Stylesight: as apostas internacionais da passarela, da fotografia e do styling

19/03/2012

por | Moda

Campanha da Topshop 214 fotografada por Bella Howard ©Bella Howard/Reprodução

Vasculhando temporadas de moda, editoriais e campanhas, o site de pesquisa de tendências Stylesight fez um apanhado das novas apostas de modelos, fotógrafos e stylists que se destacaram e que devemos seguir durante o próximo ano. Fique atento!

MODELOS

Anais Pouliot

Daphne Groeneveld e Anais Pouliot para a campanha da Louis Vuitton Inverno 2011 ©Steven Meisel/Reprodução

Embora tenha sido descoberta em 2005, esta modelo franco-canadense de 20 anos só teve o seu reconhecimento na temporada de Verão de 2011, depois de desfilar para a Miu Miu, Prada e YSL. Depois de ter construído o seu portfolio de editoriais, emprestou o seu sorriso à Louis Vuitton, Sonia Rykiel, Nina Ricci e Topshop para as campanhas publicitárias do Inverno 2011. Em 2012, desfilou para as grandes marcas de Paris, Londres e Nova York e é sem dúvida um rosto a não se perder de vista.

Aymeline Valade

Abrindo para Alexander Wang na temporada de Inverno 2011 e na capa da Vogue Japão em Dezembro de 2011 ©Reprodução

Depois de abrir para Alexander Wang na temporada de Inverno de 2011 durante a semana de moda de Nova York, a sua primeira fashion week, e de garantir lugar na sua campanha de Verão 2011, a francesa Aymeline Valade subiu exponencialmente no ranking do mundo das modelos. Não só ganhou cinco capas de revista, entre elas a “Vogue” japonesa e a “Harper’s Bazaar”, como também apareceu nas campanhas da Etro, Kenzo e Just Cavalli.

Alexander Beck

Na campanha da Adidas SLVR ©Willy Vanderperre/Reprodução

Em vigésimo lugar na lista dos top 50 modelos masculinos do site models.com, Alexander Beck foi descoberto aos 17 anos em uma livraria de Cambridge, no Reino Unido. Um mês depois, o jovem britânico passou de empregado de um restaurante de fish and chips, tipicamente londrino, para modelo da Prada durante a temporada de Inverno 2011 em Milão. Agora modelo de profissão, Beck fez a sua estreia em campanhas este inverno, para a Yves Saint Laurent e Adidas SLVR.

Charlotte Free

Charlotte Free (no centro) para a marca 7 for all Mankind ©James Franco/Reprodução

Enquanto algumas modelos mudam os seus looks drasticamente para chegar ao estrelato, a modelo californiana Charlotte Free já exibia a sua cabeleira rosa quando foi descoberta. Apesar da sua estatura relativamente baixa (1,70 m), o seu estilo rebelde e o seu espirito livre valeram-lhe várias propostas de passarela, entre elas Marchesa e Vivienne Westwood Red Label, vários editoriais e campanhas publicitárias para marcas como Topshop, Pamela Love e Urban Outfitters.

Chris Beek

Chris Beek na campanha de Raf Simons e de Neil Barret ©Reprodução

Com a sua primeira aparição na passarela feita na temporada de moda masculina de Inverno 2011 em Paris, o holandês Chris Beck venceu um enorme percurso em apenas um ano. Além dos editoriais para a revista “Sleek”, “Hunter” e “Man about Town”, Beek ainda ganhou espaço nas campanhas publicitárias de Raf Simons e Neil Barret, assim como um papel ao lado do também new face Victor Nylander na série da Dior Homme’s Les Essentiels.

Hanaa Ben Abdesslem

Na capa da “Intermission” e da “V Magazine” ©Reprodução

Original de uma cidadezinha na Tunísia, a modelo de 22 anos se tornou o novo rosto de modelos árabes. Ao mesmo tempo em que abraça as suas origens muçulmanas, Ben Abdesslem modela alta costura e aparece nas páginas da “Vogue” parisiense, da “V Magazine” e da “Dazed & Confused”, além de ter fechado um contrato com a Lancôme, tornando-se a primeira mulher árabe a conseguir tal feito.

Wang Xiao

Wang Xiao (ao fundo) na campanha da CK One Jeans ©Steven Meisel/Reprodução

Uma menina chinesa com corte de cabelo japonês, Wang Xiao foi descoberta depois de ter assinado em 2011 contrato com a Calvin Klein para a campanha da CK One. Para além das campanhas para a Uniqlo, Kate Spade e Armani, Xiao já fez inúmeros editoriais para revistas como “L’Officiel”, “V Magazine” e “Vogue” chinesa, o que faz dela uma aposta certa entre os novos rostos vindos do continente asiático.

FOTÓGRAFOS

Charlie Engman

Campanha da Urban Outfitters fotografada por Charlie Engman ©Charlie Engman

Formado pela universidade de Oxford em 2009, Charlie Engman é novo no cenário da fotografia, mas ninguém diria. Desde que se mudou para Nova York, o estilo inocente e quase nostálgico de Engman valeu-lhe cliques para marcas como a Collina Strada e a Urban Outfitters.

Bella Howard

A banda The Plasticines fotografada para a Clash Magazine ©Bella Howard

Bella Howard já foi apelidada de “a nova Terry Richardson”. Com fotografias vibrantes e com um ponto de vista marcante, este talento britânico já fotografou editoriais e músicos para  publicações como a “Dazed&Confused”, “Jalouse”, “Nylon” e “NME”, assim como campanhas para a marca de jeans Teddy Smith e para a Topshop.

Boo George

Clique de Boo George para o projeto Lady Dior As Seen By ©Boo George/Reprodução

O fotógrafo irlandês Boo George produz fotos que transmitem serenidade e qualidade. Além das imagens feitas para revistas como “Love”, “Numero Homme” e “i-D”, George construiu uma reputação também no setor da publicidade, tendo fotografado as campanhas da Wrangler Australia, Wolsey e Topman, além de ter contribuído para o Projeto da Dior, Lady Dior As Seen By, ao lado de Nan Goldin e David Lynch.

Kava Gorna

Uma das fotos realistas de Kava Gorna ©Kava Gorna/Reprodução

Kava Gorna atua como embaixadora visual para os formadores de opinião de Nova York, expondo momentos crus e íntimos entre amigos. Quando não está fotografando hipsters nus, Gorna se ocupa fotografando para a Urban Outfitters, Wren e Loeffler Randall, entre outros.

Elle Muliarchyk

Uma das fotos em um provador Nova iorquino ©Elle Muliarchyk

A ex-modelo Elle Muliarchyk construiu o seu nome na fotografia tirando fotos dela mesma em alguns dos provadores mais hypados de Nova York, feito que lhe causou uma estadia atrás das grades. A sua beleza bielorussa e o seu estilo de guerrilha fizeram com que assinasse contratos com a “VMAN”, a “T Magazine” e com a marca australiana de joias Maniamania.

STYLISTS

Ashley Furnival

Campanha da Rodarte + Opening Ceremony com styling de Ashley Furnival ©Reprodução

Nascida e criada em Malibu, as suas raízes quentes da california e o seu amor por alta costura constituem todo o pacote. Amiga pessoal de Kate e Laura Mulleavy, Furnival fez o styling dos tricots da Rodarte para a revista “The New York Times”, “Vogue” britânica e ainda os lookbooks da Rodarte + Opening Ceremony  e ainda Nike e PacSun.

Anna Trevelyan

Styling de Anna Trevelyan para a revista “Bullet” ©Reprodução

A stylist londrina Anna Trevelyan foi assistente de Nicola Formichetti no seu trabalho com Lady Gaga. Embora tendo trabalhado com fotógrafos renomados como Hedi Slimane e Ellen Von Unwerth, Trevelyan brilha mesmo é nos seus trabalhos com colegas new face ou na revista “Bullet”.

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Balanço: os caminhos da moda feminina segundo Paris e Milão

19/03/2012

por | Moda

©FFW

Questionamentos sobre a ausência de novos talentos em Paris à parte, é inegável que a semana de moda francesa, ao lado da italiana, é a principal referência da moda quando o assunto é tendência. Para delinear o que vai estar nas ruas na próxima temporada, o FFW recapitulou as principais direções que apareceram no Inverno 2012/2013 das duas capitais fashion, destacando os cinco moods centrais de cada cidade. Confira:

PARIS

por Paula Rita Saady, direto de Paris

A semana de moda de Paris terminou consolidando as principais tendências da moda para o Inverno 2012/13. A temporada foi marcada pela saída de Stefano Pilatti da Yves Saint Laurent, substituído por Hedi Slimane, que já estreia em junho na coleção Resort da marca, sob muitas expectativas. Em um momento fashion voltado para o final dos anos 70 e começo dos anos 80, Slimane representa para os jovens franceses o estilo dos anos 2000 e esse foi o assunto principal entre um desfile e outro.

E o que é o estilo dos anos 2000? Uma pergunta complexa, já que estamos em uma viagem surrealista entre diferentes épocas e proporções. O que conta mesmo é o lifestyle, o astral da estação, que agora incorpora a sensualidade intrínseca dos retratos de Guy Bourdin ou Helmut Newton (que ganha sua primeira grande retrospectiva a partir de 24 de março no Grand Palais, em Paris). Outras imagens inspiradoras estão na biografia em photomaton (leia-se foto 3×4) de Pierre et Gilles e nas polaroids de Antonio Lopez. Ambas flutuam nesse mesmo momento, o final dos anos 70 em Paris, e foram lançadas recentemente.

O couro, material que evoca fantasias, é a vedete da estação em proporções que lembram as mulheres geométricas e mangas bufantes, como nas imagens de Grace Jones na exposição de Jean Paul Goude. Balenciaga e YSL não desmentem. Ele também aparece metalizado e em ouro rosa, como nas próximas bolsas da Céline e nos vestidos de Cédric Charlier, uma das novidades da semana que consagrou o jovem Anthony Vacarello como nova aposta das editoras. Sua coleção trabalhou bem o tafetá e o lurex, em azul profundo e verde esmeralda, elementos chave desse inverno, que aponta a volta do vestido sobre calça como vimos na Chanel e na Louis Vuitton, além da Prada em Milão.

Mood: Imperial

Looks da Balmain, Chanel e Louis Vuitton ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: bordados, aplicações, dourados, pedrarias, jaquard, estampa de tapeçarias, tafetás e estampas carregadas.

Quem fez: Dior, Balmain, Chanel e Louis Vuitton.

Mood: Sport Futurista

Looks da Céline, Chloé e Stella McCartney ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: neoprenes, jaquetas utilitárias, listras, metalizados, geometria, cores primárias.

Quem Fez: Stella McCartney, Céline, Chloé, Felipe Oliveira Baptista.

Mood: Surrealismo

Looks da Comme des Garçons, Balenciaga e Alexander McQueen ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: tromp l’œil, dupla face, estampas de papel parede, volumes, desproporção, recortes inusitados, deformação do corpo, questionamento e irreverência.

Quem fez: Jean Paul Gaultier, Comme des Garçons, Balenciaga, Alexander McQueen.

Mood: Cavalaria

Looks da  Givenchy, Hermès e Isabel Marant ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: calça cavaleiro, poncho, capas, bota de montaria, silhueta masculina, formas quadradas, armaduras e jaquetas masculinas.

Quem fez: Hermès, Givenchy e Isabel Marant.

Mood: Lady Fetiche

Looks de Haider Ackermann, Mugler e Yves Saint Laurent ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: saia lápis, ombros e cintura marcados, péplum, couro, decotes e fendas.

Quem fez: Haider Ackermann, Mugler e Yves Saint Laurent.

MILÃO

por Juliana Lopes, direto de Milão

Já acabou Paris e Milão parece ter ficado longe. Mas a semana de moda italiana deixou sua marca como uma temporada importante. Não só pela indústria criativa, mas pelo tipo de mulher que Milão vendeu. Vestindo dark, rendendo-se a exageros, romântica ou camaleônica, a Itália propôs, na moda, muita força para a mulher contemporânea.

Mood: obscuro, dark

Looks da Versace, Gucci e Bottega Veneta ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: uso de preto e outras cores escuras, couro, acessórios pesados.

Quem fez: Versace, Gucci, Bottega Veneta.

Mood: determinado

Looks da Prada, Salvatore Ferragamo e Marni ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: alfaiataria com fitting bastante racional, estrutural.

Quem fez: Prada, Salvatore Ferragamo, Marni.

Mood: nobre-excessivo

Looks da Dolce & Gabbana, Marni e Bottega Veneta ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: bordados, brilhos, acessórios pesos, detalhes, barroquismos. Vemos em marcas que fizeram inteiras coleções excessivas e pontualmente em detalhes de looks de marcas geralmente minimalistas.

Quem fez: Dolce & Gabbana, Marni, Bottega Veneta.

Mood: contemporâneo-camaleônico

Looks da Missoni, Aquilano Rimondi e Prada ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: looks que “enganam”, sejam em sobreposições ou mix de materiais num mesmo tecido. Sensação de trompe l’oeil. Novas formas e novas misturas. Truques visuais: o que é menos parece mais, o que é mais pode parecer menos, e tudo vem camadas, que sejam num mesmo material ou em vários.

Quem fez: Missoni, Aquilano Rimondi, Prada.

Mood: delicado, feminino, mas sem ingenuidade. A mulher sabe explorar a delicadeza, mas não é indefesa

Looks da Jil Sander, Emilio Pucci e Gucci ©ImaxTREE

Reflexos nos looks: tecidos leves, curvilíneos, formas delineadas, transparências.

Quem fez: Jil Sander, Emilio Pucci, Gucci.

Karl Lagerfeld: mito ou “a invenção mais elaborada da moda”?

16/03/2012

por | Gente, Moda

Karl Lagerfeld com a vocalista do Florence and the Machine, Florence Welch, no final do desfile da Chanel Verão 2012 ©Reprodução

Para quem transita pelo universo da moda, Karl Lagerfeld é uma autoridade. Correção: Para quem transita pelo universo da moda, arte, cultura e comportamento, Karl Lagerfeld é uma autoridade. Designer, ilustrador, fotógrafo, colunista político, editor e empresário, Lagerfeld é convidado para as mais variadas colaborações dentro dos mais variados assuntos. Com quase 80 anos de idade, o designer alemão parece ter uma energia que não acaba mais e interesse e conhecimento por assuntos variados.

Como designer, Karl está à frente da direção criativa da Chanel há 28 anos e já trabalhou com marcas como Balmain, a maison que o acolheu, Chloé, e a especialista em peles, Fendi, onde ainda é diretor criativo. Lançou, sob seu nome, perfumes, acessórios e roupas, incluindo uma linha “mais acessível”, KARL; assinou uma linha para a H&M; criou uma coleção de sapatos para a grife Hogan; desenhou garrafas de Coca-Cola; fechou parceria com a marca de jeans Diesel, com a qual desenvolveu uma linha para a Lagerfeld Gallery, outra de suas marcas, comprada pela Tommy Hilfiger; apoiou designers em ascensão e tornou-se mecenas e guru de jovens aprendizes, tanto na moda, quanto na música. Vive la Fête, Chicks on Speed e Cat Power estão entre os artistas apadrinhados por ele.

Duas das ilustrações de Karl Lagerfeld: a do anuncio da sua página de Facebook e a sua primeira ilustração para a revista de arquitetura “AD” ©Reprodução

Já como artista, Karl contribui com as suas ilustrações para jornais e revistas. Para a edição francesa da revista “Elle”, Karl vai colaborar como colunista semanal com ilustrações de política durante a corrida eleitoral francesa, que dura até ao dia 22 de abril. Outra colaboração ilustrada foi a sua participação especial como editor-chefe para a edição global do jornal “Metro”, que contou não só com seus desenhos, mas também com suas opiniões. A sua mais recente colaboração é a participação como editor-chefe para a revista de arquitetura “AD”, que o noticiou com o seguinte título: “Em maio, Karl Lagerfeld fará o que quiser na revista AD”. Porque no fundo é isso, convidando Lagerfeld para uma colaboração, o melhor é mesmo deixa-lo fazer o que ele tiver vontade.

Antenado em novas tecnologias, Lagerfeld tem a sua página no Facebook, e acabou de lançar o site KARL.com, dedicado à linha de roupa KARL e onde o designer promete atualizar seus fãs e seguidores sobre a sua vida agitada em uma seção chamada “The World of Karl” (o mundo de Karl) e onde também partilha alguns dos seus pensamentos, aos quais o designer deu o título filosófico de Karlisms.

Duas fotografias de Karl Lagerfeld: a campanha da Chanel e a capa da edição de abril da revista “i-D”, para a qual ele se autofotografou ©Reprodução

Karl Lagerfeld é também fotógrafo e escritor, além de um exímio colecionador de livros, com uma biblioteca de mais de 230 mil títulos, e proprietário de uma editora, a Editions 7L, dentro do grupo editorial alemão Steidl, por onde o designer já lançou “um número limitado de lindos livros” que representam o que ele acha que vale a pena ser mostrado ao mundo.

Alguns exemplos da sua obra fotográfica são a sua última campanha para a Chanel e o calendário da Pirelli de 2011, fotografado em seu próprio estúdio. Enquanto escritor, Karl co-escreveu com o médico Dr. Jean-Claude Houdret, que desenvolveu especialmente para o designer a dieta que o fez perder 42kg em um ano, o livro “The Karl Lagerfeld Diet”, publicado em 2005. No livro, Karl não tem medo de admitir que fez o regime por uma questão estética e não de saúde: “Sempre tive peso a mais e nunca me incomodou, mas teve uma manhã que acordei e percebi que queria usar um outro tipo de roupas”.

O assunto do peso a mais, aliás, já lhe trouxe várias desavenças: em 2004, quando colaborou com a rede de fast-fashion H&M, foi obrigado a desculpar-se quando afirmou que não sabia que as suas roupas iam ser feitas em tamanhos grandes e, recentemente, as críticas em relação à multipremiada cantora britânica Adele, quando disse, na sua edição do jornal “Metro”,  que “apesar de ter um rosto e voz lindas, ela é um pouco gorda demais”.

Nas horas vagas, coisa que custa um pouco a acreditar que Lagerfeld tenha, o designer se diverte reformando casas e apartamentos. Para quem se interessar, aliás, o seu apartamento em Gramercy Park, Nova York, está novamente no mercado, por 5.2 mil dólares, menos um milhão do que no ano passado.

Duas sátiras inspiradas em Lagerfeld: Karl como Homer Simpson, e uma ilustração do livro de AleXsandro Palombo, que mostra por meio de humor negro como seria o funeral de Karl Lagerfeld ©Reprodução

Pois então, Lagerfeld parece inspiração pura. Um homem culto, antenado nas últimas novidades, com opiniões afiadas e liberdade conquistada para falar o que pensa sem ser questionado, o que já lhe valeu capas de revistas, temas de jovens estudantes, sátiras, caricaturas e muitas críticas.

A mais recente valeu, à editora de moda da “Newsweek” e do site “The Daily Beast”, Robyn Gihvan, um dos últimos lugares no seating da Chanel por conta de uma matéria que, apesar de extremamente embasada, apelidava Karl de “mito criado pelo mundo da moda, muito mais admirado do que realmente merecia”.

A matéria de Gihvan começa com uma frase que cai como uma bomba. “Karl Lagerfeld is overrated” (“Karl Lagerfeld é superestimado”), seguida por: “Esta afirmação parece uma heresia no universo da moda (…) mas é verdade”. No seu texto, Robyn deixa claro que sim, o trabalho de Karl é importante, mas que ele não é “tudo isso” que o universo da moda faz crer. A jornalista tira Lagerfeld do pedestal e continua a sua dissertação questionando a real mudança e influência de Lagerfeld na Chanel, comparando-o a designers das outras casas francesas que imprimem o seu estilo próprio nas roupas que criam. Robyn nunca desmerece o designer, elogiando e reconhecendo todo o seu trabalho e a sua contribuição para o mundo da moda. Ainda assim, Lagerfeld presenteou a jornalista com o seu mais temível presente: um dos seus “karlismos” – “nem sei quem é essa mulher”, disse ele sobre Givhan, vencedora do primeiro prêmio Pulitzer atribuído a uma jornalista de moda. No final da sua matéria, Robyn deixa a reflexão: “Karl Lagerfeld, o gênio, virtuoso e mágico em qualquer campo, é a invenção mais elaborada da moda: um mito que engoliu o homem”.

O homem, o mito? O que você acha?

Lindas e brasileiras: as modelos que estão arrasando lá fora

16/03/2012

por | Moda

©FFW

As modelos brasileiras continuam arrasando nas passarelas internacionais. E de um tempo para cá, as marcas têm apostado também em rostos desconhecidos e new faces, com a intenção de ficar por trás do lançamento de muitas futuras tops. Além de Aline Weber, Daiane Conterato, Izabel Goulart e Vivi Orth, que há muitas temporadas desfilam com destaque para diversos estilistas, outros rostos brilharam nos desfiles internacionais. As novas Mariana Coldebella e Mariana Fassarella em um único desfile, mas de peso, o da Givenchy, que também levou Ana Claudia Michels com exclusividade. Conheça abaixo um pouco de algumas de nossas meninas de ouro.

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Abrimos a reportagem com Aline Weber, um dos destaques brasileiros da temporada internacional (na foto acima, ela desfila para Rodarte, Balmain e Stella McCartney). Infelizmente, durante a produção desta reportagem ela estava em processo de mudança de agência, e não pode ser contatada) ©Reprodução

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Nome: Carolina Thaler
Idade: 19
Agência: Ford

Carolina Thaler desfila para Prada, Dior e Galliano na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Estou no melhor momento da minha carreira. Participei de mais de 30 desfiles internacionais, entre eles Prada, Gucci, Dolce&Gabbana, Dior, Chanel, John Galliano, Roberto Cavalli, Just Cavalli, entre outros.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? Esta estação foi muito especial pra mim. Participei da minha primeira temporada internacional e fui a única brasileira no desfile da Prada. Foi uma surpresa.

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Nome: Isabella Melo
Idade: 18 anos
Agência: Ford

Isabella Melo desfila para Chanel, Dolce&Gabbana e Giambattista Valli na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Neste momento estou conquistando cada vez mais o meu espaço no cenário internacional. Fiz 53 desfiles no circuito Nova York, Londres, Milão e Paris. Entre eles: Chanel, Giorgio Armani, Alexis Mabille, Anne Valerie Hash, Dolce&Gabbana, Just Cavalli, Giambattista Valli, Kenzo, Paul & Joe, Vanessa Bruno; Custo Barcelona, Lacoste, entre outros.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? A surpresa da estação foi ter conhecido o Karl Lagerfeld no desfile da Chanel. Fiquei bastante lisonjeada.

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Nome: Aline Zanella
Idade: 16 anos
Agência: Ford

Aline Zanella desfila para Jeremy Scott, Ann Demeulemeester e Costume National na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Fiz 24 desfiles entre Nova York, Londres e Paris. Desfilei para Nicole Miller, Alexandre Herchcovitch, Jeremy Scott, Rachael Zoe, Amaya Azuraga, Ann Demeulemeester, Costume National e mais alguns.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? Neste momento estou focando minha carreira no mercado internacional. Foi uma estação em que fiz novas amizades. Antes viajava sozinha, agora tenho minhas melhores amigas por perto.

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Nome: Katia Selinger
Idade: 19 anos
Agência: Way

Katia Selinger desfila para Jil Sander, Yves Saint Laurent e Givenchy na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Estou na minha segunda temporada internacional e no melhor momento da minha carreira! Fiz 40 desfiles no total, de Nova York a Paris, como DKNY, Y-3, Jil Sander, Emporio Armani, Paul Smith, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton e Givenchy. Está sendo tão bom ver o resultado do meu trabalho e pensar: “Nossa, eu consegui!”.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? Foi incrível desfilar para Jil Sander e YSL porque foi a despedida dos estilistas Raf Simons e Stefano Pilati. Por estarem em clima de despedida, a equipe de ambos chorou muito no final. Não é engraçado pegar logo os dois desfiles que os diretores de criação estão saindo?

Fechar a semana com Louis Vuitton foi inexplicável! Este meu último desfile teve um trem que levava as modelos até a passarela e me fez pensar muito na minha carreira… Como se eu estivesse pegando um trenzinho desde o dia que comecei a modelar, e trilhando devagar, passando por vários lugares, enfrentando desafios, recebendo críticas, aceitando mudanças, mas sempre indo em frente. Sempre acreditando que, em cada “estação” em que parava, abastecia mais meu sonho de um dia conseguir o que estou conquistando hoje. Então, me vendo ali sentada no cenário da Vuitton esperando minha vez de desembarcar e entrar na passarela, pensei: “olha só até que estação cheguei!”.

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Nome: Maria Flávia
Idade: 20 anos
Agência: Way

Maria Flávia desfila para Givenchy, Louis Vuitton e Gabriele Colangelo na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Essa é a minha primeira temporada internacional. Fiz 30 desfiles no circuito NY, Londres, Milão e Paris, entre eles: L’wren Scott, Custo Barcelona, J.Crew, Paul Smith, Blue Girl, Emporio Armani, Givenchy e Louis Vuitton.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? A mudança na cor do meu cabelo de loiro para preto. Uma mudança radical a pedido da stylist Sarah Richardson para o desfile de Gabriele Colangelo, em Milão. Foi super tenso, pois para o desfile a mudança seria apenas em metade do cabelo deixando as pontas loiras para fazer um estilo ‘pintei meu cabelo e agora deixei crescer”, uma pegada mais rock’n’roll. Só que quando cheguei com o cabeleireiro no backstage (até então já havíamos trocado a cor duas vezes para um castanho bem escuro), descobrimos que não estava escuro o suficiente. Foi nessa hora que decidimos que seria preto mesmo e foi feito ali mesmo. Muito tenso, pois quase todas meninas já estavam prontas e eu ali, ainda colocando tinta no cabelo e faltava menos de uma hora para o desfile começar! E, como sempre, no final deu tudo certo! Estou amando o novo visual.

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Nome: Daiane Conterato
Idade: 21 anos
Agência: Ford models

Daiane Conterato desfila para Miu Miu, Zac Posen e Missoni na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Quantos desfiles fez e para quais marcas? 53 shows no total, entre eles Miu Miu, Hermès, Viktor & Rolf, Zac Posen, Marc Jacobs, DKNY, Mugler, Missoni, Marni, Just Cavalli e Anna Sui.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal com você nessa estação? Torci o pé no desfile do Mugler (risos).

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Nome: Bruna Tenório
Idade: 22 anos
Agência: Women Management NY / Ford Models Brasil

Bruna Tenório desfila para Ralph Lauren, Zac Posen e Badgley Mischka na temporada Inverno 2012/2013 ©ImaxTREE

Em que momento você está na carreira? Tenho cinco anos de carreira e defino essa fase como especial, porque tenho o privilégio de trabalhar com os melhores profissionais do mercado.

Quantos desfiles fez e para quais marcas? Seis desfiles. Ralph Lauren, Zac Posen, St. John, Badgley Mischka, Miguel Adrover e Ohne Titel, com styling da Giovanna Battaglia.

O que aconteceu de acidental, divertido, estranho ou fenomenal para você nessa estação? Estava com passagem comprada para fazer os desfiles em Londres e, na última hora, tive que desistir dos shows na Europa para ficar em Nova York, pois foi confirmado um trabalho importante com a Ralph Lauren.

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*Esta reportagem foi originalmente publicada na coluna semanal de Paulo Borges, na revista “Isto É Gente”

Veja como foi o lançamento da coleção C&A + Maria Filó, que já está nas lojas

16/03/2012

por | Moda

Roberta Ribeiro entre modelos com looks Maria Filó + C&A ©Divulgação

Na manhã desta quinta-feira (15.03), a C&A ofereceu um brunch em sua loja do Shopping Iguatemi, em São Paulo, para comemorar o lançamento da coleção desenvolvida em parceria com a grife carioca Maria Filó. Em meio a jornalistas e fotógrafos, um grande número de clientes apareceu para adquirir um dos 60 modelos da colaboração, deixando provadores abarrotados e araras vazias.

Roberta Ribeiro, estilista da Maria Filó, que completa 15 anos em 2012, contou ao FFW que a inspiração para os 60 itens da coleção foram os best-sellers da própria grife carioca, que foram revitalizados e ganharam toques atuais a partir de novas cores, estampas e tecidos: “[o convite da parceria] Foi um reconhecimento da marca, ficamos muito felizes e desenvolvemos tudo em mais ou menos um mês”. Sobre a possível limitação de materiais por estar trabalhando com uma rede varejista, Roberta afirmou: “Escolhemos os materiais que mais tinham a ver com a Maria Filó, sempre ao lado da equipe de estilo da C&A”.

Peças da parceria entre Maria Filó e C&A ©Juliana Knobel/FFW

A coleção, que inclui uma grande variedade de saias (longas e curtas), vestidos, camisas e cardigans, é dominada por tons pastel como off white, nude, camelo, rosa bebê e marinhos. Os materiais mais utilizados são o couro, tricô, lurex, tule e a imbatível renda. Há também acessórios: bolsas e oxfords em cores terrosas contracenam com itens com estampas de onça. Destacam-se também dois modelos de tênis criados exclusivamente pela Converse para a parceria.

Os acessórios da parceria entre Maria Filó e C&A ©Divulgação

Os produtos da colaboração entre Maria Filó e C&A podem ser encontrados em qualquer uma das 97 lojas da rede no Brasil, ou pelo site da colaboração.

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©Juliana Knobel/FFW
Roberta Ribeiro, estilista da Maria Filó

Novo site de e-commerce oferece consultoria personalizada de moda

15/03/2012

por | Moda, Techno

Helena Linhares e André Beisert do OLOOK.com.br ©Andreia Tavares

Em um mundo cada vez mais digital, na quarta-feira (14.03), mesmo dia em que o jornal “Folha de S.Paulo” noticiou que a internet vende mais roupa e acessórios do que livros, a stylist Helena Linhares lançou oficialmente, no espaço da designer Emar Batalha na Alameda Lorena, em São Paulo, o site de e-commerce OLOOK, um projeto de venda de acessórios e de consultoria de moda online.

A plataforma, inaugurada em dezembro pelos empresários Peter Ostroske e André Beisert, ganha agora uma nova cara e um lançamento oficial, ao comando de Helena, ex-dona da loja Pelu, que irá agir como coordenadora da equipe de estilo, consultora de moda, curadora dos produtos disponíveis no site e ainda personal stylist de quem tiver efetuado o cadastro online. Isto porque, após cadastramento e preenchimento de um quiz rápido e fácil, o OLOOK envia mails periódicos com conselhos de produtos específicos para cada pessoa, baseados no perfil gerado. E o melhor? Os preços são fixos e variam só entre três valores: R$ 69,90, R$ 99,90 e R$ 129,90.

O site, com um SAC dinâmico e ativo, pronto a responder qualquer pergunta ou dúvida, seja relacionada ao processo de compra, ou sobre como combinar determinada peça — o FFW fez o teste –, tem como principal proposta trazer informação de moda personalizada às pessoas que têm poder de compra, mas poucas referências. Com coleções novas todos os meses de aproximadamente 35 modelos de sapatos, 40 modelos de bolsa e 30 acessórios diferentes, todos eles terão a aprovação e a curadoria de Helena.

Alguns dos produtos vendidos no site ©Andreia Tavares

Em um ambiente agradável, alguns produtos do OLOOK estavam expostos e uma série de iPads estavam disponíveis para quem quisesse fazer o seu cadastro ou já efetuar a primeira compra com o aconselhamento pessoal de Helena. O FFW se cadastrou e aproveitou ainda para conversar com Helena para saber um pouco mais sobre o projeto.

Como surgiu o convite?

Quando eu entrei no projeto ele já tinha uma forma. Fui apresentada aos sócios André e Peter pelo nosso fundo de investimento, o Monashees (o mesmo do PeixeUrbano), que é focado em moda e educação. Eu tive a Pelu durante oito anos e quando resolvi mudar, sabia que queria tecnologia e internet.

Qual é o objetivo do OLOOK?

A ideia é levar um fast fashion e um produto bacana com preço acessível para o maior número de pessoas. Nós somos a primeira plataforma de recomendação de moda no Brasil. Queremos oferecer o melhor custo benefício design/preço e poder levar informação de moda para o maior número de pessoas. Ainda existe uma carência muito grande de informação de moda, apesar de termos uma capacidade de consumo crescendo no Brasil. E ao mesmo tempo com a internet, não existe mais fronteira, então a informação é muito rápida. De repente uma pessoa que não tinha ideia de moda, passado três messes ela já sabe, já vê, já está comprando o que é tendência.

Tem muita gente que tira dúvidas de moda?

Muita. Em cada imagem de produto tem uma dica de como usar, muito simples, muito clara. Achei muito legal que eu dei uma dica de que podia usar scarpin com shorts e deu um resultado muito bom! É muito legal porque acabo tendo um dinamismo muito bom com o cliente.

Sapato, bolsa e acessórios, os três grupos de produtos disponiveis no site ©Andreia Tavares

Por que ele é diferente dos outros sites de compra online?

Você entra no site, preenche um quiz que vai nos dar algumas dicas sobre quem você é, para podermos escolher o que define o seu perfil. Todo mês a gente vai enviar por e-mail sugestões de produtos que se encaixem com esse perfil. Ainda, independente disso, temos uma coleção nova por mês, o que torna o site super dinâmico.

Como conseguem manter os preços baixos e a qualidade?

A gente tem ótimos fornecedores, e conseguimos ter muito volume. Estamos entrando na terceira coleção, já temos meio milhão de clientes cadastrados e quase 300 mil likes no Facebook. Então existe uma coisa muito dinâmica. A questão do preço ser acessível só vai reverberando e trazendo cada vez mais clientes.

Como funciona se o produto não serve ou a cliente não gosta?

Temos um desafio principal que é de vender sapato pela internet, que você não consegue experimentar, então temos uma política de troca bem bacana. Você tem uma semana para devolver o produto caso você não goste e tem um mês para fazer troca de tamanho. É só entrar em contato por e-mail ou pelo SAC. A gente tem um SAC super dinâmico e prestativo, responde muitas dúvidas de como usar o site e ainda tira dúvidas de moda. O frete para o Rio de Janeiro e São Paulo é gratuito e para o resto do Brasil em compras acima de 120 reais, que é bem fácil de conseguir, basta você comprar um produto de 129 e já não paga. O vai e vem da devolução e troca também é gratuito.

Quais os planos para o futuro?

Hoje em dia já temos 40 pessoas na equipe, divididas pelas áreas de tecnologia, marketing e moda, da qual eu sou diretora. Tenho um departamento de estilo e trabalho todo o desenvolvimento de produto, do zero. A meta agora é bater o nosso primeiro milhão de clientes até julho, agosto (risos). Agora a gente começa com uma série de ações com parcerias e locomoção, de lançar o site em novas cidades, etc.

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Marca cool francesa começa a ser vendida este mês na Choix, em São Paulo

15/03/2012

por | Moda

Lookbook feminino Verão 2012 da Zadig & Voltaire ©Reprodução

Lembra da reportagem do FFW sobre as marcas que estão mudando o mercado ready-to-wear da França? Pois a Zadig & Voltaire, uma das grifes citadas nessa matéria, está se preparando para desembarcar no Brasil no fim do mês, com ponto de venda único na loja-conceito Choix, em São Paulo. Lá, os fãs do visual rocker-chic da Zadig & Voltaire vão encontrar uma seleção das coleções feminina e masculina da marca – infelizmente, os preços ainda não foram divulgados.

Lookbook masculino Verão 2012 da  Zadig & Voltaire ©Reprodução

Choix
Rua Prof. Artur Ramos, 181, esquina com Rua Araçari
São Paulo – SP
(11) 2649-4265
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 11h às 21h
+ lojachoix.com.br

Gareth Pugh vira Liza Minelli em série de curtas sobre as mulheres

15/03/2012

por | Moda

Cena de “Club Nouveau”, da grife Gareth Pugh ©Reprodução

Para celebrar – e divulgar – a abertura da Women’s Designer Galleries, seu novo espaço dedicado exclusivamente a coleções femininas, a loja de departamentos de luxo britânica Selfridges convidou algumas das maiores grifes da atualidade para participar do seu The Filme Project, uma série de curtas-metragens que mostra a interpretação de cada marca para a mulher moderna. “O briefing para os designers foi bem aberto – a única condição era a de que tinha que haver um personagem feminino forte no centro de cada filme. Nós queríamos que cada designer expressasse livremente a sua visão de uma mulher que eles consideram cativante e inspiradora”, afirmou à “Vogue” britânica Alannah Weston, diretora criativa da Selfridges.

O resultado é a coleção de seis curtas-metragens que você assiste abaixo, desenvolvidos pelas grifes Alexander McQueen, Dries Van Noten, Comme des Garçons, A.F. Vandevorst, Rick Owens e Gareth Pugh. No vídeo desta última, o próprio Pugh aparece transvestido de Liza Minelli, arriscando até alguns passinhos – o estilista era apaixonado por dança e fez ballet durante muito anos, como ele mesmo contou em entrevista exclusiva publicada aqui no FFW, lembra?

Assista a todos os curtas abaixo e depois conte pra gente qual é o seu preferido!

“Club Nouveau” – Gareth Pugh (direção de Ruth Hogben):

“D’Amore Sill’Ali Rosee” – Rick Owens (direção de Ruth Hogben):

“Delfine”, da A.F. Vandevorst (direção de Stef Viaene):

“Madeleine Malraux” – Comme des Garçons (direção de Katerina Jebb):

“Mornlight” – Dries Van Noten (direção de Christopher Doyle):

“Obscure Desires”, da Alexander McQueen (direção de Dustin Lynn):

Marc Jacobs e as irmãs Olsen estão entre indicados ao CFDA Fashion Awards

15/03/2012

por | Moda

Diane Von Furstenberg, presidente do CFDA, na apresentação dos nomeados ©Reprodução

O CFDA (Conselho de Designers de Moda da América) anunciou na quarta-feira (14.03), em uma cerimônia apresentada por Diane Von Furstenberg, presidente da associação, no seu estúdio no Meatpacking District, em Nova York, a lista completa de nomeados e menções honrosas dos prêmios anuais CFDA Fashion Awards. O evento começou com um agradecimento de Von Furstenberg à Swarovski, que dará aos vencedores das suas categorias um generoso incentivo em dinheiro, assim como acesso exclusivo as suas coleções.

A entrega dos prêmios mais esperados nos Estados Unidos será no dia quatro de junho, no Lincoln Center’s Alice Tully Hall, em uma cerimônia apresentada por Seth Meyers, redator chefe e apresentador do programa  Saturday Night Live. Este ano, o CFDA acrescenta à entrega de prêmios a comemoração dos seus 50 anos de existência, cuja celebração teve início em fevereiro deste ano com a abertura da exposição e do lançamento do livro com o mesmo nome “IMPACT: 50 Years of CFDA“, que explora o impacto de alguns dos designers americanos mais influentes das últimas cinco décadas.

Confira abaixo a lista de nomeados:

Womenswear Designer of the Year Award (Designer do ano de roupa feminina):

Ashley Olsen & Mary-Kate Olsen para a The Row

Jack McCollough & Lazaro Hernandez para Proenza Schouler

Marc Jacobs

Menswear Designer of the Year (Designer do ano de roupa masculina):

Billy Reid

Patrik Ervell

Simon Spurr

As irmãs Olsen, nomeadas para designers do ano de roupa feminina ©Reprodução

Accessory Designer of the Year Award (Designer do ano de acessórios):

Alexander Wang

Jack McCollough & Lazaro Hernandez para Proenza Schouler

Reed Krakoff

Swarovski Award for Womenswear (Prêmio Swarovski para designer de roupas femininas):

Chris Peters & Shane Gabier para Creatures of the Wind

Joseph Altuzarra

Max Osterweis & Erin Beatty para Suno

Swarovski Award for Menswear (Prêmio Swarovski para designer de roupas masculinas):

Antonio Azzuolo

Phillip Lim

Todd Snyder

Swarovski Award for Accessory Design (Prêmio Swarovski para designer de acessórios):

Irene Neuwirth

Pamela Love

Tabitha Simmons

O ator Johnny Depp e Rei Kawakubo da Comme des Garçons, ambos vencedores de prêmios honorários ©Reprodução

Prêmios Honorários:

O prêmio para conjunto da obra, Geoffrey Beene Lifetime Achievement Award, vai para Tommy Hilfiger, quatro vezes vencedor do prêmio de designer masculino.

O prêmio Media Award (prêmio de mídia), atribuído como homenagem a Eugenia Sheppard, jornalista de moda do “New York City Herald Tribune”, vai para a dupla de fotógrafos de streetstyle Garance Doré e Scott Schuman, mais conhecido como The Sartorialist.

O prêmio de Fashion Icon (ícone de moda) será atribuído a Johnny Depp, o primeiro homem a receber este prêmio, pelo seu senso eclético de estilo.

O Founders Award (prêmio de fundadores), atribuído em honra à fundadora do CFDA, Eleanor Lambert, irá para Andrew Rosen, CEO e Chairman do grupo educacional Kaplan, Inc..

O International Award (prêmio internacional) irá para Rei Kawakubo da Comme des Garçons, pela sua contribuição criativa para o mundo da moda.

update: veja abaixo o video do evento:

Estilista Cris Barros comemora 10 anos da marca com desfile no hotel Unique

14/03/2012

por | Moda

Cris Barros, que comemora 10 anos da criação da sua marca ©Divulgação

Cris Barros comemorou na terça-feira (13.03) os 10 anos da sua marca com um desfile no Hotel Unique, em São Paulo, da coleção de Inverno 2012 que chega às lojas nesta quinta-feira (15.03), e da qual a estilista já tinha apresentado um preview, para imprensa e convidados.

Na passarela, nomes como Alicia Kuczman, Marcelia Freesz – o rosto da campanha – e Mariana Fassarella desfilaram os looks antagônicos, inspirados na fotógrafa Corinne Day e que mostram “o orgânico vs. o estruturado; a sensualidade vs. a naturalidade; a transparência vs. as texturas; e a complexidade vs. a simplicidade”. Corinne Day é uma fotógrafa britânica, morta em 2010. Ela ficou conhecida por revelar Kate Moss para o mundo da moda, em uma capa para a revista “The Face”, que virou cult na fotografia de moda.

Marcelia Freesz, Alicia Kuczman e Mariana Fassarella desfilam alguns looks Cris Barros ©Divulgação

Privilegiando uma estética natural e principalmente real, a maquiagem que ficou a cargo de Daniel Hernandez é simples e clean, como o próprio contou ao FFW: “Só estamos fazendo pele mesmo, com um blush rosado muito leve e um gloss para dar um brilho”.

A trilha sonora, produzida por Max Blum, foi composta por um mix de músicas do Nirvana, símbolo maior da geração de 90, em um volume bem alto competindo apenas com o tamanho dos saltos. As peças, monocromáticas, brilhantes e desconstruídas, com alguns detalhes de cor como o vestido verde e roxo e os sapatos vermelhos, arrancavam em cada entrada flashes e fotos de celular da plateia vestida a rigor com peças “tradicionais” Cris Barros, como a calça boca de sino ou a saia de couro.

Cris percorre a passarela em meio a aplausos e confete ©Divulgação

O desfile terminou com a entrada de Cris na passarela acompanhada pela sua irmã Dani Verdi e pelo marido Luiz Felipe Verdi, responsáveis pela coordenação geral do evento. Cris juntou-se a sua equipe que a esperava em ambiente de festa, com confete prata e muitos aplausos, ao som de “Rolling in the Deep”, da Adele, ocasião em que falou ao FFW.

Como você imagina os próximos 10 anos de sua marca?

A gente sempre fez o planejamento da marca de uma forma muito orgânica, passo a passo. As coisas foram acontecendo, a gente foi abrindo as lojas e eu acho que é assim que vamos continuar pelos próximos 10 anos. Sentir as coisas, deixar tudo fluir, pegar as coisas boas e  fazer acontecer.

Esse é um período de comemorações para você…

Vamos comemorar meio que o ano inteiro! Vão ser pequenas celebrações com as pessoas que sempre acompanharam a marca e com a imprensa. Nesta coleção temos essa camiseta de bolo, que é comemorativa, e temos também toda a parte de embalagens, sacolas, tudo com o símbolo dos 10 anos. Fizemos também um baralho de cartas com as imagem da campanha.

Tem planos para o mercado internacional?

A gente exporta para quase 21 países no mundo. Vendemos para Harvey Nichols, em Londres, e Colette, em Paris, entre outras multimarcas, e temos tido muito sucesso. Quem sabe em um outro momento teremos mais força lá fora, investindo mais, mas por enquanto estamos investindo muito no Brasil.

+ Veja os looks que passaram pela passarela na galeria abaixo:

Vivian Whiteman ministra minicurso sobre jornalismo de moda neste fim de semana

14/03/2012

por | Moda

A jornalista Vivian Whiteman ©Reprodução

A moda está conquistando cada vez espaço no universo acadêmico: cursos livres, de curta duração, ou até de graduação e pós-graduação vêm se tornando cada vez mais comuns e enchendo as salas de aula. A partir desta sexta-feira (16.03), Vivian Whiteman, editora de moda do jornal “Folha de S.Paulo”, ministra um minicurso sobre jornalismo de moda no Espaço Cult, localizado na Vila Madalena, em São Paulo. Serão apenas dois encontros, mas a pretensão é abordar os critérios de avaliação da pauta, as diferenças entre reportagem e análise, a estética e a indústria brasileira, e oferecer aos alunos os caminhos para a linguagem e a pesquisa no segmento.

“Vou fazer um apanhado da pauta à crítica de desfiles, passando por todo o processo que envolve reportagem e análise de moda. Vou falar de web, mas sobretudo de como funciona um jornal impresso. Vamos analisar coisas recentes, como os desfiles de Paris. Quero dar aos alunos uma ideia de quais são as bases e os instrumentos para fazer da análise de moda mais do que um simples relato das coleções”, a jornalista conta ao FFW. Vivian tem 15 anos de experiência como jornalista e sempre cobre as temporadas de moda nacional e internacional.

“Jornalismo de Moda”, com Vivian Whiteman @ Espaço Cult
Rua Inácio Pereira da Rocha, 400
Vila Madalena, São Paulo – SP
16 de março (sexta-feira), das 20h às 22h, e 17 de março (sábado), das 10h às 16h
Investimento: R$ 300
+ espaçorevistacult.com.br

Fotojornalistas revelam olhar nada óbvio sobre os desfiles da semana de NY

13/03/2012

por | Moda

Muitas mãos no preparo do make e cabelo da modelo antes do desfile de Naeem Khan ©Lucas Jackson/Reuters/Reprodução

“Então eu chego ao desfile cerca de uma hora antes de começar e a primeira coisa que vejo é a maquiagem sendo feita. Como eu vou conseguir reinventar a fotografia disso se já é o meu décimo desfile? Eu não sei. Já tinha visto tudo aquilo antes, mas então noto que a legião de fotógrafos não está prestando atenção no que me interessa. Eles estão fazendo fotos comerciais de beleza, rostos e roupas, que é o que vende”. Esta frase foi retirada do blog do fotógrafo britânico – e membro da lendária agência Magnum Photos – Martin Parr, no post em que conta como foi fotografar o backstage do desfile da Dior logo após o afastamento de John Galliano, em março de 2011. Este comentário mostra a diferença de olhares dos fotógrafos que cobrem uma semana de moda. Escolas, visões de mundo e referências diferentes resultam em imagens distintas, como você pode ver abaixo, em fotos ora belas, ora inusitadas ou divertidas.

Poesia com o contraste da modelo negra de batom vermelho e o look branco de Dennis Basso ©Carlo Allegri/Reuters/Reprodução

Fotografia com composição minimalista no desfile de Oumlil ©Amy Sussman/Getty Images

Modelo comendo com cuidado para não estragar a maquiagem ©Adam Hunger/Reuters

O blog Big Picture, criado por três editores de fotografia do jornal ”The Boston Globe”, mostra três vezes por semana uma seleção das melhores fotos de acontecimentos importantes do mundo todo. Uma das últimas atualizações foi sobre a semana de moda de Nova York, com cliques de fotógrafos de agências renomadas como Reuters, Associated Press e Getty Images. Como é de se esperar, as imagens não são como as que comumente vemos publicadas em veículos de moda. A estética com a qual estamos acostumados dá lugar a toques de humor, composições geométricas minimalistas, com ângulos e momentos diferentes, que às vezes não favorecem a “beleza” das modelos. Na escolha destas fotos, a importância não está em ressaltar quem é a modelo ou qual marca está desfilando, mas sim em mostrar imagens poéticas e atraentes que traduzem o tema em questão. Como o próprio subtítulo do blog diz: “notícias por meio de fotografias”.

Veja mais fotos abaixo:

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Secadores de cabelo "futuristas" ©Richard Drew/Associated Press

Reflexão: por que Paris não lança novos talentos da moda?

13/03/2012

por | Moda

Desfile da Louis Vuitton, uma das maiores maisons de moda  ©Reprodução

Terminou mais uma temporada de moda. Entre polêmicas, surpresas, desilusões e correrias, na ponte aérea entre três das cidades mais representativas desta temporada – Nova York, Londres e Paris –, o site Business of Fashion deixa a pergunta: por que Paris, capital de moda por excelência, não produz mais novos talentos? Londres e Nova York são berços de novos talentos no mundo da moda. Alexander Wang e Proenza Schouler, em Nova York, e Mary Katrantzou, Jonathan Saunders e Christopher Kane, em Londres, são só alguns dos nomes que hoje têm reconhecimento e presença no mercado mundial. Mas de Paris, ao contrário, são poucos os nomes que conseguem sair do anonimato das grandes maisons para se lançarem no cenário da moda.

Alguns talentos acabam por sair da capital francesa, mas com alguma dificuldade. O designer Alexandre Vauthier, pupilo de Thierry Mugler, esperou mais de 20 anos trabalhando para o designer até conseguir lançar a sua própria marca em 2009. Ainda com o atelier na casa de um amigo devido aos preços altos dos alugueis, outra barreira de Paris, o designer culpa a falta de institutos e apoios para o seu tardio começo. Nesta temporada, o descolado Cédric Charlier, ex-Cacharel que já trabalhou ao lado de Alber Elbaz, estreou na semana de moda francesa com o apoio do Aeffe Group, grupo italiano de manufatura e distribuição e já tem encomendadas peças da sua coleção.

Alguns dos looks de Cédric Charlier durante a semana de moda de Paris Inverno 2012 ©Reprodução

Talento não falta. Então o que falta para que saiam grandes apostas da moda de Paris?

Tem quem pense que é educação. Em novembro do ano passado, um dos maiores grupos franceses, o LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), anunciou uma colaboração de longo prazo com a escola de artes e moda inglesa referência no mundo inteiro, Central Saint Martins. A parceria conta com um anfiteatro oferecido pela LVMH, um programa de estágios para alunos da Saint Martins e ainda um programa de bolsas de estudo. Embora a LVMH também apoie escolas francesas, como a Ecole de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, a sua participação aqui não é tão significativa quanto na escola londrina. Além do mais, a própria educação londrina tem outro direcionamento, mais focado na criatividade e no talento individual de cada designer, o que permite resultados como por exemplo as estampas ilusórias de Mary Katrantzou. Outro evento que não existe na França é o desfile de formatura que faz parte do calendário oficial da semana de moda londrina. Alexander McQueen e Jonathan Saunders, ambos alunos da Central Saint Martins, foram “descobertos” em um destes desfiles e em menos de 48 horas após o mesmo, já tinham pedidos para as suas coleções.

Looks de Yulia Kondranina, aluna de último ano da Central Saint Martins, na semana de moda de Londres Inverno 2012 ©Reprodução

Já em Nova York, os cursos de moda da Parsons School of Design são complementados com cursos focados em marketing e negócios para que os seus alunos saibam comunicar e vender a sua marca. O que se passa em Paris é que os alunos se sentem capacitados para trabalhar para as grandes casas mas não para si mesmos. Os designers de escolas de moda francesas preferem a segurança de trabalhar para uma das maisons existentes em vez de lançarem a sua própria marca. Claro que aprender com os melhores é fundamental, mas todo designer tem a sua veia criativa que deve ser fomentada e alimentada para que a moda se renove e inove nas suas criações.

E Londres e Nova York são os investidores em criatividade e individualidade por excelência, descobrindo e apoiando constantemente novos talentos. Iniciativas de organizações como o British Fashion Council ou o CFDA (Conselho dos Designers da América), juntamente com marcas como a Topshop, em Londres, e a Gap em Nova York, e com o apoio de publicações como a “Vogue” e a “GQ”, alimentam constantemente um desenvolvimento e uma projeção de jovens designers com prêmios e apoios que permitem aos vencedores investir e trabalhar na sua própria marca. Na França, os apoios dados aos novos designers são muito menores e, em janeiro de 2010, a editora da “Vogue” americana, preocupada com o fato, se reuniu com Carine Roitfeld, na época na “Vogue”  francesa, e o então ministro da indústria Christian Estrosi para mudar esse fato.

Cartaz da parceria da Topshop com a semana de moda de Londres que este ano completa 10 anos ©Reprodução

A verdade é que os dois eventos mais importantes da França no mundo da moda estão mudando os seus rumos. O festival de Hyères, que dá apoio financeiro e conselhos de especialistas aos jovens designers, recentemente fechou uma parceria com a Chloé, oferecendo ao vencedor, como parte do prêmio, um estágio na marca. A ANDAM (Associação Nacional para o Desenvolvimento das Artes e da Moda), que também garante apoio financeiro e um lugar na semana de moda oficial de Paris, aumentou o valor do seu prêmio em 15% e lançou um prêmio especial para designers no seu primeiro ano de vida profissional, assim como uma parceira com o site TheCorner.com, que dá aos seis finalistas espaço para vender as suas coleções no seu site. O último vencedor da ANDAM, Anthony Vaccarello, abriu na última semana o seu desfile com Karlie Kloss na passarela com nomes como Carine Roitfeld e Kanye West na primeira fila. Ele é hoje tido como uma das grandes revelações do momento.

Resultado visível  das políticas que estão sendo renovadas na França ou não, a verdade é que a capital da moda precisa investir mais em novas ideias e principalmente nos seus criadores. Afinal de contas, “nós sempre teremos Paris”.

Segundo rumores, John Galliano pode assumir comando da grife Schiaparelli

13/03/2012

por | Gente, Moda

Na edição de setembro de 2011 da “Vogue” americana, John Galliano ajeita o vestido que ele criou para o casamento de Kate Moss em uma de suas raras “aparições” desde o escândalo anti-semita que resultou na sua demissão da Dior e de sua marca homônima ©Mario Testino/Reprodução

Uma reportagem publicada na manhã de terça-feira (13.03) pelo “WWD” confirmando a saída de Derek Lam da direção criativa da Tod’s já está repercutindo pelos veículos de moda devido ao trecho que diz que “a partida de Lam coincide com as contínuas especulações de que John Galliano estaria em negociações com a empresa italiana para fazer uma coleção cápsula com a Tod’s ou renovar a marca Schiaparelli. No entanto, Della Valle [presidente do grupo] firmemente negou os rumores”.

No mesmo dia, o site da “Harper’s Bazaar UK” publicou nota similar, afirmando que “há crescentes especulações de que John Galliano possa fazer seu retorno à moda renovando a marca Schiaparelli da Tod’s, ou emprestando seu nome para uma coleção cápsula”.

O grupo Tod’s comprou a marca registrada Schiaparelli (fundada por Elsa Schiaparelli) em 2007, sem delinear planos concretos de atividades. Desde então, nomes como Olivier Theyskens e Roland Mouret já foram citados como possíveis candidatos ao posto de diretor criativo da marca e, como lembrou o site Fashionista, Anna Wintour já havia destacado as estilistas da Rodarte como ótimas opções para o cargo, em um artigo que ela escreveu em 2010 para o “New Yorker”. As especulações, porém, nunca ganharam muita força, já que Della Valle já havia afirmado que só tentaria reanimar a Schiaparelli a partir de 2011.

Levando-se em consideração a iminência da exposição “Elsa Schiaparelli and Miuccia Prada: Impossible Conversations” (de 10 de maio a 19 de agosto) no Metropolian Museum of Art, 2012 parece ser o ano ideal para relançar a grife. Resta saber se Galliano será considerado o nome ideal para fazer esse trabalho.

update: os rumores de que Galliano poderia assumir a direção criativa da Schiaparelli foram desmentidos

O porta-voz de John Galliano disse em comunicado à Vogue britânica que os boatos de que o designer poderia assumir o comando criativo da Schiaparelli “eram só boatos e nada mais”.

Jornal britânico divulga lista das 25 pessoas mais influentes da moda

13/03/2012

por | Gente, Moda

©FFW

Anna Wintour, Sarah Burton, Miuccia Prada, Karl Lagerfeld, Marc Jacobs, Pat McGrath, Bernard Arnault, Mert Alas e Marcus Piggott. O que esses nomes têm em comum? Eles não têm a mesma nacionalidade, tampouco a mesma profissão, mas são exemplos de sucesso e competência no segmento em que escolheram atuar. Neste fim de semana, o jornal inglês “The Telegraph” publicou sua lista anual das “25 Pessoas Mais Influentes da Moda” e, segundo noticiou a “Vogue” britânica, todos os nomes citados acima fazem parte dessa concorrida seleção.

A maioria dos nomes que integram a lista do “Telegraph” é de figuras icônicas da indústria da moda e não pode ser considerada grande surpresa – além dos já citados, também foram elencados Christopher Bailey, Natalie Massenet, Phoebe Philo, Carine Roitfeld, Suzy Menkes e Katie Grand –, mas há alguns profissionais, menos conhecidos internacionalmente por trabalharem “atrás das câmeras” ou atuarem de forma mais acadêmica, que tiveram sua importância reconhecida pelo jornal. O diretor de casting Russell Marsh; o hairstylist Guido Palau; a headhunter Floriane de Saint Pierre; a diretora do mestrado da Central Saint Martin, Louise Wilson; e Kate Phelan, diretora criativa da Topshop, foram mencionados na lista.

Até a Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton, e Samantha Cameron, empresária e esposa do Primeiro Ministro do Reino Unido, David Cameron, entraram na lista por serem consideradas “embaixadoras da moda”.

Em época de inúmeras seleções, a revista “Forbes” publicou no início de março seu famoso ranking dos maiores “Bilionários do mundo em 2012”: Bernard Arnault, presidente do conglomerado de luxo LVMH, é considerado o homem mais rico da moda, acumulando uma fortuna de US$ 41 bilhões, cerca de R$ 73,7 bilhões. Outros bilionários do segmento são Amancio Ortega, dono do grupo Inditex, com US$ 37,5 bilhões, aproximadamente R$ 67,4 bi; François Pinault, do PPR, com US$ 13 bilhões (R$ 23,6 bi) ; Galen Weston, proprietário da Selfridges, com US$ 7,6 bilhões (R$ 13,5 bi) e Miuccia Prada, com US$ 6,8 bilhões (R$ 12,2 bi).