Conheça Marina Nery, new face desejo da temporada brasileira de Inverno 2012

22/01/2012

por | Gente

Marina Nery no backstage de Reinaldo Lourenço ©Carla Valois/FFW

A cada semana de moda surgem vários rostos novos, alguns mais cativantes e impactantes que outros, que aparecem como uma promessa de sucesso. Marina Nery, modelo baiana de apenas 17 anos, é um desses rostos que prometem: morena de olhos verdes e lábios carnudos, a modelo é a epítome da brasilidade.

Em sua primeira temporada no Brasil, Marina Nery foi requisitada para participar de 23 dos 30 desfiles do SPFW. Enquanto era maquiada para entrar na passarela do estilista Reinaldo Lourenço, o FFW conversou rapidamente com a nativa de Salvador, que contou algumas curiosidades de sua vida e a sensação de ser uma das new faces mais desejadas do país.

Marina Nery ©Carla Valois/FFW

Como você foi descoberta?

Uma amiga minha insistiu para acompanhá-la à agência de modelos lá em Salvador. Quando chegamos lá, eles gostaram de mim e quiseram fazer algumas fotos, mas eu estava muito bronzeada e despelava muito, então eles me mandaram voltar depois. Continuei minha vida normal no colégio e mais ou menos um ano depois voltei à agência, onde fizemos meu primeiro “book”.

Mas você queria ser modelo?

Não! Eu queria estudar Antropologia na faculdade. Mas estou feliz, estou viajando muito e conhecendo lugares diferentes, o que provavelmente não faria se estivesse em Salvador.

Esta é a sua primeira temporada nacional, mas você já fez desfiles fora, certo?

Sim, ano passado viajei o ano inteiro e só voltei ao Brasil em outubro! Fui para Paris e Nova York.

Os olhos verdes de Marina ©Carla Valois/FFW

Marina sendo maquiada no backstage de Reinaldo Lourenço ©Carla Valois/FFW

Você foi sozinha?

Nos primeiros meses minha mãe viajou comigo. Na minha primeira ida à Paris não sei quem estava mais perdida. Mas agora ela já voltou para Salvador. Não quero que ela viva em função da minha carreira, ela tem o próprio trabalho e a própria vida.

E se ela quisesse te acompanhar?

Mesmo assim eu não deixaria, não quero que ela viva em função do que eu faço. Sou filha única de mãe solteira, ela sempre viveu para mim… quero que ela tenha as coisas dela. Mas nos falamos todos os dias!

Você já falava inglês?

Não, mas agora já consigo me comunicar. Não perfeitamente, mas já consigo.

Como é a moda em Salvador?

Na Bahia, a gente não tem acesso à moda. Lá modelo é só Gisele, para nós é algo muito distante.

Mas a Adriana Lima é baiana… e ela é muito famosa!

É, mas acho que se ela andasse na rua em Salvador a maioria das pessoas não iria reconhecê-la.

O Carnaval de Salvador é bem conhecido. Você gostava?

Pulo carnaval desde os cinco anos em blocos infantis.

Você já assistiu aos “Filhos de Gandhi”?

Assisti sim, mas nunca pude sair! Os “Filhos de Gandhi” são um bloco masculino. Há também as “Filhas de Gandhi”, mas não é um bloco tão conhecido. E se eu tivesse um marido que saísse nos “Filhos de Gandhi” eu iria ao lado, nem que fosse fora da corda porque existe uma tradição que todo “Gandhi” deve beijar uma mulher depois… isso porque acreditam que isso dá sorte, então as mulheres ficam loucas querendo beijar um “Gandhi”!

Marina no backstage de Reinaldo Lourenço ©Carla Valois/FFW

Você tem uma beleza muito exótica, qual sua ascendência?

Eu não sei, viu? O que posso dizer é que tive uma bisavó espanhola e uma avó índia. Mas ninguém na minha família esperava uma beleza assim tão mística quanto a minha. (risos)

Você tem algum sonho profissional? Algum desfile ou campanha que gostaria de fazer?

Não sei se tenho um sonho de um trabalho especial, mas quero ser reconhecida, não no sentido de ser famosa e sim de ser considerada uma boa profissional.

[No final da entrevista, o celular de Marina toca: “Rapidinho. É a minha mãe, ela me liga todo dia”! “Oi muié, tudo bom!”, e a modelo conversa com a mãe sobre as roupas que vestiu durante os últimos desfiles do SPFW. Após terminar a ligação, finalizamos]:

E o que você gosta de vestir?

Sou muito fã de shorts, especialmente os de cintura alta. Adoro também camisa de botão e blazers, tenho de várias cores.

 

DoubleTrouble#4: ela começou em NY; ele é recordista da última temporada

22/01/2012

por | Gente, Moda

Via @felipeabe @betosiqueira

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Depois das descobertas do #Manhunt na última temporada, Felipe Abe e Beto Siqueira voltam com suas apostas da temporada. Nos posts diários do DoubleTrouble veremos sempre um casal de modelos (não no sentido de namorados) que se destacaram pelos corredores da Bienal.

Encontramos hoje o recordista de desfiles da temporada passada, Fabrício Bach e Kamila Hansen, que fez a linha inversa do padrão das new faces. Começou a modelar em Nova York, onde desfilou para Rebecca Taylor, Phillip Lim, Jill Stuart e Philosophy, entre outros, e desembarca em São Paulo para sua primeira temporada no país:

Nome: Kamila Hansen

Twitter: @kamilahansen

Idade: 19

Agência: Ford Models

Como começou: ”A uns três anos atrás estava andando com a minha mãe num shopping em Recife, onde nasci. Fui abordada por um modelo que me convidou pra conhecer a agência, fui conhecer e acabei ficando. Depois disso viajei para fora do país, mais para fazer contatos com os clientes mesmo. E fui para Nova York, mas para morar mesmo, não só pensando em modelar. Há uns sete meses entrei na Ford Models e estou trabalhando bastante agora, efetivamente essa é minha primeira temporada em São Paulo”.

Qual a sua melhor experiência: ”Conheço mais de 10 países, eu amo viajar! É a parte que mais gosto. A primeira viagem fui com minha booker, em todas as outras sozinha. Minha cidade preferida é NY, gosto demais, conheço tudo por lá. Em backstages é sempre divertido, sempre acontece algo. Os maquiadores, cabeleireiros, contam histórias engraçadas. Mas acho tenso quando um stylist está nervoso e dá uma bronca, fico muito sem saber como agir, com um pé atrás (risos)”.

E sua relação com moda: ”Antigamente eu era zero por cento ligada em moda, hoje em dia sou praticamente cem por cento ligada! Houve uma inversão total (risos). Me informo muito, me visto de acordo com as necessidades do evento, ou do trabalho, mas sem perder também meu estilo próprio. Gosto mais de roupa básica, Zara, H&M, etc. Uso também coisas que ganho. Fiz uma campanha no México e ganhei várias peças, que uso muito”.

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Nome:  Fabrício Bach

Twitter: @fabriciobach

Idade: 17

Agência: Ford Models

Como começou: ”Com 15 anos comecei a modelar em Curitiba, era bem novo. Como tinha que conciliar com os estudos vinha só fazer as temporadas de moda e voltava pra casa. Agora vou me mudar pra São Paulo, estou na minha terceira temporada aqui. Fui pra Nova York mas somente por três semanas pra conhecer os clientes, pretendo voltar em breve!”.

Qual a sua melhor experiência: ”Morar sozinho, cuidar das minhas roupas, comida e aluguel me fez ter uma experiência de vida ótima pra alguém de 17 anos. Sem contar que você conhece um mundo de gente. A parte ruim é esperar, tudo nessa profissão faz você esperar: esperar pra maquiar, esperar pra entrar no desfile, esperar pela sua vez no casting. Eu já passei horas esperando sentado em provas de roupa, por exemplo”.

E sua relação com moda: ”Meu estilo é cor neutra, você só vai me ver usando coisas básicas e limpas. Mas estou sempre com uma calça mais justa, camiseta descolada. Antes eu era muito engomadinho, camisetas pólo, alfaiataria. Hoje em dia sou muito menos tímido pra me vestir, mais despojado: rasgo camisetas, jeans! (risos)”.

 ©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

DoubleTrouble#3: Uh lalá! Marlon Teixeira em cena + a protegida de Herchcovitch

21/01/2012

por | Gente, Moda

Via @felipeabe @betosiqueira

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Depois das descobertas do #Manhunt na última estação, Felipe Abe e Beto Siqueira voltam com suas apostas da temporada. Nos posts diários do DoubleTrouble veremos sempre um casal de modelos (não no sentido de namorados) que se destacaram pelos corredores da Bienal.

No concorrido backstage da Ellus, fomos atrás de Marlon Teixeira. Num papo descontraído, o modelo nos conta que o que gosta mesmo é de usar bermuda na praia, mas seu dia-a-dia é bem mais agitado que isso, em Nova York, onde mora. E interrompemos a leitura da introspectiva Vanessa Moreira no backstage de Alexandre Herchcovitch.

Nome: Vanessa Moreira

Idade: 22

Agência: François

Como começou: ”Comecei através de um concurso, o Tic Tac Mega Model. Um olheiro da minha cidade, BH em Minais Gerais, me achou na rua e convidou à participar do concurso, me inscrevi, etc. Mas na verdade o processo seria muito longo, então me tiraram do concurso para começar a trabalhar em questão de semanas”.

Qual a sua melhor experiência: ”As viagens me acrescentam de uma forma ímpar. A experiencia de lidar com novas culturas, diferentes idiomas, sem dúvida, é a melhor coisa. Cada cidade é uma história, mas a que mais gosto é Paris”.

E sua relação com moda: ”Aprendi a gostar. Tenho um estilo próprio, não sigo tendências. Gosto muito de acessórios vintage. Sou rata de brechó, prefiro mil vezes ficar caçando coisas em um brechó à estar num shopping center. Curto peças mais masculinas, dependendo do humor vestidos, depende muito. No Marais e Hotel Deville, em Paris, tem muitos brechós incríveis”.

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Nome:  Marlon Teixeira

Twitter: @marlonteixeira

Idade: 20

Agência: Way

Como começou: ”Puts, é uma longa história (risos). Quem me descobriu foi Anderson Baumgartner, proprietário da agência Way. Temos amigos em comum, ele também é muito amigo da minha família. Numa coincidência boa, minha tia havia inaugurado um restaurante em Itajaí, onde nasci, e o Anderson estava na cidade para visitar parentes e foi conhecer o restaurante. Ele e minha tia não se viam há dez anos. Ele me viu, conversou comigo, questionou se eu topava ser modelo. No primeiro convite eu não aceitei, falei que não tinha interesse. Na época eu queira pegar onda, competia em campeonatos de surf. Passados dois meses, machuquei o joelho e tive que me afastar do surf por um tempo. E foi aí que resolvi dar uma chance, só pra ver no que ia dar, sem pretensão alguma. Vim pra São Paulo fazer o book e no dia seguinte fiz castings pra duas agências, uma de Paris e outra de Milão. Lembro que foi no dia 15 de dezembro. No dia 30 de dezembro eu já estava em Paris e Milão para a semana de moda. Trabalhei com exclusividade pra Dior. Voltei pro Brasil por uma semana para fazer o visto americano e fui para  Los Angeles fotografar Armani Jeans e aí não parei mais!”.

Qual a sua melhor experiência: ”O que me proporciona diariamente. A experiência de vida que adquiro todos os dias, o quanto amadureço a cada dia. O que cresci em um ano, levaria cinco ou 10 anos pra amadurecer na minha cidade com a vida que eu levava. Já passei por umas coisas engraçadas, como me perder em aeroporto, ou a agência mandar passagem errada, e eu não ter pra quem ligar, sem falar inglês, foi um sufoco”.

E sua relação com moda: ”Eu procuro me vestir do jeito mais confortável, do jeito que eu acordo. Acho que homem não monta look ou pensa demais nisso, acho. Não sei (risos). Ao menos eu, não. O que eu realmente gosto é de colocar uma bermuda e ficar na praia, porém eu moro numa cidade grande que é Nova York, e, até pela minha profissão, preciso me vestir de acordo. Daí acabo colocando uma calça jeans, bota e camiseta.”

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

As verdadeiras mulheres ricas aparecem no desfile de Reinaldo Lourenço

21/01/2012

por | Gente

Por Andreia Tavares e Carla Valois

Reinaldo Lourenço ao final de seu desfile ©Agência Fotosite

O desfile de Reinaldo Lourenço foi o primeiro deste sábado (21.01) e,como sempre, levou para os salões da FAAP suas fieis clientes e amigas de longa data, que atraíram todos os olhares e a atenção dos fotógrafos presentes. O FFW conversou rapidamente com algumas das “verdadeiras mulheres ricas” (e chiques) de São Paulo:

KIKA RIVETTI E CRISTIANA NEVES DA ROCHA 

Kika Rivetti e Cristiana Neves da Rocha e os detalhes de seus looks; sapatos Valentino e bolsa Hermès ©Juliana Knobel/Carla Valois

Como a senhora define estilo?

Cristiana: A moda é muito democrática, a gente está usando o que a gente está a fim. Não tem uma rigidez muito grande. A tendência se confirmou e os comprimentos abaixaram, mas tem saia rodada, tem saia justa, tem de tudo; é uma democracia muito grande de moda.

Kika: Graças a Deus, todo mundo pode continuar tendo o seu estilo. Não tem nada pior do que pessoas que só usam coisas que viram em desfiles e não tem nada a ver com elas. A grande sabedoria é saber usar o que te cai bem. O Reinaldo transmite isso sem dúvida. O estilo dele é um clássico renovado. A mistura que nós temos de coisas boas do passado com coisas atuais faz realmente um estilo ficar divertido.

CASSIA ÁVILA  VARTANIAN

Cassia Ávila, com look total de Reinaldo Lourenço ©Juliana Knobel/FFW

Como define o seu estilo?

O meu estilo é totalmente urbano e tem tudo a ver com o Reinaldo. Acho que ele faz uma moda urbana, contemporânea, com peças fortes. Tem muita personalidade. Inclusive, por causa disso é que o meu armário é quase todo Reinaldo. Combina comigo, é confortável, eu me sinto bem nessa roupa, sinto que estou bonita. É isso, eu sou muito urbana, então alfaiataria, jaqueta de couro, não sou muito de cores, sou bem monocromática. Branco, preto, azul, cinza, azul marinho. Hoje é que eu estou mais colorida, mas não é normal.

RAQUEL SILVEIRA

Raquel Silveira, com saia Lilly Sarti, bolsa Hermès e sapatos Christian Louboutin ©Juliana Knobel/Carla Valois

Como define o seu estilo?

Meu estilo é sempre meu casual. Sou muito amiga do Reinaldo, adoro o trabalho dele. O meu business não é moda, mas de certa forma é uma arte plástica em geral.

MARIANA WEICKERT

Mariana Weickert, toda de Reinaldo Lourenço ©Juliana Knobel/FFW

Como define o seu estilo?

Eu não tenho um estilo definido. Acho difícil definir o estilo em palavras. Depende muito da tua disposição, do teu humor. Tem horas que o maior ponto de variação é o meu tempo mesmo, eu prefiro dormir. Se eu só tenho cinco minutos vai ser uma calça jeans e uma camiseta.

JOHANNA STEIN BIRMAN

Johanna Stein e os detalhes de seu look, Valentino e sapatos Schutz ©Juliana Knobel/Carla Valois

Como define o seu estilo?

Nunca tenho muita arrumação, é sempre mais confortável. Gosto de alfaiataria, e por isso me identifico com o Reinaldo, ele faz uma ótima alfaiataria.

Top maquiador fala sobre beleza brasileira e ensina truques de make

21/01/2012

por | Beleza, Gente

John Stapleton, no SPFW, em conversa com o FFW ©Felipe Abe

John Stapleton, maquiador sênior da M.A.C, trocou os eventos de Hollywood por um tempo pelo SPFW para fazer a maquiagem da Osklen, Ellus e Reinaldo Lourenço. Com um olhar mais conceitual sobre a maquiagem, Stapleton, que estudou arte e tem um mestrado em língua inglesa, foi parar nos camarins primeiro como modelo mas rapidamente percebeu que queria mais da sua profissão e que “ser só modelo era muito chato”. Tendo estudado arte, John já sabia o essencial para vingar nesta profissão: “Contorno, iluminação e teoria das cores”, explicou.

Simples na sua essência, o filho de Iemanjá, como se considera, que descreve a beleza brasileira como “uma coisa que não se consegue engarrafar”, fala-nos como a beleza interior é tão ou mais importante quanto a beleza exterior e de como uma mulher confiante e segura de si mesma é mais bonita que uma mulher bem vestida.

Em uma entrevista longa, porque John é falante e nós somos curiosos, o maquiador conversou com o FFW sobre alguns truques de maquiagem, o seu Top5 de produtos e a sua simples e verdadeira visão de beleza, e ainda lançou um desafio às mulheres brasileiras.

É a sua primeira vez no Brasil?

Não, é a minha 4ª vez no Brasil. É a minha segunda vez em São Paulo e duas outras vezes estive no Rio; eu adoro as duas cidades.

Como caracteriza a beleza brasileira?

Eu acho que é natural. Consiste em uma coisa que não se consegue engarrafar. Está no DNA, na cor da pele… mesmo quando é mais pálida, tem muito mais vibração na sua pele e é uma coisa que não se consegue copiar, cor de pêssego, dourado, coral, um tom que está em todas as pessoas. É uma cor muito tropical para nós, estrangeiros, inimitável, que toda a gente quer reproduzir e não consegue.

E acha que essa é a principal caraterística da beleza brasileira? 

Para os americanos é uma pele bonita de uma cor inatingível e corpos curvilíneos e sexys. Os americanos pensam no Brasil como um local muito exótico que é intrigante e misterioso ao mesmo tempo. Tem toda uma mística sobre o Brasil e assim que o visita percebe que é “só” uma grande cidade e uma praia muito bonita. Mas enquanto se está longe toda a gente é bonita, é tipo uma fábrica de gente bonita. E eu sei que é verdade. As pessoas me dizem, “meu deus, as pessoas que você vai ver e conhecer, que lindas que elas são”. E eu tive no passado relacionamentos com  pessoas no Brasil e já tive conversas em que eu elogiava a beleza de alguém e a pessoa simplesmente respondia que era uma pessoa normal no Brasil. Mas esse é o mistério da vida, ter tantas pessoas atraentes por motivos diferentes. Isso é muito intrigante para nós.

Que caraterística a mulher brasileira tem e que deva ser valorizada?

Ela tem uma dignidade por ela mesma. Ela não precisa criar muito buzz em volta dela. Ela está confortável com ela mesma em chinelo e em salto alto. Acho que ela é versátil mas tem um caráter forte. Nós, americanos, pensamos na mulher brasileira como sexy e acho que muita gente pensa que isso é sinônimo de pouca roupa, mas eu acho que não é verdade. Eu acho que é uma certeza que ela tem dela mesma que faz com que ela se sinta confiante, ela é forte e não tem noção do rasto que deixa atrás dela. No meu mundo, vejo muita gente passando e acho que quando a mulher brasileira passa, parece que não tem noção do quão bonita ela é e que tem tanto allure atrás dela.

Conte-nos um pouco sobre a sua carreira, como começou, o que estudou, se tem algum mentor…

Eu estudei Artes Visuais em Nova York e queria me mudar para Los Angeles para continuar a minha carreira. Quando me mudei, estava interessado em cinema, pintura, enfim, tantas coisas diferentes. Trabalhei lá durante alguns meses e um olheiro me viu… eu era mais novo, mais bonito, tinha 20 anos… e só fui modelo durante dois anos. Tive algum sucesso, conseguia viver disso e de corrigir textos para uma revista, porque eu fiz também um mestrado em inglês, e esse era o meu trabalho noturno. Também trabalhei para uma agência de publicidade, e em livros de crianças. Naquela altura achei que ser só modelo era muito chato e na verdade fiz muitas amizades com vários maquiadores, passava muito tempo com eles me divertindo. Eles passavam lápis no meu olho e era uma altura em que o look “sujinho” estava muito na moda, a Kate Moss era uma novidade, eu era uma novidade! (risos) Então foi uma época muito interessante. Mas não podia ser só isso. Depois que o divertimento passa, sobra pouca coisa.

A entrada para o mundo da maquiagem foi com uma amiga que trabalhava na M.A.C e estava saindo e me disse que eu devia tentar. Eu fui lá, me entrevistaram e eu fiquei com o lugar dela! (risos)

Sério? Sem nunca ter trabalhado ou cursado nada com maquiagem?

Sim! A única experiência que já tinha tido com maquiagem foi quando era criança e fazia filmes de terror com os meus amigos e eu fazia as pinturas do sangue e eu adorava! Toda a história da beleza era simples para mim porque o meu background era “como a vida se desenha” e desenhos da vida e entender como desenhar a vida e a natureza. Então é esse o segredo da maquiagem. Contornos, highlights, teoria das cores, estava na minha cabeça já e foi uma coisa que eu fui percebendo que era boa para mim. Ia continuar na indústria, era criativo e fui ficando.

Você já fez muitas estrelas de red carpet, alguns Oscars; como é essa experiência?

Sim, já fiz e ainda faço. Fiz para o Oscar a Anika Noni Rose, que faz a voz da “Princesa e o Sapo”, muito bonita; e eu trabalho sempre com a Kelly Osbourne para todos os eventos.

E como fez para os Globos de Ouro [John já estava no Brasil durante a premiação deste ano]?

O meu namorado fez. Ele é cabeleireiro dela… Eu achei que ficou muito bem, mas muita gente criticou! E eu disse pra ele! Ele respondeu que era um vestido Zac Posen, feito especialmente para ela e que Zac pediu uma coisa clássica.

Quem gostaria de maquiar?

Angelina Jolie. Eu poderia simplesmente pegar terra do chão e colocar no rosto dela, que ficaria linda. Ela é linda. Aquela boca, a pele, os olhos… eu adoraria, adoraria, adoraria trabalhar com ela. Mas por outro lado, gostaria de maquiar por exemplo, a Dolly Parton, um ícone americano de verdade. Acho que seria muito divertido e maravilhoso, além do mais, sou um fã.  Ela é o máximo, super icônica e mega cool. A coisa que mais gosto nela é que ela tem um grande senso de humor sobre ela própria. E eu acho maravilhoso. Se nos levarmos muito a sério, principalmente nesta indústria, pode ser muito prejudicial.

A mulher mais bonita de uma sala não é a que se veste melhor mas sim a que é mais feliz. Concorda?

Totalmente. Chama-se senso de si mesmo. Acho que a mulher está no seu estado mais bonito quando ela compreende quem ela é.  E quando ela chega a uma aceitação dela mesma de “isto é o que eu sou e eu gosto da minha vida” e todas as pessoas que já conheci em Hollywood que eu penso “o que se passa com esta pessoa”, elas têm alguma coisa. Um carisma que não se consegue explicar.

É mais fácil maquiar alguém que já é bonita?

Sim, claro. Na minha carreira, já devo ter feito uns 300 shows. Por temporada faço uns 25 shows e já faço isto há 10 anos. As meninas são lindas e não tem muito truque para transformar uma menina brasileira de 15 anos, sem poros, com olhos e boca bonitos e estrutura óssea capaz de matar alguém, em uma diva. Ela já é o ideal. A magia que acontece com a maquiagem é como fazemos com que esta menina se transforme em uma das meninas das passarelas. É o contrário.

Ontem no backstage da Osklen você falou que a maquiagem natural era a mais difícil de fazer; é mesmo?

Sim, nós temos que levar mais em conta o que devemos amplificar, o que queremos mostrar. Porque é fácil olhar para um rosto e ver o que é obvio que se pode realçar, os olhos, a boca… o verdadeiro desafio é ver o rosto como uma tela e conseguir desenhar nela o que queremos. Uma pele limpa, sem cor, requer mais trabalho. Muito mais. Ontem, na Osklen, eu falei para os rapazes usarem determinados produtos, mas eu também dei liberdade para eles para verem o que cada modelo precisava. 

Qual a tendência para a maquiagem?

Maquiagem natural com pontos de interesse. Não vale fazer um make sem graça. É natural mas tem que ter alguma coisa… texturas, brilho… assim como as roupas, vamos assistir a uma mistura de brilho com matte e várias texturas. Na Osklen, por exemplo, vimos muitas tachas e brilhos e camadas e texturas… então acho que com maquiagem vai ser assim também.

Qual o mais importante ritual de beleza ?

Limpar a pele e beber muita água. O interior é tão importante quanto o exterior e precisamos cuidar bem dele. Exercício e água. Nós viemos do oceano. Por isso sou fã de Iemanjá. Tenho uma tattoo dela nas minhas costas. Ela é o meu Orixá. E ainda nem fui à Bahia! Preciso muito ir e sentir toda a energia de que falam. Adoro esse aspecto da religião, em que ela é acessível a todo o mundo. Mas isso é outra conversa! Para a pele o interior é tão importante como o exterior. Ela é um órgão importante, então precisa de cuidado.

Quais são os maiores erros que as pessoas cometem?

As pessoas se prendem a uma coisa que acham que fica bem. Um batom, uma base, uma sombra… ficam presas a uma determinada situação. Somos criaturas de hábitos e temos medo de experimentar coisas novas. Mais porque estamos habituados do que porque não gostamos. Eu sempre digo, quando forem cortar o cabelo ou comprar maquiagem, considerem uma segunda opinião. Mas não pode ser o namorado que vê você todos os dias! Leve uma amiga. Mas daquelas verdadeiras, que não tenha medo de dizer a verdade.  Uma amiga aberta a coisas novas, que curta arte, cinema, música… daquelas que vão saber dizer coisas que ninguém nunca ouviu falar. Todo mundo tem uma amiga assim.

Quais são os seus truques de maquiagem?

Uma das coisas que eu mais gosto é o iluminador em um tom rosa bem suave, que eu uso embaixo do olho, nariz, e no centro do rosto para realçar. Eu adoro colocar iluminador no topo do lábio porque faz com ele sobressaia muito, na ponta do nariz e nos ossos das bochechas para que o centro do rosto se destaque. Estes são truques que realçam a estrutura óssea e que eu uso sempre.

Eu adoro, e claro, é um favorito do tapete vermelho, um blush com tons mais minerais, com um pouquinho mais de brilho. Não super brilhante, mas só um brilho de leve, para quando você sorrir se ver que está jovem e bem. A Helen Mirren por exemplo, quando ela sorri é maravilhoso. Todo mundo devia experimentar.

E eu sei que no Brasil as mulheres têm medo de coisas muito brilhantes, porque acham que parece suado ou gorduroso. Mas é um desafio que eu faço às mulheres brasileiras: experimentem!

E agora?

Agora tenho que ir para casa e certificar-me de que ainda tenho um emprego. Perdi os Globos de Ouro, perdi um programa da Kelly, então tenho que me certificar disso. (risos)

E leva muitas compras na mala?

Sim! Comprei este tênis na loja da Havaianas, que são ótimos porque são super confortáveis e pretos então dá para usar no backstage. Quero comprar um escapulário de verdade. Já tive uns no passado, mas eram de plástico então preciso comprar um para ficar para sempre. Um amigo me levou às compras na Osklen e comprei duas t-shirts, uma preta e uma branca que diz Iemanjá, que em Los Angeles  ninguém tem e vai fazer um sucesso.

E eu quero muito voltar ao Brasil. Eu adoro a equipe daqui. A Fabiana Gomes, que eu conheço há uns cinco anos, desde que ela entrou para a equipe, está fazendo um trabalho maravilhoso, que me deixa muito orgulhoso, ela é uma maquiadora muito boa. Ser um artista sênior para uma marca grande pode ser muito solitário. Cada um está em seu canto e não temos muito tempo para conversar, então quando nos encontramos falamos de tudo, e partilhamos muitas experiências. Durante estes shows, ela esteve lá comigo. E ela tem a sua agenda própria. Então para mim foi muito bom, poder ver a vida dela e conhecer os seus colegas… foi muito generoso da parte dela. Assim como a Vanessa Rozan, que também trabalhou para a gente e é uma ótima maquiadora, com uma carreira incrível. Nós jantamos juntos, e foi ótimo. Não vejo a hora de voltar!

Saiba mais sobre Rodrigo Rosner, que fez sua estreia nesta edição do SPFW

21/01/2012

por | Gente

Por Lívia Roncolato, em colaboração para o FFW

O estilista Rodrigo Rosner, no backstage, antes do desfile ©Lívia Roncolato

O estilista Rodrigo Rosner fez sua estreia no SPFW Inverno 2012, logo no segundo dia de evento. Rodrigo nasceu em um ateliê de moda, mais especificamente o Ateliê Parisiense, que pertencia à sua família e foi muito importante em São Paulo entre as décadas de 70 e 80, quando produzia peças prêt-à-porter da própria marca, chegando a vender para Daslu, Patachou e Le Lis Blanc. “Na época, meus pais fizeram uma campanha para que eu estudasse Administração de Empresas para cuidar dos negócios da família, mas minha paixão sempre foi dar pitacos no trabalho das estilistas da fábrica”, conta Rodrigo.

Por causa de sua personalidade leonina, “se achando a própria reencarnação de Christian Dior”, Rodrigo fez com que duas estilistas pedissem demissão por sua causa. Neste momento, seu pai fez a pergunta crucial da sua vida: ou você muda esse seu jeito ou faz toda nossa coleção de uma vez. A segunda opção foi a escolhida, claro. Apesar de ter dado muito trabalho, a empreitada acabou por formar um profissional respeitado, que também tem dois cursos na escola Central Saint-Martins, em Londres.

Após 11 anos trabalhando na fábrica da família, e mais um ano e meio como estilista em uma outra marca, Rodrigo decidiu que queria apostar no que realmente gostava: roupa de festa. “Nunca me esqueci de duas noivas que vi quando tinha três anos de idade”. As roupas e os preparativos para o evento o encantaram. Depois disso, todos os seus desenhos eram de vestidos de noivas, até o Snoop ele vestia assim em seus rabiscos.

Looks da coleção de Inverno 2012 da R.Rosner ©Agência Fotosite

A R.Rosner, sua marca própria, nasceu há quatro anos e desde o início se apresentou na Casa de Criadores, evento dedicado à descoberta de novos talentos. Quando decidiu sair do evento, mandou seu material para a Luminosidade, que está por trás do SPFW e do Fashion Rio. Depois de três meses, recebeu oficialmente o irrecusável convite. A coleção já estava em andamento, pois ele planejava realizar um evento pequeno, só para as suas clientes. Com o convite em mãos, o estilista e sua equipe correram contra o tempo para produzir um desfile maior.

Segundo o estilista, essa é a hora em que ele não precisa pensar no compromisso comercial que tem no dia a dia do ateliê. A atual coleção foi inspirada em um livro de mariposas que ganhou há muito tempo de uma amiga. “Sempre amei mariposas, elas têm um dark side que a borboleta não tem”, diz. A cartela de cores, os bordados e a modelagem foram todos retirados deste universo. Rodrigo gosta muito da mistura de materiais mais pesados, como bordados, e leves, como chiffon e rendas, para fazer seus vestidos. “Tudo é tão chato hoje em dia, que nas festas é permitido ousar.”

Veja a coleção completa de Rodrigo aqui

DoubleTrouble#2: ela, já querida de todos; ele, new face de dois meses de carreira!

20/01/2012

por | Gente, Moda

Via @felipeabe @betosiqueira

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Depois das descobertas do #Manhunt na última temporada, Felipe Abe e Beto Siqueira voltam com suas apostas da temporada. Nos posts diários do DoubleTrouble veremos sempre um casal de modelos (não no sentido de namorados) que se destacaram pelos corredores da Bienal.

Somente dois meses de carreira e Thiago Vasques já está na sua primeira temporada de moda nesta SPFW Inverno 2012. Encontramos e conversamos com o belo modelo de Santa Catarina no backstage da Osklen. No backstage bombado de Alexandre Herchcovitch batemos um papo com Malu Bortolini, que nos contou sobre seu amor pelo mundo da moda:

Nome: Malu Bortolini

Idade: 17

Agência: Joy Model

Como começou: ”Com 15 anos eu mesma procurei a agência em Porto Alegre, minha cidade natal. Participei do concurso dessa agência chamado Beleza Mundial, que também revelou outras modelos que trabalham bastante hoje em dia. Depois disso mudei pra São Paulo mas fiquei uns seis meses sem fazer absolutamente trabalho algum. Quando completei 16 os trabalhos vieram. Comecei nas temporadas Rio e São Paulo e em seguida viajei”.

Qual a sua melhor experiência: “Sou suspeita pra falar, porque amo o que eu faço. Conhecer os profissionais que eu sempre admirei pra mim é muito prazeroso. Estou muito feliz fazendo isso! Não só pelo mercado mas pelo estilo de vida corrido, sem rotina. Viajar também não tem preço, já fui pra Paris, Nova York e Tóquio. Fui sozinha, mas foi muito fácil de me adaptar e fazer amigos, já falava inglês, o que ajudou muito. Estou tentando aprender francês, é meu novo objetivo pra esse ano! Aprendi muito com tudo isso, coisas que se eu estivesse na minha cidade só conseguiria daqui a dez anos. A gente tem que se comportar como adulto. Encarar certos problemas de uma forma muito madura, então amadureci. O mais estranho de tudo é fazer parte de um mundo que você nunca imaginou, como por exemplo chegar numa festa e ver o Leonardo DiCaprio do seu lado. Você fica olhando e pensa:  ’Eu to aqui mesmo?’”(risos).

E sua relação com moda: ”Eu gosto bastante de moda, tento aprender muito com as pessoas que eu trabalho, mas também leio revistas e sou ligada em internet. Gosto muito de lojas de departamento e de brechós, gosto da mistura! De vez em quando compro alguma coisa mais cara, mas só quando vale a pena mesmo. Uso bastante camisa com casaquinho, bem college. Estou sempre assim, virou meio marca registrada já, o colarinho da camisa abotoado até o final”.

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Nome:  Thiago Vasques

Idade: 20

Agência: Elite Models

Como começou: ”Estou só há dois meses modelando! É minha primeiríssima temporada, estou muito empolgado. Fui achado por um fotógrafo da minha cidade. Tinha uns contatos pelo facebook e ele me achou, fizemos umas fotos que foram enviadas para a Elite de São Paulo. Voltei pra preparar o corpo, precisava emagrecer um pouco. Agora estou morando em SP”.

Qual a sua melhor experiência: ”Já notei que não é uma carreira fácil, pesa muito no psicológico. Mas ao mesmo tempo é muito cheia de oportunidades. Quero viajar o mundo inteiro, fazer sucesso na profissão e principalmente ganhar dinheiro. Essas expectativas já fazem da carreira algo muito interessante! Minha primeira temporada fora do país deve ser em Milão”.

E sua relação com moda: ”Eu sou de Itajaí, lá surfava muito, então usava roupas largas, bem surfware mesmo. Não me preocupava com a minha imagem. Ainda estou meio perdido aqui em São Paulo pra achar roupas. Mas já tenho usado calças mais justas. Gosto muito de camisetas básicas, tipo Hering”.

 ©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Top Bruna Tenório fala sobre sua carreira – que quase não começou

20/01/2012

por | Gente

Bruna Tenório no backstage da R.Rosner ©Carla Valois/FFW

No SPFW para alguns poucos desfiles, a modelo alagoana Bruna Tenório alcançou o que nenhuma outra em sua cidade conseguiu: ser reconhecida internacionalmente por seu trabalho, estampar as capas das publicações de moda mais importantes do mundo e desfilar para grifes que fazem parte do imaginário de toda fashionista.

No backstage da marca R.Rosner, estreante nas passarelas do SPFW, Bruna Tenório, extremamente elegante de conjunto Lucy In The Sky, bolsa Chanel e acessórios Vighi Design, bateu um papo com o FFW e contou um pouco da sua trajetória – desde os tempos difíceis de new face, quando quase desistiu da carreira de modelo – até hoje, em que carrega o status de top.

Bruna Tenório no backstage da R.Rosner ©Carla Valois/FFW

Como começou a sua carreira?

Eu comecei aos 16 anos de idade, depois de tentar muitos concursos na minha cidade, Maceió, e aqui em São Paulo. Nada estava dando certo e chegou um momento em que eu falei: “Ah, deixa, eu não quero mais ser modelo, vou desistir dessa profissão e vou tentar outras coisas”. Eu estava fazendo PSS 1 e 2 [como o vestibular da Universidade Federal de Alagoas era conhecido] de Jornalismo e estava indo para o terceiro ano do colégio quando um booker de São Paulo foi passar férias em Maceió e viu uma foto minha de um dos concursos que eu tinha participado. Ele foi atrás de mim, queria me ver pessoalmente. Quando nos encontramos eu já tinha certo na minha cabeça que seria a última vez que iria tentar…e foi na última vez que deu certo!

E quais foram os seus primeiros trabalhos?

Ele [o booker] me convidou para vir fazer parte da agência dele aqui em São Paulo, que era uma muito pequena e hoje já não existe mais. Eu vim com a minha mãe e participei do SPFW. Fiquei os seis primeiros meses em São Paulo e depois assinei contrato com a agência em Nova York.

Sua mãe inicialmente veio com você?

Veio, ela ficou os dois primeiros anos morando comigo morando lá em Nova York.

Você gosta de moda desde pequena? Porque em Maceió não havia muito interesse no assunto quando você era criança.

Antigamente não havia em Maceió esta coisa de seguir tendências ou um mercado de moda muito forte, mas eu percebo que hoje em dia Maceió cresceu muito nesse aspecto, há muitos blogs novos e as pessoas estão mais antenadas. É muito bom ver que a sua cidade está crescendo.

Mas seus pais influenciaram você?

Minha mãe foi costureira durante muitos anos, teve um ateliê durante sete anos e eu sempre acompanhei, desde pequena, essa sequência da confecção das roupas. Ela também comprava revistas como “Manequim” e eu aproveitava os retalhos de tecido para fazer roupas para as minhas bonecas, mas eu não penso nunca em ser estilista, sempre tive uma paixão por roupas, acho que é uma coisa de toda mulher. Eu também sempre fui fã de muitas modelos, admirava muito essa profissão, era o meu sonho…e deu certo!

Detalhe do look de Bruna Tenório ©Carla Valois/FFW

Detalhe do look de Bruna Tenório ©Carla Valois/FFW

Como é morar em Nova York?

No começo foi assustador! Sair de Maceió para vir para São Paulo já foi um susto, imagina Maceió-Nova York. Se eu não tivesse minha mãe comigo eu não teria conseguido porque eu não falava a língua, não conhecia ninguém, então o primeiro ano foi meio complicado. Mas todos os dias eu ia na escola de inglês, hoje em dia, graças a Deus, eu tenho amigos e minha agência, que me ajuda em tudo… eu tenho a minha vidinha lá. Hoje em dia não me imagino morando em outro lugar. Venho bastante para São Paulo trabalhar, tenho meu cantinho aqui mas, ao mesmo tempo, eu não me adapto à loucura da cidade. Em Nova York eu sei me virar, sei como pegar metrô e me sinto segura.

Como surgiu a ideia de criar o seu blog [blogbrunatenorio.com]?

Meu pai! Ele sempre lia as minhas redações no colégio e me influenciou a fazer jornalismo porque fala que eu escrevo super bem, mas não sei, né? Pai coruja é suspeito para falar. Então, quando comecei a minha carreira, passei por muitas coisas, que pouca gente sabe, boas e péssimas experiências. Meu pai sempre disse que podia fazer um livro com essas histórias. Quando fui para Hong Kong, por exemplo, me perdi na rua e não sabia falar uma palavra em mandarim, ninguém me entendia, chorei bastante. Enfim, no início foi difícil e meu pai sugeriu que eu criasse algo para que as pessoas pudessem me acompanhar, até porque na época nenhuma modelo tinha blog. Só quando comecei que tomei gosto, hoje eu adoro.

No seu blog você usa muitas referências literárias e de cinema. O que você gosta mais de ler e assistir? 

Eu gosto de comédias, filmes que vão colocar o meu astral lá em cima. E livros, gosto dos que vão me fazer chorar e pensar na história durante algum tempo.

Como é lidar com a exposição de se ver nas capas de revistas?

Acho que não tive nem tempo de parar para pensar nisso, mas é bom. É gostoso ver o seu trabalho reconhecido e saber que você alcançou mais uma meta.

Bruna sendo maquiada no backstage da R. Rosner ©Carla Valois/FFW

A pergunta clássica: quais os produtos de beleza você carrega na bolsa e acha indispensáveis no seu dia-a-dia?

Durante as semanas de moda eu não carrego nada porque a gente está sendo maquiada o tempo inteiro, mas no dia-a-dia eu levo aquela canetinha “Touch Éclat” da Yves Saint Laurent e o lip balm da Neutrogena. Antes da maquiagem eu lavo o rosto com sabonete líquido e passo a base que falei e o lip balm, não uso muita maquiagem.

Como surgiu a ideia de abrir a Sfilata [loja/brechó que a modelo abriu em Maceió]?

Depois de cinco anos modelando, eu não tinha mais lugar para colocar as minhas roupas. Eu dividia tudo entre o meu apartamento de São Paulo, Nova York e na minha casa em Maceió e não tinha mais espaço em nenhum dos três guarda-roupas. Eu não sabia o que ia fazer com tanta roupa! Eu dava algumas peças para as minhas primas e minha mãe também ficava com muita coisa, mas chegou uma hora que eu tinha que fazer algo com isso, um bazar ou um evento… e doar para a caridade. E aí foi que surgiu a ideia da minha mãe de abrir um brechó lá na minha cidade. Nós investimos e montamos a loja, que está dando super certo. Quando a gente fez a inauguração da Sfilata, 50% da renda foi revertida para instituições de caridade locais. Então temos também esse projeto social, que eu acho muito legal e que nenhuma outra loja em Maceió tem. Por ser um brechó, é a grande novidade da cidade porque em Maceió não existe brechó deste nível, lá tem sapatilhas Chanel, bolsas Gucci, peças da Isabel Marant e de várias outras marcas internacionais, boa parte das coisas eu ganho em desfiles e não cabem em mim, são grandes demais e eu não tenho tempo de apertar. Eu tenho tanta coisa, por que não dividir e levar coisas boas para a minha cidade?

DoubleTrouble#1: o rosto do perfume 212 + a modelo descoberta aos 13 no Orkut

20/01/2012

por | Gente, Moda

Via @felipeabe @betosiqueira

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Depois das descobertas do #Manhunt na última temporada, Felipe Abe e Beto Siqueira voltam com suas apostas da temporada. Nos posts diários do DoubleTrouble veremos sempre um casal de modelos (não no sentido de namorados) que se destacaram pelos corredores da Bienal.

Neste primeiro dia de SPFW, encontramos os gaúchos Matheus de David e Paola Ludtke. Ele já foi modelo da campanha do perfume 212 Carolina Herrera. Ela foi descoberta aos 13 anos pelo Orkut! Saiba mais abaixo.

Nome: Paola Ludtke

Idade: 18

Agência: Way Model

Como começou: ”Aos 13 anos um olheiro me achou pelo Orkut. Tinham algumas fotos na minha página, mas eu estava meio ruiva, não eram fotos profissionais. Quando completei 15 anos fiquei fora do país por alguns meses: Paris, Barcelona, Milão. Não trabalhei tanto, era muito nova então não podia fazer desfiles, etc. Mas aprendi muito, muito mesmo, fiz editoriais, muito material fotográfico. Em seguida voltei pro Brasil, e em março estou indo para Nova York onde pretendo me estabilizar”.

Qual a sua melhor experiência: ”Nossa, minha profissão mudou completamente minha vida. Se eu não estivesse modelando com certeza ainda estaria morando no Sul, no esquema escola, casa. Não que eu não fosse feliz, amava minha vida lá. Mas agora tenho oportunidade de ver muitas coisas, culturas, pessoas, histórias. Me tornei uma pessoa muito mais interessante. Eu evolui muito com isso tudo, e também conheci meu namorado aqui em São Paulo (risos).  Uma coisa muito engraçada que aconteceu na minha primeira semana em Paris foi que eu estava louca pra conhecer tudo! Saía sozinha fazendo auto-retratos com minha câmera. Quando fui até a torre Eiffel um cara perguntou se queria que tirasse foto pra mim, pegou minha câmera e foi indo pra trás, pra trás, pra trás, em direção a um jardim, e tropeçou e caiu dentro dos arbustos! Eu não sabia se ria, corria pra recuperar minha câmera ou ajudava o rapaz!”.

E sua relação com moda: ”Acho importante estar antenada com que está acontecendo, mas mais importante é manter nosso estilo. Eu sou mais clássica, gosto de coisas bem mais certinhas, neutras. Já melhorei muito, eu era bem pior, quase uma senhora! (risos) Não sou muito de seguir modinhas, compro coisas que vá usar muito. O pessoal da agência sempre me ajudou a criar um visual mais contemporâneo também. Pros castings é importante ter um visual menos poluído, mais limpo. Eu sempre gostei muito desse universo da moda, sempre fui muito vaidosa. Com três anos pedia pra minha avó pintar minhas unhas de vermelho, queria passar batom vermelho! Mas achava que tudo era glamour, tudo mágico. Inclusive quando a gente tá começando, as agências vendem uma ideia bem errada, gostam de nos iludir. Hoje eu vejo que é algo muito sério, não é só festas e diversão. Tem que se cuidar, cuidar do corpo, saber lidar com as pessoas, desde o rapaz que cuida da porta até a estilista, etc”.

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

Nome: Matheus de David

Twitter: “Tem um fake meu lá, mas não sou eu não!” (risos).

Idade: 24

Agência: Ford Models

Como começou: ”Faz tempo já! Acho que uns seis anos. Sou de uma cidade muito pequena chamada São Sepé, no interior do Rio Grande do Sul. E foi a história clássica de modelo. Um olheiro me chamou pra fazer umas fotos, mandou essas fotos para Porto Alegre e em seguida mandaram pra São Paulo. Me mudei pra São Paulo e depois disso fui pras principais capitais do mundo: Paris, Milão, Nova York, Londres, Tóquio, Singapura, Hong Kong, etc. Ufa, tem história!”. (risos)

Qual a sua melhor experiência: ”Sem dúvida as viagens. Dessa profissão é o melhor! Certa vez, em Paris, foi muito engraçado. Morava numa kitnete, bem pequena, com mais dois modelos e resolvemos fazer um peixe assado, que fez o cheiro tomar conta do apartamento. Fomos pra agência logo após o almoço, a booker sentiu o cheiro e perguntou de onde vinha. O outro modelo havia comprado perfume novo e falou que era seu novo Versace. A booker ficou chocada e falou algo como ‘É impossivel, esse cheiro é muito ruim!’”.

E sua relação com moda: ”Eu mudei bastante meu jeito de me vestir. Antes não dava muita importância para minha imagem. Comecei a usar coisas que jamais usaria se não fosse modelo. Claro que com um pouco de preconceito das pessoas da minha cidade. Meus amigos me ligavam fazendo piada sobre minhas roupas”.

 ©Foto: Felipe Abe // ©Edição: Pedro Lindenberg

No SPFW, Rosie Huntington-Whiteley fala de beleza, cinema e Victoria’s Secret

19/01/2012

por | Gente

Rosie Huntington-Whiteley no backstage da Animale

No Brasil exclusivamente para participar do desfile da Animale no SPFW, Rosie Huntington-Whiteley chegou causando furor no prédio da Bienal. Com um camarim individual, a modelo e atriz britânica preferiu receber os jornalistas em uma breve coletiva, que, apesar de bem intimista, durou somente 10 minutos.

Simpática e aparentemente tímida, Rosie vestia um look sóbrio (todo da Animale, claro) e conversou sobre sua carreira, o status de “mulher mais sexy” do mundo e sua infância no campo. Os jornalistas presentes se revezaram nas perguntas, que incluíram, sobretudo, a vinda da modelo ao Brasil pela terceira vez, a substituição de Raquel Zimmermann como estrela da marca neste Inverno 2012 e a sensação de ser uma “Angel”, como são chamadas as representantes oficiais da Victoria’s Secret.

Questionada inicialmente sobre sua rotina estressante e se às vezes se cansava de ser “a supermodelo-sexy”, Rosie disse que se sentia muito confortável consigo mesma, mas se pudesse trocar de lugar com alguém por um dia, a escolhida seria a cantora Beyoncé, que para ela é talentosa e carismática. A segurança da britânica, dona de uma elegância discreta e modos comedidos, pôde ser comprovada após conversarmos com sua maquiadora particular, Cris Narvaes: a pedido de Rosie, sua beleza foi um pouco diferente da beleza das demais modelos, com o intuito de não diminuir seus olhos (que a modelo considera muito pequenos).

Rosie abrindo o desfile da Animale ©Marcelo Soubhia/Ag. Fotosite

Como esperado, a britânica foi perguntada se, após a estreia no cinema [no filme "Transformers 3"], pretendia deixar as passarelas, ao que respondeu: “Se eu considerasse me aposentar não estaria aqui, eu sempre adorei fazer desfiles de moda e o quanto eles são teatrais, a energia que existe no backstage e fora dele”. A comparação entre as profissões de atriz e modelo também foi suscitada, ao que Rosie afirmou: “Para mim, fazer um filme foi uma experiência muito mais desafiadora. Com certeza algumas atrizes diriam que desfilar é mais difícil, é tudo muito diferente… estou modelando há nove anos, então já sou confiante quando desfilo. Atuar é muito novo para mim, ainda estou aprendendo. É um desafio, mas eu gostei”.

A rotina de beleza de Rosie foi um dos temas mais solicitados da entrevista. A modelo explicitou o quanto a atividade física era importante para seu bem-estar: “Minha rotina de beleza começa na academia, é onde fortaleço minha segurança. Então eu faço pilates, boxe, treinos de resistência, ioga. Dormir também é algo essencial e faz uma diferença imensa, para mim dormir oito horas toda noite é um tratamento”. Quando chegou a vez do FFW, questionamos a modelo se sua criação [Rosie cresceu em uma fazenda no interior da Inglaterra] e o fato de ser europeia tinham contribuído para que parecesse tão segura quanto ao seu corpo e não ter, aparentemente, problemas com a nudez. “Não acho que tenha a ver com minha infância ou de onde venho. Acredito que todo corpo humano é bonito. Quanto a mim, agarrei as oportunidades que surgiram”.

Rosie ao final do desfile da Animale de Inverno 2012 ©Marcelo Soubhia/Ag. Fotosite

“Sou uma garota normal de 24 anos, mas com um emprego louco. Fui abençoada com uma grande oportunidade que me permitiu fazer as coisas que eu gosto: amo viajar, estar com meus amigos e minha família, estar na minha casa, o que não acontece com frequência, mas acho que constantemente estamos descobrindo quem somos e evoluindo”, definiu-se Rosie. Quanto aos shows da Victoria’s Secret, Rosie afirmou serem seus preferidos: “É muito teatral, como nenhum outro desfile no mundo é. Para uma modelo, é uma honra imensa andar naquela passarela”.

Sobre o convite da Animale para que a modelo viesse ao Brasil, Rosie afirmou ter ocorrido antes do Natal e que, depois de uma rápida pesquisa sobre a marca na internet, ficou entusiasmada e lisonjeada. Quanto a substituir Raquel Zimmermann (e Megan Fox, na franquia “Transformers”), a britânica é firme: “É uma honra. No entanto, eu tento não olhar como substituição porque as coisas estão constantemente mudando. Espero que vocês não estejam muito desapontados por eu ter vindo no lugar de Raquel. Sei que ela é um ícone no Brasil e é uma das maiores modelos do mundo. Então vir após ela é fantástico”. Claro que é impossível não ter saudades de Raquel, mas Rosie Huntington-Whiteley não desaponta.

+ Veja aqui o desfile completo da Animale no SPFW Inverno 2012

Mais um anjo no backstage: o FFW conversou com a top Ana Beatriz Barros

19/01/2012

por | Gente, Moda

Ana Beatriz Barros no backstage da Animale ©Felipe Abe

É boa a entrevista?

FFW: – É!

- Então eu espero! Por ela eu espero! É a mulher mais sexy do mundo, né?

Esta foi a frase que ouvimos de um repórter que também esperava para conversar com Ana Beatriz Barros, antes de começarmos a bater um papo rápido com  a top. Afinal, Rosie Huntington-Whiteley não era o único anjo da Victoria’s Secret que passeava no backstage da Animale. A mineira de 29 anos, que o FFW encontrou no backstage da marca, também ia desfilar nesta edição do SPFW Inverno 2012 .

A top, que já desfilou seis vezes pela Victoria’s Secret, e que desde que começou sua carreira já caminhou pela passarela de muitos nomes internacionais, fez o calendário da Pìrelli e foi musa da “Sports Illustrated” por cinco anos, desfila com exclusividade há cinco temporadas para a Animale e desta vez não poderia ser diferente. (Ana adiou uma viagem para Londres com o seu namorado recente para desfilar hoje, mas o dever chama e amanhã está de partida para terras de sua majestade).

Linda como sempre, Ana Beatriz comprovava a teoria de que “couro no verão tudo bem”, arrasando com calças de couro pretas, camisa de seda branca e muitas pulseiras coloridas que a ex-Anjo mostrou ao FFW e explicou de onde vinha cada uma. Com pouco tempo para responder a todas as perguntas que lhe faziam e que vinham de todos os lados, ela respondeu a algumas das nossas questões, com a simpatia que lhe é característica.

Como começou a sua carreira?

Minha carreira? Comecei com um concurso de modelos, eu estava na praia com a minha irmã mais velha, e um olheiro me viu, falou “tem que  participar do concurso da Elite Model Look”, daí eu fui, participei, na época, 1996, fiquei em primeiro no Brasil e em segundo no mundial e daí eu fui morar em Nova York.

Quais foram os  desfiles que mais gostou de fazer?

Dior, Galliano, Jean Paul Gaultier, Animale, Forum e Blue Man.

Quem é o seu padrinho na moda internacional?

Galliano. Sempre me apoiou, foi o primeiro que me deu uma chance de fazer um grande desfile, e eu admiro muito o trabalho dele.

E quais são os seus cuidados de beleza?

Eu procuro não sair de casa sem protetor solar, tiro a maquiagem sempre depois do trabalho ou de alguma festa, tento comer super saudável, bebo bastante água e malho três vezes por semana.

Onde você comprou as suas pulseiras?

Adoro! Essa aqui foi em Londres, essa foi na África, o resto foi em Londres, esse aqui eu ganhei.

As pulseiras de Ana Beatriz Barros, quase todas de Londres ©Andreia Tavares

#Lado B: conheça a faceta fotógrafa da top Saskia de Brauw

19/01/2012

por | Gente, Moda

Capa da publicação de Saskia de Brauw, “Traces” ©Reprodução

Saskia de Brauw nasceu em 19 de abril de 1981 em uma vila perto de Amsterdam, na Holanda. Com apenas 16 anos iniciou o que parecia ser uma promissora carreira como modelo, que terminou um ano depois para se dedicar a outra das suas paixões: Arte e Fotografia. A sua educação artística inclui um ano em Fotografia, um ano em Arte e cinco anos de formação universitária que lhe deram um estatuto de Bacharel em Design na Gerrit Rietveld Academie de Amsterdam, concluído em 2008.

De Brauw mantém um blog que atualiza frequentemente desde 2009, onde fala sobre as viagens que faz, as coisas que encontra e a sua visão sobre as mesmas; ela mantém também um site que a artista intitulou de “Saskia de Brauw: view from my window” (A vista da minha janela), que reúne seu trabalho de fotografia e arte anteriormente publicado em 2009 em “Traces”, uma espécie de portfólio impresso que, como o próprio nome indica, fala, com ajuda de citações de alguns dos autores preferidos de De Brauw como James Joyce e Peter Brook, sobre os traços que as pessoas deixam para trás enquanto se movem pelo espaço e que histórias eles contam. Esses traços são um resultado da observação da artista da relação entre o corpo, muitas vezes o da própria Saskia, e o espaço que o rodeia por meio de diversas mídias como fotografia, vídeo e animações, performances e instalações tais como linhas pintadas na estrada.

Observação dos traços que deixam os passos dos visitantes da Praça Anton Kom, Amsterdam, 2005 ©Saskia Brauw/Reprodução

Depois da conclusão do seu curso, e com o objetivo de viver só da arte e da fotografia, a ex futura modelo trabalhou com crianças pequenas, foi garçonete e trabalhou em uma padaria.

A diferença é que ela o fazia não para estar em frente às câmeras mas sim para estar atrás.

Hoje a artista plástica sediada em Amsterdam, onde trabalha e vive, é também uma renomada modelo internacional, com inúmeras capas de revistas internacionais, muitas presenças em passarelas de Nova York, Londres, Paris e Milão para marcas como Vera Wang, Narciso Rodriguez, D&G e Tom Ford e é considerada musa por vários designers.

Conheça abaixo um pouco mais do trabalho de Saskia de Brauw. A fotógrafa, não a modelo.

Buurse, 2005 ©Saskia de  Brauw/Reprodução

Room II The Dutch Seaside, 2005 ©Saskia de Brauw/Reprodução

Fotografia de Saskia de Brauw ©Saskia de Brauw/Reprodução

Room III My Bedroom, Amsterdam 2005 ©Saskia de Brauw/Reprodução

“Mais sexy do mundo”, Rosie Huntington-Whiteley abre SPFW

18/01/2012

por | Gente

A sensualidade avassaladora de Rosie Huntington-Whiteley ©Reprodução

A coleção de Inverno 2012 da Animale pretende dar o que falar. A marca, conhecida por trazer há mais de cinco temporadas a top brasileira Raquel Zimmermann para as passarelas da São Paulo Fashion Week, aposta na vinda da modelo britânica Rosie Huntington-Whiteley, que desembarca em São Paulo para desfilar com exclusividade as peças criadas pela estilista Priscilla Darolt. A marca abre o evento, com desfile marcado para esta quinta (19.01).

Rosie, que desfila para a Victoria’s Secret desde 2006 e é o rosto do perfume “Burberry Body”, nasceu em Phymouth, Inglaterra, em abril de 1987 e foi criada no ambiente rural de Tavistock, cidade localizada à oeste de Devon: “Eu cresci em uma fazenda com galinhas, patos, ovelhas, porcos e cavalos. Minha mãe era personal trainer, mas adorava ler a ‘Vogue’ e outras revistas femininas”, contou ao jornal “The Daily Record”. Apesar de admirar tops como Kate Moss e Naomi Campbell e querer desesperadamente fugir da vida entediante no campo, Rosie não pensava que poderia seguir a mesma carreira: “[no colégio] brincavam comigo por eu ter lábios imensos e não ter seios. E por causa do meu sobrenome duplo, com hífen”. Mal sabiam eles…

Rosie em dois momentos: sensual para a Victoria’s Scret e clássica para a Burberry ©Reprodução

A vida, no entanto, reservava boas surpresas para Rosie Alice Huntington-Whiteley (seu nome foi inspirado em um poema do escritor inglês Alan Alexander Milne): a inglesa foi descoberta em 2003, aos 16 anos, quando procurava estágios em agências de modelos em Londres. No mesmo ano, fez seu primeiro trabalho, um comercial para a Levi’s. Logo seguiram editorais para a “Elle Girl”, “Teen Vogue”, “L’Officiel” e para as edições espanhola, italiana e japonesa da “Vogue”, além de campanhas para a Tommy Hilfiger, Abercrombie & Finch, Bloomingdale’s, BCBG Max Azria e DKNY. Mas foi só em 2006, quando estreou nas passarelas da marca de lingeries Victoria’s Secret que começou a ser notada mundialmente.Em 2008, Rosie foi selecionada por Christopher Bailey, diretor criativo da Burberry, para substituir Agyness Deyn na campanha de Outono/Inverno da marca, ao lado do ator inglês Sam Riley. A oportunidade conferiu à modelo o status de top e sua primeira capa na “Vogue” britânica. No ano seguinte, foi eleita a “Modelo do Ano” pela “Elle”, participou de um curta-metragem promocional da Agent Provocateur e foi elevada oficialmente ao posto de “Angel” da Victoria’s Secret.

Rosie na “Vogue” inglesa de março/2011 e na “LOVE” Fall 2010 ©Reprodução

De lá para cá, Rosie tornou-se a estrela de campanhas da Loewe e da linha de cosméticos da Burberry, estampou as capas das mais importantes revistas de moda (e as páginas do calendário da Pirelli) e até arriscou-se como atriz, ao substituir Megan Fox no terceiro longa-metragem da franquia “Transformers”. Pela primeira vez no Brasil, Rosie promete causar em terras nacionais o mesmo impacto que a fez ser escolhida a mulher mais sexy do mundo pela “Maxim” e “FHM”.

Burberry-Rosie-and-Sam
©Reprodução
Rosie, ao lado de Sam Riley, na campanha de Outono/Inverno 2008 da Burberry

Recordista de desfiles, Mariane Fassarella troca Alta-Costura por SPFW

17/01/2012

por | Gente

As muitas faces de Mariana Fasarella no Fashion Rio Inverno 2012 ©FFW/Reprodução

Quem acompanhou os desfiles desta última temporada de Inverno 2012 do Fashion Rio com certeza não deixou de reparar no rosto (e corpo) que pisou a passarela em 22 dos 24 desfiles que aconteceram no Pier Mauá, entre os dias 10 e 14 de janeiro.

Recordista de desfiles, Mariane Fassarella da Silva nasceu há 20 anos em Vitória, Espirito Santo, e hoje, considerada uma das apostas do ano, deve ficar entre São Paulo e Nova York.

Mariana, menina otimista e confiante, estava cotada para sair do Fashion Rio direto para os castings de Alta-Costura, em Paris. Mas optou por ficar no Brasil até o final da temporada, que ainda engloba a SPFW, e tentar bater o recorde de desfiles mais uma vez. Ela vai chegar em Nova York, para os lançamentos do Inverno 2012, com os pés quentes. Por enquanto, seus principais trabalhos fora do Brasil foram feitos na Argentina e no Chile.

A pedido dos leitores do site, batemos um papo breve com ela. Mas logo mais, pelos bastidores da SPFW, a gente pega ela de jeito!

Mariana Fassarella para Filhas de Gaia, Melk Z-Da e Giulia Borges ©Reprodução

Como começou a sua carreira?

Quando era adolescente, sempre fui magrinha e falava muito e todos ficavam no meu pé para ir a uma agência. E deu certo, fui atrás e aqui estou.

Quais os pontos altos da  profissão?

Com certeza as grandes mudanças e aprendizados! Aprendi a respeitar o espaço e as diferentes formas que cada um tem de viver e trabalhar. Também tive experiências maravilhosas em viagens nacionais e internacionais, que recompensaram muito meu esforço.

Quais são os seus planos para o futuro?

Dedicar-me cada vez mais para a minha carreira e àqueles que me ajudam a construí-la. Também quero aprender o maior número possível de línguas e diversas culturas.

Pequenos segredos de beleza?

Rir muito, fazer bastante careta e micagens em frente ao espelho e para amigos. Nada tira da minha cabeça que a felicidade é o melhor “creme” contra rugas e outras coisas mais.

Se não fosse modelo, o que seria?

Acho que seguiria alguma carreira voltada para comunicação, adoro falar e estar perto das pessoas.

O que aconteceu com a temporada de Alta-Costura que você ia fazer?

Eu estava de passagem marcada, porém decidimos, em conjunto com os departamentos nacional e internacional da agência, finalizar esta bela temporada já iniciada no Brasil e fechar com chave de ouro. A oportunidade de estar frente a frente com a Alta- Costura pode esperar um pouco. A sensação de debutar na temporada brasileira é única, quero aproveitar cada segundo e cada oportunidade que me oferecem.

Quais são as suas expectativas?

São sempre boas, sou otimista e confiante… Sou muito justa e correta, quero sempre dar o melhor de mim.

O que você mais gosta no seu corpo?

Acho que meus olhos e minha boca.

Como se sente sendo a recordista de desfiles do FR?

É uma sensação única, é como se todos percebessem a sua presença, é um pedaço seu em cada desfile, é o trabalho de dia a dia de uma equipe, é a vibração de um time de amigos, familiares e modelos… É inexplicável. Agradeço a todos pelo carinho e não irei desapontá-los.

Florence! Entenda o hype por trás dessa nova diva, que faz shows no Brasil

17/01/2012

por | Gente

©Yasmin Araújo*

Logo após o lançamento do álbum “Lungs”, em 2009, a música do Florence and the Machine foi definida pelo jornal britânico “The Telegraph” como “um encontro de Kate Bush com Aretha Franklin”. O disco – e seus seis singles – rapidamente alcançou as paradas de sucessos do mundo todo, incluindo o primeiro lugar na Inglaterra e nos Estados Unidos. Florence Welch, a voz e a mente por trás da banda, conquistou editoras de moda e grandes estilistas com seu estilo boêmio e meio retrô. Em fevereiro de 2011, a cantora foi citada por Frida Giannini, diretora criativa da Gucci, como uma das musas inspiradoras de sua coleção de Outono/Inverno 2011, que comemorava os 90 anos da maison italiana. Pouco depois, a ruiva tornou-se a embaixadora oficial da marca (com direito a figurino desenvolvido por Giannini exclusivamente para sua turnê norte-americana). Como se isso já não fosse o bastante, a cantora se apresentou no desfile de Primavera/Verão 2012 da Chanel e deixou a passarela de braços dados com Karl Lagerfeld. Este mês, Florence desembarca no Brasil como uma das principais atrações do Summer Soul Festival, que acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Florence com o figurino total Gucci de sua turnê americana ©Reprodução

Florence Leontine Mary Welch, ou “Flo”, como gosta de ser chamada, nasceu em agosto de 1986 em Camberwell, distrito localizado ao sul de Londres. Filha de um publicitário aficionado por música e uma historiadora especializada em Renascença, a inglesa cresceu em meio às artes e começou a cantar muito cedo nos casamentos e funerais de famílias conhecidas. A precocidade e o interesse artístico, somados à separação de seus pais, fizeram com que Florence tivesse uma vida acadêmica conturbada e culminaram em um diagnóstico de dislexia e dispraxia. Apesar dos problemas domésticos – após o divórcio, sua mãe se mudou com ela e seus dois irmãos para morar com um vizinho, que também possuía três filhos – a inglesa continuou se apresentando, mas agora em bares e clubes noturnos locais, até entrar para a Faculdade de Artes de Camberwell, onde produzia instalações que, segundo ela, serviam apenas para sua própria distração.

Decidida a seguir a carreira musical, Florence largou a faculdade e ao lado da amiga Isabella Summers formou o Florence Robot/Isa Machine, que depois passou a se chamar apenas Florence and the Machine: “O nome [da banda] começou como uma piada interna. Eu fazia música com minha amiga e chamávamos uma a outra de Isabella Machine e Florence Robot”. A grande chance da inglesa, no entanto, veio por acaso e de maneira muito inusitada: em dezembro de 2006, Mairead Nash, da dupla de DJs Queens of Noise, convidou uma amiga de Florence para tocar em um bar. Florence, então com 19 anos, apareceu no local completamente embriagada e prendeu Nash no banheiro, obrigando a DJ a ouvi-la cantar a música “Something’s Got a Hold On Me” de Etta Jones.

Florence de braços dados com Lagerfeld e de Chanel em jantar da marca na Semana de Moda de Paris ©Reprodução

Uma semana depois, Florence Welch estava cantando em uma festa organizada por Nash, que posteriormente concordou em agenciá-la. O disco de estreia, “Lungs”, não demorou a sair: composto com melodias que misturam coros a harpas, temáticas que variam entre a leveza do amor e o drama da solidão, o álbum é repleto de referências fantásticas, que em muitos momentos transportam o ouvinte para um mundo de conto de fadas – o mundo particular de Florence.

As melodias compostas por Florence Welch deram vida a clipes apoteóticos, como “Rabbit Heart (Raise It Up)”, “Drumming Song” e “Dog Days Are Over” (“You’ve Got the Love” é um cover da música “You Got the Love” do The Source com Candi Staton). A personalidade da inglesa, somada a sua performance cativante, seu estilo único e sua voz poderosa não inspiraram só a Gucci e a Chanel. A marca britânica Mulberry trouxe em sua coleção de Primavera/Verão 2011 uma horda de modelos com perucas ruivas que lembravam Florence. Givenchy, Yves Saint Laurent, Valentino, Balmain e Alexander McQueen são outras que também já vestiram a cantora nos tapetes vermelhos, com looks de Alta Costura e prêt-à-porter recém-saídos da passarela ou até confeccionados especialmente para ela.

No final de 2011 foi lançado o segundo álbum do Florence and the Machine, “Cerimonials”, que estreou em primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Muito elogiado pela crítica, o disco mistura elementos da música gospel com coros góticos, melodias célticas, blues, harpas e um crescente de tambores. Até agora já foram produzidos três vídeos: “What the Water Gave Me”, “Shake It Out” e “No Light, No Light”. No clipe de “Shake It Out”, aliás, a cantora usa dois vestidos de Alta Costura da Valentino em um cenário inspirado anos 1920, no filme “De Olhos Bem Fechados” e no romance ”O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald. Já em “No Light, No Light”, o que mais chamou a atenção não foi o figurino e sim as referências cristãs e pagãs, que geraram controvérsias e até acusações de racismo.

Polêmicas à parte, a dramaticidade continua presente nas composições de Florence: “Eu quero que minha música soe como se jogar de uma árvore, ou de um prédio alto, ou como se você estivesse sendo sugado para dentro do oceano e não pudesse respirar”. Parece ser impossível resistir ao charme e ao talento de Florence.

O Summer Soul Festival acontece nos dias 24 de janeiro, na Arena Anhembi em São Paulo, 25 de janeiro, no HSBC Arena do Rio de Janeiro e 28 de janeiro, no Stage Music Park de Florianópolis.

*As colagens de capa e a que abre essa matéria foram feitas pela jovem Yasmin Araújo, leitora do site, que mandou seu trabalho e foi convocada para essa arte!

Florence Vogue UK
©Reprodução
Florence Welch na capa da ''Vogue'' britânica de janeiro/2012