
Tudo parece mais solto na segunda marca de Marc Jacobs. Outro desfile com um casting grande, com Aline Weber e Lais Ribeiro entre as modelos e mais a linha masculina, que sempre é mostrada junto com a feminina e que, por sinal, tem coisas que muitas meninas gostariam de roubar e usar durante o inverno.
Coleção: Levando em conta que a Marc by Marc Jacobs é a grife mais jovem do grupo, essa até que foi uma coleção bem madura. Há looks bem jovenzinhos e não tão impactantes, como um look de paletó e shorts de alfaiataria e um macaquinho de cetim bem ao final da apresentação. De entradas muito jovens e frescas, ele passa por modelos caretinhas e glamourosos, sempre com uma pegada 70’s. Há efeitos de estampas de listras zig zag, bastante metalizados, xadrez e muitas e muitas cores… Muito legal o cardigan de couro metalizado que abriu o desfile e a meia curtinha com salto.
Opinião: O desfile não mostrou nenhuma novidade, mas com tanta oferta de looks e estilos, com certeza vai encontrar suporte nas milhares de fãs da marca espalhadas pelo mundo.

RODARTE
As irmãs Laura e Kate Mulleavy embarcaram em uma história mais comercial, sem perder sua própria linguagem e o trabalho artesanal, que é tão caro para a marca. No geral a coleção agradou à imprensa especializada e não tinha como não encantar as pessoas. Para começar, é, até agora, uma das belezas mais bonitas de Nova York, com o casting também de primeira. Carol Trentini e Aline Weber, entre as modelos. É uma coleção delicada, até romântica, mas ainda assim com personalidade.
Coleção: Os vestidos são as estrelas da apresentação. Longos de seda ou com comprimentos abaixo do joelho, que está pegando forte em NY, aparecem ou soltos e leves ou mais estruturados, com volume e cintura marcada. A cartela de cores é neutra e passa por nude, amarelinho, off-white e azul. As poucas calças que aparecem tem a cintura mais elevada. E uma surpresa foi a parte dos casacos, há vários e com uma ideia diferente do que temos visto até então. Parece que as meninas da Rodarte estão mais preocupadas com peças soltas, que se desdobrem em outros looks.
Atenção também para as botas, outro hit natural do inverno, criadas pelo designer hot hot hot Nicholas Kirkwood, que tem um trabalho incrível e é um dos queridinhos de editoras, como Cecilia Dean, da Visionaire.
Opinião: Antes, as coleções da Rodarte tinham seu impacto, mas era uma tradução muito fechada do desejo e das inspirações das estilistas. Com essa coleção, elas mostram peças mais usáveis e de muito bom gosto, sem perder a personalidade. E isso só pode ser bom.

Narciso solta a silhueta e coloca um casting de modelos andróginas na passarela, capitaneados por Saskia (acima), um dos rostos mais fortes do momento.
Coleção: Narciso Rodrigues fez um desfile gráfico e baseado na inserção de elementos masculinos no guarda-roupa masculino. Tanto que é a modelo Saskia, incrível e super andrógina, que abre o desfile. Ao mesmo tempo, a silhueta é mais solta e relax, o que de certa forma já é uma mudança para ele. Há muitas calças boas, mais amplas, como a lilás, e diversos vestidos com comprimento abaixo do joelho, que todos fizeram. O diferencial é o uso da cor, forte e gráfico, que dá um resultado moderno à estética do desfile. E os sapatos baixos e botas rasteiras sugerem uma conecção com as ruas.
Opinião: É bom ver o estilista procurar novos caminhos. Mesmo com um resultado que não agrade a gregos e troianos, a coleção tem foco e personalidade e Narciso também experimenta com materiais na mesma peça, como lã e seda, outra característica da temporada, que também apareceu no Brasil.

HALSTON
Se depender das críticas, as coisas não saíram muito bem para Marios Schwab, estilista da marca que é sinômino da estética 70’s. Ele, que fez uma ótima estreia como diretor criativo da grife, desta vez não andou para frente. O Style comentou que as roupas não tinham energia, e que os tecidos não pareciam bons o suficiente. E que se Marios pegasse carona na onda no revival dos anos 70 que está Rolando, a marca seria a “abelha rainha da temporada”.
Coleção: Marios parte da última coleção, com vestidos de inspiração grega, o trabalho com drapeados, os recortes, uma de suas marcas registradas, e a ideia do luxo simples, sem ostentação. Adicione aí uma pitada étnica, com ápice no look meio saari, com um sutiã bordado aparecendo. Esse look, aliás, foi o mais criticado. No final, a cartela de cores também não tinha muito uma direção e acabou não ajudando. Mas há bons momentos, como o vestido-quimono e a chemise de couro.
Opinião: Marios é um estilista jovem e talentoso, saber fazer bons vestidos, de bom gosto, com simplicidade e leveza. Vamos torcer para que tenha sido apenas um momento fora de foco. Pode custar caro para a Halston, mas ele ainda pode ajudar a marca a fazer história. Sem contar que é ex-namorado de Nicola Formichetti, uma das pessoas mais influentes na moda hoje e que pode dar uma mãozinha…
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