Fundo global de arte tem apoio de Nick Knight e outros grandes nomes

05/08/2011

por | Cultura Pop

abre-the-green-box-projectEscultura digital do belga Arne Quinze, a primeira obra em realidade aumentada do Green Box Project ©Divulgação

O super fotógrafo Nick Knight e o músico Sam Spiegel estão à frente de um projeto bem bacana destinado a novos talentos: o The Green Box Project, fundo global criado para apoiar promessas independentes na arte, design, música e moda. Com patrocínio da cerveja Beck’s, durante os próximos três anos mil projetos criativos serão selecionados, financiados e exibidos em uma plataforma super inovadora de alcance mundial.

Funciona assim: uma vez finalizados, os projetos serão expostos por meio de caixas verdes de perspex (um tipo de plástico bem resistente), usadas como as ferramentas de suporte das esculturas em realidade aumentada. Para visualizar o trabalho, a pessoa precisa fazer o download de um aplicativo pelo iPhone, iPad ou Android e olhar para a caixa verde por meio da tela do smartphone.

Para dar o pontapé inicial ao projeto, de julho até setembro 30 dessas caixas com obras virtuais de artistas como Hussein Chalayan, Kate MccGwire e Sage Vaughn serão distribuídas pelos Estados Unidos, Itália e Reino Unido. Enquanto isso, quem tiver interesse em participar do Green Box Project pode se inscrever no site da Beck’s a partir do dia 8 de agosto. Nick Knight e Sam Spiegel decidirão quais ideias merecem ser patrocinadas e colocadas em prática; os escolhidos terão suas obras expostas permanentemente na internet, e alguns projetos serão transformados em caixas verdes espalhadas pelo mundo.

Interessou? Então fique de olho na abertura de inscrições para o Green Box Project no site da Beck’s.

Por trás da H&M: das parcerias às celebs que apostam no fast fashion

05/08/2011

por | Gente, Moda

gisele_hmGisele Bündchen em campanha para a H&M ©Reprodução

Se você gosta de moda e vive nesse planeta, as chances da gigante H&M ser uma desconhecida são quase nulas. Mas o nome por trás do grande sucesso da marca talvez seja uma incógnita. Margareta Van Den Bosch é a diretora criativa de uma das maiores redes de fast-fashion do mundo, que empregou 76 mil pessoas e gerou € 13 bilhões em vendas no ano de 2009. Além de números tão grandiosos, a H&M é responsável por grandes histerias no mundo da moda com as coleções em parcerias com grifes do naipe de Lanvin, Karl Lagerfeld e Stella McCartney.

O “Huffington Post” fez recentemente uma entrevista com a designer, e você lê os highlights aqui. Confira abaixo:

margaretaMargareta Van Den Bosch, o grande nome por trás do sucesso da H&M ©Reprodução

Você tem tido uma carreira notável supervisionando a produção de uma marca global como a H&M por quase 24 anos, após trabalhar para marcas de moda na Itália. O que tem mantido você tão fiel à empresa por tanto tempo?

Eu fiz muitas coisas e tive vários empregos que me forneceram muita experiência inestimável na indústria da moda, antes de eu entrar na H&M. Por 22 anos eu trabalhei como designer de moda e durante 11 desses anos eu morei na Itália. Durante esse período, eu dei consultoria e trabalhei para várias marcas. Quando eu vim para a H&M eu senti que havia muito a ser feito, mas também gostei da atmosfera, e gostei de trabalhar com muitas pessoas diferentes.

Sua reputação de formidável trabalhadora te precede. Os rumores são que você costumava trabalhar 12 horas por dia enquanto você era diretora de design na H&M. Como sua rotina de trabalho mudou desde que você se tornou conselheira criativa na H&M há dois anos?

Eu amo a H&M e trabalhar aqui, mas com mais espaço na agenda eu também tive a oportunidade de fazer outras coisas, tanto profissionais quanto pessoais.

Você comandou uma revolução silenciosa na democratização no mundo das vestimentas trazendo nomes da alta-moda para a moda de rua e desenvolvendo estimulantes e extremamente bem sucedidas parcerias com estilistas. Como essa ideia surgiu e como você escolheu os designers?

Na H&M nós trabalhamos como um time e nós todos discutimos diferentes ideias entre nós: com quais designers gostaríamos de surpreender nossos consumidores, o que se encaixa em nossas próprias coleções e assim por diante.

Quão fácil é persuadir personalidades e marcas como Lagerfeld ou Lanvin a trabalhar com H&M e para os chefões da H&M enxergarem os benefícios dessas parcerias?

Nós enxergamos as colaborações de designers como um processo de fortalecer nossa marca. Ao mesmo tempo, nossa ideia de negócios de oferecer moda e qualidade ao melhor preço dá aos nossos consumidores a oportunidade de comprar itens de estilistas com preço H&M enquanto permite ao designer muito mais foco e atenção ao processo criativo. No final, é uma situação em que todos ganham.

lanvinCampanha Lanvin <3 H&M, um sucesso estrondoso ©Reprodução

Parece claro que você dá valor às parcerias de moda com designers famosos e celebridades, mas você prefere evitar ser retratada na imprensa como uma celebridade, preferindo concentrar-se em seu trabalho e deixar que isso fale. Com essa perspectiva pessoal em mente, como você vê o futuro da aliança entre a cultura de celebridades e moda em evolução?

A cultura de celebridades é interessante às vezes, e pode ter uma enorme influência e inspiração no comportamento individual e coletivo, mas eu também penso que as pessoas devem olhar para sua própria personalidade e se vestir de acordo com o que eles acham que é certo para eles.

Muito foi escrito sobre essas coleções e inúmeros relatórios financeiros foram produzidos sobre o sucesso delas. Mais importante, esse modelo influenciou outras grandes redes de moda de rua, como Topshop, GAP ou Uniqlo, levando-as a estabelecer parcerias com designers estabelecidos. Em uma indústria em que a exclusividade de um look, marca ou designer é a chave para atrair consumidores, como você acha que as colaborações com designers famosos irão evoluir de forma a manter os clientes interessados?

Tem de haver um ângulo diferente para cada projeto. Na H&M, cada coleção que é desenhada e produzida como parte dessas parcerias deve ser interessante e surpreendente para nossos clientes e resultar em uma coleção boa e comercial.

Com tantos novos talentos saindo das escolas de moda todo ano, algumas pessoas podem sentir que trabalhar com algum designer já bem estabelecido pode atravancar as gerações futuras de designers. O que a H&M faz para dar apoio aos novos talentos na indústria da moda?

Na verdade nós damos muito apoio e alimentamos o futuro da indústria da moda. Na H&M, nós temos mais que 120 designers da casa e temos cerca de 30 trainees por ano. Nós também damos prêmios para estudantes de diferentes escolas de moda, alguns por conta própria, mas também em colaborações com revistas.

A H&M tem uma básica, porém extremamente bem sucedida, receita de sucesso: sob a proteção da marca, conseguiu produzir diferentes linhas (como “Divided”, “L.O.G.G.”, “BIB”, etc) que têm apelo tanto com os mais jovens quanto com os mais velhos. Isso se deve a uma enorme equipe de designers com os quais você trabalha. Qual é o seu papel no processo criativo de todas essas linhas e como você trabalha com esses designers?

O processo é extremamente interessante e focado em produzir uma ótima moda: cada departamento tem sua própria equipe de designers, produtores de estampas, compradores e controladores que criam as coleções que chegam às nossas lojas todos os dias. Nós trabalhamos com diversas tendências, cores e itens chaves que são então traduzidos e adaptados para os diferentes clientes de cada conceito.

HMElas usam H&M: Natalie Portman na pré-festa do Oscar e Michelle Obama no programa Today Show ©Reprodução

As rápidas demandas em grandes mercados, o aumento dos custos de produção e o esgotamento das culturas do mundo por causa de catástrofes naturais provocou um aumento significativo no preço do algodão nos últimos seis meses. Algumas companhias admitiram que precisarão recorrer a mais tecidos artificiais para manter os preços baixos, enquanto outras estabeleceram que seus preços vão subir. Tendo em mente que a H&M tem uma reputação de “qualidade-preço” boa, e em face de tempos conturbados, como você vê o futuro da moda?

É verdade que o preço do algodão tem aumentado desde o último verão. No entanto, nossa opinião é que, tal como está atualmente, é um fator relativamente neutro para a concorrência global. Na forma como vemos, há muitos outros fatores que poderiam compensar o impacto para os consumidores. Para a H&M, a perspectiva do consumidor é sempre a mais importante. Por razões comerciais nós não comentamos nossa política de preços mas, no fim, o mais importante é que o cliente sempre possa apreciar os produtos que ele compra e que ele sinta que fez um bom negócio com a H&M.

Você mudou para um papel de consultora, de um papel criativo. O que mudou na maneira que você percebe a moda, do ponto de vista pessoal?

Absolutamente nada. A moda tem um papel tão importante para mim agora como quando eu comecei nessa indústria extraordinária.

Como alguém que trabalhou incansavelmente ao longo de décadas, é difícil imaginar Margareta Van Den Bosch diminuindo o ritmo ao ponto de parar de trabalhar com moda completamente. Quais são os planos que você está fazendo para o futuro?

No momento, estou me divertindo trabalhando com o que faço, e não tenho planos específicos para o futuro. Enquanto eu tiver boa saúde e bom espírito não vejo nenhum problema em preencher meus dias com coisas interessantes e inspiradoras.

Coreógrafo do Grupo Corpo fala sobre novo balé, em cartaz em SP

04/08/2011

por | Cultura Pop

grupocorpo_002Cena de “Sem Mim”, novo espetáculo do Grupo Corpo ©Juliana Knobel

As contradições, os movimentos e as possibilidades do mar são o mote central de “Sem Mim”, nova coreografia do Grupo Corpo que estreia hoje (04.08) no Teatro Alfa, em São Paulo. O ponto de partida, como característico da companhia mineira, é a trilha sonora, desta vez criada a quatro mãos pelo paulista José Miguel Wisnik e pelo viguês Carlos Núñez, que trabalharam sobre o ciclo do mar de Vigo, de Martín Codax, único conjunto de canções do repertório medieval galego-português que chegou aos nossos dias com as respectivas partituras de época.

Das chamadas “cantigas de amigo”, cantadas por um ponto de vista feminino que lamenta a ausência de seu amor ou festeja a iminência de seu regresso, sempre com referências ao mar, Wisnik e Núñez desenvolveram a trilha que tem as participações vocais de Milton Nascimento, Chico Buarque, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Rita Ribeiro e Jussara Silveira, além do próprio Wisnik.

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Antes da estreia nacional do balé, o FFW assistiu a um belíssimo trecho de “Sem Mim”, que será apresentado em conjunto com “O Corpo” (2000), e conversou com Rodrigo Pederneiras, coreógrafo da companhia que gentilmente falou sobre o novo espetáculo, a relação do grupo com o mundo da música e o seu processo de criação; confira:

O mar, as cantigas de amigo e suas referências em “Sem Mim”: “Essa ideia de mar veio mais tarde, porque quando eu recebi a trilha ela estava pronta, e eu fiquei absolutamente fascinado. Mas eu precisava me agarrar a alguma coisa, a um tema, uma ideia central, alguma coisa pra criar um chão pra mim. E as letras falam da mulher que está esperando o amor que pode ser que volte pelo mar, ou chorando a perda de uma pessoa que o mar levou, porque morreu, ou porque foi pra outros lugares. Então fiquei pensando: ‘O que é esse mar, o que ele faz?’. Ele separa as pessoas, ele une as pessoas; ao mesmo tempo em que ele destrói, ele é provedor. O mar, ao mesmo tempo em que é tão vigoroso e masculino, é tão delicado e tão feminino! Isso acabou caindo no que a gente tem do mar, que é o movimento de ir e vir o tempo todo; então peguei essa base como ideia pra criar o balé. Através do mar, há os movimentos ondulados – e como fazê-los? Se eu fosse usar os braços em movimentos ondulados, seria muito óbvio, então tirei praticamente todos os braços e fiz o movimento pessoal dos bailarinos todo no tronco, ondulado, ondulado, ondulado. E pensei também nos tipos de movimento espacial que poderia fazer, porque há o movimento de maré, por exemplo, que também te dá um subsídio grande. Senão, eu ia falar de amor, da mulher que está chorando, e não era o caso; a trilha não é de lamentação, muito pelo contrário”.

A técnica clássica no contexto contemporâneo do Grupo Corpo: “No trecho que foi apresentado agora, por exemplo, não se vê nenhum movimento de técnica clássica, mas se as pessoas não tiverem a técnica clássica, elas não fazem. Essa que é a grande coisa. Talvez seja um trabalho de um termo muito utilizado ultimamente, que eu nem gosto muito, mas que acho que é isso aí mesmo, que é de ‘desconstrução’. E de dar oportunidade ao bailarino de ele ser mais ele mesmo. Porque acho que no clássico ele está sempre interpretando um animal ou um príncipe, e aqui não, cada um pode ser ele próprio, acho que isso é importante”.

abre-grupo-corpo-sem-mim-teatro-alfaCena de “Sem Mim”, novo espetáculo do Grupo Corpo ©José Luiz Pederneiras

O narrativo e o abstrato na dança: “Existe coisa mais abstrata no mundo do que [fazendo gestos com as mãos, apontando para o rosto e para uma aliança imaginária] ‘você é maravilhosa, eu quero me casar com você, grand jeté, grand jeté, pirueta’?. Existe alguma coisa mais abstrata que isso? Mas dizem que isso é um balé narrativo. Dança é abstrata. O Balanchine dizia uma coisa: ‘Como eu vou dizer ‘esta é a minha sogra’ em dança?’. Não é narrativa em lugar nenhum, dança é abstrata. O que a gente vê, e acho que é o que todo mundo faz, é pegar uma ideia central e tentar tirar dessa ideia momentos, se não emoções, sensações que valham a pensa, que sejam legais… mas dança é abstrata mesmo quando se pretende narrativa.

grupo-corpo-2A música e sua importância no Grupo Corpo: “O que a gente tenta aqui, pelo menos, é não deixar que música e dança sejam coisas diferentes, que uma queira ilustrar pra outra. As duas tem que ser uma coisa só, tem que somar, tem que agregar. Pelo menos é o que a gente tenta. A maioria dos coreógrafos trabalha de forma diferente e só vê a música depois, o que é ótimo também, mas eu não consigo trabalhar assim. Eu não saberia, definitivamente. Também até soubesse, mas não conseguiria, não é o meu barato”.

A trilha de “Sem Mim”: “Quando o Zé [Wisnik] entregou essa trilha, eu falei ‘Zé, você é um grande de um sacana, porque essa trilha é tão maravilhosa que ela não precisa de nada, não precisa de uma coreografia, de um trabalho de dança em cima’; ela é completa, está pronta, fala por ela mesma. Mas quando eu ouvi, lá no começo do projeto, com as canções tocadas à maneira medieval, pensei que dali podia nascer uma coisa muito legal”.

O risco das trilhas personalizadas: “Desde 1992 todos os nossos trabalhos são feitos com músicas especialmente compostas. Normalmente nós participamos da feitura, algumas vezes mais, outras menos — nesse caso por exemplo, eu não participei nada. Acho que cada vez menos a gente participa. Porque uma coisa que nós acreditamos que é muito legal é que quanto mais liberdade, melhor. Esse que é o grande barato. Se você tá chamando um cara pra trabalhar com você, que ele tenha total liberdade. É daí que nascem coisas maiores e melhores”.

A escolha de “O Corpo” (2000) para ser apresentada com “Sem Mim”: “Acho que até deu um contraponto bom, porque “O Corpo” é muito urbano, mais rascante, mais pesado, menos palatável que o “Sem Mim”, que é mais delicado. Mas o que acontece é que a gente tem um repertório muito vasto que dançamos sempre fora do país, e no Brasil não. Então resolvemos que, sempre que formos estrear alguma coisa, vamos pegar o balé que tem mais tempo que não é apresentado aqui. “O Corpo” faz uns nove, dez anos”.

A evolução do coreógrafo entre “O Corpo” e “Sem Mim”: “Evolução? Não sei… Vendo “O Corpo”, que é um trabalho que eu gosto muito, hoje eu gosto mais do que quando criei, mas não sei, não sei como vai ser depois. Eu tento andar pra frente, te juro que tento (risos), mas eu não sei”.

“Sem Mim” do Grupo Corpo no Teatro Alfa
De 4 a 14 de agosto, de quarta a segunda-feira
Quarta, quinta e sábado, 21h; sexta, 21h30; domingo, 18h
Duração: O Corpo (42m) – intervalo de 20m – Sem Mim (47m)
Classificação etária: livre
Preços: Setor I e II, R$ 100; Setor III, R$ 70; e Setor IV, R$ 40

Teatro Alfa
R. Bento Branco de Andrade Filho, 722
(11) 5693-4000
Estacionamento: Valet c/ manobrista = R$ 25 – Self = R$ 18

Compras por telefone (5693-4000 e 0300-789-3377 ), pelo Ingresso Rápido ou na bilheteria do Teatro Alfa.

Veja aqui a programação completa da Temporada de Dança 2011 do Teatro Alfa

Marisa apresenta Verão 2012 que vai do boho ao color block

04/08/2011

por | Moda

abreVerão 2012 da Marisa ©Divulgação

Nesta quinta-feira (04.08), a Marisa recebeu jornalistas, editores, produtores e blogueiros de moda para apresentar a coleção de Verão 2012 da marca. Em um espaço na Vila Olímpia (zona oeste de São Paulo), em um dia em que os termômetros registraram queda na temperatura, a Marisa apresentou suas apostas para o calor.

As peças, que já começaram a chegar às lojas, estavam expostas separadas em linhas; casual, urbana, balada e teen eram algumas delas. As novidades da loja em lingeries e acessórios também foram apresentadas.

O evento também contou com um desfile com uma pegada bem setentinha. Entre as tendências que marcaram a passarela, o boho, com referências claras ao movimento hippie, muita cintura marcada com cintos, comprimentos longos, calças de cintura alta e pantalonas. Outra aposta forte da Marisa para a estação mais quente do ano é o color block, junto com as listras.

foto2Verão 2012 da Marisa ©Divulgação

Nas araras das lojas – que já começaram a ser abastecidas com as novas peças – as compradoras podem esperar encontrar macacões confortáveis, saias longas, vestidos soltinhos, listras e estampas florais e muitas roupas em tons neutros e terrosos, além do azul Klein e laranja, as duas cores que mais marcaram presença na passarela.

Nos acessórios, muito dourado e ouro velho e mistura de materiais como couro e penas. Braceletes e colares máxi são as maiores apostas da marca para o verão. Confira os looks da marca na nossa galeria:

“Os Simpsons” viram edição especial de skates da Santa Cruz Skateboard

04/08/2011

por | Cultura Pop

abre-skates-the-simpsonsA prancha “The Homer” da Santa Cruz Skateboard ©Reprodução

O FFW adorou a edição especial “The Simpsons” lançada pela Santa Cruz Skateboard, uma das mais tradicionais fabricantes de equipamentos para skate do mundo. Feita em parceria com Matt Groening, o criador do desenho, a linha tem pranchas super detalhadas que brincam com ícones dos Simpsons, como a cerveja Duff, e da própria Santa Cruz, com a “Screaming Hand”, seu símbolo mais famoso.

Uma das mais legais é a prancha “The Homer”, que segue os contornos da cabeça do personagem e tem rodas estampadas com donuts. Ah, e detalhe: os skates são lindos e parecem objetos de decoração, mas eles são totalmente funcionais! Todos os modelos podem ser vistos no site oficial da Santa Cruz Skateboard, que também tem seu próprio e-commerce; pena que eles não realizam entregas para fora dos Estados Unidos… D’oh!!

Vapt-Vupt: um papo mais que rápido com o top fotógrafo…

04/08/2011

por | Cultura Pop

steven-kleinSteven Klein ©Reprodução

Ele já fotografou Brad & Angelina em casa, é amigo de Madonna, foi escolhido para dirigir o clipe de “Alejandro”, de Lady Gaga, é um dos nomes preferidos de revistas como “Numéro” e “W” na hora de retratar celebridades como Natalie Portman, Tom Ford, Prince, Mick Jagger e Justin Timberlake, e está entre os três fotógrafos que mais trabalham hoje no mundo. Este é Steven Klein, fotógrafo americano, que há anos vive na incansável rota fashion NY-Paris-Tóquio-Londres-Milão.

Clipe de  Lady Gaga, “Alejandro”, dirigido por Steven Klein

Agora o Brasil faz parte dessa agenda com a primeira exposição de Klein no Brasil, USAnatomy, que fica em cartaz de 10 a 28 de agosto no MuBE. A mostra, de alto teor erótico, irá mostrar 87 fotos e mais 47 polaroides originais. Um vídeo de oito minutos também será exibido, “Your Allucination is Now”, com uma retrospectiva de quinze anos de trabalho. Steven assinou inúmeras campanhas para marcas como Louis Vuitton, Alexander McQueen, Calvin Klein, Dior e Dolce & Gabbana. E ele está para Madonna assim como Formichetti está para Gaga. Com ela, desenvolve diversos projetos, dirige videoclipes e assina a maior parte dos anúncios dos quais a cantora participa. Suas fotos são, na maior parte, bastante quentes e, mesmo em imagens mais românticas e menos sensuais, dá para sentir energia e presença.

E Klein “falou” com o FFW via email, já que ele não confirmou sua vinda para o lançamento da mostra. Nós enviamos uma série de perguntas, mas ele respondeu apenas algumas questões e rapidamente. O pouco que ele falou, a gente coloca aqui para vocês lerem. Na galeria abaixo, relembre algumas de suas imagens mais marcantes.

Durante uma visita ao Rio, você se envolveu em projetos sociais nas favelas. Qual foi a sua participação exatamente?

Visitei várias favelas e conheci umas crianças que jogam futebol. Tirei algumas fotos e apadrinhei uma criança chamada Baby e patrocino sua educação e o treinamento de futebol.

Quais são os elementos no seu trabalho que o tornam único e diferente dos outros?

Não considero meu trabalho único. É apenas a minha própria visão sobre as coisas.

Você fotografa com câmera analógica ou digital?

Digital.

Você usa aplicativos de fotografia, como o Instagram?

Não.

Como você percebe a fotografia de moda hoje?

Sinto que há um declínio no critério de excelência.

O que você ainda não fez?

Tirar a foto perfeita.

Uma linda mulher é… poderosa, inteligente e destemida.

USAnatomy  tem patrocínio da Oi e integra a série Iguatemi Photo Series, que já trouxe exposições de Rankin, Guy Bourdain e David LaChapelle, entre outros.

Louis Vuitton promove programa para estudantes de arte em Londres

04/08/2011

por | Cultura Pop

estudantesEstudantes poderão aprender com vários artistas ©Reprodução/Dazed&Confused

Sabia que a Louis Vuitton tem um projeto para lançar novos artistas? Trata-se do Louis Vuitton Young Arts Project, um programa que apoia iniciativas que investem em novos nomes da arte. Desta vez, eles estão apoiando o ‘The Academy of Youth Mythology’, um evento de cinco dias que pretende engajar 30 jovens artistas em trabalhos sobre o tema “Mitologia Jovem”.

O programa é uma espécie de curso de verão, na Southbank Centre, coordenado pela artista Lucy Panesar juntamente com membros do Louis Vuitton Young Arts. São cinco dias com aulas que devem guiar os jovens e dar a oportunidade de eles trabalharem com artistas para explorar alguns mitos em volta da cultura jovem de hoje.

A ideia é, além de tentar destruir mitos da cultura jovem, trazer novos mitos, vindos de experiências pessoais dos alunos. Em entrevista à “Dazed & Confused”, Lucy Panesar afirmou que ela queria trazer para as aulas artistas com abordagens das mais diferentes possíveis, para que os estudantes pudessem aproveitar ao máximo.

Durante a semana de trabalho, os participantes trabalharão com os artistas convidados: Marcia Farquhar, Edwin Burdis, Ross Roberston e a dupla Laura & Lauren. Outros experts visitantes também estarão no curso para falar sobre arte, mídia, produção, performance e curadoria, entre outros temas. O resultado da produção estará em uma exposição no final da semana de trabalhos.

Cheap and Chic: veja os looks da coleção de Karl Lagerfeld para a Macy’s

04/08/2011

por | Moda

abre©Reprodução

A esperada coleção que Lagerfeld assinou para a Macy’s não é mais segredo. O lookbook com as peças já está na rede. A linha possui 45 itens que custarão entre US$ 50 e US$ 170, que estarão todos disponíveis nas lojas a partir de 31 de agosto.

A linha tem bem o estilo do estilista. Desenhos clássicos, muito preto e branco, golas altas, calças de couro falso, camisetas com estampas de Karl e casacos em tweed (com uma pegada Chanel). Não há dúvidas de que filas irão se formar no dia de lançamento…

Confira os looks da coleção na galeria. Aprovados?

Manipulação digital é arma criativa de fotógrafa de 17 anos

04/08/2011

por | Gente

hannah13-selfHannah Nagle ©Reprodução

Depois de a gente falar de Phillip Schumacher, o fotógrafo de 16 anos que arrasa com imagens de sonho, agora é a vez de apresentar a britânica Hannah Nagle, que com apenas 17 conseguiu um breve estágio de uma semana com Mario Testino e tem no artista austríaco Gustav Klimt a maior inspiração para o seu trabalho atual. E descolada, já tem um site, em que se coloca como uma “aspiring photographer“.

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Hannah, ainda muito jovem, está em fase de experimentos e usa a irmã para criar suas imagens, que têm a mesma inocência e frescor de sua idade. Muita jogação de cabelos, shots de cenas cotidianas que passam a sensação de que nada foi planejado. “Faço com minha irmã porque ela está sempre disponível e não cobra!”, disse Hannah para o site Dazed Digital. A mesma coisa acontece quando ela faz fotos em still: pega objetos que acha espalhados pela casa. Estão por ali mesmo e não custam nada.

Foi aos 14 anos que ela começou a se interessar por fotografia. Mas foi um retrato que Testino fez de Gisele para a “Vanity Fair” que levou a adolescente a se dedicar especialmente à fotografia de moda. “Trabalhar com Testino me deu a certeza de que quero seguir nessa carreira. Também percebi a influência da arte na fotografia de moda”.

E é daí que vem a inspiração nas obras de Klimt. “Estava olhando para o trabalho dele e tive vontade de recriar os tons dourados que ele usa de alguma forma. Peguei glitter, coloquei em um pedaço de papel e fotografei. Daí usei o Photoshop para cobrir de glitter os retratos da minha irmã. Essas imagens fizeram parte do meu exame de fotografia na escola”, conta. Hannah se diverte com as possibilidades do Photoshop e passa horas “brincando” com as imagens, sobrepondo fotos ou mudando as cores.

klimtDourados: “Adele Bloch-Bauer I”, obra de Gustav Klimt ©Reprodução

Hannah ainda quer trabalhar com outros fotógrafos, como Nick Knight. Exigente a fofa, não? “Quero ser assistente de bons fotógrafos e no futuro, pretendo ser representada por uma agência e viver da fotografia. Também adoro descobrir coisas sobre novos artistas e músicos, então penso em ter um projeto ou um site que tenha a ver com esse tipo de conteúdo”.

Veja mais imagens na galeria abaixo e acompanhe Hannah também pelo blog e twitter.

FFW Inspirações: os encontros e desencontros de Sara Kawasaki

04/08/2011

por | Gente

sara-kawasakiSara Kawasaki ©Divulgação

A estilista da Huis Clos, Sara Kawasaki, é a inspirada da vez na seção FFW Inspirações. Trabalhando ao lado de Clô Orozco desde 2003, Sara tem a linguagem cool, clean e sofisticada que vemos nas coleções da marca e, assim como Clô, tem os pés no chão e é reservada.  Atualmente, o que tem mais inspirado Sara  são duplas e parcerias de sucesso e seus encontros e desencontros no meio do caminho. Olha só:

cat-power1Cat Power ©Reprodução

“Voltei a ouvir muito Cat Power, principalmente “Moon Pix” [álbum de 1998], e fico imaginando o que ela vivia quando compôs suas músicas. Passei a perceber sua mudança desde que eu a ouvi pela primeira vez, há mais ou menos 10 anos, e a conhecer mais de sua relação com Bill Callahan, o Smog, (que eu amo muito também) e quanto suas letras tristes podem ter saído da relação que eles tinham… E me inspiro também em como ela conseguiu transformar a dor em beleza. Como num lugar tão grande que é o mundo em que vivemos, duas pessoas se encontram e fazem disso um motivo pra se inspirar, produzir e até viver.

Duplas como Patti Smith e Robert Mapplethorpe; Keith Richards e Mick Jagger; Simone de Beauvoir e Sartre; Martin Scorsese e Robert De Niro (e agora com Leonardo di Caprio); Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin; Yves Saint Laurent e Pierre Bergè; José Saramago e Pilar del Rio; Truffaut e Godard (aqui talvez mais desencontros que encontros…) e tantas outras…

patti-robertRobert Mapplethorpe e Patti Smith, uma das duplas que inspira Sara ©Reprodução

Acredito que a vida é assim, feita de encontros e desencontros. E como é importante encontrarmos os nossos. Aquelas pessoas especiais pra gente, que nos fazem enxergar o mundo de outra forma, que nos instigam a pensar e a realizar”.

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Os mais bem vestidos do ano? A Vanity Fair dá uma prévia, espia só

03/08/2011

por | Moda

lista_abreDuquesa de Cambridge é uma das Mais Bem Vestidas de 2011 ©Reprodução

Para bater de frente com a já clássica superedição de setembro da “Vogue”, a “Vanity Fair” não brinca em serviço: faz sua edição dos “Mais Bem Vestidos de 2011”, que vende como água. Para dar um gostinho, a publicação soltou nesta quarta-feira um preview de quem estará presente na 72ª edição da lista.

A Duquesa de Cambridge, ou Kate Middleton, figura na lista, o que não é surpresa para ninguém, já que suas escolhas, que costumam ter uma mistura de hi-lo, aparecem diariamente em sites de moda ao redor do mundo. Michelle Obama, que tem estado na lista há quatro anos, e Barack Obama fazem sua primeira aparição juntos, na lista de “Casais Mais Bem Vestidos”. A primeira dama francesa, e cantora e atriz nas horas vagas, Carla Bruni, também está pela quarta vez na lista, mas o presidente Nicolas Sarkozy não a acompanha. E tem brasileira na lista: a carioca Andrea Dellal.

lista_janelleladygagaAs representantes da música: Janelle Monáe e Lady Gaga ©Reprodução

Já entre o pessoal de Hollywood, há várias primeiras vezes: Justin Timberlake, Colin Firth e Armie Hammer, e as atrizes Carey Mulligan e Tilda Swinton aparecem pela segunda vez, embora Tilda tenha ficado três anos de fora. Representando a ala musical, Lady Gaga aparece pela segunda vez, e Janelle Monáe faz sua estreia na lista da “Vanity Fair”.

+ Confira na galeria os nomes da lista:

“The Man Without a Facebook” faz graça com filme de Mel Gibson

03/08/2011

por | Cultura Pop

the-man-without-a-facebookCena de “The Man Without a Facebook” ©Reprodução

Lembra de “The Man Without a Face”, filme de 1993 dirigido e estrelado por Mel Gibson? Na história, um adolescente que precisa de ajuda para passar no exame de uma academia militar convence um ex-professor recluso e de rosto desfigurado a ser seu tutor, e os dois desenvolvem uma amizade que levanta suspeitas da vizinhança.

Pois uma dupla de roteiristas americanos fez uma paródia com o trailer do filme, criando “The Man Without a Facebook”, a história de um jovem que procura amigos fora do mundo virtual e desenvolve uma amizade com um homem que não tem Facebook, o que gera comoção em seu círculo de amigos.

Relembre o trailer original de “The Man Without a Face”:

E assista à paródia “The Man Without a Facebook”:

Aos 16, fotógrafo-prodígio encanta com imagens surrealistas

03/08/2011

por | Cultura Pop

abre-Phillip-Schumacher©Phillip Schumacher

Há muita porcaria na internet, convenhamos. Mas é sempre inspirador quando, em meio a um oceano de egos hypados, encontramos uma pequena pérola como o alemão Phillip Schumacher, fotógrafo que aos 16 anos já desenvolve um trabalho encantador de autos-retratos surrealistas.

Em seu site oficial, Phillip, ou Pipo, como gosta de ser chamado, conta que se apaixonou pela arte da fotografia em 2009, quando começou a fotografar seus amigos e a si mesmo em cenários mágicos que, com uma pequena grande ajuda do Photoshop, têm uma atmosfera deliciosa de sonho bom.

Essas imagens etéreas são as mais gostosas de se ver, mas Pipo também se aventura por temáticas mais perturbadoras. “Eu poderia escrever um livro sobre o que a inspiração significa pra mim. Para mim… tudo é inspirador. Pode ser um desenho, uma cena de um filme, músicas, pessoas, a natureza, lugares, memórias de outros artistas… tudo me inspira de alguma forma. Não é uma coisa sobre a qual você está ciente. Ela simplesmente vem até você”, ele define.

Veja uma seleção de auto-retratos do prodígio Phillip Schumacher na galeria abaixo e conheça mais de seu trabalho em seu site oficial, flickr e página do facebook.

Drops de música: The Kills homenageia Marilyn Monroe, filme do Foo Fighters e +

03/08/2011

por | Cultura Pop

killsThe Kills ©Reprodução

A dupla The Kills acaba de lançar uma versão acústica da canção “One Silver Dollar”, gravada por Marilyn Monroe no filme “River of No Return”, de 1954. Alison Mosshart e Jamie Hince aproveitaram para homenagear a diva do cinema durante o festival Splendour In The Grass, na Austrália. Ouça a versão do Kills e a cena de Marilyn cantando:


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thom-yorkeThom Yorke ©Reprodução

O líder do Radiohead, Thom Yorke, contribuiu com o vocal de duas trilhas do novo álbum do duo alemão eletrônico Modeselektor. As músicas “Shipwreck” e “This”, com a participação de Yorke, já estão na rede. Esta é a segunda vez que Yorke trabalha com Modeselektor. Em 2007, ele gravou uma participação no álbum “Happy Birthday”.


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O Foo Fighters acaba de lançar um documentário de 40 minutos sobre uma turnê especial que aconteceu em abril, quando a banda de Dave Grohl tocou em várias garagens de fãs — a ação fazia parte de uma competição e os vencedores ganhavam shows do grupo com o direito de convidar 50 amigos. Nas garagens de Seattle a Nova York, eles tocaram as músicas do último álbum “Wasting Light” e outros hits. O filme está na íntegra na internet, confira:


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Lembra que contamos da empreitada de Drew Barrymore como diretora do videoclipe da música “Our Deal”, da banda Best Coast? O clipe foi lançado nesta terça-feira (02.08) e já virou um sucesso. Não perca:

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kingsofleonKings of Leon ©Reprodução

O rumor de que os meninos do Kings Of Leon estariam colocando um ponto final na banda foi negado pelos próprios. A história começou por conta do cancelamento da turnê atual, nos Estados Unidos. O baterista do grupo, Nathan Followill, explicou aos fãs que a história não era bem essa. “Apenas precisamos de um descanso. Obrigada por entenderem. NÃO ESTAMOS TERMINANDO”, disse ele em seu perfil no Twitter.

Após render filme, história sobre os Beatles vira musical em Londres

03/08/2011

por | Cultura Pop

the_beatles_-_yesterdayOs Beatles ©Reprodução

Um dos filmes mais famosos sobre a história dos Beatles vai virar musical. “Backbeat: Os cinco rapazes de Liverpool” estreou em 1994 e inspirou um espetáculo que entra em cartaz em outubro, em Londres. De acordo com o semanário “NME”, a versão do palco, assim como o longa, vai retomar o início da carreira dos meninos de Liverpool, mostrando a emblemática turnê de Hamburgo, na Alemanha, e o romance do primeiro baixista da banda, Stuart Sutcliffe (ele é o quinto rapaz) com a fotógrafa Astrid Kirchherr, que tirou fotos históricas dessa fase dos Beatles.

O musical vai mostrar o nascimento dos Beatles e contar histórias que muitos fãs podem nem conhecer. Músicas como “Twist & Shout”, “Rock ‘n’ Roll Music”, “Long Tall Sally”, “Please Mr. Postman” e “Money” já estão no line-up. A versão musical de “Backbeat” está sendo dirigida por Iain Softley, que escreveu e dirigiu o filme original.

beatles-440x264Os cinco Beatles de “Backbeat” ©Reprodução