Mundo da moda se curva aos novos teens; isso é ruim ou bom?

26/07/2011

por | Moda

dakota-fanning-red-hoodDakota Fanning ©Reprodução

Novas polêmicas na moda. Agora, é por conta da participação cada vez maior de adolescentes nas publicidades de moda e por trás de blogs.

Vamos pegar como exemplo as superjovens atrizes Hailee Steinfeld, 14, e Elle Fanning, 13. Ambas estrelam duas das mais prestigiosas campanhas de moda do mundo: Hailee, que foi indicada ao Oscar por “Bravura Indômita”, está na Miu Miu, e Elle, que apareceu em “Somewhere”, de Sofia Coppola, está no anúncio de Marc by Marc Jacobs e já estrelou um curta-metragem feito pelas irmãs Laura e Kate Mulleavy, da Rodarte.

HAILEE-STEINFELD-MIU-MIUHailee para Miu Miu ©Reprodução

Em um post recente em seu blog no “New York Times”, a jornalista Cathy Horyn fala sobre essa juventude extrema com a qual a moda anda flertando e que influencia, por sua vez, no amadurecimento precoce de crianças e adolescentes. As meninas, especialmente, entram para esse círculo vicioso do desejo de consumo cada vez mais rápido. Faz sentido Elle estar na campanha de Marc, pois ela é “o” target. Foi para ela e suas amigas que ele criou a Marc by Marc, não foi? De quem é a culpa?

elle colagemElle na capa da “Love” e na campanha da Marc by Marc Jacobs ©Reprodução

Os adolescentes de Hollywood são os novos ídolos de estilo e beleza. Se já era difícil você aspirar ser bonita como uma modelo de 25, o que dirá de uma de 14, com a pele, o rosado e o frescor que a gente só tem nessa idade? Pois essa turma está nas campanhas, nas primeiras filas, em fotos nos blogs de streetstyle e nos tapetes vermelhos.

milo-trench-coatO novo blogueiro mirim Milo Munshin ©Reprodução

Lembra de quando Tavi apareceu? Agora temos também Milo Munshin, 11, criador do blog Purple (que não tem nada a ver com a revista), com uma história mais impressionante ainda. Ele começou o blog com 10 anos e agora já é linkado no “Huffington Post”, senta em primeiras filas, é convidado para tudo, é amigo de Zac Posen…  Na foto de abertura de seu blog, Milo aparece com uma roupinha social, em meio a um evento, com caderninho e caneta na mão, assim como fazem os editores de moda. Pena ou orgulho? Mais aterrorizante ainda, conta Horyn, é o blog da pequena Maple, de três anos. Não, por sorte você não vai ler que Maple anda dando dicas de moda por aí. Mas sim sua querida mãe, que a fotografa com looks diferentes e ainda capta detalhes do sapatinho, do babado… Tudo isso vai para o blog Like The Tree. Maple aparece de biquíni, com vários vestidos, correndo, dançando, sentada, colocando o tênis, segurando a bolsa da mãe, entre outras n fotos. Ok, que mãe que nunca tirou foto das gracinhas da filha? Que filha nunca brincou com as bolsas, os sapatos e as maquiagens da mãe? Mas a mãe em questão mandou um email para o “NYT” que dizia: “espero que vocês dêem uma olhada no blog. Qualquer divulgação extra é sempre bom”.

mapleA pequena Maple, em fotos em seu próprio blog ©Reprodução

Há pessoas que acreditam que esse mercado só deve crescer daqui para frente. Cathy Horyn conta que a “fashion news director” da “Teen Vogue” disse: “o que Michelle Obama fez pelas primeiras-damas, essas meninas têm o poder de fazer pelas estrelas adolescentes. Elas são a nova força da moda”. Medo ou não? As opiniões certamente se dividem e mais uma vez, é o mercado, e o dinheiro que ele movimenta, que vai decidir.

Especial Verão 2012: os sapatos e bolsas que você ainda vai querer

26/07/2011

por | Moda

abre©FFW

Continuando a nossa série de reportagens sobre as novidades que a moda brasileira preparou para o Verão 2012, esta semana o FFW fala sobre sapatos e bolsas — as cores, os saltos, os formatos e os tamanhos que devem fazer a cabeça dos consumidores na próxima estação.

Depois de várias temporadas seguidas trazendo sapatos pesados e fechados, muitas vezes apontando para um modelo abotinado, o Verão 2012 retoma os calçados mais típicos do calor, com muito pé à mostra.

“Acho que as sandálias estão com mais cara de sandálias de verão. Explico: há algumas estações elas vinham muito pesadas, quase invernais, cobrindo bastante os pés ou abotinadas. Até o oxford, mais apropriado para o inverno, chegou a aparecer com força em alguns verões. Agora é a vez da sandália como sempre conhecemos, com tiras e pés à mostra, seja o salto pesado ou não”, aposta Susana Barbosa, editora de moda da “Elle”.

ellus-pedrolourencoEllus e Pedro Lourenço ©Fotosite/FFW

animale-amapo-cavaleraAnimale, Amapô e Cavalera ©Fotosite/FFW

Os saltos da próxima estação aparecem mais grossos e confortáveis. Para a equipe do WGSN Brasil, o verão abre espaço para as plataformas e as cores fortes nos acessórios.

Para a editora de moda Susana Barbosa, a aposta é parecida. “Acho que o que mais teve de diferente desta vez é que as sandálias com aquela plataforma meia pata, pesada, perderam espaço para as com plataformas retas ou anabelas, muitas vezes recobertas de tecidos estampados ou materias rústicos. Em contrapartida vimos também um retorno das sandálias mais delicadas, de tirinhas, sem plataforma alguma. Ainda é um retorno tímido, mas daqui a algumas estações, certamente elas vão pegar.”

andrea-marques-new-orderAndrea Marques e New Order ©Fotosite/FFWsalinas-tritonSalinas e Triton ©Fotosite/FFWauslander-secondfloorAusländer e 2nd Floor ©Fotosite/FFWnicakessler-acquastudioNica Kessler e Acquastudio ©Fotosite/FFWneworder-alessaNew Order e Alessa ©Fotosite/FFW

E lembra que falamos dos creeper shoes? Aqueles sapatos com uma espécie de plataforma reta para os meninos também apareceram em alguns desfiles aqui no Brasil.

british-ellusBritish Colony e Ellus ©Fotosite/FFW

Bolsas pequenas e na mão

As máxi-bolsas, prontas para carregar o que as mulheres precisavam o dia inteiro, parecem ter sumido de vez. Nas passarelas do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week de Verão 2012, as bolsas apareceram em várias cores e formatos, mas quase sempre pequenas e — alô Prada! — seguradas na mão.

colcci-teca-aguaColcci, Têca e Água de Coco ©Fotosite/FFWaquastudio-reinaldoAcquastudio e Reinaldo Lourenço ©Fotosite/FFW

“As bolsas aparecem mais coloridas, mas continuam em vários formatos, deste a clutch até as tote bags (bolsas maiores, com jeito de sacola)”, observa Susana Barbosa.

adrianadegreas-neworder-ellusAdriana Degreas, New Order e Ellus ©Fotosite/FFW

+ Especial Verão 2012: os temas da moda da estação

+ Especial Verão 2012: os caminhos da moda praia brasileira

Próximo capítulo: jeanswear

Suzy Menkes ensina a usar estampa e fala do “efeito Kate Middleton”

26/07/2011

por | Moda

CANADA/ROYALSKate usa camisa com estampa pequena em rodeio ao lado do marido ©Reprodução

A editora de moda do “New York Times”, Suzy Menkes, escreveu um artigo no jornal falando sobre as novidades em estampa na moda. Como gancho, Suziy fala de uma camisa que a duquesa Kate Middleton usou combinada com uma calça jeans e chapéu de cowboy, em um rodeio na viagem oficial que fez com o marido aos EUA. “Um resultado educado e familiar (do uso da estampa)”, de acordo com Suzy.

“O ‘fator Catherine’ deu aos vestidos básicos de verão, sempre focados naquela cintura afunilada, uma pegada mais fresca”, afirmou Suzy em seu artigo. O texto também levantou a questão da digitalização das estampas, já que hoje em dia, até uma simples estampa de poás é retrabalhada digitalmente. “Nada nesse mundo artístico é realmente clássico”, aponta ela.

Suzy avisa que há sempre uma oportunidade de transformar digitalmente o óbvio. “Isso é especialmente verdade com padrões clássicos, que podem receber um tratamento 3-D ou ser bem aumentados”, aponta.

estampasA aposta de Suzy Menkes é de vestidos frescos e curtos, como o da Versus e da D&G ©Reprodução

Para a editora, outra forma de tornar o velho novo novamente é trabalhar com cores. “Há infinitas possibilidades: ilimitados tons de cinza, verdes quase tão impressionantes como as cores da natureza. Com uma paleta assim para trabalhar no clique de um mouse, há opções de cores que mal se podiam imaginar uma década atrás”, destacou.

Suzy ainda conclui e dá a dica de como não ficar parecendo um pôster de arte contemporânea com tantas opções de cores e estampas: “Assim como nas notícias, na moda, o efeito é melhor quando curto, assertivo e sucinto. Quanto mais gráfico – ainda que simples – os desenhos, mais fácil é usar a estampa”. Menkes defende que o mais estiloso não é usar um vestidão todo estampado, mas sim, apostar em uma camisa branca com uma saia com padrões; ou um vestido curtinho divertido, com estampa pequena e poderosa. Lição aprendida?

Aposta: modelo alemã em ascensão estrela campanha de Carina Duek

26/07/2011

por | Moda

carola_capaO novo rosto da marca Carina Duek ©Reprodução

Algumas marcas brasileiras têm apostado, já há algum tempo, em rostos fortes no mercado internacional, mas ainda não muito conhecidos pelos brasileiros; como Carina Duek, que trouxe a Angel da Victoria’s Secret, Candice Swanepoel na temporada passada, e para a campanha de verão aposta na alemã Carola Remer. Já marcas como Santa Lolla – que trouxe Sasha Pivovarova e Freja Beha –, e  Authoria, com Constance Jablonski, apostam em tops de primeira, caso de Freja e Sasha, e que já são conhecidas por aqui também.

Carola Remer começou na carreira há pouco tempo, mas já ocupa o 43º lugar no ranking do Models.com, está na campanha da H&M e foi clicada por Inez & Vinoodh para a francesa Printemps e para a norte-americana Ports 1961. No curriculum da modelo também estão editoriais para as “Vogue” da Itália, Japão, França, China, Espanha e Alemanha, “Harper’s Bazaar”, “V Magazine” e “W”, fotografada um dia antes da modelo voar para o Brasil, onde ficou apenas um dia para clicar toda a campanha de Carina Duek.

+ Assista a um vídeo com Carola, feito pelo fotógrafo Juan Algarin, que costuma fazer pequenos vídeos de modelos:

A estilista contou ao FFW que escolheu Carola porque ela “traduz a força e a sensualidade com que a marca vem para o próximo verão. Ela é meiga e ao mesmo tempo muito chique e cool, e tem uma sensualidade natural através de sua atitude e seus gestos”, e completou, “ela com certeza será uma das grandes modelos que teremos”.

A modelo será rosto de uma coleção com essência dos anos 70, com estampas que traduzem o “flower power”, estampas felinas e cores fortes, como pink e laranja. Carina buscou utilizar tecidos leves e nobres, como laise, mousseline de seda e linho, além dos sempre presentes cetim e renda.

carinaduekPreview da coleção de verão de Carina Duek ©Divulgação

“[Me inspirei] no universo Carina Duek, em música, filmes, e arte, que são elementos que estão sempre no meu olhar. Os festivais de Woodstock ou Coachella, e ícones como Janis Joplin, Marisa Berenson, Kate Moss, Scarlett Johansson, Sofia Coppola e musas do cinemas da década de 60/70 também fizeram parte da coleção”, explicou Carina.

+ Veja na galeria mais trabalhos de Carola Remer

“…E o Vento Levou”: vestidos icônicos são renovados para mostra

26/07/2011

por | Cultura Pop

e-o-vento-levou-gone-with-the-wind-vestido-de-cortina-green-curtain-dressO vestido verde de cortina de “…E o Vento Levou” ©Reprodução

Cinco vestidos da personagem Scarlett O’Hara, vivida por Vivien Leigh no icônico “…E o Vento Levou” estão passando por um minucioso processo de restauração promovido pelo Harry Ransom Center, instituição da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. O motivo? A futura exposição comemorativa que deve acontecer em 2014, ano em que o filme comemora 75 anos.

vestido-verde-de-cortinaReprodução do vestido de cortina

Em 2010, o Harry Ransom Center anunciou que havia conseguido arrecadar 30 mil dólares para promover a restauração dos cinco vestidos adquiridos nos anos 1980 da coleção de David O. Selznick, produtor de “…E o Vento Levou”. São eles: o vestido de cortina, o de veludo verde, o vermelho com plumas, o de veludo azul e o usado por Scarlett O’Hara em seu primeiro casamento.

2-vestidos-de-e-o-vento-levou-restaurados-para-exposiçãoReprodução do vestido de veludo verde

O problema é que algumas peças estão tão danificadas que será impossível recuperá-las para a exposição; o véu de casamento, por exemplo, está tão frágil que acabaria se desintegrando. Afinal de contas, os figurinos passaram décadas em turnê antes de chegarem ao Harry Ransom Center, que os considerou frágeis demais para serem exibidos e os manteve guardados em temperatura controlada — os vestidos das imagens ao longo desta reportagem são reprodução feitas pela instituição nos anos 1980.

3-vestidos-de-e-o-vento-levou-restaurados-para-exposiçãoReprodução do vestido vermelho

Além do desgaste natural causado pelo tempo (as peças foram criadas só para o filme, sem a consciência de que viajariam anos em turnê) e pela gravidade (seu próprio peso no manequim pode estragar o tecido na região das costuras), os vestidos passaram por décadas de lavagens a seco, alterações e até aplicações de produtos químicos. O vestido de cortina, provavelmente o mais lembrado e mais significativo do filme, perdeu sua coloração original devido a aplicações de desinfetante.

5-vestidos-de-e-o-vento-levou-restaurados-para-exposiçãoReprodução do vestido de veludo azul

Em reportagem da Associated Press, porém, Cara Varnell, especialista em conservação de arte e coordenadora do trabalho de restauração dos vestidos, afirmou que não tentará recuperar a tonalidade original do vestido por considerar as descolorações uma “parte da história”. Seu trabalho, de acordo com as informações, será o de manter a resistência das peças no estado mais próximo possível ao seu original, sem tentar recriar sua aparência exata no filme.

4-vestidos-de-e-o-vento-levou-restaurados-para-exposiçãoReprodução do vestido de casamento

“Isso seria eu, este indivíduo solitário do século 21, decidindo como aquilo seria há 75 anos. É anti-ético. Você não pode fazer isso. Isso é parte de sua história. Nós honramos a história e honramos a peça”, ela declarou.

*Curiosamente, apesar de os vestidos de Scarlett O’Hara estarem entre os mais lembrados da história do cinema, o filme não contabiliza o Oscar de Melhor Figurino entre os seus 10 prêmios da Academia recebidos em 1940 — afinal, essa categoria só foi criada em 1948. Veja na galeria abaixo detalhes do trabalho de restauração das peças originais usadas por Vivien Leigh em “…E o Vento Levou”:

Não é brinquedo, não! Bolsas feitas de Lego são hits da hora!

25/07/2011

por | Moda

mariasole_abreMariasole, a dona das bolsas de Lego ©Reprodução

Às vezes, ideias que parecem absurdas logo de início acabam por se mostrar incríveis. É o caso, por exemplo, de Mariasole Cecchi, florentina de 24 anos, que criou a “Les Petits Joueurs”, marca de bolsas de Legos! Sim, os brinquedos coloridos de montar.

Mariasole, que mudou para Paris aos 20 anos em busca de inspiração, hoje vive em São Paulo, com o namorado Dimitri Mussard, herdeiro da Hermès. “Estou muito feliz de estar aqui. O Brasil é um país maravilhoso! Apenas acordar com o sol já me enche de energia e me deixa num bom humor louco, me dando muitas novas inspirações. Economicamente falando, é um poder incrível, que a cada dia cresce mais e mais”, contou ela a uma publicação italiana. Embora sua marca esteja sendo um sucesso, a designer contou que gostaria de ser dançarina, caso sua veia como criadora não vingasse. “Acho que não há nada mais feminino e sexy, e bom para o corpo e a mente de uma garota. Eu estudei dança, mas não o suficiente para ser uma profissional”.

mariasole_loveO primeiro modelo desenvolvido pela italiana e a criadora a usando ©Reprodução

E como a maioria das boas ideias, a de Mariasole surgiu ao acaso, depois de uma noite brincando com Legos e uma limpeza no closet: “Eu achei uma bolsa velha da qual eu gostava muito. Em vez de jogá-la fora, resolvi aplicar Legos, formando a palavra ‘Love’. Naquela noite, usei em uma festa e foi um sucesso, todo mundo se encantou por ela. As pessoas pediam um modelo igual ao meu. Então eu fiz o modelo de piano e a mesma coisa aconteceu de novo. No final das contas, eu resolvi que isso podia ser um negócio. E aqui está minha linha: ‘Les Petites Joueurs’ (em tradução literal, ‘Os Pequenos Jogadores’)”, explicou ela ao site da “Vogue” italiana. Além do “insight”, a italiana contou que foi influenciada por um de seus designers favoritos, Jean-Charles de Castelbajac, conhecido pelos modelos super divertidos.

O processo criativo da designer não tem quase nada de industrial, como ela mesma explica: “É um longo processo. Primeiro eu penso no tipo de imagem que eu quero. Depois, à mão – eu não uso programas de computador, não porque eu não queira, mas porque eu nunca aprendi como – eu faço o design do Lego, prestando atenção às medidas. Então, eu envio o design ao meu responsável pelos acessórios e ele cria o protótipo, que é enviado para a fábrica, onde os artesãos fazem a bolsa, e voilà, o produto está pronto”. Embora viva no Brasil, Mariasole não abre mão de que todos os seus produtos sejam feitos em Florença, na Itália, devido à expertise do local em acessórios de couro. “Eu não queria sacrificar a qualidade do couro e do artesanato”, explicou.

mariasole_brasilAs homenagens de Mariasole ao Brasil ©Reprodução

Ao ser questionada sobre o que há de especial em suas criações, ela não poupa nas palavras: “Elas transmitem diversão, alegria. Há muita positividade em meu trabalho, adoro que elas sejam diferentes e coloridas”, e completou: “Eu amo dar espaço a minha imaginação. E [eu amo] o sorriso no rosto das pessoas quando elas veem meu trabalho pela primeira vez”.

Diferente de outras marcas de acessórios, a Les Petites Joueurs não vai trabalhar com coleções, e sim com padrões diferentes, como as edições dos países, em que homenageou os EUA, Brasil, França, Itália, etc. E na lista de planos da italiana, os próximos itens são sapatos! Será que veremos modelos deles incrustados com legos também?

+ Confira na galeria mais do trabalho de Mariasole

Nova agência de moda traz ao país marcas que representam novo luxo

25/07/2011

por | Moda

dimitrimussardhermesDimitri Mussard, sócio da Acaju do Brasil junto com Fábio Justos ©Reprodução

Quando ouvimos a expressão “o Brasil está na moda”, geralmente ela é mais acompanhada de entusiasmo do que por ações que de fato beneficiam o País na indústria global. Mas chegou a hora de o Brasil começar a colher alguns frutos.

Prova disso é o interesse de grandes nomes da moda em investir em projetos e negócios por aqui. Nós já noticiamos sobre a conferência de luxo de Suzy Menkes, que acontecem em São Paulo em novembro e agora vamos falar da Acaju Brasil, a agência do franco-suíço Dimitri Mussard, o tão falado – e cobiçado – herdeiro da Hermès, e Fábio Justos, especializado em marketing comercial e responsável por desenvolver os negócios do escritório aqui.

A Acaju é uma distribuidora de marcas internacionais para o mercado brasileiro. Mas o segredo e o provável sucesso dessa empreitada é a ótima curadoria, nada óbvia, de marcas novas e tradicionais, mas que seguem um caminho paralelo às grifes de luxo premium, como Chanel, Dolce & Gabbana, Louis Vuitton, etc. São represesentadas pela agência as grifes Twins for Peace, Viacomte A, Les Petits Joueurs, Weill, Barbara Casasola e Clémence de Gabriac. “O Brasil ainda liga o luxo a essas marcas. Estamos agora fazendo um trabalho de informar e orientar os consumidores brasileiros a essa nova proposta de luxo”, diz Fabio, durante um almoço no Charlô, em São Paulo.

E bota novo nisso. Para começar, mulheres de numeração maior irão encontrar peças que cairão como uma luva; as marcas também custam cerca de 40% menos do que grifes como Chanel e cia; uma das grifes, a Twins for Peace (dos irmãos gêmeos de Mussard) está com um projeto social em que na compra de um par de tênis, um é doado para crianças carentes. Aqui no Brasil, a ação é apoiada pela ONG Gol de Letra, de Raí.

Mas vamos a melhor parte, o portfolio de marcas da Acaju. Para começar, estão as bolsas do momento, da italiana Maria Sole, namorada de Dimitri (sorry, girls), que inclusive, vive com ele aqui em SP. A marca, Les Petits Joueurs, traz bolsas com detalhes, desenhos e palavras em lego, o que dá às peças um ar kitsch e divertido e já tem uma legião de fãs pelo mundo. A grife foi lançada por aqui primeiro para depois ser exportada para o mundo. Todas as peças são made in Italy. Leia aqui um perfil do trabalho de Maria.

IMG_1640Algumas das bolsas feitas por Maria Sole ©FFW

Outra que deve pegar bem por aqui é a Viacomte A., marca francesa feita por e para a aristocracia europeia. Tem por trás Arthur de Soultrait, que nasceu em uma família criadora de cavalos. Seu universo é o polo e, sendo assim, a marca logo passou a vestir com exclusividade a equipe do Polo de Windsor, do príncipe William. Aqui no Brasil, a Viacomte patrocina Rodrigo Pessoa. As roupas são as tradicionais do guarda-roupa masculino, mas com um twist fresco, seja pela cartela de cores vibrantes ou por elementos esportivos aplicados na alfaiataria. Há ainda as linhas  infantil e feminina, representada por Pippa Middleton, que ainda não chegaram ao Brasil. A Viacomte A. deve abrir loja em um shopping paulistano em 2012.

IMG_1642Polos e bermudas da Viacomte A ©FFW

Para uma mulher mais madura tem a Weill, que segundo Fábio, foi uma das primeiras marcas de prêt-à-porter da França. Fundada em 1892, a Weill tem uma seleção de camisas finas, paletós, tricôs, a maioria com um perfume Chanel, que reúnem tradição e elegância.

weill02Looks da Weill ©Reprodução

Os tênis da Twins for Peace são bem legais. Simples, com ótima cartela de cores, 90% de materiais recicláveis e um bom projeto social por trás. Em 2009, doaram centenas de pares de sapatos para crianças da favela São Remo, em SP. Cada coleção está ligada a um projeto em um país em desenvolvimento. A grife deve abrir loja própria no shopping Cidade Jardim, em outubro deste ano.

tenisAlguns dos modelos da Twins for Peace ©Reprodução

E uma grata surpresa é o trabalho da brasileira Barbara Casasola, radicada em Londres. Suas roupas são limpas, simples e fáceis de usar, com tecidos de primeira. Barbara tem 27 anos e se formou na britânica Central St. Martins. Foi primeira-assistente de Roberto Cavalli e desenvolveu projetos para a Lanvin e Chloé antes de lançar sua marca própria. Aqui no Brasil, já está à venda na Surface to Air e na Daslu, em São Paulo.

barbaracasasola02Look de Barbara Casasola ©Reprodução

Noel Gallagher lança primeiro single solo, que deve pegar os fãs do Oasis

25/07/2011

por | Cultura Pop

noelNoel Gallagher lança primeiro single solo ©Divulgação

Os irmãos Noel e Liam Gallagher estão em pé de guerra disputando a atenção da mídia. Depois de tantas brigas que culminaram no fim do Oasis em 2009, os dois seguiram caminhos separados: Liam com a Beady Eye (que vai tocar aqui no Brasil em novembro) e Noel em carreira solo.

Hoje foi a vez de Noel receber mais atenção. O ex-Oasis acaba de lançar seu primeiro single solo, “The Death Of You And Me”, do álbum de estreia “Noel Gallagher’s High Flying Birds”. O disco só será lançado em outubro, mas já dá para ouvir (e ver o clipe) a primeira música do trabalho.

A faixa ainda carrega sinais de influência da banda antiga, com uma pegada mais folk. A Beady Eye, de Liam, também não consegue ter o som totalmente desvinculado do Oasis. E aí, qual dos irmãos leva a melhor no novo rumo?

Drops de moda: o sucesso de Alexander McQueen, a polêmica da Miu Miu e mais!

25/07/2011

por | Moda

drops-de-moda©FFW

_________________________________________________________________________________________

A escolha da atriz Hailee Steinfeld para ser a garota propaganda da Miu Miu iniciou uma nova discussão: se é ou não ético contratar meninas tão jovens para representar grifes adultas. Hailee tem 14 anos, apenas um a mais do que Elle Fanning, atual rosto da Marc by Marc Jacobs – aliás, sua irmã mais velha, Dakota Fanning, tinha apenas 12 anos quando apareceu na campanha da Marc Jacobs. A diretora de estilo do “Daily Mail”, Liz Jones, acredita que “é obsceno que uma criança de 14 anos, independentemente de seu estrelato e sofisticação, seja usada para vender moda, uma situação tão ruim para garotas adolescentes quanto o cigarro ou as relações sexuais de menores de idade”. Ouch! Qual é a sua opinião sobre o assunto?

hailee-steinfeld-campanha-miu-miuHailee Steinfeld para Miu Miu ©Divulgação

_________________________________________________________________________________________

Após o anúncio de que a parceria da Uniqlo com a estilista Jil Sander estava chegando ao fim, a gigante japonesa do varejo já divulgou o nome do seu próximo colaborador: Jun Takahashi e sua marca Undercover. Detalhes a respeito dessa nova empreitada ainda são desconhecidos, mas estamos curiosos para ver o que vem por aí, já que trata-se de uma mudança e tanto — do estilo clean de Sander para o trabalho de desconstrução de Takahashi.

Jun-Takahashi-Undercover-uniqloLooks da coleção Undercover Inverno 2011 ©Style.com

_________________________________________________________________________________________

A Galeria Melissa divulgou um vídeo bem legal que serviu para divulgar a coleção Power of Love: durante 90 dias, mais de 350 mil folhas coloridas de Post It foram disponibilizadas para pessoas que podiam passar por lá e deixar recados ou escrever mensagens para amigos. Depois disso, os papeizinhos foram usados como “pixels” de uma animação stop-motion produzida pela Coala Filmes (a Galeria Melissa informou que todo o material usado para a montagem das fachadas será destinado pela 3M à reciclagem). Veja só o resultado:

_________________________________________________________________________________________

A página oficial da Alexander McQueen no Twitter informou que a exposição retrospectiva do estilista no Metropolitan Museum, em Nova York, está quase ultrapassando a marca dos 500 mil visitantes! Para quem tiver a oportunidade de conferir a mostra, que reúne diversas criações de McQueen ao longo de sua carreira, fica a indicação do FFW; “Savage Beauty” é belissimamente montada e vale a visita! A exposição fica em cartaz até o dia 7 de agosto.

exposição-alexander-mcqueen-metropolitan-museumUm dos espaços da mostra ©The Photograph Studio, The Metropolitan Museum of Art

_________________________________________________________________________________________

E por falar em exposição, o Palácio de Buckingham está de portas abertas – a uma entrada de £17,50 – para quem quiser ver de pertinho o vestido e todos os acessórios (entre originais e réplicas) usados por Kate Middleton no dia de seu casamento com o Príncipe William. A mostra, intitulada “The Royal Wedding Dress: A Story of Great British Design” fica em cartaz até o dia 3 de outubro e, estima-se, deve atrair mais de meio milhão de súditos. Veja algumas das imagens divulgadas pelo “Daily Mail”:

Diretora do Studio Berçot diz que Brasil bomba na moda internacional

25/07/2011

por | Moda

marie-ruckiCom a palavra, Marie Rucki ©Midori De Lucca/Divulgação

“O Brasil precisa parar de pensar que tem que ter uma moda diferente, vocês são muito bem vistos lá fora”, afirmou Marie Rucki, diretora do Studio Berçot, renomada escola de moda de Paris, ao FFW. Na última sexta-feira (22.07), o FFW encontrou com a diretora em um papo para convidados promovido pela Kalimo.

Rucki contou que acredita que a moda brasileira está muito bem vista no exterior. “Vocês têm ótimos criadores e uma indústria muito forte”, defendeu. De fato, não é novidade que o mundo está com olhos grandes sobre o Brasil. Suzy Menkes, por exemplo, vai trazer sua conferência de luxo para São Paulo neste ano.

marie-rucki2Os convidados que participaram do bate-papo ©Midori De Lucca/Divulgação

Durante a conversa, Rucki, que já esteve no Brasil diversas vezes, falou sobre processo criativo, os rumos da moda,  a diversidade de materiais e como os jovens percebem e usam a moda atualmente.

Para Marie, o processo criativo é separado em etapas: a seleção de informações (sabendo por que está se escolhendo aquilo); seleção do estilista (com instinto e sensibilidade); e por fim, um longo processo de edição de imagens. “Pesquisar, pesquisar, pesquisar e eliminar, eliminar, eliminar”, ensinou.

Marie Ruckie passou por São Paulo na semana passada para ministrar uma série de workshops na Escola São Paulo. Para acompanhar a programação de cursos de moda da cidade, relembre a nossa matéria que indicava a instituições que oferecem aulas na área.

O estilo de Amy: relembre os melhores momentos fashion da cantora

25/07/2011

por | Moda

1amy©Reprodução

A notícia de sábado — que deve ainda ecoar a semana inteira — foi a morte da cantora Amy Winehouse. Dona de um vozeirão que relembra cantoras de blues dos anos 50, Amy encantou o mundo e estourou em 2007. Sua breve carreira deixará saudade. Outro ponto que chamava atenção na artista era seu estilo anos cinquenta, e seu megacoque, que levou uma legião de fãs a se inspirar nela.

Topetão, delineador, vestidos curtos e justinhos, Amy se vestia como uma mistura divertida de adolescente e uma dona de casa cinquentinha. Seu estilo, muito próprio, passava longe da sexualidade óbvia de Britneys, Jennifers,  Rihannas, etc.

Confira na galeria alguns looks e momentos importantes da moda de Amy:

Francisco Lachowski: do cachê de 100 reais ao sucesso internacional

25/07/2011

por | Gente

abre-francisco-lachowskiFrancisco Lachowski ©Cristiano Madureira

O FFW sempre dá espaço para as tops brasileiras que são queridinhas da indústria da moda e dos nossos leitores — vide as entrevistas recentes com Carol Trentini, Raquel Zimmermann e Izabel Goulart, só para citar algumas. Mas… e os tops brasileiros? Não pensem que esquecemos deles! Conversamos esta semana com Francisco Lachowski (Ford Models), que aos 20 anos de idade já é dono de um currículo respeitável e de uma impressionante legião de fãs.

Vencedor da etapa nacional do concurso Supermodel of the World de 2008, o curitibano de ascendência polonesa tem crescido rápido na carreira e hoje é listado como o modelo número 23 do ranking masculino do models.com. Do início da profissão até o sucesso internacional, confira o bate-papo do FFW com Francisco Lachowski:

Qual era a sua expectativa quando você decidiu começar a modelar? Acreditava que tinha um futuro na carreira ou foi mais um “não estou fazendo nada, vamos ver no que dá”?

Quando recebi o convite para ser modelo estava naquela época de estudos me preparando para o vestibular, então pensei comigo: “Vamos ver o que vai dar e deixar rolar; o que vier é lucro” (risos). Logo ganhei o concurso da Ford Models, comecei a trabalhar e percebi que ser modelo é uma profissão que deve ser levada a sério.

Você lembra do seu primeiro trabalho como modelo? Como foi? Sentiu-se à vontade?

Meu primeiro trabalho foi um desfile que a minha prima organizou em Curitiba. Na época já fazia parte do casting da Ford regional e já tinha participado do concurso Super Model. Lembro que no desfile tinha outros modelos da agência. Só me senti desconfortável na hora de fazer maquiagem, usar base no rosto (risos) e no mais fiquei supertranquilo. Lembro também que neste trabalho recebi o meu primeiro cachê: 100 reais.

O que você achava do mundo da moda logo que começou a trabalhar como modelo?

Para ser sincero, quando comecei não sabia muita coisa sobre o mercado de moda. Aos poucos fui descobrindo  mais sobre este universo através dos meus amigos que já atuavam como modelos na época. Eles me contavam histórias sobre as viagens, como eram os desfiles e sobre os trabalhos que tinham feito. Foi só depois que comecei a viajar que fui me inteirando melhor sobre o assunto.

O que te surpreendeu nesse universo quando você começou a trabalhar?

Para um modelo que está começando nada é fácil. Principalmente quando você tem que viajar para um lugar onde você não conhece ninguém, não conhece a cultura e tem que se adaptar a uma nova rotina. Quando fui para Paris participar da minha primeira temporada de desfiles foi muito difícil. Eu tinha 17 anos e já no primeiro mês sentia muitas saudades da minha família e dos meus amigos no Brasil. Sem contar os vários castings que tive que participar e os “nãos” que recebi dos clientes. Isso com certeza me incomodou bastante.

Alguma coisa ainda te surpreende?

Não. Durante todo esse tempo que estou modelando já vi e participei de tantas mudanças neste mercado que nada mais me surpreende. Cada dia uma coisa nova acontece, surge um novo padrão de beleza e penso que o melhor que se tem a fazer é tentar se adaptar.

Para quem vê de fora, parece que a sua carreira atingiu um ponto muito alto em muito pouco tempo; você sente isso também ou na sua percepção as coisas foram mais arrastadas?

Acho que foi a junção de três fatores que são necessários para que a carreira de modelo dê certo: sorte, dedicação e profissionalismo. Estou trabalhando nessa profissão há dois anos e como já disse não foi fácil no começo. Acho que o que conquistei até agora foi graças ao meu esforço e também sei que ainda faltam muitos caminhos para trilhar.

Como pessoa, você sente que mudou depois que começou a trabalhar com moda? De que forma?

Muita coisa mudou. Na época levava um pouco na esportiva e tentava aproveitar as viagens de trabalho para curtir. Agora, aos 20, estou me preocupando mais com a minha carreira e estou vivendo uma fase em que posso discutir e decidir com o meus agentes quais são os trabalhos mais importantes para a minha imagem. Também estou fazendo economia para investir no futuro. São mudanças que fazem parte do meu processo de amadurecimento e estou bastante feliz.

+ Veja destaques recentes da carreira de Francisco Lachowski na galeria abaixo:

Amy: as notícias, os tweets, os clipes e a homenagem de M.I.A

23/07/2011

por | Gente

Amy-Winehouse-destaque

Notícias tristes neste sábado: a cantora Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, no norte de Londres. O ocorrido, que já está por todo o Twitter e Facebook, com declarações e despedidas de Dita Von Teese, Demi Moore, Kate Moss, Mark Ronson, entre outras personalidades da música, da moda e do cinema, ainda está sendo investigado, mas há suspeitas de parada cardíaca e/ou overdose.  O funeral está marcado para acontecer na terça (26.07), em uma cerimônia pequena e privada. Enquanto isso, centenas de fãs têm deixado flores, cigarro e garrafas de bebida em frente a sua casa, assim como até hoje fazem no túmulo de Jim Morrison.

Amy tinha 27 anos e já dava pistas de uma viagem sem volta. Seus shows no Brasil já tinham decepcionado o público, mas a coisa piorou com o cancelamento de turnês, inclusive a europeia, quando foi vaiada pelas pessoas em Belgrado. Quem assistiu à apresentação da cantora em Londres, em 2007, logo após ter explodido com “Rehab”, aproveitou o melhor de Amy, no auge criativo, que infelizmente não teve tempo de ser explorado.

Amy Winehouse - “Rehab”

Mas agora, pós-morte, as músicas e os dois álbuns de Amy voltam com tudo, em especial o “Back to Black”. Neste domingo, ele voltou às paradas, cinco anos após seu lançamento. No Multishow, domingo à noite, foi transmitido um show da cantora, em Londres; já o Fantástico foi dedicado a Winehouse. O Twitter, o Face e o Instagram ainda recebem comentários e homenagens.

Amy Winehouse – “Back to Black”

A cantora M.I.A lançou uma música online em homenagem a Amy. “Essa é uma homenagem a todos os meus amigos que morreram com 27 anos”, disse a cantora, extendendo o tributo a Janis Joplin e Jim Morrison, que também morreram com essa idade.

M.I.A. – “27″

Amy ganhou cinco Grammys em 2006 com seu segundo álbum, “Back to Black”, título de uma de suas músicas mais bonitas. Dos tombos pelas ruas de Candem Town às apresentações ao vivo, a jovem Amy vai cedo e deixa saudades.

Veja a repercussão no twitter:

Kelly Osbourne: “Mal posso respirar, estou chorando muito. Perdi uma das minhas melhores amigas. Te amo para sempre, Amy & nunca esquecerei quem você é de verdade”.

Mark Ronson: “Ela era minha alma gêmea na música & como uma irmã para mim. Este é um dos dias mais tristes da minha vida”.

Katy Perry: “RIP Amy Winehouse. Que ela finalmente descanse em paz”.

Rihanna: “Você causou uma impressão enorme nessa indústria e no mundo todo, em um tempo muito curto… muito curto. Estou genuinamente triste com esse acontecimento”.

Usher: “Estou tão triste com essas notícias sobre a morte de Amy Winehouse. Fico feliz de ter te conhecido Amy… Descanse bem. Vamos sentir saudades”.

David Beckham: “Uma menina tão talentosa e com um future enorme, mas nossos corações vão para a sua família. E todos no mundo estão tristes que perdemos uma pessoa com tanto talento. O amor de todos vai para sua família”.

Ricky Martin: “Acabei de saber. Sinto dor. Sinto raiva. Descanse linda menina descanse. Você está livre!”.

Girls on film: a veia artística de Sasha Pivovarova e Daria Strokous

22/07/2011

por | Cultura Pop

59b832111af6cfb7_Screen-shot-2011-07-22-at-2.37.00-PM.previewSasha Pivovarova em longa de ficção científica ©Reprodução

Gisele Bündchen, Aline Weber, Tyra Banks, Natalia Vodianova e Agyness Deyn, entre tantas outras tops, já mostraram seu talento nas telas do cinema. Agora, é a vez de Sasha Pivovarova e Daria Strokous tentarem a carreira de atriz.

Sasha fará o papel da madrasta de Justin Timberlake no thriller de ficção científica “In Time”, com previsão de estreia para o dia 28 de outubro nos Estados Unidos. O filme mostra uma situação do futuro, quando o gene do envelhecimento foi “desligado”. Para evitar uma situação de superpopulação, o tempo se tornou a moeda com a qual as pessoas pagam por seus luxos e necessidades. Os ricos podem viver para sempre, enquanto o resto tenta negociar sua imortalidade. Dentro desse cenário um homem pobre descobre que tem muito tempo de vida, uma verdadeira fortuna de tempo, e precisa fugir manter seu tempo e salvar sua vida. Dirigido e escrito por Andrew Niccol , o longa ainda conta com Olivia Wilde e Amanda Seyfried no elenco. Veja cenas do filme:

Já Daria faz uma aparição no novo thriller de Steven Soderbergh, “Contagion”, que estreia nos EUA no dia 9 de setembro. O filme é de ação e a história gira em torno da ameaça de uma doença mortal, com um time de médicos tentando lidar com o problema. Ainda não foram divulgado os detalhes da participação de Daria, mas o longa conta com elenco de peso: Marion Cotillard, Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Jude Law e Kate Winslet. Sem contar que Soderbergh dirigiu ótimos filmes, como “Erin Brockovitch”, “Traffic”, “O Informante” e “Sexo, Mentiras e Videotapes”, entre outros. Acho que nessa disputa, Daria sai na frente…

Entrevista: Herchcovitch faz 40 e abre o jogo com o FFW

22/07/2011

por | Gente

ale©Alexandre Herchcovitch

Alexandre Herchcovitch completou 40 anos nessa quinta (21.07). O FFW encontrou com ele em um café nos Jardins para um longo papo, aberto e divertido, em que ele conta que não está mais na direção criativa da Rosa Chá, fala sobre o processo de venda da sua marca, relembra o início de sua carreira, critica a crítica (ops!) de moda no Brasil e ainda revela algumas curiosidades, digamos, mais íntimas. Após mais de 20 anos de carreira, ele está mais forte e mais corajoso, e com a sabedoria para derrubar antigos mitos sobre a profissão do estilista.

Como você se encontra aos 40? Mais ou menos feliz? Mais ou menos saudável? Mais ou menos seguro?

Bem mais feliz. Voltei de férias recentemente, fiz um check-up geral, coloquei documentos em dia. Já a saúde, tenho que olhar um pouco mais, pois agora com 40 começa aparecer um monte de coisinha, colesterol, etc. Mas estou bem melhor. Em relação à confiança, estou igual. Sempre fui seguro nas questões mais matemáticas. Já aconteceu muita coisa comigo, desde ser pioneiro em mostrar a roupa fora do Brasil, vender a marca para um grupo, ter tido uma experiência que não deu certo e outra que deu…  Também trabalho para outras marcas desde que me formei, que conto como experiências importantes também.

Olhando para trás, você teria feito algo diferente?

Não me arrependo de nada. Tudo que fiz foi muito pensado e poucas coisas foram impulsivas. Mesmo as experiências ruins acabaram por me aproximar de pessoas que me ajudaram a entender o que estava acontecendo.

Você é uma pessoa muito reflexiva?

Sou, mas trabalho muito mais com a intuição. Quando penso muito, acabado não fazendo. Eu penso objetivamente e levo minha intuição em conta. Quando era mais jovem, era mais impulsivo, trabalhava sozinho, lançava as coisas, era inovador, a pessoa criativa do momento. Isso até a profissão de estilista virar moda e todo mundo querer fazer. Naquela época eu fazia o que queria, não tinha muitos concorrentes do lado.

É mais confortável assim?

É, porém quando você não tem competição, acha que o que está fazendo é o melhor e nem sempre é assim. Aprendi muito no trabalho em equipe e às vezes a minha ideia não é a melhor ideia. Hoje tudo é questionável, as regras caem a cada dia. E isso é bom, não tem mais aquela coisa da verdade absoluta.

Por que todo mundo quer ser estilista?

Em cada década uma profissão explode. Já foi com publicitário, modelo… Acho que tem uma coisa que é ruim nessa carreira: a opinião dos estilistas virou muito importante mesmo em assuntos que não são ligados a moda. Os jornalistas vão atrás da opinião do estilista para tudo e eles passaram a aparecer mais. Então essa vontade é por ignorância e pela ilusão de que você vai ser famoso, uma celebridade. Isso eu já ouvi na faculdade de moda. Por que você quer ser estilista? O aluno respondeu: ah, porque é um mundo glamoroso, você fica famoso…

Ele disse isso pra você?

Sim… Aluno recém-entrado. Eu falei: vocês estão completamente enganados. Você só vai ter notoriedade se o seu trabalho tiver alguma validade. Você pode até chamar atenção no início da sua carreira, mas se não tiver maturidade e uma constância, você logo será esquecido. Ninguém quer ser técnico têxtil porque técnico têxtil não entra no final da passarela. É uma realidade dura.

lojaFachada na nova loja, em São Paulo, na rua Melo Alves ©Reprodução

Como foi o processo de venda da sua marca? O que você sentiu?

Muito bem porque preparei uma marca, durante 20 anos, em cima do que eu acredito e essa marca teve um valor para ser vendida. Me senti valorizado, que todos os obstáculos que eu tive que transpor resultaram em alguma coisa e eu confiei cegamente na continuidade da marca através de outros gestores e as coisas estão caminhando bem. Passamos por momentos difíceis de relacionamento e de entendimento do que eu acreditava e do que eles acreditavam. Hoje não sou dono da minha marca. E tudo bem. Sou um prestador de serviço da marca da qual eu já fui dono.

Você não tem apego?

Nenhum. Tenho plena consciência de que consigo exercer minha função, faço isso bem. Se um dia eu não trabalhar mais na AH eu vou trabalhar em outro lugar. E tudo bem também. No fundo o que importa pra mim é eu ter espaço para poder realizar o meu trabalho. Fui de cabeça já sabendo que poderia acontecer um monte de coisas. Mas eu estou feliz enquanto eu tiver o espaço para fazer o que gosto de fazer. Aliás, eu tenho que falar que, em quatro anos de sociedade nunca ninguém falou um “a” sobre as minhas criações. Nunca ninguém veio me perguntar por que eu escolhi essa cor ou esse tecido, por que escolhi esse tema. Essa liberdade foi mantida. A gente já viu experiências mal sucedidas, como a compra da marca Sommer, que tinha um universo riquíssimo e foi mal explorada. Pra que repetir?

Você sofre muita pressão para conquistar resultados?

Todo mundo da minha empresa sabe quanto tá vendendo, quanto dinheiro tem no caixa, quanto falta para cumprir a meta. É muito aberto e saudável. A assistente de estilo recebe um e-mail de quanto a loja vendeu diariamente e isso é importante porque todo mundo quer chegar ao mesmo lugar. Existe uma pressão para você cumprir a meta anual de despesas e receitas, porque conforme o comprimento dessa meta, a gente vai ter mais fôlego pra fazer coisas legais, vai fazer com que a gente tenha um próximo ano melhor e por aí vai. E todo mundo tá correndo atrás do melhor resultado, isso é fato.

Como você percebe a crítica de moda no Brasil?

Estou muito decepcionado porque vejo jornalistas de veículos importantes dando crédito à roupa copiada sem saber, então não tem estudo, não tem informação. Às vezes eu converso com jornalistas e falo sobre um tecido e percebo que a pessoa não faz ideia do que estou dizendo. Eu me lembro da época em que não via a hora de ler a crítica da Erika (Palomino), por exemplo. Hoje os poucos veículos que poderiam criticar e analisar, não estão fazendo isso, eles apenas descrevem os desfiles.  Daí você lê uma matéria que diz que o melhor desfile da SPFW é um em que todas as roupas são copiadas, então eu não leio mais. Acho bem esquisito. A moda é muito popular hoje em dia, então a linguagem tem que ser mais popular e menos profunda. O ruim é que você tem que se nivelar por baixo.

livros-aleLivros lançados: “Herchcovitch; Alexandre” (2002, Cosac & Naify); “Cartas a um Jovem Estilista” (2007, Ed. Campus); Coleção Moda Brasileira (2007; Cosac & Naify) ©Reprodução

Quais foram os momentos mais marcantes da sua carreira?

A primeira vez que eu exportei, que desfilei fora do Brasil, que minha roupa foi aceita em outro lugar (Londres, 1998). Quando eu comecei a trabalhar na Zoomp (98), pois era a marca que eu vestia quando era adolescente. A abertura da loja de Tóquio, os livros que lancei… Também acho importante quando percebo que minha roupa está mais bem feita, mais bem costurada. O trabalho que fiz e faço para outras marcas também acho marcantes, pois me dão tanto prazer quanto a minha própria. Eu me alimento das trocas diárias, gosto da convivência.

Você já desfilou em Londres, Paris e Nova York. Como foram as experiências internacionais?

Eu aprendi que se você não tem um respeito comercial lá fora, se não vende nas melhores lojas, você não vai ser respeitado pelo seu trabalho. Depois de quatro coleções, se você não começou a dar sinais de se estabelecer, as pessoas perdem o interesse. Se você fez o melhor desfile, com as melhores modelos, com o melhor styling, a melhor assessoria de imprensa, não pode voltar pra trás. As pessoas vão ser muito cruéis.

Você já passou por algo assim?

Várias situações. Já passei por sete PRs, sei lá quantos showrooms e é complicado. É complicado mesmo. É um jogo caro e de uma tacada só, não tem volta.

Qual a peça que mais vendeu até hoje?

A camiseta de caveira é um item que existe há 20 anos e ainda é feita. É um marco, uma das primeiras coisas que eu vendi e que existe até hoje.

Olhando para o seu histórico, quais você considera suas marcas registradas?

Alguns aspectos aparecem nas minhas coleções com regularidade. Lingerie, por influência de ter trabalhado na confecção de lingerie da minha mãe, que era dentro de casa; o underground de SP ou em geral, também aparece às vezes. Uma característica muito forte do meu trabalho é a ironia, eu brinco comigo mesmo ou com códigos que criei. Essa coleção de Verão 2012, toda clarinha, é uma pura ironia se você quer saber. Na temporada de inverno teve aquela coleção toda dark, pesada e logo em seguida vem essa delicada com cores de doce… As pessoas devem pensar: “esse cara está tirando sarro de alguém”. Mas a verdade é que eu tenho vontade de ironizar os padrões e conceitos do que é a mulher, do que a mulher pode ou não pode. Essas regras são todas horrorosas e a gente só trabalha com liberdade quando as regras caem.

ale-inverno-veraoDois pesos, duas medidas: os desfiles de Inverno 2011 e Verão 2012 ©Fotosite/FFW

Você se acha bonito?

Eu? Vou te responder de outra forma: eu não mudaria nada (risos). Se eu mudasse algo mudaria no corpo, mas não o rosto, sou feliz com ele. Mas não me acho bonito, nada disso, só estou satisfeito.

Quem não te conhece acha que você é uma pessoa fria…

Sou bem frio em alguns aspectos, nos práticos especialmente. Já fui muito menos em relação aos problemas. Antes eu podia ter uma úlcera e hoje eu arrumo uma solução criativa pra o problema e não me estresso. As decisões são objetivas, rápidas, frias e calculadas.

Com relação às pessoas eu não sou. Com as pessoas que eu conheço, sou generoso, cuidadoso. Sou interesseiro, no sentido de ter interesse em passar tempo com a pessoa porque ela é muito legal. Tenho amigos que vejo uma vez por mês, que eu tenho interesse em ser amigo deles, de sentar e contar os velhos problemas, como a Carol Gannon e o David Pollak. E eu confio muito nas pessoas, já não sei se isso é bom ou ruim.

O que faz você feliz?

Coisas pequenas e fáceis de fazer. Gosto de modelar, costurar, pensar no acabamento, fazer roupa. O relacionamento que eu tenho com Fábio (Souza, marido) também me deixa feliz. Ele me ensinou muitas coisas, fez com que eu visse vários aspectos da minha vida, com que eu conseguisse aproveitar mais o dia, seguindo a filosofia dele de trabalho. Desde que eu comecei a falar abertamente da minha relação com o Fabio, a relação com a minha família, que sempre foi maravilhosa, melhorou, pois faltava isso. Faltava as pessoas saberem como eu sou da minha própria boca. Nunca cheguei para os meus pais e falei sobre o que eu era, o que eu sentia. Eles sempre foram maravilhosos e não foi diferente depois que todo mundo soube que eu era casado, e casado com um homem.

Uma das coisas que mais tenho prazer é fazer refeições com pessoas que eu gosto. Pra mim é um momento muito especial, que eu só divido com quem eu tenho muita afinidade. Gosto de levar gente em casa e cozinhar pras pessoas…

Você sabe cozinhar?

Sei.

O que você faz?

De tudo. Domingo de manhã acordei e fiz uma mousse de chocolate, com todas as sobras de chocolate que tinha no armário: amargo, crocante, branco, com castanhas.

Você chora?

Não choro há tanto tempo! O Fábio que fala: você é uma pedra, uma lápide! Choro com filme bobo, desenho da Disney, “Rei Leão”… Me emociono com besteira. Às vezes recebo notícias esquisitas, ruins e minha reação não é chorar. Eu choro por dentro, né? Sei lá como que eu choro…

rei-leao08