a família, também me faz feliz, apesar de eu acabar ficando pouco com a minha família.

Tristeza.
Ficar improdutivo e me deparar com situações de intolerância e falta de respeito.

Revistas.
Regularmente leio a “ArtForum”, “Dazed and Confused”, “i-D”, “Vogue Itália”. O resto eu não leio com tanta regularidade. Sinto falta da “Dutch”.

Livro.
“O Processo”, de Franz Kafka.

O que você aprendeu de fato na faculdade?
A ter as dúvidas certas.

E o que a vida lhe ensinou de mais importante?
A não ficar estagnado e a correr atrás das minhas crenças, mesmo que sozinho.

‘Vogue Paris’ vs. ‘Vogue Hommes’: a mesma Kate, a mesma praia e belezas diferentes

21/05/2010

por | Beleza

Há apenas alguns dias, o FFW falou da época de editoriais internacionais de verão e o tal “cabelo de praia”, desarrumado e levemente ondulado. Eis que surge então a capa da edição de junho/julho da “Vogue Paris”. A surpresa? Kate Moss vai à praia com o rosto mais glamouroso possível!

A beleza é a imagem característica do retrô: batom vermelho, delineador gatinho e cachos bem definidos. O que é interessante é que podemos comparar esses dois visuais (o retrô e o relaxado) usando o mesmo fotógrafo, a mesma praia, a mesma stylist Emmanuelle Alt e a mesma top – é só mudar o título da revista para “Vogue Hommes International”.

texto-vogues“Vogue Paris” junho/julho 2010 e “Vogue Hommes International” Verão 2010 ©Mario Sorrenti/Reprodução

Veja fotos de ambos os belos editoriais na galeria e decida qual look é o melhor para aproveitar um feriado luxuoso.

FFW digest: beleza de açaí, o novo perfume Dolce & Gabbana e mais

21/05/2010

por | Beleza

dolce-gabbana-gentlemanDolce & Gabbana anuncia novo perfume masculino

A linha masculina de Domenico Dolce e Stefano Gabbana completa 20 anos e, para comemorar, será lançado um novo perfume masculino, “The One Gentleman”.

A fragrância inclui notas de pimenta, lavanda, cardamomo, erva doce, patchouli e baunilha. “Pedimos que recriassem o sentimento de elegância”, disse Gabbana ao “WWD”.

Estima-se que a fragrância possa arrecadar até US$ 100 milhões em seu primeiro ano de vendas. O lançamento (no Hemisfério Norte) está marcado para a segunda metade de 2010.

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Estée Lauder adquire parte da Smashbox Beauty Cosmetics

A gigante Estée Lauder Cos. Inc. confirmou, no dia 17/05, que é a nova sócia minoritária da Smashbox Beauty Cosmetics Inc. Os valores não foram divulgados, mas estima-se que o investimento tenha sido algo entre 200 e 300 milhões de dólares.

O grupo também adquiriu uma parte do Smashbox Studios, o estúdio fotográfico dos irmãos Dean e Davis Factor – curiosamente, bisnetos do beauty artist e fundador da marca homônima Max Factor.

Vale lembrar que a Estée Lauder já é detentora de outras 27 marcas, incluindo M.A.C., Bobbi Brown e Clinique.

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avon-reeseChega ao Brasil o Anel da Atitude, da Avon

Estima-se que uma em cada três mulheres no mundo já tenha vivido uma situação de violência, e 70% dos casos acontece em ambiente familiar. Para lutar contra essa situação, o Instituto Avon criou o Anel da Atitude, agora à venda no Brasil.

Dos R$ 10 gastos, R$ 4 (100% do lucro líquido) irão para projetos que visam minimizar a violência doméstica no país. O produto estará à venda até o final de junho.

SAC Avon: 0800 708 2866

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Relatório americano diz que perfumes contêm substâncias químicas nocivas

Recentemente foi divulgado um relatório comissionado pela Campanha por Cosméticos Seguros, nos EUA. O conteúdo diz que perfumes famosos contêm substâncias químicas não-listadas na etiqueta e que muitas dessas substâncias podem ser bem perigosas.

A lista de sintomas encontrados em 17 das fragrâncias testadas (que possuíam, em média, 10 substâncias escondidas) vai de alergias a interrupção hormonal, interrupção tireoidiana, danos reprodutivos e até câncer.

Um representante do Conselho de Produtos de Higiene Pessoal considerou o relatório “um disserviço aos consumidores que procuram informações completas e acuradas”.

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kiehls-acaiKiehl’s lança novos produtos com base de açaí

Também chegou ao Brasil a nova linha da Kiehl’s, feita com produtos de origem 100% natural – e o principal é o açaí orgânico! A fruta é um potente antioxidante que, combinado com as outras substâncias da fórmula (aloe vera, óleo essencial de lavanda e alecrim), ajuda a restaurar o tom, a textura e a firmeza da pele.

A coleção Açaí Damage-Repairing Skincare inclui um tonificante, uma toning mist, um serum e um hidratante.

SAC Kiehl’s: 0800 722 8883

Haider Ackermann pretende lançar linha masculina em junho

20/05/2010

por | Moda

Conhecido por seus drapeados incríveis e sua estética sombria, Haider Ackermann tem novos planos em vista. O estilista nascido na Colômbia, criado na Bélgica e radicado em Paris já havia sido convidado para mostrar sua nova coleção feminina na feira de moda Pitti W, em Florença, na Itália, no dia 16 de junho. A novidade agora é que junto com seus famosos vestidos longos, Ackermann irá apresentar seus primeiros looks masculinos.

“Estamos procurando o homem por trás da nossa mulher Ackermann”, disse o estilista ao jornal “WWD”. Peças masculinas do estilista devem ir à venda já na próxima estação verão 2011. O que elas serão exatamente ainda é um mistério, já que o estilista preferiu não comentar muito a respeito.

‘Não tenho nada contra Lady Gaga’, afirma Christina Aguilera

20/05/2010

por | Cultura Pop

christina_aguilera_16001264_wire Aguilera quer acabar com os rumores: para ela, Lady Gaga é uma ótima artista ©Reprodução / MTV

A cantora Christina Aguilera, que está no meio de um desajeitado retorno ao mundo pop pós-Gaga, resolveu acabar de vez com a as  insinuações  de que ela estaria copiando a autora de “Poker Face” no vídeo de seu novo single, “Not Myself Tonight”, com uma declaração no seu site oficial.

“Não tenho absolutamente nada contra a Lady Gaga ou qualquer outra cantora. Acho que ela é ótima, e aprecio qualquer mulher com coragem suficiente para ir contra o senso comum” .

Outra faixa do mesmo disco, “I Hate Boys”, (uma parceria com a banda de electro punk Le Tigre), vazou na web nesta semana. A fórmula pop não surpreende, e mostra uma Aguilera mais contida nos vocais.

Ouça:

+ Site oficial: christinaaguilera.com

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+ Myspace: myspace.com/christinaaguilera