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    Diretora do Stylesight fala sobre inovação, Brasil e os rumos do Verão 2012
    Diretora do Stylesight fala sobre inovação, Brasil e os rumos do Verão 2012
    POR Redação

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    O que vem por aí? Diretora de tendências do Stylesight responde ©Guy Bourdin

    Na manhã de segunda-feira, 30 de maio, o Rio-à-Porter deu início a seu ciclo de palestras, com a “Inovação para o Design”, do site de tendências Stylesight. A convidade era ninguém menos que Jamie Thomas, diretora de tendências do site, que veio ao Brasil pela segunda vez, e se mostrou entusiasmada pelo evento, especialmente pela junção de Fashion Rio + Rio-à-porter.

    Jamie contou que o Stylesight surgiu porque Frank Bober, o criador do site, designer e fabricante, sentia muita falta de um instrumento que agregasse análise de tendências e comportamento, e guiasse o produtor. Seguindo a máxima de “quer uma coisa bem-feita, faça você mesmo”, Frank foi e fez, criando o Stylesight em 2003.

    Ela também deixou claro que é necessário que se trabalhe de maneira conjunta a tecnologia e o design, e só assim as empresas conseguem inovar. “Hoje todo mundo é crítico de moda. Além dos editores, também temos os blogueiros e os vloggers, e qualquer pessoa, quando vai a algum lugar ou vê alguma coisa, coloca em seu perfil ou em uma rede social o que achou daquilo, se gostou ou não. As marcas precisam estar atentas a isso!”, comentou Jamie.

    Mas o que todo mundo queria mesmo saber era: quais serão as “macro-tendências” para o verão 2012 (sim, lá no futuro)? Jamie deu a resposta: Analogue, Soul, Manifesto e Rebels.

    Analogue: Linhas simples e clean, com paleta de cores com bastante azul Klein, verde musgo e o laranja da Hermès (“que é muito chique!” acrescentou Jamie). Produtos que pareçam naturais e tangíveis aos consumidores, e a busca pelo essencial.

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    Peças da Rodarte, citadas por Jamie como referência da macro-tendências Soul ©Reprodução

    Soul: Uma mistura de África, com artesanato e uma ideia bastante forte de “feito com as próprias mãos”, como tricô. “Sim, queremos tecnologia, mas é legal ter algo para tocar e sentir, que só o artesanal proporciona”, explicou Jamie. As cores que guiam a macro-tendência são cáqui e verde oliva, com uma explosão safira, turquesa, amarelo, que são cores que remetem à tribos africanas. “Aqui o que vale é usar diferentes combinações e ser diferente”, disse a diretora.

    Manifesto: É a tendência que trás os anos 70, Yves Saint-Laurent, Guy Bourdin e o Studio 54. A paleta de cores é bastante feminina, com cores fortes, e muito preto e dourado nos acessórios. Aqui, o sexy e o feminino são protagonistas, e a silhueta da mulher é trabalhada de várias formas.

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    ©Guy Bourdin

    Rebeldes: Aqui os rebeldes são um pouco diferentes do que se imagina. No caso, as imagens são Lady Gaga, Katy Perry e Nicki Minaj, que “rejeitam a sociedade”. O artista Scott Campbell, que fez intervenções nas notas de dólares, com imagens de caveiras, também influencia esse movimento. Na paleta de cores, predominam os tons metálicos. “É o gótico e o dramático, mas sem ser assustador”, explicou Jamie.

    Na ocasião também foi lançado o Prêmio Stylesight / Rio-à-Porter, que recompensa os cinco melhores expositores do evento, levando em conta Visual Merchandising, Ativação de Marca, Coleção, Plano de Negócios e Experiência do Visitante. O júri é formado por Jorge Grimberg, diretor de Marketing do Stylesight, Camila Toledo, diretora de tendências do Stylesight BR, e Jamie Thomas. Os prêmios são generosos: o primeiro colocado ganha uma viagem para Nova York com acompanhante e uma visita ao escritório do portal de tendências na cidade e seis meses de assinatura do site, e os quatro demais também ganham assinatura. Além dos “Top 5 Expositores”, também haverá menção honrosa para Nova Marca, Inovação e Pólo de Moda.

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    Jamie Thomas, diretora de tendências do Stylesight ©Divulgação

    O FFW conversou com Jamie Thomas para entender como o Brasil se posiciona no “negócio de tendências”; confira:

    Qual a importância dos países emergentes, especialmente o Brasil, nesse processo de inovação no design?

    É importante porque quando você cria tendências, você pensa global, e é importante ver o que está acontecendo aqui. Pensamos como isso nos influencia, e como se comunicam, e em toda a sua cultura. Tudo isso influencia muito no processo de inovação global.

    Por que vir ao Brasil neste momento?

    Achei uma ideia fantástica juntar Fashion Rio e Rio-a-Porter. Você refresca a mente, pois vê o desfile e depois vê no show-room o produto final. É bom para a criatividade, é bom para fazer dinheiro. O que é ótimo, porque é necessário movimentar a economia.

    Por que criar o prêmio? Por que ele é importante para a moda brasileira?

    É um instinto natural ser competitivo e querer ser o melhor. Como Alexander McQueen, que sempre queria superar seu último desfile. Portanto quando se cria um prêmio como esse, o instinto natural de vencer faz com que haja inovação, que se criem novas tecnologias, sempre melhores que as últimas.

    E quais são as dicas para uma marca funcionar no mercado?

    Tudo tem que ter continuidade com a identidade da marca. O logo tem que conversar com a papelaria, que conversa com o consumidor e o universo da marca. E embora as estações mudem, e as coleções tenham outros temas, a identidade da marca tem que estar presente. Os novos designers, por exemplo, muitas vezes não fazem isso, e criam coleções seguidas que não tem nada a ver uma com a outra, e isso deixa o consumidor confuso.

    No Brasil, moda é especialmente influenciada pela televisão. Vocês levam isso em consideração?

    Sim! Porque levamos em conta cultura, celebridades, etc, para interpretar o que as garotas estão usando. E o que aparece na televisão vai para a rua, e a moda de rua é muito importante para saber o que está acontecendo. O que mais importa é a cultura!

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